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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Cobertura de Show: Avenged Sevenfold – 28/01/2026 – Pedreira P. Lemisnki/CWB

Avenged Sevenfold e Mr. Bungle protagonizam noite inesquecível na capital paranaense

Primeiro grande show do ano em Curitiba, e ninguém menos do que a banda americana Avenged Sevenfold, e ainda com abertura de Mr. Bungle. O evento movimentou a capital, tanto no aumento dos movimentos em bares da região, hotéis, transporte público e de aplicativo.  Inclusive houveram bloqueios de algumas ruas ao redor da Pedreira Paulo Leminski, onde a equipe técnica já preparava a estrutura no dia anterior. Afinal, não era qualquer palco que abrigaria as famosas bandas neste dia 28 de janeiro de 2026.

O público lotou a Pedreira Paulo Leminski para assistir a tão esperada apresentação da banda, tanto que a organização precisou de muita competência para garantir a segurança no acesso ao local. Sendo que haviam duas filas, uma para o ingresso de Pista Normal e outra para o acesso à Pista Premium, vendida com um valor um pouco maior. A produção não deu moleza e estava verificando documentos e carteirinhas que dão direito à meia entrada. E por incrível que pareça, a fila para a pista premium estava muito mais longa do que a da pista normal, fato curioso em eventos como este. Inclusive o fato foi motivo de frustração de muitos, que reclamaram do calor e demora para a liberação da entrada, alguns dos fãs ainda relataram que ficaram quase duas horas na fila, após a abertura oficial dos portões.

Entretanto, ao adentrar em solo já histórico, de shows na capital paranaense, tudo transformou-se em alegria. Ótima organização, muito banheiros espalhados pelo local, com equipe de limpeza sempre a postos, funcionários com sinalização para sanar eventuais dúvidas, bombeiros civis, postos de acolhimento, distribuição gratuíta de copos de água. Além, dos postos de vendas de bebidas alcoólicas e não alcoólicas e snacks.

A banda americana de rock alternativo Mr. Bungle subiu ao palco pontualmente às 18:30hs, e trouxe surpresas. Para quem não sabe, Mike Patton, líder do projeto, foi frontman do Faith No More, responsável por muitos hits dos anos 90. Mas deixando o passado de lado um pouco, a surpresa foi a participação de Andreas Kisser nas guitarras, que substituiu Scott Ian (Anthrax) na apresentação. Quando ficaram sabendo da notícia, primeiro pelas redes sociais, depois rolou um burburinho na pista e a confirmação com o próprio entrando em cena, foi uma alegria só. Afinal, não é todo dia que se vê tantos ícones da música em um mesmo palco. De longe foi a atração de abertura mais inusitada de todos os tempos. E realmente agitou todo mundo, ganharam aplausos de atração principal. 

Destaque para o setlist enxuto mas eficiente, com a execução de “Refuse/Resist” do Sepultura, seguido da platéia gritando, além de “Hypocrites” com o famoso “Speak Portuguese or Die”, as ótimas “Sudden Death”, “Hopeless Devoted to You”. E para finalizar, o cover “All by Myself” muito bem executado na voz de Patton e nas guitarras nervosas de Kisser, e claro, algumas alterações nas letras, para apimentar a coisa toda. Uma obra prima. 

Claro, boa parte do público estava aflita e ansiosa, para que o show do Avenged Sevenfold começasse logo, mas para os mais velhos, o evento estava indo de vento em polpa!

Novamente, falando da organização e cuidado dos técnicos para que a banda subisse ao palco com tudo certo, nem a chuva que ameaçou cair, atrapalhou a preparação do palco. E quando finalmente as luzes se apagaram e os fotógrafos se dirigiram ao pit, a certeza do início acalmou os ânimos.

Pontualmente às 20:15hs, a banda californiana formada pelo vocalista M. Shadows, Zacky Vengeance, Synyster Gates ambos nas guitarras, Johnny Christ no baixo e Brooks Wackerman na bateria, surgem ao palco, para o delírio e aglomeração do front row. E foi com “Game Over” do álbum Life Is But a Dream… que o espetáculo começou, quando também os raios do sol deram lugar à sombra da noite, que pairou sobre a Pedreira, deixando a natureza exuberante e as luzes do Avenged Sevenfold darem seu show à parte.

É certo que a discografia da banda é vasta, consequentemente, sempre acaba ficando de fora alguma música do coração dos fãs de plantão, mas no geral conseguiram agradar à todos. Tanto aqueles que estão seguindo a banda durante sua turnê pela América Latina, quanto aqueles que estavam vendo os músicos pela primeira vez, e também aqueles que gostam de conhecer bandas diferentes, para sair da mesmice. Inclusive este último grupo não se decepcionou,  a cada música executada, a vontade de cantar e pular era maior, e também a admiração pela simpatia de M. Shadows e companhia.

A execução da famosa “Afterlife” foi precedida de muita euforia e participação do público. Os telões estavam bem colocados, com ótimas capturas de imagens, então quem estava mais distante não teve problemas em acompanhar com detalhes a apresentação. Lembrando que o complexo que envolve a Pedreira Paulo Leminski e a Ópera de Arame, é extenso, sendo assim, com lotação máxima, teve gente que ficou bem longe do palco. Mas a paisagem, o lago e a natureza compensaram com a exuberante vista que a distância proporcionou. Inclusive, permaneci junto ao palco grande parte da apresentação, mas em determinados momentos, me afastava para ter ideia da magnitude do evento, da sinergia do público, banda e natureza. Confesso que desde meu primeiro show no local, em meados de 1994, sinto que é o lugar perfeito para apreciar uma boa música e se conectar com o universo. Muito sentimental, mas tudo verdade!

Momentos inusitados fazem parte, e neste dia não foi diferente, em um determinado momento, alguém da plateia entrega um envelope ao vocalista, que prontamente diz tratar-se de uma “revelação/chá de bebê”. Com o envelope em mãos, ele continua o suspense, para finalmente revelar em plenos pulmões “It´s a *fu.ing boy”, e na sequência dos aplausos do público, anuncia a próxima música: “This song goes to the new one” “Hail To the King”! Uma emocionante homenagem ao bebê que está para nascer. A partir deste ponto, a banda já estava se sentindo em casa, com muita interação por parte de todos os músicos. Foi realmente gratificante estar lá.” Inclusive, para os olhares mais atentos, não era raro trazerem alguns fãs da área PCD para perto do palco, em um revezamento que fez toda a diferença, afinal tinham muitas pessoas que viajaram horas para estar lá. 

E quando você acha que já viu de tudo, eis que surgem gritos da platéia entoando “Seize the Day” insistentemente, e para surpresa geral, foram atendidos, de improviso claro, mas foi o suficiente para a banda ganhar milhares de corações tupiniquins. A noite não tinha como ser mais perfeita, depois de tantos anos de espera, finalmente uma apresentação digna de ficar para a história de Curitiba, uma das cidades mais Rock N´Roll 's do Brasil (Desculpem, o curitibano não resiste!).

O show seguiu a todo vapor, com conversas intercaladas, inclusive, em um momento um dos músicos foi “picado por uma abelha" e o vocalista sorriu e perguntou se seria possível continuar (em tom de brincadeira) e em meio a risadas em geral, o show prosseguiu! Foram vários clássicos da banda, para enfim culminar na execução da música “Nightmare”, em meio a promessa de que a banda iria voltar! E acredito piamente que vão cumprir o prometido, afinal, não é qualquer show que inunda de calor humano a Pedreira Paulo Leminski (N.T.: dias após o show, a banda anunciou que retornará ao Brasil em setembro para se apresentar no Rock in Rio). Um detalhe aqui para a iniciativa do fã clube oficial, onde foi feita a distribuição gratuita de fitas azuis para colocar no celular e projetar a lanterna em forma de luz azul durante esta música em particular. De uma forma geral deu certo, mas poderiam ser em um número maior, entretanto toda iniciativa sem fins lucrativos é sempre bem vinda, parabéns aos envolvidos pela ação!

Enfim, é chegado o momento melancólico: O término do espetáculo e a volta à realidade, e diga-se de passagem, para casa. A logística para a saída do público neste local, ainda é complicada, devido ao fluxo de pessoas e saídas reduzidas, tornando comum, o tempo mínimo de 30 minutos para se chegar ao lado de fora, a não ser que você saia antes da última música, situação impensável naquela noite de quarta feira. Mais um show para ficar na história da cidade!


Experiências pós-show

Bem, aqui vai o relato de alguém que foi sem carro ou carona para o show (Mesmo já sabendo dos problemas, resolvi arriscar, para dar um depoimento real, afinal o que seria do jornalismo sem expor a realidade da maioria dos headbangers). 

Atentando aqui, que a produção do show fez de tudo para que não houvesse nenhum transtorno para o público, inclusive sinalizando as saídas, avisando onde os fãs poderiam chamar os táxis e aplicativos de transporte, e também informando o local onde a Prefeitura de Curitiba disponibilizou transporte gratuito até o centro da cidade. Portanto, a logística do evento está de parabéns, pois é a primeira vez que vejo tal preocupação. A questão está mais no local do show, bem afastado dos centro da cidade, e também na ganância do ser humano, a tal da lei da oferta e procura. 

No bairro em questão há muitas residências que disponibilizam estacionamento com valores aceitáveis (Em torno de 60 a 100 reais por todo o período do show), além de banheiros com valores módicos (média de 5 reais). Os estacionamentos comerciais, localizados mais perto do show cobram em torno de 100 a 150 reais o período, um valor até aceitável, visto que você pode dividir o prejuízo entre os ocupantes do veículo. Para quem nunca foi ao local, trata-se de um bairro nobre, mas com muitas ruas arborizadas e desertas em certo horário noturno. 

Continuando o relato emocionante em mais um parágrafo, a pessoa que vos escreve pretendia pegar o transporte gratuito da prefeitura, com toda a segurança policial ao redor, mas durante o show, me senti compelida a ajudar algumas pessoas de fora, que pretendiam chegar aos seus respectivos hotéis (localizados na região central). E nos deparamos com “motoristas de aplicativos” (não sei se era o caso, e nunca vou saber) oferecendo a corrida a 100 reais em média, no caso de mais pessoas era necessário negociar. E quando você acessava o aplicativo “famoso”, ninguém aceitava a corrida (Pasmem!!!!). 

Conclusão, as duas garotas de fora da cidade ficaram mais de uma hora e meia do término do show para voltar para o hotel, e devem ter pago uma pequena fortuna. Eu e uma grande amiga fomos de ônibus gratuito para o centro da cidade. Tudo certo, ônibus limpo, de qualidade, fãs respeitando uns aos outros, uma maravilha! Mas qual o problema? Mesmo tendo experiências em shows, eu e minha amiga encontramos certa dificuldade para o retorno, mas tudo certo! Só fico imaginando a infinidade de pessoas, mulheres, homens, adolescentes de fora que sofreram para retornarem aos seus hotéis e ainda confiaram em homens com placas dizendo “transporte” sem saber a realidade. Fica a dica para os próximos eventos na Pedreira Paulo Leminski em Curitiba!




Edição/Revisão: Gabriel Arruda 


Realização: 30ebr


Mr. Bungle – setlist 

Tuyo

Anarchy Up Your Anus

Bungle Grind

I'm Not in Love

Eracist

Raping Your Mind

Retrovertigo

Refuse/Resist

Hypocrites / Habla español o muere

Sudden Death

Hopelessly Devoted to You

My Ass Is on Fire

All by Myself


Avenged Sevenfold – setlist 

Game Over

Chapter Four

Afterlife

Hail to the King

We Love You

Buried Alive

The Stage

Seize the Day

So Far Away

Bat Country

Nobody

Nightmare

Not Ready to Die

Unholy Confessions

Save Me

Cosmic

A Little Piece of Heaven

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Dani Matos (Viper, All Metal Stars BR): "Minha maior preocupação é que a obra do Andre (Matos) não se apague"

Dener Ariani / @denerwoods

Por Fernando Queiroz

Atualmente baixista do Viper, Dani Matos falou, em entrevista exclusiva, sobre o tributo All Metal Stars BR ao seu irmão, o saudoso Andre Matos (Angra, Shaman, Viper, etc.).

A turnê reúne três ícones do gênero: Aquiles Priester (Angra, Hangar e W.A.S.P), Edu Ardanuy (Sinistra e Dr. Sin) e Thiago Bianchi (Noturnall e Shaman). O projeto presta uma homenagem inédita a Andre Matos, um dos maiores nomes do metal mundial, cuja obra influenciou gerações. O time de músicos é completado por nomes de peso: Fábio Laguna (Hangar), Guilherme Torres e Saulo Xakol (ambos do Noturnall), formando uma verdadeira constelação do metal brasileiro. Juntos, eles prometem um espetáculo intenso e emocionante, repleto de clássicos, surpresas e faixas raramente tocadas ao vivo.

Como foi a abordagem quando chegaram até você com o projeto?

Dani Matos: Eu estava fazendo um show perto de São Paulo quando o Anderson Bellini me avisou que haveria um evento, em Santo André, relacionado ao documentário do Andre Matos, com algumas participações especiais. A ideia era que músicos subissem ao palco, e o Yves Passarell (ex-Viper) também estaria presente. Eu não o via desde antes da partida do Andre e tenho um carinho enorme por ele. Então eu disse: “Vou terminar o show aqui e vou até lá”.

Nesse evento, o Thiago (Bianchi) era um dos convidados. Ele comentou comigo: “Estou pensando em algo, mas ainda não vou te adiantar. Em algum momento eu te ligo”. Passou um tempo e ele realmente entrou em contato. Disse: “Eu preciso fazer isso. Além da repercussão muito boa quando eu cantei no Amplifica, é uma homenagem que eu sinto que preciso realizar. Já penso nisso há bastante tempo, mas depois de ver o apoio do público, fiquei ainda mais motivado. Só que eu quero fazer isso junto com a família dele”.

E, no fim das contas, o que a gente quer é que tudo seja feito da maneira correta. Minha maior preocupação é que a obra do Andre não se apague. Eu sei o quanto ela faz bem às pessoas e só tive dimensão real disso depois que ele se foi. Antes eu já tinha essa percepção, claro, mas não imaginava que fosse tão grande. É muito bonito ouvir relatos de pessoas dizendo que as músicas do Andre as ajudaram a seguir em frente.

Eu também não quero encerrar minha trajetória na música sem ter feito uma homenagem ao meu irmão. E tenho gostado muito de realizar isso com essa equipe, porque percebo que todos estão colocando coração no projeto. A proposta não é buscar um “cover perfeito”. A intenção é tocar as músicas dele, com o respeito que elas merecem.

Dener Ariani / @denerwoods

Você está como “special guest” nessa turnê. Você fará apenas um ou alguns shows, ou viajará com a banda pelo Brasil?

Dani Matos: O Thiago já tinha um acordo com o Saulo Xakol. Ele também tem seus motivos para estar ali homenageando o Andre. Eu pedi para participar como convidado, sem a ideia de “substituir” ninguém. Para mim, vai ser um prazer tê-lo no time!

Pretendem gravar material audiovisual ao vivo da turnê?

Dani Matos: É possível que exista algum material audiovisual, mas isso depende da aprovação de todos os envolvidos.

A exigência que eu faço é que tudo seja feito da forma correta. Se não for possível fazer corretamente, é melhor não fazer. É preciso conversar com quem detém os direitos do Angra, por exemplo, e isso envolve direito de áudio e de imagem. É uma possibilidade, mas apenas se todos concordarem. 

Por isso, de certa forma, fica também um incentivo para o público assistir ao vivo. É muito difícil reunir esse time novamente. É uma oportunidade rara, porque as agendas são complicadas. 

Dener Ariani / @denerwoods

Você acredita que esse projeto pode virar uma banda fixa, com gravações de discos e singles?

Dani Matos: Seria interessante, não vou negar. Mas, pelo mesmo motivo dito anteriormente, será difícil juntar essa equipe novamente. Por isso, a proposta é que seja um período realmente marcante. Tomara que a gente consiga repetir. O clima entre todos me surpreendeu muito, de forma positiva. 

O Viper já tem planos de gravar um disco com você tocando?

Dani Matos: A gente gravou um álbum ao vivo no ano passado e os singles desse show devem começar a sair em breve. Eu ainda não tenho certeza se posso dizer qual será o primeiro, prefiro segurar a informação por enquanto. 

Dener Ariani / @denerwoods

Por fim, Dani deixa um recado aos fãs

Dani Matos: Eu posso dizer que está sendo tudo feito da melhor maneira possível. Fico impressionado com o nível de organização: a produção está bem estruturada para que cada noite seja especial.

A gente não tem certeza de que isso vai ser documentado em vídeo, então é importante que, quem puder, esteja presente e chame amigos. Há ingresso solidário e outras modalidades para caber no bolso de quem quiser ir. Eu gostaria muito de ver todo mundo lá.

Imagino que cada noite será muito emocionante. Vai ser intenso, mas o mais especial é estar junto do público do Andre.


Ingressos e serviço:
São Paulo (15/03, Audio): ticket360.com.br

Datas da Turnê – Março 2026

05/03 – Chapecó/SC – Lang Palace
06/03 – Porto Alegre/RS – Opinião
07/03 – Florianópolis/SC – John Bull
08/03 – Curitiba/PR – Hard Rock Café
12/03 – Campinas/SP – Brasuca
13/03 – Ribeirão Preto/SP – Alcans Hall
14/03 – Juiz de Fora/MG – Cultural Bar
15/03 – São Paulo/SP – Audio
19/03 – Brasília/DF – Toinha
20/03 – Belo Horizonte/MG – Mr. Rock
21/03 – Rio de Janeiro/RJ – Sacadura 154
22/03 – Vila Velha/ES – Correria
26/03 – Recife/PE – Armazém 14
27/03 – Natal/RN – Ribeira Music
28/03 – Fortaleza/CE – Dragon Hall
29/03 – Teresina/PI – Bueiro do Rock


Degreed: Hard Rock Melódico Em Sua Melhor Forma (Also In English)

Frontiers Records (Imp.)

Por Flavio Borges 

Com lançamento previsto para abril de 2026, Curtain Calls reafirma o Degreed como uma das bandas mais consistentes do hard rock melódico contemporâneo. O álbum equilibra com naturalidade a base clássica do gênero com elementos modernos de produção, arranjos e abordagem vocal, resultando em um trabalho coeso, variado e extremamente bem executado.

A abertura com One Helluva Ride entrega um hard rock direto, sem excessos, que deixa claro o entrosamento da banda. Mesmo sem grandes momentos individuais, a faixa se destaca pela solidez do conjunto e pelo ótimo uso dos teclados de Mikael Blanc, estabelecendo o tom do álbum.

Na sequência, Holding On To Yesterday começa como uma balada, mas rapidamente surpreende ao assumir contornos mais densos, com um vocal quase industrial de Robin Eriksson, culminando em um refrão forte e marcante. A faixa evidencia a versatilidade da banda e sua capacidade de transitar entre diferentes atmosferas com segurança.

Believe amplia essa diversidade ao combinar uma introdução eletrônica e uma batida pop de alto nível com guitarras bem trabalhadas por Daniel Johansson. O resultado é uma música acessível, moderna e ao mesmo tempo fiel ao DNA do Degreed, sustentada por um refrão envolvente.

A quarta faixa, Guiding Light, resgata o hard rock em sua forma mais tradicional: timbres clássicos de guitarra, vocais bem harmonizados, um solo de teclado elegante e a bateria precisa de Mats Eriksson garantindo uma base firme e consistente.

Em My Blood, o álbum reforça uma de suas principais características: a fusão entre tradição e modernidade. Apesar da essência clássica do Degreed, a faixa apresenta vocais contemporâneos e uma abordagem rítmica atual, demonstrando que a banda sabe dialogar com o presente sem perder identidade.

A faixa-título Curtain Calls sintetiza com precisão a proposta do disco. O trabalho vocal de Robin Eriksson se destaca pela variedade, alternando vocais limpos, rasgados e com efeitos, enquanto os demais músicos exploram mudanças de andamento, solos e bases com equilíbrio, valorizando cada instrumento.

The Rambler é uma daquelas músicas que parecem feitas para o palco. Com estrutura de semi-balada e uma melodia instrumental sofisticada, a faixa cresce a cada audição e tem forte potencial para se tornar um dos momentos mais memoráveis dos shows da banda.

Em Matter of Heart, a mistura entre o clássico e o moderno aparece novamente, desta vez com uma mixagem que destaca o baixo de Robin Eriksson e os teclados de Mikael Blanc, além de uma clara influência da música pop em sua construção.

Broken Dreams apresenta um dos momentos mais pesados do álbum. A faixa começa com teclados marcantes e um solo de guitarra imediato, conduzindo a música para um hard rock mais encorpado, sem se distanciar da identidade sonora estabelecida ao longo do disco.

O encerramento fica por conta de Promise Me, uma balada intensa e bem construída, que alia emoção, peso e um trabalho vocal impressionante, fechando o álbum de forma elegante e eficiente.

No conjunto, Curtain Calls entrega exatamente o que se espera do Degreed: uma combinação madura de melodias progressivas, sonoridade pop e elementos do rock moderno, reafirmando a banda como uma referência sólida dentro do hard rock melódico atual.


***ENGLISH VERSION***

Scheduled for release in April 2026, Curtain Calls reaffirms Degreed as one of the most consistent names in contemporary melodic hard rock. The album naturally balances the genre’s classic foundations with modern production elements, arrangements, and vocal approaches, resulting in a cohesive, diverse, and finely executed record.

The opening track, One Helluva Ride, delivers straightforward hard rock with no excess, immediately highlighting the band’s tight chemistry. While it doesn’t focus on individual virtuosity, the song stands out for its solid ensemble performance and the effective use of Mikael Blanc’s keyboards, setting the album’s overall tone.

Up next, Holding On To Yesterday begins as a ballad but quickly shifts gears, adopting a darker atmosphere driven by Robin Eriksson’s almost industrial-style vocals, before culminating in a powerful and memorable chorus. The track showcases the band’s versatility and its ability to move confidently between contrasting moods.

Believe further expands the album’s musical range by combining an electronic intro and a polished pop-driven beat with strong guitar work from Daniel Johansson. The result is an accessible, modern track that remains faithful to Degreed’s core identity, anchored by a highly engaging chorus.

The fourth track, Guiding Light, embraces hard rock in its most traditional form, featuring classic guitar and vocal tones, well-placed vocal harmonies, an elegant keyboard solo, and the solid, precise drumming of Mats Eriksson providing a firm backbone.

With My Blood, the album reinforces one of its defining traits: the fusion of tradition and modernity. While Degreed’s classic roots remain evident, the track incorporates contemporary vocal phrasing and rhythmic choices, proving the band’s ability to stay current without sacrificing its identity.

The title track, Curtain Calls, effectively encapsulates the album’s concept. Robin Eriksson’s vocal performance stands out for its range, alternating between clean, gritty, and effect-laden vocals, while the rest of the band navigates changes in tempo, solos, and rhythmic foundations with balance and confidence, allowing each instrument its moment to shine.

The Rambler feels tailor-made for the live stage. Built as a semi-ballad with a sophisticated instrumental melody, the song grows with each listen and has all the elements to become a standout moment in the band’s live performances.

On Matter of Heart, the blend of classic and modern resurfaces, this time through a mix that highlights Robin Eriksson’s bass work alongside Mikael Blanc’s keyboards. The track also carries clear influences from pop music, adding another layer to the album’s sonic palette.

Broken Dreams delivers some of the heaviest moments on the record. Opening with striking keyboards and an immediate guitar solo, the song moves toward a more robust hard rock approach while remaining fully aligned with the album’s established sound.

The album closes with Promise Me, a powerful and emotionally charged ballad that combines weight, sensitivity, and an impressive vocal performance, bringing Curtain Calls to a refined and satisfying conclusion.

Overall, Curtain Calls delivers exactly what listeners expect from Degreed: a mature blend of progressive melodies, pop sensibility, and modern rock elements, further cementing the band’s position as a reliable reference within today’s melodic hard rock scene.

Divulgação