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quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Resenha de Show - VII RS Metal Fest: Satisfação Garantida!


Capitulo I – Chumbo Grosso

Calibre grosso carregado do mais puro Heavy Metal, a Zerodoze pisa no palco com pontualidade. Tocaram para um público bem restrito e aqui poderíamos discorrer sobre uma gama de motivos (chuva, horário, domingo, etc.), mas enfim, não vamos deter energias nisto. Alias energia é uma palavra interessante a ser usada para ilustrar a apresentação da banda, André Lacet inicia a festa com o baixo bem marcado de “Ninguém”:

 - “Vou embora desse lugar, não quero encontrar mais ninguém...” Tá mais do que na cara que eles não estavam falando do Opinião, pois a imagem vista, mostrava três músicos em perfeita sintonia e demonstrando gostar muito de estar no lugar que nasceram para estar: -  O Palco!


Pra brindar o começo da festa, o trio emenda na épica “Symphony Of Destruction” do Megadeth e pronto, era como se estivem dizendo:

- Oficialmente, declaramos que o VII RS METAL FEST começou!

Apresentação sóbria, mas nem um pouco contida. A Zerodoze mostrou experiência e deixou evidente que, os anos (de estrada) de palco ensinaram que, pouco importa o número do público (claro que quanto mais pessoas, a festa fica mais bonita). Seja uma platéia de 100 pessoas ou 10 000, uma coisa é certa: A explosão musical será a mesma!

Parabéns fizeram bonito e empolgaram a galerinha colada na grade. Mas só pra deixar bem claro, já vimos o Opinião lotado pra aplaudir o (Power) trio. Logo abaixo segue o link do clipe de “Essa Mulher”, sonzera que também compôs o set da noite.


Aproveitaram muito bem cada segundo do tempo que foi destinado, e pra encerrar desferiram um pataço em cheio no meio da turma, chamado “Da Onde Veio”. Nessa noite, quem assumiu a batera foi o Jean Montelli, ainda em fase de testes na banda, vamos torcer para que tudo se acerte e que, se for melhor para a banda, o Jean possa permanecer.

A Zerodoze é:
Cristiano Wortmann (Voz e Guitarra)
André Lacet (Baixo)
 Jean Montelli (Bateria)

Set Zerodoze:
 Ninguém
Symphony Of Destruction (Megadeth cover)
Essa Mulher
Wrathchild (Iron Maiden cover)
Horas Vagas
Black and Gray
O Gole
Da Onde Veio





Capitulo II – Um Atentado

Após alguns minutos de silêncio, o telão começa sua elevação novamente e revela a segunda banda da noite, que daria continuação no embalo iniciado pela Zerodoze. Em ritmo de comemoração dos seus 20 anos de estrada, assume o palco a Grosseria, com muita história pra contar, letras irreverentes e muita atitude. Este era um dos shows mais curiosos da noite, considerando a faixa etária do público, um número pequeno apenas já havia visto a Grosseria ao vivo.

A banda exibiu uma apresentação enérgica, também para um público restrito, mas a casa já dava sinais de despertar, a hora já estava se avançando e era chegado o momento dos bangers deixarem as tocas para ir até o Bar Opinião. Neste mesmo palco, em 2013, a Grosseria esteve ao lado da gringa Biohazard. Apresentação solidificada e calcada no Thrashcore, com certeza de curiosidade satisfeita.


O que foi visto e ouvido agradou olhos e ouvidos dos iniciados. A banda se preparava para o encerramento da apresentação, e o rufar dos tambores chega ao som do trio “Carro Bomba”, “Degradação” e “Porrada!”. O que era novidade para alguns, para outros significava matar saudades. Saudades de ouvir Grosseria e outros matando saudades do palco. Vida longa Grosseria e obrigado pela bela noitada!

Grosseria é:
 Leandro Padraxx (Vocal)
 Guga Prado (Guitarra)
 Rick Santos (Guitarra)
 Daniel Lobato (Bateria)
 Guilherme Carvajal (Baixo)

Set Grosseria:
1 Desossar
2 Sem Controle
3 Cidade Obscura
4 Mordaça
5 Demente
6 Carro Bomba
7 Degradação
8 Porrada!




Capitulo III – Morte da Carne

Hora de começar a desgraceira, tudo acertado para a terceira banda da noite e o palco recebe mais um trio, o Clã Lustosa havia chegado. Demonstrando claramente na expressão do olhar, a sede de estar no palco mais uma vez. O público atingiu contingente mínimo para que se formassem os primeiros indícios de mosh.

They´re stealing you
While you smile
They´re raping you
As you celebrate your carnival
Few cultures know
Appreciate themselves…” – The Protester

Sem muita conversa mole, saíram disparando todo o poder de fogo disponível. Abriram com “The Protester” e “Liars” na sequencia. Mauriano impulsionando a destruição pela imposição do vocal poderoso e manobrando o baixo em formação de combate, Parahim conduzindo os solos e riffs no flanco direito do palco e na contenção, Marlo brandindo baquetas ao fundo, caso alguém conseguisse passar ileso pelo primeiro pelotão.  

Particularmente falando, este era a grande expectativa da noite, foi à primeira vez ante a Carniça ao vivo. Não poderia ser diferente, assim como muitas outras bandas gaúchas, a Carniça se mostrou muito digna do respeito adquirido. Além das músicas extremas, com letras contundentes e chamadas para a realidade, o trio vestia-se com o que há de melhor.

Mauriano estava homenageando a Torvo, Marlo estava com a camiseta da Krisiun e Parahim era Carniça de corpo, alma e sentimento. Pois é, coisa melhor não há e é “tudo nosso” (Torvo e Krisiun... seriam pedidos de inclusão no próximo Fest? Quem sabe!).


Som do Opinião já é famoso pela competência em segurar o tranco, alias um salve para a turma da equipe técnica de som e luz, sempre executando com maestria. Normalmente passam despercebidos, mas isso é sinal de que tudo correu bem. Se você sai de um show lembrando-se da equipe de som ou de luz, algo não saiu como deveria! Ainda que houvesse muito mais gás a ser queimado pela Carniça (e estou certo que sim), a apresentação deveria encerrar para que se cumprisse a profecia do tempo determinado anteriormente.

E assim como nas vestimentas, o carinho pelo que é nosso se mostrou em notas musicais também, o show chegou ao fim e foi em sentimento de homenagem aos mineiros da Sarcofago ao som de “Midnight Queen”.

Carniça é:
Mauriano Lustosa (Baixo e Voz)
Marlo Lustosa (Bateria)
Parahim Neto (Guitarra)

Set Carniça:
1 - The Protester
2 – Liars
3 - Nations Of Few
4 - Rotten Flesh
5 -  Oil War
6 - Prayers before the death
7 - Midnight Queen – (Tributo Sarcofago)




Capitulo IV – A Negligência Infernal

Com o público a pino, a Distraught chega “metendo o aríete na porta”, nada de novidade, pois não se podem esperar muitos afagos da banda quando estão no palco. Não condiz com a personalidade da banda. Veja bem que, estou falando em questão de atitude e agressividade no desempenho e sonoridade, já que pessoalmente são verdadeiros lordes e sempre atenciosos com os fãs.

A banda sobe no palco com ares de “dever cumprido” em relação ao The Human Negligence is Repugnant (seu trabalho mais recente), e a intenção é despedir-se da tour do disco, pois novas ideias e composições estão brotando. Hora de deixar o “Human...” descansar em paz, por um tempinho.


Já que é pra ser assim “Gates of Freedom” foi à eleita para promover o abalo sísmico inicial. Show foi equilibradamente linear o tempo todo, mantendo o calor sempre. André (vocal) e Nelson (Baixo) iniciaram uma sequencia “headbangs” que foi de dar inveja, isso elevou ainda mais o clima Thrash da noite. A surpresa chega à quarta música, uma prova cabal de que, coisa nova está por vir. “Lost” era o nome da destruição, que será parte integrante do novo trabalho da banda, digamos que aconteceu uma “degustação”.

Uma noitada que entrará para o hall da fama dos shows em Porto Alegre. Resta-nos agora aguardar para saber o que a banda nos trará de novidades. A apresentação encerra com o famoso Wall Of Death, em “Insane Corporation”. E emenda na finaleira destruidora ao som de “Reflections Of Clarity e “Hellucinations” (ambas do Unnatural Display Of Art).

Distraught:
André Meyer (Vocal)
Nelson Casagrande (Baixo)
Everton Acosta (Guitarra)
Ricardo Silveira (Guitarra)
Dio (Bateria)

Set Distraught:
1 Gates of Freedom
2 Psycho Terror Class
3 The Human Negligence Is Repugnant
Lost
5 Justice Done By Betrayers
6 Borderline
7 Insane Corporation
8 Reflections Of Claraty
9 Hellucinations.




Final – A Vingança Anunciada

Fechando a noitada com uma grande “chave de ouro”, com o cabo cravejado de diamantes, chega a Hibria e toda sua ira em forma de vingança silenciosa (que de silenciosa não tem nada, e o Opinião que o diga). A proposta era a seguinte: Rodar o Silent Revenge na integra sem dó nem piedade! Pois, senhores, que seja cumprido o seu desejo, certamente só temos a agradecer.

Durante a apresentação, conforme a proposta, claro que o público contou com a participação especial do André Meyer (vocalista da Distraught). Ainda seguindo nesta proposta, o público que lá esteve naquele domingo, presenciou algo único. Algumas das músicas do atual trabalho da Hibria foram executadas, ao vivo, pela primeira vez (sim, presenciamos um momento histórico para a banda), a exemplo da “The Place That You Belong”. Ainda que alguns fãs tenham notado um semblante mais sério e menos entrosado, a banda fuzilou o disco na íntegra com muita energia.


A sincronia da banda é cada dia mais visível, e por motivos óbvios, a Hibria acabou tendo mais tempo em palco, e todo tempo é pouco. Após a execução do Silent Revenge, a banda retorna para relembrar algumas faixas dos trabalhos anteriores.

Hibria é:
Iuri Sanson (Vocal)
Abel Camargo (Guitarra)
Renato Osorio (Guitarra)
Benhur Lima (Baixo)
Eduardo Baldo (Bateria)

Set Híbria:
Silent Revenge
Lonely Fight
Deadly Vengeance
Walking To Death
Silence Will Make You Suffer
Shall I Keep Burning?
The Place That You Belong
The Scream Of An Angel
The Way It is

…Mais Encore!


Cinco bandas, uma noite e um ciclone de energia. Após encerrar a apresentação, encerram também o Fest deixando os fãs de alma e coração lavados. Todos descem do palco e ficam trocando ideias e fotos com amigos e fãs. Parabéns a Pisca Produtora e Opinião Produtora, ainda teremos muita estória pra contar, graças a vocês. 

O ponto Negativo da noitada ficou por conta de uma falha de comunicação entre os seguranças do Opinião. 
Aconteceu um impedimento do nosso redator, ao tentar acessar o brête frontal, local onde ele permaneceu tranquilamente até o terceiro show. Um dos seguranças havia dito que era ordem da chefia dos seguranças, porém outro segurança falou que a chefia já havia se retirado do local. Apenas um fator a ser analisado com cuidado, afinal de contas estamos sempre do mesmo lado trabalhando em conjunto.


Cobertura por: Uillian Vargas
Fotos: Uillian Vargas
Revisão/edição: Renato Sanson

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

7° RS METAL “Unindo as tribos”


Como se fosse o último suspiro, um último grito agonizante antes do sono eterno banhado em trevas. O VII RS METAL FEST reúne os elementos vivos, com poder destrutivo suficiente para detonar toda fúria do mundo. Bom o detalhe é que, sim a fúria será libertada com muita vontade, mas certamente longe de ser o último suspiro. 

A noitada será no Opinião  na noite do dia 19 de outubro de 2014 e terá como atrações: Distraught, Hibria, Carniça, Grosseria e Zerodoze. Um line up digno de um fest que não vai deixar pedra sobre pedra.


A Distraught vem encerrar os trabalhos da tour do “The Human Negligence is Repugnant", pois é preciso renovar e ao que dizem as postagens pelo Facebook, tem novidade vindo por ai em seguida. Nada mais justo que dar uma pausa nesse capítulo, com toda essa energia merecida. A Hibria trás todo magnetismo acumulado do “Silent Revenge”, e se preparem, pois será executado na integra (junto com alguns clássicos da banda).


Então fica ligado que vai rolar aquela participação do André Meyer, certamente.  A Grosseria chega à noite pra comemorar seus vinte aninhos (na flor da idade) e revirar o submundo do Crossover pra soltar o verbo e bater cabeça com a galera. Mas acalme-se ai, ainda tem muito peso pela frente. De Novo Hamburgo, exalando o cheiro pútrido no ar que espalha as raízes do Thrash desde 1991, a Carniça ajuda a preparar a ogiva da noite.


 E fechando o cast da noitada, ninguém menos e ninguém mais que a Zerodoze (ufa!), nossa velha conhecida e ficar discorrendo sobre a qualidade sonora, é chover no molhado.  


Como se fosse um fôlego demorado antes do longo mergulho, a noitada começa cedo, afinal o dia seguinte coloca os trabalhadores (e estudantes) cedo na rua para batalhar, então se liga na grade que o Pisca (responsável por reunir esse cast) preparou:



16:30 – Abertura da bilheteria.
17:30 – Abertura das portas.
18:15 – Zerodoze.
19:00 – Grosseria.
19:45 – Carniça.
20:45 – Distraught.
22:00 – Hibria.

Além dos cinco “vulcões” da noite, o Flavio Soares (Leviaethan), Léo Escobar (Draco) e Maicon Leite (Wargods Press) estarão discotecando só os clássicos infernais antes de o palco pegar fogo. 
Se liga ai no serviço Completo:

Dia: 19 de Outubro, domingo.

Local: Bar Opinião – Rua José do Patrocínio, 834 – Cidade Baixa.
Cidade: Porto Alegre/RS.

Ingressos:
1° lote - R$ 30,00.
2° lote - R$ 40,00.
3° lote - R$ 50,00.
4° lote – R$ 60,00.

Mais 1 kg de alimento não perecível (exceto sal e açúcar).
Levar na noite do evento.

Os alimentos serão doados para o Cele (www.cele.com.br).


Pontos de venda:
- Lojas Multisom: Shopping Iguatemi, Praia de Belas, Moinhos, Total, BarraShopping Sul, Bourbon Ipiranga, Bourbon Wallig, Andradas 1001.
Shopping Canoas, Bourbon São Leopoldo e Bourbon Novo Hamburgo.
- A Place (Voluntários da Pátria, 294 - loja 150 – Centro). Fone: (51) 3213-8150.
- Zeppelin (Marechal Floriano, 185 - loja 209. Galeria luza – Centro). Fone: (51) 3224-0668.

Classificação etária: 14 anos.


Produção: Pisca Produtora & Opinião Produtora.

Página do evento no facebook: RS Metal em Porto Alegre

Link:


Texto: Uillian Vargas
Revisão/edição: Renato Sanson
Fotos: Divulgação

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Matanza Fest: Encerrando 2013 Com Força Total


O ano de 2013 visivelmente foi um ano “corrido” para o Matanza, e isso é inegável e visível por todos. Para quem acompanha os passos da banda, fica fácil lembrar a turnê do Matanza Fest 2013 pelo país. Essa correria ainda não parou, bastam acessar o site oficial da banda e conferir as datas futuras (http://www.matanza.com.br), mas, como diz o ditado popular: “O futuro a Deus Pertence”. Então, vamos relembrar um passado muito próximo, especificadamente falando do dia 07 de dezembro de 2013, dia em que o Matanza Fest retornou à Porto Alegre para fechar o ano epicamente, apresentando no mesmo palco os dois maiores símbolos de Rock e beberagem: Matanza e Velhas Virgens!

Foi em um escaldante sábado de dezembro, a noite estava boa para colocar o nariz para a rua, então quem dirá para beber uma cerveja batendo cabeça. O detalhe maior era o seguinte: as duas bandas citadas acima não vieram sozinhas ao palco, tinha mais “gente grande” que iria fazer o chão tremer antes deles. A noitada começou com a apresentação da banda local Peixes Voadores! Subiram ao palco demonstrando bastante energia e felicidade em estar tocando naquela noite. Pelo público, pelo local ou pela positividade de estar na mesma noite dos sucessores que viriam ao palco. 

O vocalista da banda exibiu destreza e uma explosão de euforia ilustrada entre saltos e acrobacias no palco, fez referência aos velhos clássicos do Rock, os garotos tem talento e merecem respeito, é bom ver sangue novo correndo pelas veias do velho Rock. A continuidade da noite foi com a maestria da, também gaúcha, Distraught. Um dos maiores símbolos do Thrash Metal gaúcho (e porque não dizer nacional?), a banda que está na ativa desde fevereiro de 1990 mostra exuberância e soberania no palco e a experiência de quem conhece muito bem o que está fazendo.

Velhas detonando!
A Distraught é: Ricardo Silveira (guitarra), Nelson Casagrande (Baixo), Everton Costa (Guitarra), Dio (Bateria) e André Meyer (vocal). A banda tomou o palco trazendo parte do novo trabalho e a destruição de pescoço começou ao som de “Infect”. Logo após veio a música que dá nome ao álbum mais recente “The Human Negligence is Repugnant”. “Justice Done By Betrayers”, certamente era muito esperada, já que o clipe está circulando o mundo e fazendo muito sucesso (mais de 26,300 viewes no canal oficial da banda no Youtube). 

Na “Insane Corporation” foi o ponto alto da apresentação, a banda baixou um pouco o som e o André Meyer, tal qual o profeta abriu o mar vermelho no passado, abre um clarão na multidão ao sinalizar o braço estendido em direção ao público. Estava claro e estampado no sorriso dos Metal Heads que era chegada a hora da “Wall Of Deah”. E nesse pico de euforia que veio a “Reflection of Clarity”, título que abre o álbum “Unnatural Display Of Art”. Desse mesmo álbum vem “Hellucinations” e, com esse set, a Distraught deixa o palco tendo introduzido um pouco de nitroglicerina no sangue de cada um que estava no Pepsi On Stage naquela noite.

Após toda preparação é hora do Velhas assumir o controle da autodestruição que estava sendo espalhada pelo ambiente.  E veio o som embriagante do solo de blues que apresenta a “Sapato 36”, que foi cantada em coro. A trilha sonora era perfeita e a empolgação só aumentava. Além das clássicas do Velhas Virgens, o show se completa com o espetáculo visual proporcionado pela customização das roupas de Paulão e “Juju”. Velhas Virgens é formado por Paulão de Carvalho (Vocal, gaita e sax), Carlos “Tuca Pés-de-arara” Paiva (Baixo), Simon Brown (Bateria), Rony Carlini (Guitarra), Alexandre “Cavalo” Dias (Guitarra e Backing Vocal) e Juliana “juju” Kosso (Vocal e Performer).


Realmente foi uma festa, nada menos do que já se havia imaginado, e a prova disto ficou na memória ao som de “Abre essas pernas pra mim”, “Siririca Baby” (e disse o Paulão: Tudo que o homem faz é em função do orgasmo da mulher, um homem sem chifres é um animal indefeso - aos risos). “Vocês não sabem como é bom aqui dentro” e “A mulher do Diabo” também ganharam lugares no setlist ao lado de todos os clássicos da banda. Uma verdadeira celebração musical etílica exalando sexualidade no ar, clima perfeito para receber o gigante irlandês e Cia.

Considerações de início de festa feitas, o Matanza invade a noite ao som do bom e velho “Chamado do Bar” e a confusão estava formada. O grupo consolidado em palco é representado por Jimmy London (vocal), Maurício Nogueira (guitarra), China (baixo) e Jonas (Bateria). Claro que o Donida (Guitarra Estúdio e Compositor) não é esquecido, porém por motivos pessoais ele não excursiona com o grupo. Circles of death por todos os cantos, cerveja voando aos trancos.


A verdadeira festa atingiu limite máximo de alegria, energia e as pessoas (apesar das músicas narrarem brigas e beberagem) foram possuídas de uma alegria sem igual por presenciarem momentos como esse. Vale a nota, que em shows de Rock/Metal se fala muito em “Circle of Death”, “Wall of Death” ou “Roda Punk”, porém é raro em ambientes como esse que se ocorra 10% do que as pessoas imaginam que acontece. Tudo é motivo de festa e pra tudo existe regra e educação.

Tutorial da “Roda Punk”:

É natural que se perca o equilíbrio e possa cair em algum momento. Pensamentos como “Serei pisoteado, vão me machucar ou sofrerei alguma fratura” passam pela cabeça.

Ai vai a dica: Se estiver caindo, levante os dois braços. Todos na “Roda Punk” saberão que você está caindo quando avistarem dois braços erguidos, e vão puxar você de volta. Na maioria das vezes, você nem chega a tocar o chão. Quando perguntei para Gabriel Fávero ele disse: “Na roda punk? caí sim. Não no chão, mas participei de várias nessa noite”.


Musicalmente falando, a noitada estava toda excelente. O som do Pepsi funcionou bem e segurou bem o tranco sem “misturar” sons. Tem gente que veio de longe para curtir a noite. Elton Ambrozí e a Jéssica Vieira vieram da cidade de São Gabriel (328 km) para Porto Alegre somente para estarem perto dos ídolos.

Para uns foi um show, para outros um espetáculo, para alguns foi uma apresentação e uma oportunidade para liberar as energias acumuladas. O que eu acho que foi? A celebração e a festa da música, viva Matanza, viva Velhas Virgens e viva Distraught!

Muito obrigado ao Pisca Produtora e desejos de sucesso. Que venham muitos “Fests” pela frente!



Cobertura por: Uillian Vargas
Fotos: Uillian Vargas
Revisão/edição: Renato Sanson/Eduardo Cadore

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Enxurrada de Vídeo Clipes Movimenta o Metal Nacional



Nada do famoso clichê “o Metal brasileiro não deve nada aos gringos”, pois qualquer pessoa com o mínimo de senso musical sabe que o Brasil é, sim, uma das grandes potências do Metal mundial e não é de hoje.

Mas, com a evolução tecnológica, o maior poder aquisitivo no país e profissionalismo na área, temos visto uma enxurrada de vídeo clipes promocionais de bandas do nosso país que, de cara, já impressionam pela qualidade.

Eu já havia feito uma matéria sobre os melhores de 2011, mas, para não cair na repetição, pensei em oferecer ao leitor do Road to Metal um texto dando conta dos principais lançamentos em termos de vídeo clipes promocionais, que já aconteceram neste jovem ano de 2013. 

Será que houve tantos lançamentos assim apenas em um mês? Você vai se impressionar.

E a lista começa com a música “Justice Done By Betrayers”, da banda porto-alegrense Distraught, que traz nesse clipe um grito clamando pela justiça, sendo o primeiro clipe do aclamado “The Human Negligence is Repugnant”, lançado em 2012 e que, disparado, foi um dos melhores trabalhos da cena nacional do ano passado. O vídeo clipe foi gravado na capital gaúcha, num arranha-céus e traz a banda numa grande interpretação, desta, que tem tudo para se tornar mais um clássico do Thrash Metal. 


Mais recentemente, bandas como Panndora, Andragonia, Slasher, Project46, Brave, Hydria, Cursed Slaughter e, no último dia do mês, Almah, lançaram vídeo clipes e, sem exceção, o que temos é alta qualidade, à exemplo da já citada banda Distraught.

Nos últimos dias de janeiro, tivemos a oportunidade de conferir o vídeo clipe da banda Panndora, formada apenas por mulheres que, mostrando talento desde muito tempo, trazem a música “Cold Eyes” do seu mais recente EP "Behind the Crime”, cuja matéria específica você encontra aqui. De modo geral, a banda, que batalha no underground e que já passou por várias mudanças de formação, mostra uma qualidade acima da média, salvo as proporções, já que um grupo de Maringá/PR, ainda mais formado apenas por mulheres e com um som tradicional, sem apelos juvenis atuais, deve sofrer para manter-se, mas nos ofereceu um clipe de gente grande.


Pouco depois, as bandas Slasher, Project46 e Andragonia, todas do cast da Island Press Assessoria, lançaram seus novos vídeo clipes. Slahser trouxe à vida “Overcome”, seu mais novo single, faixa do vindouro álbum “Katharsis” e que traz como grande destaque a produção do dinamarquês de Tue Madsen. O vídeo, à exemplo dos anteriores dos paulistas, traz perfeitamente a sonoridade da banda em termos visuais, mostrando porque é um dos grandes nomes do Thrash Metal brasileiro.



Já a Project46 segue divulgando o disco “Doa a Quem Doer”, lançando o 4º vídeo clipe oficial do mesmo, desta feita destacando a faixa “Acorda para a Vida”, com cenas da passagem de grande sucesso da banda pelo Chile, no fim de 2012, onde arrebatou ainda mais fãs e mostra que, da nova geração do Metal nacional, é, provavelmente, um dos maiores nomes e um dos primeiros a estar obtendo reconhecimento internacional, sempre recebendo altos elogios por onde tocam. À exemplo da energia da banda, o vídeo clipe te coloca a bater cabeça diante da sonoridade forte do grupo, que não abre mão de cantar em português (mesmo com histórico anterior na língua da Rainha).


Na mesma data, os outros paulistanos do Andragonia lançam o vídeo clipe “Threshold”, faixa que compõe o recente “Memories” (2012), que há meses está disponível para download gratuito. Particularmente, vejo a música como uma escolha não das mais ideias, pois há algumas outras faixas no álbum que superam a citada, como “When Silence Meets the Sorrow” e “Betrayed By the Heart”, que merecem receber maior atenção. Este é o primeiro vídeo desde “At My Side”, a belíssima canção lançada antes do novo álbum.


A banda Cursed Slaughter, no meio de janeiro, liberou “Metal Moshing Thrash Machine”, clipe para faixa título de seu álbum mais recente, lançado em 2012. Os paulistas não apelaram para grande produção, usando cenas de palco mesmo, sem firulas, mas transbordando energia.


A jovem banda Hydria, que tem agradado fãs de bandas como Evanescence, Lacuna Coil, Within Temptation e afins, tem tudo para angariar muitos fãs, sobretudo jovens, com uma sonoridade moderna, com bastante talento, dosando a melodia com muita competência em “Monsters and Angels”, música que inclusive é trilha sonora do curta nacional "Percepção Além dos Sentidos" e deverá estar no álbum “Freakshow”, que será lançado em breve. Quem sabe, deste lançamento, nasça mais uma musa do Metal nacional, já que a vocalista Raquel Schüler. Aliás, a banda está a todo vapor, tendo já há tempos lançado várias ótimas versões cover, como uma sensacional para “Hey You” (Pink Floyd).


Do lado do chamado “True Metal”, a banda Brave lançou “The Last Battle”, faixa-título do seu primeiro full-lenght lançado fim do ano passado. Clipe perfeito para a proposta da banda que, se para uma parcela pode ser muito batido (alguém aí citou Manowar, Dio, Grave Digger, etc?), não desmerece a qualidade sonora e a produção do grupo, que não mediu esforços em recriar um ambiente medieval europeu em pleno Brasil, contando com o grupo teatral "Ordo Draconis Belli".


Por fim, no último dia do mês, o Almah, agora com dedicação total de Edu Falaschi que deixou o Angra ano passado, deu vida em vídeo à “Living and Drifting”, segunda faixa do disco “Motion” (2011) e o 4º vídeo promocional do álbum. Vale comentar que a letra foi composta por Felipe Andreoli (Angra), que já não faz mais parte da banda e, por isso, não participa do vídeo clipe que traz um aspecto muito contemporâneo: fãs ao redor do mundo curtindo a banda através da internet. Se não é o melhor dos vídeos do álbum, é sim, disparado, o de melhor produção.


Depois dessa enxurrada, ficamos cada vez mais exigentes por vídeo clipes de qualidade, pois, como bem podemos observar, a cena nacional tem se destacado também nas telinhas. Apoie o Metal nacional, divulgue e conheça novas bandas.

Stay on the Road

Obs: citamos apenas alguns. Caso deixamos algum fora da lista, comente abaixo e poste o link. Participe!


Texto e edição: Eduardo Cadore
Revisão: Renato Sanson
Fotos/vídeos: Divulgação (banner do projeto "Brasil Heavy Metal", que estamos ansiosos pelo lançamento)

sábado, 3 de novembro de 2012

Entrevista: Distraught - Thrash Metal Crítico

Banda gaúcha é um dos maiores nomes da cena Thrash Metal brasileira

Vivendo no underground da cena gaúcha, a Distraught criou seu nome ao longo dos 22 anos de história dedicados ao Thrash Metal crítico e pesado.

Desde 1990, a banda passou por mudanças na formação, idas e vindas, sempre seguindo com André Meyer (vocal) como único membro original e uma figura característica da história cena porto alegrense, fechando na atual formação com Ricardo Silveira (guitarra), Marcos Machado (guitarra), Nelson Casagrande (baixo) e Dionatan Santos (bateria).

Mas foram com seus dois últimos álbuns que o grupo alcançou um patamar digno à sua história. “Unnatural Display of Art”, em 2009, e “The Human Negligence is Repugnant”, lançado neste ano de 2012, mostram a banda no seu ápice.

Para falar sobre este momento, os shows, planos e muito mais, conversamos com Meyer, Dionatan e Ricardo. Confira!



Road to Metal: Olá. É muito legal podermos falar com a banda neste momento em que estão divulgando seu mais recente disco “The Human Negligence is Repugnant”. Falando desta fase, como tem sido o trabalho de divulgação do álbum? A banda tem feito shows?

Ricardo Silveira: Valeu! Estamos muito contentes com a repercussão positiva tanto dos fãs como da mídia especializada. A divulgação tem sido feita por todos os meios que a gente tem disponível, Redes Sociais, Sites etc.. Enviamos material para o Japão, Europa e EUA. Esse mês saiu a resenha na Young Guitar (Japão) e estamos aguardando sair mais umas. Mês passado gravamos o Vídeo Clipe da música “Justice Done by Betrayers” em um cenário bem legal sob a direção de Lucas Cunha que no momento está editando e logo estaremos divulgando também. Shows, fizemos nossa terceira Tour na Argentina em maio (uma semana depois do lançamento aqui no Brasil) tocamos em Buenos Aires – Mar del Plata – San Juan – Mendoza. Aqui em POA no Beco (junto com a Hibria) e Opinião com Krisiun e Leviaethan.

Mais recente trabalho tem obtido ótimas críticas na mídia e com os headbangers

Road to Metal: A primeira coisa que este novo disco impressiona é pela sua capa. O artista foi o Marcelo Vasco. Como foi a elaboração da arte toda? Vocês indicaram o caminho ou o artista apresentou algo original dele?

Ricardo: Antes de entrar em estúdio para gravar já vinha conversando com o Marcelo sobre a temática das letras. A gente deu a ideia e ele começou a criar. Como ele já tinha feito a capa do “Unnatural Dilplay of Art” tínhamos plena confiança que iria vir uma capa animal e que em uma camiseta a arte iria ficar muito mais animal ainda.  

Road to Metal: Ao longo das 11 faixas parece que temos um fio condutor básico, mesmo que não seja um álbum conceitual, podemos dizer que em cada faixa a banda trata de algum aspecto “repugnante” do ser humano? Contem-nos mais sobre a temática.

André Meyer: Procuramos sempre direcionar o novo álbum a um assunto, mas não necessariamente que se torne conceitual, o “The Human Negligence is Repugnant” fala sobre a corrupção, a presença da injustiça que nos acompanha todos os dias, a desigualdade social que mata povos famintos, a luta de alguns por um dia melhor... isso tudo explica o aspecto “Repugnante”.


Road to Metal: "The Human Negligence Is Repugnant" mostra uma banda mais coesa, porém mais “melódica”, definindo cada vez mais uma característica própria no grupo.  Como funciona o processo de composição da banda? E sobre as melodias que estão cada vez mais presentes no som, é algo natural do processo ou é proposital que a banda arrisque cada vez mais?

Ricardo: Logo após o Unnatural já pensávamos que as próximas composições teriam que ter peso obviamente, melodia, refrões diretos e grudentos com letras com temas atuais e protestantes. O processo nesse álbum foi bem diferente dos anteriores, esse foi bem mais tranquilo e rápido. Eu ia gravando os riffs conforme surgiam as ideias quando estava tocando/estudando na minha casa e o Marcos na dele, já com os Grooves de batera e quando as letras iam ficando prontas comecei a Pré-Produção na minha casa, o André ia lá e gravava as ideias de voz. Fomos para o estúdio com a estrutura das músicas mais concretas, lá íamos lapidando junto com o Dio e o Nelson. A Pré-Produção foi um fator importantíssimo porque nós tínhamos como escutar as músicas depois de um tempo e sentir o som como fã, não só como integrante da banda e se fosse o caso ia ajustando o arranjo dos sons. Sobre as melodias é natural, surgem mais de forma espontânea assim como os riffs. A melodia é um ingrediente importante assim como o ritmo, é ela que faz a diferença entre as músicas, se não tem parece que você tá escutando a mesma música o disco todo. O que nós cuidamos é a dosagem certa de melodias e refrões sem que perca a agressividade e o peso da banda,  e usá-la  a nosso favor.

Formação da banda em 2009, ainda com Evérson Krentz (Sacrario) como baterista

Road to Metal: Em 2010, durante a divulgação de "Unnatural Display Of Art" (2009), vocês anunciaram a entrada do baterista Dionatan Britto. Sobre a saída de Everson Krentz, teria algum motivo em especifico? Perguntamos, pois realmente os fãs não esperavam tal mudança.

André: O que aconteceu é que tínhamos uma tour na Europa pra ser feita e o Everson disse que não poderia nos acompanhar, então ele sugeriu que procurássemos um outro baterista para fazer a tour, nós dissemos a ele que o fato de colocar um outro em seu lugar poderia ser definitivo e ele estava ciente disso. E foi o que aconteceu com a entrada do Dio. O Everson já vinha a um bom tempo se mostrando descontente com a Distraught, segundo ele mesmo “divergência musical”, o que ficava muito difícil de trabalharmos juntos, então foi mais que natural que o Dio ficasse definitivo na banda.


Atual formação estabilizada com Dionatan nas baquetas e um álbum em divulgação
Road to Metal: A banda está com uma formação estabilizada, embora o novo álbum conte com a estreia de Dionatan. Para você, Dionatan, como tem sido esse período desde a abertura para o Megadeth em 2010, até o atual momento em que lança material com suas baterias gravadas?

Dionatan Santos: Tem sido do caralho! Eu já era fã da banda, e agora sou mais ainda! (risos) Com certeza está agregando demais tocar com eles, não só ao meu currículo na música, como às minhas experiências e profissionalismo na área. Me sinto totalmente parte da banda, onde sempre sou ouvido e bem tratado.

Road to Metal: Conte-nos um pouco sobre a parceria com o guitarrista Diego Kasper (ex-Hibria), que sempre está presente nos álbuns da banda, sendo em participações ou ajudando nos arranjos das composições.

André: Esse é nosso irmão, sempre aprendemos muito juntos, o Diego é um cara de muito talento e bom gosto e a opinião dele em nossas músicas sempre teve um peso importante.

Ricardo: É verdade! O Diego, assim como o Abel, são aqueles amigos que a gente escolheu para ser irmão. Conheço-os há uns 22 anos, sempre trocando ideias sobre o universo da guitarra, da música, riffs etc... No “Unnatural...” compusemos a “Hellucinations” nos 45 do segundo tempo (risos) junto com o Diego e o resultado foi excelente. No inicio a ideia era que o Diego produzisse esse último álbum. A gente queria alguém de fora da banda, mas ele não podia assumir esse compromisso porque estava muito envolvido na parte de mixagem do DVD  “Blinded by Tokio” (Hibria). Mas, por um lado, acabei me puxando mais e aprendendo mais sobre gravação e produção e acabei produzindo junto com o André. Quando estávamos com todas as músicas prontas e faltando uns 3 meses para entrar no estúdio para gravar, fizemos algumas reuniões com o Diego e ele sugeriu suas ideias nos sons que ele achava que poderia melhorar, que foram a faixa titulo, “Psycho Terror Class”, “Infect” e  “My God is My War”. Dos 4 sons, a “Infect” foi a que desmanchamos totalmente o arranjo e refizemos.

Banda durante a apresentação ao lado dos amigos da Leviaethan e Krisiun

Road to Metal: Um dos últimos grandes shows da banda foi no Bar Opinião, em agosto, quando tocou ao lado dos colegas da Leviaethan e da mundialmente reconhecida Krisiun. Como foi a experiência de estar mano a mano com duas importantes bandas que, assim como a Distraught, contribuíram ou contribuem muito para a cena pesada, não apenas gaúcha, mas nacional e internacional?

André: Já tínhamos feitos shows juntos, mas não com as 3 bandas no mesmo evento, isso foi muito legal, é parte de uma história comemorada em uma noite. Todos ensaiavam no inicio em um estúdio nos fundos da casa do Flávio, Leviaethan, Krisiun, Distraught e muitas outras, então começamos juntos essa batalha, foi gratificante pra nós estarmos ao lado dos amigos tocando e se divertindo...

Road to Metal: São cerca de 22 anos de história. Isso é muito tempo para uma banda sobreviver no underground brasileiro e conseguir, álbum após álbum, mostrar que é uma das grandes forças do Thrash Metal brasileiro. André, você é o único membro original da banda. Seja honesto e nos diga: você se imaginava lançando álbum em 2012 ou ansiava por mais do que conquistara com a banda até aqui?

André: Sim, são 22 anos de trabalho duro sem férias (risos). 15 anos junto com o Ricardo e o Marcos, 7 anos com o Nelson e 2 anos com o Dio. No inicio tocávamos apenas por diversão, sem pretensão de muitas coisas, queríamos fazer shows, mas lançar um disco nem passava pela nossa cabeça, eu sempre procurei não alimentar grandes expectativas, sabia que tinha que ir subindo degraus, evoluindo aos poucos com meus companheiros, acho que por isso que continuamos vivos ainda.


Road to Metal: A banda já tocou algumas vezes na Argentina e tem sido comum para várias bandas do nosso país tocar por lá. O que falta para que aqui no Brasil bandas como a Distraught toquem regularmente e por todo o Brasil? Vamos mais longe: há planos mais concretos para uma turnê na Europa, por exemplo?

Ricardo: Queremos muito tocar no resto do Brasil, assim como fizemos em outros álbuns, mas a dificuldade em montar uma Tour no Brasil esta cada vez maior tanto para as bandas como para os produtores. Na maioria dos lugares só rola show nos finais de semana o que faz com que tenhamos muitos Day Offs, gerando mais custos para a banda.  Planos para tocar na Europa ou em outro continente sempre têm, mas não queremos fazer uma Tour desestruturada. Como não temos suporte de gravadora, o que é mais do que natural no Brasil, a banda tem que se financiar para isso, então tem que ser bem planejada. Na época do “Unnatural...” estávamos negociando com uma agencia booking daqui do Brasil por mais de um ano para marcar datas na Europa, mas por falta de profissionalismo deles acabou não rolando. 

Road to Metal: Para finalizar, deixe um recado aos leitores do Road to Metal e conte-nos os planos da banda para 2012.

André: Queríamos agradecer pelo espaço cedido na Road to Metal, e dizer para os leitores que valorizem aquilo que é nosso, temos ótimas bandas no Brasil,  isso é de grande importância para que a cena permaneça viva.

Ricardo: Agradeço também a Road to Metal ao Renato [Sanson} que está  sempre  presente nos shows apoiando a cena  e aos fãs e amigos que sempre nos apoiaram de forma direta  ou indireta.

Edição/revisão: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação

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