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quinta-feira, 23 de novembro de 2023

Cobertura de Show – Gojira e Mastodon – 14/11/23 – Espaço Unimed/SP

‘The Mega-Monster Tour’: Gojira e Mastodon agitam com passagem da Tour por São Paulo!

Terça-feira (14/11), pré feriado com calor imenso na capital Paulista, o Espaço Unimed estava lotado para receber os monstros do Mastodon e Gojira, o show do Mastodon começou às 20h18 em ponto, a antecedência de dois minutos fez o público gritar ainda mais.

Mastodon abre o show com "Pain With na-Archor”, os integrantes Brann (bateria/vocal), Brent (guitarra/vocal), Bill (guitarra/backing vocal) e Troy (baixo/vocal) revessam os vocais durante todo o show, só o tecladista (o brasileiro João “Rasta” Nogueira) não canta, ele foi o músico de apoio. 


A banda foi muito bem recebida pelo público, que aplaudia e gritava ‘Mastodon, Mastodon, Mastodon’ ao final de cada faixa, os efeitos das luzes em sincronia com as imagens no telão fizeram a apresentação ainda mais incrível. Um setlist repleto de hits e surpresas, como a faixa “The Czar” – que ainda não havia sido tocada esse ano –, "Mother Punch", “Blood and Thunder" e “Steambreather”, que foi cantada inteira pelo público.

O show do Mastodon foi digno de ser co-headliner da atração que vinha a seguir, a energia foi intensa do início ao fim e teve as melhores reações do público, uma qualidade sonora incrível, muito carisma e presença de palco, não deixou a desejar como banda de abertura.

Um intervalo um tanto longo para troca de palco e alguns minutinhos de atraso, a contagem regressiva marcando 180 segundos foi colocada no telão e, ao final, o show se inicia com “Born for One Thing" – ali o público já sentiu o que viria pela frente naquela noite. 

Os integrantes Joe Duplantier (voz e guitarra), Mario Duplantier (bateria), Christian Andreu (guitarra) e Jean-Michel Labadie (guitarra) prepararam um setlist e tanto para seus fãs que cantaram e gritavam durante todo o show com direito a uma baleia de balão, que ficou sendo jogada pelo público da pista premium.

Entre os 15 hits escolhidos na noite, os que tiveram mais reação do público foram "Backbone", "Stranded", "The Cell", "Grind" e a mais forte e emocionante de todas na noite, "Amazonia". Gojira também usou muito bem o jogo de luzes com os efeitos psicodélicos e sombrios de suas artes no telão, bem mais obscuro e menos coloridos do que a banda anterior usou, mas lindamente incrível e em sincronia perfeita com o som e a presença forte de palco desses caras.

Gojira e Mastodon provaram ainda mais que podem segurar a onda de ser headliner de qualquer festival e sustentar uma tour com casas lotadas como qualquer outra banda veterana grande do cenário do Heavy Metal. 

Momentos de destaque da noite ficaram por conta do solo do baterista Mario, que levantou plaquinhas com frases em português pedindo para galera gritar "Mais alto... porra!", e ao ser atendido levantou outra plaquinha agradecendo "Ai sim, caralho!". Além de, no final do show, o mesmo navegar na galera dentro de um bote. Esse levou o surfar na galera bem a sério.


Texto: Ingrid Evelin (@inguievelin)

Fotos: André Tedim (@andretedimphotography)

Edição/Revisão: Gabriel Arruda (@gabrielarruda07)


Realização: Move Concerts (@moveconcertsbrasil)

Mídia Press: Midiorama (@midioramaoficial)


Mastodon 

Pain With an Anchor

Crystal Skull

Megalodon

Divinations

Sultan’s Curse

Bladecatcher

Black Tongue

The Czar

Halloween

High Road

More Than I Could Chew

***Encore***

Mother Puncher

Steambreather

Blood and Thunder


Gojira

Born for One Thing

Backbone

Stranded

Flying Whales

The Cell

The Art of Dying

***Drum Solo***

Grind

Another World

Oroborus

Silvera

The Chant

L’enfant sauvage

***Encore***

The Heaviest Matter of the Universe

Amazonia

The Gift of Guilt

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Mastodon: Um Led Zeppelin Super Pesado


Mastodon mostra que EUA ainda pode revelar grandes bandas


“Um Led Zeppelin super pesado”. Essa é a definição para “The Hunter” (2011), quinto disco da banda Mastodon dada pelo baterista Brann Dailor.

O grupo, além de ter seu disco “Crack in the Skye” (2009) considerado um dos dez melhores discos do ano pela New York Times, é adorado pelos headbangers e pela grande mídia (David Letterman recebeu a banda recentemente).

Bastante coisa para um quarteto de apenas uma década que já conquistou muito mais e se torna a cada disco mais importante que muitas bandas da maioria de seus colegas atuais.

Banda em destaque na Kerrang! Magazine

Impossível ficar indiferente ao som da banda. Soa meio barulhento? Sim, em certos momentos, pode até dar dor de cabeça, pois a mescla sonora é tão rica que, se o estado de espírito não está lá essas coisas, o som fica meio embolado. Até você ouvir novamente e notar que está diante de um dos discos mais completos e diferentes do Metal dos anos 2000.


“The Hunter” tinha a grande responsabilidade de superar seu masterpiece anterior e, se ainda podemos preferir o aclamado trabalho de 2009, o disco de 2011 não fica para trás. São ao todo 13 canções de uma mescla psicodélica de Heavy Metal, com Rock Progressivo (dá até para lembrar de Pink Floyd, especialmente nas risadas ala “Dark Side of the Moon” de “Creatures Lives”), além de Stoner Rock/Metal, com muito groove e sons cuja cadência é sempre marcante.

O humor e seriedade se misturam na banda formada pelo Brann Dailor (bateria e vocais), Troy Sanders (baixo e vocais), Brent Hinds (guitarra e vocais) e Bill Kelliher (guitarra e vocais de apoio). Isso mesmo: são três vocalistas, uma das características mais fortes e interessantes do grupo.

Aqui há peso e melodia, com vocais fortes, de um lado, suaves de outro. Difícil descrever. A verdade é que canções como “The Sparrow” que fecha o álbum, “Stargasm”, “Black Tongue” (abre os trabalhos) e “Thickening” mostram essa faceta única do grupo, fazendo com que a definição do batera Brann Dailor não soe forçada ou prepotente.

A música de trabalho “Curl Of The Burl” pode não ser uma “Olblivion” (maior sucesso comercial da banda e música que os fizeram estourar mundo afora), mas traz bem a proposta do grupo, além de um vídeo engraçadíssimo (fãs do cinema thrash norte-americano irão adorar).

Não falei da técnica e habilidade individual do quarteto, pois dispensa comentários. Só o fato de todos cantarem e três dividirem os vocais principais, já vale o elogio de que Mastodon é uma banda que, mesmo com os pés nos anos 70, parece estar “inovando”, provando a cada disco que não é mais um besteirol norte-americano.

Stay on the Road

Texto: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica
Banda: Mastodon
Álbum: The Hunter
Ano: 2011
País: EUA
Tipo: Metal Progressivo/Heavy Metal/Rock Progressivo/Stoner Metal/Groove Metal

Formação
Brann Dailor (bateria e vocais)
Troy Sanders (baixo e vocais)
Brent Hinds (guitarra e vocais)
Bill Kelliher (guitarra e vocais de apoio)


Tracklist
1. Black Tongue
2. Curl Of The Burl
3. Blasteroid
4. Stargasm
5. Octopus Has No Friends
6. All The Heavy Lifting
7. The Hunter
8. Dry Bone Valley
9. Thickening
10. Creature Lives
11. Spectrelight
12. Bedazzled Fingernails
13. The Sparrow

Acesse e conheça a banda

O vídeo/making of de “Black Tongue”
Assista a banda tocando “Black Tongue” ao vivo


terça-feira, 7 de setembro de 2010

Quando o Metal é Reconhecido: Mastodon e a Crítica Nada Especializada


Raramente vemos bandas de Metal fazerem parte do mainstream ao lado de artistas do cenário pop, ainda mais em se tratando da indústria fonográfica norte-americanal. Temos alguns poucos exemplos, que nos remetem à bandas de grande porte que são focadas sempre, como Iron Maiden e Metallica.



Entretanto, ano passado a surpresa caiu em cima dos estadunieneses do Mastodon, grupo recente da chamada Nova Onda de Heavy Metal Americano que completou uma década este ano. O quinto disco do grupo que mescla o som pesado, com levadas de Jazz e Metal Progressivo, técnica e feeling, também se aproximando um pouco do Hardcore, chamado “Crack the Skye” (2009) e causou furor na mídia especializada ou não.



O feito do grupo foi ficar entre os 10 melhores discos lançados em 2009 a partir da revista Times, por exemplo, e angariar prêmios e reconhecimento, como serem escolhidos para abrirem a turnê européia do Metallica em 2009, durante a “World Magnetic Tour”.

O som dos caras é inovador. Apenas por isso eles merecem o nosso reconhecimento. O álbum em questão conta com 9 faixas, duas delas em versões instrumentais de próprias músicas da banda.



De cara o grupo conseguiu deslanchar o hit para “Oblivion”, com vídeo clip exaustivamente vinculado no mundo, especialmente nos EUA. Aliás, vale salientar que o grupo formado por Troy Sanders (Vocal e Baixo), Brent Hinds (Vocal e Guitarra), Bill Kelliher (Guitarra e Vocal de Fundo) e Brann Dailor (Bateria e Vocal de Fundo) traz o diferencial de dividir os vocais nas músicas, contando com dois vocalistas principais e os vocais de fundo que, em certos momentos, se sobressaem, como em “Oblivion”, cantada em grande parte pelo baterista Dailor.



Não irei destacar nenhuma faixa em especial, por saber que a banda conseguiu chegar na maestria de produzir um disco cativante, que elenca vários elementos da música. Farei o uso do clichê de que “só ouvindo para saber” justamente porque o disco precisa ser escutado e apreciado do inicio ao fim.



Vale aqui nosso reconhecimento ao jovem grupo (mas experiente por terem músicos que já tocaram em outras bandas) que conseguiu arrancar os melhroes elogios e prêmios da crítica nada especializada, bem como dentro do cenário musical norte-americano.

Agora é torcer para que os próximos lançamentos sejam tão bons quanto “Crack the Skye” (2009).

Stay on the Road

Texto: EddieHead

Ficha Técnica
Banda: Mastodon
Álbum: Crack the Skye
Ano: 2009
País: EUA
Tipo: Metal Progressivo/Heavy Metal



Formação

Troy Sanders (Vocal e Baixo)
Brent Hinds (Vocal e Guitarra)
Bill Kelliher (Guitarra e Vocal de Fundo)
Brann Dailor (Bateria e Vocal de Fundo)



Tracklist

1. Oblivion
2. Divinations
3. Quintessence
4. The Czar
* I. Usurper
* II. Escape
* III. Martyr
* IV. Spiral
5. Ghost of Karelia
6. Crack the Skye (participação Scott Kelly)
7. The Last Baron