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quinta-feira, 14 de abril de 2011

Clássicos Brasil: "Over the Grave" (Lápide) - Thrash Metal Como Os Grandes Fazem


Assistindo a uma apresentação do guitarrista Eduardo Martinez (Hangar), este falou um pouco de sua outra banda, a Lápide, oferecendo o 3º disco da banda e último trabalho à venda.

Adquiri o exemplar sem conhecer o trabalho dos gaúchos, mas com a certeza de que um álbum com suas guitarras e participações especiais de peso fariam de “Over the Grave” (2007) um disco que iria curtir.

Segundo o próprio Martinez, lá eu encontraria seus solos mais loucos que já fizera. “Opa”, pensei comigo, “então a coisa que me espera é genial”.

Posso dizer que o guitarrista estava sendo justo. O álbum é simplesmente um grande disco de Thrash Metal nacional, ao estilo que nos remete aos trabalhos de lendárias bandas como Korzus e Torture Squad.

Responsáveis por um dos melhores discos de Thrash Metal brasileiro

A banda no álbum é formada pelo já citado Martinez, o vocalista e guitarrista Rogério Pires, o baixista Gustavo Strapazon (que também toca na Scelerata) e Hércules Priester na bateria, irmão de Aquiles Priester (ex-Angra, Hangar). Vale a curiosidade de que Hércules e Martinez tocaram junto na extinta e saudosa banda Panic, reconhecida e lembrada do cenário Thrash Metal do Rio Grande do Sul.

Além desse timaço, há participações excelentes de Marcello Pompeu (que produziu o álbum) e Heros Trench do Korzus, Vitor Rodrigues do Torture Squad e Nando Fernandes, que na época era vocalista do Hangar (ex-Cavalo Vapor).

São 10 faixas que compõem “Over the Grave” tornando-o uma verdadeira aula de como se tocar um som pesado e crítico sem deixar de ser empolgante, apresentando ótimos riffs que empolgam na primeira audição.

A bateria de Hércules Priester é bastante trabalhada. Mesmo dentro do Thrash, um estilo mais agressivo e que muitas bandas confundem velocidade com qualidade, Hércules mostra que a família Priester não possui apenas um grande baterista. Suas levadas são rápidas, bumbo-duplo comendo, mas tudo na medida certa do som, incluindo viradas dignas de nota. Grande trabalho do cara.

Os vocais de Pires são guturais e graves. O cara assegura bem as músicas (nunca o vi ao vivo, mas deve fazer um bom trabalho), também fazendo as bases da guitarra. O baixista Gustavo solta sua veia agressiva na banda, também realizando um ótimo trabalho.

Martinez é um show a parte. Realmente seus solos são fenomenais e os lances de guitarra na música “Prisioner of the Past”, por exemplo, quebram tudo e já valem o álbum todo.

As participações também abrilhantam o disco. Heros Trench detona com a guita na faixa que abre o disco, “Cleaning the Congress” (a letra fala daquilo que gostaríamos de fazer com os políticos corruptos do nosso Brasil). Marcello Pompeu contribui em “All You Can Buy”, “Alone in the Crowd” e “Insane Society”, música caótica em que divide os vocais especiais com Nando Fernandes, numa interpretação bastante agressiva deste. Ainda temos Vitor Rodrigues que faz uma grande contribuição em “Bleeding Soul”.

O disco foi gravado em São Paulo, no estúdio Mr. Som, mixado e remasterizado por Cristiano Scheneider, o “Alemão”, primeiro guitarrista do Hangar e que fora substituído por Eduardo Martinez em 2000.

Reitero novamente a aula de se tocar Thrash Metal que a Lápide oferece nesse trabalho. Além disso, a arte do álbum tem tudo o que se esperar de um álbum de Thrash Metal, lembrando alguns trabalhos do Sepultura.

A banda, atualmente, parece estar em stand by. Também pudera, já que tanto Hangar quanto Scelerata estão em processos de shows e gravação, respectivamente.

Até o momento, não conseguimos contato com os demais integrantes para saber quais serão os próximos passos da banda, afinal, com um álbum desse nível (sem falar dos lançamentos anteriores), o grupo deveria continuar mais ativo na cena gaúcha e nacional (claro, com o nosso apoio).


Stay on the Road


Texto: Eduardo "EddieHead" Cadore

Fotos: Divulgação


Ficha Técnica

Banda: Lápide

Álbum: Over the Grave

Ano: 2007

País: Brasil

Tipo: Thrash Metal


Formação

Rogério Pires (Vocais e Guitarra)

Eduardo Martinez (Guitarra)

Gustavo Strapazon (Baixo)

Hércules Priester (Bateria)

Tracklist

1. Cleaning The Congress (participação especial: Heros Trench do Korzus)
2. Prisioner Of The Past
3. All You Can Buy (participação especial: Mercello Pompeu do Korzus)
4. Human Hunt
5. Bleeding Soul (participação especial: Vitor Rodrigues do Torture Squad)
6. Alone IN The Crowd (participação especial: Mercello Pompeu do Korzus)
7. Home War Drug Rules
8. Mortal Dance
9. Insane Society (participações especiais: Mercello Pompeu e Nando Fernandes, ex-Hangar)
10. The Final Dictator


Contatos

http://www.metal-archives.com/band.php?id=15636

http://www.myspace.com/lapidethrash

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Vulture: 15 Anos Defendendo o Metal Underground Nacional


A banda paulista Vulture, surgida em 1995 e após passar por dificuldades em manter uma formação fixa, completa 15 anos, tendo realizado o show de comemoração na cidade natal, Itapetininga.


O grupo, que possui dois discos lançados “Test of Fire” (2005) e “Through the Eyes of Vulture” (2007), além de demos que renderam à banda shows até mesmo fora de São Paulo e a abertura de shows de três grandes nomes do Metal mundial, Belphegor, Incantation e Dark Funeral.

A banda esta em turnê, com algumas datas marcadas. Aqui no Rio Grande do Sul, o quarteto formado por Adauto M. Xavier (Vocal e Guitarra), Yuri Schumamn (Back Vocal e Guitarra), André M. Xavier (Bateria) e Max Schumamn (Baixo) tocará em Porto Alegre, na sexta-feira 13 (que beleza!), na noite de 14 de agosto estarão participando da 4º edição do Nightfall in South Festival (confira matéria completa sobre as bandas que se apresentarão aqui no blog) na cidade de Ijuí, passando no domingo dia 15 a tocar em Canoas.


A banda será a principal atração desse já tradicional festival, idealizado em 2008 por Débora Reoly, conhecida na região por organização de eventos e excursões, e que neste ano é promovido pela Metal Army, promotora de eventos do estado de São Paulo.

Será a primeira vez que a banda tocará em ijuí, para celebração dos Headbangers que esperam há um bom tempo uma banda de Qualidade, afinal, a Vulture é um dos maiores nomes do Death Metal da cena underground nacional.


Tive a oportunidade de ouvir o segundo e último álbum da banda, o já citado “Through the Eyes of Vulture” (2007) (lançado pela Die Hard Records), que recebeu muitos elogios da crítica especializada de quando seu lançamento.

Posso dizer que não espera um álbum de 12 músicas que conseguisse executar um Death Metal (sempre agressivo), mas com melodia na medida certa, fazendo com que cada faixa soe única no conjunto do trabalho, o que já é de se colocar o disco como um dos melhores do gênero já feitos por bandas nacionais.


Exemplo disso é a perfeita “Legacy of Cain”, cuja qual esses elementos com muito peso e melodia (sem cair num Death Metal “Melódico”) estão presentes, o que se percebe (salvo a diferença entre as músicas) em “Goddless Age”.

“Diemocracy”, além de um ótimo título, começa com dedilhados que lembram algo de Running Wild, para entrar num Death Metal oitentista, com pitadas de Thrash,que colocam a música como uma das minhas favoritas. Fora de série também “Your Savior Never Come”, com destaque para os guitarristas.

Falando nos músicos, nota 10 para todos. Os quarteto sabe suprir a falta de uma melhor produção (não esta ruim, mas a banda merece mais). O vocalista/guitarrista Adauto Xavier possui uma voz potente, que soa natural (tem muito gutural por aí de dar medo, no péssimo sentido), o baterista (bateria é sempre importante) André Xavier (Bateria) mostra ser um dos melhores, pois além de peso, sabe criar ritmos diferentes para cada canção (o que também é difícil de encontrar).


Podemos destacar, ainda, as músicas “Under the Blackest Horizon”, “Where the Vulture Sleeps” e a faixa “Abençoado Seja o Homem Ateu”, cantada em português e que possui vídeo clip. Esta merece atenção especial, pois além da letra ser marcante, é cantada em português, mais uma forma da banda marcar que é nacional.

Mais uma grande banda nacional que merece nossa atenção. Quem puder conferir o trabalho dos caras, com certeza não se decepcionará. Aos que irão em algum dos shows (há shows marcados nos estados de São Paulo e Paraná também), especialmente ao Nightfall em Ijuí, pode ter certeza que a “paulada” vai ser forte!

Stay on the Road

Texto: EddieHead


Ficha Técnica

Banda: Vulture
Álbum: Through the Eyes of Vulture
Ano: 2007
Tipo: Death Metal
País: Brasil

Formação

Adauto M. Xavier (Vocal e Guitarra)
Yuri Schumamn (Back Vocal e Guitarra)
André M. Xavier (Bateria)
Max Schumamn (Baixo)




Tracklist

01. Where the Vulture Sleeps
02. Godless Age
03. Cold Air
04. Diemocracy
05. Blessedness Thru Emptyness
06. Legacy of Cain
07. Dark Visions
08. Your Savior Will Never Come
09. Unholy Truth
10. Strong As a Storm
11. Under the Blackest Horizon
12. Abençoado Seja o Homem Ateu

Shows:

13/08 - Porto Alegre - RS
14/08 - Ijuí - RS
15/08 - Canoas - RS
11/09 - Tatuí - SP
12/09 - Campinas - SP
17/09 - Londrina - PR

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Voando Mais Alto



É de praxe vocalistas sairem de suas bandas que alcançaram, no mínimo, um sucesso significativo, para alçarem voos em carreira solos.

Muitos são os casos que obtiveram sucesso, como Bruce Dickinson (que saiu do Iron Maiden para se dedicar a carreira-solo) e Ozzy Osbourne (que em 1980 lançava um clássico álbum, melhor que muita coisa que fazia no Sabbath). Outros nomes não tão significativos são Jeff Scott Soto (que cantou em muitas bandas, como Malmsteen e Journey), Rob Halford (lançando apenas dois álbuns solos somente anos após deixar o Judas Priest) e Glenn Hughes (ex-Deep Purple).

Outros casos são aqueles de vocalistas que não obtiveram nem perto o sucesso de quando estavam em suas bandas, como Paul Di’anno (após Iron Maiden nenhuma produção muito significativa) e Tony Martin (ex-Black Sabbath), que embora possua álbuns muito interessantes, passam sempre desapercebidos.

No Brasil, o primeiro vocalista a entrar na lista dos bem sucedidos parece ser Andre Matos. O vocalusta tem uma tragetória profissional que se confunde com o Metal nacional, especialmente o Power Metal.

Surgiu com o Viper em 1984, com apenas 13 anos, lançando no ano seguinte a sua primeira demo com a banda. Depois disso, os brasileiros (que foram uns dos primeiros do Metal nacional a serem reconhecidos internacionalmente) lançam em 1987 o disco de estréia, “Soldiers of Sunrise”, que mostra a copetência dessa badna que estava engatinhando ainda.

“Theater of Fate” (1989) talvez seja o álbum mais significativo da banda, investindo num Power Metal simples mas que caracterizaria o trabalho do Andre.

Resolve deixar a banda para terminar seus estudos. O Viper não lograria mais sucesso como parecia estar antes dessa decisão.

Entra em 1991 para o Angra, dois anos mais tarde lança o clássico do Metal brasileiro “Angels Cry”, assustando o mundo todo com a qualidade melódica das composições. Com a banda, finalmente alça voos ao redor do mundo, ainda com os álbuns “Holy Land” (1996) e “Fireworks” (1998). Depois esse último, a banda se separa de forma não amigável.

De um lado Andre, Ricardo Confessori (bateria) e Luiz Mariutti contra o empresário do Angra e os guitarristas Kiko Loureiro e Rafael Bitencourt. Lutando pelo diretiro ao nome da banda, perdem e montam o Shaman, com o guitarrista Hugu Mariutti, irmão de Luis.

Mas antes de ingressar na sua terceira banda, participa do magnífico projeto de Tobias Sammet (Edguy) Avantasia, cantando em várias faixas e dando um show a parte. Um dos destaques do trabalho. Além do projeto Aina, que teve um álbum apenas até o momento.

Com a nova banda em ativa, lançam “Ritual” em 2002 que traz um Andre cada vez mais desenvolvido, alcançando notas sem vacilar. Seguem “Reasons” (2005) que sela essa “terceira fase” da carreira do brasileiro.

Começam os boatos de carreira-solo e o vocalista confirma com os músicos ex-Angra/Shaman Hugo e Luis, chama o batera Eloy Casagrande (novato no Metal), o guitarrista Andre Hernandes e o tecladista Fábio Ribeiro (pianista desde os anos 80).

Lança em 2007 o álbum “Time to Be Free”. Confesso que esperava algo bem menor interessantes, julgando que ouviria algo como o seu projeto “Virgo”, com Sascha Paeth. Mas, na verdade, temos o Power Metal de sempre, o que é um alívio.

Obviamente temos mais de Andre que em suas badnas anteriores, mas a sonoridade é de agradar qualquer fã de Viper, Angra ou Shaman.

Com shows pelo mundo, abrindo para bandas como Edguy em Londres, lança neste inicio de mês o segundo disco solo “Mentalize”. Ainda estou me aproximando do álbum que, a princípio, parece menos “Metal” que o anterior, mais desenvovido em termos de mistura sonora.

Acredito que para alguns um grande álbum, para outros inferior ao que se esperava. Mas, uma coisa é certa, há em ambos os álbuns canções de extrem a qualidade, que demonstram que Andre (e os músicos que o acompanham) não começaram a tocar há pouco tempo e que a experiência de tocar em bandas como Angra e Shaman só vieram a dar um aprimoramento à carreira-solo do vocalista.

Vocalista esse que é a referência do Metal nacional (os demais que me desculpem, mas este já fez uma hitória equiparável à do Michael Kiske, ex-Helloween). Tornou-se impossível pensar o Power Metal som Andre Matos, tanto que muitos fãs de Viper (com razão, pois a banda se perdeu sem o Matos) e do Angra ainda “choram” a partida de Andre e torcem a cara para os novos trabalhos das bandas.

Stay on the Road

Texto: EddieHead



Ficha Técnica
Banda: Andre Matos
Álbum: Time to Be Free e Mentalize
Ano: 2007 e 2009
Tipo: Power Metal
País: Brasil
Link (do Orkut e do blog Rock and Metal Undergroud) Time to Be Free: http://www.megaupload.com/?d=33OC0EQO Mentalize: http://www.mediafire.com/download.php?fy6jobz93wz



Time to Be Free (2007)
01. Menuett
02. Letting Go
03. Rio
04. Remember Why
05. How Long (Unleashed Away)
06. Looking Back
07. Face The End
08. Time To Be Free
09. Rescue
10. A New Moonlight (Viper Cover)
11. Endeavour
12. Separate Ways (Journey Cover)



Mentalize (2009)


01.Leading On
02. I Will Return
03. Someone Else
04. Shift The Night Away
05. Back To You
06. Mentalize
07. The Myriad
08.When The Sun Cried Out
09. Mirror Of Me
10. Violence
11. A Lapse In Time
12. PowerStream
13. Don't Dispair

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Vougan do Brasil Aterrorizando os EUA



A banda brasileira de Heavy Metal Vougan está indo muito bem. Após o grande sucesso de crítica e público com seu álbum de estréia, “Mind Exceeding” de 2007. Obviamente que com seu EP de estréia do ano anterior, “Silent Souls” (2006) a banda já passou a ser vista como uma das revelações do Metal brasileiro.

A banda é reflexo da experiência dos músicos que a compuseram, desde os que já se retiraram até os atuais, tendo na formação atual dois membros da extinta e clássica banda nacional Dark Avenger, além do ex-vocalista da grande Heaven’s Guardian e Outworld (dos EUA).

O trabalho da banda segue uma linha Heavy e Progressivo, com ótima produção (o que é essencial). Sabendo cadenciar o álbum faixa à faixa, temos as “pauleiras” “Behind The Lies” e “Endless Nightmare”, as baladas “Unspeakable” que mostra de uma vez por todas que Carlos Zema (vocal) é um fenômeno nacional com microfone (recentemente foi mais um nome do projeto Soulspell Metal Opera). A Instrumental que fecha a edição nacional, “Mind Exceeding: Part II/III/IV” prova por a mais b a criatividade e habilidade técnica (e também de feeling) de Hugo Santiago (guitarra), Acácio Carvalho (bateria) e Gustavo Magalhães (baixo).

Claramente influenciados por mestres do Progressive Metal como Dream Theater e Rush (este mais rock), a Vougan está atualmente em uma turnê nos Estados Unidos, promovendo seu disco e banda, tocando em várias cidades do Texas, além de estarem concorrendo ao concurso do site Famecast.com, no qual a banda mais votada se apresentará em um canal de TV aberta dos EUA, ao vivo, além de poderem tocar no megafestival Lollapalooza. Afora isso, tocaram no festival ROCKLAHOMA 2009, ótimo ponto para surgimento de bandas revolucionárias.

Segundo os próprios membros da banda que atualizam a comunidade da banda no orkut, a turnê tem superado totalmente as expectativas, com a banda alcançando altos elogios e com os norte-americanos simplesmente adorando a banda. Tanto que as músicas da banda tem sido tocadas nas rádios do país, até mesmo o álbum na íntegra.

A banda disponibiliza em seu site suas músicas para download gratuío, o que facilita ainda mais para que ela se torne mais conhecida no mundo, até mesmo em seu próprio país, afinal está fazendo seu nome no norte da América e o sul aqui parece não dar muito apoio (exceto pelos fies fãs).

Mais uma banda nacional detonando e aterrorizando os gringos, mostrando que aqui sabe-se fazer Metal de qualidade, de todos os tipos.

Stay on the Road

Texto: EddieHead


Sobre a banda

Site Oficial: http://www.vougan.com (download das músicas)
Orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=10291099
Myspace: http://www.myspace.com/vougan
Famecast (para votar na banda): http://www.famecast.com/


Ficha Técnica

Banda: Vougan
Álbum: Mind Exceeding
Ano:2007
Tipo: Progressive Metal
País: Brasil

Formação:

Carlos Zema - vocal
Hugo Santiago - guitarra
G Zus - baixo
Acácio Carvalho - bateria



Tracklist:
01. Inner Ghost
02. Behind The lies
03. Ghosts
04. Unspeakable
05. Endless Nightmare
06. L.O.S.T
07. Silent Souls
08. On The Road
09. Mind Exceeding - Part I
10. Mind Exceeding - Parts II, III & IV
11. Angellus (Bonus track for Japan)

terça-feira, 24 de março de 2009

Heaven and Hell: A Volta Sabbática No Novo Milênio



No ano de 1980 (ano marcado pelo surgimento de grandes nomes da cena inglesa de Heavy Metal, como Iron Maiden e Samsom), o mundo se estremeceu com o nono álbum dos pais do Heavy Metal Black Sabbath, que com a fraca fase com Ozzy osbourne nos dois álbuns anteriores, brigas, drogas e problemas financeiros, marcou a volta por cima da banda.

Com o disco “Heaven and Hell” (confira aqui mesmo no blog um pouco mais sobre esse clássico) a banda mostrou que não precisava da presença de Ozzy nos palcos, e que junto ao magnífico vocal e compositor Ronnie James Dio (que cantou no Rainbow do guitarrista ex-Deep Purple Ritchie Blackmore e após sair do Sabbath ingressou em carreira solo) poderiam continuar no topo do mundo metálico.

Porém, essa formação gravou apenas mais um álbum de estúdio (o também ótimo “Mob Rules”, em 1981) e se dissolveu. E mesmo com a chegada ao Sabbath de um dos maiores vocalistas da história, o então ex (e agora atual) Deep Purple Ian Gillan a banda encerrou as atividades retomando com Tony Martin nos vocais e uma banda totalmente diferente,r estando apenas a guitarra de Tony Iommi.


No inicio dos anos 90, Dio e Vinny Appice (bateria) (que havia substituído Bill Ward logo após o lançamento do disco de 1980) retornam para lançar um outro clásico, “Dehumanizer” (1992). Após a saída novamente dos dois e a volta de Martin nos vocais, a banda encerrou as atividades após o considerado fraco “Forbidden” (1995).

Após alguns shows com Ozzy Osbourne mno fim do século, a banda resolve retornar com Dio e Appice para tocar apenas músicas dos três álbuns que constaram com Dio nos vocais. Nasce assim a “nova” banda Heaven and Hell, que segundo Iommi recebeu esse nome para deixar claro que não iriam ficar tocando clássicos da fase inicial da banda nem da época das demais formações, exceto as desses três álbuns.


Assim, saíram em turnê, gravaram DVD e este ao vivo duplo “Live From The Radio City Music Hall” (2007), um dos melhores registros da banda, senão o melhor (se contarmos os demais ao vivo da carreira do Sabbath). Aqui, além dos miaores clássicos da fase Dio, ainda podemos conferir duas inéditas, “The Devil Cried” e “Shadow of the Wind” que haviam saído na coletânea de 2007 “The Dio Years”. Com levada mais arrastada, a primeira poderia ter sido retirada do álbum Dehumanizer, tamanha o peso da mesma, com os riffs tri pesados de Iommi e o vocal “macabro” de Dio. A segunda, mais pesada ainda, com Butler detonando seu baixo e Appice marcando bem cada batida em sua mega bateria.

Es as canções foram um primeiro “aperitivo” do primeiro álbum de inéditas da banda, previsto para sair ainda este ano. Chamado até agora de “The Devil You Know”, promete ser um dos melhores lançamentos do ano. Também pudera, a última vez quee ssa formação esteve num álbum completo juntas já fazem 17 anos.

Neste ao vivo pode-se perceber porque o Black Sabbath é o que é. Dio está cantando melhor do que nunca, como um bom vinho. Iommi continua fazendo milagres com sua guitarra, Geezer sem comentários e Appice mostra que a banda pode esquecer Bill Ward.

A banda deu grande destaque aos clássicos dos dois primeiros álbuns do inicio dos anos 80. Assim, clássicos absolutos que nunca seriam ouvidos na voz de Ozzy Osbourne aqui estão presentes: “Heaven and Hell”, “Mob Rules”, “Die Young”, “Neon Knights”, “The Sign of the Southern Cross” e “Children of the Sea”.

Estarão tocando aqui no Brasil com quatro datas: Belo Horizonte (10/05), Brasília (13/05), São Paulo (15 e 16/05) e Rio de Janeiro (17/05). Infelizmente novamente as produtoras deixam de fora a região sul e orte do país.

Enfim, um “aperitivo” enquanto o novo álbum não chega. Pois quando ele chegar, meus amigos abalará o mundo pesado da música, pois estamos falando dos Pais do Heavy Metal, mais vivos do que em muitos anos.

Stay on the Road

Texto: EddieHead



Ficha Técnica

Banda: Heaven and Hell
Álbum: Live From Radio City Music Hall
Tipo: Heavy Metal
Ano:2007
Link: CD I http://rapidshare.com/files/56704906/HHLFRCMH__1_By_MechoDownload.rar
CD II http://rapidshare.com/files/56708635/HHLFRCMH_2_ByMechoDownload.rar
Fonte: www.mechodownload.com

Formação

Tony Iommi (Guitarra)
Geezer Butler (Baixo)
Ronnie Dio (Vocal)
Vinny Appice (Bateria)


CD I

1. E5150 / After All (The Dead)
2. The Mob Rules
3. Children Of The Sea
4. Lady Evil
5. I
6. The Sign Of The Southern Cross
7. Voodoo
8. The Devil Cried

CD II

1. Computer God
2. Falling Off The Edge Of The World
3. Shadow Of The Wind
4. Die Young
5. Heaven And Hell
6. Lonely Is The Word
7. Neon Knights

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Iron Maiden no Download Festival 2007: As Músicas do Último Cd Tem Força ao Vivo!

Em 2006 o Iron Maiden lançou seu último álbum inédito até a presente data. Com o nome de "A Matter of Life and Death" ou AMOLAD (para abraviar), foi o terceiro disco como sexteto e, ao contrário do que aconteceu com seus dois álbuns antecessores ("Brave New World" e "Dance of Death"), muitas pessoas não gostaram ou esperavam mais do novo disco, inclusive eu.

Bem, sou fã do Maiden há vários anos, gosto de todos os álbuns, de todas as formações, conheço praticamente todas as letras de cor, mas não havia gostado muito do AMOLAD. Minha maior crítica e razão para isso era o fato de que a banda estava iniciando todas as faixas (com excessão da primeira, "Different Worlds", mais direta e da "The Pilgrim") de uma forma semelhante: com pouca velocidade, dedilhados atmosféricos, etc.
Mas longe de ser um álbum ruim, porque não acho que o Maiden tenha produzido algum álbum ruim, ele não me chamou a atenção e continuei ouvindo apenas os anteriores (embora visse com frequência os videos clipes das músicas novas).
Entretanto, tive acesso (e quem quiser e tiver paciência também terá: há um link abaixo de um site que disponiblizou o show, só que em sete partes) ao show em Donnigton, Inglaterra, como atração do Download Festival 2007.

Minhas expectativas eram grandes de ver (e ouvir) como as novas músicas se sairiam ao vivo, e não me decepcionei: as cinco músicas de AMOLAD agitaram a galera, da mesma forma que as de seus últimos discos. E mesmo com a banda tocando três delas seguidas no início do show, não fez o pessoal se decepcionar.

Claro que a expectativa de ouvir e ver os caras tocando clássicos (e só quem foi num show deles sabe o que é isso) já faz com que gostemos do que a banda faz no palco. Mas os senhores sabem agitar, mesmo diante de um grande público, algo que já estão mais que acostumados.

Assim, abrem com a primeira faixa, "Different Worlds", que foi cantada mais "agressivamente" pelo Bruce, tocam, depois de uma pequena conversa com o público, "These Colours Don't Run" e "Brighter Than a Thousand Suns", que ficaram muito boas ao vivo, com a introdução atmosférica e a entrada das guitarras, baixo e batera depois de forma a empolgar qualquer Headbanger.

Então, tocam a clássica "Wrathchild", que levou o público ao delírio, e Bruce ao chão, já que caiu na entrada da segunda parte da música, mas que, como profissional e grande vocalista que é, continuou cantando, embora tenha ficado sem jeito (afinal, cair na frente de milhares de pessoas deixaria qualquer um com vergonha!), "The Trooper", sem comentários.

Mas a grande novidade foi "Children of the Damned", música do clássico "Number of the Beast"(1982), e que, segundo o próprio Dickinson, há muito não era tocada. E como ficou: perfeita! Destaque para o Bruce, que cantou de forma competente, não tentando imitar completamente a versão original, e pra Adrian Smith, que com sua guitarra de braço duplo, levou a música para onde queria.

Depois dessa ótima surpresa, largam "The Reincarnation of Benjamin Breeg", provavelmente o maior sucesso de AMOLAD, e que, já escuro (o show iniciou de dia), só fez o ambiente ficar mais interessante. Por fim, "For the Greater Good of God" fecha a apresentação das novas músicas e, como as anteriores, foi tocada magistralmente e o público recebeu muito bem.
Depois daí, só os clássicos!

Vale destacar o ótimo palco da banda, um dos melhores que lembro ter visto, com vários efeitos sonoros e visuais, inclusive com Eddie pilotando um tanque de guerra (já que o disco todo é envolto por essa temática)!

Dessa forma, gostaria de compartilhar que esse é um ótimo show da Donzela, e que ninguém se arrependerá de olhar. E segundo o Bruce, seria gravado para um DVD, mas, pensando comigo, não sei se depois de seu tombo isso acontecerá. Brincadeira, é claro, mas com certeza seria um ótimo registro dessa turnê que, infelizmente, não passou pelo Brasil.

UP THE IRONS

Texto: EddieHead

Iron Maiden-Live At Download (2007)
1.Different World
2.These Colours Don't Run
3.Brighter Than a Thousand Suns
4.Wratchild
5.The Trooper
6.Children of The Damned
7.The Reincarnation of Benjamin Breeg
8.For the Greater Good of God
9.The Number Of The Beast
10.Fear of The Dark
11.Run To The Hills
12.Iron Maiden
13.2 Minutes to Midnight
14.The Evil That Men Do
15.Hallowed Be Thy Name

sexta-feira, 6 de junho de 2008

O Primeiro e Último Álbum da Banda de Uli Kusch, Ride the Sky: Relembrando Masterplan ou Mera Coincidência?

O batera alemão, Uli Kusch, que já tocou em grandes bandas como Gamma Ray, Helloween e, mais recentemente, no Masterplan, já é um nome consagrado dentro do Heavy Metal, sendo que não precisa mais comprovar que é um dos maiores músicos do estilo.

Então, eis que em 2007 ele retorna com sua nova banda, Ride The Sky, tendo ao seu lado os irmãos Bjørn Jansson (vocal, ex-Beyond Twilight) e Benny Jansson (guitarra, XSavior), Mathias Garnås (baixo, XSavior) e Kaspar Dahlqvist (teclados, ex-Stormwind). Mas aqui vai um aviso: este é um álbum para quem gosta de Masterplan. Ora, por quê? Simplesmente pelo fato de que este, que foi o primeiro e último (pelo menos por tempo indeterminado) disco da banda, que no inicio deste ano de 2008 encerrou atividades por não estarem estimulados a continuar com a banda, lembra muito a antiga banda do batera.

Tudo bem uma banda apresentar semelhanças com outra, ainda mais se algum integrante migrou duma para outra. Porém, aqui não só o instrumental, que embora um pouco mais trabalhado em certas partes (pra mim a bateria e a guitarra deixam a desejar se comparado aos dois primeiros discos do Masterplan) e em outras bem clichê, mas o vocalista Bjørn Jansson é, literalmente, uma “cópia” do primeiro vocalista do Masterplan, Jorn Lande (sendo que, ao escutar, pensei se tratar deste, tendo que acessar a net em busca da formação da banda), inclusive ambos tendo vindo da banda Beyond Twilight. As semelhanças são imensas. Acho que nunca ouvi um vocal tão parecido com outro (nem mesmo o Tim Owens é tão parecido com o Metal God Halford do que estes caras). Mas isso por si só é um elogio, principalmente vindo de quem pensa que Jorn lande é um dos maiores vocalistas da história do Metal, e que acompanha sua trajetória desde o Masterplan e que neste exato momento que escreve esta matéria está ouvindo seu novo disco solo (mas é outra história).

Neste disco, “New Protection”, o Ride The Sky apresenta um som com pegada bem power, com riffs típicos (o que não deixa de ser muito interessante), um teclado mais destacado do que estamos acostumados, o vocal alcançando uma potência que realmente empolga, o baixo fazendo o trabalho de acompanhar o batera Uli Kusch, que também não decepciona, embora este que escreve prefira o no Masterplan.

Falando na sua antiga banda, com certeza este álbum é muitas vezes mais empolgante e cativante do que o terceiro da carreira dos também alemães do Masterplan, que agora não contam mais com o batera já citado e com o vocal de Jorn Lande, o que é uma pena, pois “MK II”, nome do cd, decepcionou.

Então, este álbum “New Protection” vai, com toda certeza, agradar aos fãs de Masterplan, mas não espere algo muito diferente do que eles costumavam fazer. Aqui a novidade não é levada muito em conta, sendo um disco para matar a saudade, podendo muito bem ter sido este o terceiro álbum do Masterplan, o que teria sido perfeito, pelo triste fato de que a banda está muito saturada e esta Ride The Sky, infelizmente, encerrou suas atividades.

Assim, para os apreciadores de Powermetal, que gostam de Masterplan em seus dois primeiros álbuns e que não conhecem esta nova e já extinta banda, podem ir com tudo no link abaixo para conhecer mais um ótimo som metálico vindo da Alemanha.

Stay Heavy

Texto:EddieHead

TrackList:
1. "New Protection"
2. "A Smile from Heaven's Eye"
3. "Silent War"
4. "The Prince of Darkness"
5. "Break the Chain"
6. "Corroded Dreams"
7. "The End of Days"
8. "Far Beyond the Stars"
9. "Black Cloud"
10. "Endless"
11. "Heaven Only Knows"
12. "A Crack in the Wall"