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quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Autumn's Child: "Melody Lane" é Melodic Rock e AOR que Beira a Perfeição

 


“Melody Lane” é o sexto álbum do Autumn’s Child, banda que a lenda do Melodic Rock suéco Mikael Erlandsson criou após a pausa do Last Autumn’s Dream, e novamente  entrega uma peça de Melodic Rock e AOR irrepreensível, que flerta com o Power Pop e Classic Rock, repleta de melodias cativantes e mega melódicas, instrumental polido, de bom gosto e muito bem executado.

Com um time de grandes músicos, formado por Pontus Åkesson na guitarra solo, Rickard Johnsson na bateria, Claes Andreasson nos teclados e Magnus Rosén no baixo. Vocais adicionais de Johanna Hjort em “Lovesong”, e claro, Erlandsson nos vocais e também  teclados e guitarras.

O álbum já começa com um dos hits instantâneos do trabalho, “Heartbreak Boulevard”, uma faixa carregada de melodias cativantes, grandes vocais, teclados que juntamente com as guitarras constroem camadas de puro deleite aos amantes do Melodic Rock.


“Pray For The King” tem um pé no Hard, é vigorosa e traz as melodias neoclássicas bem evidentes nos teclados que "duelam" com as guitarras nos solos, outra das nuances tradicionais do Autumn’s' Child.

“Fight to Love Again” tem aquela vibe anos 80, principalmente nos teclados em destaque, e caberia perfeita em alguma trilha de filmes da época. 

Na sequência, mal dá tempo de respirar e “Singalong” também já nos pega cantarolando o refrão e acompanhando a batida. Erlandsson é mestre em criar canções cativantes. A canção vai evoluindo e ganhando intensidade, culminando numa pegada bem Rock and Roll, e você se pega cantando o refrão naturalmente. 

“A World Without Love” que me remeteu ao Queen na construção das melodias, e é uma bela balada estilo “Somebody to Love”. Arranjos vocais emotivos, aliados à finesse da guitarra com melodias dobradas e piano, escancaram a cada faixa a capacidade de Erlandsson e Cia em criar canções cativantes, que prendem de imediato e você logo está cantarolando. 

Destaque para o solo melodioso e de timbres de bom gosto ímpar, algo que permeia todo o álbum.



“Highway to The Sky” traz uma pegada Power Pop de melodias suaves, agradáveis e de fácil  assimilação, vocais grandiosos e guitarra melodiosa.

“Headlines” é puxada para um Hard com riffs vigorosos, a cozinha capricha no Groove, e Erlandsson aposta nos vocais mais roucos e com drives. Um Hardão empolgante e com feeling.

Uma das minhas preferidas, “Love Song”, com melodia e levada cativante, já pega o ouvinte nos primeiros segundos. Tem um Groove que me lembra Thin Lizzy, com o baixo em destaque, guitarras acústicas, arranjos vocais cativantes e solos idem. 

O refrão fica de imediato na mente e não sai mais! Destaque para o dueto de Erlandsson e Johanna Jort já na parte final, acompanhados pelas melodias da guitarra e o Groove cativante da cozinha.

“Melody” tem uma levada mais acelerada e vibrante, um Melodic Rock que soa atual, mas também remete aos grandes momentos do AOR e Melodic Rock 80’s. Refrão irresistível, guitarras e teclados de melodias idem. Aquele jeitão de hit. 

“Rock of Emphathy” traz o vigor da guitarra, com teclados de acento pop, nos remetendo novamente ao Hard 80’s, inclusive nos coros do refrão. “Dead Cole” fecha o álbum com sua levada cadenciada, mesclando o Hard e Pop 80’s.


Para quem já gosta do trabalho de Erlandsson, ficará muito satisfeito com este novo álbum, certamente ocupará o topo dos melhores lançamentos do estilo em 2026, os outros que corram atrás! Um prato transbordando para os fãs de Melodic Rock.

Texto: Caco Garcia 
Lançamento: Pride & Joy Music 
Assessoria: GerMusica Promotion & Management

Track listing
1. Heartbreak Boulevard
2. Pray For The King (ft. John Lönnmyr)
3. Fight To Love Again
4. Singalong
5. A World Without Love
6. Highway To The Sky
7. Headlines
8. Lovesong (ft. Johanna Hjort)
9. Melody
10. Rock Of Empathy
11. Dead Cold



quinta-feira, 2 de julho de 2020

Captain Black Beard: Celebrando o Hard/AOR e Pop Rock 80's



O novo trabalho do Captain Black Beard tem sua line-up mais uma vez modificada apenas com Christian Ek (guitarra) e Robert Majd (baixo) de remanescentes. A proposta continua a de celebrar o pop rock americano dos anos 80. 

Em comparação ao último registro, a produção harmonizou melhor os arranjos, principalmente a guitarra que ficou menos abafada e pesada. Pra esse tipo de som acabava esmagando os demais instrumentos.

Outra coisa notável é a volta do vocal masculino, agora na responsabilidade de Martin Holsner, o qual lembra diversas vezes a voz de Paul Stanley.


As 10 canções compartilham baterias redondinhas repletas de reverb, brass de sintetizador e riffs no dever de pavimentar o canto de Holsner naquele clima anos 80 do KISS.

Eu poderia destacar abaixo as seguintes canções:

Headlights: Uma estranha cruza de KISS na era do "Lick It Up" enquanto os sintetizadores remetem o single "Gloria" de Laura Branigan. O solo apesar de curtinho reflete a essência oitentista usando bends expressivos e tappings.

Lights And Shadows: Apresenta melodia inspirada ao lado de múltiplas vozes no auge da música. Guitarras ganham um papel extra, elas roubam cena nos breves momentos.

Disco Volante: O cantor encarna de vez Paul Stanley. Teclados estridentes se fundem aos pratos com direito a pequenos arpejos. Na reta final a guitarra soa melódica e se sincroniza com outra.

Tonight: É uma balada potente, cria uma montanha russa sentimental de momentos tristes e revigorantes. A voz e rápidos momentos da guitarra tornam a canção poderosa. Infelizmente abusam além da conta dos sintetizadores e se prendem demais ao clichê. Apesar da qualidade, pode soar um pouco datada para a maioria, parecendo trilha de algum filme da Sessão da Tarde.

Time To Deliver: Uma das melhores canções. A voz se destaca entre as outras do trabalho. O riff pesadão cavalgado é entrecortado pela bateria pura que divide espaço com a voz. Os fraseados finais na guitarra infelizmente terminam sufocados.

Midnight Cruiser: Inicia com um baixo rugindo. Sintetizadores se fundem melhor com a guitarra para produzirem um caminho empolgante até o núcleo da música. Vale mencionar a passagem do teclado tocando uma ideia barroca antes da guitarra solar. Casaria muito bem com algum racha de carros à noite. O ponto alto do disco.


Chegando a um veredito, "Sonic Forces" reverencia totalmente o som de uma época, às vezes se aproximando de uma caricatura involuntária. O álbum também não tenta construir um papel para cada faixa. Todas soam previsíveis pela semelhança.

Na parte técnica, você nota os sintetizadores brigando com prato pelas faixas de frequência. Se por um lado, a guitarra no último registro soava incompatível e agora mais assertiva,  por outro ela termina sufocada no excesso de reverb e ganha um papel mínimo. Até em discos do Poison e Dokken elas eram imprescindíveis para a extravagância do seu som.

Numa visão geral, eu recomendaria para quem deseja revisitar uma era ou saudosistas do Hard Rock sintetizado.

Texto: Alex Mattos (Canal Rock Idol)
Edição: Carlos Garcia

Banda: Captain Black Beard
Álbum: "Sonic Forces" 2020
Estilo: Hard Rock, AOR, Pop Rock
País: Suécia
Selo: AOR Heaven/Metal Heaven

Canais Oficiais da banda:
Site Oficial
Youtube