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terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

Entrevista: Jack Slamer - Representando o Genuíno Espírito e Atitude do Rock Clássico



Formado em 2006 na Suíça por um grupo de amigos que tinham em comum o gosto pelo Classic Rock e Hard 70's, o quinteto desde então mantém o mesmo line-up, e vêm a cada lançamento evoluindo, tanto na sua sonoridade, como no reconhecimento, pois já chega ao seu quarto álbum, o segundo pelo maior selo de Metal e Rock Pesado do mundo, a Nuclear Blast Records, e conquista novos territórios gradualmente, com sua maneira natural de criar Hard Rock inspirado nos seminais nomes que ditaram e lapidaram o estilo no fim dos anos 60 e anos 70, como Led Zeppelin e Deep Purple, mas também nomes mais recentes que beberam da mesma fonte, como o Wolfmother. (English Version)

Conversamos com o guitarrista Cyrill Vollenweider, que nos contou mais sobre a banda, influências, alguns "segredos" de sua sonoridade, expectativas e claro, sobre o novo álbum, "Keep Your Love Loud", lançado no final do ano passado, disponível aqui no Brasil via parceria Nuclear Blast/Shinigami Records. Confira a seguir.


Rtm: Olá Cyrill, aqui é o Carlos do site brasileiro Road to Metal, dedicado ao Heavy Metal e Classic Rock, parabéns pelos ótimos álbuns de Rock & Roll e Classic Rock! Agora com “Keep your Love Loud”, acredito que vocês estão buscando dar mais passos rumo ao crescimento do nome da banda no mundo. Conte-nos um pouco sobre as repercussões do álbum anterior e as expectativas para este novo.

Cyrill: Olá Carlos antes de mais nada, obrigado pela oportunidade e obrigado pelo elogio. Com o último álbum, conseguimos cruzar a fronteira do nosso país e ganhar algum renome no exterior. Nosso objetivo com este álbum é com certeza ganhar renome, e o que é mais importante para nós, fazer shows cada vez maiores e em todos os lugares possíveis. Assim que for possível novamente.

Ciryll ostentando a edição em vinil de "Keep Your Love Loud"


RTM: Vocês fazem um som inspirado no Hard e Classic Rock dos anos 70 com muita naturalidade, conte-nos como surgiu seu interesse pelo estilo e quais foram suas principais inspirações. Ouvindo o som, noto algo do Deep Purple MK III, e falando de nomes mais contemporâneos, Black Country Communion e Rival Sons.

Cyrill: Isso aconteceu há muito tempo. Todos nós começamos a ouvir clássicos antigos como Led Zeppelin ou The Doors principalmente através de antigas coleções de vinil de nossos pais. Nosso baterista tinha até uma jukebox em seu porão, onde ficava nossa primeira sala de ensaio. No começo também tocávamos muito funk e blues, mas com o passar dos anos nos tornamos uma banda de rock. Esta não foi uma decisão única, foi mais um desenvolvimento gradual que parecia natural para todos nós. Mas o rock é de longe nossa maior inspiração. Estamos ouvindo uma grande variedade de músicas e adoramos adicionar essas influências em nossas composições.


RtM: Como você vê o surgimento de várias novas bandas que seguem essa estética dos anos 70 no som e até no visual? Você vê isso como um reavival ou algo natural? Já que grandes bandas surgiram naquela época, e esse tipo de som continuará a cruzar gerações.

Cyrill: É sempre bom descobrir música nova, especialmente se tiver uma estética semelhante à nossa. E hoje em dia existem muitas bandas inovadoras por aí, que são inspiradas nos anos 70, mas adicionam seu próprio sabor, bem como outros elementos modernos. Para mim, isso é algo natural e estou curioso para saber como esse "rock dos anos 70" soará em alguns anos. E com certeza queremos fazer parte disso.


RtM: Como você vê essa fusão de rock clássico e elementos contemporâneos?

Cyrill: Em geral, por que não? Para mim a parte mais delicada dessa fusão é preservar o espírito e a atitude do Rock.

"Hoje em dia existem muitas bandas inovadoras por aí, que são inspiradas nos anos 70, mas adicionam seu próprio sabor."


RtM: E quais são os maiores trunfos de Jack Slamer para se destacar e crescer no cenário musical? 

Cyrill: Acho que nossa maior força é a nossa genuinidade e que estamos tocando o que gostamos. Não interpretamos um personagem ou tentamos o máximo que podemos para nos tornarmos famosos. Começamos como cinco amigos fazendo música e esse núcleo não mudou.


RtM: Você acredita que algum nome dessa nova geração pode se destacar a ponto de ter pelo menos parte do sucesso que os nomes dos anos 70 tiveram? Tipo, ser conhecido no mundo todo, ter uma turnê mundial como atração principal e ser o principal nome em festivais?

Cyrill: Isso seria ótimo de ver, mas sejamos realistas. Eu acho que não é possível alcançar o sucesso dessas bandas dos anos 70 hoje em dia. Eles tiveram um impacto muito maior na sociedade do que apenas estádios esgotados ou um dos primeiros sucessos. Ouvir rock era uma afirmação em si. 

E hoje eu acho que os gêneros estão mais distantes de serem tão políticos ou de transmitirem uma mensagem tão forte. Hip Hop foi talvez o último gênero a fazer isso. Fora isso, acho que o rock ainda é capaz de trazer artistas que tenham um formato internacional como o Black Keys, Wolfmother ou Muse ..


RtM: As músicas "Brother" e "Sun Soul Healer" foram as duas primeiras escolhidas para apresentar o novo álbum, "Keep Your Love Loud", gostaria que nos falassem um pouco mais sobre elas e seu conteúdo lírico.

Cyrill: "Brother" é uma música para uma pessoa muito próxima que luta pela vida. E é tentar enviar-lhe uma mensagem positiva e tentar dar outro ponto de vista, antes que ele desista. O significado de "Sun Soul Healing" é basicamente um elogio à beleza da natureza.


RtM: Qual é a perspectiva da banda a partir desse último trabalho? Vocês vão preservar esse som ou talvez arriscar em outras direções?

Cyrill: Arriscaremos em qualquer direção que quisermos, mas acho que encontramos o nosso estilo e isso é algo que queremos preservar. Gostamos de desafiar nosso som e entrar em novos territórios musicais e ver como conseguimos fazer com que soe como uma música do Jack Slamer.

RtM: Nestes tempos de COVID, o que isso trouxe para o grupo que tipo de perspectivas e sentimentos? Gerou alguma ideia musical?

Cyrill: Felizmente conseguimos terminar o processo de gravação antes do bloqueio. Portanto, estávamos mais focados em outras coisas do que em escrever músicas, como fazer videoclipes, organizar o lançamento e ensaiar as novas músicas.


RtM: Você tem algumas curiosidades para nos contar em relação aos equipamento utilizados por vocês, algo que torne seu som único?

Cyrill: Desta vez usamos em estúdio muito equipamento vintage, claro. Em todos os nossos discos usamos coisas vintage. Existe uma coisa mágica com equipamentos Vintage. É muito difícil dizer o que exatamente torna nosso som único. É uma interação de tudo, equipamento, membros, composição, produtor e mixagem. Adoramos tocar instrumentos vintage, mas nem todos estão em muito boas condições. No estúdio, pegamos uma guitarra do produtor e acho que essa guitarra foi construída em 2016, então tudo, menos vintage. Mas essa guitarra soa incrível, e por algum motivo foi a escolha perfeita para diferentes partes.

Acho que para Keep Your Love Loud, sonoramente a coisa mais original é, na minha opinião, todos esses sons saborosos de guitarra. Fuzzes na frente de um overdrive ou vice-versa. Dois delays na frente de um fuzz e no final da cadeia um terceiro delay, fuzzes que soam como um sintetizador. Estávamos procurando o som perfeito e tentamos um monte de coisas e outras mais que é melhor vocês não tentarem (risos!)

"Existe uma coisa mágica com equipamentos Vintage. É muito difícil dizer o que exatamente torna nosso som único."


RtM: Hoje o cenário é outro, a mídia física não vende mais como nas décadas de 70 e 80, a concorrência e a oferta é muito maior, a forma de consumir música mudou, então como você vê esse cenário atual e o que te move como artistas?

Cyrill: Felizmente ainda existem muitos fãs de rock que estão comprando um vinil ou um CD, mas com o streaming de mídia a música parece ser também de livre acesso. Os artistas definitivamente estão recebendo muito pouco pelos streams, mas também é uma boa promoção para shows. Então, no final, você tem que fazer shows e isso é o que mais gostamos e esperamos: poder tocar ao vivo novamente em breve.

RtM: Nós também esperamos que logo possamos ter shows e tour acontecendo! Obrigado pela entrevista, e esperamos ver vocês aqui na América do Sul!

Cyrill: Obrigado! Tudo de bom!

Entrevista: Carlos Garcia (Colaborou: Alex Mattos - Canal Rock Idol)

Jack Slamer é:
Florian Ganz: vocais
Cyrill Vollenweider: guitarras
Marco Hostettler: guitarras
Hendrik Ruhwinkel: baixo
Adrian Böckli: bateria








quinta-feira, 27 de julho de 2017

Cellar Darling: Novos Rumos para o Folk Rock


Acredito que muitos fãs do Eluveitie não esperavam quando Merlin Sutter, Ivo Henzi e Anna Murphy anunciaram que estavam saindo da banda e que lançariam um novo projeto musical, o Cellar Darling. No dia 30 de Junho foi lançado via Nuclear Blast o álbum “This is the Sound”, com uma sonoridade bem diferente da antiga banda, agora com Anna assumindo completamente os vocais de todas as músicas, com uma pegada mais pop, mas sem perder alguns elementos Folk/Celtic.

Começando com “Avalanche”, a faixa inicia lentamente e adiciona outros instrumentos conforme a música progride, é uma composição bonita e marcante. “Black Moon” é uma das canções mais fortes do álbum, tendo sido muito bem escolhida para a gravação de um vídeo clipe, apesar de uma composição simples transmite muita paixão. “Challenge” é daquelas músicas que simplesmente ficam presas em sua cabeça, com o título do álbum sendo repetido diversas vezes durante o refrão, aliás essa parece ser uma característica do álbum inteiro, refrões "chicletudos", mas que não chegam a torna-lo enjoativo.


“Hullaballoo” é muito boa, a suavidadedos vocais de Anna contrastando com o peso do arranjo é sensacional. Em “Six Days” parece que a banda tentou experimentar algo realmente novo, a flauta se destaca, sem soar irritante, muito pelo contrário, chega a ser relaxante.

“The Hermit” é bonita e encantadora, com equilíbrio entre a melodia e o peso, me apaixonei instantaneamente. As músicas tem um som diversificado uma das outras, a curta e calma “Water” deixa qualquer um fascinado como se fosse enfeitiçado pelos vocais de Anna. “Fire, Wind & Earth” é uma das minhas músicas favoritas, cheia de energia possui um contraste entre os firmes riffs de Ivo Henzi e a suavidade da voz de Anna, realmente é algo muito bonito de se ouvir. 

Eu não tenho palavras para descrever perfeitamente o impacto que “Rebels” me causou logo na primeira audição, é um casamento perfeito entre a melodia instrumental e os vocais, tenho vontade de ouvir essa música em looping, me fez sentir vontade de me aventurar mais nos sons celtas. Em seguida a deslumbrante “Underthe Oak Tree...” com bastante influência folk, destacando toda a mistura de guitarras pesadas, a bateria, a voz suave e o hurdygurdy de Anna. “...High Above These Crowns” nos leva em uma breve viagem através de seus 2 minutos e 46 segundos.


Mais uma vez fiquei surpresa com a versatilidade sonora do álbum em “Starcrusher”, mais pesada, com alguns vocais mais rasgados, simplesmente quebrou de uma forma muito interessante a tranquilidade da música anterior. Difícil não se apaixonar por “Hedonia”, os vocais de Anna no início nos levam a um a jornada espiritual. Encerrando com a obra-prima “Redemption”, onde toda a beleza da voz de Anna rouba a cena nessa música.

Eu realmente me empolguei ouvindo este álbum, por enquanto arrisco dizer que está na minha lista de melhores álbuns do ano.


É admirável como o Cellar Darling seguiu em frente diante das adversidades e tiveram a coragem de seguir novos rumos musicais, com os músicos ousando fazer um trabalho diferente de sua banda anterior, o Eluveitie. As músicas são muito mais fáceis de digerir, mas ainda assim percebe-se que o resultado é cheio de personalidade. Espero que a banda siga em frente e lance outros trabalhos, pois provaram que potencial o trio tem de sobra. E a boa notícia aos fãs é que o álbum sairá no Brasil via parceria Nuclear Blast e Shinigami Records.

Texto: Raquel de Avelar
Revisão e Edição: Carlos Garcia

Ficha Técnica:
Banda: Cellar Darling
Álbum: "This is the Sound" (2017)
Estilo: "Heavy" Folk Rock
País: Suíça
Selo: Nuclear Blast/Shinigami Records

Line-Up:
Anna Murphy: Vocais e Hurdy-Gurdy
Merlin Sutter: Bateria
Ivo Henzi: Baixo

Tracklist
01. Avalanche 4:08
02. Black Moon 4:12
03. Challenge 3:38
04. Hullaballoo 3:35
05. Six Days 5:49
06. The Hermit 3:15
07. Water 1:54
08. Fire Wind & Earth 4:41
09. Rebels 5:34
10. Under The Oak Tree 4:13
11. High Above These Crowns 2:45
12. Starcrusher 3:20
13. Hedonia 7:28
14. Redemption 5:19

Canais Oficiais:
Site Oficial
Facebook


   

   

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Resenha de Shows: Eluveitie Encanta Porto Alegre/RS



Nada melhor do que fechar uma semana com um belo show de Heavy Metal. Foi isto que aconteceu na ultima sexta-feira (25/01) em Porto Alegre/RS, onde recebemos pela primeira vez a banda suíça de Folk Metal Eluveitie. Para quem não esperava um grande público, se surpreendeu, pois o Beco (local escolhido para o show) ficou pequeno, realmente os fãs compareceram em massa, lotando literalmente a casa.

O Eluveitie chegava para mais uma turnê sul-americana, onde divulga seu novo álbum "Helvetios" (2012), mas desta vez com uma baixa, pois Anna Murphy (Viola de Roda e Vocal), não estava participando da tour, devido a problemas de saúde. O show estava marcado para as 20h, um horário até cedo, pois geralmente os eventos metálicos sempre começam por volta das 22h, mas desta vez foi diferente e pontualmente as 20h os suíços adentram o palco, e após a intro "Prologue", "Helvetios" abre caminho com uma abertura sensacional, com Chrigel Glanzmann entrando com uma Gaita de fole com a cabeça de um bode, levando todos a loucura.


Com muito peso e agressividade, vale ressaltar a falta de Anna, pois não tivemos sua bela voz junto às músicas, o que acabou deixando um certo vazio, mas nada que comprometesse o show. "Helvetios" teve seu refrão cantado a todo vapor pelos presentes, que pareciam não estar acreditando em ver a banda.

Dando continuidade, "Luxtos" e "Home" entram em cena para deixar os presentes em transe total, pois o vocalista e multi instrumentista Chrigel Glanzmann, é um show a parte, além de seu carisma, mostra uma presença de palco forte e marcante, que impressiona logo de cara, sem contar sua habilidade instrumental, que vai das Flautas, Mandola e Violão Acústico, sendo todos muito bem executados, dando total diferencial ao som do grupo.

Como a banda esta em plena divulgação de seu novo álbum, em minha opinião, acredito que o setlist poderia ser mais variado, pois só do álbum "Helvetios" tivemos 11 músicas (sendo que o disco tem 18), deixando pouco espaço para seus primeiros trabalhos, algo que quebrou um pouco o clima do show, mas não tirando o seu brilho, pois ao meio as composições novas Chrigel brinca com os presentes se ali não era um show de Heavy Metal, pois não estava vendo ninguém com cerveja na mão, onde pegou a sua bebida e foi para frente do palco instigar os presentes, com total descontração, ganhando ainda mais a platéia.


Mesmo sendo um show de Folk Metal, muitas rodas se abriram, devido a brutalidade que algumas músicas do Eluveitie apresentam como "Meet The Enemy" e "Havoc", onde foram possíveis ver muitas rodas, sendo uma delas ao comando de Chrigel, que incentivava a galera à diversão, pois como ele próprio falou, ali era um verdadeiro show de Heavy Metal.

Mesmo tendo maior parte no setlist para o novo material, teve espaço para as excelentes "Everything Remains as It Never Was" e "Thousandfold", ambas do penúltimo álbum "Everything Remains as It Never Was" de 2010.


Com certeza um dos grandes destaques da noite, foi a faixa "Lament" que pertence ao 1° EP da banda, o excelente "Vên" lançado em 2003, que pegou muitos de surpresa, que não esperavam por esta excelente composição no repertório. Chegando ao final do show tivemos ainda a épica "Inis Mona" com destaque a Gaita de fole de Päde Kistler, que domina a música do começo ao fim, sem contar o seu refrão que foi cantado por todos os presentes em alto e bom som, em um coro comandado por Chrigel, que foi no minimo de arrepiar.

E para fechar a apresentação "Tegernakô", a única faixa executada do excelente "Spirit" (1° full lenght da banda), que apresenta todos os elementos Folk que o Eluveitie bota em sua música, mostrando toda a musicabilidade destes músicos, que são donos de um carisma absurdo, e mesmo sem a presença de Anna, era notória a empolgação da banda, que se demonstrou muito a vontade no palco desde o inicio da apresentação.


Com certeza um dos grandes shows de Porto Alegre neste ano de 2013, algo no minimo grandioso, e que deixou até mesmo o fã mais acido impressionado com que estava vendo, uma aula de música, seja nos instrumentos que nos quais não estamos habituados a ouvir e ver na cena metálica, desde guitarras, baixo e bateria, todos tocado com extrema precisão e maestria. E como de praxe nas apresentações do grupo, após o show foi possível falar com os músicos, que desceram do palco e não demoraram para aparecer no meio da galera, tirando fotos e conversando com seus fãs.

Mais um grande show realizado pela produtora Abstratti, que está de parabéns mais uma vez, seja pela organização do evento ou a cordialidade de sempre com a imprensa. 

Cobertura por: Renato Sanson
Revisão: Eduardo Cadore
Fotos: Aline Jechow

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Eluveitie Pela 1° Vez em Porto Alegre/RS (Realização: Abstratti Produtora)



Eis que o Folk Metal invade a capital gaúcha, em um mês recheado de shows em Porto Alegre/RS, a Abstratti Produtora confirma pela 1° vez no sul do país os suíços do Eluveitie, que estão em meio a turnê de divulgação de seu novo disco "Helvetios" (2012). O show será dia 25/01, numa sexta-feira, na casa de shows Beco. 

Para quem não conhece o Eluveitie, a banda teve inicio em 2002, que primeiramente seria apenas um projeto de estúdio, mas após o lançamento da demo "Vên" e sua boa recepção, o lider Christian "Chrigel" Glanzmann, decide transformar o Eluveitie em uma banda, mas só em 2006 foram lançar seu 1° álbum oficial, o aclamado "Spirit", que mostrou a banda para o mundo, e que acabou chamando muita atenção pela mescla de Heavy Metal e música Folk, que aliava elementos do Death Metal Melódico.

Dando sequência a boa fase que a banda vinha vivendo, lançam no mercado em 2008 seu 2° álbum "Slania" que mantinha os elementos Folk, porém com maior influência do Death Metal Melódico, elevando ainda mais a banda ao mainstream.


Apesar de todo sucesso adquirido pelo grupo, Christian "Chrigel" sempre manteu suas ideias de música Folk intacta, e em 2009 lançou o álbum acústico "Evocation I: The Arcane Dominion", onde é uma viagem aos tempos antigos e suas músicas folclóricas  mesmo tendo esta roupagem totalmente diferente do que a banda vinha apresentando, é possível identificar todos os elementos da banda neste lançamento, que apesar de não ter agradado a todos, é um marco na carreira do grupo.

Muitos temiam como a banda iria soar em seu novo álbum, mas todas as desconfianças foram embora quando em 2010 lançaram seu álbum mais melódico, "Everything Remains (As It Never Was)", com todas as características da banda, porém com inserções maiores de melodia, que manteria o mesmo nível em "Helvetios", que apesar de ser mais Folk, as melodias grudentas continuam e engrandecem o som octeto.




Aí está um pouco da história do grupo, que vem desbravando o mundo com seu Folk Metal inspirado e cativante. Então não esqueça, dia 25/01 Eluveitie invade Porto Alegre pela 1° vez, e com certeza será um show marcante, que entrará para história do Rio Grande do Sul!


Texto/edição: Renato Sanson
Revisão: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação

Serviço do Show:
Dia: 25/01/2013
Local: Beco
Endereço: Avenida Independência, 936 / Em frente ao antigo Teatro da Ospa – Independência

Horário: 
Abertura da casa: 18h
Eluveitie: 20h

Ingressos:
Primeiro lote: R$70,00
Segundo lote: R$80,00
Terceiro lote: R$90,00

Compra De Ingressos Antecipados:

Online
www.ticketbrasil.com.br (em até 12x no cartão)

Loja Aplace
Endereço: Voluntários, 294 - LJ 150 CENTRO SHOPPING-Porto Alegre

Loja Zeppelin
Endereço: Rua Marechal Floriano, 185 – LJ 209

Short Fuse (Galeria Malcom e Shopping Total)

Informações

(51) 3026-3602


domingo, 29 de janeiro de 2012

Representantes Máximos da New Wave of Folk Metal: Eluveitie

Banda chega aos seu 6º disco como a principal da nova onda do Folk Metal


Dentro da proposta do Folk Metal (ou alguma das denominações equivalentes), a banda suíça Eluveitie tem se tornado, disco a disco, o principal nome da cena. Não a toa tem uma legião de fãs que abarrotam as redes sociais com informações e declarações de amor à banda.

O que pode parecer um exagero de fãs incondicionais, se torna algo bastante aceitável quando você começa a conhecer a banda e, ouvindo disco a disco, faixa a faixa, descobre que sim, Eluiveitie sabe, como poucas, fazer um som empolgante, folclórico (cantando muitas vezes na sua língua natal) e pesado, sabendo dosar a melodia mesclando os já saturados vocais femininos com guturais masculinos, mas que na banda ainda tem funcionado muito bem, fazendo parte de uma nova onda do Folk Metal.

Novo trabalho "Helvetios" já nasce um sucesso sem precedentes na carreira da banda
            
Com dez anos de existência, a banda está prestes a lançar oficialmente o disco “Helvetios” (2012), sexto da carreira do opteto que, além dos instrumentos tradicionais do Heavy Metal, faz uso de Gaita de Fole, Flautas, Gaitas e vários outros instrumentos folclóricos.
            
A banda mantém sua proposta mais recente de criação de composições que mesclam os vocais guturais de Chrigel Glanzmann com a melodia feminina de Anna Murphy (que tem apenas 22 anos!) e Meri Tadic, que além de dividirem os vocais, executam alguns dos instrumentos folclóricos da banda.
            
Chrigel Glanzmann (destaque) lidera a banda com seu carisma

Músicas como “Santonian Shores”, “Meet the Enemy” (single do álbum), “Havoc” e “Luxtos” trazem muito bem isso: clima “dançante” (característica desde os tempos do Folk Rock), refrãos grudentos e muita melodia vinda dos instrumentos folclóricos como as gaitas de fole.
            
O restante da banda, formado por Merlin Sutter (bateria), Ivo Henze (guitarra), Simeon Koch (guitarra), Kay Brem (baixo) e Patrick Kistler (gaita de fole e outros) faz a coisa toda acontecer. Riffs retos e secos das guitarras de Koch e Henze, o peso do baixo de Brem e a bateria inspirada de Sutter, fazem de “Helvetios” um dos grandes, senão o maior, trabalho da banda.

A jovem Anna Murphy se destaca mais uma vez, especialmente em "A Rose For Epona", vídeo do novo disco.            
Da parte mais acessível, a banda escolheu “A Rose For Epona” para ser o single/vídeo, já rolando à exaustão mundo afora. É um dos destaques, embora seja a música mais diferente, com certo apelo comercial, é uma composição muito bonita, com total destaque (assim como em “Alesia”) para a menina Anna (que tira suspiros até dos marmanjos que não gostam da banda), mostrando que tem tudo para se tornar uma das grandes musas do Metal nesta década.
            
Talvez para os fãs da fase mais antiga da banda, “Helvetios” soe como uma tentativa de obter sucesso comercial. Impertinente seria que se falasse mais sobre isso aqui, mas a verdade é que Eluveitie está evoluindo seu som e, gosto é algo individual, na minha opinião a banda nos últimos cinco anos tem criado uma identidade que, se maneirou no peso, melhorou na qualidade das composições, fruto natural da maturidade dessa banda que se mantêm no topo.

Stay on the Road

Texto: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação e Bruno Bergamini (A Ilha do Metal) (ao vivo em SP)

Ficha Técnica
Banda: Eluveitie
Álbum: Helvetios
Ano: 2012
País: Suíça
Tipo: Folk Metal/New Wave of Folk Metal
Gravadora: Nuclear Blast

A banda na última passagem por São Paulo, em fevereiro de 2012. Foto: A Ilha do Metal

Formação
Chrigel Glanzmann (Vocal, Bandolin, Flautas, Gaitas, Bodhrán e outros)
Anna Murphy (Vocal, Flauta, Viola)
Meri Tadic (Vocal e Violino)
Merlin Sutter (Bateria)
Ivo Henze (Guitarra)
Simeon Koch (Guitarra)
Kay Brem (Baixo)
Patrick Kistler (Gaita de Fole e outros)


Tracklist
01 – Prologue
02 – Helvetios
03 – Luxtos
04 – Home
05 - Santonian Shores
06 - Scorched Earth
07 - Meet the Enemy
08 – Neverland
09 - A Rose For Epona
10 – Havoc
11 - The Uprising
12 – Hope
13 - The Siege
14 – Alesia
15 – Tullianum
16 – Uxellodunon
17 – Epilogue

Acesse e conheça mais sobre a banda

Compre o single "Meet the Enemy" via iTunes

Assista o vídeo “A Rose For Epona”

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Revelação do Folk Metal Mundial no Brasil Pela Primeira Vez


Uma das maiores bandas de Folk Metal em ascensão no mundo se apresentará no Brasil em janeiro de 2011.

Pela primeira vez aqui no Brasil, a banda da Suíça Eluveitie realizará quatro shows no final do mês de janeiro.

Inicialmente havia boatos de apenas um show único em São Paulo. Porém, há dois dias o site oficial da banda liberou mais três datas em capitais distintas.

O primeiro show será em Porto Alegre (RS), no dia 27/01, no Beco (local que tem se tornado referência em shows internacionais na capital). No dia seguinte (28/01), a banda toca em Belo Horizonte (MG) no Music Hall BH. Em São Paulo (SP), o show acontece dia 29/01 no Studio Emme. A última data será em Curitiba (PR) dia 30/01 no John Bull Music Hall.

A banda vem divulgar seu último disco “Everything Remains As It Never Was” (2010) (confira resenha aqui no Road) que tem alcançado muito sucesso entre os fãs e amantes do Folk Metal, especialmente pela sonoridade mais acessível e comercial.

O álbum vendeu 1600 cópias na primeira semana de lançamento nos EUA (mercado muito concorrido) e ficou em 8º na parada sueca, 19º na alemã e 22º na austríaca.

A venda via internet para os shows está sendo feita pela Ticket Brasil (confira no site abaixo), mas não se tem informações sobre valores e vendas nas outras capitais até o momento.

Essa é a primeira (espera-se que de muitas) chances para conferirmos em território nacional essa meteórica banda que tem crescido a cada ano.

Stay on the Road


Texto: EddieHead

Ticket Brasil (SP apenas)

http://www.ticketbrasil.com.br/ingressos/eluveitie-sp.html


Confira alguns vídeos da banda

http://www.youtube.com/watch?v=kb8WGig0MLU (Thousandfold)

http://www.youtube.com/watch?v=iijKLHCQw5o (Inis Mona)

http://www.youtube.com/watch?v=kOJMBrCNyUg (Ao vivo em 2008)


ERRATA: De acordo com a produtora local de Porto Alegre (RS) houve apenas negociações e as chances de não termos na capital gaúcha show da banda são quase totais. A informação é do Rocksblog. (Errata adicionada a postagem no dia 31/12)

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

GOTTHARD- Acidente tira a vida de Steve Lee


Depois das perdas de Ronnie James Dio e Peter Steele, mais uma terrível baixa, vítima de um acidente, terça, 5/10/2010, em Nevada (EUA), o vocalista da, atualmente, mais importante Banda de Hard da Suíça(perde em popularidade apenas para o Krokus)perdeu a vida.
De acordo com as autoridades, o músico estava parado no acostamento com um grupo de oito motoqueiros para se equipar contra chuva, quando um caminhão perdeu o controle na pista escorregadia e atingiu uma das motos, que foi então jogada contra Lee.
O roqueiro de 47 anos, cujo nome de batismo é Stefan Alois Lee, morreu no local, que fica cerca de 100 km a norte de Las Vegas, informaram os policiais. O acidente ocorreu por volta das 17h15, horário local.A namorada de Lee e seu companheiro de Banda Marc Lynn, presenciaram o acidente.

De acordo com autoridades, não há indícios de que drogas, álcool ou excesso de velocidade possam ter levado ao acidente.


Fica nosso tributo a esse grande vocalista, dono de um timbre e talento muito especial, abaixo, resumo da história da Banda Gotthard, que se confunde com a própria historia de Lee:

A história do Gotthard começa em 1989 na cidade de Lugano, Suíça, quando o vocalista Steve Lee e o guitarrista Leo Leoni deixam o Forsale e montam a banda Krak, gravando um álbum que permanece na gaveta até hoje. O amigo e baixista Marc Lynn completa o time e depois de algumas trocas de baterista, Hena Habegger assume o posto.


Banda estabilizada, começam a trabalhar com o propósito de fazer um som que pudesse ultrapassar as fronteiras suíças para ganhar a Europa. Os integrantes não estavam contentes com o nome "Krak", pois tinha muita semelhança com o Krokus, outra banda suíça. Leo Leoni sugere o nome "Gotthard", que é uma referência a uma grande e rochosa montanha suíça.

No início de 1992 a banda lança o single "Firedance" e na metade do ano sai o primeiro álbum, auto-intitulado, com a produção de Chris von Rhor (baixista do Krokus), gravado e mixado por Pat Regan. O álbum trazia o Santo Sudário na capa e permaneceu por quinze semanas no topo dos charts suíços.

Com o sucesso do álbum, a banda gravou clipes para "Hush" e "All I Care For" que passaram na MTV e outros canais de TV suíços. A banda tocou em vários festivais pela Europa. Em 1993 a banda foi indicada ao World Music Awards e foi vencedor de dois prêmios suíços, o Rete 3 Award e o Golden Reel.

No ano seguinte lançam "Dial Hard", novamente produzido por Chris Von Rhor. Realizam uma extensa turnê, tocando em vários festivais incluindo o de Mountreux, transmitido ao vivo para toda a Europa.

Em 1996 veio G., que ganhou status de platina na Suíça, e permaneceu por várias semanas como o álbum suíço nº 1 no Top 50 da Alemanha. No final do mesmo ano a banda apresenta seu mais novo guitarrista, Mandy Meyer, que já havia passado pelo Krokus e Asia entre outras bandas.

No começo de 1997, a banda lança o single "One Life One Soul" com a cantora lírica Montserrat Caballé. A música permaneceu por várias semanas nas paradas suíças, fazendo com que a banda aparecesse ao lado de Montserrat em programas de TV da Suíça, Alemanha e Espanha. Neste mesmo ano lançam um álbum acústico chamado Live & Acoustic D'Frosted.

Em 1999 chega o quinto álbum, Open, um trabalho diferente dos anteriores, mais leve e melódico. No ano seguinte, mais um lançamento: Homerun, que aumentou ainda mais o prestígio da banda por toda a Europa.Em março de 2002 o Gotthard lançou um DVD ao vivo chamado More Than Live. Também é de 2002 o álbum Human Zoo, gravado no próprio estúdio da banda, na Suíça.

Após um longo tempo, a parceria com a gravadora BMG terminou. A banda já não estava contente por não ter seus álbuns lançados mundialmente. Atualmente a banda está finalizando o lançamento de um álbum ao vivo, gravado durante a turnê do Human Zoo, em 2003. A escreveu o tema da Equipe Olímpica Suíça para os jogos de Atenas/2004 e lançaram em 2004 o álbum Lipservice. Em 2007 e 2009 vieram os álbuns Domino Effect e Need to Believe, respectivamente.

NOS RESTA SABER, DEPOIS DE BAIXAR A POEIRA, QUAL SERÁ O DESTINO DA BANDA.

* 1992: Gotthard
* 1994: Dial Hard
* 1996: G.
* 1997: D'Frosted (Acoustic Album)
* 1999: Open
* 2001: Homerun
* 2002: One Life One Soul (Best of Ballads)
* 2003: Human Zoo
* 2004: One Team One Spirit (Best of Album)
* 2005: Lipservice
* 2006: Made In Switzerland (Live Album)
* 2007: Domino Effect
* 2007: B-Sides '1997-2007'
* 2009: Need To Believe

STEVE LEE 5 de agosto de 1963 - 5 de Outubro 2010 (homenagem no youtube)
Viverá para sempre em sua música e no coração dos fãs.

SITE DO GOTTHARD

CLIP DA MÚSICA ANYTIME ANYWHERE

CLIP LIFT UP

CLIP DA HEAVEN

CLIP DA One Life One Soul DE 2002

sábado, 20 de março de 2010

Folk Metal de Qualidade e Original



Nunca fui um apreciador do Folk Metal, tipo de Metal bastante recente que surge na Europa, resgatando a cultura Folk, os mitos e a sonoridade de um tempo antigo em que os homens vivam sobre a égide da natureza e da bravura.

Para mim, as bandas não trazem grandes novidades e contribuições, e costumava generalizar o estilo. Porém, ao conhecer a banda sueca Eluveitie, tive que rever meus conceitos sobre esse tipo de Metal que tem ganhado bastantes adeptos e espaço no mundo todo, inclusive o Brasil tendo como maior representante a Tuatha de Danan.

Voltando à essa nova banda (surgida em 2002), eles lançam no inicio deste ano seu álbum “Everything Remains As It Never Was” (2010), que é uma verdadeira obra-prima. Na verdade, a banda inova bastante ao utilizar instrumentos celtas em sua música, mesclando peso na medida exata com bastante melodia, ajudada muito pela voz gutural de Chrigel Glanzmann.

Como muitas bandas dentro do Folk Metal, o peso é uma das características, principalmente com os vocais guturais, ora também mais limpos, aqui tendo dois vocalistas principais. O resto da sonoridade da banda, com passagens acústicas, ritmos cadenciados e refrões perfeitos de se guardar na mente, a banda traz 16 faixas nesse seu novo trabalho.

Músicas como a faixa-título, conseguem te pegar já na primeira audição e você fica com vontade de ouvi-la novamente antes de seguir com o disco. Também causa uma ótima impressão “Thousandfold” (confira o videoclip neste link http://www.youtube.com/watch?v=kb8WGig0MLU&NR=1) , o vocal lembrando Lordi, “The Essence os Ashes” (principalmente o vocal me fez lembrar o In Flames). Também me agradou bastante “Isara” (instrumental acústica), “(Do)Minion” (ótimo refrão). “Setlon”(outra instrumental) abusa (e bem) dos instrumentos que a banda utiliza para além do habitual. Por fim, destaque também para “Lugd’non”.

Pouco tenho a acrescentar sobre a banda, também estou conhecendo-a agora. Vou procurar seus trabalhos anteriores, e àqueels que acham que Folk Metal é tudo igual (com eu pensava antes), confira este grupo.

Stay on the Road

Texto: EddieHead

Ficha Técnica

Banda: Eluveitie
Álbum: Everything Remains As It Never Was
Ano: 2010
Tipo: Folk Metal
País: Suécia

Formação

Päde Kistler (Gaita de fole)
Merlin Sutter (Bateria)
Siméon Koch (Guitarra e Vocal)
Chrigel Glanzmann (Vocal principal, Bandola (bandolin), Flautas, Gaita, Violão Acústico e Bodhrán (espécie de tambor tribal)
Meri Tadic (Violino e Vocal)
Kay Brem (Baixo)
Ivo Henzi (Guitarra)
Anna Murphy (Hurdy Gurdy (Viola de Roda) e Vocal)



Tracklist

01 – Otherworld
02 - Everything Remains As It Never Was
03 – Thousandfold
04 – Nil
05 – The Essence os Ashes
06 – Isara
07 – Kingdom Come Undone
08 – Quoth The Raven
09 – (Do)Minion
10 – Setlon
11 – Sempiternal Embers
12 - Lugd’non
13 – The Liminal Passage