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sábado, 14 de fevereiro de 2026

Austen Starr: Do Conforto Melódico à Força Contagiante

Frontiers Records (Imp.)

Por Silvia Kucek

Nova estrela da Frontiers, Austen Starr traz um verdadeiro hard rock confortável aos ouvidos que promete agradar até os mais críticos do gênero. O disco de estreia, I Am The Enemy, conta com uma formação de peso no estúdio, formado por Joel Hoekstra (Whitesnake, Trans-Siberian Orchestra), Chris Collier (Mick Mars, Lita Ford), Steve Ferlazzo (Hugo’s Voyage) e Chloe Lowery (Trans-Siberian Orchestra). 

O disco abre com “Remain Unseen”, uma música que nos dá um gostinho de Evanescence na ponta da língua. O vocal é suave e muito convidativo, junto ao refrão cativante, que faz imaginar como seria a performance ao vivo da faixa. Uma ótima escolha para iniciar o primeiro álbum da carreira, mostrando a qualidade da produção e um bom equilíbrio na criatividade da composição, não deixando o ouvinte entediado.

A segunda faixa, “Medusa”, que também havia sido lançada anteriormente em seu EP de 2025, segue uma base um pouco mais pop, o tipo de música que você ouviria tocando em horário comercial na rádio de rock da sua cidade. A música tem um refrão chiclete, assim como a anterior, mas que combina bastante com o gênero.

Em seguida, com o mesmo título do disco, “I Am the Enemy” segue com um vocal doce, trazendo uma atmosfera AOR para aqueles que procuram tecladinhos e músicas confortáveis. O riff inicial, assim como o teclado que compõe a música e o ritmo da bateria, fazem com que a música seja muito divertida e traga uma sensação de nostalgia, assim como o primeiro disco do Danger Danger, sabe?

A balada “Read Your Mind” nos faz lembrar um pouco do Kid Abelha, ocupando uma posição boa para quebrar um pouco da energia das últimas duas músicas para que o disco não se torne massante e forçado. Em contrapartida, na faixa seguinte, “Get Out Alive” - possivelmente uma das minhas favoritas - tem um pegada marcante headbanger com o riff surreal de Joel Hoekstra e a composição com presença, carregado de um verdadeiro ar de novidade sem soar brega. 

Junto à quinta faixa, “Effigy” com certeza divide lugar no campo das favoritas. Energética, divertida, original… Algo que gostaria de ver bandas como Vixen fazer nos dias de hoje. Até agora, Austen nos dá um som promissor que definitivamente a deixará no radar para as próximas novidades.

“Running Out of Time” é como se a Avril Lavigne decidisse fazer um som mais oitentista, mas de um jeito bom. Pensei bastante sobre como seria a montagem de uma setlist de abertura, mas com certeza, essa estaria em primeiro. 

“All Alone” é aquela faixa brega e bem pop, algo que você ouviria da Taylor Swift junto ao Def Leppard em 2008. “The Light” é aquela balada para ligar a luzinha do celular e balançar no ar, com pegadas country. Devo ressaltar que, até agora, as letras me agradaram muito, algo que exala frescor de novidade não somente do som, mas da criatividade dos envolvidos. 

“Until I See You Again” volta com a mesma energia das primeiras músicas, o que deixa o disco bem conciso e fechado, com uma ótima visão sobre a construção e organização dele. A melodia dos vocais de Austen me agrada, mesmo que não seja a maior fã de vocais sopranos, sendo assim, podemos dizer que esse álbum foi capaz de cativar até a mais chata das ouvintes de música por aí. 

Definitivamente, “I Am The Enemy” é um disco para se recomendar à todos que buscam novidades dentro do rock, mostrando o potencial de Starr para concorrer ao lado de Halestorm e outros nomes do vocal feminino que nos representa dentro de um gênero tão machista como o hard rock. 

Anthony Grassetti

I Am The Enemy – track-list:

1. Remain Unseen

2. Medusa

3. I Am The Enemy

4. Read Your Mind

5. Get Out Alive

6. Effigy

7. Running Out Of Time

8. All Alone

9. Not This Life

10. The Light

11. Until I See You Again


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