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sábado, 13 de junho de 2026

Volunthariado Ana Lambert: Um acorde de carinho, cuidado e acolhimento.

 


Antes de iniciar, permitam-me algumas palavras iniciais. Atualmente todos nós vivemos em um tempo conturbado, estranho e até mesmo, se posso ousar dizer, escrever neste caso, assustador, no qual nos forçamos a nos tornar, muitas vezes devido a situações que vivemos e nos deixaram cicatrizes emocionais, ou físicas, mais fechados para novas experiências, desconfiados de quem tenta se aproximar e conscientemente alheios aos problemas e situações ruins seja de pessoas, seja da cidade em que vivemos, seja de onde for e que nomeamos esta forma de agir e pensar enquanto uma “técnica de sobrevivência e autopreservação”.

Porém lhes pergunto: sobrevivência e autopreservação de quem? Nossa própria, de nossos familiares, amigos e amores e o resto que não faz parte de nosso círculo de convívio que se exploda e vá para a casa do caralho?

Vale a pena viver assim, desta forma fechada e quase egoísta apenas para nós mesmos e para os “nossos” quando se formos parar para refletir, e digo refletir de forma séria e real, ninguém consegue sobreviver sozinho/a? Até para pagarmos nossas contas precisamos de alguém que pague nosso salário e este alguém também precisa dos governos para receber o dinheiro valor monetário necessário para pagar seus funcionários tanto atualmente quanto nos dias, meses e anos que ainda estão por vir... 

É neste ponto que irei lhes apresentar um projeto que se iniciou em maio de 2024 e que para nós gaúchos esta data tem um significado especial, porém no pior dos sentidos e que ainda nos causa uma dor gigantesca ao lembrar. 



Em Meio à Tragédia das Enchentes no RS, Surge o Embrião do Volunthariado Ana Lambert 

É o período em que o Rio Grande do Sul passou por um dos, senão O seu pior momento em toda sua história: O momento em que Porto Alegre e quase 500 municípios gaúchos, pela segunda vez porém em uma escala infinitamente maior, sofreram danos catastróficos devido a enchente, onde cidades inteiras foram varridas do mapa, casas, prédios, vidas humanas e animais, de todas as espécies, gêneros, números e graus foram perdidas para sempre.



Foi neste contexto que surgiu um projeto que vem angariando tanto reconhecimento nacional quanto apoio para ajudar pessoas e instituições que precisam de ajuda, sejam os órfãos das enchentes que ainda estão desassistidos pelos nossos governos Federal, Estadual e Municipal, sejam instituições que ainda necessitam de ajuda. O Volunthariado Ana Lambert (ou para simplificar, V.A.L. como irei chamar...), que atualmente realiza eventos/shows de rock e outros estilos musicais com intenção de angariar doações a serem distribuídas para quem precisa. E antes que me apontem dedos falando “mano! Tu escreveu voluntariado errado! É sem H e PatatiPatata!!!”.

Acalmem os coraçõezinhos e os dedinhos gurizadinha “DuMal” (como dizia um dos personagens de um seriado antigo em que Sandy&Júnior (quando ainda existia o & entre eles...) eram estudantes e viviam “muitas aventuras eletrizantes com seus coleguinhas espoletas” em uma escola, sim, o velho aqui tem direito de usar essas referências), o nome é esse mesmo e escrito com TH sim. 

Voltando ao assunto, até a data desta entrevista que pareceu muito mais uma conversa entre velhos amigos e durou quase 5 (cinco) horas, com Ana Lambert e seu marido Claudio Oliveira, haviam sido realizados já, mais de setenta (70) eventos onde se apresentam bandas de rock, metal e subgêneros, além de outros estilos musicais onde a intenção além de angariar doações, é também dar oportunidades para que bandas independentes.

Sejam bandas que não são muito conhecidas, ou até mesmo bandas que já possuem uma fanbase estabelecida, porém não possuem muita visibilidade e oportunidades de tocarem em mais locais possam ter seu trabalho exposto e reconhecido para além dos limites de suas cidades. 

Mas nem tudo são flores. Ana e Claudio falaram que no inicio foi muito difícil, inclusive com Claudio revelando que não apoiava muito Ana por acreditar que o projeto não daria certo já que por serem iniciantes na área de eventos, nenhum dos dois sabia muito bem o que fazer ou para onde correr. 

Inclusive, o projeto, nasceu exatamente por causa que Ana e Claudio também foram afetados pela enchente e precisaram ir para um abrigo. E foi neste abrigo, Enjoy, que o “embrião” do V.A.L. nasceu. 

Onde segundo Ana, mesmo que a situação externa estivesse virada em um inferno catastrófico, o ambiente era descontraído, havia música, piscina, comida boa, atividades para relaxar e se divertir e os voluntários eram atenciosos, tornando o local em uma chama de esperança acolhedora para quem ali estivesse.

Neste abrigo, Ana e Claudio conheceram muitas pessoas com as quais formaram laços de amizade e que gerou após o período das enchentes, uma rede de apoio para as pessoas que precisavam de algum tipo de ajuda. 

Tanto que duas pessoas, uma que morava em uma região de risco de Porto Alegre e passava já há alguns anos por situações de violência, agressões físicas, violência sexual, estupros, gravidez, AIDS, bebê nascendo prematuro, enfim, situações horríveis de se passar. 

E outra que estava grávida de sete (7) meses e pós enchentes, quando conseguiu voltar para casa, passou por um acidente na qual tiraram uma escada de dentro de sua casa e ela caiu no vão, foi para o hospital, acabou perdendo o bebê e enquanto estava no hospital teve sua casa totalmente saqueada, onde levaram roupas, geladeira, eletrodomésticos, armários, tudo, absolutamente tudo... 

Estas duas pessoas as quais não terão seus nomes revelados, pediram ajuda para Ana e Claudio, em momentos diferentes, os quais os dois se rasgaram em mil para ajudar da melhor forma possível. 

Mas por qual motivo estou relatando estas situações a vocês? Pelo motivo de que nesta época Ana e Claudio, assim como todos os afetados pelas enchentes de 2024 não possuíam muitas condições de ajudar de forma tão significativa as pessoas que os procuravam pedindo ajuda. 



Os Eventos Beneficentes com Música e Cultura Regionais Gaúchas 

É exatamente neste momento que surgiu a ideia de realizar dois eventos de dança e outras atividades culturais para angariar os recursos necessários e para tentarem proporcionar para as pessoas, algo além de comida, agasalhos e objetos físicos necessários para nossa sobrevivência.

A intenção era tentar proporcionar algo para nossa sobrevivência e até certo ponto, proporcionar para nossa “cura” sentimental e espiritual também, diversão, atividades culturais, oportunidade de, ao menos naquele momento, proporcionar acalento e acolhimento que pudessem mesmo que por um breve momento, começar a cicatrizar as mazelas mentais, sentimentais e espirituais das pessoas que precisavam de ajuda. 

Inclusive um grupo de dança folclórica brasileira da UFRGS que hoje é conhecido a nível mundial, Andanças e um outro grupo que também realiza danças gaúchas, Tango e danças de salão aceitaram realizar esta apresentação. 

Mas como nem tudo é um mar de rosas, a ideia infelizmente não obteve um efeito muito positivo, pois o quê as pessoas que foram afetadas pelas enchentes queriam, e precisavam, eram as doações. 

Apesar disso, não houve desistência pois para Ana e Claudio, principalmente nas situações extremas como foi o caso da enchente, muitas pessoas não perderam apenas seus pertences físicos. Uma parte delas morreu, seja por perderem parte de quem eram até aquele momento com seus bens físicos que muitas vezes contém a história de nossas vidas, seja pela perda de pessoas queridas por conta da situação. 

Então não bastava apenas doar alimentos, objetos ou qualquer outra forma de doação de forma fria, mecânica. O acolhimento, a ajuda, era seguida por abraços, por conversas, por compreensão, acolhimento, empatia e calor humano. E esta é a forma que Ana e Claudio sempre trataram a todos. Com humanidade!

Surgiu a ideia de realizarem eventos de música gaudéria em CTG’s (Centro de Tradições Gaúchas para quem não conhece a sigla). O plano inicial era realizar 7 (sete) eventos que iriam ajudar 9 (nove) instituições, inclusive conseguindo trazer um rapaz da cidade de Bento Gonçalvez que em um concurso foi considero o melhor gaiteiro do Brasil: Rick Gaiteiro e sua banda, que se propuseram a vir até porto Alegre para realizar o show. 

E teve uma outra galera, que não é lá muito conhecida que também aceitou se apresentar de graça para ajudar o V.A.L., uma gurizadinha “medonha” chamada Tchê Barbaridade, mais especificamente, o Paulinho, que ofereceu para, quando estivesse saindo em turnê, antes de sair iria passar no local para realizar um show de meia hora no evento e depois seguiria viagem... 

Porém, novamente, como o mundo não é um moranguinho, infelizmente houve alguns problemas... o Tchê Barbaridade iria se apresentar no primeiro evento já que estariam saindo em turnê, e que iria ser realizado no Largo Glênio Peres inclusive com apoio da Prefeitura de Porto Alegre a qual cedeu o local para a realização do evento. 

E o que aconteceu? Choveu. Choveu muito! Foi um Horror! (Palavras da Ana). O evento que iria inclusive ter cobertura da Rede Record, não ocorreu. E foi aí que veio a ideia de se utilizar dos CTG’s, o qual aí sim, Rick Gaiteiro se apresentou, mas novamente houve algumas pedras no caminho. No dia da apresentação o local estava vazio pois nem os gerentes do local acreditaram na proposta, não houve divulgação para os membros, não houve propaganda, nada. Houve mais algumas poucas tentativas, com o, quase, mesmo resultado. 




A Transição para os Eventos com o Rock

E foi neste momento em que houve uma mudança de direção e intenção no V.A.L. “Se as tentativas de realização de eventos beneficentes não estavam gerando resultados com o movimento tradicionalista gaúcho, vamos para o Rock. 

Mas espera um pouco! Não conhecemos nada de produção de eventos e com exceção de bandas grandes já consagradas, não conhecemos nenhuma outra banda que aceitaria tocar nos nossos eventos!” (momento desespero). Porém como Ana, segundo suas próprias palavras me confessou em entrevista, é teimosa e obstinada (ou em termo mais simples, cabeça dura que coloca uma ideia na cabeça e dá um jeito de conseguir), porém não entendia lhufas de rock com exceção das bandas grandes com nome já consagrado (regionais e nacionais gurizada, regionais e nacionais), ela resolveu colocar a tapa a cara e começou a entrar em contato com estas bandas, como Charles Master, Rosa Tattooada, Cachorro Grande, Cascavelletes, dentre outras.

O que ocorreu, como estas bandas já são muito grandes e possuem equipes grandes a qual necessitam serem pagas, elas não conseguiriam realizar shows gratuitos nos eventos do V.A.L. Porém se prontificaram em oferecer conselhos e sugestões para eles, o qual ajudou o projeto a crescer e conseguir ajudar diversas bandas a serem notadas e começar a terem oportunidades em locais que, inclusive, nunca deram oportunidades a estas mesmas bandas participantes dos eventos. 

Nasceram aí os eventos nomeados como Festival da Solidariedade e que inclusive dependendo do local onde seriam realizados, era divulgado por outros nomes tais como Festival do Rock Solidário, Rock Fest, Festival do Rock e por aí vai até chegar num ponto que Ana e Claudio nem se importavam mais e só deixaram o nome Rock Solidário mesmo (risos).

Imagens de eventos do Voluntariado

Informação importante, estes eventos não foram e/ou são realizados apenas em Porto Alegre, mas em diversas cidades do Rio Grande do Sul, onde são selecionadas bandas da própria cidade (e arredores) para participarem, o que gera a divulgação de bandas locais e oportunidades para estas bandas, sempre as tratando, a todos seus integrantes, sejam solo ou conjunto, com carinho, respeito, empatia, de igual pra igual, o que fez com que várias bandas que o V.A.L já ajudou passassem a se referir à Ana como “Dinda”. 

Inclusive, tanto o Rosa quanto os Cascavelletes realizaram shows, não ao mesmo tempo, na qual foram cobrados ingressos solidários em que as doações sendo revertidas integralmente ao projeto (A FRIGGING BIG THANK YOU GUYS)!!! 
Assim o projeto começou realmente a crescer, a ajudar muita gente, inclusive Ana e Claudio também comentaram algo que muitas vezes passa despercebido em relação a doações... muita gente quando vai doar, doa apenas comida, roupas, agasalhos brinquedos etc. 

Imagens de eventos do Voluntariado

E não é desmerecendo estas doações, porém as instituições que as recebem, ficam um pouco sem jeito de falar isso, mas como alimentos, roupas, agasalhos brinquedos são a “regra”, são a primeira coisa que nos vem à cabeça, estas instituições as vezes não precisam mais por causa que já as possuem em quantidades enormes. 

Se possível, doem algo que não estejam mais usando como eletrodomésticos, freezers, cafeteiras, micro-ondas, fornos elétricos, armários, roupeiros, camas, que estejam em bom estado mas vocês ou alguém que vocês conheçam não saibam o que fazer ou para onde enviar. O V.A.L sempre precisa de algo que talvez vocês não precisem, ou não queiram mais para conseguir continuar ajudando as instituições as quais eles ajudam. 

Então galera, por qual motivo estou escrevendo esta matéria gigantesca, não muito comum por aqui no site da Road? É para fazer um apelo a todos nossos leitores semanais, mensais, anuais que sejam. Ajudem o projeto. Seja realizando doações seja nos eventos, seja entrando diretamente em contato com o Volunthariado Ana Lambert através do perfil do Instagram Voluntariado Ana Lambert 

Ou até mesmo divulgando o perfil e esta matéria para os amigos, conhecidos, parentes (sejam parentes legais ou chatos)! Isso já da uma baita mão pra gurizada, sejam para continuar ajudando as instituições seja para continuar ajudando as bandas e revelando novos talentos (E de quebra cês ainda ficam conhecendo umas puta banda boa que nem imaginavam que existisse)! 



1º Concurso de Música Autoral do Volunthariado Ana Lambert

Ana Lambert e Júlio Reny


E neste domingo, dia 14/06/2024, irá ocorrer a primeira fase do 1º Concurso de Música Autoral do Volunthariado Ana Lambert, no Clandestina Craft Beer, em Estância Velha, RS, na avenida Presidente Vargas, 1935, das 15h às 20h, onde 10 bandas, conjuntos ou artistas solos, de vários gêneros musicais irão “duelar” entre si (MUSICALMENTE FALANDO CAMBADA DE PANGARÉ! Não levem pro literal!).

Os participantes irão apresentar sua música para um grupo de jurados muito especiais, sendo o primeiro deles, nosso querido Júlio Reny, ex-integrante de diversas bandas que marcaram o Rock, não somente o Gaúcho, como: Cowboys Espirituais, KM 0, Expresso Oriente e Irish Boys. 

Stephanie Lii, a nossa Adele brasileira. Para quem não a conhece, Lii é considerada hoje uma das melhores, senão a melhor, intérprete da cantora britânica Adele tanto no Brasil quanto no mundo! 

E o terceiro deles e que não chega nem perto destes dois gigantes da música, é esta criaturinha que vós lhes escreveis, Vinny Vanoni, fotojornalista e redator para o veículo Road to Metal!   

As premiações para o 1º, 2º, 3º e 4º lugar no concurso são: 

1*lugar:
2h de ensaio e gravação completa e profissional no estúdio Áudio Garagem NH.
2h de ensaio no estúdio do Beco Canoas.
Vale compras de R$300,00 na Produto oficial e design de uma camiseta com cor a escolher.
Vale compras de R$300,00 no Palácio da Música.
Design de camiseta com cor a escolher pela Freestyle FS Company.
Placa de premiação. 
Valor em dinheiro. 
Apresentação da banda no Gravador Pub, Porto Alegre.
Apresentação da banda no ABBEY Road, Novo Hamburgo.
Apresentação da banda no Mister Mad, Porto Alegre.
Vale presente na clínica Botoclic (limpeza de pele) para todos os componentes da banda.
2* lugar
2h de ensaio no estúdio do Beco Canoas.
Gravação completa e profissional no Creycreystudio. 
Vale compras de R$200,00 na Produto oficial.
Vale compras de R$200,00 no Palácio Música.
Placa de premiação.
Valor em dinheiro. 
Apresentação da banda no Gravador Pub, Porto Alegre.
Apresentação da banda no Mister Mad, Porto Alegre.
Caneca com design a escolher.
3* lugar
2h de ensaio no estúdio do Beco Canoas.
Vale compras de R$100,00 na Produto oficial.
Vale compras de R$100,0 no Palácio da Música.
Valor em dinheiro. 
Placa de premiação. 
Apresentação da banda no Gravador Pub, Porto Alegre.
Apresentação da banda no Mister Mad, Porto Alegre.
Caneca com design a escolher.
4* Lugar
2h de ensaio no estúdio do Beco Canoas.
3 meses de aula de música na WK escola de música. 
Apresentação da banda na Clandestina Craft Beer, Estância Velha, RS.
Caneca com design a escolher.

As próximas edições do concurso ocorrem também nos dias:
26/07/2026, 09/08/2026, 13/09/2026 e com o final do concurso sendo no dia 20/09/2026. 

Então assim gurizada, compareçam! Se não puderem comparecer neste dia 14/16, principalmente por conta da data de postagem dessa matéria (Again, quase 5h de áudio pra ser transcrito...), tentem se programar para irem nos próximos, ou se não conseguirem (mas ai vão ter que ter uma desculpa muito boa, quase/mais de um mês entre cada evento pra se programarem...) compartilhem, avisem os conhecidos, parcerias, família, pets, todo mundo! 

Nós do Rock e Metal sempre falamos que somos unidos, que apoiamos a cena e lá vai o tempo do guaraná de rolha... agora é a hora de mostrar que a galera bate no peito e cumpre com o discurso, principalmente por uma boa causa! Esperamos vocês tudo lá, cambada de Beelzebuzinhus fofos do ( Rio) Carai!

*Todas as fases do concurso ocorrerão no mesmo BatHorário e BatLocal!         
      

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