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terça-feira, 13 de outubro de 2026

Entrevista – Cassidy Paris: O Compromisso de Manter o Hard Rock Vivo

Divulgação

Por Gabriel Arruda – @gabrielarruda07

É animador ver que a geração mais jovem vem sendo influenciada pelo hard rock dos anos 80 e interessada em seguir a mesma carreira de bandas e artistas que contribuíram para popularizar o gênero no mundo. Cassidy Paris, uma jovem australiana de vinte e poucos anos, é uma dessas pessoas que abraçaram o rock como estilo de vida. Não é exagero dizer isso, pois raramente se percebe tamanha energia do rock tanto nas composições quanto no palco, ambiente onde ela mais se destaca, se sente à vontade e encanta com o que sabe fazer de melhor: cantar e mostrar toda a sua força nas músicas do New Sensation (2023) e Bittersweet (2025), seus dois álbuns até o momento. Dotada de carisma, estilo, atitude e, sobretudo, talento, Cassidy é uma daquelas figuras predestinadas que vai conquistar palcos importantes ao redor do mundo. Em turnê pelo Brasil, ela concedeu uma entrevista à Road To Metal, na qual falou sobre o momento que vem vivendo e mais alguns assuntos envolvendo a sua vitoriosa carreira.

Confira a entrevista em inglês clicando aqui!

Cassidy, você começou muito jovem. Quando percebeu que a música deixaria de ser apenas uma paixão e se tornaria uma carreira? 

CP: Acho que o grande ponto de virada para mim aconteceu provavelmente no ensino médio. Antes disso, houve outro momento importante, que foi quando nosso grande amigo Paul Laine veio à Austrália. Trabalhei com ele na composição de algumas músicas pela primeira vez, e foi mais ou menos ali que percebi que realmente queria seguir esse caminho. Mas o ensino médio foi o verdadeiro ponto de virada para mim. Percebi que muitas crianças queriam se tornar cientistas, médicos, professores, enquanto a música era realmente onde eu queria estar, especialmente naquele ambiente.

Você teve contato com músicos experientes desde muito cedo. Como essas experiências ajudaram a formar a artista que você é hoje?

CP: De muitas maneiras, na verdade, em todos os sentidos. Quero dizer, cresci com meu pai, que tem sido meu mentor e exemplo desde que eu saí do ventre da minha mãe (risos). Depois, como mencionei, fui apresentada ao Paul Laine e, a partir daí, conheci diversos músicos diferentes. Mais recentemente, conheci Fred e Pete, que têm muita experiência na indústria musical. Valorizo muito tudo isso e tento absorver o máximo possível do conhecimento desses músicos, porque eles têm muito a ensinar. Sinto-me muito privilegiada por eles também terem podido transmitir toda essa experiência para mim.

Edu Lawless – @edulawless

Você acha que sua identidade musical já estava clara desde o começo ou foi algo que foi sendo descoberto ao longo dos anos?

CP: Acho que isso definitivamente foi se desenvolvendo com o tempo. Para mim, os primeiros anos foram uma questão de me descobrir e entender quem eu me tornaria como artista, porque comecei muito jovem e, como você disse, tive contato com muitos artistas e bandas diferentes. Mas encontrar seu próprio caminho na indústria musical é algo sobre o qual muitos músicos certamente falam, especialmente aqueles que começam tão jovens nesse meio. Acho que, recentemente, com meu segundo álbum, Bittersweet, finalmente senti que encontrei minha identidade como artista e também como performer. Espero que as pessoas consigam perceber isso nos shows ao vivo e que aqueles que me acompanham desde o início também notem a diferença, desde o lançamento do meu primeiro single, Talk About It, até o mais recente, Stronger.

Você conheceu Paul Laine ainda muito jovem, e ele acabou se tornando uma figura importante no seu desenvolvimento artístico. O que você aprendeu com ele que continua presente na Cassidy Paris de hoje?

CP: Eu chamo o Paul de “tio divertido”, porque uma vez o chamei de pai e ele não gostou muito desse título, pois não era divertido o suficiente para ele (risos). Ele tem sido uma das grandes bases de todo o projeto Cassidy Paris desde o início. Ele me ensinou muito sobre composição musical e até mesmo sobre a postura que devemos ter como artistas, além de como fazer os fãs sentirem que existe uma conexão com eles. Ele realmente me ensinou, desde muito cedo, o quanto isso é importante. É algo que continuo levando comigo e procuro colocar em prática, garantindo que os fãs se sintam notados e valorizados em cada show a que vão. Independentemente de todos os outros fatores, tudo sempre gira em torno dos fãs e de tentar oferecer a eles o melhor show possível. Mas, voltando ao Paul, ele tem sido um grande incentivador meu e da minha carreira desde que eu tinha uns 12 ou 13 anos. Portanto, devo muito da minha trajetória a ele também.

Ele lançou um novo álbum há pouco tempo. Está incrível!

CP: Sim, ele é incrível! Eu também sou uma grande fã do Paul, assim como meu pai, Fred e Pete. Todo mundo é fã dele! Recentemente, estive conversando com ele sobre o novo álbum, e músicas como Her Name Is Trouble se tornaram instantaneamente algumas das minhas favoritas. Então, sinto-me muito sortuda por ter tido a oportunidade de construir essa relação de mentoria com ele enquanto crescia.

Esse novo álbum solo era pra ser o quarto disco do The Defiants, se eu não me engano.

CP: Sim, é verdade! O The Defiants é muito bom!

Driver, último álbum, é muito bom!

CP: Incrível! É um show incrível, com uma equipe fantástica também. Eu adoro todos eles.

Bittersweet (2025) mostra uma artista mais madura em relação a New Sensation (2023). O que mudou em Cassidy Paris durante esse período?

CP: Várias mudanças, eu acho. Emocionalmente, passei por muita coisa que acabou moldando o álbum. Muitos artistas dizem que, quando você passa por algo que muda fundamentalmente quem você é, acaba produzindo sua música mais honesta e verdadeira. E acho que isso funcionou muito bem em faixas como Stronger e Nothing Left to Lose, porque conseguimos ver como canalizei tudo isso para a minha música. E, para ser sincera, não sei se teria conseguido superar tudo o que passei sem a música. Ela sempre foi um espaço muito importante para mim, onde posso colocar toda a minha energia e a minha alma.


O título Bittersweet representa apenas o conceito do álbum ou também reflete alguma fase específica da sua vida?

CP: Sim, acho que Bittersweet era um título que eu havia escolhido para o álbum algum tempo atrás e, quando muitas coisas aconteceram na minha vida, ele acabou fazendo muito sentido. Sinto que todo o álbum é como uma espécie de profecia, e acho que não poderia haver um título mais perfeito para esse trabalho. Também estou ansiosa para lançar as novas músicas em breve, porque espero que as pessoas percebam que elas representam uma evolução, um passo adiante, além de refletirem melhor o momento em que estou na minha vida agora.

O disco tem momentos bastante diferentes entre si. Como você decide até onde experimentar sem perder sua identidade?

CP:  Essa é uma ótima pergunta! Acho que, para mim, quando você ouve um álbum da Cassidy Paris, é como quando escuta uma banda como o Extreme: você vai encontrar coisas muito diferentes em relação ao que ouviria em um disco meu. Fico muito feliz que, com New Sensation (2023), tenhamos deixado isso claro para os fãs, porque eles puderam perceber que você vai encontrar músicas como Addicted e, ao mesmo tempo, Midnight Desire, que são realmente muito contrastantes entre si. Acho que esse é o principal para mim: nunca se tratou de me colocar em um caminho estreito, limitando a direção que quero seguir musicalmente. Trata-se muito mais de perceber como as coisas se desenvolvem e de considerar para onde os fãs querem que eu vá. Outra coisa que aprendi com o último álbum, especialmente com Nothing Left to Lose, é que esse som mais pesado é algo que foi crescendo comigo à medida que amadureci e fui me aprofundando no universo da Cassidy Paris. Acho que provavelmente será essa a direção que seguiremos daqui para frente, porque é isso que os fãs querem ver.

Frontiers Records (Imp.)

Existe alguma música do álbum que tenha um significado particularmente especial para você?

CP: Stronger é uma música muito importante. Foi o segundo single que lançamos de Bittersweet (2025) e é simplesmente a canção mais especial para mim, porque vejo nela não apenas uma versão de mim mesma que acho que nem existe mais, mas também uma nova versão, mais forte — desculpem o trocadilho! E também consigo enxergar isso nos fãs. Todas as noites, quando tocamos essa música, eles se conectam com ela de uma maneira diferente, em um nível muito especial.

Stronger carrega isso mesmo. O que mais ela representa para você?

CP: Bem, inicialmente, era uma música da Wicked Smile, a banda do meu pai. Eu costumava cantá-la com eles, então existe, de fato, uma versão de Stronger da Wicked Smile circulando por aí e também uma versão da Cassidy Paris. A minha versão foi adaptada para combinar comigo, não apenas em relação ao momento que eu estava vivendo, mas também musicalmente. Por isso, essa música sempre teve um significado especial para mim, desde a infância até o meu amadurecimento e a transição para a vida adulta. Meu pai escreveu a canção originalmente pensando em mim, nas dificuldades que eu enfrentava no ensino médio e no bullying, e na importância de superar tudo isso. No fim das contas, acho que ela se encaixou perfeitamente como uma peça do quebra-cabeça de Bittersweet.

O álbum todo é muito bom, mas a música que tenho um carinho especial é Finish What We Started.

CP: Ah, obrigada! Eu adoro essa música!

E eu adoro também Can Let Go, que é uma balada maravilhosa!

CP: Obrigada!

Você trabalha com uma sonoridade fortemente ligada ao hard rock e ao rock melódico dos anos 80. O que ainda fascina você nessa época?

CP: Tudo isso, eu acho. Para mim, a cena do rock está sempre mudando e se adaptando aos tempos modernos, todos os dias. Temos muitas pessoas surgindo na cena e jovens que estão vindo aos nossos shows e descobrindo o rock, seja por meio da nossa música ou porque me conheceram através do rock, o que é muito legal de ver. Acho que, com tantos artistas surgindo agora e abraçando esse estilo musical, vamos começar a ver esse tipo de música ganhar força novamente e voltar a ocupar um espaço de destaque no mainstream em grande escala.

Edu Lawless – @edulawless

Artistas como Pat Benatar, Joan Jett e Lita Ford abriram caminhos importantes para mulheres no rock. O quanto essas artistas influenciam sua maneira de se apresentar?

CP: De muitas maneiras, acho que Pat Benatar é uma das minhas maiores referências. Eu a assisti muito durante a infância e a adolescência e continuo assistindo até hoje. Ela tem uma capacidade incrível de dominar o palco e conquistar o público. O mesmo vale para Joan Jett e seu carisma, assim como Lita Ford. Outra grande influência para mim enquanto crescia foi Lzzy Hale. Eu cresci ouvindo Halestorm e observando a maneira como ela se movimentava no palco e cantava. Aprendi muito com aquela banda. Cresci com pôsteres de todas essas pessoas nas paredes do meu quarto. Então, dizer que elas foram influências para mim é pouco. Elas realmente ajudaram a me moldar e me permitiram construir minha identidade como artista e como pessoa dentro da indústria musical.

Você sente que existe uma diferença entre reviver uma sonoridade do passado e mantê-la viva através de uma nova geração?

CP: Com certeza! Acho que nada vai soar exatamente igual, e espero que muitas pessoas se lembrem disso, porque estamos vivendo em uma época diferente. Para que esse estilo musical continue existindo e para que artistas novos e outros mais experientes possam coexistir, precisamos nos ajudar e encontrar um meio-termo. O que tenho visto recentemente, trabalhando com tantas pessoas dessa indústria e participando de eventos como o Monsters of Rock Cruise, é que muitos artistas que talvez tenham vivido seu auge nos anos 1980 ou 1990 estão apoiando bastante a mim e a outros artistas mais jovens. É muito bom ver isso, porque acredito que, se trabalharmos juntos, chegaremos a um resultado que todos queremos: ver o rock voltar a ocupar um lugar de destaque no mainstream.

Edu Lawless – @edulawless

E você acredita que sua geração pode acrescentar ainda mais ao hard rock nos dias de hoje?

CP:  Com certeza! Acho que trazer o rock de volta ao mainstream é algo que todos gostariam de ver, porque somos muito apaixonados por esse estilo musical. Seria ótimo ver essas músicas tocando nas rádios convencionais e perceber esse tipo de som ganhando espaço novamente. Até mesmo em plataformas como TikTok e Instagram, vemos muitas músicas diferentes ganhando visibilidade graças a essas ferramentas. Como eu disse, tudo se resume a trabalharmos juntos, e espero muito que consigamos fazer isso como indústria.

Como eu dize no começo, você começou sua carreira muito jovem e entrou em um cenário que ainda é predominantemente masculino. Já sentiu que precisava provar mais do que outros artistas?

CP: Gosto de pensar que, pelo menos entre as pessoas com quem convivo e trabalho, o gênero nunca foi uma questão. Nunca ouvi comentários como ‘ela é boa para uma mulher’ vindos dos homens com quem trabalho atualmente. Respeito muito isso, porque não acho que esse tipo de coisa sequer devesse ser questionado. Obviamente, é muito bom ver mulheres na indústria musical, especialmente do ponto de vista da representatividade. Mas eu nunca iria a um show para ver um artista por ser mulher, homem ou pertencer a qualquer gênero, muito menos por causa de estereótipos. Acho que tudo se resume à música e à arte de fazer música. E acredito que essa seja uma mensagem muito importante a transmitir.

E você gostaria que sua carreira ajudasse outras garotas a verem o rock como um espaço para elas?

CP:  Com certeza. Acho que, com todo o projeto Cassidy Paris, isso tem sido algo muito importante, e percebo isso todos os dias. Acabamos de tocar em um festival chamado Made of Stone, e uma das minhas lembranças favoritas foi conhecer uma garotinha chamada River. Ela me contou que tinha começado a tocar bateria e estava muito empolgada por ver uma mulher no palco. É disso que estou falando quando menciono representatividade. Nunca se tratou de uma mulher ser melhor ou pior do que um homem, mas é muito bom que meninas mais jovens, ou mulheres de qualquer idade, possam ver isso. Talvez as mulheres tenham tido menos representatividade nos anos 1980 e 1990, quando havia muito poucas. Então, uma das coisas de que mais gosto é ver o impacto que conseguimos causar na vida de tantas pessoas.

Edu Lawless – @edulawless

Nesse momento você está no Brasil. O que mais chamou sua atenção no público brasileiro?

CP:  Bem, da minha perspectiva, ainda não tive muito contato com isso, obviamente, porque ainda não fiz shows e nem conheci muitos fãs pessoalmente. Mas, mesmo no universo on-line, tem sido muito legal interagir com o público brasileiro. Eu estava comentando com meu pai mais cedo que parece que todas essas pessoas têm uma luz e uma energia muito especiais. Estou muito empolgada para tocar aqui pela primeira vez e me sinto privilegiada por ter essa oportunidade, porque os brasileiros parecem querer aproveitar tudo intensamente, talvez até mais do que em qualquer outro lugar onde já toquei. Isso é realmente muito empolgante para nós!

E você notou alguma diferença do público brasileiro para os fãs da Europa, Estados Unidos ou Austrália?

CP: Já vi alguns fãs brasileiros em eventos como o Monsters of Rock Cruise e prometo dar uma atualização depois que fizermos a turnê, mas me disseram que os brasileiros são muito vibrantes, cheios de energia, carinhosos e demonstram muito apreço pelos artistas. Pude perceber isso até mesmo hoje, quando saímos. Todo mundo foi muito prestativo, sorridente e simpático. É uma energia muito boa de se ter por perto, então me sinto muito privilegiada por estar aqui neste momento.

Você teve contato com o rock brasileiro antes de vir para cá? Conhece alguma banda ou artista brasileiro?

CP: Olha, para mim, provavelmente há muita coisa que ainda não conheço, e estou ansiosa para mergulhar um pouco mais nesse lado da cena do rock. Já tivemos um baixista brasileiro tocando conosco, o Vinnie Tex, e ele foi ótimo. Também sei que a Doro tem um músico brasileiro na banda. Hoje em dia, há tantas culturas diferentes representadas nas bandas, e é muito legal participar de festivais porque temos a oportunidade de conversar com pessoas tão diversas. Até mesmo o Crashdïet tem um músico brasileiro na formação. Então, existem muitas maneiras diferentes de o público brasileiro estar representado na música. Estou animada para conhecer a Galeria do Rock, acho que é esse o nome, e passar um tempo procurando vinis e CDs. Vai ser muito divertido para nós!

Edu Lawless – @edulawless

Muito bom! Já que você falou do Crashdïet, é incrível ver um brasileiro, como o Chris, numa banda tão significativa.

CP: Sim, sim! Eu estava conversando com o Chris mais cedo hoje, e ele disse que eu precisava experimentar isso, que precisava experimentar aquilo. Ele é um cara muito legal. Na verdade, ele entrou em contato comigo há algum tempo para me convidar a participar do clipe do Crashdïet. Enquanto isso, estávamos em turnê e nos encontramos pessoalmente pela primeira vez no Monsters of Rock, no início deste ano. Foi muito legal!

Não conhece, mesmo, nenhuma banda daqui?

CP: Pessoal (N.T.: chamando seus companheiros de banda), vocês querem me dar uma mão com isso? Conseguem pensar em alguma coisa?

Stevie Janevski: Sepultura!

Também tem a Nervosa, não sei se você conhece...

CP: Sim. Ah, tem a Malvada. E sabe o que é engraçado? As meninas da Malvada também são minhas amigas! Converso um pouco com elas pela internet, e elas estão arrebentando! Elas tocaram recentemente no Rock in Rio. Então, na verdade, eu conheço bandas brasileiras, só acabo não me lembrando delas na hora.

Tem uma cantora aqui no Brasil, que tem chamado atenção, chamada Aléxia. Acho que você vai gostar, depois ouça. Só que as músicas são todas em português.

CP: Vou ouvir, espero que isso me ajude a aprender, porque estou percebendo que poucas pessoas falam inglês e vai ser difícil para mim me comunicar. Então, se eu ouvir, eu consiga aprender.

Existe algum artista com quem você ainda sonha trabalhar?

CP: Há muitos, muitos artistas com quem sonho em trabalhar. E acredito que as colaborações são algo que vai acontecer naturalmente com o tempo. Eu e os meninos temos uma visão muito clara de onde queremos levar a Cassidy Paris nos próximos anos, e mal posso esperar para compartilhar isso com todo mundo. Mas também agradeço por você ter dedicado seu tempo para me entrevistar.

Se pudesse voltar para a Cassidy Paris de 11 anos, o que diria para ela?

CP: Continuar seguindo em frente, porque, no fim das contas, você acaba vindo para o Brasil (risos).

E olhando para os próximos cinco anos, onde você gostaria de estar?

CP:  Acredito que estou feliz com o progresso da Cassidy Paris e com o que construímos até aqui. Uma coisa que é muito importante para mim e que está sempre em primeiro plano na minha mente é construir uma base sólida e uma comunidade de fãs que se sinta mais como uma família. Espero que possamos continuar fortalecendo essa relação com os fãs, fazendo com que ela se pareça mais com uma família do que simplesmente com uma base de fãs. Acho que isso é algo que realmente tenho percebido ao longo do último ano, em termos de conexão, e estou muito animada para continuar desenvolvendo isso. Espero que, no futuro, essa relação se transforme em algo ainda maior, em uma verdadeira história de amor, mais intensa do que já é.

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