segunda-feira, 13 de abril de 2026

StormSorrow: Obra-Prima do Death Metal Brasileiro

Independente (Nac.)

Por Paula Butter 

"Quando a música consegue apunhalar a alma, a missão está cumprida. The Blood Red Horizon cumpriu."

A banda Stormsorrow nos contempla com um álbum bem surpreendente, The Blood Red Horizon, título forte e imponente com pacote completo: peso, pedais duplos, melodia e personalidade. É satisfatório perceber que a música nacional está alcançando níveis de tecnicidade tão altos, e com grande reconhecimento mundial.

As letras, fortemente embasadas e densas, são envoltas nas teias do Death Metal, resultando em composições complexas para serem ouvidas mais de uma vez e sentidas na alma. No decorrer das faixas, o volume precisa ser elevado; o espírito do ouvinte, antes calmo, se envolve em energia e revolta, ou talvez em questionamentos. O emocionante no metal é exatamente isto: provocar, gerar movimento. As bandas que conseguem este feito podem considerar que a missão foi cumprida.

As primeiras faixas já surpreendem. A faixa-título, "The Blood Red Horizon", traz muitos elementos clássicos do Death Metal, destacando-se a bateria incessante de Arthur Albuquerque em harmonia com os vocais de Kahlil Souto. Já "Burning Skies" destaca as guitarras com solos competentes e melodiosos de Vicente Luiz, sem perder o peso e a identidade. Esta última conta com a participação de Alexandre Grunheidt (ex-Ancesttral).

Em todas as canções já se pode perceber a competência dos músicos, mostrando-se alinhados entre si a fim de dar vida e contexto às letras. O baixista Yuri Passos esbanja maestria e técnica para fazer a ponte perfeita entre as alternâncias de ritmo.

A pesadíssima "Face the Obliteration" inicia os momentos de explosão sonora que virão a seguir. Importa dizer que se torna impossível destacar uma canção, pois todas são partes de um todo: a obra musical. Mas a dicotomia musical de "Hellgate Assembly" é digna de figurar entre as melhores canções de Death Metal de 2025, e conta ainda com a participação especial de Lord Vlad (Malefactor), que também participa da excelente e impactante "The Storm Will Remember My Name", música que flerta com o Heavy Metal na medida certa e prova ser possível a junção de gêneros sem perder a identidade original.

Em "Post-Truth Warfare", temos mais uma participação: desta vez para apimentar os vocais, trata-se de Mario Pastore. Resultado final mais que aprovado. Seguimos com "Rebellion Burns Within", não deixando a poeira baixar, para dar lugar à "Darkest December", que já pela introdução entrega a pegada que vem pela frente: Death Metal puro e pronto para ser trilha sonora de muitos futuros moshes.

Bom, a julgar pela ótima aceitação dos principais veículos musicais de 2025 e após a audição atenta desta obra-prima, podemos entender o motivo: música pesada de qualidade!

Nada mais justo do que finalizar com uma confissão: após a primeira audição,  vieram uma segunda, uma terceira e muitas outras de The Blood Red Horizon por esta pessoa que vos escreve. O álbum realmente conseguiu apunhalar em cheio o coração dos apreciadores de música pesada e de conteúdo lírico profundo.


Divulgação 





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