sábado, 14 de fevereiro de 2026

Austen Starr: Do Conforto Melódico à Força Contagiante

Frontiers Records (Imp.)

Por Silvia Kucek

Nova estrela da Frontiers, Austen Starr traz um verdadeiro hard rock confortável aos ouvidos que promete agradar até os mais críticos do gênero. O disco de estreia, I Am The Enemy, conta com uma formação de peso no estúdio, formado por Joel Hoekstra (Whitesnake, Trans-Siberian Orchestra), Chris Collier (Mick Mars, Lita Ford), Steve Ferlazzo (Hugo’s Voyage) e Chloe Lowery (Trans-Siberian Orchestra). 

O disco abre com “Remain Unseen”, uma música que nos dá um gostinho de Evanescence na ponta da língua. O vocal é suave e muito convidativo, junto ao refrão cativante, que faz imaginar como seria a performance ao vivo da faixa. Uma ótima escolha para iniciar o primeiro álbum da carreira, mostrando a qualidade da produção e um bom equilíbrio na criatividade da composição, não deixando o ouvinte entediado.

A segunda faixa, “Medusa”, que também havia sido lançada anteriormente em seu EP de 2025, segue uma base um pouco mais pop, o tipo de música que você ouviria tocando em horário comercial na rádio de rock da sua cidade. A música tem um refrão chiclete, assim como a anterior, mas que combina bastante com o gênero.

Em seguida, com o mesmo título do disco, “I Am the Enemy” segue com um vocal doce, trazendo uma atmosfera AOR para aqueles que procuram tecladinhos e músicas confortáveis. O riff inicial, assim como o teclado que compõe a música e o ritmo da bateria, fazem com que a música seja muito divertida e traga uma sensação de nostalgia, assim como o primeiro disco do Danger Danger, sabe?

A balada “Read Your Mind” nos faz lembrar um pouco do Kid Abelha, ocupando uma posição boa para quebrar um pouco da energia das últimas duas músicas para que o disco não se torne massante e forçado. Em contrapartida, na faixa seguinte, “Get Out Alive” - possivelmente uma das minhas favoritas - tem um pegada marcante headbanger com o riff surreal de Joel Hoekstra e a composição com presença, carregado de um verdadeiro ar de novidade sem soar brega. 

Junto à quinta faixa, “Effigy” com certeza divide lugar no campo das favoritas. Energética, divertida, original… Algo que gostaria de ver bandas como Vixen fazer nos dias de hoje. Até agora, Austen nos dá um som promissor que definitivamente a deixará no radar para as próximas novidades.

“Running Out of Time” é como se a Avril Lavigne decidisse fazer um som mais oitentista, mas de um jeito bom. Pensei bastante sobre como seria a montagem de uma setlist de abertura, mas com certeza, essa estaria em primeiro. 

“All Alone” é aquela faixa brega e bem pop, algo que você ouviria da Taylor Swift junto ao Def Leppard em 2008. “The Light” é aquela balada para ligar a luzinha do celular e balançar no ar, com pegadas country. Devo ressaltar que, até agora, as letras me agradaram muito, algo que exala frescor de novidade não somente do som, mas da criatividade dos envolvidos. 

“Until I See You Again” volta com a mesma energia das primeiras músicas, o que deixa o disco bem conciso e fechado, com uma ótima visão sobre a construção e organização dele. A melodia dos vocais de Austen me agrada, mesmo que não seja a maior fã de vocais sopranos, sendo assim, podemos dizer que esse álbum foi capaz de cativar até a mais chata das ouvintes de música por aí. 

Definitivamente, “I Am The Enemy” é um disco para se recomendar à todos que buscam novidades dentro do rock, mostrando o potencial de Starr para concorrer ao lado de Halestorm e outros nomes do vocal feminino que nos representa dentro de um gênero tão machista como o hard rock. 

Anthony Grassetti

I Am The Enemy – track-list:

1. Remain Unseen

2. Medusa

3. I Am The Enemy

4. Read Your Mind

5. Get Out Alive

6. Effigy

7. Running Out Of Time

8. All Alone

9. Not This Life

10. The Light

11. Until I See You Again


Cobertura de Show: Enforcer – 08/02/2026 – Basement/CWB

Neste domingo, dia 8 de fevereiro de 2026, Curitiba recebeu a banda sueca de heavy metal tradicional Enforcer que está em turnê pela América Latina com a "Unshackle Latin America 2026", e chegou ao Brasil pela Caveira Velha Produções.

O evento aconteceu no Basement Cultural, uma casa de shows com característica mais intimista, sem espaço para área de pit, ou seguranças, deixando público e artista cara a cara. Ao chegar ao local, por volta das 19:10hs, haviam poucas pessoas na fila, mas assim que o Basement abriu suas portas, brotaram fãs de ambas as bandas de todos os lados. Acredito que a maioria estava curtindo o famoso “esquenta” em outros locais, e também fazendo um lanche reforçado, visto que no local não há comida para comercialização.

A abertura da noite ficou a cargo da Creatures, uma banda brasileira de Curitiba, com proposta sonora fortemente inspirada no Heavy Metal tradicional, além de elementos do Hard Rock oitentista. O grupo capricha na produção com uma estética retrô aliada à produção moderna, consolidando-se como um dos nomes emergentes do metal tradicional nacional. 

No local, inclusive haviam muitos fãs da banda, com camisetas e elogios rolando solto, que naturalmente provaram-se válidos ao final da apresentação. Os músicos mostraram carisma, técnica, interpretação quase teatral, ótimas letras, além de uma boa pegada nos riffs e baladas na medida certa. Além é claro de apresentar o repertório do novo álbum “Creatures II” ao vivo. O ponto alto foi na execução de “Dressed To Die”, por volta das 20;26hs com o público inebriado pelos primeiros acordes.

A banda despediu-se do numeroso público com muitos agradecimentos no estilo do bom Heavy Metal tradicional. Uma ótima esperança para as futuras e atuais gerações de headbangers apreciarem um bom som pesado. A formação atual conta com Marc Brito (vocais), Mateus Cantaleäno (guitarra), Ricke Nunes (baixo) e CJ Dubiella (bateria).

Naturalmente, é chegada a hora do intervalo entre bandas, momento para se hidratar e procurar um bom lugar para ver a banda. Apesar do calor próximo ao palco, nas áreas mais ao fundo, uma leve brisa deixava a experiência mais tranquila. 

Por volta das 21 horas, Enforcer sobe ao palco com todo o ritual old school seguido à risca. Lembrando que trata-se de uma banda sueca, conhecida por resgatar o som clássico do Heavy Metal dos anos 80, liderada por Olof Wikstrand nos vocais e guitarras, a banda mistura velocidade, riffs tradicionais e vocais agudos.

O show de Curitiba foi bem intimista, no sentido em que os músicos praticamente tocaram na frente dos fãs, que em vários momentos precisavam se afastar um pouco para não serem atingidos pelos instrumentos, uma experiência sem preço. Parabéns para o público curitibano, que agitou e respeitou o espaço dos artistas, que por sua vez elogiaram muito os presentes. 

O setlist foi bem enérgico, com músicas dos álbuns Into The Night, Death by Fire e Nostalgia, ponto forte para a execução da música “Nostalgia” que enlouqueceu os fãs, afinal já virou um clássico com muito apelo ao vivo. Por volta da metade do show, uma pausa para a platéia ovacionar a banda e gritar “Enforcer” repetidamente. E logo depois, a banda volta com mais peso, e animação, apesar do lugar não estar com lotação máxima, os presentes não fizeram feio ao agitar com a banda, que merece todos os méritos, superando as expectativas com louvor.

Por fim, após o “encore” a banda agradeceu a todos os presentes e se mostraram disponíveis para fotos e conversas com os fãs na sequência. Uma lição de talento e respeito que poucas bandas apresentam. 




Edição/Revisão: Gabriel Arruda 




Creatures – setlist:

Devil in Disguise

Night of the Ritual

Beware the Creatures

Dressed to Die

Children of the Moon

End of the Line

Danger


Enforcer – setlist (não oficial): 

Destroyer

Undying Evil

Unshackle Me

From Beyond

Live for the Night

Die Young (Black Sabbath cover)

Roll the Dice

Zenith of the Black Sun

Coming Alive

Diamonds

Scream of the Savage

Nostalgia

Mesmerized by Fire

Running in Menace

One With Fire

Take Me Out of This Nightmare

Katana

Midnight Vice

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Cobertura de Show: Weather Systems – 08/02/2026 – Carioca Club/SP

No último domingo, 8 de fevereiro de 2026, o Carioca Club, em São Paulo, viveu uma noite de forte carga emocional e musical com a apresentação do Weather Systems, projeto liderado por Daniel “Danny” Cavanagh — figura seminal do rock progressivo e ex-membro fundador do Anathema. O nome do projeto, inclusive, remete a um dos álbuns mais celebrados da agora extinta banda inglesa.

A expectativa era grande em torno do que Danny apresentaria. Ainda que prometesse revisitar clássicos do Anathema, tratava-se de um novo capítulo artístico sob outra identidade.

O show funcionou essencialmente como uma revisitação sensível à trajetória do Anathema, cuja sonoridade melancólica, atmosférica e emocional marcou gerações ao longo das últimas décadas. Cavanagh conduziu a noite com um repertório que mesclou clássicos da antiga banda com faixas do álbum de estreia do Weather Systems, ainda pouco conhecido pela maioria do público presente.

Apesar de o Carioca Club não ter atingido lotação máxima, a plateia era formada majoritariamente por fãs dedicados, criando um clima íntimo e atento. O silêncio respeitoso nos momentos contemplativos e a força dos coros nas passagens emotivas tornaram-se marcas evidentes da apresentação.

Com um pequeno atraso, Daniel subiu ao palco sozinho, empunhando apenas o celular, ao som de “All Eyes on Me”, de Bo Burnham. Cantando o refrão, pegou a guitarra e iniciou o espetáculo com a poderosa “Deep”, do Anathema — imediatamente entoada em coro, com alguns fãs visivelmente emocionados.

Cavanagh estava acompanhado por músicos competentes que em nada ficaram a dever à antiga banda: os portugueses André Marinho (baixo) e Soraia Silva (vocais), além do ex-companheiro de Anathema Daniel Cardoso (bateria). Ao fim da primeira música, Danny comentou, com bom humor, que a comunicação com o público seria feita principalmente pelos colegas portugueses, já que seu português era “péssimo”. Coube à simpática Soraia abrir oficialmente a noite com um caloroso “Boa noite, São Paulo!”.

Na sequência, Daniel explicou que revisitaria diversos momentos da carreira do Anathema — músicas que ele próprio compôs —, mas antes apresentaria canções do novo projeto. Vieram então “Still Lake”, “Synaesthesia” e “Do Angels Sing Like Rain?”, confirmando que o show não seria apenas um retrato nostálgico, mas uma continuação viva de seu legado artístico.

A partir daí, a nostalgia tomou conta. Clássicos aguardados como “Springfield” e “One Last Goodbye” emocionaram profundamente. Esta última foi dedicada à mãe do músico e a todos que sentem falta de alguém, momento em que Daniel, visivelmente comovido, encerrou com um tocante “I love you, Mom”.

Com formação enxuta e apoio pontual de bases pré-gravadas, a banda demonstrou grande sintonia. Soraia Silva destacou-se especialmente nos duetos e nas passagens mais delicadas. “A Simple Mistake” e “Closer” ampliaram a comoção coletiva, enquanto “Ocean Without a Shore”, do Weather Systems, trouxe breve respiro antes de um dos ápices da noite.

Em “Flying”, um dos maiores clássicos do Anathema, o público cantou em uníssono, reforçando a intensa conexão emocional entre palco e plateia. Não houve a tradicional pausa para bis — desnecessária diante da comunhão já estabelecida.

Daniel então anunciou a execução da trilogia “Untouchable” (Partes 1, 2 e 3), sendo a terceira oriunda do novo projeto. Era um dos momentos mais aguardados da noite. A delicadeza das canções tomou conta do ambiente: abraços, lágrimas e vozes unidas traduziram o impacto emocional. Em gesto espontâneo, Soraia desceu do palco e cantou no meio do público, abraçando fãs — um instante raro, daqueles que apenas a música é capaz de proporcionar.

Na sequência, veio a surpresa: um cover de “Wherever I May Roam”, do Metallica, com André Marinho assumindo os vocais e incorporando com precisão a postura de James Hetfield. O timbre de guitarra de Danny, próximo ao do Black Album, evidenciou a versatilidade do grupo.

O encerramento trouxe “A Natural Disaster” e “Fragile Dreams”, talvez o maior hino do Anathema, fechando a apresentação com intensidade máxima.

Após agradecer ao público e prometer retorno a São Paulo no próximo ano, Daniel sentou-se à beira do palco para autografar discos e cumprimentar fãs que estavam próximos à grade.

Em síntese, a noite de 8 de fevereiro de 2026 transcendeu o formato convencional de show. Foi um encontro emocional entre artista e público devoto, além de uma celebração de legado. A passagem do Weather Systems por São Paulo reafirmou a força da música que ajudou a moldar o rock atmosférico moderno — não apenas como memória nostálgica, mas como continuidade viva, capaz de dialogar tanto com quem cresceu ao som do Anathema quanto com novas gerações que descobrem essas canções sob novas formas.


Texto: Anderson Bellini

Fotos: Pri Secco 

Edição/Revisão: Gabriel Arruda 


Realização: Caveira Velha Produções


Weather Systems – setlist:

Deep

Still Lake

Synaesthesia

Do Angels Sing Like Rain?

Springfield

One Last Goodbye

Closer

A Simple Mistake

Ocean Without a Shore

Flying

Untouchable, Part 1

Untouchable, Part 2

Untouchable Part 3

Wherever I May Roam (Metallica cover)

A Natural Disaster

Fragile Dreams

Falchi: Uma Viagem Sem Destino Pelo Metal Instrumental

Independente (Nac.)

Por Bruno França

Antes do ano de 2025 proferir a sua canção do cisne, o mesmo se prontificou em ir embora deixando um estrondo ao invés de um sussurro, através de inúmeras promessas que estariam por vir para os amantes não só do Rock, mas da música extrema também. Se para o ano de 2026 os anúncios de shows para o Brasil estão alguns dos mais promissores dos últimos anos, no front dos álbuns o cenário não está muito diferente.

Após construir uma estada tão memorável quanto o café da manhã mais tradicional consumido pelos brasileiros na banda CRYPTA, Jéssica Falchi (anteriormente conhecida como "Jéssica di Falchi") saiu dela após aproximadamente três anos, enquanto gradualmente marcava território ao quase se tornar a face da banda. De acordo com a própria (em uma live no canal do YouTube Bandmade), tocar Death Metal não era exatamente onde ela realmente encontrava o fogo que alimenta a sua paixão ao tocar, o que colocou uma data de validade implícita na banda mencionada acima, então a sua partida era inevitável no futuro previsível.

TAMANHO, DE FATO, NÃO É DOCUMENTO

Sendo assim, esta viagem pela estrada da memória nos leva ao agora. Desde Março de 2025 quando ocorreu a sua saída de um dos maiores expoentes do Metal nacional, Jéssica decidiu ascender a novos voos e arquitetou a sua própria banda solo para que pudesse se expressar da maneira que tão lhe agrada. Intitulado "FALCHI", seu primeiro trabalho é totalmente instrumental na forma de um EP, Solace, cujo lançamento completo aconteceu no dia 23 de Janeiro de 2026, após cada uma das faixas que o estrutura forem disponibilizadas ao público em formato episódico, à lá Netflix.

Então nos preparemos para uma observação das quatro canções deste EP, cuja abertura é dada por "Moonlace". A melhor definição que pode ser dada para ela é "um gosto do que está por vir", o que costuma ser a tradição de uma introdução. Desde o instante em que apertamos o botão "play", somos cumprimentados com um Efeito Doppler um pouco tímido, que logo acaba evoluindo para uma demonstração cabal da influência de JOE SATRIANI ao redor da abertura.

"Sunflare" é a exata manifestação daquilo que eu originalmente imaginava do que seria o projeto de Jéssica. Do momento em que a sua intenção foi publicizada, logo acreditei que fosse uma versão de MICHAEL ÂNGELO BATIO com sangue brasileiro, combinada com as produções dos tempos atuais.

Sua vibe pesadamente carregada de Metal Progressivo possui passagens que não estariam fora de lugar em um lançamento do OPETH de meados dos anos 2000 (notadamente, o excelente álbum Ghost Reveries), graças à sua semelhança com "Beneath The Mire".

Para os ouvidos mais exigentes que vislumbram algo mais contemplativo, os apreciadores de um Metal Neoclássico irão se sentir familiarizados aqui.

Sendo agressivamente sincero, o conjunto de palavras que deposito aqui não fazem justiça à sua qualidade pura: “Sunflare” precisa ser escutada para ser acreditada.

Dando continuidade com a análise, temos agora a primeira parte de uma duologia: “Sweetchasm – Pt. 1”, com a participação especial de Aaron Marshall (mais conhecido pela sua performance no INTERVALS). Como foi de costume até agora, é necessário um gosto sofisticado para gostar e compreender as músicas desprovidas de um vocal expresso, colocando a tarefa para tal nos próprios instrumentos: tal afirmação é reforçada quando João Pedro Castro se torna o foco e faz o ouvinte pensar que está ouvindo uma passagem do seu baixo vinda de uma canção do ATHEIST.

O destaque principal fica na minutagem 2:27, quando ocorre a chegada do convidado em tela, cujo solo está em linha com o que fora apresentado no INTERVALS, oferecendo uma pegada mais voltada ao Metal moderno, sem necessariamente tirar a canção para fora de contexto. De todo modo, vemos aqui um reforço de que Solace é uma declaração de intenções contínuas.

Durante boa parte da execução desta faixa, estive sob a impressão de que estava diante de uma faixa bônus do IN FLAMES dos anos 90. Considerando que na época em que estes executavam um Death Metal melódico sob a égide da era “Powerslave” do IRON MAIDEN (uma das bandas preferidas da fundadora), esta não soa uma afirmação tão “alienígena”.

A produção é cortesia de Jean Patton (conhecido pelo PROJECT46), entregue em um nível que não deixa nada a desejar ao observado nos lançamentos internacionais, merecendo o selo “padrão FIFA”.

REGRAS EXISTEM PARA VOCÊ MESMO CRIÁ-LAS

“Sweetchasm – Pt. 2” ficou incubida de fechar este lançamento, sendo a mais “exótica” (por assim dizer) das quatro. Sim, existe um certo grau de glamour na agressão que não precisa ser dito, apenas mostrado (como dita uma das regras basilares do Teatro).

Fica de lado a pegada mais progressiva apresentada até agora, entra em campo um ritmo mais rápido e uma abordagem mais puxada para o Thrash Metal. As passagens de bateria feitas por Luigi Paraventi vão te deixar impressionado com o massacre impiedoso que o próprio realiza por trás do seu kit de bateria, sem pedir permissão alguma para saber se o ouvinte aguenta o tranco, enquanto acompanha os riffs que atropelam o seu ouvido.

Embora não pertença muito ao mesmo gênero das três canções anteriores, o jeito meio “na sua cara”, aliada com uma produção de qualidade acima da média, colocam “Sweetchasm – Pt. 2” como uma variação bem-vinda para realizar o encerramento, traçando um paralelo com o trabalho anterior da líder, e assim deixando o ouvinte mais à vontade – como se estivesse dentro do seu lar.

Seja pelo bombardeamento de informações as quais somos submetidos todos os dias, seja pela correria do dia a dia, "FALCHI" passou meio despercebido pelo meu radar enquanto as faixas eram pontualmente lançadas. Quando surgiu a oportunidade de apreciar o produto completo é que levantei uma das sobrancelhas com os dizeres flagrantes de: "beleza, chegou a hora".

Mal sabia eu que estava prestes a embarcar não apenas em uma introspecção, mas em uma daquelas viagens que você realiza sem destino, apenas pelo prazer do momento.

Ao final de "Sweetchasm - Pt. 2", acabei chegando a uma reflexão. Dentre todas as sensações possíveis pelo espectro emocional humano, a de estar surpreendido é uma das mais generosas possíveis, pois ela nasce de algo edificante que estava fora do seu controle: e é aqui onde "FALCHI" encontra um merecido abrigo (trocadilho não intencional).

Em minha humilde opinião, este EP é um trabalho detentor do adesivo “profissional” estampado em sua testa, e é uma audição obrigatória por aqueles que sentem prazer em ouvir os instrumentos aqui presentes se expressarem, com "Sunflare" sendo digna de encabeçar as eventuais listas de "melhores músicas de 2026" que surgirão no final do corrente ano.


Faixas:

1) Moonlace

2) Sunflare

3) Sweetchasm - Pt. 1 (feat. Aaron Marshall)

4) Sweetchasm - Pt. 2


Principal destaque: Sunflare


quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Cobertura de Show: Avenged Sevenfold – 28/01/2026 – Pedreira P. Lemisnki/CWB

Avenged Sevenfold e Mr. Bungle protagonizam noite inesquecível na capital paranaense

Primeiro grande show do ano em Curitiba, e ninguém menos do que a banda americana Avenged Sevenfold, e ainda com abertura de Mr. Bungle. O evento movimentou a capital, tanto no aumento dos movimentos em bares da região, hotéis, transporte público e de aplicativo.  Inclusive houveram bloqueios de algumas ruas ao redor da Pedreira Paulo Leminski, onde a equipe técnica já preparava a estrutura no dia anterior. Afinal, não era qualquer palco que abrigaria as famosas bandas neste dia 28 de janeiro de 2026.

O público lotou a Pedreira Paulo Leminski para assistir a tão esperada apresentação da banda, tanto que a organização precisou de muita competência para garantir a segurança no acesso ao local. Sendo que haviam duas filas, uma para o ingresso de Pista Normal e outra para o acesso à Pista Premium, vendida com um valor um pouco maior. A produção não deu moleza e estava verificando documentos e carteirinhas que dão direito à meia entrada. E por incrível que pareça, a fila para a pista premium estava muito mais longa do que a da pista normal, fato curioso em eventos como este. Inclusive o fato foi motivo de frustração de muitos, que reclamaram do calor e demora para a liberação da entrada, alguns dos fãs ainda relataram que ficaram quase duas horas na fila, após a abertura oficial dos portões.

Entretanto, ao adentrar em solo já histórico, de shows na capital paranaense, tudo transformou-se em alegria. Ótima organização, muito banheiros espalhados pelo local, com equipe de limpeza sempre a postos, funcionários com sinalização para sanar eventuais dúvidas, bombeiros civis, postos de acolhimento, distribuição gratuíta de copos de água. Além, dos postos de vendas de bebidas alcoólicas e não alcoólicas e snacks.

A banda americana de rock alternativo Mr. Bungle subiu ao palco pontualmente às 18:30hs, e trouxe surpresas. Para quem não sabe, Mike Patton, líder do projeto, foi frontman do Faith No More, responsável por muitos hits dos anos 90. Mas deixando o passado de lado um pouco, a surpresa foi a participação de Andreas Kisser nas guitarras, que substituiu Scott Ian (Anthrax) na apresentação. Quando ficaram sabendo da notícia, primeiro pelas redes sociais, depois rolou um burburinho na pista e a confirmação com o próprio entrando em cena, foi uma alegria só. Afinal, não é todo dia que se vê tantos ícones da música em um mesmo palco. De longe foi a atração de abertura mais inusitada de todos os tempos. E realmente agitou todo mundo, ganharam aplausos de atração principal. 

Destaque para o setlist enxuto mas eficiente, com a execução de “Refuse/Resist” do Sepultura, seguido da platéia gritando, além de “Hypocrites” com o famoso “Speak Portuguese or Die”, as ótimas “Sudden Death”, “Hopeless Devoted to You”. E para finalizar, o cover “All by Myself” muito bem executado na voz de Patton e nas guitarras nervosas de Kisser, e claro, algumas alterações nas letras, para apimentar a coisa toda. Uma obra prima. 

Claro, boa parte do público estava aflita e ansiosa, para que o show do Avenged Sevenfold começasse logo, mas para os mais velhos, o evento estava indo de vento em polpa!

Novamente, falando da organização e cuidado dos técnicos para que a banda subisse ao palco com tudo certo, nem a chuva que ameaçou cair, atrapalhou a preparação do palco. E quando finalmente as luzes se apagaram e os fotógrafos se dirigiram ao pit, a certeza do início acalmou os ânimos.

Pontualmente às 20:15hs, a banda californiana formada pelo vocalista M. Shadows, Zacky Vengeance, Synyster Gates ambos nas guitarras, Johnny Christ no baixo e Brooks Wackerman na bateria, surgem ao palco, para o delírio e aglomeração do front row. E foi com “Game Over” do álbum Life Is But a Dream… que o espetáculo começou, quando também os raios do sol deram lugar à sombra da noite, que pairou sobre a Pedreira, deixando a natureza exuberante e as luzes do Avenged Sevenfold darem seu show à parte.

É certo que a discografia da banda é vasta, consequentemente, sempre acaba ficando de fora alguma música do coração dos fãs de plantão, mas no geral conseguiram agradar à todos. Tanto aqueles que estão seguindo a banda durante sua turnê pela América Latina, quanto aqueles que estavam vendo os músicos pela primeira vez, e também aqueles que gostam de conhecer bandas diferentes, para sair da mesmice. Inclusive este último grupo não se decepcionou,  a cada música executada, a vontade de cantar e pular era maior, e também a admiração pela simpatia de M. Shadows e companhia.

A execução da famosa “Afterlife” foi precedida de muita euforia e participação do público. Os telões estavam bem colocados, com ótimas capturas de imagens, então quem estava mais distante não teve problemas em acompanhar com detalhes a apresentação. Lembrando que o complexo que envolve a Pedreira Paulo Leminski e a Ópera de Arame, é extenso, sendo assim, com lotação máxima, teve gente que ficou bem longe do palco. Mas a paisagem, o lago e a natureza compensaram com a exuberante vista que a distância proporcionou. Inclusive, permaneci junto ao palco grande parte da apresentação, mas em determinados momentos, me afastava para ter ideia da magnitude do evento, da sinergia do público, banda e natureza. Confesso que desde meu primeiro show no local, em meados de 1994, sinto que é o lugar perfeito para apreciar uma boa música e se conectar com o universo. Muito sentimental, mas tudo verdade!

Momentos inusitados fazem parte, e neste dia não foi diferente, em um determinado momento, alguém da plateia entrega um envelope ao vocalista, que prontamente diz tratar-se de uma “revelação/chá de bebê”. Com o envelope em mãos, ele continua o suspense, para finalmente revelar em plenos pulmões “It´s a *fu.ing boy”, e na sequência dos aplausos do público, anuncia a próxima música: “This song goes to the new one” “Hail To the King”! Uma emocionante homenagem ao bebê que está para nascer. A partir deste ponto, a banda já estava se sentindo em casa, com muita interação por parte de todos os músicos. Foi realmente gratificante estar lá.” Inclusive, para os olhares mais atentos, não era raro trazerem alguns fãs da área PCD para perto do palco, em um revezamento que fez toda a diferença, afinal tinham muitas pessoas que viajaram horas para estar lá. 

E quando você acha que já viu de tudo, eis que surgem gritos da platéia entoando “Seize the Day” insistentemente, e para surpresa geral, foram atendidos, de improviso claro, mas foi o suficiente para a banda ganhar milhares de corações tupiniquins. A noite não tinha como ser mais perfeita, depois de tantos anos de espera, finalmente uma apresentação digna de ficar para a história de Curitiba, uma das cidades mais Rock N´Roll 's do Brasil (Desculpem, o curitibano não resiste!).

O show seguiu a todo vapor, com conversas intercaladas, inclusive, em um momento um dos músicos foi “picado por uma abelha" e o vocalista sorriu e perguntou se seria possível continuar (em tom de brincadeira) e em meio a risadas em geral, o show prosseguiu! Foram vários clássicos da banda, para enfim culminar na execução da música “Nightmare”, em meio a promessa de que a banda iria voltar! E acredito piamente que vão cumprir o prometido, afinal, não é qualquer show que inunda de calor humano a Pedreira Paulo Leminski (N.T.: dias após o show, a banda anunciou que retornará ao Brasil em setembro para se apresentar no Rock in Rio). Um detalhe aqui para a iniciativa do fã clube oficial, onde foi feita a distribuição gratuita de fitas azuis para colocar no celular e projetar a lanterna em forma de luz azul durante esta música em particular. De uma forma geral deu certo, mas poderiam ser em um número maior, entretanto toda iniciativa sem fins lucrativos é sempre bem vinda, parabéns aos envolvidos pela ação!

Enfim, é chegado o momento melancólico: O término do espetáculo e a volta à realidade, e diga-se de passagem, para casa. A logística para a saída do público neste local, ainda é complicada, devido ao fluxo de pessoas e saídas reduzidas, tornando comum, o tempo mínimo de 30 minutos para se chegar ao lado de fora, a não ser que você saia antes da última música, situação impensável naquela noite de quarta feira. Mais um show para ficar na história da cidade!


Experiências pós-show

Bem, aqui vai o relato de alguém que foi sem carro ou carona para o show (Mesmo já sabendo dos problemas, resolvi arriscar, para dar um depoimento real, afinal o que seria do jornalismo sem expor a realidade da maioria dos headbangers). 

Atentando aqui, que a produção do show fez de tudo para que não houvesse nenhum transtorno para o público, inclusive sinalizando as saídas, avisando onde os fãs poderiam chamar os táxis e aplicativos de transporte, e também informando o local onde a Prefeitura de Curitiba disponibilizou transporte gratuito até o centro da cidade. Portanto, a logística do evento está de parabéns, pois é a primeira vez que vejo tal preocupação. A questão está mais no local do show, bem afastado dos centro da cidade, e também na ganância do ser humano, a tal da lei da oferta e procura. 

No bairro em questão há muitas residências que disponibilizam estacionamento com valores aceitáveis (Em torno de 60 a 100 reais por todo o período do show), além de banheiros com valores módicos (média de 5 reais). Os estacionamentos comerciais, localizados mais perto do show cobram em torno de 100 a 150 reais o período, um valor até aceitável, visto que você pode dividir o prejuízo entre os ocupantes do veículo. Para quem nunca foi ao local, trata-se de um bairro nobre, mas com muitas ruas arborizadas e desertas em certo horário noturno. 

Continuando o relato emocionante em mais um parágrafo, a pessoa que vos escreve pretendia pegar o transporte gratuito da prefeitura, com toda a segurança policial ao redor, mas durante o show, me senti compelida a ajudar algumas pessoas de fora, que pretendiam chegar aos seus respectivos hotéis (localizados na região central). E nos deparamos com “motoristas de aplicativos” (não sei se era o caso, e nunca vou saber) oferecendo a corrida a 100 reais em média, no caso de mais pessoas era necessário negociar. E quando você acessava o aplicativo “famoso”, ninguém aceitava a corrida (Pasmem!!!!). 

Conclusão, as duas garotas de fora da cidade ficaram mais de uma hora e meia do término do show para voltar para o hotel, e devem ter pago uma pequena fortuna. Eu e uma grande amiga fomos de ônibus gratuito para o centro da cidade. Tudo certo, ônibus limpo, de qualidade, fãs respeitando uns aos outros, uma maravilha! Mas qual o problema? Mesmo tendo experiências em shows, eu e minha amiga encontramos certa dificuldade para o retorno, mas tudo certo! Só fico imaginando a infinidade de pessoas, mulheres, homens, adolescentes de fora que sofreram para retornarem aos seus hotéis e ainda confiaram em homens com placas dizendo “transporte” sem saber a realidade. Fica a dica para os próximos eventos na Pedreira Paulo Leminski em Curitiba!




Edição/Revisão: Gabriel Arruda 


Realização: 30ebr


Mr. Bungle – setlist 

Tuyo

Anarchy Up Your Anus

Bungle Grind

I'm Not in Love

Eracist

Raping Your Mind

Retrovertigo

Refuse/Resist

Hypocrites / Habla español o muere

Sudden Death

Hopelessly Devoted to You

My Ass Is on Fire

All by Myself


Avenged Sevenfold – setlist 

Game Over

Chapter Four

Afterlife

Hail to the King

We Love You

Buried Alive

The Stage

Seize the Day

So Far Away

Bat Country

Nobody

Nightmare

Not Ready to Die

Unholy Confessions

Save Me

Cosmic

A Little Piece of Heaven

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Dani Matos (Viper, All Metal Stars BR): "Minha maior preocupação é que a obra do Andre (Matos) não se apague"

Dener Ariani / @denerwoods

Por Fernando Queiroz

Atualmente baixista do Viper, Dani Matos falou, em entrevista exclusiva, sobre o tributo All Metal Stars BR ao seu irmão, o saudoso Andre Matos (Angra, Shaman, Viper, etc.).

A turnê reúne três ícones do gênero: Aquiles Priester (Angra, Hangar e W.A.S.P), Edu Ardanuy (Sinistra e Dr. Sin) e Thiago Bianchi (Noturnall e Shaman). O projeto presta uma homenagem inédita a Andre Matos, um dos maiores nomes do metal mundial, cuja obra influenciou gerações. O time de músicos é completado por nomes de peso: Fábio Laguna (Hangar), Guilherme Torres e Saulo Xakol (ambos do Noturnall), formando uma verdadeira constelação do metal brasileiro. Juntos, eles prometem um espetáculo intenso e emocionante, repleto de clássicos, surpresas e faixas raramente tocadas ao vivo.

Como foi a abordagem quando chegaram até você com o projeto?

Dani Matos: Eu estava fazendo um show perto de São Paulo quando o Anderson Bellini me avisou que haveria um evento, em Santo André, relacionado ao documentário do Andre Matos, com algumas participações especiais. A ideia era que músicos subissem ao palco, e o Yves Passarell (ex-Viper) também estaria presente. Eu não o via desde antes da partida do Andre e tenho um carinho enorme por ele. Então eu disse: “Vou terminar o show aqui e vou até lá”.

Nesse evento, o Thiago (Bianchi) era um dos convidados. Ele comentou comigo: “Estou pensando em algo, mas ainda não vou te adiantar. Em algum momento eu te ligo”. Passou um tempo e ele realmente entrou em contato. Disse: “Eu preciso fazer isso. Além da repercussão muito boa quando eu cantei no Amplifica, é uma homenagem que eu sinto que preciso realizar. Já penso nisso há bastante tempo, mas depois de ver o apoio do público, fiquei ainda mais motivado. Só que eu quero fazer isso junto com a família dele”.

E, no fim das contas, o que a gente quer é que tudo seja feito da maneira correta. Minha maior preocupação é que a obra do Andre não se apague. Eu sei o quanto ela faz bem às pessoas e só tive dimensão real disso depois que ele se foi. Antes eu já tinha essa percepção, claro, mas não imaginava que fosse tão grande. É muito bonito ouvir relatos de pessoas dizendo que as músicas do Andre as ajudaram a seguir em frente.

Eu também não quero encerrar minha trajetória na música sem ter feito uma homenagem ao meu irmão. E tenho gostado muito de realizar isso com essa equipe, porque percebo que todos estão colocando coração no projeto. A proposta não é buscar um “cover perfeito”. A intenção é tocar as músicas dele, com o respeito que elas merecem.

Dener Ariani / @denerwoods

Você está como “special guest” nessa turnê. Você fará apenas um ou alguns shows, ou viajará com a banda pelo Brasil?

Dani Matos: O Thiago já tinha um acordo com o Saulo Xakol. Ele também tem seus motivos para estar ali homenageando o Andre. Eu pedi para participar como convidado, sem a ideia de “substituir” ninguém. Para mim, vai ser um prazer tê-lo no time!

Pretendem gravar material audiovisual ao vivo da turnê?

Dani Matos: É possível que exista algum material audiovisual, mas isso depende da aprovação de todos os envolvidos.

A exigência que eu faço é que tudo seja feito da forma correta. Se não for possível fazer corretamente, é melhor não fazer. É preciso conversar com quem detém os direitos do Angra, por exemplo, e isso envolve direito de áudio e de imagem. É uma possibilidade, mas apenas se todos concordarem. 

Por isso, de certa forma, fica também um incentivo para o público assistir ao vivo. É muito difícil reunir esse time novamente. É uma oportunidade rara, porque as agendas são complicadas. 

Dener Ariani / @denerwoods

Você acredita que esse projeto pode virar uma banda fixa, com gravações de discos e singles?

Dani Matos: Seria interessante, não vou negar. Mas, pelo mesmo motivo dito anteriormente, será difícil juntar essa equipe novamente. Por isso, a proposta é que seja um período realmente marcante. Tomara que a gente consiga repetir. O clima entre todos me surpreendeu muito, de forma positiva. 

O Viper já tem planos de gravar um disco com você tocando?

Dani Matos: A gente gravou um álbum ao vivo no ano passado e os singles desse show devem começar a sair em breve. Eu ainda não tenho certeza se posso dizer qual será o primeiro, prefiro segurar a informação por enquanto. 

Dener Ariani / @denerwoods

Por fim, Dani deixa um recado aos fãs

Dani Matos: Eu posso dizer que está sendo tudo feito da melhor maneira possível. Fico impressionado com o nível de organização: a produção está bem estruturada para que cada noite seja especial.

A gente não tem certeza de que isso vai ser documentado em vídeo, então é importante que, quem puder, esteja presente e chame amigos. Há ingresso solidário e outras modalidades para caber no bolso de quem quiser ir. Eu gostaria muito de ver todo mundo lá.

Imagino que cada noite será muito emocionante. Vai ser intenso, mas o mais especial é estar junto do público do Andre.


Ingressos e serviço:
São Paulo (15/03, Audio): ticket360.com.br

Datas da Turnê – Março 2026

05/03 – Chapecó/SC – Lang Palace
06/03 – Porto Alegre/RS – Opinião
07/03 – Florianópolis/SC – John Bull
08/03 – Curitiba/PR – Hard Rock Café
12/03 – Campinas/SP – Brasuca
13/03 – Ribeirão Preto/SP – Alcans Hall
14/03 – Juiz de Fora/MG – Cultural Bar
15/03 – São Paulo/SP – Audio
19/03 – Brasília/DF – Toinha
20/03 – Belo Horizonte/MG – Mr. Rock
21/03 – Rio de Janeiro/RJ – Sacadura 154
22/03 – Vila Velha/ES – Correria
26/03 – Recife/PE – Armazém 14
27/03 – Natal/RN – Ribeira Music
28/03 – Fortaleza/CE – Dragon Hall
29/03 – Teresina/PI – Bueiro do Rock


Degreed: Hard Rock Melódico Em Sua Melhor Forma (Also In English)

Frontiers Records (Imp.)

Por Flavio Borges 

Com lançamento previsto para abril de 2026, Curtain Calls reafirma o Degreed como uma das bandas mais consistentes do hard rock melódico contemporâneo. O álbum equilibra com naturalidade a base clássica do gênero com elementos modernos de produção, arranjos e abordagem vocal, resultando em um trabalho coeso, variado e extremamente bem executado.

A abertura com One Helluva Ride entrega um hard rock direto, sem excessos, que deixa claro o entrosamento da banda. Mesmo sem grandes momentos individuais, a faixa se destaca pela solidez do conjunto e pelo ótimo uso dos teclados de Mikael Blanc, estabelecendo o tom do álbum.

Na sequência, Holding On To Yesterday começa como uma balada, mas rapidamente surpreende ao assumir contornos mais densos, com um vocal quase industrial de Robin Eriksson, culminando em um refrão forte e marcante. A faixa evidencia a versatilidade da banda e sua capacidade de transitar entre diferentes atmosferas com segurança.

Believe amplia essa diversidade ao combinar uma introdução eletrônica e uma batida pop de alto nível com guitarras bem trabalhadas por Daniel Johansson. O resultado é uma música acessível, moderna e ao mesmo tempo fiel ao DNA do Degreed, sustentada por um refrão envolvente.

A quarta faixa, Guiding Light, resgata o hard rock em sua forma mais tradicional: timbres clássicos de guitarra, vocais bem harmonizados, um solo de teclado elegante e a bateria precisa de Mats Eriksson garantindo uma base firme e consistente.

Em My Blood, o álbum reforça uma de suas principais características: a fusão entre tradição e modernidade. Apesar da essência clássica do Degreed, a faixa apresenta vocais contemporâneos e uma abordagem rítmica atual, demonstrando que a banda sabe dialogar com o presente sem perder identidade.

A faixa-título Curtain Calls sintetiza com precisão a proposta do disco. O trabalho vocal de Robin Eriksson se destaca pela variedade, alternando vocais limpos, rasgados e com efeitos, enquanto os demais músicos exploram mudanças de andamento, solos e bases com equilíbrio, valorizando cada instrumento.

The Rambler é uma daquelas músicas que parecem feitas para o palco. Com estrutura de semi-balada e uma melodia instrumental sofisticada, a faixa cresce a cada audição e tem forte potencial para se tornar um dos momentos mais memoráveis dos shows da banda.

Em Matter of Heart, a mistura entre o clássico e o moderno aparece novamente, desta vez com uma mixagem que destaca o baixo de Robin Eriksson e os teclados de Mikael Blanc, além de uma clara influência da música pop em sua construção.

Broken Dreams apresenta um dos momentos mais pesados do álbum. A faixa começa com teclados marcantes e um solo de guitarra imediato, conduzindo a música para um hard rock mais encorpado, sem se distanciar da identidade sonora estabelecida ao longo do disco.

O encerramento fica por conta de Promise Me, uma balada intensa e bem construída, que alia emoção, peso e um trabalho vocal impressionante, fechando o álbum de forma elegante e eficiente.

No conjunto, Curtain Calls entrega exatamente o que se espera do Degreed: uma combinação madura de melodias progressivas, sonoridade pop e elementos do rock moderno, reafirmando a banda como uma referência sólida dentro do hard rock melódico atual.


***ENGLISH VERSION***

Scheduled for release in April 2026, Curtain Calls reaffirms Degreed as one of the most consistent names in contemporary melodic hard rock. The album naturally balances the genre’s classic foundations with modern production elements, arrangements, and vocal approaches, resulting in a cohesive, diverse, and finely executed record.

The opening track, One Helluva Ride, delivers straightforward hard rock with no excess, immediately highlighting the band’s tight chemistry. While it doesn’t focus on individual virtuosity, the song stands out for its solid ensemble performance and the effective use of Mikael Blanc’s keyboards, setting the album’s overall tone.

Up next, Holding On To Yesterday begins as a ballad but quickly shifts gears, adopting a darker atmosphere driven by Robin Eriksson’s almost industrial-style vocals, before culminating in a powerful and memorable chorus. The track showcases the band’s versatility and its ability to move confidently between contrasting moods.

Believe further expands the album’s musical range by combining an electronic intro and a polished pop-driven beat with strong guitar work from Daniel Johansson. The result is an accessible, modern track that remains faithful to Degreed’s core identity, anchored by a highly engaging chorus.

The fourth track, Guiding Light, embraces hard rock in its most traditional form, featuring classic guitar and vocal tones, well-placed vocal harmonies, an elegant keyboard solo, and the solid, precise drumming of Mats Eriksson providing a firm backbone.

With My Blood, the album reinforces one of its defining traits: the fusion of tradition and modernity. While Degreed’s classic roots remain evident, the track incorporates contemporary vocal phrasing and rhythmic choices, proving the band’s ability to stay current without sacrificing its identity.

The title track, Curtain Calls, effectively encapsulates the album’s concept. Robin Eriksson’s vocal performance stands out for its range, alternating between clean, gritty, and effect-laden vocals, while the rest of the band navigates changes in tempo, solos, and rhythmic foundations with balance and confidence, allowing each instrument its moment to shine.

The Rambler feels tailor-made for the live stage. Built as a semi-ballad with a sophisticated instrumental melody, the song grows with each listen and has all the elements to become a standout moment in the band’s live performances.

On Matter of Heart, the blend of classic and modern resurfaces, this time through a mix that highlights Robin Eriksson’s bass work alongside Mikael Blanc’s keyboards. The track also carries clear influences from pop music, adding another layer to the album’s sonic palette.

Broken Dreams delivers some of the heaviest moments on the record. Opening with striking keyboards and an immediate guitar solo, the song moves toward a more robust hard rock approach while remaining fully aligned with the album’s established sound.

The album closes with Promise Me, a powerful and emotionally charged ballad that combines weight, sensitivity, and an impressive vocal performance, bringing Curtain Calls to a refined and satisfying conclusion.

Overall, Curtain Calls delivers exactly what listeners expect from Degreed: a mature blend of progressive melodies, pop sensibility, and modern rock elements, further cementing the band’s position as a reliable reference within today’s melodic hard rock scene.

Divulgação

sábado, 31 de janeiro de 2026

Alter Bridge: Maturidade Musical Sem Reivenção

Napalm Records (Imp.)

Por Paula Butter

Os floridenses do Alter Bridge começam o ano de 2026 com o lançamento de seu oitavo álbum de estúdio, no dia 9 de janeiro pela gravadora Napalm Records.

Neste novo disco homônimo, o Alter Bridge vem novamente consolidando sua maturidade musical no mainstream. Com mais de duas décadas de estrada e mesma formação original, um feito e tanto nos dias de hoje, eles conseguem apresentar um trabalho de qualidade e constância. 

Alter Bridge inicia com ”Silent Divine”, escolha assertiva, como primeira faixa e também para o videoclipe. Ela traz a cozinha da banda a todo vapor, Mark Tremonti com riffs afiadíssimos, o baterista Scott Phillips dando sua contribuição, seguido do baixo de Brian Marshall, e na sequência, a voz inconfundível de Myles Kennedy, receita correta.

Seguimos com “Rue The Day”, um pouco mais sombria e com peso, mas em contraponto com uma letra que acalenta a rotina cansada da humanidade, com refrão de incentivo “Breathe it in, breathe it out … It's up to you, stand your ground”. Então, quando tiver um dia estressante, aumente o volume desta poderosa canção!

Já “Power Down” é uma das músicas mais pesadas, com variações rítmicas e vocal bem presente e com mais melodia para dar um contrapeso, harmonicamente muito bem feita. Inclusive em algumas passagens o som mais “sujo” no melhor sentido. 

A quarta canção intitulada “Trust In Me”, vem ainda com mais melodia e letras sobre confiança. Já “Tested and Able” vem com pegada rítmica forte, abusando das guitarras e do baixo, deixando a bateria em segundo plano. O vocal de Miles vem limpo e com refrão bem no estilo “chiclete”, que amamos, mas sem aquela vibe adolescente, ainda bem!

Cabe começar um parágrafo para “What Lies Within”, música que flerta com o Heavy Metal, mostrando a maturidade musical da banda, dando um tom mais sério ao álbum e elevando o patamar das composições para o lado mais obscuro dos sentimentos humanos, sempre com indagações não sanadas. 

Enfim, chegamos à balada do disco, “Hang By A Thread”, nada de excepcional, mas bem construída com tons acústicos e fácil de ouvir. A nona faixa “Scales Are Falling” vem com jeito de balada, mas carrega mais identidade e peso em seu corpo. Além disso, neste ponto, as letras carregam o ápice do desespero de nossa humanidade, ponto forte para a composição. 

Passando para “Playing Aces”, um suspiro, bem Rock N´Roll e despretensiosa. A penúltima do álbum “What Are You Waiting For” traz um instrumental que vai crescendo na medida dos vocais, um tom motivacional para mostrar que nem tudo é melancolia. 

Para finalizar, “Slave To Master” bem propícia para o fechar a obra, como o título já entrega, o tema das letras pode ser resumido em controle, submissão e libertação. Também apresenta longos e trabalhados solos, que mostram a qualidade da produção e finalização. Somente no final, temos a conclusão de todo o conceitual de Alter Bridge.

Como conclusão geral, pode se dizer que a cada lançamento a banda prova sua qualidade e maturidade, brilha em alguns momentos, e em outros mantém o tom característico de seu som, sem muita reinvenção. É a música pura e simples, que agrada a todos os gostos, é como “voltar para casa” em meio a tantas mudanças. 

Em tempo, a banda Alter Bridge irá abrir os shows do Iron Maiden no Brasil, que acontecem no Allianz Parque, em São Paulo, nos dias 25 e 27 de outubro de 2026.

Divulgação

Tracklist: 

Silent Divide

Rue The Day

Power Down

Trust In Me

Disregarded

Tested And Able

What Lies Within

Hang By A Thread

Scales Are Falling

Playing Aces

What Are You Waiting For

Slave To Master



quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Indira Castillo (Malvada): “Mais do que a sonoridade, o que nos define é a mensagem.”

Por Paula Butter 

A cantora Indira Castillo, conhecida por uma trajetória de mais de uma década transitando entre Blues, Jazz e Rock, vive um momento de consolidação à frente da Malvada, banda feminina que se firmou como um dos nomes mais expressivos do Hard Rock nacional dos últimos anos. Desde que assumiu os vocais em 2023, Indira passou a integrar também o processo criativo de produção e composição, muito presente no trabalho mais recente do grupo, lançado pela gravadora italiana Frontiers Music, que reforça ainda mais a identidade musical e o posicionamento artístico da banda.

Em entrevista à Road to Metal, a artista fala sobre os desafios da transição, a construção de uma identidade vocal dentro do Hard Rock, os cuidados com a voz, o trabalho visual no palco, a participação no Bangers Open Air 2026, a turnê europeia em fevereiro e seus planos para o futuro.

Paula Butter: Você já tem uma longa carreira na música, sendo que já passou por gêneros como Blues, Jazz, Soul e Rock. Como foi assumir os vocais da Malvada em 2023 e quais foram os maiores desafios dessa transição?

Indira Castillo: Toda entrada em um projeto novo exige adaptação, principalmente quando a proposta tem uma pegada diferente. Era algo próximo do que eu fazia, mas ainda assim tinha particularidades. E eu já cheguei em um momento de produção de álbum, então entramos direto no processo criativo e de composição. Isso foi muito positivo, porque cada uma conseguiu trazer referências próprias para o som. Algumas coisas são muito intrínsecas em nós. No meu caso, por exemplo, na voz não foi algo totalmente “intencional”, do tipo “vou deixar mais rock and roll”, o instrumental já pedia isso por ser Hard Rock. Foi muito intuitivo, muito gostoso, e essa fase de produção foi rápida.

Edu Lawless / @edulawless

Paula Butter: Além da banda, você também atua como mentora e preparadora vocal. Como esse conhecimento técnico impacta suas performances no palco e no estúdio?

Indira Castillo: Eu brinco que isso nos deixa mais autocríticos, porque da mesma forma que a gente orienta alguém, também se auto analisa. Mas isso é bom: você vai ajustando o que precisa ser ajustado. A gente não para de aprender. Cada show ensina algo sobre você mesma. Você percebe pela reação do público quando canta do jeito que queria, intencionalmente, e entende o que consegue fazer. E quando não está no melhor dia, também percebe. Mesmo depois de mais de 10 anos cantando, sinto que cada show traz um aprendizado novo.

Paula Butter: A Malvada sempre teve uma identidade forte dentro do rock nacional. O que define a banda hoje, em termos de som, discurso e postura artística?

Indira Castillo: Antes até do som, eu diria que é a mensagem. É como a gente quer se posicionar na sociedade e como isso pode ser transformador, especialmente em um contexto em que a mulher ainda enfrenta dificuldades sociais constantes. Esse é o grande propósito por trás de tudo. A música é o meio para desenvolver isso, seja nas letras, seja no peso do som também. Existe aquela máxima que a gente já ouviu muitas vezes, com homens dizendo: “Elas não vão tocar tão pesado”, “Não vão tocar tão bem…”. Então tudo isso está no que fazemos. A sonoridade define, sim, mas mais do que isso, a mensagem por trás de tudo.

Edu Lawless / @edulawless

Paula Butter: O álbum mais recente traz letras em inglês e português e uma mensagem bem direta. Agora vocês estarão no Bangers Open Air 2026. Como foi receber esse convite e o que o público pode esperar do setlist?

Indira Castillo: A expectativa é enorme! Nós estamos muito animadas, porque vieram novidades na banda, não só o convite para o Bangers, mas outras coisas que deixaram tudo muito próximo, mais vivo. Isso nos empolga a construir um show cada vez melhor. Para o Bangers, a ideia é levar músicas do álbum mais novo e também do primeiro, mas direcionando o público para a trajetória da banda. Eu acredito muito em apresentar a banda por completo: tudo o que ela foi e tudo o que ela é hoje. Mostrar desde as primeiras músicas, a transição e as faixas novas em inglês e português, porque isso define muito o momento atual.

Paula Butter: Em fevereiro vocês partem para uma turnê europeia. O que você já pode adiantar?

Indira Castillo: Antes eu não podia falar, agora eu posso! (Entusiasmada) É uma honra, a gente vai abrir para o Michael Schenker, e eu tenho certeza de que vai ser uma experiência única para muitas de nós. Algumas já foram para fora, outras não. E agora é diferente, porque estamos levando nosso som autoral, em português e em inglês. É muita gratidão. Na Europa, a gente vai dar um foco maior nas músicas em inglês também por uma questão de comunicação com o público, e porque isso conversa com o som do álbum. A ideia é levar um show bem próximo do que faremos no Bangers. Vamos passar pela Alemanha, França e Países Baixos, entre outras datas.

Paula Butter: Como você concilia shows, mentorias e aulas. Quais cuidados você mantém para preservar a voz, especialmente com viagens e mudanças de clima?

Indira Castillo: Sempre aparece uma novidade, um “remedinho”, uma coisa nova, mas eu acredito muito no básico, que é descanso. Dormir bastante e descansar a voz. Cuidar da voz antes de show e gravação, e fazer aquecimentos e pré-aquecimentos direcionados ao objetivo. Vai ser sempre um desafio, mas o básico funciona: se alimentar bem, se hidratar muito, dormir e dar descanso para a voz.

Paula Butter: A presença de palco e a identidade visual da Malvada são marcantes. Como vocês pensam toda essa produção, figurino, maquiagem, estética, e ainda lidam com o calor e a correria de palco?

Indira Castillo: A gente aprende muito com a experiência, vê o que funciona e o que não funciona. Às vezes uma maquiagem, por exemplo, pode atrapalhar na hora, mas existem técnicas. Antes de trabalhar com música eu também trabalhava com maquiagem, então aprendi algumas coisas que ajudam, e ajudam as meninas também. Em termos de visual, a gente tenta manter uma identidade geral, se a paleta de cores é preta e vermelha, por exemplo, todo mundo conversa com isso. Isso cria identidade visual e comunica melhor! A gente brinca com isso nos clipes e vídeos. Inclusive “Veneno” foi totalmente verde, outros trabalhos foram vermelho e preto… . A gente gosta de explorar essa parte visual.

Edu Lawless / @edulawless

Paula Butter: E sobre sua carreira fora da banda, existem planos para material solo em 2026?

Indira Castillo: Sim! Estou desenvolvendo novamente um material solo, com uma linguagem um pouco diferente da Malvada. Provavelmente isso ganha continuidade depois da turnê, porque agora a atenção está toda voltada para esse momento. Mas eu vou retomar, provavelmente com um EP. Vamos ver.

Paula Butter: Para finalizar, qual conselho você daria para mulheres que tentam ganhar espaço no Metal e no Rock, ainda em um mercado ainda muito masculino?

Indira Castillo: Vou tentar falar sem parecer “Papo de coach”, mas o que eu sinto, vivendo isso, vendendo mentorias e shows, é que a persistência precisa ser diária. Aquele “Vocês vão me ouvir” tem que ser uma tecla batida o tempo todo. Seja com material, com vídeos, com presença. Muita gente vê a rede social como um inimigo, mas ela pode trabalhar a favor, é uma ferramenta gratuita para marcar nosso nome, nossa imagem e nossa presença na música. Então o clássico é esse: Não desistam! Persistam até dar certo.

Edu Lawless / @edulawless

Paula Butter: Recado ao público e aos fãs:

Indira Castillo: “Estão todos convidados para os shows! Agradeço o espaço da Road to Metal. Espero ver todos vocês em breve, seja no Bangers, ou na turnê lá fora, seja aqui em São Paulo e em outros estados. A gente se encontra.”

Em tempo, o show da banda no festival Bangers Open Air 2026, será no dia 24 de Abril, no Memorial da América Latina em São Paulo. E ainda, entre fevereiro e março de 2026 a Malvada será a banda de abertura da turnê europeia “My Years With UFO”, liderada pelo lendário guitarrista Michael Schenker, ícone do rock mundial e ex-integrante do UFO e Scorpions. 

Os shows passarão pela Alemanha, Holanda e França, com apresentações em casas e teatros renomados da cena europeia. A participação da Malvada como opening act da turnê mundial marca um passo decisivo na consolidação internacional da banda.

Datas confirmadas da turnê:

18.02.2026 – Plauen (DE), Festhalle

19.02.2026 – Bremen (DE), Modernes

20.02.2026 – Oberhausen (DE), Turbinenhalle II

22.02.2026 – Hamburg (DE), Große Freiheit 36

23.02.2026 – Cologne (DE), Kantine

24.02.2026 – Tilburg (NL), 013

26.02.2026 – Heerlen (NL), Parkstad Limburg Theater

27.02.2026 – Paris (FR), Le Trianon

28.02.2026 – Amneville (FR), Seven Casino

01.03.2026 – Ingolstadt (DE), Eventhalle Westpark