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quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Hatebreed: Garantindo Altas Doses de Adrenalina



Formado em Connecticut em 1997, o Hatebreed é daquela escola que casa o Hardcore com o Thrash, o Crossover, estilo responsável por unir o Punk e Hardcore com o Metal, sendo que, assim como grupos de Thrash absorveram elementos do Hardcore, o inverso também ocorreu, onde podemos apontar pioneiros como o D.R..I., Cryptic Slaughter e também em seguida o Bioharzard e Madball, e essa "escola" acabou caindo nas graças de muitos amantes de ambos os estilos.

"The Concrete Confessional" é o sétimo álbum do grupo, e terceiro seguido com a atual formação, o que certamente contribuiu para a coesão e maior diversidade neste álbum. Quando digo diversidade, não é nada que vá fugir do estilo tradicional do grupo, aquele crossover Nova Iorquino e Metalcore, e os tradicionais vocais meio discursados e berrados, mas sim um balanceamento muito bem feito do Punk/HC e Metal, em faixas mais rápidas, outras com várias trocas de andamentos e outras com mais groove, além de esbanjar altas doses de energia por todo o álbum.


O Crossover e Metalcore do grupo despeja doses de adrenalina nas suas treze faixas e pouco mais de meia hora, e "A.D.", uma crítica ao "American Dream", destacando já a qualidade das letras ("É hora de repensar esse sonho que eles chamam de americano.."), começa velocíssima, com um solo de guitarra idem (dá para imaginar as rodas se formando no público!), mas depois tem um quebra de tempo sensacional. Uma excelente mostra do Crossover, com os vocais típicos Hardcore e os riffs e quebradas do Thrash; e "Us Against Us" é outro ótimo exemplo de faixa veloz enérgica, destacando aqueles coros característicos; "Looking Down the Barrel of Today" ("uma vez já tive uma pistola na minha cabeça, eles disseram que eu não valia as balas, agora o mundo é meu gatilho e estou pronto para dispará-lo") tem uma levada com mais groove e riffs cativantes, assim como "Seven Enemies", também com levadas "grooveadas" e andamento meio tempo.

Em faixas que vão variando peso, velocidade e groove, sempre com muita energia e vocais e coros característicos do Hardcore e Thrashcore, o Hatebreed mantém o interesse e adrenalina do ouvinte em alta, e outras pauladas como "From Grace We've Fallen", onde a influência Metal soa mais evidente, e "Somethings Off", as quais também vêm com muito groove, cozinha marcante, os coros "raivosos", cativantes riffs, além de, nesta última, destaque para o baixo pesado e metálico.

Dentro dessa dinâmica do álbum, que jamais deixa o pique cair, destaco ainda "The Apex Within", que tem aqueles coros bem Punk/Hardcore, muito enérgica e veloz, e "Serve Your Masters" e seus riffs e cozinha trampados, cheios de quebradas de tempo.


Um álbum invocado, com letras inteligentes e reflexivas, carregado de adrenalina, onde a banda dosa muito bem o groove, peso e velocidade, em músicas curtas e que dão o recado de forma certeira, mostrando toda essa experiência de quase 20 anos, unindo com maestria elementos de Punk/Hardcore e Thrash Metal, não soando repetitivo, como acontece a muitos grupos do estilo, que às vezes não encontram muitas soluções, e aí é que distinguimos aqueles que possuem o "algo mais". 

O Hatebreed enche o ouvinte de energia, e cativa e não sei se é porque o grupo teve uma música na trilha do filme "Triple X" do Vin Diesel, que eu sempre os associo com imagens de ação, ruas movimentadas...acho que é essa adrenalina no som do grupo mesmo.

Texto: Carlos Garcia
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica:
Banda: Hatebreed
Álbum: "The Concrete Confessional" 2016
País: EUA
Estilo: Thrashcore, Metalcore
Produção: Chris "Zeuss"
Selo: Nuclear Blast/Shinigami Records


Line-Up:
 Jamey Jasta: Vocals
Frank Novinec: Guitars
Chris Beatie:Bass
Wayne Lozinak: Guitar
Matt Byrne: Drums

Track List
"A.D."            


"Seven Enemies"        

"In the Walls"             

"From Grace We've Fallen"  

"Us Against Us"         

"Something's Off"      

"Remember When"    

"Slaughtered in Their Dreams"          

"The Apex Within"    

"Walking the Knife"  

"Dissonance"             

"Serve Your Masters" 
 


terça-feira, 7 de maio de 2013

Hatebreed: Quebrando as Fronteiras




Se tem uma banda que agrada a vários fãs de música pesada em geral esse grupo é o Hatebreed. Se no começo eles eram apontados como o sucessor do Pantera (rótulo esse que caiu sobre o Lamb of God também), a banda foi a cada álbum cravando seu nome na cena e hoje em dia não é exagero dizer que ela esta naquele seleto grupo de bandas que não decepcionam seus fãs e nesse sétimo trabalho “The Divinity of Purpose” podemos facilmente apontar como um destaque da carreira, a síntese de um amadurecimento latente.



Acredito que um dos grandes segredos do grupo americano é a coletividade, pois quem acompanha mais de perto a banda sabe que as letras são escritas na maioria dos casos pelo vocalista Jamey Jasta (o que o cara melhorou como letrista é espantoso), mas ai se engana quem imagina a banda como um projeto solo, pois na parte instrumental todos da banda assinam, e o mais interessante é que a produção do álbum foi feita pela própria banda além de Zeus (figurinha carimbada que já trabalhou com Chimaria).

É super importante destacar que o que você encontra aqui não é nem de longe Metalcore e por isso não apresenta os pavorosos vocais limpos e mal encaixados (na maioria dos casos). É mais correto dizer que a banda não faz uma fusão, pois a naturalidade que eles passeiam por estilos do Hardcore ao Metal é algo impressionante digno mesmo só de quem conhece muito a fundo ambos os estilos.

Por isso mesmo que apontar destaques é até certo ponto incoerente, pois todas as faixas são bem homogêneas, mas como não sair “pogando” aos sons de “Honor Never Dies”,  e “Before the Fight Ends You”?

O som característico do grupo aparece no seu primeiro single “Put It to the Torch” e como fã de Metal mais extremo recomendo “Dead Man Breathing” com uma letra acida e ainda por cima um riff que poderia estar muito bem em qualquer cd de banda de puro Thrash.

 Pancadaria do começo ao fim resumindo  um coconselho ouça alto pois ta aqui um forte candidato a álbum do ano

Texto:  Luiz Harley
Edição e Revisão: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação

Ficha técnica
Banda: Hatebreed
Álbum: The Divinity of Purpose
Ano: 2013
Pais: EUA 
Tipo: Hardcore/Metal 



Formação 
Jamey Jasta (Vocal) 
Frank Novinec (Guitarra)
Chris Beattie (Baixo)
Matt Byrne (Bateria)



Tracklist
1. Put It To The Torch
2. Honor Never Dies
3. Own Your World
4. The Language
5. Before The Fight Ends You
6. Indivisible
7. Dead Man Breathing
8. The Divinity Of Purpose
9. Nothing Scars Me
10. Bitter Truth
11. Boundless (Time To Murder It)
12. Idolized and Vilified

Assista "Put It To The Torch"


Acesse e conheça mais sobre a banda