Avenged Sevenfold e Mr. Bungle protagonizam noite inesquecível na capital paranaense
Primeiro grande show do ano em Curitiba, e ninguém menos do que a banda americana Avenged Sevenfold, e ainda com abertura de Mr. Bungle. O evento movimentou a capital, tanto no aumento dos movimentos em bares da região, hotéis, transporte público e de aplicativo. Inclusive houveram bloqueios de algumas ruas ao redor da Pedreira Paulo Leminski, onde a equipe técnica já preparava a estrutura no dia anterior. Afinal, não era qualquer palco que abrigaria as famosas bandas neste dia 28 de janeiro de 2026.
O público lotou a Pedreira Paulo Leminski para assistir a tão esperada apresentação da banda, tanto que a organização precisou de muita competência para garantir a segurança no acesso ao local. Sendo que haviam duas filas, uma para o ingresso de Pista Normal e outra para o acesso à Pista Premium, vendida com um valor um pouco maior. A produção não deu moleza e estava verificando documentos e carteirinhas que dão direito à meia entrada. E por incrível que pareça, a fila para a pista premium estava muito mais longa do que a da pista normal, fato curioso em eventos como este. Inclusive o fato foi motivo de frustração de muitos, que reclamaram do calor e demora para a liberação da entrada, alguns dos fãs ainda relataram que ficaram quase duas horas na fila, após a abertura oficial dos portões.
Entretanto, ao adentrar em solo já histórico, de shows na capital paranaense, tudo transformou-se em alegria. Ótima organização, muito banheiros espalhados pelo local, com equipe de limpeza sempre a postos, funcionários com sinalização para sanar eventuais dúvidas, bombeiros civis, postos de acolhimento, distribuição gratuíta de copos de água. Além, dos postos de vendas de bebidas alcoólicas e não alcoólicas e snacks.
A banda americana de rock alternativo Mr. Bungle subiu ao palco pontualmente às 18:30hs, e trouxe surpresas. Para quem não sabe, Mike Patton, líder do projeto, foi frontman do Faith No More, responsável por muitos hits dos anos 90. Mas deixando o passado de lado um pouco, a surpresa foi a participação de Andreas Kisser nas guitarras, que substituiu Scott Ian (Anthrax) na apresentação. Quando ficaram sabendo da notícia, primeiro pelas redes sociais, depois rolou um burburinho na pista e a confirmação com o próprio entrando em cena, foi uma alegria só. Afinal, não é todo dia que se vê tantos ícones da música em um mesmo palco. De longe foi a atração de abertura mais inusitada de todos os tempos. E realmente agitou todo mundo, ganharam aplausos de atração principal.
Destaque para o setlist enxuto mas eficiente, com a execução de “Refuse/Resist” do Sepultura, seguido da platéia gritando, além de “Hypocrites” com o famoso “Speak Portuguese or Die”, as ótimas “Sudden Death”, “Hopeless Devoted to You”. E para finalizar, o cover “All by Myself” muito bem executado na voz de Patton e nas guitarras nervosas de Kisser, e claro, algumas alterações nas letras, para apimentar a coisa toda. Uma obra prima.
Claro, boa parte do público estava aflita e ansiosa, para que o show do Avenged Sevenfold começasse logo, mas para os mais velhos, o evento estava indo de vento em polpa!
Novamente, falando da organização e cuidado dos técnicos para que a banda subisse ao palco com tudo certo, nem a chuva que ameaçou cair, atrapalhou a preparação do palco. E quando finalmente as luzes se apagaram e os fotógrafos se dirigiram ao pit, a certeza do início acalmou os ânimos.
Pontualmente às 20:15hs, a banda californiana formada pelo vocalista M. Shadows, Zacky Vengeance, Synyster Gates ambos nas guitarras, Johnny Christ no baixo e Brooks Wackerman na bateria, surgem ao palco, para o delírio e aglomeração do front row. E foi com “Game Over” do álbum Life Is But a Dream… que o espetáculo começou, quando também os raios do sol deram lugar à sombra da noite, que pairou sobre a Pedreira, deixando a natureza exuberante e as luzes do Avenged Sevenfold darem seu show à parte.
É certo que a discografia da banda é vasta, consequentemente, sempre acaba ficando de fora alguma música do coração dos fãs de plantão, mas no geral conseguiram agradar à todos. Tanto aqueles que estão seguindo a banda durante sua turnê pela América Latina, quanto aqueles que estavam vendo os músicos pela primeira vez, e também aqueles que gostam de conhecer bandas diferentes, para sair da mesmice. Inclusive este último grupo não se decepcionou, a cada música executada, a vontade de cantar e pular era maior, e também a admiração pela simpatia de M. Shadows e companhia.
A execução da famosa “Afterlife” foi precedida de muita euforia e participação do público. Os telões estavam bem colocados, com ótimas capturas de imagens, então quem estava mais distante não teve problemas em acompanhar com detalhes a apresentação. Lembrando que o complexo que envolve a Pedreira Paulo Leminski e a Ópera de Arame, é extenso, sendo assim, com lotação máxima, teve gente que ficou bem longe do palco. Mas a paisagem, o lago e a natureza compensaram com a exuberante vista que a distância proporcionou. Inclusive, permaneci junto ao palco grande parte da apresentação, mas em determinados momentos, me afastava para ter ideia da magnitude do evento, da sinergia do público, banda e natureza. Confesso que desde meu primeiro show no local, em meados de 1994, sinto que é o lugar perfeito para apreciar uma boa música e se conectar com o universo. Muito sentimental, mas tudo verdade!
Momentos inusitados fazem parte, e neste dia não foi diferente, em um determinado momento, alguém da plateia entrega um envelope ao vocalista, que prontamente diz tratar-se de uma “revelação/chá de bebê”. Com o envelope em mãos, ele continua o suspense, para finalmente revelar em plenos pulmões “It´s a *fu.ing boy”, e na sequência dos aplausos do público, anuncia a próxima música: “This song goes to the new one” “Hail To the King”! Uma emocionante homenagem ao bebê que está para nascer. A partir deste ponto, a banda já estava se sentindo em casa, com muita interação por parte de todos os músicos. Foi realmente gratificante estar lá.” Inclusive, para os olhares mais atentos, não era raro trazerem alguns fãs da área PCD para perto do palco, em um revezamento que fez toda a diferença, afinal tinham muitas pessoas que viajaram horas para estar lá.
E quando você acha que já viu de tudo, eis que surgem gritos da platéia entoando “Seize the Day” insistentemente, e para surpresa geral, foram atendidos, de improviso claro, mas foi o suficiente para a banda ganhar milhares de corações tupiniquins. A noite não tinha como ser mais perfeita, depois de tantos anos de espera, finalmente uma apresentação digna de ficar para a história de Curitiba, uma das cidades mais Rock N´Roll 's do Brasil (Desculpem, o curitibano não resiste!).
O show seguiu a todo vapor, com conversas intercaladas, inclusive, em um momento um dos músicos foi “picado por uma abelha" e o vocalista sorriu e perguntou se seria possível continuar (em tom de brincadeira) e em meio a risadas em geral, o show prosseguiu! Foram vários clássicos da banda, para enfim culminar na execução da música “Nightmare”, em meio a promessa de que a banda iria voltar! E acredito piamente que vão cumprir o prometido, afinal, não é qualquer show que inunda de calor humano a Pedreira Paulo Leminski (N.T.: dias após o show, a banda anunciou que retornará ao Brasil em setembro para se apresentar no Rock in Rio). Um detalhe aqui para a iniciativa do fã clube oficial, onde foi feita a distribuição gratuita de fitas azuis para colocar no celular e projetar a lanterna em forma de luz azul durante esta música em particular. De uma forma geral deu certo, mas poderiam ser em um número maior, entretanto toda iniciativa sem fins lucrativos é sempre bem vinda, parabéns aos envolvidos pela ação!
Enfim, é chegado o momento melancólico: O término do espetáculo e a volta à realidade, e diga-se de passagem, para casa. A logística para a saída do público neste local, ainda é complicada, devido ao fluxo de pessoas e saídas reduzidas, tornando comum, o tempo mínimo de 30 minutos para se chegar ao lado de fora, a não ser que você saia antes da última música, situação impensável naquela noite de quarta feira. Mais um show para ficar na história da cidade!













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