terça-feira, 23 de junho de 2026

Immortal Spirits of Ancient Times (Split Live) – Necrosound / Cursed Christ / Fenrir / Sacristia

Por: Renato Sanson

O underground brasileiro sempre encontrou maneiras criativas de eternizar momentos especiais, e Immortal Spirits of Ancient Times surge justamente com essa proposta. Reunindo as bandas Necrosound, Cursed Christ, Fenrir e Sacristia, o álbum captura apresentações realizadas durante o Underground Festival, ocorrido em Campinas/SP, em maio de 2024. O material foi lançado pela Voz da Morte Productions em 2025, preservando na íntegra a atmosfera crua e sem filtros do evento.

Cada banda apresenta um pequeno recorte de seu repertório, evidenciando diferentes abordagens dentro do Metal extremo nacional. A Necrosound abre os trabalhos com sua mistura de Death e Black Metal carregada de agressividade, seguida pela Cursed Christ, que entrega passagens obscuras e ritualísticas. A Fenrir talvez seja a que melhor se beneficia do formato ao vivo, conseguindo transmitir intensidade e uma energia mais espontânea. Encerrando o registro, a Sacristia despeja sua brutalidade característica em performances que reforçam o caráter extremo da coletânea.

Entretanto, é justamente o fato de se tratar de uma gravação ao vivo que pode dividir opiniões. A captação opta por preservar toda a rusticidade do evento, resultando em um som bastante cru e, por vezes, excessivamente áspero. Em alguns momentos, a definição dos instrumentos fica comprometida, tornando difícil apreciar plenamente detalhes que provavelmente estariam mais evidentes em registros de estúdio. Para ouvintes acostumados a produções mais trabalhadas, essa característica pode soar como um obstáculo.

Ainda assim, seria injusto ignorar o mérito da proposta. Mesmo com limitações técnicas, Immortal Spirits of Ancient Times consegue transmitir aquilo que move o underground há décadas: paixão, autenticidade e espírito de resistência. O álbum funciona quase como um documento histórico de uma cena que continua viva graças ao esforço de músicos, produtores e fãs que mantêm a chama do Metal extremo acesa longe dos holofotes.

Não é um lançamento que vai conquistar a todos, porém, para quem valoriza registros honestos e a energia genuína dos palcos underground, este split cumpre seu papel ao capturar um momento real da cena extrema brasileira, sem retoques e sem concessões. Uma obra muito interessante com um valor documental histórico. 

segunda-feira, 22 de junho de 2026

John Elliot: à frente de duas bandas, dois discos e uma turnê pelo Brasil

Martin Vrigsjo - @martinvrigsjo

O vocalista do Confess e do Crashdïet fala à Road to Metal sobre os novos álbuns, suas inspirações, músicas favoritas e muito mais


Por Thais Navarro (@_thais_navarro)

Em meio a um dos momentos mais quentes para o Sleaze em anos, John Elliot conversou com a Road to Metal sobre estar à frente de duas das bandas mais relevantes da cena. Vocalista do Confess e do Crashdïet, ele vive um ano de lançamentos importantes (Metalmorphosis e Art of Chaos, respectivamente) e se prepara para desembarcar no Brasil em janeiro.

Na entrevista a seguir, Elliot fala sobre o momento atual do sleaze/glam/hard'n'heavy, as referências culturais que moldam as composições do Confess, a responsabilidade de assumir um legado como o do Crashdïet, as expectativas para a tão aguardada turnê brasileira e muito mais.

Confira a conversa completa abaixo!

Minha primeira pergunta é uma afirmação e uma pergunta ao mesmo tempo: você é o homem do momento, porque está em duas das maiores bandas de sleaze da cena atualmente, cada uma com sua própria identidade — Confess e Crashdïet — mas duas bandas realmente incríveis. Então, como tem sido essa experiência para você, estar nas duas bandas ao mesmo tempo, com dois grandes lançamentos também?

Elliot: Tem sido ótimo para mim. Obviamente é muito trabalho. Lançar dois discos ao mesmo tempo não é o ideal para a saúde mental, eu diria, mas ainda assim tem sido muito bom. Eu amo estar em turnê com as duas bandas. Eu comecei o Confess há quase 15 anos, então obviamente conheço melhor essa banda. Mas estou no Crashdïet há quase 3 anos, então sinto que realmente faço parte da banda no Crashdïet também.


Sim, e você realmente faz parte. Falando da cena sleaze/glam em geral, estamos em uma grande onda de lançamentos agora — tivemos Crashdïet, Confess, The Cruel Intentions… como você descreveria o estado atual da cena sleaze, e o que você espera para o futuro?

Elliot: As pessoas têm pontos de vista diferentes sobre o que realmente é sleaze, porque eu nunca considerei o Confess uma banda totalmente sleaze — sempre dizemos heavy metal ou hard rock. Acho que nos colocar como sleaze tem mais a ver com a imagem, o visual — sabe, cabelo longo, maquiagem, esse tipo de coisa, e as roupas. Mas quando você escuta o Confess, especialmente o novo álbum, tem muitos gêneros diferentes ali.

Mas para responder sua pergunta, acho que o estado do hard rock em geral parece estar voltando a crescer. Foram alguns anos difíceis, especialmente na Suécia e em Estocolmo. Quando o Crashdïet lançou "Rest in Sleaze", isso meio que começou tudo, especialmente na Suécia, e depois foi crescendo até mais ou menos 2013 — bandas surgindo em todo lugar, shows quase todas as noites.

Isso não desapareceu, mas houve menos daqueles shows underground todas as noites em Estocolmo, e muitas casas de show fecharam, especialmente depois da pandemia. Muitos locais desapareceram, e isso é muito triste, porque agora ou você toca em um clube ou bar bem pequeno, ou tem que ir para casas com 2.000 lugares. Não existe mais um meio-termo, pelo menos em Estocolmo, e isso afeta toda a cena, eu diria. Muitas bandas suecas vão para o exterior, para outros lugares da Europa, especialmente para tocar em festivais — há muitos festivais bons na Europa para o nosso tipo de música.

E há uma coisa curiosa — como estou em duas bandas que tocam um gênero parecido, é engraçado porque basicamente temos os mesmos fãs. As bandas suecas têm os mesmos fãs no mundo todo, então se torna como uma grande família do metal para todo mundo.


É verdade! Especialmente aqui no Brasil. Sobre o "Metalmorphosis" — eu tinha uma pergunta especificamente relacionada ao que você falou sobre o gênero. O álbum saiu há cerca de um mês e a crítica tem sido bem positiva, e a minha também — embora eu saiba que preciso ser imparcial como jornalista, minhas duas músicas mais ouvidas esse mês são "Pursuit of the Jenny Haniver" e "Colorvision". Bem, o próprio título do álbum, "Metalmorphosis", sugere transformação. Então, o que você diria que mudou no som do Confess em "Metalmorphosis" em comparação com discos anteriores?

Elliot: Não foi como se tivéssemos sentado e dito: "ok, vamos escrever um disco completamente diferente." Lançamos nosso álbum anterior, "Burn `em All", no início de 2020, e depois veio a pandemia. Tivemos que cancelar toda a turnê. O mundo todo parou e nós praticamente não nos vimos como banda por um ano ou dois.

Mas então, começamos a escrever músicas — eu e o Samuel começamos a escrever um pouco e mandar ideias um para o outro. Estávamos escrevendo para esse álbum desde 202. E sabe, quando você escreve por um período longo de tempo, como 3 anos, você está nessa zona criativa, e essa zona criativa muda muito durante esse tempo. Algumas das músicas do "Metalmorphosis" foram escritas em 2020, 2021, e algumas foram escritas em 2024. Isso obviamente vai afetar o som do disco, comparado a se você sentasse e escrevesse dez músicas para um álbum em um mês — então muitas músicas acabam ficando parecidas em termos de estilo.

Divulgação

Sim, elas são bem diferentes — "Beat of My Heart", por exemplo, é totalmente diferente de "Wicked Temptations," que é totalmente diferente das outras.

Elliot: "Beat of My Heart" é uma música que eu escrevi por volta da época em que tínhamos acabado de lançar nosso primeiro disco, "Jail" — eu escrevi essa música em 2014, então é uma faixa antiga.


E como surgiu o nome "Metalmorphosis"?

Elliot: Essa música, ou pelo menos o riff principal, o Samuel (baterista) também escreveu em 2014, e trabalhamos nessa música em todos os discos desde então: trabalhamos nela para o "Haunters," nosso segundo álbum, trabalhamos nela para o "Burn `em All," mas não conseguíamos acertar na música. Tínhamos o riff, a melodia, mas não conseguíamos escrever uma boa música em volta disso. Lutamos com essa música por quase 10 anos. E essa música originalmente se chamava "Metamorphosis" — a palavra real. E daí eu simplesmente disse: "Metalmorphosis, isso parece legal." Depois descobrimos que tinha outra banda lançando um disco chamado "Metalmorphosis."


Uma pergunta que acabei de lembrar, que eu não tinha planejado. Sobre a mariposa na capa. É a "Silvermalen"? Porque "mal" é mariposa em sueco, certo?

Elliot: Não intencionalmente, mas poderia ser!

Frontiers Records (Imp.)

Legal. Ainda falando sobre o álbum, vocês têm músicas muito elaboradas, algumas quase épicas, com muitas referências culturais — como "Jenny Haniver", a cultura pagã em "Silvermalen" e vocês já tinham feito isso em "Malleus" também. Onde vocês geralmente buscam suas referências culturais e musicais? Existe outra forma de arte que você gosta e que coloca nas suas músicas?

Elliot: No nosso primeiro álbum, tínhamos uns 20, 21 anos quando gravamos o "Jail", e muitas dessas músicas são sobre raiva adolescente, bebida, festa, esse tipo de coisa. Escrevemos músicas assim por um tempo, e é mais fácil escrever esse tipo de coisa quando você é mais jovem, quando você realmente vive aquela vida. Nenhum de nós vive mais aquela vida — somos quase homens velhos [risos]. Mas gostamos de História, então usamos isso como inspiração para muitas letras, especialmente nesse álbum — não que escrevamos algo historicamente preciso, mas usamos como inspiração.

O Samuel tem escrito a maioria das letras. Eu escrevi alguns pedaços — mandei algumas linhas para ele como ideias e ele voltou com quase uma música completa. Ele tem evoluído muito, escrevendo letras incríveis.

Realmente. Agora, eu gostaria de falar sobre o Crashdïet. Você entrou em 2024. "Art of Chaos" é seu primeiro álbum de estúdio com a banda. Como foi para você gravar este álbum, sabendo que esse era o álbum que ia te apresentar oficialmente como o novo vocalista do Crashdïet?

Elliot: Gravamos "Art of Chaos" em cerca de seis, sete meses — foi um período longo. Começamos com a bateria, depois colocamos os vocais, depois as guitarras e o baixo. Eu tinha guitarras-guia enquanto cantava, mas o Martin regravou tudo depois.

Mas eu não pensei muito sobre isso — foi mais como, "essas são músicas boas e eu vou fazer o meu melhor para entregar isso." Eu sempre tenho essa abordagem quando se trata de gravar — eu não consigo pensar muito sobre o produto final enquanto estou gravando, eu preciso estar presente no momento e sentir a música, e fazer o meu melhor. Então eu não pensei muito sobre isso na época. Foi mais quando começamos a mixar o álbum que você começa a pensar em querer mudar esse ou aquele som. Essa foi, na verdade, a parte que levou mais tempo com o Crashdïet — a gravação em si foi bem rápida, eu e o Martin gravamos os vocais fazendo duas músicas por dia, espalhadas, mas o processo de mixagem demorou um tempo.

Ninetone Group (Imp.)

Sobre o álbum em si — você e a banda o descreveram como "as dez faixas mais sleaze que vocês escreveram em muito tempo." Comparando "Art of Chaos" com os outros álbuns mais recentes do Crashdïet, você acha que ele representa um retorno a um som mais clássico, mais sleaze para a banda? Como você compara "Art of Chaos" com os outros álbuns?

Elliot: Eu amo todos os álbuns do Crashdïet. Quando o "Rest in Sleaze" saiu, eu tinha cerca de 15 anos e o comprei numa loja de discos em Estocolmo, então sempre guardo esse disco no coração. Eu acompanho o Crashdïet desde então — nos conhecemos há anos.

Acho que cada álbum tem algo diferente. O Crashdïet sempre foi muito bom em, sem mudar 100% seu estilo, fazer você realmente ouvir a diferença entre cada disco — nenhum dos discos parece uma cópia do anterior. Um pouco disso, claro, tem a ver com os diferentes vocalistas, mas mesmo os álbuns com o Simon Cruz — "Generation Wild" e "Savage Playground" — tem uma diferença enorme entre as músicas, a produção, tudo. E até os álbuns com o Gabriel Keyes — "Rust" e "Automaton" — são completamente diferentes.

Eu gosto de todos eles, e claro que, quando tocamos com o Crashdïet, temos muitas músicas para escolher para o setlist — e tentamos escolher pelo menos uma música de cada disco. Não acho que tenhamos feito um único show sem tocar algo de cada disco.

Para mim é um desafio, porque é uma mistura tão variada de vocalistas, em termos de extensão vocal — cada vocalista tem uma voz completamente diferente. Então as músicas mudam muito, e eu uso todo o meu registro vocal quando canto músicas do Crashdïet. Há uma grande diferença entre a voz do Gabriel e a voz do Oliver Twisted, por exemplo.

Divulgação

Eu estava conversando com o Chris (Young, baixista brasileiro do Crashdïet) sobre como a gente realmente gostaria de ouvir "Caught In Despair" ao vivo em um show.

Elliot: É uma boa música!


Tem alguma outra música demo que você gostaria de tocar?

Elliot: Sim, tem algumas demos que eu certamente gostaria de tentar tocar algum dia com o Crashdïet. "Miss Alright" é uma faixa ótima. Mas, como eu disse, tem tantas músicas para escolher, e também temos que considerar que precisamos tocar certas músicas que são hits óbvios. Precisamos tocar essas, e depois temos que descobrir quais músicas estamos dispostos a tirar do set para trazer outra coisa.


Qual é a sua música favorita do "Art of Chaos"? E do "Metalmorphosis"?

Elliot: É muito difícil escolher — meio que muda de dia para dia, quase. Não exatamente de dia para dia, porque eu não escuto minha própria música com tanta frequência, para sersincero.

Eu ouvi tanto durante a mixagem. Mas, dito isso, eu tenho tocado essas músicas em shows, e algumas parecem melhores ao vivo do que outras. Com o Confess, eu diria que "Colorvision" funciona muito bem ao vivo — temos aberto o show com essa música. E eu acho que "The Other Side" funciona muito bem também.

E com o Crashdïet, diria que "Chaos Magnetic" — só tocamos uma vez, no Sweden Rock Festival, mas acho que se continuarmos fazendo isso, vai ser ótima ao vivo no futuro, e "Quitter" também.

Realmente foi uma ótima abertura com "Chaos Magnetic". Bem, estamos chegando ao fim. Vamos falar sobre o Brasil agora — você vem em janeiro com o Crashdïet. Quais são suas expectativas para a visita? O que você já ouviu sobre o Brasil, o que o Chris te contou, quais são suas expectativas em geral?

Elliot: Eu sempre quis ir ao Brasil, nunca fui. Já fui à América do Sul uma vez, na Venezuela, quando era mais jovem. Eu ouvi que os fãs são ótimos — mas eu acho que os fãs são ótimos em todo lugar do mundo, para ser sincero. Muitas pessoas, não só o Chris, mas todas as bandas que conheço que já tocaram no Brasil, dizem que é uma loucura.

Mas sabe, provavelmente não poderemos ficar por muito tempo, então vai ser uma situação fly-in-fly-out, talvez um ou dois dias extras. Eu gosto de aproveitar o máximo possível da cultura. E eu ouvi que a comida é ótima.


O Chris já te ensinou alguma palavra em português?

Elliot: Sim, algumas palavras, mas não consigo lembrar agora — eu tenho que estudar um pouco de português antes de chegar.


Minha última pergunta é sobre o futuro. Depois desses dois álbuns incríveis, quais são seus planos de carreira para as bandas daqui para frente?

Elliot: Vamos tocar ao vivo por um tempo, e depois provavelmente vamos continuar lançando música com as bandas. Eu sei que há planos para os próximos anos.


Tem alguma coisa que eu não perguntei que você gostaria de dizer aos seus fãs brasileiros, ou aos fãs em geral?

Elliot: Comprem nossos álbuns! Eu sei que é meio difícil encontrá-los, mas continuem tentando. E sim, estou muito ansioso para vir ao Brasil no ano que vem!


sábado, 20 de junho de 2026

Axemaster: Honrando Suas Raízes

  



Os veteranos norte-americanos do Axemaster chegam com sua carreira já consolidada desde dos anos 80, e dentro de sua história o projeto teve pausas, inclusive mudando temporariamente de nome e direcionamento musical na década de 1990 e 2000, se apresentando sob os nomes de “The Awakening” e “Inner Terror” antes de retornar em definitivo como Axemaster. 
 
Nesse álbum, “Of Beasts and Plagues”, a banda apresenta uma sonoridade bem eclética, incorporando inúmeros estilos e facilmente transitando entre as músicas.

O quarteto está afiadissimo, e tem como propósito honrar suas raízes ligadas ao US Metal, mesclando o heavy metal tradicional, thrash metal e pitadas de doom metal, da escola de nomes como Candlemass, mas sem soar datada, pois também carrega elementos modernos.

No quesito à parte lírica, os assuntos tratados são bem estruturados, já que são quatro décadas moldando uma sonoridade sombria, marcada por temas medievais, de fantasia e batalhas entre a luz e a escuridão.

Analisando cada composição com a audição aguçada, cada faixa carrega consigo uma precisão de detalhes que fazem toda a diferença. 

Já de início temos a introdução com a música "The Plagues Among Us....” com instrumental macabro nos preparando para o que viria na sequência com a “Murder Of Crows”, uma faixa bem bacana que tem uma linha instrumental bem cadenciada e vocais cortantes e teatrais,  inclusive com partes em que me surpreendeu pela sonoridade super agressiva.



Seria literalmente chover no molhado dizer que nas demais faixas encontramos uma coerente massa sonora, a qual merece várias audições, então como sugestão provocarei aos leitores que ouçam “The Dark Side”, "Kissed With A Fist” e a épica “Dagon Rising” como destaques de um álbum que já tem espaço em minha playlist, e com certeza agradará aos old-School Metalheads!

Tudo nessa obra merece destaque, então pare agora o que você está fazendo e ouça! 


Tracklist:
1. The Plagues Among Us....
 2.Murder Of Crows
 3. The Dark Side
 4. Kissed With A Fist
 5. Clinging to Life 
 6. Terrortory
 7. Forsaken II
 8.Dealers
 9. Danse Macabre
 10.Machine
 11. Dagon Rising
 12. Shadows Cast

A formação (line-up) oficial do Axemaster para o lançamento do álbum em 2026 é composta pelos seguintes integrantes:
Joe Sims (Guitarra Solo / Base)
Geoff McGraw (Vocais)
Jenson Kozar (Baixo)
Adam Windisch (Bateria)
Selo: O lançamento será pelo selo Cosmic Fire Records, em Junho de 2026. 



******ENGLISH VERSION******


Axemaster: Honoring their Roots



By: Fernanda Luísa

The veteran American band Axemaster arrives with a career already consolidated since the 80s, and within its history the project has had pauses, including temporarily changing its name and musical direction in the 1990s and 2000s, performing under the names "The Awakening" and "Inner Terror" before definitively returning as Axemaster.

In this album, "Of Beasts and Plagues," the band presents a very eclectic sound, incorporating numerous styles and easily transitioning between songs.

The quartet is razor-sharp, and aims to honor its roots linked to US Power Metal, blending traditional heavy metal, thrash metal, and hints of doom metal, from the school of names like Candlemass, but without sounding dated, as it also carries modern elements.

In terms of lyrics, the themes are well-structured, as four decades have shaped a dark sound, marked by medieval themes, fantasy, and battles between light and darkness.



Analyzing each composition with a keen ear, each track carries a precision of detail that makes all the difference.

From the start, we have the introduction with the song "The Plagues Among Us..." with a macabre instrumental preparing us for what would come next with "Murder Of Crows," a very cool track that has a well-paced instrumental line and sharp, theatrical vocals, including parts that surprised me with their super aggressive sound.

It would be stating the obvious to say that the other tracks contain a coherent sonic mass that deserves multiple listens, so I suggest that readers listen to "The Dark Side," "Kissed With A Fist," and the epic "Dagon Rising" as highlights of an album that already has a place on my playlist and will surely please old-school metalheads!

Everything in this work deserves attention, so stop what you're doing and listen!

Tracklist:
1. The Plagues Among Us....
2. Murder Of Crows
3. The Dark Side
4. Kissed With A Fist
5. Clinging to Life
6. Terrortory
7. Forsaken II
8. Dealers
9. Danse Macabre
10. Machine
11. Dagon Rising
12. Shadows Cast


The official Axemaster lineup for the 2026 album release consists of the following members:

Joe Sims (Lead/Rhythm Guitar)
Geoff McGraw (Vocals)
Jenson Kozar (Bass)
Adam Windisch (Drums)

Label: The release will be through Cosmic Fire Records in June 2026.




Lindsay Schoolcraft: Curto, Pesado e Conceitual (Also In English)

Cyber Proxy (Imp.)

Lindsay Schoolcraft abraça o metal moderno em 'Harrowing', mas sacrifica originalidade

Por Michelle F. Santana

A cantora, compositora, pianista e harpista canadense Lindsay Schoolcraft lança seu terceiro álbum de estúdio, Harrowing. Para quem acompanhou sua trajetória recente, o novo trabalho representa um retorno a uma abordagem mais próxima de Martyr (2019) do que dos lançamentos que vieram depois. Enquanto Words Away (2020) destacou sua sensibilidade como harpista e Rushing Through the Sky (2022) explorou de forma mais evidente sua identidade ao piano, o novo álbum aposta em uma sonoridade alinhada ao metal moderno, priorizando impacto imediato, peso e atmosferas densas.

Os elementos atmosféricos, os arranjos cinematográficos, as influências do metal alternativo e a forte presença de melodias melancólicas permanecem intactos, agora acompanhados por uma produção mais robusta e contemporânea. Liricamente, o disco funciona como um manifesto conceitual de sete faixas centrado na superação e na cura após relacionamentos abusivos marcados pelo narcisismo, o que confere ainda mais urgência e intensidade emocional às composições.

Ao longo de pouco mais de 25 minutos, Harrowing reúne praticamente todos os elementos que definem o metal moderno: atmosferas densas, refrãos emotivos, peso calculado, passagens eletrônicas e vocais que transitam entre fragilidade e agressividade. O resultado é tecnicamente sólido e acessível, mas raramente se distancia das fórmulas que inspiram sua construção.

A abertura com "Mercy Has Come" estabelece imediatamente a proposta do álbum. Camadas atmosféricas, vocais etéreos ao fundo e passagens eletrônicas conduzem a faixa até um refrão carregado de emoção e peso. A composição funciona bem como cartão de visitas do disco, embora evidencie uma característica que acompanha boa parte do repertório: a familiaridade com estruturas e soluções já bastante consolidadas dentro do gênero.

O momento mais interessante do álbum surge em "Crucified". Construída sobre um groove marcante, a faixa combina elementos do metalcore contemporâneo com uma abordagem melódica e acessível. Os teclados assumem papel fundamental na construção da atmosfera, enquanto o refrão explode com energia suficiente para se tornar um dos momentos mais memoráveis do disco. As passagens eletrônicas enriquecem os arranjos sem comprometer o peso da composição, resultando em uma das músicas mais equilibradas e cativantes do álbum.

Entre os destaques, "Cut Your Teeth" merece atenção especial. A faixa apresenta uma faceta menos explorada por Schoolcraft, que se aventura em vocais guturais com surpreendente naturalidade. Longe de soar forçada, a abordagem acrescenta intensidade à composição e revela um potencial que poderia ser explorado com mais frequência em trabalhos futuros.

Com apenas 25 minutos de duração, Harrowing evita excessos e entrega uma experiência coesa do início ao fim. A curta duração contribui para que o álbum mantenha seu ritmo sem momentos de desgaste ou dispersão, embora também deixe a sensação de que algumas ideias poderiam ter sido desenvolvidas com maior profundidade. Lindsay Schoolcraft demonstra talento como compositora e intérprete, sustentando o trabalho com boas melodias, performances consistentes e uma produção impecável. No entanto, ao privilegiar uma fórmula já consolidada dentro do metal contemporâneo, o disco acaba deixando em segundo plano algumas das características que tornaram seus lançamentos anteriores mais distintos. O resultado é uma coleção de canções competentes e agradáveis, que confirma a qualidade da artista, mas raramente alcança a mesma personalidade demonstrada em seus trabalhos mais intimistas.


***ENGLISH VERSION***

Lindsay Schoolcraft Embraces Modern Metal on Harrowing, but Sacrifices Originality

Canadian singer, songwriter, pianist, and harpist Lindsay Schoolcraft returns with her third studio album, Harrowing. For those who have followed her recent career, the new release represents a return to an approach closer to Martyr (2019) than to the records that followed. While Words Away (2020) highlighted her sensitivity as a harpist and Rushing Through the Sky (2022) showcased her artistic identity through piano-driven compositions, Harrowing embraces a sound firmly rooted in modern metal, prioritizing immediate impact, heaviness, and dense atmospheres.

The atmospheric elements, cinematic arrangements, alternative metal influences, and strong presence of melancholic melodies remain intact, now supported by a more robust and contemporary production. Lyrically, the album serves as a seven-track conceptual statement centered on overcoming and healing from narcissistic abuse, lending an added sense of urgency and emotional intensity to the material.

Across just over 25 minutes, Harrowing incorporates nearly every hallmark of modern metal: dense atmospheres, emotional choruses, calculated heaviness, electronic passages, and vocals that shift between vulnerability and aggression. The result is technically solid and highly accessible, though it rarely strays far from the formulas that inspire its construction.

Opening track "Mercy Has Come" immediately establishes the album's direction. Atmospheric layers, ethereal background vocals, and electronic textures guide the song toward a chorus filled with emotion and weight. It works effectively as an introduction to the record, while also highlighting a characteristic that runs through much of the material: a reliance on structures and solutions that have become deeply familiar within the genre.

The album's most compelling moment arrives with "Crucified." Built around a memorable groove, the track blends contemporary metalcore elements with a melodic and accessible approach. The keyboards play a central role in shaping the atmosphere, while the explosive chorus stands out as one of the record's most memorable moments. Electronic passages enrich the arrangement without diminishing its heaviness, resulting in one of the album's most balanced and engaging songs.

Among the highlights, "Cut Your Teeth" deserves special mention. The track reveals a less explored side of Schoolcraft, who experiments with harsh vocals with surprising confidence and naturalness. Far from feeling forced, the approach adds intensity to the composition and hints at a direction that could be explored more extensively in future releases.

At only 25 minutes in length, Harrowing avoids excess and delivers a cohesive listening experience from beginning to end. Its brevity helps maintain momentum and prevents the material from becoming repetitive, although it also leaves the impression that some ideas could have been explored in greater depth. Lindsay Schoolcraft once again demonstrates her strengths as both a songwriter and performer, carrying the album with strong melodies, consistent performances, and impeccable production. However, by favoring a well-established modern metal formula, the record pushes some of the qualities that made her previous releases more distinctive into the background. The result is a collection of competent and enjoyable songs that reaffirms Schoolcraft's talent, but rarely reaches the same level of personality found in her more intimate works.

Divulgação


Ride the Rainbow - The Ultimate Tribute To Ritchie Blackmore's Rainbow: Respeito ao Legado (Also In English)

Cleopatra Records (Imp.)

Por Flavio Borges

Tributos costumam caminhar sobre uma linha tênue. De um lado, a celebração legítima de um legado; do outro, o risco de se tornarem apenas exercícios de nostalgia destinados a um público já convertido. Felizmente, Ride The Rainbow – The Ultimate Tribute to Ritchie Blackmore's Rainbow, lançado pela Cleopatra Records, pertence à primeira categoria.

O grande trunfo do álbum reside no resgate de sua própria árvore genealógica. O projeto reúne nada menos que seis músicos que respiraram o oxigênio da banda original em diferentes eras : o pulsar clássico do baixo de Bob Daisley (Long Live Rock 'n' Roll) ; a potência vocal e o carisma de Graham Bonnet (Down to Earth) ; a sofisticação erudita das teclas de Don Airey ; o refino melódico de Joe Lynn Turner, arquiteto da fase AOR dos anos 1980 ; a crueza Hard de Doogie White (Stranger in Us All) ; e a urgência contemporânea de Ronnie Romero, o homem que deu voz ao retorno recente do grupo aos palcos. Como toque de classe e legitimidade, a presença de Candice Night — que além de esposa do mestre, foi peça fundamental nos backing vocals históricos da banda — eleva o status do registro. 

Mas é quando observamos o restante do cast que a dimensão do projeto se torna evidente. O álbum reúne músicos associados a algumas das bandas mais influentes da história do rock e do metal, incluindo Rainbow, Deep Purple, Black Sabbath, Dio, Whitesnake, Journey, Megadeth, Judas Priest, Def Leppard, AC/DC, Dream Theater, Blue Öyster Cult e Uriah Heep. Em qualquer outro contexto, uma reunião dessa magnitude poderia facilmente resultar em um exercício de vaidade coletiva. Aqui, porém, os convidados parecem compreender que as músicas devem permanecer no centro das atenções.

Uma das maiores virtudes de Ride The Rainbow é justamente sua abrangência. Em vez de se concentrar apenas na celebrada fase comandada por Ronnie James Dio, o álbum percorre praticamente todas as encarnações clássicas do Rainbow, contemplando desde os primeiros anos épicos e neoclássicos até o período mais acessível e orientado ao AOR da era Joe Lynn Turner. Essa abordagem oferece um retrato bastante fiel da evolução musical da banda, frequentemente reduzida injustamente apenas aos seus anos mais pesados.

A sequência inicial já estabelece o nível da homenagem. "Long Live Rock 'n' Roll", interpretada por Bob Daisley, Graham Bonnet, Ron "Bumblefoot" Thal, Carmine Appice e Don Airey, abre os trabalhos com energia e reverência. Em seguida, "Man on the Silver Mountain" e "Stargazer" formam uma verdadeira tríade de clássicos absolutos, reafirmando por que o repertório do Rainbow continua sendo referência obrigatória para gerações de músicos e fãs.

O mérito do álbum, entretanto, não está apenas na escolha das canções. A produção encontra um equilíbrio difícil entre modernizar o material e preservar sua identidade original. As interpretações evitam a armadilha de reproduzir nota por nota os arranjos consagrados, mas também não caem na tentação de reinventar músicas que já nasceram praticamente definitivas. O resultado é uma coleção de versões que respeitam o espírito das composições sem abrir mão da personalidade dos intérpretes.

Entre os destaques da parte central do álbum estão a elegante releitura de "Rainbow Eyes", conduzida por Mike Tramp; a poderosa "Since You Been Gone", liderada por Graham Bonnet; a sempre explosiva "Kill the King"; e uma inspirada versão de "The Temple of the King", que preserva toda a atmosfera mística da composição original.

A reta final desloca o foco para a fase mais melódica e radiofônica do Rainbow. Faixas como "Jealous Lover", "I Surrender", "Street of Dreams" e "Stone Cold" servem como lembrete de que Blackmore também foi responsável por algumas das melhores canções de hard rock melódico produzidas nos anos 1980. O encerramento com uma delicada versão acústica de "I Surrender", interpretada por Marcus Nand e Candice Night, funciona como uma despedida elegante e surpreendentemente emotiva.

Diante de um elenco tão vasto, destacar performances individuais torna-se uma tarefa quase injusta. O verdadeiro protagonista aqui é o próprio catálogo do Rainbow. Cada participante contribui para reforçar a força atemporal dessas composições e a influência duradoura exercida por Ritchie Blackmore sobre diferentes gerações de músicos.

Mais do que um simples álbum-tributo, Ride The Rainbow funciona como uma celebração da relevância histórica de uma banda cuja importância muitas vezes é subestimada quando comparada aos gigantes que surgiram à sua volta. Para fãs de longa data, trata-se de uma oportunidade de revisitar clássicos sob novas perspectivas. Para os mais jovens, é uma excelente porta de entrada para um dos catálogos mais influentes da história do hard rock e do heavy metal.

Ride The Rainbow acerta justamente onde muitos tributos fracassam: coloca as músicas acima dos egos, respeita o legado sem se tornar refém dele e oferece interpretações suficientemente inspiradas para justificar sua existência. Uma homenagem digna de uma das bandas mais importantes que já carregaram o nome de Ritchie Blackmore.

Este tributo é obrigatório para qualquer fã do Rainbow ou dos músicos aqui presentes e também para quem tem interesse em conhecer a banda, o legado de Ritchie Blackmore e também a importância dos músicos que fazem parte deste projeto. Para facilitar as coisas segue abaixo um pequeno guia dos participantes deste álbum: 

Músico                                       Banda

Andrew Freeman                       Last in Line

Angel                                       Banda de hard rock dos anos 70                                                                    produzida por Gene Simmons

Bob Daisley                               Rainbow, Ozzy Osbourne Band,                                                                      Gary Moore Band, Uriah Heep

Candice Night                               Blackmore's Night

Carmine Appice                       Vanilla Fudge, Cactus, Blue Murder, Rod Stewart

Chris Adler                               Lamb of God, Megadeth

Chris Poland                               Megadeth, OHM

David Ellefson                               Megadeth

Derek Sherinian                       Dream Theater, Sons of Apollo,                                                                      Black Country Communion

Don Airey                               Deep Purple, Rainbow, Ozzy Osbourne,                                                        Whitesnake

Doogie White                               Rainbow, Michael Schenker Fest,                                                                    Alcatrazz

Doug Aldrich                               Whitesnake, Dio, The Dead Daisies,                                                              Burning Rain

Eric Gales                               Um dos guitarristas de blues-rock mais                                                          respeitados da atualidade

Fred Aching                               Electric Revolution

George Lynch                               Dokken, Lynch Mob

Graham Bonnet                       Rainbow, Alcatrazz,                                                                                          Michael Schenker Group

Joe Bouchard                               Blue Öyster Cult

Joe Lynn Turner                       Rainbow, Deep Purple,                                                                                    Yngwie Malmsteen

Joel Hoekstra                               Whitesnake, Night Ranger,                                                                              Trans-Siberian Orchestra

Jonathan Cain                               Journey, The Babys

Jürgen Engler                               Die Krupps

Kevin James Morse               Projeto Morse Code e trabalhos com                                                              Steve Morse

Marc Lopes                               Metal Church, Ross The Boss

Marcus Nand                               Zodiac Mindwarp

Marty Friedman                       Megadeth, Cacophony, carreira solo

Mick Box                                       Uriah Heep

Mike Tramp                               White Lion, Freak of Nature

Paul Shortino                               Quiet Riot, Rough Cutt

Phil Soussan                               Ozzy Osbourne, Billy Idol

Rick Wakeman                       Yes

Ron 'Bumblefoot' Thal               Guns N' Roses, Sons of Apollo

Ronnie Romero                       Rainbow, Lords of Black, Sunstorm,                                                                Michael Schenker Group

Sebastian Bach                       Skid Row

Simon Wright                               AC/DC, Dio

Steve Morse                               Deep Purple, Dixie Dregs, Kansas

Tim 'Ripper' Owens                       Judas Priest, Iced Earth, KK's Priest

Vinnie Moore                               UFO, carreira solo

Vinny Appice                               Black Sabbath, Dio, Heaven & Hell

Vivian Campbell                       Def Leppard, Dio, Whitesnake


***ENGLISH VERSION***

Tribute albums often walk a fine line. On one side lies the genuine celebration of a legacy; on the other, the risk of becoming little more than nostalgia exercises aimed at an already converted audience. Fortunately, Ride The Rainbow – The Ultimate Tribute to Ritchie Blackmore's Rainbow, released by Cleopatra Records, firmly belongs to the former category.

The album’s greatest strength lies in its own family tree. The project brings together no fewer than six musicians who breathed the air of Rainbow across different eras: the classic bass pulse of Bob Daisley (Long Live Rock 'n' Roll); the powerhouse vocals and charisma of Graham Bonnet (Down to Earth); the sophisticated musicianship of keyboard virtuoso Don Airey; the melodic refinement of Joe Lynn Turner, the architect of Rainbow’s AOR-driven 1980s period; the hard-hitting grit of Doogie White (Stranger in Us All); and the contemporary urgency of Ronnie Romero, the singer who fronted the band's recent reunion performances. As a touch of class and authenticity, the presence of Candice Night—who, beyond being Blackmore’s wife, contributed backing vocals to several key moments in Rainbow’s history—adds further legitimacy to the project.

However, it is when examining the supporting cast that the true scale of the undertaking becomes apparent. The album features musicians associated with some of the most influential bands in rock and metal history, including Rainbow, Deep Purple, Black Sabbath, Dio, Whitesnake, Journey, Megadeth, Judas Priest, Def Leppard, AC/DC, Dream Theater, Blue Öyster Cult, and Uriah Heep. In lesser hands, a gathering of this magnitude could easily descend into an exercise in collective self-indulgence. Here, however, the guests seem to understand that the songs themselves must remain the focal point.

One of Ride The Rainbow’s greatest virtues is its scope. Rather than focusing exclusively on the celebrated Ronnie James Dio era, the album explores virtually every classic incarnation of Rainbow, covering everything from the band's early epic and neo-classical years to the more melodic and AOR-oriented Joe Lynn Turner period. The result is a remarkably faithful portrait of a band whose musical evolution is often unfairly reduced to its heavier years alone.

The opening sequence immediately establishes the quality of the tribute. "Long Live Rock 'n' Roll," featuring Bob Daisley, Graham Bonnet, Ron "Bumblefoot" Thal, Carmine Appice, and Don Airey, launches the album with both energy and reverence. It is followed by "Man on the Silver Mountain" and "Stargazer," forming a triumphant trilogy of absolute classics that reaffirms why Rainbow’s catalogue remains essential listening for generations of musicians and fans alike.

The album’s success, however, is not solely rooted in its song selection. The production achieves the difficult balance of modernizing the material while preserving its original identity. These performances avoid the trap of reproducing every note of the classic arrangements, yet they also resist the temptation to radically reinvent songs that were already close to definitive. The result is a collection of interpretations that honor the spirit of the originals while allowing the individual personalities of the performers to shine through.

Among the highlights of the album’s central section are Mike Tramp’s elegant take on "Rainbow Eyes," Graham Bonnet’s powerful rendition of "Since You Been Gone," the ever-explosive "Kill the King," and an inspired version of "The Temple of the King" that successfully retains all the mystical atmosphere of the original recording.

The final stretch shifts the spotlight toward Rainbow’s more melodic and radio-friendly years. Tracks such as "Jealous Lover," "I Surrender," "Street of Dreams," and "Stone Cold" serve as reminders that Blackmore was also responsible for some of the finest melodic hard rock songs of the 1980s. The album closes with a delicate acoustic version of "I Surrender" performed by Marcus Nand and Candice Night, providing an elegant and surprisingly emotional farewell.

With such an extensive roster of talent, singling out individual performances almost feels unfair. The true star of the album is Rainbow’s catalogue itself. Every participant contributes to reinforcing the timeless power of these compositions and the enduring influence Ritchie Blackmore continues to exert over multiple generations of musicians.

More than a simple tribute album, Ride The Rainbow serves as a celebration of the historical importance of a band whose significance is often underestimated when compared to the giants that surrounded it. For longtime fans, it offers an opportunity to revisit beloved classics through fresh perspectives. For younger listeners, it provides an ideal gateway into one of the most influential catalogues in the history of hard rock and heavy metal.

Ride The Rainbow succeeds precisely where many tribute albums fail: it places the songs above the egos, respects the legacy without becoming enslaved by it, and delivers performances inspired enough to justify its existence. A fitting tribute to one of the most important bands ever to bear the name of Ritchie Blackmore.

This tribute is essential listening not only for Rainbow fans and admirers of the musicians involved, but also for anyone interested in discovering the band, exploring Ritchie Blackmore’s legacy, and understanding the significance of the artists who contribute to this remarkable project. To make things easier, below is a brief guide to the participants featured on the album:


Musician                                      Band

Andrew Freeman                       Last in Line

Angel                                       1970s hard rock band produced by                                                                  Gene Simmons

Bob Daisley                               Rainbow, Ozzy Osbourne Band,                                                                      Gary Moore Band, Uriah Heep

Candice Night                               Blackmore's Night

Carmine Appice                       Vanilla Fudge, Cactus, Blue Murder, Rod Stewart

Chris Adler                               Lamb of God, Megadeth

Chris Poland                               Megadeth, OHM

David Ellefson                               Megadeth

Derek Sherinian                       Dream Theater, Sons of Apollo,                                                                      Black Country Communion

Don Airey                               Deep Purple, Rainbow, Ozzy Osbourne,                                                        Whitesnake

Doogie White                               Rainbow, Michael Schenker Fest,                                                                    Alcatrazz

Doug Aldrich                               Whitesnake, Dio, The Dead Daisies,                                                              Burning Rain

Eric Gales                               One of the most respected blues-rock                                                            guitarists of today

Fred Aching                               Electric Revolution

George Lynch                               Dokken, Lynch Mob

Graham Bonnet                       Rainbow, Alcatrazz,                                                                                          Michael Schenker Group

Joe Bouchard                               Blue Öyster Cult

Joe Lynn Turner                       Rainbow, Deep Purple,                                                                                    Yngwie Malmsteen

Joel Hoekstra                               Whitesnake, Night Ranger,                                                                              Trans-Siberian Orchestra

Jonathan Cain                               Journey, The Babys

Jürgen Engler                               Die Krupps

Kevin James Morse               The Morse Code project and work with                                                            Steve Morse

Marc Lopes                               Metal Church, Ross The Boss

Marcus Nand                               Zodiac Mindwarp

Marty Friedman                       Megadeth, Cacophony, solo career

Mick Box                                       Uriah Heep

Mike Tramp                               White Lion, Freak of Nature

Paul Shortino                               Quiet Riot, Rough Cutt

Phil Soussan                               Ozzy Osbourne, Billy Idol

Rick Wakeman                       Yes

Ron 'Bumblefoot' Thal               Guns N' Roses, Sons of Apollo

Ronnie Romero                       Rainbow, Lords of Black, Sunstorm,                                                                Michael Schenker Group

Sebastian Bach                       Skid Row

Simon Wright                               AC/DC, Dio

Steve Morse                               Deep Purple, Dixie Dregs, Kansas

Tim 'Ripper' Owens                       Judas Priest, Iced Earth, KK's Priest

Vinnie Moore                               UFO, carreira solo

Vinny Appice                               Black Sabbath, Dio, Heaven & Hell

Vivian Campbell                       Def Leppard, Dio, Whitesnake

sexta-feira, 19 de junho de 2026

Phantom Star: Heavy Metal Clássico, Cósmico e Cinematográfico

 


Por: Caco Garcia 

Quando ouvimos um álbum de um artista, há muito mais envolvido além das emoções que a música nos causa, pois ali está o resultado de muita dedicação, inspiração, horas compondo, se aperfeiçoando, lapidando cada música, e não há como sabermos 100% tudo o que esse resultado final representa para o artista, só ele realmente sabe.

Mas uma coisa eu tenho certeza, todos os corações e mentes envolvidos no Phantom Star estão orgulhosos deste debut. 

Desde a parte visual, tanto no palco como no material promocional, nas artes de singles e do álbum, com vapa pintada a mão pelo artista Giovanne Bernardino, nota-se todo o cuidado e profissionalismo da banda, que somados ao talento, feeling e coração, não tem erro.

O Phantom Star buscou inspiração em nomes que transportam o ouvinte para atmosferas épicas e teatrais, e podemos citar Virgin Steele, King Diamond/Mercyful Fate, Crimson Glory, Savatage, Queensryche e Grave Digger, e forjou uma sonoridade com personalidade, nos conduzindo por narrativas inspiradas em histórias de ficção e temas épicos e fantásticos, envoltas em peso, melodia e climas atmosféricos e cinematográficos.

Após três singles que foram apresentando um pouco da identidade desta banda curitibana, formada em 2024 por músicos experientes da cena Metal, dia 20 de julho o full-lenght de estreia finalmente estará disponível nas plataformas e em versão física pela Classic Metal Records.

O debut auto intitulado abre com "Witch Hunt", o single mais recente, e já apresenta as características do Phantom Star, com uma narrativa épica que trata sobre a inquisição, iniciando com um teclado que já anuncia esse clima épico e sombrio. 

É Heavy Metal vigoroso, de cozinha pulsante, melodias e riffs marcantes da dupla de guitarras, sempre amparadas pelas linhas dramáticas do teclado.

Os vocais são carregados de teatralidade, e explodem em um refrão com coros retumbantes (naquele estilo que o Accept consolidou), e os solos encaixam perfeitos, com melodia e toques dramáticos.

"Edge of the Knife" inicia com riffs marcantes, com seu andamento mais frenético, traz um clima intenso, de instrumental intrincado e melodioso, imprimindo aquele clima de filme de terror e suspense. Os vocais trazem dramaticidade no estilo do mestre King. A sequência, com "I Am the Storm", traz um clima épico, com peso e melodia, linhas de teclado que trazem profundidade. 

E a esta altura já estamos envoltos no Heavy Metal "cósmico", épico r cinematográfico do Phantom Star, e percebemos a valorização do trabalho instrumental, com guitarras, que novamente trazem um trabalho magistral, com riffs marcantes, solos que valorizam a melodia e a atmosfera da música. 

Os vocais, sempre buscando interpretar cada história. Os refrãos são fortes e memoráveis, e a cozinha imprime peso e técnica em doses precisas.

O breve interlúdio instrumental "Time" dá a introdução para a balada épica e de nuances progressivas "Chalice of Lies", naquele estilo que vai crescendo no refrão, destacando novamente o trabalho das guitarras, que é um elemento importantíssimo no Heavy Metal, e nota-se o cuidado e criatividade que a banda teve em melodias, riffs e solos da dupla de guitarras, mas claro, o instrumental como um todo está muito bem trabalhado.

Logo em seguida temos "Orpheus Quest", que inicia com um solo melodioso e tradicionais riff galopantes, tendo várias mudanças de tempo e atmosferas.  Matheus aqui se utiliza de vocais mais agressivos e graves, assim como em "Witch Hunt", que por vezes me lembram Chris Botehdal, O instrumental é intrincado, onde os teclados se destacam e reforçam a textura épica e progressiva da canção.

O álbum parece que só cresce a cada faixa, e "Touch of Course" surge como uma tempestade de riffs e melodias, trazendo peso e apuro técnico no instrumental, com várias mudanças de andamento. Matheus novamente mostrando várias nuances vocais, com suas interpretações que dão aquele ar teatral.

Incrível como se pode notar as inspirações que a banda cita, mas eles conseguiram juntar tudo isso e imprimir a sua personalidade, e na faixa "Phantom Star", que fecha o álbum, é provavelmente a tradução perfeita da sonoridade da banda, com seu Metal Cósmico, cinematográfico e Progressivo.

Carregada de peso, melodias marcantes e atmosferas densas, ela tem diversas mudanças de climas, partindo de trechos velozes e mais pesados a nuances mais "viajantes" e progressivas. Matheus mescla novamente linhas agressivas, limpas e melódicas. O refrão é épico e marcante.  Música para colocar no repeat!

Satisfatório ouvir  trabalhos excelentes como este, vários lançamentos muito bons este ano no Metal Nacional, e o Phantom Star certamente agradará os fãs de Heavy Metal feito com classe, músicas marcantes, atmosferas cativantes e cinematográficas. 

E se você se identificou com as inspirações do sexteto citadas no início desta matéria, assim como eu você vai amar este álbum.



******* ENGLISH VERSION BELOW****


Phantom Star: Classic, Cosmic, and Cinematic Heavy Metal


When we listen to an artist's album, there's much more to it than just the emotions the music evokes. It's the result of immense dedication, inspiration, hours spent composing, perfecting, and polishing each song. We can't know 100% what that final result represents to the artist; only they truly know.

But one thing I'm sure of is that all the hearts and minds involved in Phantom Star are proud of this debut. From the visual aspect, both on stage and in the promotional material, in the artwork for the singles and the album, with hand-painted vases by the artist Giovanne Bernardino, you can see all the care and professionalism of the band, which, combined with talent, feeling, and heart, is a sure thing.

Phantom Star found inspiration from names that transported the listener to epic and theatrical atmospheres, such as Virgin Steele, King Diamond/Mercyful Fate, Savatage, Queensryche, and Grave Digger, forging a sound with personality, leading us through narratives inspired by fictional stories and epic and fantastical themes, enveloped in heaviness, melody, and atmospheric and cinematic moods.

After three singles that showcased a bit of the identity of this Curitiba-based band, formed in 2024 by experienced musicians from the Metal scene, their debut full-length album will finally be available on streaming platforms and in physical format via Classic Metal Records on July 20th.

The self-titled debut opens with "Witch Hunt," the most recent single, and already presents Phantom Star's characteristics, with an epic narrative about the Inquisition, beginning with a keyboard that immediately announces this epic and dark atmosphere.

It's vigorous Heavy Metal, with a pulsating rhythm section, memorable melodies and riffs from the guitar duo, always supported by dramatic keyboard lines.

The vocals are full of theatricality, exploding into a chorus with resounding choruses (in the style that Accept consolidated), and the solos fit perfectly, with melody and dramatic touches.

"Edge of the Knife" begins with striking riffs, its more frenetic tempo creates an intense atmosphere, with intricate and melodic instrumentation, imprinting that horror and suspense film feel. The vocals bring drama in the style of the master King. The sequence, with "I Am the Storm", brings an epic atmosphere, with weight and melody, keyboard lines that bring depth.

And by this point we're already immersed in the "cosmic," epic, and cinematic Heavy Metal of Phantom Star, and we perceive the emphasis on instrumental work, with guitars that once again deliver masterful performances, featuring memorable riffs and solos that enhance the melody and atmosphere of the music. The vocals always strive to interpret each story. The choruses are strong and memorable, and the rhythm section delivers weight and technique in precise doses.

The brief instrumental interlude "Time" introduces the epic and progressive ballad "Chalice of Lies," a style that builds in the chorus, again highlighting the guitar work, a crucial element in Heavy Metal. The care and creativity the band put into the melodies, riffs, and solos of the guitar duo is noticeable, but of course, the instrumental work as a whole is very well crafted.

Immediately following is "Orpheus Quest," which begins with a melodious solo and traditional galloping riffs, featuring several tempo changes and atmospheres. Matheus uses more aggressive and deep vocals here, as in "Witch Hunt," which sometimes reminds me of Chris Botehdal. The instrumental is intricate, where the keyboards stand out and reinforce the epic and progressive texture of the song.

The album seems to grow with each track, and "Touch of Course" emerges as a storm of riffs and melodies, bringing weight and technical refinement to the instrumental, with several tempo changes. Matheus again shows various vocal nuances, with his interpretations that give it that theatrical air.

It's incredible how you can notice the inspirations the band cites, but they manage to bring it all together and imprint their personality, and the track "Phantom Star," which closes the album, is probably the perfect translation of the band's sound, with their Cosmic, cinematic and Progressive Metal.

Loaded with weight, striking melodies, and dense atmospheres, it has several mood changes, ranging from fast and heavier sections to more "trippy" and progressive nuances. Matheus once again blends aggressive, clean, and melodic lines. The chorus is epic and memorable. A song to put on repeat!

It's satisfying to hear excellent work like this, with many great releases this year in Brazilian Metal, and Phantom Star will certainly please fans of classy Heavy Metal, memorable songs, captivating and cinematic atmospheres.

And if you're committed to the inspirations mentioned at the beginning of this article, just like me, you'll love this album.

Tracklist:
Witch Hunt
Edge of the Knife
I Am the Storm
Time
Chalice of Lies
Orpheus Quest
Touch of a Curse
Phantom Star

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