Escrever sobre o Nile é uma honra e também um desafio, a música deles é tão densa e técnica quanto os hieróglifos egípcios. O show na Burning House rolou no último dia 22 e foi uma verdadeira aula de como o Death Metal técnico deveria ser executado: direto, com precisão cirúrgica e um peso ancestral digno das pirâmides do Egito.
Na noite de domingo, 22 de março, a capital paulista testemunhou uma das apresentações mais viscerais do ano. O Nile, titã do Technical Death Metal, transformou o palco do Burning House em um ritual sonoro, provando que, após décadas de estrada, Karl Sanders e companhia ainda detém a coroa da brutalidade.
A banda abriu o set com a devastadora "Stelae of Vultures", seguida imediatamente por "To Strike With Secret Fang". O som da casa estava afiado — o que é essencial para uma banda onde cada nota de guitarra e cada batida de pedal duplo precisam ser ouvidos com clareza.
A sequência com "Sacrifice Unto Sebek" e "The Black Flame" trouxe aquele clima egípcio sufocante que só eles sabem criar. É impressionante observar a técnica de Sanders e Brian Kingsland; as guitarras parecem são rápidas, cortantes e precisas dando uma sensação de que estamos presenciando em uma batalha ancestral com milhões de anos.
O ponto alto do show veio com a aclamada Kafir!" que foi certamente um dos momentos mais intensos da noite. Em coro o público aclamou "There is no God!" que ecoou pela Burning House com uma fúria impressionante, unindo banda e público em um só transe.
Como Nile não é feito só de velocidade em Sarcophagus" eles desaceleraram o tempo indo para o território do Doom/Death, com um peso quase físico que praticamente arrastou as estruturas. Um turbilhão técnico que deixou a roda de mosh em chamas com a Chapter for Not Being Hung Upside Down on a Stake in the Underworld and Made to Eat Feces by the Four Apes.
O encerramento do set principal foi com "Black Seeds of Vengeance", um clássico do death moderno e esse foi o hino de vingança preparou o terreno para o que viria no bis.
Ao retornarem para o palco, o Nile entregou o que muitos consideram sua obra-prima: "Annihilation of the Wicked". Ver George Kollias manter aquela velocidade constante é hipnotizante. Finalizaram a noite com "Khetti Satha Shemsu", deixando os fãs em estado de êxtase metálico.
Os shows de metal pesado na Burning House em parceria com o Caveira Velha produções e a Vênus Concert vem se tornando uma das melhores referências para shows de metal extremo em São Paulo. Trazer o Nile foi certamente um presente para os fãs de Death Metal, a banda muito admirada por todos que curtem o estilo é uma experiência sonora vinda diretamente das catacumbas das pirâmides do Egito.
Os shows de metal pesado na Burning House, em parceria com a Caveira Velha Produções e a Vênus Concert, estão se consolidando como uma das principais referências para o metal extremo em São Paulo. A vinda do Nile foi, sem dúvida, um presente para os fãs de Death Metal. Admirada por todos que apreciam o estilo, a banda proporciona uma experiência sonora intensa, transportando o público diretamente para as catacumbas das pirâmides do Egito.
A banda carioca Ereboros iniciou os trabalhos nesta noite memorável, representando o melhor do Blackened Death Metal, o grupo entregou uma performance técnica, veloz e obscura que serviu como o aquecimento ideal para o death metal técnico dos americanos.
O repertório foi focado em temas autorais de atmosfera densa e agressividade rítmica, com destaque para faixas como "Salute to Disorder" e a homônima "Ereboros". A execução impecável de som encorpado,levantou a energia do público paulista, entregando uma das aberturas mais elogiadas da turnê The Underworld Awaits Us All em solo brasileiro.
"Vocês pediram por anos. Agora a gente está realmente indo." Clémentine Delauney
"Não é um show passivo. O público está aqui para embarcar numa grande aventura." Michele Guaitoli
Clémentine Delauney e Michele Guaitoli, vozes do Visions of Atlantis, conversaram com a Road to Metal antes de desembarcarem no Brasil para o Bangers Open Air 2026. E nesta pauta imperdível, estão: o show de abril, a era Pirates, o álbum orquestral e a relação que a banda construiu com o público brasileiro ao longo de três visitas.
Há algo de simbólico no fato de o Visions of Atlantis chegar ao Brasil exatamente agora. A banda austríaca de metal sinfônico, que completa 25 anos em 2025, que inclusive vive o melhor ciclo da sua história: uma formação estável há quase uma década, dois álbuns aclamados pela crítica e pelos fãs dentro da era pirata, e números que falam por si. Pirates II - Armada (2024) entrou no top 5 das paradas oficiais da Alemanha e da Áustria, façanha rara para uma banda do gênero. Já em fevereiro de 2026, foi a vez de Armada – An Orchestral Voyage, versão totalmente rearranjada do disco com instrumentos solistas, produzida e mixada pelo próprio Michele Guaitoli.
Tudo isso chega ao Brasil num momento igualmente especial: a terceira visita da banda ao país em sete anos, desta vez num dos palcos mais importantes do país. No dia 26 de abril, Clémentine e Michele sobem ao Sunday Stage do Bangers Open Air, no Memorial da América Latina, em São Paulo, ao lado de In Flames, Killswitch Engage, Within Temptation, Angra e dezenas de outros nomes do heavy metal mundial.
Para a Road to Metal, a dupla abriu o jogo sobre o que esperar do show, contou os bastidores da criação do álbum orquestral e deixou uma mensagem direta para os fãs que ainda estão em dúvida se compram o ingresso.
Nossos agradecimentos à Agência Traga e produção do Bangers Open Air no Brasil.
Road to Metal (Paula Butter): Vocês já estiveram em São Paulo antes? É a cidade onde acontece o Bangers Open Air este ano.
Michele: Sim, acho que já tocamos em São Paulo duas vezes, se não me engano.
Clémentine: É... a gente nunca teve a sorte de realmente visitar a cidade, porque a agenda sempre é super apertada quando vamos tocar lá. Mas estamos muito animados para nos apresentar no Bangers Open Air pela primeira vez!
O BANGERS OPEN AIR E O PÚBLICO BRASILEIRO
RM: Já que é a primeira vez de vocês no Bangers Open Air, o que vocês sabem ou imaginam sobre o público de metal brasileiro?
Clémentine: É a primeira vez que tocamos em um festival na América do Sul — não só a primeira vez no Bangers Open Air, mas em festival por lá de modo geral. E acho que, pelo menos aqui na Europa, festival é a melhor forma de divulgar a banda, porque é um público enorme. A gente só sonhava, sabe, olhando para o Rock in Rio e para os grandes festivais, vendo as fotos das
edições anteriores do Bangers Open Air. Então as expectativas estão bem altas.
Michele: Pela experiência que já tivemos no Brasil e na América Latina, a gente sente que há uma paixão enorme pela nossa música, e por bandas que raramente têm a chance de tocar por lá. A gente tem memórias de públicos absolutamente incríveis, cantando tudo, vibrando, sendo muito expressivos na forma de apreciar a música. Estou muito ansioso para shows com uma energia altíssima.
"O público brasileiro é realmente algo especial. Poder tocar num show ao ar livre como o Bangers vai ser um momento super divertido para todo mundo, inclusive para mim."
O SETLIST E A EXPERIÊNCIA AO VIVO
RM: Como vocês montam um setlist para um festival grande como esse, onde muita gente talvez esteja vendo vocês pela primeira vez?
Michele: No fim das contas, a gente ainda precisa mostrar quem somos agora, e estamos no ciclo do Armada. É a primeira vez que trazemos esse disco para o Brasil. É importante que todo público receba o show mais atual e mais completo que a banda pode oferecer. Não faria sentido mudar o setlist para cada país. O foco vai ser principalmente o Armada e, claro, os grandes clássicos da banda, tudo dentro do tempo que nos derem.
RM: Tem algum momento no setlist atual que, com certeza, vai inflamar o público independente do país?
Clémentine: Temos muitas músicas que unem as pessoas. Para quem acompanha a banda, temos “Clocks”, que sempre é muito bem recebida. Temos “Melancholy Angel", temos “Armada”. E a gente também gosta de montar o show de forma bem interativa, mesmo para quem não nos conhece, é fácil entrar e se envolver. O Michele é quem realmente mexe com o público e faz com que eles se tornem piratas de verdade junto com a gente. Quando você assiste a um
show do Visions of Atlantis, não é um show passivo. (Animado)
RM: Qual música você considera essencial para quem vai ver o Visions of Atlantis pela primeira vez num grande festival?
Michele: Ainda é “Melancholy Angel”, sabe. É a música que mais fica na memória do público e uma das mais ativas, porque pedimos para as pessoas pularem toda vez, e você quase se sente culpado se não pular. Toda vez eu sinto que esse é o momento em que o público esquece onde está, o que está fazendo, e a gente realmente vira um só. É uma força interior linda dessa música. E o “Armada” também tem algo especial, porque une todas as pessoas para cantar juntas. Mas, se eu tiver que escolher uma, é “Melancholy Angel". Se tiver que escolher duas, são “Melancholy Angel” e “Armada”. "Quando você assiste a um show do Visions of Atlantis, não é um show passivo. O público está aqui para embarcar e viver uma grande aventura — e a gente garante que isso aconteça."
PIRATES II – ARMADA E O ÁLBUM ORQUESTRAL
RM: Pirates II entrou no top 5 na Alemanha e na Áustria. O que isso significa para a banda?
Clémentine: É a sensação de que finalmente somos vistos pelo público desses países. São números que falam por si mesmos, e você nunca sabe com antecedência quanto as pessoas vão comprar discos, porque isso acontece cada vez menos. Então quando ainda temos esses números e essas provas de reconhecimento, isso nos fortalece muito e reforça nossa crença de que estamos fazendo algo grandioso. É a melhor motivação, pelo menos para mim.
RM: Como surgiu a ideia do álbum totalmente orquestral?
Michele: Isso veio verdadeiramente dos fãs, honestamente. Quando lançamos o Pirates, depois dos primeiros meses, as pessoas estavam com uma sede enorme de uma versão orquestral. No metal sinfônico isso realmente toca os fãs, porque eles querem ouvir as orquestras em versão pura. Fizemos duas vezes e investimos muito nisso, tem uma capa completamente nova, um arranjo completamente novo. Para o Pirates II, até contratamos músicos para tocar os instrumentos solistas, o que não aconteceu no primeiro. Não é simplesmente 'vamos pegar a orquestra do disco e lançar'. E devo dizer que, quando fizemos para o Pirates sem as flautas, as pessoas nos disseram que era uma pena não ter instrumentos solistas. Então a gente ouviu, e fez isso no Pirates II. A gente escuta os fãs, e isso é importante para nós!
UMA BANDA MULTINACIONAL
RM: Michele, você é da Itália, Clémentine é da França, e a banda é austríaca. Essa mistura internacional aparece no palco de alguma forma?
Clémentine: No palco, temos personalidades muito variadas entre os cinco. O sangue latino, Michele e eu, somos os mais extrovertidos, estamos por todo o palco. E os austríacos ficam mais no lado tranquilo, tomando menos espaço. Eles deixam a gente conduzir o show. É mais nos bastidores que acontecem os choques culturais. O Michele e eu adoramos fazer jantares com todo mundo, apreciar a comida e compartilhar esse momento. Isso nem sempre é algo que os membros austríacos compartilham. E também não temos o mesmo senso de humor. Então às vezes é um pouco engraçado, digamos assim. Mas acho que isso torna nossa banda e nossa música mais ricas, porque a gente se confronta, se ajusta. É muito mais rico do que estar rodeado de pessoas muito parecidas com você o tempo todo.
Michele: O que mais importa é que encontramos um equilíbrio. O Visions of Atlantis é uma banda internacional agora, e não pode mais ser considerada uma banda austríaca, apesar de ter base na Áustria. Há equilíbrio, e isso é fantástico. "Lutamos muito para voltar ao Brasil. Nunca é economicamente favorável para nós, é sempre um investimento. Mas não nos importamos, porque o que importa é levar nossa música até lá."
O BRASIL E A MENSAGEM AOS FÃS
RM: Tem alguma coisa que vocês querem ver ou fazer em São Paulo além do palco?
Clémentine: Adoraria comer uma boa comida!
Michele: Sinceramente, visitar o Brasil seria um sonho. Quando você está em turnê, as pessoas pensam que você vê o mundo, mas você vê casas de shows, aeroportos e aviões. Seria fantástico ter tempo de verdade para mergulhar na cultura, na história. A Floresta Amazônica, eu adoraria ver. E claro, encontrar alguns animais malucos (risos).
RM: O que vocês querem dizer diretamente aos fãs brasileiros que vão ao Bangers Open Air, ou que ainda estão decidindo se vão?
Clémentine: Primeiro de tudo: vocês ficaram pedindo “venham pro Brasil” por anos, e agora a gente está realmente indo. Estamos muito felizes em compartilhar quem somos e a nossa música com vocês novamente. Desta vez num festival, não num show solo. Mas é uma boa forma de construir algo por lá e talvez ter a chance de voltar mais vezes. Venham curtir um grande show de metal sinfônico pirata, que é muito único do jeito que a gente faz.
Michele: Oque eu quero dizer (e quero dizer em voz alta) é que lutamos muito para voltar constantemente ao Brasil. Nunca é economicamente favorável para nós, é sempre um investimento. Mas não nos importamos, porque o que importa é levar nossa música até lá. A gente lê as redes sociais, lemos os comentários, vemos o quanto de amor vem de lá. Nos últimos anos, sempre voltamos: fizemos para o The Deep & The Dark, para o Pirates, e agora estamos fazendo para o Armada. Se você tem alguma dúvida, ouça isso e faça a sua parte também, porque a gente precisa de vocês! Finalmente, o recado está dado, por esses dois músicos simpaticíssimos e com um extraordinário talento! Nos vemos no dia 25 Abril no Memorial da América Latina!
Com mais de quatro décadas de estrada, o Tesla reafirma sua conexão com as raízes do rock em Homage, álbum previsto para 17 de julho de 2026 pela Frontiers Music Srl. Apostando em uma proposta assumidamente nostálgica, o grupo norte-americano apresenta uma coleção de covers que vai além do simples tributo, funcionando como uma declaração de influências e uma síntese da identidade musical construída ao longo de sua carreira. Ao revisitar nomes fundamentais como Elvis Presley e Freddie Mercury, a banda não apenas presta homenagem, mas também reposiciona essas referências dentro de sua própria linguagem sonora.
A única composição inédita do disco, “Never Alone”, cumpre o papel de reafirmar a essência do Tesla. Combinando violões, guitarras elétricas e o característico timbre rouco de Jeff Keith, a faixa não propõe rupturas, mas entrega exatamente o que se espera da banda — um hard rock sólido, direto e eficiente.
A abertura com “Bring It On Home”, clássico de Sam Cooke, estabelece o tom do álbum: arranjos respeitosos, com intervenções pontuais que aproximam as músicas do universo sonoro do Tesla. Essa abordagem se repete ao longo do trabalho, como em “Spread Your Wings”, do Queen, onde a banda equilibra fidelidade e releitura com inteligência, incorporando nuances próprias sem descaracterizar a composição original.
O trânsito entre gêneros é um dos aspectos mais interessantes de Homage. Em “I Wish It Would Rain”, do The Temptations, o grupo mergulha em suas influências soul, enquanto “Night Moves”, de Bob Seger, evidencia a faceta mais introspectiva e acústica da banda, com destaque para o uso de piano e arranjos mais contidos. Já “If I Can Dream” revela uma interpretação vocal mais expansiva de Jeff Keith, explorando dinâmicas que dialogam diretamente com o legado de Elvis Presley.
A incursão pelo pop britânico surge em “Come And Get It”, do Badfinger, que mantém o espírito leve e melódico da original, ainda que filtrado pela estética do hard rock. Em contrapartida, “I Got You”, de James Brown, traz uma abordagem mais energética, substituindo os metais por guitarras e teclados, sem perder o caráter reconhecível da composição.
Um dos momentos mais acessíveis do álbum aparece em “Give A Little Bit”, do Supertramp, onde os arranjos com violões de 12 cordas e a interpretação mais limpa de Keith evidenciam a versatilidade da banda. Na sequência, “I Love You”, da Climax Blues Band, aposta em uma atmosfera mais cadenciada, com harmonias vocais que remetem ao rock progressivo e ao pop britânico dos anos 1970.
O vínculo com o rock sulista e o folk norte-americano se torna evidente em “Have You Ever Seen the Rain”, do Creedence Clearwater Revival, e “The Ballad of Curtis Loew”, do Lynyrd Skynyrd — duas faixas que dialogam diretamente com a formação estética do Tesla. Em ambas, a banda opta por versões fiéis em espírito, mas com identidade própria bem definida.
Nos momentos finais, Homage amplia ainda mais seu alcance estilístico. “I’d Rather Go Blind”, eternizada por Etta James, destaca-se como um exercício de interpretação vocal, permitindo que Jeff Keith explore nuances pouco recorrentes em sua discografia. Já “Mind Your Own Business”, de Hank Williams Sr., encerra o álbum em clima descontraído, reforçando a influência do country na formação musical do grupo.
Mais do que uma coletânea de releituras, Homage funciona como um mapa das influências que moldaram o Tesla. Ao transitar com naturalidade entre soul, blues, country, pop e diferentes vertentes do rock, a banda constrói um tributo coeso, que evidencia não apenas respeito às originais, mas também uma forte identidade artística. Mesmo com apenas uma faixa inédita, o álbum se sustenta como uma obra representativa — e, acima de tudo, genuinamente alinhada à essência do Tesla.
***ENGLISH VERSION***
With over four decades behind them, Tesla reaffirm their deep-rooted connection to rock’s foundations on Homage, set for release on July 17, 2026, via Frontiers Music Srl. Embracing a deliberately nostalgic concept, the American outfit delivers a covers album that goes beyond mere tribute, functioning instead as both a statement of influence and a distillation of the band’s musical identity. By revisiting seminal artists such as Elvis Presley and Freddie Mercury, Tesla not only pay homage but reframe these inspirations through their own unmistakable sonic lens.
The album’s sole original composition, “Never Alone,” serves as a reminder of the band’s core strengths. Built on a blend of acoustic textures, electric guitar drive, and Jeff Keith’s signature raspy delivery, the track doesn’t aim to reinvent the wheel — it simply delivers what Tesla have always done best: straightforward, no-frills hard rock with conviction.
Opening with Sam Cooke’s “Bring It On Home,” Tesla set the tone early with a respectful yet subtly reworked approach. The arrangements remain largely faithful, with just enough adaptation to align the material with the band’s gritty aesthetic. This balance between reverence and reinterpretation carries through the record, notably on Queen’s “Spread Your Wings,” where Tesla inject their own character without compromising the spirit of the original.
One of Homage’s most compelling aspects is its stylistic breadth. “I Wish It Would Rain” sees the band tapping into their latent soul influences, while Bob Seger’s “Night Moves” highlights a more introspective, semi-acoustic side, enriched by piano and restrained instrumentation. On “If I Can Dream,” Jeff Keith delivers one of his most dynamic performances, navigating a broader vocal range that echoes the emotional weight of Elvis Presley’s legacy.
The album’s excursion into British pop comes via Badfinger’s “Come And Get It,” which retains its melodic lightness while being filtered through Tesla’s rock sensibility. In contrast, James Brown’s “I Got You” injects a burst of energy, replacing brass sections with guitars and keyboards without sacrificing the track’s instantly recognisable groove.
A particularly accessible moment arrives with Supertramp’s “Give A Little Bit,” where 12-string acoustic arrangements and a notably cleaner vocal approach from Keith underline the band’s versatility. Meanwhile, “I Love You” by Climax Blues Band leans into a more laid-back, groove-driven atmosphere, complete with layered backing vocals that nod toward the sophistication of ’70s British pop and progressive rock.
Tesla’s affinity for American roots music is especially evident in “Have You Ever Seen the Rain” (Creedence Clearwater Revival) and “The Ballad of Curtis Loew” (Lynyrd Skynyrd). Both tracks feel organically aligned with the band’s DNA, maintaining the essence of the originals while reinforcing Tesla’s own identity. The latter, in particular, underscores their blues foundations, even as Jeff Keith’s vocal phrasing contrasts with Ronnie Van Zant’s distinctive delivery.
In its closing stretch, Homage broadens its emotional and stylistic reach. “I’d Rather Go Blind,” immortalised by Etta James, stands out as a vocal showcase, allowing Keith to explore nuances rarely heard in Tesla’s catalogue. The album concludes on a lighter note with “Mind Your Own Business” by Hank Williams Sr., a spirited, country-infused rendition that captures a sense of looseness and celebration.
More than just a collection of covers, Homage operates as a roadmap of the influences that shaped Tesla. Seamlessly moving between soul, blues, country, pop, and multiple shades of rock, the band crafts a cohesive tribute that reflects both deep respect for the originals and a firmly established artistic identity. Even with only one new track, the album stands as a genuine and fitting representation of Tesla’s enduring essence.
O Creye inaugura um novo capítulo em sua trajetória com IV Aftermath, álbum que evidencia não apenas uma renovação de fôlego, mas também um refinamento estético significativo. Impulsionada pela entrada do vocalista Simon Böös e por ajustes pontuais na formação, a banda sueca reafirma sua identidade ao equilibrar com precisão o hard rock melódico clássico com uma abordagem contemporânea. Sob a batuta criativa do guitarrista Andreas Gullstrand, o disco se destaca pela sofisticação das composições, pela produção polida e por uma execução que evidencia maturidade artística.
A abertura com “Something Missing” estabelece imediatamente o tom do trabalho: grandiosa, densa em camadas e com forte presença de teclados, a faixa funciona como um cartão de visitas para a nova fase. Böös impressiona desde os primeiros versos, enquanto a instrumentação alterna entre peso e dinâmica com naturalidade, culminando em um refrão marcante.
Na sequência, “Bad Romance” reforça o compromisso com a tradição do gênero, mas sem abrir mão de elementos modernos. A incorporação de texturas eletrônicas é feita com bom gosto, sem comprometer a essência do hard rock — sustentada por riffs sólidos, melodias cativantes e um solo de guitarra preciso.
“Rust” apresenta uma construção mais gradual, iniciando de forma intimista e evoluindo para uma estrutura que transita entre power ballad e hard rock tradicional. A condução rítmica é eficiente, com baixo e bateria sustentando os versos até a explosão melódica do refrão.
Com “Left in Silence”, o Creye se aproxima do AOR, explorando nuances progressivas nos versos antes de desembocar em um refrão amplo e altamente melódico. Já “Don’t Talk About It” representa o momento mais ousado do álbum, incorporando uma estética próxima ao pop rock eletrônico contemporâneo. Mesmo com forte uso de efeitos e sintetizações, a faixa mantém um elo com o peso característico do gênero.
“Through the Window” recoloca o disco em terreno mais familiar, resgatando o hard rock tradicional com eficiência. A coesão do álbum se fortalece aqui, especialmente pela estrutura clássica e pela ponte que conduz a um solo bem construído.
“Only You” subverte expectativas ao rejeitar o formato de balada sugerido pelo título. Trata-se de uma faixa dinâmica, com base instrumental elaborada e forte carga interpretativa nos vocais. Elementos progressivos reaparecem, enriquecendo a composição sem comprometer sua acessibilidade.
Em “Glow”, o grupo aposta novamente em uma abordagem épica, com variações rítmicas que mantêm o interesse ao longo da execução. O refrão direto e eficiente reforça o apelo melódico do disco. “Aligned”, por sua vez, sintetiza bem a proposta do álbum ao combinar levadas modernas com um refrão tradicional, destacando também os arranjos vocais.
“The Last Night On Earth” mergulha de vez no AOR, privilegiando timbres mais limpos e atmosferas mais suaves, enquanto os vocais flertam com uma estética pop contemporânea. A diversidade sonora do álbum se evidencia sem comprometer sua unidade.
O encerramento com “Clay” segue a cartilha do hard rock clássico, com introdução marcante e desenvolvimento consistente. O contraste entre a base tradicional e nuances modernas na bateria confere à faixa um caráter atual, encerrando o álbum de forma eficaz.
IV Aftermath é, em essência, um trabalho que equilibra complexidade e acessibilidade. O Creye demonstra domínio ao integrar elementos modernos ao seu DNA sonoro sem descaracterizá-lo. A performance de Simon Böös se revela um acerto decisivo, contribuindo para um álbum coeso, elegante e plenamente alinhado às exigências do hard rock melódico contemporâneo.
***ENGLISH VERSION***
Creye usher in a new chapter in their career with IV Aftermath, an album that reflects not only a renewed sense of energy but also a notable refinement in their sound. Driven by the arrival of vocalist Simon Böös and subtle lineup adjustments, the Swedish outfit reaffirms its identity by striking a careful balance between classic melodic hard rock and a contemporary approach. Under the creative direction of guitarist Andreas Gullstrand, the record stands out for its sophisticated songwriting, polished production, and a performance that highlights the band’s artistic maturity.
Opening track “Something Missing” immediately sets the tone: grand, layered, and driven by prominent keyboards, it works as a compelling introduction to this new phase. Böös makes an instant impression, while the instrumentation shifts naturally between weight and dynamics, culminating in a memorable chorus.
“Bad Romance” follows by reinforcing the band’s commitment to the genre’s traditions without abandoning modern elements. The integration of electronic textures is handled with restraint, preserving the essence of hard rock through solid riffs, strong melodies, and a well-crafted guitar solo.
“Rust” adopts a more gradual build, beginning with a stripped-down approach before evolving into a structure that moves between power ballad sensibilities and traditional hard rock. The rhythm section plays a key role here, anchoring the verses before the song opens up into a melodic chorus.
With “Left in Silence”, Creye lean toward AOR territory, incorporating progressive nuances in the verses before unfolding into a broad, melodic refrain. In contrast, “Don’t Talk About It” marks the album’s most adventurous moment, embracing a contemporary pop rock aesthetic with prominent electronic elements. Even so, the track maintains a connection to the band’s heavier roots.
“Through the Window” brings the album back to more familiar ground, revisiting classic hard rock with confidence. Its traditional structure strengthens the record’s overall cohesion, particularly through a well-executed bridge leading into a strong guitar solo.
“Only You” defies expectations suggested by its title. Rather than a ballad, it delivers a dynamic arrangement built around intricate guitar work and an expressive vocal performance. Progressive influences resurface, adding depth without compromising accessibility.
“Glow” returns to a more epic approach, with shifting tempos that sustain interest throughout. Its direct and effective chorus reinforces the album’s melodic appeal. “Aligned”, in turn, encapsulates the record’s core idea by blending modern rhythmic elements with a distinctly traditional chorus, while also showcasing layered vocal arrangements.
“The Last Night On Earth” dives deeper into AOR, favouring cleaner tones and smoother textures, while the vocal arrangements flirt with a contemporary pop sensibility. The album’s stylistic range is evident here, yet never at the expense of its unity.
Closing track “Clay” follows a classic hard rock blueprint, with a strong opening and consistent development. The contrast between its traditional foundation and subtle modern touches in the drumming gives the song a current edge, providing an effective conclusion to the album.
IV Aftermath ultimately succeeds in balancing complexity and accessibility. Creye demonstrate a clear command of their craft, integrating modern elements into their sonic identity without diluting it. Simon Böös’ performance proves to be a decisive addition, helping shape a cohesive, refined record that sits comfortably within the landscape of contemporary melodic hard rock.
Alguns anos atrás, em uma entrevista com Robson Anadom do Orquídea Negra, destaquei como título a frase: "Somos frutos de muita teimosia, de muitos sonhos", e ela segue resumindo muito bem a história e batalhas do Orquídea, que além de ser uma das bandas pioneiras do Metal Brasileiro, possui também o marco histórico de ser a primeira banda de Heavy Metal do estado de SC.
Formada em Lages (SC) em 1986, o Orquídea Negra completa 40 anos de existência e resistência neste 2026, então vamos lembrar aqui alguns capítulos marcantes dessa história, segue o fio!
O debut “Who’s Dead” foi lançado em LP originalmente em 1992, pelo selo Acit, e na época vendeu cerca de 5 mil cópias. A banda ensaiou exaustivamente todas as noites na casa do vocalista Boca, para se preparar para a gravação, que aconteceu em São Paulo e teve a produção dos irmãos Mário e Wally Garcia, da banda Garcia & Garcia.
A formação que gravou o álbum foi: André "Boca" Graebin (vocais), Fernando Tavares (baixo), Vinícius Porto (guitarras), Robson Anadom (guitarras) e Marcelo Menegotto (bateria).
O baixista Robson conta que a banda ficou hospedada em um quarto, com duas camas somente, as refeições muitas vezes eram feitas no estúdio mesmo, alguns sanduíches e pronto.
As guitarras não foram gravadas com amplificadores, e sim com um pedal de efeitos Zoom do guitarrista Vinícius Porto, que era acionado por um controlador grudado ao corpo da guitarra, e serviu como um pré-amp.
"Miss You", "Surrender" e "It´s Easy to Remember" foram alguns dos destaques do debut, inclusive tocando bastante nas rádios rock.
O Orquídea provavelmente foi uma das primeiras bandas de Metal a ter seu próprio ônibus, batizado carinhosamente de “Orquidão”.
O segundo trabalho, auto intitulado, foi gravado em 94, em uma época complicada para o Heavy Metal no mercado musical, não teve apoio de um selo, e demorou dois anos para ser lançado de forma independente.
Esse período marcou também a saída do vocalista André “Boca”, e a banda no geral desanimou perante as dificuldades.
Robson também recorda detalhes desse segundo trabalho, quando a banda já trazia uma nova formação, pois o baixista Fernando Tavares havia saído: “Deixei a guitarra e assumi o posto de baixista. Nas gravações ainda fiz algumas partes de guitarra e violão. Nosso som estava um pouco mais trabalhado e pesado que no primeiro disco, a banda evoluiu bastante musicalmente.”
Robson lembra que foram com o ônibus da banda para Porto Alegre, e estacionaram ao lado do estúdio Eger, com o “Orquidão” servindo de hotel.
A formação que gravou o segundo álbum foi: André "Boca" Graebin (vocais), Vinícius Porto (guitarras, guitarra solo), Robson Anadom (baixo e guitarras) e Marcelo Menegotto (bateria).
Entre idas e vindas e alterações na formação, em 2003, com Jean (vocais) e Menegotto (bateria) o Orquídea fez o show “More Live Than Never”, marcando 19 anos da banda, a fim de mostrar que o Orquídea seguia firme e resiliente. Após muitos pedidos de fãs, foi lançado em 2005, na primeira edição do Orquídea Rock Festival, o CD com a gravação daquele show.
A formação nesse álbum foi: Jean Varella (vocais), Vinícius Porto (guitarras), Robson Anadom (baixo) e Marcelo Menegotto (bateria).
Em 2012, já com André “Boca” de volta à banda, o Orquídea iniciou as gravações de “Blood of the Gods”. Sobre o retorno do vocalista original Robson é enfático: “A volta dele nos deu um grande ânimo, pois é um grande compositor. Ele não pode nos ouvir fazendo algum riff que já vem com uma letra e já começamos a compor algo novo, o que é algo natural para nós. O que acontece praticamente em todos os ensaios.”
“Blood of the Gods” foi lançado em 2014 no Brasil pela Dies Irae, e Europa através dos selos Secret Service e Metal Soldiers, o que inclusive também viabilizou o relançamento dos primeiros álbuns em CD com edições especiais, incluindo faixas bônus, slipcase e poster.
Sobre as gravações de “Blood of the Gods” Robson relembra algumas peculiaridades: “Foi curioso, pois o estúdio em que gravamos, ‘Olho da Lua’, mudou três vezes de lugar, por isso que demorou um pouco mais para terminarmos tudo. Sem falar que ele foi mixado e remixado umas 3 ou 4 vezes, até que o produtor, também tecladista, Daniel Dante Finardi e nós estivéssemos totalmente satisfeitos com o resultado final.”
A formação em "Blood of the Gods" foi: André "Boca" (vocais), Vinícius Porto (guitarras), Robson Anadom (baixo) e Raphael Marini (bateria)
Durante o período da pandemia, sem poder fazer shows, Robson compôs e gravou seu álbum solo “...and a New Story Begins”(2021). Em entrevista para o Road to Metal na época, Robson falou o seguinte sobre o trabalho: “O título já diz tudo, o início de uma nova história que estou escrevendo com este lançamento, pois certamente, será o primeiro de muitos.
Não podemos ficar estagnados, temos que fazer algo a mais, mostrar que o mundo precisa de música.”
O Orquídea seguiu compondo e retomando a estrada logo que foi possível, com shows solo e em festivais, como mais uma apresentação marcante no tradicional Otacílio Rock Fest, em 2023, com Boca nos vocais, Robson no baixo, Vinícius na guitarra e Marco Antônio na bateria.
Em fevereiro de 2025 lançaram o vídeo para a inédita “Sacrifice”.
A banda fala sobre a faixa: “Essa música foi gravada provavelmente em 2017, e estava guardada até agora. Felipe Holmack fez alguns shows com a banda em momentos em que o vocalista André Graebin não pôde se apresentar. Achamos que seria muito interessante, e como forma de eterna gratidão, ter o Felipe cantando em uma de nossas músicas.
Quando "Sacrifice" foi gravado, a banda também contava com o baterista Raphael Marini.
As Imagens do vídeo foram retiradas de arquivos pessoais de amigos, da própria banda, da internet, incluindo trabalhos realizados pelo amigo Maurício Garcia da Infinity Produtora.”
Em agosto de 2025 o Orquídea teve uma participação marcante na 12° Orquestra de Baterias de Florianópolis, e o vídeo emocionante com “Surrender” sendo tocada junto com a orquestra pode ser visto no YouTube ou no Instagram da banda, e contou com Gabriel Giotti nos vocais, já que André "Boca" afastou-se das atividades.
Em 2026, a banda vem fazendo shows comemorativos aos seus 40 anos, destacando as apresentações no Pauleira Rock Fest III e recentemente, dia 11/04/2026, no II Brothers of Rock, em Luzerna (SC), onde se apresentaram como um trio, com Robson assumindo os vocais, após a saída de Gabriel Giotti - que estava com a banda desde o final de 2024 - e esse formato trio permanecerá por enquanto.
A banda também disponibilizou merchandising alusivo aos 40 anos, o qual pode ser adquirido no link na bio do perfil do Orquídea no Instagram.
Muitas novidades ainda estão sendo trabalhadas para marcar esses 40 anos de resistência e amor ao Metal, como uma nova edição do Orquídea Rock Fest e a conclusão e lançamento do documentário com a história da banda.
A história do Orquídea Negra é de perseverança, sobrevivência e não desistir apesar das dificuldades, e eles seguem escrevendo páginas vencedoras, e muito reconhecimento ainda é merecido, e ele virá.
A banda Homeless foi formada no Brasil por Spaghetti, conhecido por sua passagem como baixista do Ratos de Porão nos anos 1980, período importante para a consolidação do punk/hardcore nacional.
Após sair do Ratos, Spaghetti buscou explorar sonoridades mais extremas e pesadas, o que levou à criação da Homeless em 2010, já com uma proposta voltada ao crossover, e evoluindo para um direcionamento mais Death Metal.
O grupo está em plena divulgação do seu mais recente trabalho, "Obscuro Lado da Alma", e conversou conosco sobre esse álbum e muito mais.
- Olá Spaghetti. Obrigado pela sua gentileza em nos atender.
Parabéns pelo álbum “Obscuro Lado da Alma”.
Obrigado!
- Como você pode descrever o trabalho na composição deste
tipo de sonoridade?
Desde que voltamos a ativa com força total a ideia era fazer
um disco mais sério, tanto em sonoridade quanto nas letras. E esse disco é só o
começo dessa fase mais Metal, vem mais coisa logo mais.
- Vejo que vocês incorporaram novos elementos, como os fãs tem "digerido" essas mudanças?
Como a gente tenta sempre fugir do óbvio, as vezes demora um
pouco pra ser digerido, e a ideia é essa mesmo, não vamos nunca entregar o
famoso “mais do mesmo”.
- Existem planos para o lançamento de “Obscuro Lado da Alma”
no Brasil, no formato físico? Tivemos contato até agora, apenas o formato
digital.
O vinil já está na fábrica, deve sair no máximo até o meio
do ano.É uma parceria de vários selos, estamos empolgados com isso. E estamos
fazendo contatos fora do Brasil também, em breve deve ter novidades.
- Vocês compõem em português, mas isso não
pode vir a atrapalhar vocês no mercado exterior?
Eu acho que quem ouve metal brasileiro fora do Brasil também quer nossa originalidade, e cantar em português faz parte disso. Mas no próximo
trabalho temos vontade de fazer pelo menos um som em inglês, mas tem que ser
natural pra gente.
- Como estão rolando os shows em suporte ao disco? A
aceitação está sendo positiva?
A aceitação está sendo ótima, e estamos armando uma mini
tour para o lançamento do disco em vinil.
- Quem assinou a capa do CD? Qual a intenção dela e como ela
se conecta com o título?
Quem fez todas as artes foi o Vinícius Vai, que é vocal 3
guitarra também, então tá tudo em casa. O que ajuda também a transmitir as ideias também de
forma visual, já que essa identidade visual atrelada ao som é uma coisa muito
importante pra gente.
- “Obscuro Lado da Alma” foi todo produzido pela banda,
confere? Foi satisfatório seguirem por este caminho?
Foi produzido pela banda e com uns toques super importantes
do Niko Teixeira do Extreme Lab Estudios onde gravamos.
- Imagino que já estejam trabalhando em novas composições.
Se sim, como está se dando o processo e como estão soando?
A gente nunca para, e já estamos compondo material pra um EP
que queremos gravar e soltar ainda esse ano. Tá bem mais pesado, isso eu posso
garantir.
- Novamente parabéns pelo trabalho e vida longa ao HOMELESS!