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sábado, 17 de setembro de 2022

Jorn Lande: Mantendo o Nível Alto em "Over The Horizon Radar"

 


O norueguês Jørn Lande é sem dúvidas um dos melhores vocalistas do Metal na atualidade, um legítimo representante de grandes vozes de gerações anteriores como Ronnie Dio, David Coverdale ou Bruce Dickinson. 

O norueguês possui uma carreira prolífica, com participação em inúmeros projetos e bandas, destacando o Avantasia, Allen/Lande, a Ópera "Dracula" e grupos como Masterplan, The Snakes, Ark e Millenium. 

E claro, tem sua carreira solo, tendo 14 álbuns lançados, inclusive os volumes Heavy Rock Radio I e II, onde interpreta clássicos do Rock e até Pop dos anos 80, de artistas como Kate Bush. O cantor também foi além do meio Hard e Heavy Rock,  sendo convidado a fazer voz de um personagem do jogo League of Legends. 


Jørn está em divulgação de seu novo disco, "
Over the Horizon Radar", lançado mundialmente pela gravadora italiana Frontiers Records, e distribuido aqui no Brasil pela Shinigami Records. 

O álbum vem sendo muito elogiado pela mídia especializada, e traz o cantor em grande forma, mostrando o porque é considerado uma das grandes vozes atuais da música pesada, com uma carreira já consolidada.

Ao lado do parceiro de muitos anos já, o guitarrista Tore Moren, Jorn nos traz um disco que soa familiar aos ouvidos de quem acompanha sua carreira solo. 

É Hard e Heavy Metal, com flertes de Melodic Rock,  traz ótimos "ganchos", o timbre e estilo que são inconfundíveis, e as letras, as quais mostram que o vocalista é um bom contador de histórias, trazendo coisas do cotidiano da música, como na cadenciada "My Rock and Roll", tem aquela pegada que lembra a principal inspiração de Jorn, Ronnie James Dio. 


Falando de alguns dos destaques mais, a faixa título, "
Over The Horizon", abre o disco tem logo de cara melodias e riffs marcantes, linhas vocais cativantes e refrão que gruda na mente.

"One Man War", de andamento moderado, é um Metal com bastante melodia e mais um refrão marcante; "Black Phoenix" mostra um lado um pouco mais Dark e pesado.

"Ode to the Black Nightshade", com seu andamento cadenciado, traz bem clara a inspiração na sonoridade do trabalho solo de Ronnie Dio em seus riffs e melodias, e claro, linhas vocais. A mesma pegada Dio, nesse estilo pesada e cadenciada, de aplica a "Dead London", que lembra músicas naquele estilo do álbum "Dream Evil" 


"
Faith Bloody Faith", que foi a primeira música divulgada, aparece aqui em versão estendida, e traz mais evidente o lado Melódico Rock de Jorn, com seu estilo de hino e refrão ultra-melódico, e até me remeteu a algo de Slade, daquela fase de hits como "My Oh My".

Resumindo, um álbum muito bom de Hard/Heavy e Melódico Rock, sem grandes surpresas, entregando o que os fãs esperam de Jorn, trazendo sua assinatura musical e mantendo o nível alto dos seus trabalhos. 

Texto: Carlos Garcia
Fotos: Divulgação

Banda: Jorn
Álbum: "Over The Horizon Radar" 2022
Estilo: Hard Rock/Heavy Metal, Melodic Rock
Pais: Noruega
Selo: Frontiers Records/ Shinigami Records

Adquira o álbum no site da loja/selo Shinigami.

Tracklist: 
1. Over The Horizon Radar
2. Dead London
3. My Rock And Roll
4. One Man War
5. Black Phoenix
6. Special Edition
7. Ode To The Black Nightshade
8. Winds Of Home
9. In The Dirt
10. Believer
11. Faith Bloody Faith (Extended Album Version





quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Jorn: Novas Perspectivas em Projeto Sinfônico


O vocalista norueguês tido hoje como um dos melhores do gênero, provavelmente também é um dos que mais trabalha! Além de seus trabalhos próprios, sempre está envolvido em outros projetos, seja como artista principal, membro de outras bandas (Masterplan) ou como convidado, nos últimos 3 anos, por exemplo, esteve presente aí em mais de uma dúzia de trabalhos, entre esses seu álbum de covers "Dio", seu mais recente álbum de estúdio "Bring Heavy Rock to the Land", além de lançamentos com o Masterplan, Avantasia, Pushkings, Amanda Somerville e Allen/Lande!


"Symphonic" é uma ideia que o vocalista vinha cultivando e agora ganha vida. As músicas foram cuidadosamente selecionadas pelo próprio, que imaginava como essas canções soariam com arranjos orquestrais. Uma das coisas que tinha em mente, era que o álbum não fosse um simples "Best Of", trazendo canções diferentes das usuais dos shows e das mais lembradas, como faixas títulos e dos clipes oficiais. O álbum é composto por 14 músicas, sendo que a única inédita é a versão de "Rock and Roll Children" do Dio.

Os arranjos clássicos foram adicionados a já existentes versões de estúdio, e algumas foram remixadas para melhor se encaixarem com os novos arranjos. Este, para mim, é um ponto que poderia ter sido melhor estudado, pois a simples reutilização das versões já existentes, deixou aquela impressão que os arranjos clássicos soam deslocados muitas vezes, mas mesmo assim, ainda é um álbum interessante por essa questão de ter músicas que usualmente não são tocadas nos shows de Jorn (lembrando que o "S&M" do Metallica, mesmo com as músicas sendo executadas ao vivo com a orquestra e músicas re-arranjadas, as partes clássicas soam deslocadas, e é um álbum que nunca me agradou, e pouco consegui ouvir, e pior, ainda colocavam como algo "pioneiro", sendo que muitas bandas já tinham feito a mescla de Metal/Clássico e com resultados muito melhores. Para o público que não é verdadeiramente ligado no Metal, serviu essa jogada, pois sabemos que o Metallica, assim como algumas outras bandas que alcançaram o mainstream, possuem um público mais variado).


Jorn explica que escolheu canções que considera muito boas, mas que de certa forma ficaram esquecidas e mereciam uma segunda chance.

A faixa de abertura, "I Came to Rock", é uma de suas favoritas de todos os tempos, e segundo Jorn, os arranjos clássicos funcionaram muito bem nela. Destaca ainda que o refrão soa como um musical, típico da Brodway, algo diferente do usual de uma banda de Heavy Metal.


Outra que o vocalista faz questão de mencionar é a melancólica "Behind the Clown", e diz: "Esta é apenas uma das músicas que fazem você questionar se o artista realmente representa o Heavy Rock ou Metal de coração, ou se a música é apenas uma tentativa experimental de escrever algo diferente. Eu acho que todos nós temos alguns esqueletos no armário ...

Quando eu cresci não havia tal coisa como Heavy Metal, e bandas com guitarras distorcidas e pesadas ​​não eram comuns no cenário musical. A maioria dos artistas que descobrimos veio através do rádio convencional comercial, ou somente se você fosse sortudo, tivesse uma loja de discos perto, importando material internacional e vinis de rock.

Quando garoto eu era fascinado pela única e maravilhosa  Kate Bush, e quando você sabe disso, é mais fácil compreender por que uma canção como "Behind The Clown" foi escrita."


O álbum sairá pela Frontiers, e alguns samples disponíveis, além do primeiro single, mostram um trabalho bem interessante, e, claro, em minha opinião, como falei anteriormente, seria melhor se fosse tudo regravado e re-arranjado, quem sabe ao vivo, com uma orquestra, e então lançado como um DVD do show, mas lógico que seria um trabalho bem mais complicado e caro de se fazer, um investimento bem maior. Mas, quem sabe se o álbum for um sucesso relativamente bom, agradar os fãs, motive os envolvidos a apresentar o álbum ao vivo, com posterior lançamento em vídeo. Não seria muito mais interessante?

Texto e edição: Carlos Garcia

Data Lançamento: 22/01 EUA  - 25/01 Europa
Frontiers Records

Ouça algumas das faixas AQUI , bem ao final da página.

Set List

1.- I Came To Rock
2.- Rock And Roll Children
3.- The World I See
4.- Burn Your Flame
5.- Man Of The Dark
6.- My Road
7.- Time To Be King
8.- Black Morning
9.- Like Stone In Water
10.- Vision Eyes
11.- War Of The World
12.- Behind The Clown
13.- A Thousand Cuts
14.- The Mob Rules