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sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Entrevista: Amazon - Ascendendo à uma Nova Era



Com o objetivo de buscar um diferencial em termos de produção no terceiro álbum do Amazon, além de dar mais alguns passos a frente, Renato Ângelo procurou a experiência de Amanda Somerville, que possui um respeitável conhecimento e competência em diversos estilos, e, praticamente ao natural, por indicação da própria, Sander Gommans também envolveu-se na produção.   (READ THE ENGLISH VERSION HERE)

Para muitos, o terceiro álbum de uma banda é o marco para mostrar se ela vai se firmar, vai consolidar sua personalidade, e o Amazon mostrou que, corroborando o trabalho consistente que vem apresentando desde seu debut (Victoria Regia - 2005), estão aí para marcar seu território, com um trabalho que podemos afirmar ser o melhor de sua carreira até aqui, com produção e músicas fortes, apresentando uma banda ainda mais segura e evidenciando suas potencialidades.

Conversamos com Renato para nos contar um pouco mais a respeito do álbum, do trabalho ao lado de Amanda e Sander, da mudança dele e Sabrina Todt (Vocal) para a Alemanha, e mais! Confira a seguir.


RtM: Para início de conversa, conte-nos como surgiu a ideia e a oportunidade de trabalhar com Sander Gommans e Amanda Somerville neste terceiro trabalho.
Renato: Quando comecei a trabalhar nas músicas para este álbum, eu decidi que queria alguma coisa diferente em termos de produção. Não queria que "Rise!" soasse como “o perfeito álbum de Symphonic Metal”. Esta foi a principal razão de eu ter procurado a Amanda. Como ela tem experiência em uma enorme variedade de estilos, eu achei que ela seria a pessoa ideal para trabalhar um álbum do Amazon. Ela foi muito receptiva à ideia de trabalhar conosco e de imediato sugeriu que a produção dos instrumentos ficasse a cargo do Sander, que traria ao trabalho o peso e coesão necessários. Ele, por sua vez, envolveu o Ivo van Dijk para a produção da bateria e de alguns arranjos de orquestra e o resultado está aí.

RtM: A Amanda trabalhou mais a parte de produção dos vocais, não é? Percebe-se que a Sabrina está utilizando ainda melhor suas características, estando mais segura e também em interpretações mais variadas. Como foi esse processo, e em que aspectos a Amanda mais contribuiu? Vi que a Amanda inclusive co-escreveu as letras, ou seja, envolveu-se bastante mesmo.
Renato: Tanto a Amanda quanto o Sander trabalharam conosco desde a pré-produção do material. A Amanda contribuiu em tantos aspectos que limitar o  principal a apenas um seria injusto. Ela trabalhou de forma intensa nas letras que escrevemos, nos detalhes das melodias e ficou responsável pela gravação e edição dos vocais. Preferimos trabalhar desta forma para que fosse possível não haver uma quebra no conceito das vozes do álbum, de forma que ela e a Sabrina pudessem confortavelmente atingir os resultados que imaginaram quando começaram a trabalhar as músicas.


RtM: Sendo que parte da banda está no Brasil, e vocês (Renato e Sabrina) na Alemanha, como foi o processo de composição e gravação?
Renato: Na verdade, durante o processo de gravação, ainda morávamos no Brasil. Viajamos para a Holanda para fazer a gravação das vozes em 2013, e a oportunidade da mudança surgiu posteriormente apenas. De qualquer forma, foi um processo totalmente diferente do que estávamos habituados, até porque tivemos que fazer toda a parte da pré-produção à distância com o Sander e a Amanda. Mas depois que a gente acostuma, é tranquilo. 

RtM: Sander e Amanda elogiaram bastante a paixão com que o Amazon trata sua música, dizendo que foi um fator que os motivou a trabalhar na produção de “Rise!” . Acredito que isso deve ter lhes dado ainda mais certeza que estavam no caminho certo, que era o momento de dar um passo, ou melhor, vários passos à frente e investir forte nesse terceiro trabalho.
Renato: Sem dúvida alguma o feedback positivo vindo de artistas de renome é algo que deixa qualquer músico satisfeito. Eu, pessoalmente fiquei bastante contente em receber esse retorno e em ler as notas divulgadas por ambos a nosso respeito à imprensa. De alguma forma, isso reflete exatamente o modo como o Amazon trabalha: fazendo o que gosta e o que quer. Toda banda assume riscos musicais e estéticos quando decide fazer música desta forma, sem se prender a fórmulas ou rótulos, e quando isso dá certo e uma pessoa de fora diz que você está conseguindo se expressar através da sua música, acho que a banda pode se considerar bem sucedida.

RtM: Falando nisso, do elogio quanto a paixão com que o Amazon apresenta em sua música, acredito que o feeling, a música que soa orgânica, é sempre o diferencial, pois vemos muitas bandas muito parecidas uma com as outras, fora que se utiliza demais da tecnologia e “truques” de estúdio, soando frias.  O que vocês pensam a respeito disso, e o que fazer para não cair nas  “armadilhas” e se diferenciar no cenário?
Renato: O Amazon faz o que dá vontade, escreve as músicas de forma não planejada. O que você ouve no nosso álbum é o que temos vontade de tocar. Não temos o objetivo de ser comerciais, a obrigação de lançar um álbum que obedece essa ou aquela regra. Claro que houve e sempre há uma preocupação com a qualidade do álbum. Queremos ouvir algo que nos dê satisfação na hora de apertar o play, mas paramos por aí. O Amazon começa pela música, não pela obrigação de lançar um disco.


RtM: E o que o título “Rise!” significa para vocês?
Renato: RISE! tem tudo a ver com o momento atual da banda. Acreditamos que este novo álbum é um divisor de águas para o Amazon, pois o modo como ele foi feito permitiu chegarmos a um resultado que soa “maior” que os anteriores. Até porque o trabalho envolveu uma equipe significativamente maior de vários lugares do mundo: trabalhamos com 3 produtores, além da equipe do estúdio Republica do Som de Campinas e da Ísis, que fez a arte gráfica. Então RISE! traduz bem essa ascensão do Amazon na direção dos objetivos pessoais de cada um e  também como banda.

RtM: Falando sobre a sonoridade de “Rise!”, senti uma banda muito madura, realmente pronta para fazer frente a quaisquer bandas, seja no Brasil ou no exterior. Músicas com melodia, dramaticidade, que acredito, irão agradar fãs das fases mais antigas de gente como Nightwish. Inclusive o próprio Sander citou que o Amazon agradaria em cheio fãs de Nightwish e After Forever. O que você me diz dessa afirmação e quais as principais diferenças que você apontaria entre os primeiros trabalhos e “Rise!”?
Renato: São duas realidades totalmente diferentes. O Nature’s Last Ride, por exemplo, tem diversas músicas das quais eu gosto muito, mas foi todo gravado no nosso homestudio. Foi feito pra ser um album de baixo custo, era o que podiamos fazer naquele momento. O RISE!, além da produção, traz a experiência de 14 anos de Amazon. Quanto ao aspecto “oldschool”, acho que isso sempre vai ser uma característica do que escrevemos. 

Apesar de eu, particularmente, gostar de algumas bandas com uma sonoridade mais moderna também, ainda acredito na forma antiga de fazer música não descartável, de fazer albuns que não são substituídos pelos posteriores. Ainda acredito na necessidade de se filtrar quais músicas vão pro album e quais não, mesmo que atualmente seja barato e fácil gravar 150 músicas. Acho que é melhor fazer um album legal com 10 músicas do que 2 álbuns medianos com 20. E acho que é daí que vem esta impressão que o Sander teve ao ouvir o Amazon.


RtM: “Ball of Vanities” abre o álbum já de forma bombástica, sendo uma excelente escolha, e acredito que já mostra ao ouvinte características marcantes do Amazon, ou seja, um trabalho forte, com melodias marcantes e cativantes, bem produzido, e uniforme, que prende o ouvinte até o fim. Inclusive, se não me engano é a primeira música de “Rise!” que vocês apresentaram ao público. Gostaria que vocês comentassem mais sobre ela e o que sentiram da reação dos fãs?
Renato: Desde a primeira vez que tocamos a Ball of Vanities ao vivo, sentimos uma empatia muito forte do público por ela. De alguma forma, ela se conecta às pessoas. Além disso, o Ivo deu um “trato”  na orquestração da introdução que gostamos bastante, então acabamos achando que ela era uma boa opção para primeira faixa.

RtM: Faixas que também, apesar de eu ter curtido o álbum como um todo, me chamaram uma atenção maior foram “Suicide Note” e “Three Lives”, inclusive pelas letras. Gostaria que vocês falassem um pouco mais a respeito delas.
Renato: A Suicide Note surgiu de uma ideia da Sabrina. Ela provavelmente é a música mais “obscura” do album, e também está sendo bastante elogiada tanto ao vivo como pela imprensa especializada.  A Three Lives teve a letra escrita pelo Danilo, nosso antigo baixista, que por motivos pessoais não pode mais atender às atividades da banda mas continua trabalhando em parceria conosco nas composições. Pessoalmente eu acho ambas bastante interessantes por terem essas características tanto da Sabrina quanto do Danilo, que quem acompanha a banda desde o início pode notar claramente ao ouvi-las.


RtM: “The Path” também me chamou logo a atenção, com uma melodia de teclado bem marcante, partes com riffs pesados, climática,  e foi uma que me lembrou bastante o Nightwish dos primeiros álbuns.
Renato: É, de fato não é segredo que eu gosto bastante da primeira era do Nightwish e do metal dos anos 80 e 90, então em algum lugar no álbum essas referências iam acabar aparecendo.

RtM:“New Horizons” se diferencia também pelas variações, com nuances do Prog Metal e Simphonic Metal, alternando partes agressivas com outras mais climáticas, destacando a bela e variada interpretação de Sabrina. Acredito que deve ter sido uma das que mais vocês trabalharam em estúdio. Gostaria que vocês comentassem também sobre ela e a inspiração da letra.
Renato: A New Horizons mistura um pouco de tudo que o Amazon já fez. Ela tem um peso enorme em certas partes, um vocal bastante melodioso e riffs progressivos e modernos, mas ao ouvir com atenção, verá que aqueles “blasts” que são uma característica do Amazon desde a primeira demo de “Growing” estão lá. Sobre as letras, cada um interpreta de uma forma, mas uma pequena dica a respeito: a Sabrina estava assistindo um seriado bastante famoso de TV quando a escreveu. J


RtM: E se vocês fossem escolher suas canções favoritas do álbum, quais seriam e por quê?
Renato: O Rise é um álbum curto, tem em torno de 50 minutos, então é difícil de escolher. Apenas pra citar uma eu escolheria a Prisoners of the Sea, que a banda toda gosta muito de tocar ao vivo.

RtM: E como está a vida aí na Alemanha? Quais as grandes diferenças que vocês sentiram, seja em termos culturais no dia a dia e no que diz respeito ao trabalho com a música?
Renato: É mais ou menos como mudar pra outro planeta. A realidade e a rotina se alteram de forma tão brutal que a gente tem que reaprender tudo, como criança. Mas a grande maioria dos aspectos é bastante positiva. O trabalho diário não toma tanto tempo na vida das pessoas aqui, o que nos deixa com mais tempo para nos dedicarmos à música. Além disso, não há o stress diário que vivemos aí, então acabamos sendo pessoas mais produtivas. E claro, há a diferença enorme de preço das coisas, principalmente eletrônicos, instrumentos musicais, equipamentos de estúdio e etc, o que faz com que os custos de fazer música aqui sejam significativamente menores.


RtM: E como estão os contatos e perspectivas para lançamento do álbum no Brasil, Europa e demais mercados? Recentemente vocês assinaram com a Ravenheart não é?
Renato: A previsão é que o lançamento mundial ocorra em 08 de Dezembro, pela Ravenheart. O álbum será disponibilizado tanto na versão física quanto na digital.

RtM: Bom, obrigado a vocês pela atenção e ficamos realmente contentes com os resultados que vocês alcançaram em termos musicais, temos certeza que o álbum será muito bem sucedido e abrirá muitas novas portas! Eu que acompanho a banda desde o princípio, estou bem empolgado! Sucesso pessoal, e fica o espaço para a sua mensagem final aos fãs!
Renato: Agradecemos o Road to Metal e você pelo apoio de sempre J e pelo espaço disponibilizado para o Amazon. Esperamos que todo mundo curta o álbum, e que as bandas de rock e metal continuem produzindo material de qualidade. Faça música! Sempre! Não abra mão do que gosta de fazer porque alguém te disse que não vai vender, que não tem futuro, que você gasta demais com isso. Ser músico é viver A música, não viver DE música. Não importa se você toca pra dez mil pessoas ou no seu quarto. E quando alguém te questionar sobre a sua escolha de fazer música ao invés de alguma outra coisa chata mas mais “normal”, “politicamente correta” ou que esteja na moda, ou perguntar se você vai continuar vivendo da fantasia, responda o seguinte:

- Quando eu era criança, meu sonho era ser músico, e hoje eu sou músico. E você que queria ser astronauta ou jogador de futebol e agora é bancário?   (Entrevistador: "Bah, além do site também trabalho em banco, só o jornalismo não deu pra pagar as contas heheheeh, mas continuo sonhando!" - Risos!-)


Entrevista: Carlos Garcia
Edição: 002
Fotos: Divulgação e arquivo da banda


Formação:
Sabrina Todt - Vocals, Flute
Renato Angelo - Guitars, Keyboards, Programming
Marcos Frassão - Drums, Percussion
André Pedral – Bass 


Danilo Angelo - Compositions



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sábado, 18 de outubro de 2014

Amazon: Evolução e Maturidade em um Belo Álbum


O Amazon surgiu como uma das belas promessas do Symphonic/Power Metal brasileiro, tendo uma boa repercussão do seu debut, “Victoria Regia” (2005), lhe rendendo alguns shows de abertura com grandes nomes do estilo. O Segundo álbum, "Nature's Last Ride" (2010), foi lançado apenas de forma digital, também tendo boa aceitação por parte dos fãs e imprensa especializada. Mas a banda não se acomodou, e fez o que todo mundo deveria fazer, investiu em seu trabalho e buscou evoluir ainda mais.

Renato e Sabrina mudaram-se para a Alemanha e foram buscar a produção de Amanda Somerville e Sander Gommans (que também participa com alguns solos), e o resultado de todo o trabalho e investimento agora toma forma, pois seu terceiro álbum, “Rise!”, está pronto para ser lançado, e fomos convidados para ouvi-lo, sendo que de imediato a primeira impressão foi ótima, e depois de mais algumas audições posso dizer com certeza que é o melhor trabalho do Amazon, além de apresentar um trabalho de alto nível, pronto para alavancar a carreira da banda.



“Ball of Vanities” abre o álbum da melhor forma possível! Não seria exagero dizer arrasadora, pois o que se ouve é o grande resultado alcançado pelo investimento da banda em seu trabalho, tendo suas potencialidades melhor exploradas e seguindo sua evolução, pois a banda desde o início vem dando passos à frente, mas em “Rise” realmente alcançaram um patamar mais elevado. O Symphonic/Power Metal do grupo soa mais moderno, mais pesado, e na faixa de abertura se destacam as belas e marcantes melodias de teclado e vocais, aliás, Amanda Somerville soube também explorar melhor ainda o potencial de Sabrina, que apresenta vocais mais seguros e variados, em ótimas interpretações através de todo o álbum.

“Three Lives” e “The Path” mantém o nível alto, modernas, melódicas e pesadas, refrãos marcantes, e lembram umas das influências da banda, que são os finlandeses do Nightwish, principalmente nos coros e arranjos de teclado (quem sente saudade da linha seguida em  “Oceanborn” e "Wishmaster").

“Suicide Note”, como não poderia deixar de ser, soa bem dramática, com interessantes levadas na batera, enquanto que “Prisoners of the Sea” é bem épica e passa por variações bem Heavy Tradicional, alternando passagens mais velozes; “Sins” é mais “quebrada”, com mudanças de andamento e Sabrina também variando, com tons mais altos em algumas partes, além de destacar também belas passagens de piano; “Immortal” traz novamente à tona o Symphonic/Power Metal característico, com refrãos e riffs marcantes e melodias pegajosas, como diria um amigo meu: “É pão quente!” Não tem erro.


“Time” começa com guitarras e cozinha pegando pesado, seguindo essa levada mais pesada e cadenciada, ganhando velocidade e melodia no pré-refrão e refrão; “New Horizons” também começa bem agressiva, alternando com partes mais cadenciadas e vocais suaves de Sabrina, crescendo num belo e marcante refrão, lembrando mais uma vez o Nightwish, principalmente durante e após a parte do solo de guitarra; “Bittersweet” fecha mantendo o ótimo nível, novamente com belas melodias, riffs e refrãos marcantes.

O Amazon foi buscar novos horizontes, seguiu buscando evolução, investiu, e os resultados estão aí, num álbum moderno, melódico, empolgante, muito bem cuidado em todos os detalhes, desde produção sonora até a parte gráfica, e eles estão prontos para galgar mais alguns degraus. Are you ready to "RISE!" ?


Texto/Edição: Carlos Garcia
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica:
Banda: Amazon
País: Brasil
Álbum: Rise! (2014)
Estilo: Symphonic/Power Metal
Produção: Amazon, Sander Gommans e Amanda Somerville
Selo: Ravenheart

"As músicas são ótimas, eu fiquei com elas na cabeça desde que começamos a trabalhar juntos e tenho certeza que o mesmo acontecerá com as outras pessoas. Divirtam-se ouvindo-o!" - Amanda Somerville, uma das produtoras de "RISE!"



Formação:
Sabrina Todt - Vocals, Flute
Renato Angelo - Guitars, Keyboards, Programming
Marcos Frassão - Drums, Percussion
André Pedral – Bass 
Danilo Angelo - Compositions


Set List:
Ball of Vanities
Three Lives
The Path
Suicide Note
Prisoners of the Sea
Sins
Immortal
Time
New Horizons
Bittersweet


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sexta-feira, 27 de agosto de 2010

AMAZON:Em entrevista exclusiva para o Road, Renato Ângelo fala sobre o novo CD e muito mais!


Desde 2004 com o lançamento do debut "Victoria Regia", de forma independente, e posteriormente relançado pela Hellion, a Banda vem conquistando seu espaço, inclusive abraindo shows para Bandas como Nightwish e Epica, apesar de todas as dificuldades que todos sabemos que uma Banda de Metal passa por este Brasilzão, e assim como diversas outras, leva o trabalho com a Banda em paralelo a outras atividades, mas o amor pela música e o prazer do reconhecimento pelo público fiel headbanger, move toda essa engrenagem, e as Bandas, assim como o Amazon, continuam a nos presentear com sua obras.
Formado por Renato Ângelo(guitarra e teclados) Sabrina Todt(vocais e flautas), Frazão(bateria) e Danilo(baixo), o Amazon, acabou de disponibilizar seu novo CD, "Nature's Last Ride" e Renato nos conta, em exclusiva para o blog, detalhes do trabalho e outros assuntos, como o interesse de vir tocar aqui no Sul!

1)Após 5 anos mais ou menos, temos o sucessor do "Victoria Regia", o álbum “Nature's Last Ride”.Conte-nos um pouco sobre a produção do novo play e porque demorou mais tempo que o previsto para ouvirmos um novo trabalho da Banda?

Renato:O novo álbum, Nature's Last Ride, já estava composto na íntegra desde o início de 2006. Tivemos, neste meio tempo, diversos acontecimentos nas vidas pessoais dos integrantes, o que nos fez dar uma diminuída no passo. O Frazão e o Danilo tiveram suas filhas entre 2008 e 2010, e em 2008, a Sabrina também precisou de uma pausa para retirar um tumor, então tivemos boa parte do tempo ocupado com essas coisas. Mas falando do álbum em si, acreditamos que ele soa um pouco mais pesado e sombrio que o Victoria Regia. Os arranjos foram todos feitos pela banda e a produção também, toda a parte de orquestras, etc. Isso levou um tempo maior do que se tivesse sido feito por uma pessoa que faz isso todos os dias, mas em compensação ficou arranjado da forma que queríamos.



2)O cd todo foi disponibilizado para download no site da Banda, como surgiu essa idéia e porque tomaram essa decisão?

Renato:Bom, nós somos uma banda independente. Não vivemos disso e objetivamos atingir o maior número de pessoas possíveis com as músicas. Não adianta a gente colocar um álbum à venda numa loja, no valor de um CD de uma banda grande. Obviamente, o fã vai comprar o da banda grande, pois é pra isso que ele foi lá. Então, optamos por tentar este formato, as músicas estão disponíveis para quem quiser ouvir. Quem gostar e quiser o CD completo, com encarte (que, aliás, tá muito bonito!) e tudo mais, entra em contato com a banda e compra, num preço bem mais acessível do que um material que tem que ficar exposto na loja com a obrigação de vender ou dar espaço pra outra banda mais conhecida e que venda mais. Ou seja, melhor pra banda, que pretende atingir mais ouvintes, e melhor pra quem gostar e quiser comprar o CD, que vai pagar mais barato.


3)Algo que notei, é que vocês mantiveram, de certo modo, uma temática, abordando também o tema natureza no novo trabalho.Fale um pouco pra gente a respeito dessa temática ,presente nas capas, em algumas letras, nome da Banda...

Renato:Eu acho que isso faz parte da cultura em que vivemos mesmo. Não nascemos na Europa, então não conseguimos escrever muito sobre cavaleiros e dragões, ou outras coisas mais ligadas à cultura deles. Vez ou outra, até sai alguma coisa, como a Dawn do Victoria Regia, ou até a Gathering High, do Nature's Last Ride, mas é mais raro. As bandas brasileiras têm uma tendência a escrever sobre essas coisas. Nossas lendas são sobre florestas e habitantes das mesmas. Nossa realidade está muito ligada a isto também, e nos últimos anos o mundo acordou pra isso, devido às catástrofes e desastres que tem ocorrido - desmatamento, terremotos, enchentes, aquecimento. Quando vimos, praticamente o trabalho todo da banda estava orientado neste sentido.
Mas ainda assim, é importante dizer que o NLR não é um álbum conceitual, pois ainda não nos sentimos à vontade para compor algo deste porte.


4)Quanto ao processo de composição dentro da Banda, como funciona?Pergunto também, porque já tive Banda e novamente estou voltando a tocar e o que mais complicava era encaixar as letras nas melodias!

Renato:Em geral, eu escrevo as músicas, ou do zero, ou a partir de alguma idéia ou riff que o Danilo, a Sabrina ou o Frazão trazem. Quando a letra é da Sabrina, a composição normalmente é conjunta, ou seja, vamos escrevendo a música e a letra ao mesmo tempo. Já quando o Danilo escreve, ele traz a letra pronta, e depois de ler e tentar entender o clima da música, eu trago algumas idéias pra ver se era aquilo que ele tinha em mente, e a partir daí a música vai fluindo.


5)Dentre as composições do novo play, essa é difícil eu sei, quais você destacaria como suas favoritas e porque?

Renato:Minha favorita, número 1 mesmo, é a The Poem & The Eden. O clima todo dela é muito bonito, a progressão, tudo. Ela é muito envolvente, eu acho. Depois dela, Nature's Last Ride, Whoever You Are e Heretic, não necessariamente nesta ordem.



6)A Banda fez uma composição em português, "O Anjo", vocês pensaram em fazer outras, colocar como bônus, algo assim?

Renato:Essa música foi composta como trilha sonora para um filme que participaria do Festival de Cinema de Brasília, mas aparentemente o projeto não saiu do papel. O pessoal da produção do filme trouxe diversas limitações para a composição, e uma delas era justamente ser em português. No fim das contas, eles queriam algo mais pop e não gostaram da música (era muito pesada e muito séria pra eles), mas cada um com seus problemas. Então, por enquanto, não existe nenhum projeto neste sentido.

7)Como surgiu a idéia de fazer a "The Phantom in the Mirror Part II" ?

Renato:A "Phantom" é uma das minhas favoritas do primeiro álbum, eu gosto muito de tocar ela ao vivo, e a gente achou que o tema e a harmonia dela eram legais e renderiam mais um trabalho. Aí eu apareci com a idéia do refrão, a Sabrina escreveu a letra e lá estava ela.

8)E a cena atual, comparada com a época do lançamento do Victoria Regia, o que você sentiu de mudanças,melhorou, piorou?

Renato:Em termos de mercado, acho que mudou. Não dá pra dizer piorou ou melhorou. O que nos parece é que cada vez menos as gravadoras investem em uma banda, e cada vez menos existem lugares pra tocar. Em compensação, quando há, os eventos são maiores e com mais público.

A molecada, como sempre, interessada em modinhas. A imprensa mainstream continua burra, o público do estilo continua fiel como sempre foi, e temos cada vez mais a facilidade de divulgar o trabalho pela Internet, o que possibilita a divulgação das bandas brasileiras ao redor do mundo, permitindo que bandas menores se aventurem em turnês internacionais. Então, num balanço geral, acho que nem melhorou nem piorou, mas a cara do cenário mudou de forma radical e nós, bandas, precisamos aceitar isso e nos adaptar à situação atual.

A agenda de shows internacionais de Heavy Rock/Metal desse ano está bem cheia, principalmente neste segundo semestre, o que significa que o público existe. Cabe a nós trabalhar para conseguir atingi-lo. O que eu acho que falta são pessoas/empresas de produção mais sérias, pois a maior dificuldade de uma banda hoje é agendamento de shows em locais longe de sua cidade. Se as próprias bandas se organizassem de forma a cooperarem umas com as outras mais ativamente, teríamos um excelente cenário de bandas brasileiras com shows em muito mais cidades por todo o território nacional.




9) Obrigado a todos e parabéns por mais um ótimo e bem cuidado trabalho e também pela iniciativa de disponibilizá-lo on-line, fica seu espaço para mensagem aos Bangers aqui da região e quem sabe poderemos ver a Banda num futuro próximo, no Nightfall, que já está sendo um evento tradicional aqui na região, ou outro festival.

Renato:Agradecemos o seu apoio, muito importante desde o Victoria Regia. Esperamos que o pessoal curta bastante o novo álbum e estamos ansiosos por shows aí na região. Havendo oportunidade, estaremos no Nightfall com o maior prazer - e nos demais eventos também. As músicas estão disponíveis na íntegra no site. Faça download, copie pro seu amigo que gosta de metal, pro que não gosta também, escutem até a vizinha pedir pelo amor de Deus pra tirar. E pra quem quiser o álbum com áudio em alta qualidade, encarte com letras, etc., basta entrar em contato conosco pelo site, facebook, myspace, orkut ou email: contact@amazon.mus.br.

Keep Rockin'!












terça-feira, 17 de agosto de 2010

Amazon Disponibiliza Novo Play Para Download na Íntegra



A Banda de Valinhos/SP, que está na estrada desde 2002, tendo registrado seu debut pelo selo Hellion em 2004, "Victoria Regia", disponibiliza seu novo play, "Nature's Last Ride" para download na íntegra.
Muitas Bandas estão utilizando esse recurso (o Slash, pra citar um exemplo bem recente), afinal, quem é fã, certamente não deixará de apoiar e comprar o material original, e também a banda tem a oportunidade de mostrar seu trabalho a mais pessoas.
Atitude digna de nota do pessoal do Amazon! Confiram no site da banda e aguardem matéria exclusiva aqui no blog!!!

Posso adiantar que o cd está matador, para quem curtiu o primeiro, com certeza vai gostar ainda mais deste novo. Recomendado para quem ainda não conhece conferir o Metal Sinfônico, com influências dos primeiros plays do Nightwish, e com pitadas de Hard e Prog, com certeza vai curtir a agradável experiência sonora que a banda proporciona!

Keep on Metal Road!!!



CONFIRA AQUI O CD

ENTREVISTA DE 2008,FEITA POR ESTE COLABORADOR(CACO) PARA O SITE ALL THE BANGERS