quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Entrevista: Vulcano - Sem se Prender ao Passado



Um dos pioneiros do Metal extremo no Brasil e América Latina, iniciando a atividade em meados dos anos 80, o Vulcano já deixou sua marca, tendo importante destaque na história do Metal nacional, mas apesar desse glorioso passado, a banda, apesar de alguns anos de "hibernação", não se prendeu a esses tempos idos, e segue em frente, lançando novos álbuns (inclusive com vários lançamentos num espaço relativamente curto!), alcançando novas conquistas e angariando novos fãs.

Conversamos com Zhema Rodero, membro fundador e uma das lendas vivas do Metal brasileiro, para nos contar um pouco de história, falar sobre os recentes lançamentos e muito mais. Confira a seguir!


Road to Metal: A Vulcano é considerada por muitos como a primeira banda de Metal extremo do Brasil/América Latina por ter surgido bem no começo dos anos 80. O fato de ser pioneira num terreno em que o Brasil veio a se tornar uma das fortes referências mundiais (incluindo grupos como Sarcófago, Sepultura e Krisiun) é algo a que se orgulhar ou você pensa que as bandas que surgem hoje tem mais apoio?
Zhema: Claro! Temos esse sentimento de orgulho por sermos reconhecidos como uma referência. É certo que surgimos em uma época diferenciada onde quase tudo era novidade, e de certa forma isso contribuiu para nos posicionar entre os pioneiros. Atualmente existem outras condições que propiciam mais oportunidades à todos, porém essas oportunidades são as mesmas para todas as bandas, por isso eu acredito que não se pode viver do passado. Não renego o passado de maneira alguma, mas também não fico preso nele.

Road to Metal: Falando em reconhecimento internacional, a banda foi confirmada na 12ª edição do festival Maryland Deathfest em maio de 2015 em Baltimore (Estados Unidos). Como se deu o convite e quais as expectativas para essa apresentação por lá?
Zhema: Eu recebi um convite do Evan, um dos organizadores, em junho e tentei emendar uma turnê maior por lá, porém eles queriam exclusividade, ou seja, nos contratariam para apenas aquele festival, não poderemos tocar nessa época em outros shows por lá. Mas não vejo nenhum problema afinal o MDF é o maior festival de bandas “out of mainstream” no Estados Unidos. Tocaremos ao lado de Sodom, Bulldozer, Napalm Death, Metal Church, Master, etc, etc... a expectativa é muito grande e vamos preparar um ótimo repertório para esse evento.



Road to Metal: A banda vem numa sequência de vários lançamentos, sendo que "The Man, The Key, The Beast", lançado ano passado foi muito bem aceito tanto pela mídia especializada quanto pelos fãs. Além disso, o relançamento de material mais antigo do grupo. Atualmente, a banda vem divulgar “Wholly Wicked”, segundo álbum em apenas dois anos. Conte-nos um pouco sobre o disco: como foi compô-lo, qual sua temática, quem trabalhou na produção, etc.
Zhema:“Wholly Wicked” é um álbum excelente, intenso e poderoso sonoramente falando. Ele tem um tema central que está implícito no título. Eu vinha trabalhando no “The Man, The Key, The Beast” desde janeiro de 2013 e em Abril ele foi lançado. Na mesma semana do lançamento nós viajamos para a Europa para a “Thunder Metal Tour”.

Quando voltamos em junho, tive a sensação que estava ocioso demais e comecei a trabalhar nas músicas que viriam a ser o “Wholly Wicked”, porém em uma organização que fiz em minha garagem achei uns textos que haviamos escrito há pelo menos uns 14 anos atrás e comecei a trabalhar neles também e quando me dei conta eu estava com dois álbuns prontos! Começamos a gravar em janeiro e no começo demorou um pouco pois eu estava gravando dois álbuns ao mesmo tempo e isso estava me prejudicando, então foquei no “Wholly Wicked” e depois no “The Awakening an Ancient and Wicked Soul”.  


Road to Metal: Se você fosse fazer uma avaliação de todos os anos de carreira, que decisões gostaria de ter tomado de forma diferente e que talvez mudassem a história da banda?
Zhema: É dificil responder isso, acredite! Eu estou satisfeito com o VULCANO nos dias de hoje. Afinal eu tenho dúvidas de como seria se eu tivesse aceito um convite da Godly Records USA para lançar um álbum inédito através deles em 1987. Esses caras foram os responsáveis pela implantação da RoadRunner na América naquela mesma época. O que poderia ter acontecido? Não sei! Então voltando a primeira parte de sua pergunta, eu penso que não pararia a banda por 14 anos, continuaria a fazer álbuns e então estaríamos atualmente como uma discografia bem maior. Agora se isso ia mudar a banda, não sei!

Road to Metal: Claro que a essência continua, mas quais seriam as principais diferenças do Vulcano do início de carreira e o dos dias atuais?
Zhema: Éramos cinco jovens com muita vontade e pouco habilidade, hoje somos quatro senhores com a mesma vontade, porém com muita habilidade.



Road to Metal: Qual a sua opinião a respeito da cena atual do Metal brasileiro? Há muitas discussões sobre o público, produtores e até bandas darem mais valor a grupos de fora, e inclusive algumas bandas mudando o direcionamento para seguir tendências e inclusive copiando algumas bandas de fora.
Zhema: Esta cena um tanto desgastada com relação ao prestígio que se dá para bandas Brasileiras e bandas estrangeiras se traduz na bilheteria dos Promotores de shows. Por algum motivo que realmente eu não compreendo já vi promotor trabalhar duro, preparar um festival de bandas nacionais, fazer a divulgação, colocar dinheiro do bolso, pedir dinheiro emprestado pros pais para bancar a divulgação, fazer e refazer as contas e finalmente ficar na expectativa de juntar pelo menos 200 pessoas, pois esse é o “break even point” que não dará lucro, mas também não trará prejuízo. 

Chega o dia e a hora do evento e não aparecem essas 200 pessoas. Prejuízo e contas para pagar. Se esse mesmo promotor contratasse um músico estrangeiro, por exemplo, o baixista de uma banda “das” antigas que só tocou em um álbum apenas e que viria sozinho, chegando aqui montava uma banda com músicos brasileiros que tocam em bandas “cover” e manda um repertório da banda que ele tocou, pronto! Sucesso! Casa cheia! Isso eu não entendo! 

Olha esse fato que aconteceu comigo, fui assistir um festival de Metal em São Paulo, cinco bandas autorais e muito boas por sinal, ao terminar o evento paguei minha comanda, estou saíndo do local e vejo uma enorme fila, muito grande mesmo, esperando para entrar. Tinha mais gente na fila do que tinha no evento. Nesta fila uns três amigos de Santos, então eu disse... “chegaram atrasados...” um me respondeu:  “não, viemos ver o "Cover do Metallica" ”. Dá para entender?


Road to Metal: Ainda quanto ao que citamos de algumas bandas seguirem tendências, abrindo mão de uma identidade, alguma vez houve pessoas que tentaram sugerir ou convencer vocês de adotar mudanças na sonoridade ou outros aspectos a fim de atingir outros mercados ou ser mais "vendável"?
Zhema: Não cara isso nunca aconteceu, mesmo porque o VULCANO sempre foi uma banda independente. Nunca tivemos uma gravadora, um empresário ou um contrato. Sempre fomos independentes, mesmo os álbuns lançados pela Rock Brigade, no início e Cogumelo em seguida, foram produções independentes licenciadas para essas empresas.

Essa coisa de preparar um banda para o sucesso é uma armadilha porque, ou você tem um talento e gosta do que faz ou você tem talento e não gosta do que faz ou você não tem nenhum e nem outro. 

Não se cria talento e quem tem talento não precisa estar sob o comando de empresários ou produtores, etc. É muito mais fácil uma banda mediana, mas que realmente gosta da música que está fazendo, chegar a um relativo sucesso do que uma banda virtuosa “fake”.



Road to Metal: Você ouve bandas recentes do cenário brasileiro e mundial? O que tem chamado a atenção e quais bandas, pelo que você ouviu, tem tudo para fazer história ao longo das décadas, a exemplo da Vulcano?
Zhema: Sim, eu procuro ouvir tudo que me chega em mãos ou que alguém me apresenta como sendo interessante, mas sinceramente para minha coleção, meu carro e meu “mp3 device”, continuam indo os de sempre. Tem muita boa, mas também tem muita banda com construções musicais que não me agradam. Eu ainda sou aquele que não aceitou a geração Metallica e depois Pantera. Não adianta, meus ouvidos não se acostumam que esse estilo, sinto muito!

Road to Metal: Foram 15 anos sem lançar material, até que a banda chegou em 2004 com “Tales From the Black Book”. Por que decidiram lançar novo material nos anos 2000 e o que motivou que na sequência dos anos novos trabalhos viessem, como “Five Skulls And One Chalice” (2009) e “Drowning in Blood” (2011)?
Zhema: No ano de 1999 o Soto Jr. Guitarrista no LIVE! e “Bloody Vengeance” insistiu muito para uma reunião da banda novamente e chegamos a fazer isso algumas vezes que culminou em alguns shows. Infelizmente ele morreu em 2001. Hibernamos novamente, mas eu sempre achava que se uma banda quer retornar das cinzas deveria mostrar um trabalho inédito, não poderia ficar vivendo de história e então em 2003 eu comecei a escrever o “Tales from the Black Book” e criei um selo para esse lançamento chamado “Renegados Records”. Ocorreu que o álbum foi um sucesso com versões Brasileira, Chilena, Suéca e Alemã em vinil. Os demais álbuns vieram como uma sequência natural das coisas, ou seja a aceitabilidade do “Tales...” e a continuidade do VULCANO.


Road to Metal: Considerando a experiência que a banda possui o que pode dizer que é necessário para um grupo de Thrash/Death Metal conseguir um lugar ao sol neste período em que há maior difusão da música via internet (bandas que mal lançaram EP podem ser ouvidas em todo o mundo)?
Zhema: Shows, shows e shows!! Tem que tocar ao vivo para mais pessoas que puder, porque é lá, em cima do palco, que você poderá mostrar sua verdadeira música e empolgar a plateia que futuramente virão a se tornar seus fãs.

Road to Metal: Há dois novos lançamentos previstos para este ano: “Live II - Stockholm Stormed” e “The Awakening of an Ancient and Wicked Soul – A Trilogy”. O que podemos esperar deles e o que você pode nos adiantar deles?
Zhema: O Live II contém o show inteiro na capital Suéca e mostra como soa o VULCANO no palco. Um álbum energético, rápido, bem gravado e dá seu recado para aqueles que ainda não puderam ver o VULCANO ao vivo. “The Awakening of an Ancient and Wicked Soul” é a trilha sonora de um livro. Na verdade são três textos interligados pelo mesmo assunto os quais foram musicados de acordo com suas propostas. Musicalmente falando, este EP tem arranjos diferenciados explorando intervalos de trítono tanto nos acordes como nas vozes dos instrumentos e mantendo-se na mesma linha do “Wholly Wicked”, mesclado com sonoridades que me influenciaram como guitarrista.  



Road to Metal: Agradecemos pela atenção e oportunidade. Deixamos este espaço para sua mensagem final nesta entrevista, na certeza de que não será a última.
Zhema: Também agradeço a oportunidade desta entrevista e acrescento que o VULCANO está fazendo uma turnê Sul Americana de uma forma um pouco diferente da convencional, estivemos em Lima e esta semana partimos para dois concertos no Chile, vamos voltar ao Peru, Arequipa em novembro seguindo para La Paz e no inicio do ano Assunción no Paraguay. 

Este formato de turnê, “picado” foi o que encontramos como melhor logística dado que também temos nossos trabalhos normais. E a quarta turnê Européia começa dia 30 de Setembro próximo, até lá esperamos que o Live II já tenha sido lançado e que o “The Awakening of an Ancient and Wicked Soul” esteja na fábrica.
Agradeço também aos leitores por dispender um tempo na leitura desta entrevista!

Keep Banging!

Entrevista: Carlos Garcia e Eduardo Cadore
Edição/Revisão: Carlos Garcia

Acesse os canais oficiais da banda:








terça-feira, 12 de agosto de 2014

Angra: Retorno à Porto Alegre para Apresentação de seu Novo Baterista


Vinte e três anos de idade é um período definitivo, muitas decisões a serem tomadas que podem mudar o sentido de toda a vida ou da carreira. Pra quem saiu cedo de casa e aprendeu a fazer tudo sozinho, já fica um pouco mais fácil tomar essas decisões.

Quando se chega nessa idade tendo passado por grande mudança, dificuldade e amadurecimento, tomar algumas decisões não é tão difícil assim. Na maioria das vezes, pouco resta a decidir a não ser administrar o tempo entre produzir novos materiais e conduzir o seu legado aos quatro cantos do mundo.

Primeira foto oficial da atual formação, já com Bruno nas baquetas (segundo da esq.p/dir.)

Nesse clima o Angra, na ativa desde 1991, vem a Porto Alegre trazer toda essa experiência para incendiar em mais uma noitada e mostrar porque o Bruno Valverde foi escolhido para ser o novo baterista da banda.

Atualmente o grupo encontra-se em fase de produção e concretização do novo álbum, então a resposta da pergunta que fica no ar é:

- Sim, Porto Alegre terá mais uma fatia na comemoração dos 20 anos do álbum “Angels Cry”.

Ao menos até anunciarem oficialmente a nova turnê do trabalho ainda em conclusão.


Desta vez quem está trazendo o Angra é a Pisca Produtora com a parceria da Opinião Produtora. Kiko Loureiro, diretamente da Suécia, fez um vídeo convocando os fãs para o show que acontece no dia 28 de Setembro de 2014, em Porto Alegre no Bar Opinião.


Vídeo: http://youtu.be/hWdwIAHvlgU

Assista a apresentação completa da nova formação no Hellfest Festival (França) aqui.

Formação atual:
Fabio Lione (Vocal)
Rafael Bittencourt (Guitarra)
Kiko Loureiro (Guitarra)
Felipe Andreoli (Baixo)
Bruno Valverde (Bateria/Percussão)


Mas não te perde nas coordenadas!




Pisca Produtora & Opinião orgulhosamente apresentam:
ANGRA

"Em Porto Alegre/RS"
Dia: 28 de Setembro, domingo, 20h.

Local: Bar Opinião -- Rua José do Patrocínio, 834 -- Cidade Baixa.
Ingressos:

1° lote - R$ 50,00. (ESGOTADOS)
2° lote - R$ 60,00.
3° lote - R$ 70,00.
4° lote - R$ 80,00.
5°lote -- R$ 90,00.
Na hora a definir.


Pontos de venda:
- Lojas Multisom: Shopping Iguatemi, Praia de Belas, Moinhos, Total, BarraShopping Sul, Bourbon Ipiranga, Bourbon Wallig, Andradas 1001.
Shopping Canoas, Bourbon São Leopoldo e Bourbon Novo Hamburgo.
- A Place (Voluntários da Pátria, 294 - loja 150 -- Centro). Fone: (51) 3213-8150.
- Zeppelin (Marechal Floriano, 185 - loja 209. Galeria luza -- Centro). Fone: (51) 3224-0668.

Classificação etária: 14 anos.
Informações: (51) 3211.2838 -- pisca@pisca.com.br -- www.pisca.com.br
Produção: Pisca Produtora & Opinião.

Texto: Uillian Vargas
Edição/revisão: Renato Sanson

domingo, 10 de agosto de 2014

Dave Lombardo em Porto Alegre/RS! Impossível Não Gritar SLAAAAAYYYERRRR! (Realização: Abstratti Produtora)


Recentemente Porto Alegre esteve na boca do mundo e recebeu a visita de milhares de turistas. Pessoas vieram de diversas partes do mundo para presenciar a maior festa do esporte. Pois bem, esses dias passaram e a final da copa do mundo, para o público Metalhead, ainda está por vir.

Nem Workshop, nem show, muito menos work e para a maioria significa tudo isso ao mesmo tempo. Um dos maiores ícones do Thrash Metal, Dave Lombardo, já desembarcou no Brasil para 10 apresentações em solo brazuca, certamente Porto Alegre terá sua honorável chance de hospedar o mestre. Dave é uma referência e um exemplo a ser seguido para (não só) todos os bateristas MetalHeads da atualidade. Sua carreira e grandeza procedem ao ponto de se consolidar sem o auxílio de predicados grupais, mas é inevitável não conectar a imagem de Lombardo ao Slayer. Dez serão os dias de apresentações pelo Brasil e eis que, dez também é o número mínimo de discos em estúdio que Lombardo esteve no comando da bateria com o Slayer. É dele também, a bateria do inesquecível “The Gathering” com o Testament. Entre outras já gravou com Sepultura, Grip Inc., Fantômas, Voodoocult, Apocalyptica e atualmente na Philm, segue edificando o seu legado imortal.

Poucas figuras no Metal são elevadas a categoria do endeusamento, menos ainda são as que vivas conseguem subir nesse ranking. Deus, Mestre, ídolo, padrinho do bumbo duplo ou “muso” inspirador, o título deixo ao seu encargo. O fato é que, dia 30 de Agosto o cubano David Lombardo estará entre nós em Porto Alegre, a apresentação acontece no Bar Opinião.

Esse alinhamento estelar só foi possível através da parceria entre Ludwig-Musser Drums and Percussion, da Rádio Rock Freeday e Abstratti Produtora.

Pós-réveillon, Pós-Carnaval e foi-se Copa do Mundo, para universo subterrâneo do Metal, podemos dizer com propriedade agora:

 -Seja (dez vezes) bem vindo 2014!




Informações:
Local: (Rua José do Patrocínio, 834)
Quando: Sábado, 30 de agosto.

Horários
18h – abertura da casa
19h – Renato Siqueira (It's All Red)
Francis Cassol (Scelerata)
Eduardo Baldo (Hibria)
20h – Dave Lombardo

Ingressos
R$ 80,00

Pontos de venda
Online
www.ticketbrasil.com.br (em até 12x no cartão)

Lojas
Mil Sons – Rua Cel. Vicente, 412. Fone: (51) 3286-1111
Mil Sons – Shopping Bourbon Wallig, loja 263. Fone: (51) 3013-757
A Place – Voluntários da Pátria, 294 – loja 150. Fone: (51) 3213-8150
Zeppelin – Marechal Floriano, 185 – loja 209 da Galeria Luza. Fone: (51) 3224-0668

* Será expressamente proibida a entrada de câmeras fotográficas profissionais e semiprofissionais, bem como filmadoras de qualquer tipo.

* A organização do evento não se responsabiliza por ingressos comprados fora do site e pontos de venda oficiais.

CENSURA LIVRE
Links:
Workshop com Dave Lombardo (ex baterista do Slayer)

Rádio Rock Freeday

Dave Lombardo

Ludwig-Musser Drums and Percussion

Texto: Uillian Vargas
Edição/revisão: Renato Sanson

Vulcano: Pioneiros do Metal Extremo Nacional em Grande Forma

Lendário grupo capitaneado por Zhema em um dos melhores discos de 2014

Obviamente que muitas pessoas ainda preferem os primeiros trabalhos da Vulcano, oriunda de Santos/SP em 1981, e que colocaram o grupo como a primeira banda de Metal extremo (na época considerada Black Metal) da América do Sul, mas é inegável que o retorno de lançamento nos últimos dez anos tem rendido um álbum melhor que outro.

Após hiato de material, grupo vem com ótimos lançamentos desde 2004, culimando com "Wholly Wicked" (2014)

Além disso, o grupo vem numa sequência ótima de lançamentos. Foram três álbuns em pouco mais de três anos (“Drowning in Blood” em 2011; “The Man The Key The Beast” em 2013), algo incomum para os padrões de hoje, e o trabalho mais recente é o estupendo “Wholly Wicked” (2014).

O álbum da banda de Zhema (guitarra) e cia traz 10 faixas de um Thrash/Death Metal muito bem executado, com letras fortes, vocais de Luiz Carlos Louzada perfeitamente encaixados na proposta (e olha que o cara entrou na banda há poucos anos), baixo marcante de Ivan Pellicciotti e bateria de encher os ouvidos de Arthur Von Barbarian e muita energia e peso que só um grupo que possui várias décadas de vida é capaz de fazer com tamanha propriedade.

Banda participará em maio de 2015 do aclamado festival Maryland Deathfest em Baltimore (EUA)

É para moer o pescoço ouvindo faixas como “The Return of the Long Night” (Zhema nervoso nos seus riffs), “The Tenth Writing” (agradará fãs do Slayer) e “Daughters of Pagan Rituals”, só para citar algumas.

Vulcano, que não precisa provar nada pra ninguém, é uma verdadeira instituição da música pesada mundial, mostrando que ao invés de ir diminuindo sua produção sonora, segue com lançamentos quase anuais e sempre de uma qualidade ímpar, ao mesmo tempo em que você ouve e sabe se tratar do grupo. Este “Wholly Wicked” (que você pode ouvir gratuitamente no site da banda abaixo) merece estar nas mais cobiçadas listas de melhores de 2014.

Aguarde para este mês entrevista histórica exclusiva com Zhema Rodero aqui no Road to Metal!

Stay on the Road

Texto/edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação
Assessoria: Wargods Press

Ficha Técnica
Banda: Vulcano
Álbum: Wholly Wicked
Ano: 2014
País: Brasil
Tipo: Thrash/Death Metal
Selo: Renegados Records

Formação
Luiz Carlos Louzada (Vocal)
Zhema Rodero (Guitarra)
Ivan Pellicciotti (Baixo)
Arthur Von Barbarian (Bateria)



Tracklist
01. The Tenth Writing
02. Pentagram
03. Daughters of Pagan Rituals
04. Infusion of Hatred
05. The Return of a Long Night
06. Thirst for Vengeance
07. Wholly Wicked
08. Tormented
09. Malevolent Mind
10. Blowing Death

Acesse e conheça mais sobre a banda

sábado, 9 de agosto de 2014

Unisonic: Power Metal Sem Sair do Lugar Comum

Novo álbum agradará fãs de Helloween e Gamma ray

Para a alegria de muitos e tristeza de outros, o Unisonic seguiu como banda e não apenas um projeto, afinal de contas, além dos EPs, acaba de lançar seu segundo disco, sucedendo o ótimo trabalho de estreia de 2012.

Acontece que muita expectativa se criou sobre o novo álbum “Light of Dawn” (2014). Mesmo com o EP “For the Kingdom” e depois o vídeo clipe de “Exceptional” (confira matéria aqui), ainda pairava a dúvida se teríamos um disco na linha do primeiro, com bastante refrões simples e pegada Hard, ou se a banda se voltaria para um Power Metal rápido e melódico, como das bandas de onde saíram Michael Kiske (vocal) e Kai Hansen (guitarra), respectivamente Helloween e Gamma Ray.

Composições de Dennis Ward trouxeram banda mais rápida e melódica, com pouca pegada Hard

Infelizmente, e digo isso porque simplesmente adoro o trabalho dos caras em “Unisonic” (2012), o novo trabalho enveredou para o Power Metal “mais do mesmo” que já estamos acostumados de ouvir vinda da Alemanha e apesar do grupo ter dois dos fundadores do estilo no time, faltou ousadia em inovar. A própria arte da capa feita por Martin Haeusler já aponta a proposta que encontraremos no álbum.

A questão é que o disco não é ruim, longe disso. Ele traz momentos muito bons, especialmente para quem ansiava por um som mais rápido e melódico. Porém, fazem falta músicas que impressionem e que você pense “Uau, os caras estão com energia de sobra”. 

Faltou ousadia e desejo de fazer diferente em "Light of Dawn"

Faixas como “Your Time Has Come” e “For the Kigdom” são prato cheio para fãs do antigo Helloween e realmente tentam resgatar a proposta original do Power alemão dos anos 80/90, especialmente com os ótimos riffs e solos de guitarra. 

Quem esperava, assim como eu, algo diferente e mais semelhante à estreia, certamente gostará de “Not Gonna Take Anymore” (minha favorita) e “Night of the Long Knives”. Momentos de beleza ímpar ajudadas pela bela voz de Kiske ficam também para as baladas do álbum, como “Blood” (refrão viciante e uma das únicas composições do Kiske) e “You and I”, que remete bastante às baladas do Place Vendome.

Falar dos músicos que acompanham as duas lendas citadas é desnecessário, pois se tratam dos já muito conhecidos Dennis Ward (responsável por todas as composições e pela produção) no baixo, Mandy Meyer na guitarra, fazendo dupla com Kai, e Kosta Zafiriou na bateria. Vale mencionar que Kosta, Ward e Meyer tem origem comum: a banda alemã Pink Cream 69 (que, curiosamente, surgiu com Andi Deris, atual Helloween, nos vocais).

Embora a mídia especializada em geral tenha adorado o álbum e afirmado que se trata de um disco muito melhor que o debut, penso o contrário, já que a proposta mais diferenciada e nova do álbum de estreia se perde neste num Power Metal de lugar comum, querendo soar o que exatamente os fãs “órfãos” do Helloween querem: rápido e melódico. E a tomar pelo fato de Kiske e Kai quase não terem participado das composições, me pergunto se teremos outro disco que surpreenda.

Stay on the Road

Texto/edição: Eduardo Cadore
Fotos: divulgação

Ficha Técnica
Banda: Unisonic
Álbum: Light of Dawn
Ano: 2014
País: Alemanha
Tipo: Power Metal
Selo: EarMusic

Formação
Michael Kiske (Vocal)
Kai Hansen (Guitarra e Vocal de Apoio)
Mandy Meyer (Guitarra)
Dennis Ward (Baixo)
Kosta Zafiriou (Bateria)

Participação
Günter Werno (Teclados)



Tracklist
01. Venite 2.0
02. Your Time Has Come
03. Exceptional
04. For The Kingdom
05. Not Gonna Take Anymore
06. Night Of The Long Knives
07. Find Shelter
08. Blood
09. When The Deed Is Done
10. Throne Of The Dawn
11. Manhunter
12. You And I

Assista ao vídeo clipe oficial de “Exceptional”


Confira “For the Kingdom”


Acesse e conheça mais sobre a banda

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Snowy Shaw: DVD/CD Ao Vivo Resumindo 25 Anos de Metal



Com uma vasta e prolífica carreira, o sueco Snowy Shaw pode ser apontado como uma das figuras mais interessantes, versáteis e criativas no meio metálico, estando sempre envolvido em diversos projetos e bandas, seja atuando como baterista, instrumento o qual iniciou sua carreira (ganhando destaque ao entrar na banda de King Diamond e também no Mercyful Fate em meados dos anos 90), guitarrista, tecladista, vocalista, produtor, coach, fotógrafo, designer...ufa!!!Praticamente um "super-herói"!

Além de suas próprias bandas e trabalhos solos, como o Memento Mori (que fundou ao lado de Mike Wead e Messiah Marcolin) e o Notre Dame, Snowy Shaw tem em seu currículo passagens e colaborações, seja em estúdio ou no palco, em bandas como King Diamond, Mercyful Fate, Falconer, Nightrage, Easy Action, Amon Amarth, The Crown, Hellfuelled, Sabaton, Eyes of Noctum (banda do filho do ator Nicolas Cage) e Dream Evil, e até a curiosa entrada no Dimmu Borgir, onde foi anunciado como integrante num dia, deixando a banda no dia seguinte!! Isto só para citar algumas poucas, e como percebemos na lista, transita com naturalidade por vários estilos, em parte servindo para manter-se sempre motivado e não limitar-se artisticamente.


Snowy é uma figura que é praticamente impossível não chamar a atenção, seja pelo visual, pelo bom humor, pelas performances bombásticas em palco, ou simplesmente pela música que produz e por todo esse currículo.

Mais recentemente estamos acostumados a ver Snowy com o Therion, atuando ao vivo com a banda, em performances pra lá de memoráveis, e estando presente em álbuns de estúdio, como "Gothic Kabbalah"(2007), e CDs/DVDs ao vivo, como o recente "Adulruna Rediviva" (2014).


Para comemorar todos esse currículo e serviços prestados em prol do Metal, Snowy lança em setembro o CD/DVD "Snowy Shaw, The Liveshow", em comemoração aos "25 anos de loucura em nome do Metal!", trazendo no set list músicas marcantes, tentando abranger toda a carreira e grupos que o irrequieto multi-instrumentista sueco colocou sua mão, além de muitos convidados especiais, companheiros e ex-companheiros de bandas que passou, como Hal Patino, Andy Laroque, Thomas Vikström, Mats Levén e Kristian Niemann.


O CD/DVD já pode ser adquirido na pré-venda, através do site do músico, além de ser possível adquirir uma edição especial, a Deluxe Fan-Pack, limitada a 666 cópias, trazendo vários atrativos customizados para o fã que adquirir (veja abaixo os links para conferir e adquirir o material), e conforme o bem humorado release divulgado por Snowy: "We do have an offer so damn fabulous that only a bloody idiot can resist (no YOU right?)"

Confira a seguir os links para acessar o site do músico e aguarde que em breve estaremos publicando entrevista exclusiva com Snowy aqui no Road!






Texto/Edição: Carlos Garcia
Fotos: Divulgação