terça-feira, 27 de junho de 2023

Cobertura de Show – The Sisters Of Mercy – 18/06/2023 – Tokio Marine Hall (SP)

São Paulo se encheu de pontinhos pretos na noite fria de 18 de junho (2023): muitas expectativas, looks elaborados e música alta. Esse era o clima que cercava a casa, mesmo horas antes do espetáculo se iniciar.

Hoje vou contar um pouco do que foram os shows do 3 Pipe Problem e The Sisters of Mercy, que aconteceram recentemente. Então se você é amante de rock nacional, alternativo ou faz parte da subcultura gótica, fique por aqui para saber mais sobre esses shows e as opiniões divergentes que eles geraram.

Vamos lá!

Esquentando a noite e estreando o palco, a banda nacional e autoral, 3 PIPE PROBLEM, chegou com seu som autêntico e único, que tem como inspiração para suas composições as bandas Nirvana, Radiohead, Faith no More e até a pura nata do Rock brasileiro: Titãs, Legião Urbana e Sepultura, não deixaram de fazer jus às bandas que correm em suas veias.

A banda, criada em 2017, surpreendeu muitos ali presentes nessa oportunidade única de se apresentar para um público maior e mostrar seu som para pessoas que talvez nunca tivessem ouvido falar da banda antes. E eles não decepcionaram: com sua energia contagiante e suas músicas cativantes, a 3 Pipe Problem conquistou o público desde o primeiro acorde.

A banda se mostrou muito animada com a entrega do público, que com certeza se sentiram muito satisfeitos com seu setlist – músicas como Elephant in The Room, Silver Girl e Too old To Rave nos deram uma das melhores execuções que o gênero pode oferecer. E ali deixaram clara a sua versatilidade, que consegue criar músicas mais pesadas quanto baladas emocionantes.

Se você é fã de Rock e ainda não conhece o 3 Pipe Problem, está perdendo uma das melhores experiências sonoras que o gênero pode oferecer. A banda é composta por quatro integrantes, todos eles músicos talentosos que se dedicam a criar um som autoral e original, que mistura elementos do Rock clássico com influências modernas.

Tenho certeza de que todos aproveitaram muito essa noite e já estão ansiosos pelo próximo show.

Parabéns à banda pela performance espetacular e obrigado por nos proporcionar essa experiência.

Até a próxima!

Finalmente eles chegaram, às 20hrs.

Os fãs do Sisters of Mercy estavam ansiosos para o início do show. Afinal, a banda não se apresentava aqui no Brasil e na América Latina há muito tempo e a expectativa era grande. Muitos deles chegaram cedo ao local do evento, esperando ansiosamente pela abertura dos portões.

Alguns fãs comentavam sobre as músicas que esperavam ouvir, enquanto outros estavam mais preocupados com a performance em si. Todos, no entanto, estavam unidos pela paixão, pela música do Sisters Of Mercy.

O clima era de animação e expectativa. As pessoas conversavam entre si, compartilhando histórias de como descobriram a banda e de seus shows anteriores. Com certeza todos estavam prontos para uma noite inesquecível.

 

O show

Finalmente as luzes se apagaram e o público começou a gritar. O Sisters Of Mercy entrou no palco ovacionado pelos fãs. Clássicos como Don’t Drive On Ice e Ribbons aqueceram a galera para os hits tão esperados. O vocalista Andrew Eldritch, sempre de um lado para o outro no palco, com seu jeito “à la” vampirão.

Mas como nem tudo são flores. Quando se trata de bandas lendárias, os fãs esperam ansiosamente pelo momento de verem suas estrelas favoritas se apresentando ao vivo. Uma das bandas mais icônicas da cena gótica dos anos 80 e 90 é o Sisters Of Mercy, Andrew Eldritch é o vocalista e líder da banda e, embora seja um ícone respeitado, há uma grande crítica por parte dos fãs em relação à sua pouca interação com o público.

A falta de interação do Sisters of Mercy com o público é um problema que vem sendo discutido há anos. Muitos fãs confessam que a banda sempre evita encontros com fãs, não realizam meet and greet, e poucas são as vezes que eles se comunicam em suas apresentações. Tal atitude dos integrantes tem gerado uma grande irritação por parte dos fãs.

Além da falta de interação em shows, os fãs apontam que a banda tem uma presença mínima em redes sociais, dizendo ser algo quase “inadmissível”.

Em um mundo dominado pelas redes sociais e pelo contato direto com o público, é importante que um artista esteja disposto a se conectar com sua base de fãs, deixando claro que eles são fundamentais para o sucesso da carreira.

Embora o Sisters of Mercy tenha resistido a essa tendência, ainda existem muitos fãs que os admiram, independentemente de sua falta de interação. Ainda assim, é possível que a manutenção dessa postura afete a capacidade de criar uma nova geração de fãs.

Ainda que os membros da banda demonstrem pouco interesse em interagir, muitos fãs se sentem desapontados e frustrados, uma vez que esperam conhecer de perto aqueles que são suas inspirações.

Os fãs dos britânicos estavam ansiosos para o show em São Paulo, mas a apresentação não correspondeu às expectativas. Muitos saíram irritados com a falta de hits, o som ruim e a ausência do baixista na banda.

Com instrumentos desencaixados e microfones mal regulados e baixos, muitos dos presentes se queixaram da acústica do local, mas outros disseram que já foram a shows na mesma casa e nunca tinham ouvido um som tão ruim.

Outro fator que contribuiu para a desilusão dos fãs foi a falta de Craig Adams, baixista icônico da banda, que é essencial nas apresentações. Eldritch justificou sua ausência dizendo que ele estava lidando com questões pessoais, mas muitos dos presentes acharam que isso deveria ser inadmissível e que a banda deveria ter se esforçado para conseguir um substituto à altura.

No decorrer do show, a banda apresentou muitas músicas novas, o que não agradou muito seu público, uma vez que pareciam desanimados ao tocar os clássicos – muitas vezes cortando as músicas – iniciando direto do refrão, fazendo uma canção de 7 (sete) minutos ser executada em menos de 2 (dois).

Chegando ao fim da apresentação, a banda deu uma pequena pausa e voltou com tudo emendando os hits Lucretia My Reflection, Temple of Love e This Corrosion, que levantou completamente os presentes (que nem parecia estar ali) no restante do show. Porém, como tudo que é bom dura pouco – sem aviso e nem um “thank you” –, o show acaba sem precedentes.

Um silêncio tomou conta do salão e, aos poucos, as vozes foram surgindo com frases do tipo: “Já acabou?”, “Sério?”, “Nossa, dois minutos de show... Extremamente curto”, “Deixaram de tocar muitas, vou ouvir quando chegar em casa” – fora o lembrete constante dos nomes das músicas e álbuns que ficaram de fora da apresentação e que são vistas como essenciais, como First And Last and Always, Walk Away, e No Time to Cry.

O After

Do lado de fora da casa, só se falavam dos “afters” e, principalmente, do Madame Club, que apresentaria uma banda cover de Sisters na mesma noite do espetáculo e com a expectativa de ouvir as músicas clássicas “melhor executada”, e posso afirmar que grande parcela das pessoas que estavam no Tokio Marine foram para o Madame.

A banda (cover) que leva o nome de Sisters of Monster estava na casa para finalizar a noite. Porém, vale ressaltar que (os músicos) possuem uma banda cover e têm a liberdade de interpretar as músicas da maneira que quiserem, adicionando sua própria energia e personalidade. Isso fez com que a apresentação seja mais envolvente e emocionante para o público.

Se tratando de uma banda cover é comum que haja uma interação mais intensa entre os músicos e o público, e uma das razões para isso é que os integrantes da banda cover têm maior liberdade para interagir e improvisar do que a própria banda original. Isso significa que as apresentações podem ser mais espontâneas e imprevisíveis, e os músicos podem se deixar levar pelas emoções que as músicas da banda provocam. Portanto, essa conexão com a música pode ser percebida pelo público, levando a uma maior empatia e até uma identificação maior com a banda cover.

Bem, depois de assistir à banda do “after”, podemos dizer com certeza que eles foram melhores que a banda original em termos de áudio, entrega, interação e até animação – jamais tirando a posição extremamente importante da banda original –, mas a energia e a paixão que a banda cover colocou em cada música foi simplesmente incrível. Foi uma noite inesquecível e mal podemos esperar pelo próximo show da banda cover.

Quanto ao Sisters of Mercy, bem, talvez eles precisem de uma banda cover para realmente dar vida às suas canções. Mas, no final das contas, o que importa é a música e a diversão que ela nos proporciona. E isso, definitivamente, foi entregue pela banda cover.

Esperamos que, caso o Sisters Of Mercy volte a se apresentar por aqui, possam entregar um show mais satisfatório aos seus fãs, esse acabou com gosto de quero “More, More, More”.

 

Texto: Mayara Dantas - @tmoon.png

Edição/Revisão: Gabriel Arruda / Renato Sanson

Fotos: André Tedim - @andretedimphotography

 

Realização: Top Link Music

Assessoria de Imprensa: Isabele Miranda

 

The Sisters Of Mercy

Don’t Drive on Ice

Ribbons

Alice

I Will Call You

But Genevieve

Dominion / Mother Russia

Summer

Show Me

Marian

More

Instrumental 86

Doctor Jeep / Detonation Boulevard

Eyes of Caligula

I Was Wrong

Crash and Burn

On the Beach

When I’m on Fire

***Encore***

Lucretia My Reflection

Temple of Love

This Corrosion

sábado, 17 de junho de 2023

Garganta do Diabo Festival: Tradicional Evento de Metal no Interior do RS Retorna em Edição Comemorativa


Criado em 2008, o festival foi batizado Garganta do Diabo por ser um nome forte e por fazer alusão ao imenso e alto vale, que liga a cidade sede do evento, Santa Maria, ao município vizinho de Itaara. Sobre o vale há uma ponte curva, a qual também é atração na bela e assustadora vista.

O festival teve seis edições anteriores, acontecendo de 2008 a 2012 (em 2011 houveram duas edições, em abril e dezembro), passando pelo evento nomes conhecidos no cenário regional, nacional e até mundial, como por exemplo Dark Funeral, Symphony Draconis, Red Front, Nervochaos, Vakan, Amen Corner, A Sorrowful Dream e outros.

Com organização elogiada pelo público e bandas, muito lamentou-se o hiato que o festival teve desde a última edição, fazendo muita falta ao cenário Metal do interior do RS.

Mas renascido das profundezas da Garganta do Diabo, o festival que leva o mesmo nome do grandioso vale, retorna para uma edição comemorativa de 15 anos, que se realizará dia 27/10/2023, trazendo um cast matador, reunindo quatro nomes potentes da cena do Metal Extremo.


A primeira banda anunciada foi o representante da cena local, a FINITA (Dark Metal), que foi fundada em 2010. O grupo mescla influências do Gothic e Death Metal, utilizando vocais líricos, limpos e guturais. Atualmente estão divulgando o EP "Above The Chaos", lançado no final do ano passado.


A segunda atração é o FUNERATUS, fundado em SP em 1993, faz um Death Metal tradicional e brutal, angariando muitos seguidores nesses 30 anos de carreira, tornando-se uma das mais tradicionais forças do estilo no Brasil.

O grupo tem no currículo um álbum adorado pelos fãs do Metal da morte, "Accept The Death" de 2018, que foi mixado na Alemanha por Andy Classen.


A terceira atração, não seria exagero dizer, é uma das mais importantes bandas do Metal extremo brasileiro, o NERVOCHAOS (Death/Grande/Thrash Metal), que está desde 1996 na estrada, e inclusive já tocou no fest, retorna a Santa Maria para mostrar a força da nova formação e de seu recém lançado 11° álbum de estúdio, "Chthonic Wrath".


O nome estrangeiro que vem somar ao pesadíssimo line-up é o MORK da Noruega, formado em 2004, e tendo como mentor o multi-instrumentista Thomas Eriksen.

A banda é considerada parte da nova geração do Black Metal norueguês, mas possui influências da cena dos anos 90 do estilo, porém buscando inovação a cada álbum. Os temas líricos são voltados ao ocultismo, paganismo, natureza e misantropia. 


Não por acaso, o MORK faz parte do cast de um dos mais tradicionais e importantes selos de Metal Extremo mundial, o Peaceville Records, e vem à América do Sul na tour de divulgação do seu mais recente trabalho, "Dypet" (2023),o sexto full-lenght de uma discografia que possui vários EPs, Splits e Singles.


Um cast muito especial, artilharia pesada de Metal Extremo para movimentar os bangers do interior e capital, em uma edição que além de comemorativa, pretende também marcar história pelos nomes de peso, e quem sabe abrir novas portas para a continuidade e crescimento deste e de outros festivais no interior do Rio Grande do Sul.

O evento acontecerá do dia 27/10/2023, no Clube Comercial de Santa Maria, e os ingressos já podem ser adquiridos.

Confira informações sobre local e ingressos no cartaz abaixo e acompanhe as atualizações através do perfil oficial do evento @gargantadodiabofestival e pelo nosso site e Instagram @road_to_metal.











domingo, 11 de junho de 2023

Elegant Weapons: Richie Faulkner e Grande Elenco em Excelente Debut

 


O guitarrista do Judas Priest, Richie Faulkner, reuniu um timaço para as gravações desta sua empreitada, o Elegant Weapons, tendo na cozinha seu companheiro de Judas Scott Travis na batera e no baixo Rex Brown, do Pantera, e para a voz, Ronnie Romero. Agora, para os shows conta com Dave Rimmer (Uriah Heep, no baixo) e Christopher Williams (Accept, na bateria).

O vocalista chileno, e que tem desfrutado de uma carreira bem prolifica, no Elegant Weapons se mostrou muito a vontade, dividindo o protagonismo com o criador do projeto.

 
Ronnie tem uma performance com muita força, técnica e versatilidade, e encaixou muito bem no Metal veloz e melódico da banda. Junto com a rifferama de Richie, o vocalista é o destaque.

Sobre o nome Elegant Weapons, Richie explicou no release: "Em quase qualquer empreendimento, o artesão precisa das ferramentas certas para executar o seu trabalho. Para um músico, essas ferramentas são representadas pelos seus instrumentos, suas vozes e as emoções que a combinação certa de tudo isso pode trazer à tona.

Você também pode considerar o nome uma referência aos instrumentos que tocamos, porque agora são quase antiguidades. Então, sim, faz referência aos nossos instrumentos e também a esse tipo de música, onde continuamos a tradição de grandes nomes como SABBATH e DIO, mas também de bandas às quais os caras estão conectados, como RAINBOW, PANTERA e PRIEST."


O debut de estreia, "Horns of Halo", traz um Metal com peso e melodia, ora acelerando a velocidade, ora alternando momentos mais cadenciados e até com um pé no Hard.

"Dead Man Walking" e "Do or Die" já iniciam o álbum com velocidade e melodia, e até remetendo a algo da banda principal de Richie e Travis. Bom...nada anormal, ainda mais se tratando de que os caras tocam em uma das bandas que forjaram o estilo.

"Blind Leading Blind" o quarteto tira um pouco o pé do acelerador, em um Metal com nuances Hard, melódico e moderno. "Ghost of You" é uma balada, que tem uma pegada de Blues muito legal, tem ares 70's e com ótima performance de Ronnie Romero, mostrando o talento do vocalista. Destaque para o refrão e trabalho de vozes de fundo.


Já "Horns for a Halo" tem uma pegada mais pesada e moderna, com riffs de afinações mais baixas, lembrando a sonoridade de algumas bandas de Heavy Rock dos anos 90, com sua levada mais cadenciada; e em "White Horse" eles colocam algo de Prog, mas com os riffs pesados e marcantes e ótimas variações vocais. 

Destaco ainda a versão para "Lights Out", clássico do UFO, que ganhou roupagem mais pesada. Com certeza uma grande influência deles, principalmente de Ronnie Romero.


Um muito bom e bem diversificado álbum de Metal, entregando o que se esperava de um time com músicos de excelente nível. 

Muitos "supergrupos" acabam decepcionando, mas o Elegant Weapons fez o que parece óbvio, composições com feeling e liberdade criativa.

Texto: Carlos Garcia
Fotos: Divulgação 

Banda: Elegant Weapons
Álbum: "Horns for a Halo" 2023
Estilo: Heavy Metal
Produção: Andy Sneap
Selo: Nuclear Blast/Shinigami Records
Adquira o álbum na Shinigami

TRACK LIST


1. Dead Man Walking

2. Do Or Die

3. Blind Leading The Blind

4. Ghost Of You

5. Bitter Pill

6. Lights Out

7. Horns For A Halo

8. Dirty Pig

9. White Horse

10. Downfall Rising




quarta-feira, 3 de maio de 2023

Cobertura de Show – U.D.O. & Tim ‘Ripper’ Owens – 27/04/2023 – Bar Opinião/RS

Por: Renato Sanson

Fotos: Uillian Vargas

 

O dia 27/04 marcou a capital gaúcha pelo encontro histórico entre os vocalistas U.D.O. (ex-Accept) e Tim Owens (ex-Judas Priest). Tim retornava ao RS depois de 6 anos de sua última passagem e retornava ao Bar Opinião depois de 22 anos quando se apresentou ao lado do Judas em 2001.

Já o Metal Heart U.D.O. debutava em solo gaúcho e os fãs estavam fervorosos por esse encontro, já que para muitos ele é o próprio Accept.

Com um ótimo público presente, pontualmente as 21h as luzes se apagam e Tim ‘Ripper’ inicia seu show de forma espetacular, já que o set em questão seria apenas de clássicos do Judas Priest, tanto de sua Era como da de Halford, e nada melhor que “Metal Gods” iniciar os trabalhos e levantar o público!

Logo em seguida tivemos a clássica pergunta de Tim: “What's my name”? E todos já sabiam que “The Ripper” daria as caras de forma magistral. Assim como “Burn In Hell” (que pertence a sua fase com o Judas no incrível “Jugulator” – 97) veio em um clima apocalíptico sendo um dos melhores momentos do show e mostrando que Tim Owens segue em ótima forma vocal, com seus agudos estridentes incrivelmente altos e afinados.

Um set especial ao Judas Priest não poderia faltar a emblemática “Painkiller” e que vale destacar a excelente banda de apoio (que tiveram a árdua missão de ser de ambos os vocalistas) formada por: Wagner Rodrigues e Johnny Moraes (Hevilan) nas guitarras e Fabio Carito (baixo) e Marcus Dotta (bateria), tocando fielmente cada nota e deixando o clima ainda mais arrebatador.

“Hell Is Home” de sua época com “Demolition” (01) deu as caras e sendo uma das melhores músicas do Judas até hoje, mas negligenciada pela banda após a saída de Owens. Assim como “One On One”, levantando a galera e ressaltando a importância de sua época na banda britânica.

Tivemos ainda “Hell Bent For Leather” e o encerramento com a clássica “Electric Eye”. Ainda aos gritos dos presentes de: “Ripper, Ripper, Ripper” o mesmo anuncia que agora é a hora do U.D.O. e o baixinho entra em cena para delírio dos fãs ávidos por sua passagem pelo Accept.

“Starlight” abre os caminhos para deixar o público alvoroçado e cantando a plenos pulmões e sem tempo para respirar: “Living For Tonight”, “Midnight Mover” e “Breaker” chegam como um furacão e lavam as almas dos fanáticos pela sua fase de ouro na banda alemã (me incluo neles!).

O carisma e a simples presença de palco do baixinho é contagiante e com poucas palavras ganha os fãs, até mesmo quando cometeu uma pequena “gafe” dizendo que era um prazer estar retornando a Porto Alegre, sendo que o mesmo nunca tinha tocado aqui, mas nada que estragasse um momento tão mágico e único de assisti-lo. Para na sequência irmos as lágrimas com “Princess Of The Dawn”, “Fast As a Shark” e “Metal Heart”!

Finalizando obviamente com seu maior clássico: “Balls To The Wall”. Para fechar com chave de Metal, U.D.O. chama ao palco Tim ‘Ripper’ e ambos nos proporcionam mais dois clássicos do Judas, as batidas, mas não menos empolgantes, “Breaking The Law” e “Living After Midnight”.

O som estava satisfatório, com alguns pequenos problemas que foram ajustados no decorrer, mas nada que estragasse o espetáculo. A iluminação de certa forma também satisfatória, mas o excesso de luzes vermelhas e gelo seco estraga a visão até mesmo de quem está assistindo, agora imagina para os fotógrafos. Fica a dica.

Uma noite dedicada aos clássicos em Porto Alegre que valeu cada segundo.

 

sexta-feira, 21 de abril de 2023

Entrevista: Federica "Sister" De Boni (White Skull)



Fundado em Vicenza, Itália, no final dos anos 80, o White Skull tem mais de três décadas dedicadas ao Heavy Metal, lançando onze álbuns de estúdio, sendo o mais recente "Metal Never Rusts" (2022), que foi composto durante o período em trabalhavam em sua biografia, "The Soul of the Skull", tendo suas canções inspiradas na história da banda e no amor ao Metal. (English Version)

Para falar um pouco sobre o livro, o novo álbum e a história do White Skull, conversamos com a vocalista Federica "Sister" De Boni, que apesar de ter ficado fora da banda por um período, esteve junto com o guitarrista e fundador Tony Fontò nos primeiros anos do grupo, gravando grandes discos como "Tales From the North" (99), lançado mundialmente pela Nuclear Blast.
confira abaixo e sinta a "alma da caveira"!



RtM: Olá Federica, obrigado pela gentileza em nos conceder esta entrevista para o Brasil. Vamos começar falando do novo disco, claro, "Metal Never Rusts", que acabou sendo composto durante a pandemia e inspirado no livro sobre a banda que estava sendo escrito. Quero dizer, depois de álbuns falando sobre os povos nórdicos, Roma, Egito, este fala sobre a banda e seu amor pelo Metal.
Federica Sister
: Como você já mencionou, o álbum é inspirado no livro “The Soul of the Skull”, que é a biografia da banda publicada recentemente. Como você pode imaginar, resumimos muitos anos de música e experiências pessoais em cerca de 400 páginas. 

Ao mesmo tempo, o novo álbum estava sendo preparado. Achei que seria perfeito colocar em letras nossa história para complementar o livro e expressar em música nossos sentimentos sobre o que se tornou o condutor de nossas vidas.

No momento, o livro está disponível apenas em italiano, portanto, o álbum permite que todos os nossos fãs conheçam o White Skull e nossa história da maneira que melhor contamos: na música.

Cada música tem vários temas encadeados nela. É assim que eu gosto de escrever minhas músicas. Podemos entrar em mais detalhes mais adiante nesta entrevista.



RtM: Bem, a faixa-título já mostra que o ouvinte terá um ótimo álbum de Heavy Metal para ouvir, e com as marcas do White Skull. Uma trilha épica! Metal nunca enferruja para quem vive o estilo com alma e coração, certo? Foi isso que senti quando ouvi a música. Conte-nos mais sobre a faixa-título.
FS: Metal Never Rusts é uma confissão de coração aberto e ao mesmo tempo a celebração de passar pela vida com a mentalidade de um Metalhead. Eu queria descrever como o Metal é a fonte de energia do dia a dia, o analgésico quando preciso e a pessoa que sou.


RtM: E sobre a arte da capa? Acredito que a guerreira da capa é você, já que o álbum é inspirado na história da banda e você é a vocalista, e quando se fala em White Skull a primeira pessoa que vem na cabeça da grande maioria é você.
FS: Sim, correto. Esta arte foi realmente montada no último minuto com o artista que a criou. Assim que concordamos que minha imagem de guerreira fosse colocada na capa, solicitei que fotos individuais dos membros da minha banda também fossem adicionados ao livreto


RtM: No álbum temos arranjos de voz muito bons, ótimos refrãos, acho que as vozes receberam um cuidado extra neste álbum. Eu acredito que você teve uma de suas melhores performances.
FS: Obrigado Carlos. Desta vez decidi ser direta e talvez menos melódica do que nos álbuns anteriores. Isso está de acordo com a música e o tema geral do álbum. Trouxemos de volta alguns dos grandes refrãos que usamos em "Tales from the North" e "Public Glory, Secret Agony" porém, desta vez a voz principal mantém sua identidade e definição.

Estou feliz com o resultado geral dos arranjos de voz, embora, quando ouço o álbum, sempre possa pensar em outra coisa que poderia ter gravado. Mas acho que isso é coisa de todo músico.


RtM: E sobre o livro? Já existem contatos para lançamentos em outros países?
FS: Neste momento estará disponível em inglês. Uma tradução profissional exigiria bastante orçamento e tempo que atualmente não temos.



RtM: Falando um pouco sobre as músicas, "Pay to Play" imagino que vocês já passaram e também conhecem bandas que passaram por situações onde oportunidades foram oferecidas, mas com um custo. A citação do tema principal do filme “O Poderoso Chefão” acho que mostra o que você pensa sobre essas situações.
FS: Como você notou, as letras são bem diretas e descrevem claramente qual seria a situação típica. A condenação também é muito clara. As bandas deveriam subir no palco por mérito, mas simplesmente não é assim que funciona o show business (antes conhecido como music business). Então bandas vamos apenas escrever músicas e tomar cuidado com os lobos lá fora.


RtM: "Skull on The Closet" é um Heavy Metal muito legal, rápido, com melodia e ótimos coros. Conte-nos um pouco mais sobre isso, e se às vezes é realmente melhor deixar os esqueletos no armário?
FS: "Skull in the Closet" tem vários tópicos relacionados à letra. A primeira é a CONFIANÇA. Nossa banda passou por vários desafios ao longo dos anos e a confiança desempenha um grande papel no relacionamento entre os membros. O segundo é SEGREDOS: quem não tem um? E deve ser conhecido e por quem? Novamente, às vezes os segredos devem ficar no armário!

Terceiro é CONSPIRAÇÃO por terceiros. Na verdade, esta é uma história que não incluímos no livro, mas me diverti escrevendo a história em vídeo com ela em mente. Eu também adicionei o conceito de ETERNIDADE. No vídeo, os membros da banda são roubados do mundo dos vivos para ficarem presos para sempre neste armário paranormal… para sempre!!!!


RtM: Temos um momento de mais calma com "Weathering The Storm", que pensei ser Chris Boltendahl como convidado no dueto vocal quando a ouvi pela primeira vez. Conte-nos sobre essa música e sobre o dueto.
FS: Na verdade, Chris está  cantando em dueto somente em "Scary Quiet". Em "Weathering the Storm", eu canto com Tony, Valentino e Jo. A música descreve o vínculo entre os membros da banda.



RtM: Uma das minhas favoritas é "Scary Quiet", com seu riff e refrão marcantes, incluindo coros grandiosos. Conte-nos mais sobre ela e o tema da letra.
FS: "Scary Quiet" é sobre a Pandemia e o "silêncio" que se seguiu. Enjaulados dentro das paredes de nossas casas, sentíamos falta de nossa música alta e poderosa.

Enquanto mixava o álbum Chris Boltendahl se ofereceu para participar de uma música e ele escolheu essa. Estamos muito gratos pela amizade de Chris e pela co-produção deste álbum.


RtM: Sobre a parceria com o Boltendahl, ela vem de longa data, com ele produzindo "Tales from The North", e também influenciou no fechamento do contrato com a gravadora ROAR! Conte-nos mais sobre essas parcerias, com a Boltendahl, e esta mais recente com a ROAR! que acredito ter sido muito positivo, com boa divulgação, produção de vídeos muito bacanas.
FS: Na verdade, Tony manteve um contato próximo com Chris ao longo dos anos. Ultimamente isso levou ao contrato com a gravadora ROAR. Procurávamos muito um selo com presença internacional e estamos muito satisfeitos por ver como continua a crescer e a recrutar excelentes bandas.


RtM: Conheci a banda através do álbum "Tales from The North", e ele e "Public Glory, Secret Agony" acredito que foram os trabalhos que levaram o White Skull a outro patamar e a um público maior. Conte-nos um pouco sobre a importância desses dois álbuns para você.
FS: "Tales from the North" (99) nos trouxe a Nuclear Blast. Naquela época, este era o Olimpo do Metal.
Com tamanha visibilidade nossa banda ficou conhecida em vários países. 

Logo depois lançamos "Public Glory Secret Agony" (00), mas dessa vez pelo selo do Udo Dirkschneider. Esses foram de fato os anos em que o White Skull atingiu o maior sucesso.


RtM: Acredito que esse período foi bastante marcante para você em termos de reconhecimento, oportunidades de shows e festivais. Conte-nos sobre esse período e quais fatos você considera mais marcantes.
FS: Estávamos constantemente ensaiando, tocando e escrevendo novas músicas. Fizemos turnês com o Grave Digger e participamos de grandes festivais. Não durou muito para mim, pois decidi sair logo após o lançamento do PGSA. Na verdade, a banda aproveitou o sucesso desses álbuns por um bom tempo. Bem, para dizer a verdade, acho que o White Skull ainda é reconhecido e comparado a esses álbuns até hoje.



RtM: Você teve que se separar do White Skull em 2000, deve ter sido difícil deixar a banda, numa época em que vinha de dois álbuns muito elogiados. A banda continuou, mas muitos fãs sentiram falta de sua voz e presença a frente do White Skull.
FS: Chegou a um ponto em que eu não conseguia acompanhar tudo. Trabalho, família e banda. Todas essas coisas me exigiam demais. Tínhamos dois ótimos álbuns, mas os resultados não corresponderam às minhas expectativas ou onde eu gostaria de ter chegado. 

Alguns desentendimentos com a banda criaram certa distância entre nós e ajudaram na minha decisão. Eu gostei da voz de Gus e do estilo dele cantar, mas eu entendo o sentimento de um fã.


RtM: Como foi a vida nos EUA, você morou na Geórgia, não é? Foi difícil se adaptar? Quais as coisas que você mais sentiu falta?
FS: Sim, morei na Geórgia, EUA, por quase sete anos. A vida era diferente, mas boa. Mas não há muita cena Heavy Metal! Eu morava no sul do país com muito espaço ao meu redor. Eu amava a natureza, mas a longo prazo eu realmente senti a solidão e sentia falta de escrever música.


RtM: Alguns anos depois você voltou para a Itália e para a banda. Conte-nos como foi essa retomada, e sobre a composição do álbum "Under This Flag". Acho que com a parceria de anos com Tony Fontò, deve ter fluido naturalmente o seu retorno às atividades com a Banda.
FS: Eu estava planejando meu retorno à Itália quando recebi um e-mail informando que o vocalista do White Skull os havia deixado. A banda estava procurando por um novo vocalista e levaria muitos meses até que eu realmente voltasse para a Itália.

Tony e eu conversamos e descobrimos uma maneira de trabalhar no novo álbum à distância. Então escrevemos as músicas e as letras de "Under this Flag". Ao retornar, estávamos prontos para gravar e eu estava de volta ao microfone.



RtM: Como foi o retorno aos palcos? Durante o período nos EUA, você conseguiu fazer algo relacionado à música?
FS: Enquanto estava nos Estados Unidos, não tive nenhum projeto musical. Depois de dez anos, pensei que seria difícil estar no palco, mas não foi tão ruim quanto pensei. Com certeza eu precisei praticar para ter minha voz de volta a forma. Esses gritos não são tão fáceis quanto parecem (risos).


RtM: E falando mais sobre suas preferências pessoais, conte-nos como foi seu início na música, quem foram suas principais influências e incentivadores. Como foi sua primeira experiência com uma banda e no palco?
FS: Comecei a tocar em uma banda quando tinha quinze anos. Tocávamos covers e escrevemos algumas músicas próprias. Meus primeiros ídolos foram Blackie Lawless, Alice Cooper, Ronnie James Dio e Dee Snider.

O palco é sempre assustador. Bem, pelo menos a primeira música é, até a adrenalina começar a bater. Fiz meu primeiro show na frente do pessoal da minha cidade. Muitos amigos lá e, na verdade, foi quando um membro do White Skull me viu e mais tarde me pediu para fazer um teste com eles.


RtM: Além do Metal, existe algum outro estilo musical que você goste de ouvir? Algumas músicas e artistas que podem surpreender-nos?
FS: Eu tenho um amplo espectro de preferências musicais. Vai do Black Metal ao Metal Industrial. De Michael Jackson a Andrea Bocelli. Mas no fundo eu aprecio grandes vozes e boas canções.
A música não deve ser objeto de preconceito
.



RtM: Federica, obrigado pela entrevista, mais uma vez parabéns pelo álbum, esperamos te ver na estrada!
FS: Obrigado a todos pela boa conversa e aproveitem nosso novo álbum "Metal never Rusts"!

Entrevista: Carlos Garcia
Fotos: White Skull archives


White Skull is:
Federica "Sister" De Boni - Vocals
Tony "Mad" Fontò - Guitars

Valentino Francavilla – Lead Guitar

Alexandros Muscio – Keyboards

Jo Raddi – Bass

Alex Mantiero – Drums


White Skull Linktree





Interview: Federica "Sister" De Boni (White Skull)

 


Founded in Vicenza, Italy, in the late 80's, White Skull has more than three decades dedicated to Heavy Metal, releasing eleven studio albums, the most recent being "Metal Never Rusts" (2022), which was composed during the period in which they até writing their biography, "The Soul of the Skull", having their songs inspired by the band's history and the love of Metal.  (Versão em português)

To talk a little about the book, the new album and the history of White Skull, we spoke with The front-woman Federica "Sister" De Boni, who although was out of the band for a period (, was together with guitarist and founder Tony Fontò in the first years of the group, recording great albums like "Tales From the North" (99), released worldwide by Nuclear Blast.

Well, put the album to play, check the interview below and feel the Soul of The Skull!


RtM: Hello Federica, thank you for your kindness in granting us this interview for Brazil. Let's start talking about the new album, of course, "Metal Never Rusts", which ended up being composed during the pandemic and inspired by the book about the band that was being written. I mean, after albums talking about Nordic peoples, Rome, Egypt, this one talks about the band and Your love for Metal music.

Federica Sister: As you mentioned already the album is inspired by the book “The Soul of the Skull” which is the recently published band biography. As you can imagine we summarized many years of music and personal backgrounds in some 400 pages.


At the same time the new album was in the pipeline. I thought it would have been perfect to put in lyrics our story to complement the book and express in music our feelings about what has become the driver of our lives.


Right now the book is only available in Italian therefore the album allows all our fans to know about White Skull and our story the way we tell it best: in music.


Each song has several themes threaded in it. That´s how I like to write my songs. We might go into more details further down this interview.


RtM: Well, the title track already shows that the listener will have a great Heavy Metal album to listen, and with the White Skull trademarks. An epic track! Metal never rusts for those who live the style with soul and heart, right? That's what I felt when I heard the song. Tell us more about the title track.

FS: Metal Never Rusts is an open hearted confession and at the same time the celebration of going thru life with the mindset of a Metalhead. I wanted to describe how Metal music is the source of everyday energy, the painkiller when I need one and the person I am. 


RtM: And about the cover art, believe that the warrior on the cover is you, since the album is inspired by the band's history and you are the frontwoman, and when talking about White Skull the first person that comes to mind for the vast majority is you.

FS: Yes, correct. This art cover was really put together last minute with the cover artist.  Once we aggred my warrior image was being put on the front cover I requested individual portraits of my band members to be also added to the booklet.


RtM: There are Very good Voice arrangements, great choruses, i think The voices received an extra Care on this album. I believe you had One of Your best performances.

FS: Thank you Carlos. This time I decided to be direct and maybe less melodic than the previous albums. This in line with the music and the overall album theme. We brought back some of the big choruses we used in "Tales from the North" and Public glory, secret agony however, this time the main voice keeps its identity and definition. 


I am happy with the overall result of the voice arrangements even though, when I listen to the album I can always think of something else I could have recorded. But I guess that is the thing of every musician.


RtM: And about the book? Are there already contacts for launches in other countries?

FS: At this time it will be available in English language. A professional translation would require quite a budget and time we currently don´t have.


RtM: Speaking a little about the songs, "Pay to Play" I imagine that you have been through and also know bands that have gone through situations where opportunities were offered, but at a cost. The citation of the main theme of the movie "Godfather" I think it shows what you think about these situations.

FS: As you noticed the lyrics are pretty straight forward and clearly describing what the typical situation would be. The condemnation is also very clear. Bands should get on the stage for merit but that´s simply not the way this show business works (once known as music business). So bands let´s just write music and watch out for the wolves out there. 


RtM: "Skull on The Closet" is really cool, fast Heavy Metal with melody and great choirs. Tell us a little more about it, and if sometimes it's really better to leave the skulls on The Closet?

FS: "Skull in the Closet" has several topics threaded into the lyrics. First one is TRUST. Our band has gone thru several challenges throughout the years and trust plays a big role in the relationship between the members. Second is SECRETS: who doesn´t have one? And should it be known and by who? Again, sometimes secrets shall just stay in the closet!


Third is CONSPIRACY by a third party. This is actually a story we did not include in the book but I had fun writing the video story with this one in mind! I also added the concept of ETERNITY. In the video the band members are stolen from the world of the living to be forever trapped in this paranormal closet…forever!!!!


RtM: We have a moment of more calm with "Weathering The Storm", which i thought was Chris Boltendahl as a guest on the vocal duet when i have heard it for the first time. Tell us about this song and about the duet.

FS: Chris is actually only singing in duet in Scary Quiet. In Weathering the Storm, I sing with Tony, Valentino and Jo. The song describes the bond within the band members.


RtM: One of my favorites is "Scary Quiet", with its striking riff and chorus, including grandiose choirs. Tell me more about It and the lyrics.

FS: "Scary Quiet" is about the Pandemic and the “silence” that followed up. Caged up within the walls of our houses we missed our loud and powerful music. 

While mixing the album Chris Boltendahl offered to participate to a song and he picked this one. We are really grateful for Chris friendship and co-production of this album. 


RtM: About the partnership with Boltendahl, it has been going on for a long time, with him producing "Tales from The North", and also had an influence on the closing of the contract with the label ROAR! Tell us more about these partnerships, with Boltendahl, and this most recent one with ROAR! which I believe has been very positive, with good publicity, production of very cool videos.

FS: Indeed, Tony has maintained a close contact with Chris throughout the years. Lately this lead to the contract with the label ROAR. We were very much looking for a label with an international presence and are really pleased to see how it is still growing and recruiting excellent bands.


RtM: I got to know the band through the album "Tales from The North", and it and "Public Glory, Secret Agony" I believe were the works that took White Skull to another level and to a larger audience. Tell us a little about how important these two albums are to you.

FS: "Tales from the North" brought us to Nuclear Blast. Back then this was the Olympus of Metal.

With such visibility our band was known in many countries. Soon after we released "Public Glory Secret Agony", but this time under Udo Dirkschneider label.

Those were indeed the years when White Skull hit the highest success. 


RtM: I believe that this period was quite remarkable for you in terms of recognition, opportunities for concerts and festivals. Tell us about that period and what facts you consider most remarkable.

FS: We were constantly rehearsing, performing and writing new songs. We toured with Grave Digger and participated in big festivals. It didn't last long for me as I decided to leave no long after the release of PGSA. Actually the band enjoyed the success of those albums for quite a while. Well, to be true, I guess White Skull is still recognized and measured against those albums to these days. 


RtM: You had to part ways with White Skull in 2000, it must have been hard to leave the band, at a time coming off two highly praised albums. The band continued, but many fans missed Your voice and presence fronting White Skull.
FS: It came to a point where I could not keep up with everything. Work, family and the band. All very demanding. We had two great albums but the results were not up to my expectations or where I wished for a better say. Some disagreements with the band created some distance between us and helped my decision to go. I did like Gus' voice and singing style however I do understand the feeling of a fan.   



RtM: How was life in the USA, you lived in Georgia, didn't you? Was it difficult to adapt? What things did you miss the most?
FS: Yes, I lived in Georgia USA for almost seven years. Life was different but good. Not much metal scene though! I was living in the south of the country with lots of space around me. I loved the nature but in the long term I really felt the solitude and missed writing music. 


RtM: A few years later you returned to Italy and the band. Tell us how that resumption was, and about the composition of the "Under This Flag" album. I think that with the partnership of years with Tony Fontò, it must have flowed naturally Your Return to activities with The Band.
FS: I was making arrangements for my return to Italy when I received an email informing me that White Skull singer had left. The band was looking for a new singer and It would have taken many months before I actually would have returned to Italy.

Tony and me had some conversations and figured out a way to work on the new album from the distance. So we wrote the music and the lyrics of Under this Flag. Upon my return we were ready to record and I was back behind the microphone.  


RtM: How was the return to the stage? During the period in the USA, did you manage to do something related to music?
FS: While in the States I did not have any music project. After ten years I thought it would have been hard to be on stage but it wasn´t as bad as I thought. For sure I needed to practice to have my voice back in shape. These screams are not as easy as they sound.



RtM: And talking more about your personal preferences, tell us how your beginning in music was, who were your main influences and encouragers. How was your first experience with a band and on stage?
FS: I started to play in a band when I was fifteen. We were playing cover songs and writing some ourselves. My first idols were Blackie Lawless, Alice Cooper, Ronnie James Dio and Dee Snider. 
On stage it is always scary. Oh well at least the first song is until the adrenaline kicks in. I had my first gig in front of my town people. Lots of friends there and actually that was when one member of White Skull spotted me and later asked me to go for a trial with them.


RtM: Besides Metal, is there any other musical style that you like to listen to? Some songs and artists that might surprise us?
FS: I have a wide spectrum of music preferences. It goes from Black Metal to Industrial Metal. From Michael Jackson to Andrea Bocelli. But bottom line I appreciate great voices and good songs. 
Music shall not be subject of prejudice. 


RtM: Federica, thanks for The interview, once again congratulations for the album, we hope to see you on the road!
FS: Thank you all for the nice chat and enjoy our new album "Metal never Rusts"
!


Interview by: Carlos Garcia
Photos: White Skull archives

White Skull is:
Federica "Sister" De Boni - Vocals
Tony "Mad" Fontò - Guitars

Valentino Francavilla – Lead Guitar

Alexandros Muscio – Keyboards

Jo Raddi – Bass

Alex Mantiero – Drums


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