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quinta-feira, 31 de outubro de 2024

Amon Amarth: Uma experiência única no Uruguai

Texto/Fotos: Renato Sanson

Vídeo: Cristiano Cruz

Deixando claro que isso não é uma cobertura oficial, mas apenas um relato de um fã de Heavy Metal que realizou um de seus sonhos: assistir um show junto ao público Sul-Americano, mas fora do Brasil.

Sempre foi e é muito comentado em nosso meio, que a energia dos fãs do eixo Argentina/Paraguai/Uruguai é surreal. Pois, são mais que devotos do som pesado e curtem cada milésimo de segundos de um show.

Então, tive a oportunidade através do meu amigo de infância Cristiano Cruz, de ir com o mesmo ao Uruguai para assistirmos o Amon Amarth. Já que, em suas ultimas passagens pelo Brasil (inclusive em nossa cidade – Porto Alegre) não conseguimos comparecer.

Nada melhor então, que, tirar uns dias de férias, conhecer um país novo e fechar a estádia com um show de Metal, ainda mais sabendo da insanidade dos Hermanos no quesito curtir um show!

De fato foi uma aventura, pois saímos do RS de carro no sábado (26/11) e o show era só no dia 28/11. Justamente para nos aclimatarmos e curtir o país e seus costumes. O que é sempre agregador.

Mas indo direto ao ponto, o dia 28 chegou e como bons brasileiros que somos, cedo da tarde já estávamos no Montevideo Music Box (sim fomos os primeiros da fila!). Um local pequeno, com uma capacidade total de 1000 pessoas. Sendo que o show do Amon vendeu 500 ingressos (ou “entradas” como dizem nossos Hermanos).

Eu como nunca tinha visto um show fora do país estranhei a falta da famosa fila brasileira, já que lá e em outros países como relatou o meu amigo que já viu outros shows fora, é normal o pessoal começar a chegar bem perto do horário de abertura dos portões.

Nesse meio tempo, foi possível conversar um pouco com as pessoas e entender como funciona o cenário uruguaio, que diferente do argentino (conhecido por sua força) o cenário do Heavy Metal no Uruguai é mais fraco. Menos bandas, menos fãs e muita falta de apoio. O que faz lembrar do nosso em certos Estados. Como o caso do RS que já foi forte e hoje infelizmente parece respirar por aparelhos.

Mas isso não tira a empolgação e vitalidade dos fãs ali presentes. As portas se abrem e já grudamos na grade como de costume (com aquele velho papo de: esse é o último show na grade).

Aqui é Brasil! Primeiros da fila!

Passado um pouco das 21h a estrutura de palco já estava montada e mostrava todo o profissionalismo do Amon Amarth. Que mesmo em um local pequeno, trouxe parte de sua grandiosa estrutura, deixando o palco muito bonito.

Os riffs de “Guardians of Asgaard” entram em cena e já podíamos sentir toda a energia e vibração do local. Eram apenas 500 pessoas, mas que se transformaram em 3000! Tamanho a agitação e euforia.

Olha, eu já fui a muitos shows na minha vida Brasil a fora, mas nunca vi e senti nada parecido com essa experiência de show no Uruguai. Foi realmente surreal o que presenciamos, já que a paixão pela musica era tão extrema que o próprio Amon Amarth ficava boquiaberto vendo os fãs empolgados, fazendo circle pit (brutais!), cantando juntos... Enfim, algo difícil de mensurar em palavras.

Até mesmo o “barquinho” em “Put Your Back Into the Oar” que eu tanto critico acabei me rendendo e me juntando a galera (risos). Não tive como me controlar...

O show em si teve uma qualidade de áudio absurda! Nítida e pesada. Os músicos são um show a parte, mas com destaque ao Viking Johan Egg. Um frontman visceral e carismático!

Poderia citar outros destaques como “The Pursuit of Vikings” com a galera cantando o riff junto com a guitarra (de arrepiar), mas o encerramento com “Twilight of the Thunder God” me fez pensar que aquilo poderia ser uma simulação de uma parede de escudos.

Uma verdadeira festa Viking!

Palheta do Olavi e munhequeira do Johan


Como eu disse anteriormente, não se trata de uma cobertura oficial, mas trazendo um pouco deste momento ímpar em qual vivi e que ficará eternizado em minha vida. Posso dizer sem medo de errar, que este show do Amon Amarth entrou para o meu top 5 de shows da vida!

Se um dia puderem assistir a algum show de alguma banda que gostem nesse eixo Sul-Americano (Argentina/Uruguai/Paraguai) não percam a oportunidade.

Gracias Hermanos \\m//



quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Amon Amarth: Os Deuses do Viking Metal

Sucessor de "Surtur Rising" mantém ascensão do grupo sueco

Evolução e consistência são, sem dúvida, as palavras que podem marcar bem a carreira dos suecos do Amon Amarth, em cada álbum era notável ver como a banda marca suas características ao mesmo tempo se tornava mais técnica e precisa. Tudo isso aumentava em muito a expectativa para “Deceiver of the Gods” e depois de muitas audições é muito bom dizer que os adoradores de Odin podem entrar no Hall de bandas que nunca decepcionaram seus fãs.


Temática da banda voltada à cultura Viking é um de seus triunfos

É coerente chamar a banda de Viking Metal muito mais por sua ideologia (nesse álbum está em pauta a Ragnarok, guerra entre os deuses que levará ao fim do mundo ), do que o som ,já que esse se encaixariam no famigerado Death Metal melódico, mas ao contrário de muitos grupos por aí, o Amon nunca abre mão de sua agressividade, o que faz a alegria dos fãs mais extremos.

Hegg estreará até filme como viking
A faixa titulo já começa com violência, sendo na sequencia “As Loke Falls” mostrando elementos vindos de outros estilos como bases e andamentos que remetem ao Thrash. É claro que a banda demonstra que não se acomoda, então o álbum tem duas surpresas que são a cereja do bolo: primeiramente, “Under Siege” e “Warriors of the North”, faixas com mais de oito minutos que demonstram todas as características apresentadas nos últimos CDs. 

Já o outro destaque vem com uma participação especial de Messiah Marcolin (ex-Candlemass) na música “Hel”. Essa música é perfeita, ouça e veja como a mesma cria um clima soturno e muito pesado, sem dúvida um destaque.

Injusto ficar apontando esse o outro destaque, ouça o álbum e tire suas próprias conclusões sem antes de deixar de citar Andy Sneap é um gênio da produção. 

Para o esplendor dos guerreiros nórdicos mais um grande álbum. Hail Loki! Hail Odin!



Texto Luiz Harley
Revisão/edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação

Ficha técnica 
Banda: Amon Amarth
Álbum: Deceiver of the Gods
Ano: 2013
País: Suécia 
Tipo: Viking Metal 

Formação
Fredrik Andersson (Bateria)
Johan Hegg (Vocal)
Johan Söderberg (Guitarras)
Olavi Mikkonen (Guitarras)
Ted Lundström (Baixo)






Tracklist
1. Deceiver of the Gods
2. As Loke Falls
3. Father of the Wolf
4. Shape Shifter
5. Under Siege
6. Blood Eagle
7. We Shall Destroy
8. Hel
9. Coming of the Tide
10. Warriors of the North

Assista "Deceiver of the Gods"

Assista trailer do vindouro vídeo "Father of the Wolf"


Acesse e conheça mais sobre a banda

terça-feira, 12 de abril de 2011

Amon Amarth: Mantendo o Desenvolvimento

Amon Amarth é um dos maiores nomes do "Viking Metal" e Death Metal Melódico

Poucas são as bandas que conseguem, ao longo de vários anos e álbuns, superar-se consecutivamente, sem deixar cair a qualidade de seus trabalhos subsequentes.

Muitas vezes, algumas confundem expansão do trabalho com tentativas frustradas de caminhar em outros terrenos (deixar a base do seu som de lado, para incluir outras propostas), mas outras seguem, álbum a álbum, ano após ano, expandindo seu nome, mesmo quando o que parecia o topo já tinha sido alcançado.

Amon Amarth se incluí nessa última categoria. A banda sueca, caracterizada pelo seu Viking Metal, alcançou maturidade e sucesso mundial já em “Fate of Norns” (2004), mas não parou nesse.

O grupo poderia ter lançado discos posteriores com menor qualidade e impacto, porém, seguiu-se “With Oden on Our Side” (2006) e “Twilight of the Thunder God” (2008), com a banda indo a locais jamais visitados e, recentemente, “Surtur Rising” (2011), mais novo trabalho dos suecos e que trata/homenageia Surtur, mítico líder dos Gigantes de Fogo de Muspelhem.

O grupo havia liberado para download a faixa “War Of The Gods” ainda em 2010, como prévia do tão esperado novo disco. A canção impressionou ao trazer mais ousadia, mas ainda manter a sonoridade que colocou a banda como uma das principais do gênero no mundo.

Agora, com o lançamento do álbum completo (o 8º da carreira), os fãs podem se surpreender com a qualidade da banda, já que “Surtur Rising” é um dos fortes candidatos à Melhor Disco de 2011 e, definitivamente, o masterpiece da banda.

Uma grande surpresa já era anunciada para este álbum e, com seu lançamento, provou ser algo digno de nota e ousadia. A banda gravou algumas versões covers (em edições limitadas/especiais). Mas, antes de escolher alguma de suas influências no Death Metal, optou por bandas como Kiss (“War Machine”) e Accept (“Balls to the Wall”), que mostraram algumas de suas influências clássicas. Mas é o cover de System of a Down, o aclamado grupo de New Metal que conseguiu grande notoriedade nos anos 2000 e que esta voltando à ativa este ano, que é a grande surpresa de “Surtur Rising”.

Os shows da banda mostram toda a fúria dos suécos

A banda pegou “Aerials”, canção que é um dos maiores hits da banda norte-americana e, sabendo do que é capaz, encorpou ela com o seu peso característico, mas sem alterar sua estrutura, já que nos primeiros segundos, é possível reconhecer qual e de quem é a música original.

Ao todo, a versão que temos conta com 13 faixas, 10 inéditas. Ao todo, a banda mantem sua qualidade usual, mostrando que consegue, diante de uma produção limpa (que para muitas bandas afeta o resultado final esperado), construir um som empolgante e a atmosfera que lhe cai tão bem, sempre com a temática envolvendo a cultura Viking.

Vale destacar “War of the Gods” (confira a melodia da guitarra mais para o final da canção, é demais), “Destroyer Of The Universe”, minha preferida do disco, “Live Without Regrets” e “Wrath Of The Norsemen”.

Já falei da maturidade da banda, mas não posso deixar de destacar mais uma vez a forma como o agrupo consegue mesclar peso e melodia sem soar forçado, como bandas de Death Metal Melódico que encontramos por aí. Além disso, a capa é uma das mais bonitas que já vi!

A dupla de guitarristas Johan Söderberg e Olavi Mikkonen talvez sejam os maiores destaques instrumentalmente falando, ao lado do vocalista e líder Johan Hegg, que, com seus característicos guturais, não divide águas, mas consegue soar com personalidade.

Se você não conhece nada da banda, pode se arriscar nesse trabalho que é, ao lado de um ou dois discos, um dos melhores trabalhos da banda (particularmente, o melhor).

Stay on the Road


Texto: Eduardo "EddieHead" Cadore

Fotos: Divulgação


Ficha Técnica

Banda: Amon Amarth

Álbum: Surtur Rising

Ano: 2011

País: Suécia

Tipo: Viking Metal/Death Metal Melódico


Formação

Johan Hegg (Vocal)

Johan Söderberg (Guitarra)

Olavi Mikkonen (Guitarra)

Ted Lundström (Baixo)

Fredrik Andersson (Bateria)

Tracklist

01 - War Of The Gods

02 - Töck's Taunt - Loke's Treachery Part II

03 - Destroyer Of The Universe

04 - Slaves Of Fear

05 - Live Without Regrets

06 - The Last Stand Of Frej

07 - For Victory Or Death

08 - Wrath Of The Norsemen

09 - A Beast Am I?

10 - Doom Over Dead Man

11 – War Machine (Cover do Kiss)

12 – Balls to the Walls (Cover do Accept)

13 - Aerials (Cover do S.O.A.D. exclusivo Itunes)


Assista um video promocional do álbum

http://www.youtube.com/watch?v=FVAQQujgSxQ

Confira a banda ao vivo executando músicas deste disco

http://www.youtube.com/watch?v=JF81QG1p0xI&feature=related (War of the Gods)

http://www.youtube.com/watch?v=ZVmpQIo2eP4 (A Beast Am I?)

http://www.youtube.com/watch?v=_ODYc5RkmyA&feature=related (Destroyer the Universe)

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Amon Amarth: Mestres do Viking Metal Lançam Prévia do Novo Álbum


A banda sueca de Viking/Death Metal Melódico Amon Amarth quebra um hiato de três anos sem lançar material inédito.

O grupo é considerado o principal dessa vertente e arrebata fãs em todo o mundo. Seu último trabalho completo fora “Twilight Of The Thunder God” (2008) que rendeu ainda maior reconhecimento do trabalho desse grupo.

A formação da banda conta com Johan Hegg (vocal), Olavi Mikkonen (guitarra), Johan Söderberg (guitarra), Ted Lundström (baixo) e Fredrik Andersson (bateria).

A banda disponibilizou para audição a música “War of the Gods”, que será a faixa de abertura do novo disco “Surtur Rising” que será lançado no final de março (Europa dia 25, EUA 29) e será o 8º trabalho em estúdio da banda.

A Amon Amarth mantem a mesma proposta sonora e temática, o que é ótimo, já que imaginar a banda tocando músicas diferentes das que executam agora, soaria estranho.

O próprio vocalista Johan Hegg falou em entrevista para a revista Terrorizer sobre cada faixa do novo disco. Sobre “War of the Gods”, Hegg disse que é “uma canção clássica do Amon Amarth, com harmonias e tudo mais. É uma grande música de abertura!”

Tudo indica que este ano teremos mais um grande trabalho dos suecos.

Stay on the Road


Texto: EddieHead

Fotos: Divulgação

Ouça a música no site abaixo

http://www.surturrising.com/


Confira capa e tracklist do novo álbum

01. War of the Gods
02. Töck’s Taunt – Loke’s Treachery Part II
03. Destroyer of the Universe
04. Slaves of Fear
05. Live Without Regrets
06. The Last Stand of Frej
07. For Victory or Death
08. Wrath of the Norsemen
09. A Beast Am I
10. Doom Over Dead Man