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sexta-feira, 7 de março de 2014

Lecher: Começo Modesto de Boa Banda



Com um EP bem simples, sem encarte e com uma capa que não chama atenção, a Lecher impressiona muito mais pela sua proposta sonora do que pela primeira impressão visual.

O grupo de Sorocaba/SP lançou de forma independente “Werewolf" (2011), EP com 4 músicas de sua autoria, que mescla um instrumental puro Heavy Metal anos 80, com vocais de Juliano Costa que possuem influência do Black Metal norueguês, clássico, salvo devidas proporções, claro.

O quinteto formado por Costa nos vocais, Diego Alquezar e Sérgio Willian nas guitarras, Marcelo Machado na bateria e Rodolfo Nekathor no baixo não revoluciona, mas traz 4 boas composições, já começando por “Twilight of Prophecy Heroes”, seguida pela melhor do trabalho, “Vampire”, que começa com grande instrumental, ótimos riffs, bateria bem trabalhada, vocais rasgados e arrastados dando a letra.



“Heavy Battle” começa com dedilhados, mas estoura, sem demora, em um Heavy Metal com muitas pitadas de Iron Maiden, com o baixo de Rodolfo em destaque. Fecha o trabalho a faixa-título, que mantém o trabalho de qualidade da Lecher neste primeiro registro. 

“Werewolf” é o passo certo para que a Lecher desenvolva ainda mais sua personalidade, sempre mantendo suas influências, sabendo que não trazem nada de novo, mas dentro da sua proposta, não deixam a desejar. Que o próximo trabalho mantenha a fórmula, melhorando a arte gráfica (e na divulgação, pois foi difícil encontrar qualquer foto atual da banda) e com uma produção mais limpa, para aí sim chamar a devida atenção dos headbangers mais exigentes. Ficaremos de olho e ouvidos atentos.

Stay on the Road

Texto/edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação
Assessoria: Stryke Management & Promotion 

Ficha Técnica
Banda: Lecher
EP: Werewolf
Ano: 2011
País: Brasil
Tipo: Heavy Metal
Selo: Independente

Formação
Juliano Costa (Vocal)
Diego Alquezar (Guitarra)
Sérgio Willian (Guitarra)
Rodolfo Nekathor (Baixo)
Marcelo Machado (Bateria)



Tracklist
01 - Twilight of Prophecy Heroes
02 – Vampire
03 - Heavy Battle
04 – Werewolf

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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Paulo Schroeber: Bem Tocado, Mas Ainda "Mais do Mesmo"


Mais conhecido pelos seus trabalhos nas bandas Almah e Astafix, o guitarrista Paulo Schroeber lançou em 2011 seu primeiro álbum solo, sob o nome de "Freak Songs".

Produzido pelo próprio guitarrista, temos uma sonoridade que da destaque a sua 7-strings (sim ele toca com uma guitarra de sete cordas), mas que não tira o brilho dos outros instrumentos, e falando nisso, temos no baixo o renomado Felipe Andreoli (Angra) e Rodrigo Zorzi na bateria. A parte gráfica foi feita por Benhur Lima (baixista do Hibria), que fez um bom trabalho, priorizando a simplicidade.


Musicalmente não temos nada de novo, nada que surpreenda, apesar de bem tocado, e de Paulo ser dono de grande técnica, o que ouvimos é a mesma coisa que muitos guitarristas no Brasil vem fazendo (ressalva de alguns que conseguem se diferenciar num meio tão batido), solos rápidos e técnicos, "fritação" constante, sendo difícil citar destaques.

Claro que encontramos influencias de Jazz, Fusion e música clássica, mas nada que saia da zona de conforto da maioria dos lançamentos deste gênero por ai. Então se você procura por algo diferente, "Freak Songs" não é a melhor escolha, mas se você é músico e procura por trabalhos onde a técnica é a predominância, confira sem medo.

Texto/edição: Renato Sanson
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica:
Músico: Paulo Schroeber 
Álbum: Freak Songs
Ano: 2011
  
Formação:
Paulo Schroeber (Guitarra)
Felipe Andreoli (Baixo)
Rodrigo Zorzi (Bateria)


Tracklist:
01 Parallel Realities
02 Fast Jazz
03 Give Me a Pill
04 Neoclassical Party
05 Mom's Patience
06 Fusion Headache
07 Rock It
08 To My Father
09 Good Trip
10 Insert Coins
11 Rabbit Soup
12 The Third Wish

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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Disorder of Rage: Som Fortíssimo e Calcado no Thrash, Death e HC


Quarto registro de estúdio de uma das bandas mais veteranas de São Paulo. São 14 anos de história, muitos shows e muito Metal no sangue, ainda sem lançar seu debut (que segundo fontes confiáveis sairá esse ano), a Disorder of Rage lançou em 2011 seu novo EP, o poderoso "Bloodstained" que apresenta apenas três faixas.

E o que podemos ouvir é um som fortíssimo e calcado no Thrash, Death e HC, com riffs insanos, baixo-bateria metralhados e vocalizações urradas de muito bom gosto.

A produção do EP é muito boa, com todos instrumentos bem audíveis e com uma dose de peso cavalar, que impressiona logo nos primeiros segundos. A parte gráfica é bem simples, mas esmera o que a banda deseja passar em seu som.


Citar destaques é impossível, pois "Bloodstain", "Blind Devotion" e "Insanemind Creations" são de uma capacidade destrutiva incrível, como se uma fosse continuação da outra.

Já passou da hora do debut ser lançado, agora é aguardar e ver se está destruição continuará no mesmo nível.


Texto: Renato Sanson
Revisão: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica:
Banda: Disorder of Rage
EP: Bloodstained
Ano: 2011
Estilo: Thrash/Death/HC

Formação:
Roque (Vocal/Guitarra)
Rubens (Guitarra)
Rudah (Baixo)
Sandro (Bateria)


Tracklist:
Bloodstain
Blind Devotion
Insanemind Creations

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quarta-feira, 3 de julho de 2013

Masterpiece: Em Busca do Devido Reconhecimento


Ter uma banda de Heavy Metal no Brasil todos sabem que não é fácil, ainda mais quando não se tem o devido apoio, infelizmente hoje em dia não basta ter talento, pois parece que isso pouco importa para alguns selos e gravadoras, e por isso o número de bandas que lançam seu material de forma independente cresce cada vez mais.

E os catarinenses do Masterpiece entram nesse grupo, lançaram no ano de 2012 seu 1° álbum completo, o excelente "Heirs of Freedom", que foi gravado de forma independente, mas que ainda não teve seu lançamento no Brasil, devido a falta de interesse de muitos selos e gravadoras da cena.


"Heirs of Freedom" foi lançado em 2012 nos EUA de forma digital, pelo selo Digmetalworld Records, e desde então vem arrancando diversos elogios da crítica especializada, também não é para menos, Heavy/Thrash Metal de qualidade, com passagens melódicas e cativantes e soando agressivo na hora certa.

A produção sonora do disco ficou a cargo do guitarrista da banda Regisson Silva, que fez um ótimo trabalho, deixando o álbum coeso, com todos seus instrumentos equilibrados e com uma certa "sujeira" aliado ao peso, que não deixou o álbum totalmente old school, mas também não ficou exageradamente moderno.


Com influências que vão de Metallica (tanto da fase inicial, como da fase noventista) a Sepultura, o Masterpiece esbanja riffs potentes, solos técnicos e variados, baixo-bateria técnica e precisa e vocalizações bem encaixadas, que ora soam mais agressivas e ora mais melódicas.

Certamente faixas como "Revenge" (mesclando muito bem sua influencia de Metallica e Sepultura, além de excelentes riffs); "No More" (ótimos solos, além de um refrão grudento); "Drowned in the Sea of Lie" (com uma pegada mais tradicional, e com melodias vocais certeiras); a instrumental "Hecatombe" (onde mostra todo senso melódico do grupo); "Trajectory of Death" (riffs ganchudos e fortes, pronta para quebrar seu pescoço), mostrará a você a força do Masterpiece, que luta dia a dia no underground, para se manter vivo e conseguir o merecido reconhecimento.


Um álbum coeso, variado e preciso, mostrando seu Heavy/Thrash Metal feito com muito amor, certamente com um pouco mais de espaço e reconhecimento, esses catarinenses tem tudo para chegar longe e conquistar o devido espaço na cena nacional.

Texto: Renato Sanson
Revisão: Eduardo
Fotos: Divulgação


Ficha Técnica
Banda: Masterpiece
Álbum: Heirs of Freedom
Ano: 2012
País: Brasil
Tipo: Heavy/ThrashMetal


Formação
Denisson Silva (Vocal/Guitarra)
Regisson Silva (Guitarra/Backing Vocal)
Pedro Bianchi (Baixo/Backing Vocal)
Thiago Chiarelli (Bateria)




Tracklist
01 Harbinger
02 Revenge
03 No More
04 Mr. Disgrace
05 Drowned in the Sea of Lie
06 Hecatombe
07 For the Heirs of Freedom (Another Invite to the Suicide)
08 Trajectory of Death
09 Lane
10 The Thing Out of Control
11 The Collector


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domingo, 24 de março de 2013

Eutanos: Viva el Metal Negro de América del Sul




Confesso que por total ignorância da minha parte não conhecia o trabalho da horda equatoriana Eutanos, mas foi na última edição do festival Zoombie Ritual que eu presenciei a pancadaria e a força que o Black Metal latino apresenta, tanto é que ao final do show adquiri esse material, e recomendo para qualquer headbanger fã do estilo mais extremo.

"Majesta Sancta Frigoriis Exterminum" (2011) é impressionante em muitos aspectos, primeiramente sua arte gráfica que consegue ser sarcástica e ao mesmo tempo provocativa, atentando também ao material utilizado, uma espécie de papel cartão dobrado em três partes e ainda com a letra das músicas, uma ideia simples, mas muito legal que devia ser adotada aqui no país.

Vale dizer que o Black Metal feito pela Eutanos não lembra em nada a famigerada cena norueguesa, pois o que se encontra aqui são blasfêmias declaradas com vocais gritadíssimos (lembrando os melhores momentos do Dani Filth nas antigas), aliados a grandes doses de Death Metal e até alguns momentos de Hardcore e música regionalista, mas sem abrir mão do peso um segundo sequer, e tudo em espanhol o que dá um ar original para a obra. Não posso deixar de citar a produção feita pelo vocalista da banda James Peterson, pois ela não é 100% cristalina e aí está a grande sacada, pois não abriu mão da brutalidade da coisa toda.


Então coloque o CD pra rodar e tenha sua casa invadida pelos demônios latinos americanos, que após uma hilária intro abre espaço para "Pecador", um massacre que é interrompida por "Sensaciones Neuromusculoesqueléticas". Nessas duas você já arrebentou sua cabeça na parede e tem a impressão que o vocal esta possuído, além de uma cozinha que dá uma levada precisa e violenta e uma dupla de guitarras super em sintonia, e só estamos nas duas primeiras músicas.

Disparado "Cristi ANO" é minha favorita, sua letra é um deboche e a batera destrói no pedal duplo, sendo  que o que vem depois é ainda mais nocivo para ouvidos não iniciados "Drogas Armagedon Sexo y Alkohol" (um hino) e "Venganza", uma das mais desgraçadas.

"Cielo... Infierno" vem com andamentos mais cadenciados e bem trabalhado, ao final uma faixa escondida para quem manja de espanhol, vale ouvir bem atento, pois o que os caras fazem aqui é de uma heresia tamanha.

Ao ouvir esse trabalho tive a mesma sensação pós show do Zoombie Ritual. Ouça, pois aqui é Metal de verdade, não importa o continente e sim a essência e o culto ao Metal negro.


Texto: Luiz Harley 
Edição/revisão: Renato Sanson/Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação


Ficha Técnica
Banda: Eutanos
Álbum: Majesta Sancta Frigoriis Exterminum
Ano: 2011
País: Equador
Tipo: Black Metal


Formação:
James Peterson (Vocal)
David Armas (Guitarra)
Oycangi Rayosfrio (Guitarra)
Efrain Granizo (Baixo)
Nicolas Breilh (Bateria)




Tracklist:
01. Pecador
02. Sensaciones Neuromusculoesqueléticas
03. Cristi ANO
04. Preludio a la Nemesis Humana (Danza Bajo la Sangre de los que Cuelgan)
05. Drogas Armagedon Sexo y Alkohol
06. Maniaco
07. Venganza
08. Maquina de Matanza
09. Cielo... Infierno
10. Perra Loba Zorra Puta Bastarda Golfa Iglesia Fishfica Creencia

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sábado, 24 de novembro de 2012

Brutalidade Gratuita

Disco de estreia "Mundo Destruído" agrada quem quer pancadaria sonora


Um disco para se curtir de olhos fechados, ou para não querer ouvir de novo. Essa é a impressão que “Mundo Destruído” (2011), da banda brasileira de Gama/DF Bruto.

A verdade é que os caras já tem anos de experiência e sabem, certamente, fazer um som pesado, que caminha entre o Tharsh/Death Metal e o Hardcore, com muitos riffs ora rápidos, ora arrastados, além da bateria monstra, que quebra tudo.


Banda é um dos nomes do underground do centro do Brasil

Méritos para Kbça (!?) (vocal), Rodrigo e Leo (guitarras), Henrique (baixo) e Sávio Américo (bateria) que lançaram o disco de forma independente, contendo canções desde a época de seu surgimento, em 2004. 

Um instrumental bastante empolgante, com a banda mostrando algumas quebras de ritmos, que não torna a audição cansativa, pois sempre tem algo novo no próximo verso.

Entretanto, duas ressalvas para coisas que, de alguma forma, tiram um pouco do brilho desse lançamento. Primeiro, a qualidade da gravação, que está muito abafada. Entendemos que o underground não poupa ninguém e as bandas tem que se virar com o que tem, mas, se compararmos com a maioria das bandas que lançam material próprio, vemos que este disco da Bruto poderia ter saído com maior qualidade, já que a arte é bem interessante. 

Outra ressalva, é para músicas como “Vai Se Fuder” e “PQP Que Porra é Essa!”. Tá certo que a quebradeira corre solta, nos moldes do que muitas bandas de Thrash/Death fazem por aí, mas, um título que realmente não atrai (o que não precisa ser necessariamente ruim). Agora, se você gosta de brutalidade gratuita e está nem aí para as letras, pode conferir sem medo. Vale dar uma passada nos ouvidos “Mundo Destruído” (veja o clipe abaixo), “Igrejas” (a melhor do álbum), “Obscuro” e “Cidade Adormecida”.

Texto e edição: Eduardo Cadore 
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica
Banda: Bruto
Álbum: Mundo Destruído
Ano: 2011
País: Brasil
Tipo: Hardcore/Thrash Metal
Selo: Independente
Assessoria: Island Press

Formação
Kbça (Vocal)
Rodrigo (Guitarra)
Léo (Guitarra)
Henrique (Baixo)
Sávio Américo (Bateria)



Tracklist
01. Intro
02. Mundo Destruído
03. Igrejas
04. Paraíso Quitado
05. Vai se Fuder
06. Obscuro
07. Porrada
08. Ilustração
09. Cidade Adormecida
10. PQP Que Porra é Essa!
11. Brutality (faixa bônus)

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Assista "Mundo Destruído"

domingo, 18 de novembro de 2012

Panndora: Uma Caixa de Puro Heavy Metal

Debut album, lançado em 2011, mostra a força do Heavy Metal paranaense


Ao abrirmos o CD “Heretic’s Box” (2011) da banda paranaense (Maringá/PR) Panndora, temos uma literal libertação do mais puro Heavy Metal oitentista, veia pulsante dentro desse quinteto de mulheres que ensina como ser uma banda de Heavy Metal de verdade.

Com 12 anos de carreira, cuja banda que gravou este álbum era formada por Rebeca Rastelli (vocal), Taise Bijora (baixo), Luana Bomb (guitarra), Camila Casteño (guitarra) e Adrismith (bateria), a Panndora está por lançar um novo EP, já agora como quarteto, que sucede este disco completo. E que disco!

Desde a parte superficial como arte gráfica de capa, CD e encarte, que já impressionam pela qualidade (capa parece ter sido desenhada à mão), até à sonoridade propriamente dita, denotam um grupo preocupado em oferecer um som de qualidade, à nível da história de luta e conquistas da banda.

São 12 faixas de puro Heavy Metal, com direito à cover mais que pertinente de “Prisioner of Our Time”, um dos clássicos absolutos da banda alemã Running Wild. Aliás, a banda de Rock ‘n' Rolf parece ser uma grande influência também nas composições próprias, que emanam energia intensa nos grandes riffs de Luana e Camila (esta não faz mais parte da banda), como já na primeira faixa (após a introdução) “Killing Yourself”, que surge pesada e rápida, num show de bumbos duplos de Adrismith, comprovando na prática que bateria não é um instrumento obrigatoriamente tocada por homens.

Seguindo o bom início do disco, talvez uma das melhores composições do grupo, temos “Nightmare of my Essence”, grande canção, que facilmente ganha o gosto do ouvinte, além de “Prisioner”, com grande interpretação de Rebeca, que já não faz mais parte do grupo, sendo o atual posto defendido por Renata Paschoa.

"Heretic's Box" terá seu sucessor ainda este ano, com lançamento de novo EP


O álbum em momento algum deixa a “peteca cair”, mantendo o ritmo constante de grandes composições, como “My Heretic Lips” e “Choose Your Side”, canção esta do primeiro CD demo do grupo, mas regravada para o álbum. Vale a pena dar uma atenção à “Other Life” e “Control My Mind”, canções de orgulhar qualquer admirador do Heavy/Power/Speed Metal alemão oitentista!

Em 2012, banda voltou a ser um quarteto, com a saída da guitarrista Camila e da vocal Rebeca e a chegada de Renata

Panndora mostrou, nesse primeiro álbum completo, que caminham para uma maior evolução e reconhecimento, devendo, já com o novo EP, oferecer canções desta ou de maior qualidade, superando-se, já que o Heavy Metal pulsa e precisa de bandas como esta para não perder suas origens.

Stay on the Road

Texto e edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica
Banda: Panndora
Álbum: Heretic’s Box
Ano: 2011 
País: Brasil
Tipo: Heavy/Speed/Power Metal
Selo: Wind of Fate Records

Formação que gravou o álbum
Rebeca Rastelli (Vocal)
Taise Bijora (Baixo)
Luana Bomb (Guitarra)
Camila Castaño (Guitarra)
Adrismith (Bateria)



Tracklist
1. Intro  
2. Killing Yourself
3. Nightmare of my Essence
4. Prisoner
5. Black Sky
6. My Heretic Lips
7. Choose Your Side
8. Wild Battle
9. Other Life
10. Devil's Man
11. Control My Mind
12. Prisoner of our Time

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 "Control My Mind" ao vivo

"Prisioner of Our Time" (Running Wild) em estúdio

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Division Hell: Emergindo do Inferno

Primeiro registro da banda surpreende


De Curitiba/PR, a Division Hell pode até não ter muito tempo de vida (surgiu em 2010), nem um lançamento completo, mas só pelo que apresentam no EP “Apokaliptika” (2011), mostra muito peso e energia, ingredientes necessários para uma estreia em alto nível.

Formada pelo quarteto Ubour (vocal e guitarra), Renato Rieche (guitarra), Gino Gaier (baixo) e Eduardo Oliver (bateria), a Division Hell nos presenteia com três composições próprias, carregadas de muito peso, caminhando pelas fileiras do Death e Thrash Metal, mas soando com personalidade própria e moderna.

Banda já é conhecida em Curitiba e está expandindo seu nome para todo o Brasil

Dos vocais furiosos e graves de Ubour, aos solos velozes e cortantes de Rieche, a faixa-título inicia o CD, mostrando uma construção competente de uma forte canção, além de apontar para a ótima produção (sonora e visual, com uma capa sensacional), algo que as bandas no Brasil tem tido grande esmero nos últimos anos, e com a Division Hell não podia ser diferente.

Após o massacre inicial, segue a quebradeira com “Pray & Cry”, onde o batera Oliver apresenta toda sua capacidade de bumbos à velocidade da luz, com a caixa sendo literalmente massacrada, pura batera Death. Aliás, esta é outra faixa que deve gerar muitos mosh pits ao vivo.

Banda surge a partir de ex-membros da extinta banda Legion of Hate

Fecha este curto lançamento “Flesh Blood Desire”, que traz mais uns elementos do Groove Metal, mas sem aliviar o peso, apenas seu desenvolvimento apresenta momentos mais cadenciados, que caem na quebradeira novamente, mostrando, à exemplo das demais faixas, que a Division Hell está preocupada em não ser apenas mais uma banda de Death Metal, mas uma grata surpresa do cenário extremo nacional. Agora é aguardar o álbum completo, já que a banda afirmou estar compondo mais músicas.

Stay on the Road

Edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica
Banda: Division Hell
Álbum: Apokaliptyka (EP)
Ano: 2011
País: Brasil
Tipo: Technical Death Metal/Death Thrash Metal
Assessoria: Island Press




Formação
Ubour (Vocal e Guitarra)
Eduardo Oliver (Bateria)
Gino Gaier (Baixo)
Renato Rieche (Guitarra)



Tracklist
01 – Apokaliptika
02 – Pray & Cry
03 – Flesh Blood Desire

Acesse e conheça mais sobre a banda

Assista aos vídeos promocionais de “Apokaliptika” e “Flesh Blood Desire”




quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Against Tolerance: Complexidade, Porém Muita Competência



O Against Tolerance surgiu em 2008 com a proposta de ser apenas um projeto, porém após alguns ensaios e composições criadas, decide virar realmente uma banda, e no ano de 2011 lançou seu 1° álbum o inrotulável “Undefined”, que está sendo lançado pela gravadora Laser Company para todo o Brasil.

O álbum também conta com a produção de Andria Busic (Dr. Sin), que soube explorar muito bem a sonoridade do grupo, deixando todos os elementos no ponto certo, com uma gravação cristalina e pesada. Para parte gráfica do trabalho (que é um show a parte), ficou a cargo do renomado artista Gustavo Sazes (Arch Enemy, Nightrage, Firewind), que fez um trabalho primoroso, com detalhes inexplicáveis na arte do álbum, fazendo você ficar horas analisando o material.


Falando da sonoridade em si, se torna impossível rotular o som que é feito. Imagine uma mistura de Death, Prog, Thrash, Jazz, Metalcore, música brasileira e por ai vai... Complexidade, porém muita competência e sentimento nas composições, faixas como "Against Tolerance", "Cold Hearts" e "Try Again. Fail Again. Fail Better." (primeiro vídeo clipe), mostram a faceta mais brutal da banda, porém com alternâncias rítmicas quebradas e técnicas, sem contar a variação sonora que ambas apresentam, indo de um estilo a outro com muita naturalidade.

Veja o clipe de "Try Again. Fail Again. Fail Better."



Já composições como "The End Of History", "Zarathustra" e "Prelude #1", apresentam diversos elementos, desde oriundos da música brasileira, a partes com violoncelo, teclados inesperados que surgem ao meio a brutalidade apresentada.

O Against Tolerance diversifica, e mostra muita competência no que se propõe a fazer, fazendo você ouvir o álbum por diversas vezes para entender cada parte intrincada ou inesperada.

Uma banda que anda na contra mão da cena, apresentando elementos diferenciados aliado a sua proposta violenta e agressiva. Não perca tempo, adquira o seu, pois aqui você irá encontrar músicas e músicos de alto nível.


Resenha por: Renato Sanson
Edição/revisão: Renato Sanson/Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação


Ficha Técnica
Banda: Against Tolerance
Álbum: Undefined
Ano: 2011 
País: Brasil
Tipo: Metal Experimental 
Selo: Laser Company
Assessoria: Island Press

Formação:
Decio Thomas (Vocal e Guitarra)
Stefano Manzano (Guitarra)
Vitor Curi (Guitarra)
Hugo Bispo (Baixo)
Biel Astolfi (Bateria)




Tracklist 
01. Against Tolerance
02. Cold Hearts
03. The End Of History
04. Welcome To The Desert Of The Real
05. I Have Lost You
06. Zarathustra
07. Dias Irae
08. Interlude
09. Memory And Redemption
10. The Blasphemous Visions Of Huckleberry Finn
11. Try Again. Fail Again. Fail Better.
12. Prelude #1

Acesse e conheça mais a banda

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Slasher: Feito Para o Headbanging

Banda paulista é responsável por um futuro álbum clássico


Não é nenhuma novidade que o disco “Pray For the Dead” (2011) foi uma estreia em álbum completo triunfante da banda brasileira Slasher, já que críticas nacionais e internacionais foram bastante positivas em relação ao trabalho do grupo de Itapira, São Paulo.

Calçado com os dois pés no Thrash Metal, Slasher já conquistou um espaço importante no underground extremo nacional e está preparando um álbum que promete não decepcionar, onde estreará o vocalista Skeeter.

Slasher se encontra preparando novo álbum já com novo vocal

Mas antes disso, temos neste álbum ainda a presença de Daniel Macedo, que foi desligado pela banda este ano. Dificuldades internas à parte (a banda liberou carta aberta no seu site), a verdade é que “Pray For the Dead” tem tudo para se tornar, daqui alguns anos, num clássico do Thrash Metal nacional, sendo uma tarefa difícil para o grupo superá-lo.

Não estou exagerando, basta ouvir cada uma das 10 faixas (excetuando a introdução), já que temos ali a química perfeita para fazer todo headbanger bater cabeça: riffs pegajosos e diretos, méritos dos guitarristas Lucas Bagatella e Lúcio Nunes; bateria de Alyson Taddei que beira o Death Metal em certos momentos e é ousada, rápida e certeira; baixo audível e imponente de Wellington Clemente e os vocais que caem como uma luva de Daniel Macedo.

Banda destaca-se também pelas apresentações ao vivo

Este debut álbum é bastante homogêneo, mantendo uma linha de peso, velocidade e até mesmo certo groove, como na música “Hate” (recebeu uma vídeo em animação bem interessante), que faz você querer entrar num mosh pit imediatamente. Grandes destaques também para “Time to Rise” (também lançada em vídeo), considerada uma das melhores do disco pela própria banda, a faixa-título (cabeças voam fácil com ela!), “Broken Faith” também não fica para trás e “Enemy of Reality”, rápida e crua, mereceu também um vídeo promocional (confira todos abaixo).

“Tormento e Paz” é a mostra da banda em língua portuguesa, algo que sempre destaco, pois atualmente muitas bandas brasileiras tem começado introduzir nos seus discos, pelo menos uma canção em língua natal, mostrando que Metal pode sim soar interessante fora da língua inglesa. 

A banda almeja voos mais altos, como turnês em outras regiões do Brasil e fora do país e, se o novo disco vier com a mesma gana que o primeiro (que também surpreende pela arte de capa e encarte), certamente se fincará como uma das significativas potências Thrash nacional. 

Stay on the Road

Fotos: Divulgação

Ficha Técnica
Banda: Slasher
Álbum: Pray For the Dead
Ano: 2011
Tipo: Thrash Metal
Selo: Independente
Assessoria: Island Press


Formação (do álbum)
Alyson Taddei (Bateria)
Daniel MAcedo (Vocal)
Lucas Bagatella (Guitarra)
Lúcio Nunes (Guitarra)
Wellington Clemente (Baixo)



Tracklist
01. Skeptic
02. World’s Demise
03. Hate
04. Pray for the Dead
05. Enemy of Reality
06. ´Till The End
07. Broken Faith
08. Lifeless
09. Art of War
10. Tormento ou Paz
11. Time to Rise

Acesse e conheça mais sobre a banda

Baixe o álbum LEGALMENTE no site oficial da banda.

Assista aos 3 vídeos promocionais do álbum

"Hate"


"Enemy of Reality"


"Time to Rise"


quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Mork: Uma Excepcional Força do Black Metal Sinfônico

Mork é uma das gratas revelações dos últimos anos na cena nacional


Ao longo dos anos, um dos estilos que mais se expandiu, com nascimento de inúmeras bandas ao redor do mundo, foi o chamado Black Metal Sinfônico que unia a agressividade e peso tanto instrumental quanto lírico do Black Metal original, com a presença de melodias de teclados, com orquestras e efeitos sinfônicos, tendo em bandas como Dimmu Borgir um dos representantes máximos.

Comparações a parte, a verdade é que pipocam bandas do estilo, muitas vezes sem causar grande impacto no ouvinte, especialmente aquele já acostumado com a sonoridade.

Aqui no Brasil, uma das tentativas mais bem sucedidas é “Exemption” (2011), primeiro registro completo da banda de Brasília/DF, Mork, que já chamou atenção pelo seu EP de estreia em 2008 e que com seu debut álbum coloca-se como uma das gratas exceções positivas do estilo.

Contando com 14 faixas, incluído aí a introdução que te coloca no clima, “Exemption” é recheado de boas composições, com bastantes variações, não dando aquela impressão de que todas as faixas são parecidas. Além disso, a produção, que ficou à cargo da própria banda e Ricardo Araújo, nos estúdios Sgt. Pepper na sua terra natal, fazem do disco uma escuta prazerosa, já que os instrumentos estão audíveis e cada um mostra a importância da sua presença no conjunto total da obra. Também a arte é muito bela e sombria, méritos de Diego Moscardini.

Músicas como “Alastor”, “Unholy Inquisition” e “Prophecy of Infidel's Course” devem agradar na primeira audição ao mais extremo dos bangers, pois são mostras de que Black Metal Sinfônico não é justificativa para pouco peso.

Atual formação, com Glauber nos teclados

Embora todas as faixas mostrem um lado bastante pesado, aliado com trechos mais cadenciados, é notório os teclados de Leonardo (que foi substituído este ano por Glauber), sobretudo em “Make Them Suffer”, grande destaque, assim como “Zeitgeist”, num tom sombrio que lembra Mustis (ex-Dimmu Borgir) no seu auge. Aliás, a Mork começou como banda cover dos noruegueses.

As canções, de modo geral, possuem ótimos riffs de Rafael e Pedro, inspiradíssimos, levando ao headbnaging facilmente. Os vocais de Samuel são impressionantes (quando você vê a foto do cara, pensa “é possível?!”), assim como a agilidade e criatividade da cozinha formada pelo baixista Guilherme e o baterista Gabriel, que também se destaca, mostrando que o sexteto, na verdade, está em perfeita sintonia, cada membro destacando-se, sem ninguém soar por demais exaltado ou apagado.

"Exemption" marca uma estreia em álbum completo digna de banda grande

“Exemption”, embora tenha sido lançado em 2011, merece maior atenção da mídia e fãs do estilo, mesmo que tenha obtido ótimas críticas, ainda é um disco merecedor dos mais altos elogios e item obrigatório nas coleções de qualquer headbanger (extremo ou não) que se preze.

Stay on the Road

Fotos: Divulgação

Ficha Técnica
Banda: Mork
Álbum: Exemption
Ano: 2011 
País: Brasil
Tipo: Black Metal Sinfônico
Selo: Eternal Hatred Records
Assessoria: Ms Metal Press



Formação (do álbum)
Samuel (Vocal)
Rafael (Guitarra)
Pedro (Guitarra e Backing Vocals)
Guilherme (Baixo)
Gabriel (Bateria)
Leonardo (Teclados/Sintetizadores)




Tracklist
1. Exemption (intro)
2. Alastor
3. God Beneath My Glory
4. Unholy Inquisitor
5. Vatican XIII
6. Ego Boundaries
7. Interlude of Purification
8. Make Them Suffer
9. Zeitgeist
10. Prophecy of Infidels Curse
11. Insolence
12. Annihilation of Existence
13. Hate Eternal
14. Spiritual Extortion

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