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quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

Cobertura de Show: Rhapsody Of Fire – 14/12/2025 – Carioca Club/SP

A noite do último dia 14, no Carioca Club, em São Paulo, foi palco de uma verdadeira odisseia sonora, com o Rhapsody of Fire entregando uma jornada épica que celebrou tanto seu trabalho mais recente, “Challenge the Wind” (2024), quanto o 25º aniversário do clássico “Dawn of Victory”. A expectativa era grande, e a banda italiana, mesmo com a ausência forçada do tecladista Alex Staropoli, devido a problemas de saúde, prometeu e entregou uma performance memorável. Abrindo a noite, a banda brasileira Cova Rasa aqueceu o público com sua energia, preparando o terreno para a tempestade sinfônica que estava por vir.

Responsável por abrir a noite no Carioca Club, o Cova Rasa mostrou por que vem conquistando espaço no cenário do metal nacional. Diante de um público que chegava aos poucos, mas já atento, a banda entrou no palco com postura segura e um som bem ajustado, algo que geralmente não é muito comum em shows de abertura. Abrindo a apresentação com “The Red Mansion” e “Borley Rectory”, a banda deixou clara sua proposta musical. “Heartbreakers Hunter” e “Countess of Blood” mantiveram o público envolvido, com refrões fortes e clima épico, enquanto “Reaper’s Rival” e “King of Ghouls” trouxeram um peso maior ao set. Na reta final, “Dr. Death” e “Black Shadow” encerraram a apresentação com energia e personalidade, consolidando um show coeso que agradou bastante quem chegou cedo ao Carioca Club.

Com a formação composta por Giacomo Voli nos vocais, Roby De Micheli nas guitarras, Alessandro Sala no baixo e Paolo Marchesich na bateria, o Rhapsody of Fire subiu ao palco sob uma recepção calorosa. O show teve início com a grandiosidade de “The Dark Secret”, seguida pela fúria de “Unholy Warcry” e pela intensidade de “Rain of Fury”, que imediatamente transportaram a plateia para os reinos fantásticos da banda. A presença de palco de Giacomo Voli mostrou-se magnética, e a coesão instrumental, mesmo sem a presença de Alex, evidenciou a força e a experiência da banda. 

Um dos momentos mais tocantes da noite ocorreu durante “I’ll Be Your Hero”, dedicada a Alex Staropoli, gesto que emocionou profundamente os fãs e evidenciou a união da banda. A emoção deu lugar à interação calorosa em “Chains of Destiny”, quando Giacomo Voli surpreendeu a todos ao cantar “parabéns” para uma fã chamada Priscila e, fiel à promessa feita minutos antes, desceu do palco para cantar no meio da plateia, criando uma conexão genuína e inesquecível. A magia seguiu com a execução envolvente de “The Magic of the Wizard’s Dream”, que hipnotizou o público presente.

O repertório transitou com maestria entre o novo e o clássico, apresentando faixas de “Challenge the Wind”, como a música-título e “Kreel’s Magic Staff”, que se integraram perfeitamente aos hinos consagrados da carreira. A celebração dos 25 anos de “Dawn of Victory” foi um dos pontos altos da noite, com a canção sendo entoada em uníssono pelo público. Um incidente inesperado durante “Triumph for My Magic Steel”, marcado por uma queda de energia de alguns minutos, acabou se tornando um momento memorável: ao perguntar se retomariam do trecho interrompido ou recomeçariam a música, Giacomo ouviu uma resposta enfática dos fãs, que levou a banda a reiniciar a canção do início, ganhando ainda mais o respeito dos presentes.

A parte final do show foi um verdadeiro deleite sonoro. Após a apresentação dos integrantes, a banda mergulhou em uma sequência de clássicos que culminou em uma apoteose. “Dargor, Shadowlord of the Black Mountain” preparou o terreno para a explosão de “Holy Thunderforce”, “A New Saga Begins” e “Land of Immortals”, mantendo a intensidade no nível máximo. O grand finale com “Emerald Sword” foi épico, com Giacomo Voli instigando um wall of death, transformando o Carioca Club em uma verdadeira arena, com o público entregue ao último mosh da noite.

Ao final, o Rhapsody of Fire deixou o palco do Carioca Club com a certeza de ter entregado uma performance que superou as expectativas. Apesar da ausência de Alex Staropoli, a banda demonstrou resiliência e paixão, honrando seu legado e apresentando um show vigoroso. Foi uma noite de power metal sinfônico em sua essência mais pura, repleta de momentos emocionantes, intensa interação com os fãs e uma energia contagiante, reafirmando o status do Rhapsody of Fire como uma das maiores forças do gênero e deixando uma marca duradoura na memória dos presentes. 

Texto: Marcelo Gomes

Fotos: André Tavares

Edição/Revisão: Gabriel Arruda


Realização: Dark Dimensions

Press: JZ Press


Rhapsody of Fire – setlist:

The Dark Secret

Unholy Warcry

Rain of Fury

I'll Be Your Hero

Chains of Destiny 

The Magic of the Wizard's Dream

Challenge the Wind

Kreel’s Magic Staff

Lux Triumphans

Dawn of Victory

Triumph for My Magic Steel 

The Village of Dwarves

Dargor, Shadowlord of the Black Mountain

Holy Thunderforce

A New Saga Begins

Land of Immortals

Emerald Sword

sábado, 26 de junho de 2021

Frozen Crown: Consolidação no Prolífico Cenário Power Metal Italiano

A Itália é muito famosa por revelar bandas de Power Metal excepcionais e um dos nomes mais recentes a se juntar a esse elite é a banda Frozen Crown. Atualmente fazem parte da formação o guitarrista e fundador Federico Mondelli, a poderosa vocalista Giada "Jade" Etro, além dos músicos que entraram para a banda recentemente, a guitarrista Fabiola “Sheena” Bellomo, o baixista Francesco Zof e o baterista Niso Tomasini. 

Agora que a banda foi apresentada, vamos ao que interessa, o novo álbum intitulado “Winterbane”, lançado no dia 23 de abril via Scarlet Records. O disco começa com a faixa “Embrace the Night”, pesada e rápida, com uma bateria que causa um impacto perfeito logo na primeira audição. Em seguida a sensacional “Towards the Sun”,  com seu refrão cativante.

Em “Far Beyond” não tem como não destacar Niso Tomasini espancando a bateria com toda a força e velocidade de uma maneira incrível. As guitarras da música “The Lone Stranger” possuem uma pegada que me fez lembrar muito o som de bandas de heavy metal dos anos 80, a introdução não sai mais da minha cabeça.

No que diz respeito a “Crown Eternal”, a guitarra solo combina muito bem com a melodia, além do ritmo mais rápido, dessa vez os vocais ásperos de Federico aparecem na hora certa, sincronizando muito bem a com a voz de Jade. 

A contagiante “The Water Dance” é uma das minhas favoritas. Com uma atmosfera mais lenta e leve comparada as canções anteriores, seus teclados trazem uma atmosfera medieval cativante. Em “Angels in Disguise” temos um ritmo médio e a participação de Federica Lanna, vocalista da banda Volturian e ex Sleeping Romance. 

Gostei da mistura dos vocais poderosos de Jade com os mais delicados de Federica. Imagino que durante a composição eles devem ter se inspirado muito em bandas oitentistas pois a seguir, temos o cover de “Night Crawler” do Judas Priest. 

A versão definitivamente não é ruim, mas também não é nada que se possa dizer que superou a original, mas de qualquer forma me agradou. “Tales of the Forest” é um intervalo apenas com teclados que dura menos de 2 minutos. 

Como encerramento, “Blood on the Snow”, talvez seja a música mais épica do álbum e mais uma vez parece que os vocais de Federico aparecem no momento certo, não é fácil juntar um som gutural com algo mais suave sem tornar a música algo cansativo ou até mesmo desagradável, mas aqui a sintonia é perfeita!

Sinceramente esse álbum foi melhor do que eu esperava, pois sempre há um certo receio quando se fala em mudança de formação, mas aqui as mudanças foram positivas, dando um ótimo refresco na sonoridade da banda, mas sem tirar a identidade que já foi construída nos álbuns anteriores.

Texto: Raquel de Avelar 

Fotos: divulgação
Banda: Frozen Crown
Álbum: "Winterbane" 2021
Estilo: Power Metal
País: Itália
Selo: Scarlet Records