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domingo, 9 de outubro de 2016

Lost Society: Sem Receio de Arriscar


Os finlandeses do Lost Society chegam ao seu terceiro álbum, e aliás, que país que não para de produzir bandas, e até lembrei de algumas entrevistas de músicos de lá, que falam que isso deve ser resultado do clima frio, e das poucas horas de sol, aí acabam tendo que se concentrar em atividades como a música, e passam da condição de excelente promessa, com seu elogiado debut em 2013, para tentar afirmar seu lugar como mais uma realidade no cenário do Metal e do Thrash Metal.

"Braindead" apresenta-se com um álbum mais maduro, em termos de produção e transparece uma busca por novidades em sua sonoridade, enquanto também tenta afirmar sua personalidade.

A principal diferença, é que neste trabalho os finlandeses tiraram um pouco o pé do acelerador, e temos músicas mais cadenciadas, com melodias mais trabalhadas, como você pode perceber já na abertura com "I Am the Antidote", onde flertam mais de perto co o Metal Tradicional, em uma andamento cadenciado e excelentes melodias nas bases e solos de guitarra.


Os vocais raivosos e altos de Samy dão o tom em "Riot", que embora já tenha andamentos mais velozes, ainda tem uma levada mais "na manha", e em "Mad Torture", a agressividade e velocidade está presente, com variações interessantes e trabalho destacado das guitarras. Outra coisa que curti bastante na banda foi o baixo, com aquele timbre bem metálico, mais agudo, algo bastante usado por alguns grupos Thrash dos anos 80. "Hangover Activator", também acredito que agradará os que curtem aquela pegada e agressividade dos primeiros trabalhos, com seus riffs retalhantes, na veia do Speed Thrash dos anos 80.

Curiosa também são as versões para "PST. 88", do Pantera (do álbum "Power Metal", ainda da fase glam do grupo), que ficou bem legal, com uma roupagem mais Thrash, e  para uma faixa antiga, "Terror Hungry", que aqui ganhou o sub título "Californian Easy Listening", deixando-a com uma levada bem as melódica e limpa, inclusive com direito a teclados, e refrão bem pegajoso, numa pegada mais Hard.


Um álbum que dividirá opiniões, principalmente por causa dessa procura por novos elementos, trazendo músicas bem diferentes do que já haviam feito, mas não deixa de ser um bom álbum, e essas novidades que o grupo experimentou, vi como positivas, e em uma banda jovem, é normal alguma oscilação, e me agradou bastante a disposição da grupo em procurar lapidar sua identidade, sem receio de arriscar.

Texto: Carlos Garcia
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica:
Banda: Lost Society
Álbum: "Braindead" 2016
Estilo: Thrash Metal, Speed Thrash
País: Finlândia
Selo: Nuclear Blast/Shinigami Records
Site Oficial

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Adquira o álbum na Shinigami

Line-Up:
Samy Elbanna: Vocais e Guitarra
Arttu Lesonen: Guitarra
Mirko Lehtinen: Baixo
Ossi Paananen: Bateria

Track-List:


01. I Am The Antidote
02. Riot
03. Mad Torture
04. Hollow Eyes
05. Rage Me Up
06. Hangover Activator
07. Only (My) Death Is Certain
08. P.S.T.88
Bonus:
09. Terror Hungry (Californian Easy Listening Version)








domingo, 17 de janeiro de 2016

Chugun: Promissor Speed Thrash Israelita






Quando pensamos em Metal de Israel, imediatamente o nome de "Orphaned Land" vem à mente, mas há mais muito bons nomes trabalhando duro e fazendo um som cheio de qualidade por lá, e CHUGUN é uma das agradáveis ​​surpresas que você vai encontrar no cenário Metal de Israel.

A banda foi criada em 2010, em Tel Aviv, e apresenta em 2015, o álbum "Virus", sua estréia, e traz uma boa impressão com uma mistura competente do Old School Thrash/Death, direcionado principalmente para a velocidade e agressividade, mas com bons riffs e mudanças de ritmo.

"Brutal!", Esta foi a primeira palavra que me veio à cabeça assim que coloquei para ouvir "Virus". A mistura de Brutal Thrash e Death Metal entra rápida e cortante pelos ouvidos, literalmente não deixa pedra sobre pedra, um convite para o mosh e slam dancing.


Podemos ouvir riffs e bases típicas do Thrash tradicional, fundidos com batera e baixos extremamente rápidos, vocais berrados e guturais, despejando raiva, sem espaço para o ouvinte  tomar fôlego. Além do Thrash "Old School" podemos encontrar também algumas incursões de Modern Thrash em seu som.

Um dos destaques é a voz de Denise Jani Sivov, movendo-se magistralmente pelos vocais agressivos, gritados e guturais, e olha que, assim como eu, você pode nem perceber que é uma garota nos vocais se você não tiver essa informação, embora hoje termos várias cantoras no Metal Extremo, ela impressiona! Continue quebrando tudo Denise!


O tema principal de suas letras é misantropia, mas eles têm doses sarcasmo e senso de humor também (a faixa "Evil Whisky" e seu vídeo são um bom exemplo, dê uma espiada acessando o link logo mais no final da resenha). O título da canção apresenta a espécie humana como um vírus que infesta a terra! bem, você pode deduzir isso vendo a capa do CD, que é muito legal!

Uma boa estreia, Outro bom representante do metal israelense, e é fácil de indicar a todos os fãs de Metal Thrash. Referências? Bom, eu acho que Witchery, Devildriver, e talvez uma pitada de Arch Enemy possam lhe dar uma ideia do que você vai encontrar em "Virus".

Carlos Garcia


Banda: Chugun
Álbum: Virus (2015)
Rate: 8
País: Israel
Estilo: Speed Thrash
Label: Independente

Banda:
Denise Jani – Vocals
Timur Sizov – Guitars

Alexey Saprikin – Bass
Yahel Goldstein - Drums




Tracklist:
01.Virus
02.Unholy Warrior
03.Sadistic Rites
04.Martyr
05.Futile
06.Fume
07.Fall Of Mankind
08.Print In Blood
09.Evil Whiskey


 


Chugun: Speed and Agressive Promising Thrashers From Israel




When we think in Metal from Israel, immediately the name "Orphaned Land" comes to mind, but there are more very good names working hard and showing a sound full of quality, and CHUGUN is one of the pleasant surprises you will find in Israel's Metal scene. 

The band was created in 2010, in Tel Aviv, and presents in 2015 the album "Virus", their debut, that brings a good impression, with their competent mixing of Old School Thrash/Death, prioritizing the speed and aggressivity, but with good riffs and changes of tempo during the songs, with nice variations.


“Brutal!”, this was the first word that came into my head so I put to hear "Virus". The mix of Brutal Thrash and Death Metal cuts fast into your ears, and the group literally puts the walls down, an invitation to mosh and slam dancing. 




We can hear riffs and typical bases of Traditional Thrash, merged with extremely fast bass and drums. The screaming and gutural vocals, pouring anger, with no room for the listener to take a breath, as well we can find some inroads of  Modern Thrash in their sound too. 


One of the highlights is the voice of Denise Jani Sivov, moving masterfully by aggressive, screaming and the guttural vocals, even you can not realize that is a girl on vocals if you do not have this information in hands. Nowadays we have several female singers in Extreme Metal, but the girls still causing amazing impressions.  Still "kicking ass" Denise!!



The main theme of their lyrics is misanthropy, but they have doses os sarcasm and sense of humor too (the song "Evil Whiskey" is a good example). The title song presents the human kind as a virus that infests the earth! well, you can bet this seeing the CD cover, wich is very cool!


A good debut, Another good representative name of the Israeli Metal, and is easy to indicate to all Thrash Metal fans. References? Well, I think Devildriver, Witchery and a bit of Arch Enemy can give you a ideia of what you can find in “Virus”.

Texto: Carlos Garcia

Band: Chugun
Album: Virus (2015)
Rate: 8
Country: Israel
Style: Speed Thrash
Label: Independent


Band:
Denise Jani – Vocals
Timur Sizov – Guitars

Alexey Saprikin – Bass
Yahel Goldstein - Drums



Tracklist:
01.Virus
02.Unholy Warrior
03.Sadistic Rites
04.Martyr
05.Futile
06.Fume
07.Fall Of Mankind
08.Print In Blood
09.Evil Whiskey