domingo, 13 de janeiro de 2019

Northward (Floor Jansen + Jorn Lofstad): Antes Tarde do que Nunca!



A frase “Antes tarde do que nunca” cai muito bem no que diz respeito ao projeto Northward, parceria entre Floor Jansen (Nightwish) e Jorn Viggo Lofstad (Pagan’s Mind) que ficou engavetado por 10 anos. O álbum homônimo foi lançado em outubro de 2018 via Nuclear Blast (e aqui no Brasil via parceria NB com a Shinigami Records) e eu não estava preparada para essa maravilha. 

“While you died”, foi a primeira música a ser divulgada e serve como uma introdução perfeita, mostrando uma Floor Jansen poderosa e muito à vontade. Em seguida a marcante “Get What you give”, com um refrão potente e cativante.”Storm in a Glass” é uma música com vocais carismáticos que nos surpreendem pela performance natural de Jansen, como se ela estivesse há anos em carreira hard rock. Em “Drifiting Islands” um som básico mas de muito bom gosto, com destaque para o dueto entre Floor e sua irmã Irene Jansen


Em “Paragon” um início semi-acústico com refrão expansivo, a voz de Jansen é simplesmente excepcional aqui, misturando vibração e delicadeza. Em “Let Me Out”, mais uma vez fui surpreendida pelos vocais empolgantes. Quando ouvi “Big Boy” pensei “como eles não fizeram isso antes?” pois a sonoridade é tão boa, agradável e envolvente, não tem como não gostar dessa parceria! Enquanto isso, na charmosa “Timebomb”, Floor Jansen pode exibir mais uma vez a grandiosidade de seus vocais. 

Pausa para a suavidade de “Bridle Passion” e em seguida somos contagiados pela frenética “I need”. Finalizando, a balada poderosa “Northwards”. Apesar de metal sinfônico ainda ser meu gênero favorito, faz algum tempo que eu tenho reclamado da falta de inovação da maioria das bandas do meio. 


Admiro a ousadia de Jansen ao trazer um estilo completamente diferente de sua atual banda (onde francamente não acho que estejam aproveitando todo o potencial da vocalista), trazendo aqui um som mais direto, Rock/Hard Rock, e entregando um trabalho tão bem feito, meio nostálgico, mas ao mesmo tempo completamente novo. Minha surpresa com o resultado foi tamanha que só posso considerar o melhor álbum de 2018!!!

Texto: Raquel de Avelar
Edição: Carlos Garcia

Ficha Técnica:
Banda: Northward
Álbum: Northward 2018
Estilo: Hard Rock, Rock
País: Holanda, Noruega
Mixagem e Masterização: Jacob Hansen (Volbeat)
Selo: Nuclear Blast/Shinigami Records


Tracklist
1. While Love Died
2. Get What You Give
3. Storm In A Glass
4. Drifting Islands (feat. Irene Jansen)
5. Paragon
6. Let Me Out
7. Big Boy
8. Timebomb
9. Bridle Passion
10. I Need
11. Northwards 

     

       

domingo, 6 de janeiro de 2019

Destaques 2018 Metal e Afins - Carlos "Caco" Garcia (Editor)


Já estamos em um novo ciclo, buscando renovar energias, ainda um pouquinho naquela fase de retrospectiva, mas já com muitas expectativas do que vem pela frente. Mudamos um pouco o título da matéria, pelo enfoque diferente, adotando "DESTAQUES 2018". 

O ano que se findou foi bem interessante, com boas novidades expandindo seus horizontes, como os garotos do Greta Van Fleet, e alguns outros, já não tão novidade assim, mas surpreendendo novamente, como o ótimo The Night Flight Orchestra, que pouco mais de um ano de um elogiado terceiro full-lenght, apresentou seu quarto trabalho e com uma excelente aceitação, e o Orphaned Land, fincando ainda mais a sua bandeira como uma das melhores bandas da atualidade.  


Mas quem novamente mandou bem foram os veteranos, como Judas Priest e seu "Firepower", que com certeza figura em várias listas de melhores de 2018. E ainda Saxon, Tokyo Blade e Uriah Heep, com ótimos álbuns. Sem mais delongas, segue abaixo a minha lista de destaques (nem todos positivos), abrindo a sequência de matérias, pois teremos as listas de outros membros do Road. 

Acrescentamos algumas novidades, para sair do lugar comum e dar um toque de humor (nada de 10 melhores, vamos desta vez de 12 melhores! ha ha, e categorias como "Cilada do Ano"), presente sempre que possível em nossas postagens. E claro, nada de separar álbuns nacionais de internacionais, pois, apesar de questões como menos poder de investimento, temos material de qualidade de sobra para competir de igual para igual, como os excelentes novos trabalhos do Imago Mortis e Maestrick.


Doze Melhores Álbuns de 2018
Imago Mortis "LSD"
Maestrick "Espresso Della Vita: Solare"
Ghost "Prequelle"
Saxon "Thunderbolt"
Uriah Heep "Living the Dream"
Orphaned Land "Unsung Prophets and Dead Messiahs"
Tokyo Blade "Unbroken"
Therion "Beloved Antichrist"
Dark Moor "Origins"
Soulfly "Ritual"
The Night Flight Orchestra "Sometimes the World Ain't Enough"
Sacrificed "Enraged"


Cilada do Ano
Nazareth "Tattooed on My Brain". Não que seja um álbum ruim, mas sem Dan Mccafferty não parece a mesma banda, apesar de que Carl Sentance é um vocalista muito bom, encaixando melhor que Linton Osborne. Talvez seria melhor arrumarem um segundo guitarrista e trocar de nome. Alguém falou em "Razamanaz", achei bem plausível.

Melhor Nova Banda Fazendo Som "Old-School"
Greta Van Fleet

Melhor Show Que Acabei Não Indo
Roger Waters "Us + Them"


Melhor Álbum na Língua Mãe
Ministério da Discórdia "Abismo Portal" (Português, Brasil)

Melhor Álbum de Anos Anteriores que só fui Ouvir em 2018
Christian Vidal "Home". Bom gosto, ecletismo e técnica apurado do guitar-hero argentino Vidal (Therion).

Álbum "Mais Diferentão"
Psychotic Eyes "Olhos Vermelhos" (acoustic Death Metal). Sim! Metal Extremo acústico! Pode assustar o ouvinte de início, mas quando os ouvidos acostumam, tudo flui. Música não tem regras!


Melhor DVD/Blu-Ray
Accept "Symphonic Terror"

Álbum Mais Criativo
Maestrick "Espresso Della Vita: Solare". Primeira parte de um trabalho conceitual duplo, o grupo passeia, com seu Rock Progressivo como base, por diversos climas e nuances musicais diversas, que vão do Classic Rock até o Country.

Conceito Mais Elaborado
Imago Mortis "LSD". Profundo, instigante, carregado de emoções diversas.

Maior Perda
Mark "The Shark" Shelton. O lendário guitarrista, pai do Epic Metal e criador do cultuado Manilla Road, faleceu vítima de parada cardíaca após apresentação no festival Headbanger Open Air, na Alemanha. Literalmente partiu deste plano fazendo o que amava: no palco, tocando Metal.


Melhor Trilha de Filme e Série
O mundo Sombrio de Sabrina

   

Estreia Promissora
QFT "Live in Space" (banda suéca, com Linnéa Vikström, ex-Therion, e músicos e ex-músicos do Dynazty)

Quem Criou Maior Expectativa para 2019
Tuatha de Dannan. Com o anúncio de novo álbum para 2019 e a prévia com 2 excelentes singles, uma das melhores bandas do Brasil promete um grande disco.



       


     


     


     

sábado, 29 de dezembro de 2018

The Three Tremors: Projeto Matador Com Três Grandes Vozes do Metal




E a lenda urbana dos “The Three Tremors” se transforma em realidade em uma nova versão. O projeto, que foi cogitado alguns anos atrás reunindo três grandes vocalistas do Metal, nada menos que Bruce Dickinson, Rob Halford e Geoff Tate (o nome de Dio também fez parte das especulações), não saiu do papel. Mas a lenda agora ressurgiu, e partindo da vontade de Sean "The Hell Destroyer" Peck (Cage, Denner/Shermann) em colocar em prática um projeto naqueles moldes, buscou os outros nomes para completar o trio. (English Version)

Sean então contatou Tim “Ripper” Owens (Judas Priest, Iced Earth) e Harry “The Tyrant” Conklin (Jag Panzer, Titan Force), reunindo-se assim 3 vocalistas que também seguem a linha dos clássicos vocais do projeto original, possuindo uma bagagem de cerca de 3 décadas e elogiáveis serviços prestados ao cenário metálico.


Após um ano de árduo trabalho, que resultou na forja de 12 canções poderosas, algumas nasceram já com aquele jeito de hino, onde os vocalistas se revezam ou cantam em uníssono durante as faixas, não só em meros malabarismos vocais para mostrar o poder e extensão de suas gargantas, mas para interpretar de forma agressiva, técnica e explosiva os petardos que mixam o Heavy Metal tradicional e o Speed Metal, envoltos em uma produção atual, mas com a essência intacta.

São 12 faixas empolgantes para bater cabeça e cantar de punho cerrado! Já fico imaginando esse projeto ao vivo! Algo que deverá ser bem ensaiado e contar com uma produção muito boa para dar suporte à esse trem-bala que tem a data de 18 de janeiro de 2019 marcada para o lançamento do autointitulado debut, e depois se seguirá a tour mundial. A capa do álbum segue também o estilo clássico, com um desenho dos três vocalista lutando com lobisomens em um mundo caótico. A arte foi assinada por Marc Sasso (Dio, Adrenaline Mob, Halford)


Reza a lenda que o projeto original falhou, não só provavelmente devido a agenda daqueles monstros, mas de como conceber cada canção tendo as três potentes vozes de forma balanceada. Neste quesito o projeto atual teve êxito, com uma ou outra ressalva a alguns exageros vocais, mas nada que comprometa. As faixas alternam momentos mais velozes, sem descanso, com outros mais cadenciados e épicos, e é onde parece que tudo funciona ainda melhor. Mesmo em um álbum bem homogêneo, há algumas que se sobressaem.

Temos as velozes e explosivas “Fly or Die”, com certeza um dos destaques, uma paulada sem chance para descanso, com um grande refrão. Há até um certo link com algo da “Aces High”, tanto pelo andamento, como no tema tratando de guerra (Inclusive há uma intro com um discurso de Franklin Roosevelt, na clássica canção do Iron Maiden há o discurso de Churchill); e “The Cause”, outro Speed Metal que não tem dó de nossos pescoços!


Nas faixas onde os andamentos mais pesados e moderados se sobressaem, residem alguns dos melhores momentos, onde as raízes da NWOBHM e Metal 80’s em geral estão mais pulsantes do que nunca. Além disso, parece que favoreceram à uma melhor coesão e destaque às três vozes.

Você vai vibrar com certeza em canções como em “Sonic Suicide” e seu ritmo perfeito para bater cabeça; e a épica “Wrath of Asgard”, tendo mais ênfase nas melodias da guitarra, riffs e refrãos extremamente empolgantes, daqueles de realmente cantar junto e com punhos cerrados! Deuses do Metal, preciso ouvir essa ao vivo!


Estão entre minhas favoritas também o peso e dramaticidade de “When the Last Scream Fades”, que alterna trechos mais cadenciados a outros mais rápidos, destacando os grandes riffs,  bateria massacrante, além do solo com melodia e velocidade, e “Speed to Burn”, com seu início cadenciado, melodioso e riffs galopantes, alternando para trechos mais agressivos e velozes, e claro, vocais altíssimos .

São 12 petardos de Heavy Metal/Speed Metal onde esses três monstros, juntos à uma excelente banda, proporcionam um ataque feroz e empolgante, recheado de tudo o que grandes canções de Heavy Metal não podem prescindir, ou seja, riffs e refrãos fortes, cozinha trovejante, solos épicos e vocais poderosos. Não costumamos dar nota aqui, mas este petardo merece um 10, nota máxima no que se propuseram. Mal posso esperar para ver ao vivo!

Texto: Carlos Garcia

Ficha Técnica
Banda: The Three Tremors
Álbum: self-titled (2019)
Estilo: Heavy Metal, Speed Metal, NWOBHM
Selo: Steel Cartel
Assessoria: CMM Music Consulting


Line-Up:
Sean Peck: Vocals
Tim Owens: Vocals
Harry Conklin: Vocals
Dave Conan Garcia: Guitars
Casey Trask: Guitars
Alex Pickard: Baixo
Sean Elg: Bateria


Tracklist:
01. Invaders From the Sky
02. Bullets for the Damned
03. When the Last Scream Fades
04. Wrath of Asgard
05. The Cause
06. King of the Monsters
07. The Pit Shows No Mercy
08. Sonic Suicide
09. Fly or Die
10. Lust of the Blade
11. Speed to Burn
12. The Three Tremors [Bonus Track]

       


       




The Three Tremors: Killer Project With Three Great Metal Singers



And the urban legend of "The Three Tremors" becomes reality in a new version. The project, which was coined years ago bringing together three great metal vocalists, none other than Bruce Dickinson, Rob Halford and Geoff Tate (the name of Dio was also part of the speculation), did not leave the paper. But the legend now resurfaced, and starting from Sean "The Hell Destroyer" Peck's (Cage, Denner/Shermann) desire to put into practice a project in those molds, he sought the other names to complete the trio. (versão em português)

Sean then contacted Tim "Ripper" Owens (Judas Priest, Iced Earth) and Harry "The Tyrant" Conklin (Jag Panzer), bringing together 3 vocalists who also follow the vocal classics of the original project, of 3 decades and praiseworthy services rendered to the metallic scene. 

After a year of hard work, which resulted in the forging of 12 powerful songs, some were already born with that hymn style, where the vocalists take turns or sing in unison during the tracks, not only in mere vocal juggling to show the power and extension of their throats, but to interpret in an aggressive, technical and explosive way the firecrackers that mix traditional Heavy Metal and Speed ​​Metal, wrapped in a current production, but with the essence intact.

There are 12 exciting tracks to hit your head and sing with your fist in the air! I can already imagine this project live! Something that should be well rehearsed and have a very good production to support this bullet train that has the date of January 18, 2019 marked for the launch of the self-titled debut, and then will follow the world tour. The cover of the album also follows the classic style, with a drawing of the three vocalist fighting with werewolves in a chaotic world. The art was signed by Marc Sasso (Dio, Adrenaline Mob, Halford)


Legend has it that the original design failed, not only probably because of the schedule of those monsters, but how to conceive each song having the three powerful voices in a balanced way. In this regard the current project was successful, with one or other caveat to some vocal exaggerations, but nothing to compromise. The tracks alternate times faster, without rest, with other more cadenciados and epics, and it is where everything seems to work even better. Even in a very homogeneous album, there are some that stand out.

We have the fast and explosive "Fly or Die", certainly one of the highlights, a blast with no chance to rest, with a great refrain. There is even a link to something of "Aces High", both in progress and in warfare. (Including an intro with a speech by Franklin Roosevelt, in the classic Iron Maiden song there is Churchill's speech); and "The Cause", another Speed ​​Metal that has no pity of our necks!


In the tracks where the heaviest and moderate tempos stand out, there are some of the best moments where the roots of NWOBHM and Metal 80's are in general more pulsating than ever. In addition, it seems that they favored a better cohesion and highlighted the three voices.

You will vibrate with certainty in songs like "Sonic Suicide" and its perfect rhythm to beat head; and the epic "Wrath of Asgard," with more emphasis on guitar melodies, extremely exciting riffs and refrains, from actually singing along with clenched fists! Metal Gods, I need to hear this live!


Among my favorites are also the weight and dramaticity of "When the Last Scream Fades", which alternates between more rhythmic stretches and faster ones, highlighting the great riffs, drone, and the ground with melody and speed, and "Speed ​​to Burn" , with its rhythmic beginning, melodious and riffing riffs, alternating to more aggressive and fast passages, and of course, very high vocals. 

There are 12 Heavy Metal/Speed ​​Metal firecrackers where these three monsters, together with an excellent band, provide a fierce and exciting attack, stuffed with everything that great Heavy Metal songs must to have, killer riffs and strong choruses, thundering bass and drums, epic solos and powerful vocals. We do not usually use rate music here, but this firecracker deserves a 10, maximum mark on what they set out. Can't wait to see T3 live! (interview soon here on Road to Metal)
RATE: 10/10
Text: Carlos Garcia

Datasheet:
Band: The Three Tremors
Album: self-titled (2019)
Style: Heavy Metal, Speed ​​Metal, NWOBHM
Label: Steel Cartel/Soul Food
Media: CMM Music Consulting


Line-Up:
Sean Peck: Vocals
Tim Owens: Vocals
Harry Conklin: Vocals
Dave Conan Garcia: Guitars
Casey Trask: Guitars
Alex Pickard: Baixo
Sean Elg: Bateria


Tracklist:
01. Invaders From the Sky
02. Bullets for the Damned
03. When the Last Scream Fades
04. Wrath of Asgard
05. The Cause
06. King of the Monsters
07. The Pit Shows No Mercy
08. Sonic Suicide
09. Fly or Die
10. Lust of the Blade
11. Speed to Burn
12. The Three Tremors [Bonus Track]

       


     




sábado, 22 de dezembro de 2018

Maestrick: Um Outro Patamar em Uma Obra Ímpar


O tempo que a banda levou para produzir seu segundo full-lenght, a primeira parte de um trabalho duplo, "Espresso Della Vita: Solare", está plenamente justificado pela qualidade das músicas e da produção excelente deste álbum. Pensei até em simplificar esta resenha, simplesmente recomendá-los que adquiram e ouçam esta belíssima e inspirada obra do Rock/Metal Progressivo. (Check out the English Version)

Pensei em parodiar os históricos comentários da atriz Glória Pires durante a transmissão do Oscar, e dizer que "não sou capaz de opinar". Ha ha ha! Brincadeiras à parte, "Espresso Della Vita: Solare" é um álbum maravilhoso, transportando o ouvinte numa verdadeira viagem musical, carregada de emoções.


O álbum é conceitual, e resumindo (em breve teremos entrevista com o Fábio Caldeira, vocalista e compositor, e falaremos mais detalhadamente), é a primeira parte de um trabalho conceitual, que conta a história de uma vida, passando pelas suas diversas fases, sob a perspectiva de uma viagem de trem. A ideia nasceu de forma simples, Fábio conta que durante uma conversa com sua mãe, esta fez uma analogia de que a vida é como uma viagem de trem.

A produção deste álbum vinha sendo desenvolvida já há algum tempo, e contou com Adair Daufenbach (Hangar, Project46, John Wayne) na produção, o qual também gravou as guitarras. Um trabalho complexo, com cuidado e capricho nos detalhes, mas mesmo assim, é muito rápido de assimilar, graças ao feeling das composições e a maneira como os elementos diversos se completam e transmitem a emoção aos ouvintes. É como um musical, uma trilha sonora. 


Balanço perfeito, pois esse feeling transparece e se destaca, mesmo em trechos mais complexos. É uma satisfação ouvir um trabalho assim dentre tanta música "de plástico" feita hoje em dia.

O Rock/Metal Progressivo é encorpado com elementos diversos, que envolvem o ouvinte nas melodias e emoções da história. Deixo claro que é um álbum em que as músicas podem ser ouvidas avulsas, mas é quase impossível não querer ouvir todo a cada vez que coloco para rodar.

Além dos elementos tradicionais do Rock/Metal Progressivo, vamos encontrar arranjos orquestrais, vocais gospel, Classic Rock, country, viola caipira, ritmos brasileiros e até Metal extremo. 

Ouça, ouça já e viaje por estas intrincadas, límpidas, belas e inspiradas canções. Praticamente impossível descrever precisamente ou apontar destaques, vou falar só um pouquinho do que o álbum oferece, como o colorido e emoção de "I A.M. Living", que começa com o timbre destacado do baixo, suas memoráveis melodias de teclado e guitarra, adjetivo que também cabe aos arranjos vocais e refrão; e o que dizer desses arranjos acústicos e o feeling nos vocais em "Across the River". Canção que vai crescendo em emoção, destacando ainda os lindos corais gospel.


Temos a suavidade e beleza em "Water Birds" e  também o peso e elementos folclóricos de "Penitência", que é cantada em português, e até lembra algo do Sepultura de "Roots", e a universal "Hijos de la Tierra", Prog Metal com suavidade e técnica, que contou com convidados  de bandas de diversos países Sul Americanos, sendo cantada em inglês e espanhol.

Em "Rooster Race", viola caipira, sanfona e ritmos folclóricos se misturam ao instrumental límpido, pesado e intrincado do Prog Metal; como não sair assoviando com as melodias de "Keep Trying", que também possui belos backing vocals e orquestrações cativantes. Impressão minha, coincidência ou há pelo disco alguns "easter eggs" homenageando algumas das inspirações do grupo? Tipo, nestas duas últimas canções que citei, há títulos de músicas do Rush em algumas frases.

Música é arte, para a arte não há limites, não há regras, e o Maestrick concebeu e nos entregou uma obra para apreciar, vivenciar, sentir e nos encher de orgulho. "Se queres ser universal, começa por pintar a tua aldeia". Com certeza com "Espresso Della Vita: Solare" o Maestrick irá além do que conquistou com seus surpreendentes trabalhos anteriores. Um dos álbuns do ano!

Texto: Carlos Garcia

Ficha Técnica:
Banda: Maestrick
Álbum: "Espresso Della Vita: Solare" 2018
País: Brasil
Estilo: Progressive Rock, Progressive Metal
Produção: Maestrick e Adair Daufembach
Assessoria: Som do Darma

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Line-up:
Fabio Caldeira: vocal/piano
Renato “Montanha” Somera: baixo e vocais
Heitor Matos: bateria e percussão
Adair Daufembach: guitarras (músico convidado)

Tracklist
“Origami”
“I a.m. Living”
“Rooster Race”
“Daily View”
“Water Birds”
“Keep Trying”
“The Seed”
“Far West”
“Across The River”
“Penitência”
“Hijos De La Tierra”
“Trainsition”


       


       

       


Maestrick: Stunning Prog Rock/Metal From Brazil




Formed in 2006 at São José do Rio Preto, São Paulo, Maestrick is one of the most impressive new bands from Brazil. With two EPs, "H.U.C. (2010) and "The Trick Side of Some Songs" (2016), and one Full-Lenght, "Unpuzzle" (2011), the band now present their new and daring album, the first part of a double CD, "Espresso Della Vita: Solare".  (Confira a versão em português)

The time the band took to produce their second full-lenght, the first part of the double work, "Espresso Della Vita: Solare", is fully justified by the quality of the songs and the excellent production of this album. I even thought to simplify this review, simply to recommend them to acquire and listen to this beautiful and inspired work of Rock/Metal Progressive.

I thought about parodying the historical comments of the brazilian actress Gloria Pires, in a TV channel from here, during the Oscar broadcast in 2016, and saying that "I can not comment". hahaha! Jokes aside, "Espresso Della Vita: Solare" is a wonderful album, transporting the listener on a true musical journey, full of emotions.


The album is conceptual, and summarizing (soon we will have an interview with Fabio Caldeira, vocalist and composer, and we'll talk more in details), is the first part of the conceptual work, which tells the story of a life, through its various phases, from the perspective of a train trip. The idea was born simple, Fabio tolds that during a conversation with his mother, she made an analogy that life is like a train trip.

The production of this album had been developed for some time, and counted with Adair Daufenbach (Hangar, Project46, John Wayne) in the production, which also recorded the guitars. A complex work, with care and whimsy in the details, but still, is very fast to assimilate, thanks to the feeling of the compositions and the way the various elements complete and transmit the emotion to the listeners. It's like a musical, a soundtrack.

Perfect balance, because this feeling transpires and stands out, even in more complex stretches. It is a pleasure to hear such work among so much "plastic" music made it nowadays.

Rock/Progressive Metal is full-bodied with various elements that envelop the listener in the melodies and emotions of the story. I make it clear that it's an album where the songs can be heard singly, but it's almost impossible not to want to hear everything every time I put it to play.


In addition to the traditional elements of Rock/Progressive Metal, we will find orchestral arrangements, gospel vocals, classic rock, country, brazilian rhythms and even extreme metal. Some of the band's inspiration are Queen, Rainbow, Yes, Rush, Jethro Tull and Dream Theater.

Listen, listen already and travel through these intricate, clear, beautiful and inspired songs. It's almost impossible to describe precisely or point out highlights, I'll speak only a little bit of what the album offers, such as the color and emotion of "I AM Living", which begins with the bass's timbre, his memorable keyboard melodies and melodious guitars, an adjective that also fits the vocal arrangements and refrain; and what about those acoustic arrangements and the feeling on vocals on "Across the River." Song that is growing in emotion, highlighting also the beautiful gospel choirs.

We have the softness and beauty in "Water Birds" and also the weight and folk elements of "Penitence", which is sung in Portuguese, and even recalls something of the Sepultura of "Roots", and the universal "Hijos de La Tierra" (Sons of the Earth)", Prog Metal with softness and technique, that counted on guests of bands of diverse South American countries, being sung in English and Spanish. 



In "Rooster Race", acoustick flok guitars, accordion and folk rhythms mix with the limpid, heavy and intricate instruments of Prog Metal; how not to go whistling with the melodies of "Keep Trying", which also has beautiful backing vocals and captivating orchestrations. My impression, coincidence or are there by the disk some "easter eggs" honoring some of the group's inspirations? Like, in these last two songs that I mentioned, there are titles of Rush songs in some sentences.

Music is art, for art there are no limits, there are no rules, and Maestrick conceived and gave us a work to enjoy, experience, feel and fill us with pride. "If you want to be universal, start by painting your village". Certainly with "Espresso Della Vita: Solare" the Maestrick will go beyond what it has conquered with its surprising previous works.

Text: Carlos Garcia

Datasheet:
Band: Maestrick
Album: "Espresso Della Vita: Solare" 2018
Country Brazil
Style: Progressive Rock, Progressive Metal
Production: Maestrick and Adair Daufembach
Management: Som do Darma

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Line-up:
Fabio Caldeira: vocal/piano
Renato “Montanha” Somera: baixo e vocais
Heitor Matos: bateria e percussão
Adair Daufembach: guitarras (músico convidado)

Tracklist
“Origami”
“I a.m. Living”
“Rooster Race”
“Daily View”
“Water Birds”
“Keep Trying”
“The Seed”
“Far West”
“Across The River”
“Penitência”
“Hijos De La Tierra”
“Trainsition”