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sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Barilari: A Voz do Metal Argentino a Todo Vapor


Quarto disco solo do vocalista da Rata Blanca

Não bastasse ser considerado o maior vocalista de Heavy Metal da Argentina, liderando os microfones da lendária banda Rata Blanca, Adrián Barilari alcançou seu ápice em sua carreira solo, que chegou ao quarto disco este ano, simplesmente chamado “4”.

Embora reconhecido pela sua veia puramente tradicional do Heavy Metal oitentista, neste mais novo registro Barilari buscou alguns elementos novos, deixando a sonoridade mais moderna, com produção dentro dos padrões mundiais de qualidade, o que causa uma impressão bastante positiva já de cara.

Vocalista fez história em bandas como Alianza e segue à frente da Rata Blanca

São 12 faixas, todas cantadas em espanhol, claro, que mostram a maestria do vocalista e da banda que o acompanha, a saber, o guitarrista Julian Barrett (que já trabalhou inclusive com Tarja Turunen), o baixista Piter Barrett e o baterista Nicolas Polo, embora algumas participações especiais aconteçam ao longo do álbum.

Os elementos mais modernos já são exaltados nas faixas iniciais, como a introdução “Carpe Diem”, “Hoy Por Hoy” (bastante peso e uma das melhores do disco, ótima pegada e ao vivo deve soar matadora) e “Corazon Homicida”, que mantem o nível lá em cima, para dar caminho ao primeiro candidato à hit comercial do disco: “Sin Mirar Atras”.

Como já mostrou em seus outros discos, Barilari é mestre em compor letras marcantes, românticas, além de grandes melodias que ficam na sua cabeça horas após ter ouvido pela primeira vez. Falo, por exemplo, da bela “Siempre”, primeira balada do disco, que baixa um pouco o ritmo do álbum, que se eleva em seguida com a música de trabalho (confira o vídeo abaixo) “Nunca Es Tarde”, o grande hit do disco e que deve estar sendo a canção do álbum mais esperada ao vivo.

Shows no Brasil? Atenção produtores!
Para além da grande voz de Barilari, temos uma parte instrumental primorosa, denunciando a qualidade dos seus colegas de banda, que não mediram esforços para acompanhar as ideias do vocalista.

A partir da metade do disco, mais baladas irão agradar aos mais românticos, como “Caminar A Tu Lado” e “Tan Lejos”, fechando com a pesada “Jugar Con Fuego” que fecha o álbum como este começou: a união do Metal tradicional com a sonoridade atual.

Barilari, embora não precisasse comprovar mais nada, afinal, são mais de 50 anos de carreira musical (já quando criança se apresentava), mostra o alto gabarito em “4”, facilmente um dos grandes lançamentos do ano de 2012. A grande dúvida é: quando os produtores brasileiros contratarão essa lenda para uma turnê do álbum aqui?

Texto e edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica
Banda: Barilari
Álbum: 4 
Ano: 2012 
País: Argentina
Tipo: Heavy Metal

Formação
Adrián Barilari (Vocal)
Julian Barrett (Guitarra)
Piter Barrett (Baixo)
Nicolas Polo (Bateria)



Tracklist
01. Carpe Diem (intro)
02. Caminar A Tu Lado
03. Cenizas En El Viento
04. Corazón Homicida
05. Gracias
06. Hoy Por Hoy
07. Jugar Con Fuego
08. Nunca Es Tarde 
09. Siempre... (Vas A Estar)
10. Sin Mirar Atrás
11. Tan Lejos
12. Tu Abismo

Leia entrevista exclusiva com o vocalista clicando aqui.

Acesse e conheça mais sobre o vocalista

Assista ao vídeo clipe oficial de “Nunca Es Tarde”


sábado, 10 de novembro de 2012

Entrevista - Adrian Barilari: "Verdadeiro e Real!"


Sem dúvida um dos mais respeitados vocalistas do Metal Sul Americano, Adrian Barilari já é uma lenda, com sua voz potente e marcante, performance de palco elétrica, sempre disposto a dar tudo de si para seu público, começando desde muito cedo na música, vindo a integrar uma das maiores bandas de Metal da América, o Rata Blanca, com o qual lançou álbuns como o clássico "Magos Espadas Y Rosas" (até hoje um dos discos mais vendidos de Metal na América Latina), tendo um hiato (saiu da banda em 93, retornando em 2.000), porém retornando a banda, sendo difícil imaginar o Rata sem sua voz.

Sucesso no Rata Blanca e também em sua carreira solo, tendo lançado recentemente "Barilari 4", álbum o qual considera o mais completo de sua carreira. Conversamos com Adrian a respeito do novo disco, sobre o Rata Blanca, sua carreira solo e mais, confira a seguir!
                                              Acceso a la versión en español aquí!


RtM: Adrian, gostaríamos de agradecer pela entrevista exclusiva, e gostaria que nos contasse um pouco sobre seu mais novo trabalho solo, "Barilari 4", que está ainda mais pesado e agregando elementos da música eletrônica.

AB: Olá, como você está? obrigado pela entrevista. B.4 é minha ultima produção é o que tem me ocupado na minha carreira e é o álbum que realmente estava esperando conseguir lançar, tem de tudo, desde industrial para alternativas, baladas, músicas, acima de tudo, muita música, acho que é o CD mais musical da minha carreira, é o álbum que me identifica e consolida  finalmente.



RtM: Em seu novo disco "4" e "Abuso de Poder" você trouxe uma roupagem mais pesada e moderna. Vamos ver o Barilari mais clássico somente nos discos do Rata Blanca? Esta seria uma maneira de diferenciar seu trabalho das duas bandas? Isto é, no Rata Blanca Walter é o compositor principal, e a banda já tem seu som característico, e você em sua banda solo, você tem mais liberdade para experimentar novos caminhos?

AB: Exatamente isso, o Rata tem um estilo muito distinto, e funciona melhor deste modo, mas no meu caso, posso trabalhar com mais liberdade, sendo que tudo da minha carreira solo 80% passa por mim, então tento me diferenciar e fazer algo próprio.

RtM: Ainda com relação ao seu novo álbum "Barilari 4", quais as diferenças principais que você apontaria entre ele e os demais lançamentos de sua carreira solo?

AB: Como eu disse antes, cada disco é diferente um do outro, não me repito, eu tento ser eu mesmo, a minha carreira é baseada em músicas que as pessoas podem se lembrar, e contar histórias quase próprias, B4 é a essência da Barilari é a amostra de 12 anos de carreira solo mostrando o que eu sou.



RtM: O álbum "Canciones Doradas", como surgiu a ideia de seu segundo álbum ser dedicado somente a "covers". Eu particularmente gostei muito do álbum, e o mesmo seguiu muito bem recebido! Mas você não temeu que os fãs não poderiam aceita-lo muito bem, depois de seu primeiro trabalho ter sido dedicado ao Metal clássico e melódico?

AB: Há muito tempo eu aprendi a ser eu mesmo, eu acho que não há melhor coisa do que ser verdadeiro e real, não ter de vender às pessoas o que as pessoas querem, tem de ter personalidade e ser o que é, eu sou um cantor e eu amo o que faço, primeiro a música tem que me agradar, se depois as pessoas gostarem, melhor, mas você  pode não cativar a todos com um disco. Primeiro eu faço o que eu gosto e sinto, senão seria muito falso,  e o que eu gosto em minha música é que a ouço através dos anos e continuo gostando, o público tem o direito de escolher.


RtM: Em 1993 você deixou o Rata Blanca, pois o guitarrista Walter Giardino queria levar o som da banda para algo mais pesado, porém você discordou da ideia e logo em seguida gravou com a banda Alianza, porém o que podemos notar nos seus dois últimos álbuns de estúdio que ambos soam bem pesados, o que mudou de lá para cá? E sobre sua primeira saída do Rata Blanca, você sentiu que foi o certo a fazer?

AB: Não foi só por causa da parte musical que saí do Rata naquele tempo, haviam outras coisas ....  O Alianza foi o verdadeiro começo de conhecer o mercado musical e seu funcionamento, aprender a língua do negócio da música, isto nos ajudou muito. E quanto a sonoridade, eu acho que é chamado de evolução, eu sou um buscador de sons modernos, eu gosto de explorar e incorporar, não ser preso em uma forma musical, seria chato. E sobre a saída do Rata, só queria sair daquele turbilhão que me cercava, por isso ocorreu minha saída.

RtM: Em 2003 quando você já tinha retornado ao Rata Blanca, você deu inicio a sua carreira solo, onde gravou o álbum "Barilari" com a participação de vários músicos conhecidos da cena Metal mundial como o tecladista Jens Johansson (Stratovarius), o guitarrista Emppu Vuorinen e o baterista Jukka Nevalainen ambos do Nightwish. Conte-nos como surgiu a oportunidade de gravar o álbum com esses músicos, sendo que até hoje é considerado o seu melhor trabalho.

AB: Primeiro, eu diria que a produção é, talvez, a mais importante da minha carreira, pelos convidados e pela aposta, mas eu duvido que seja o meu melhor trabalho... Tudo começou quando Walter me convidou para integrar o Temple, em 2000 (N. do R.: Projeto solo do guitarrista Walter Giardino, do Rata Blanca, que tem até agora um álbum, lançado em 98), e ao mesmo tempo, eu recebi um convite para gravar o meu primeiro álbum solo e tendo em conta o que se oferecia, não tive dúvidas em começar uma carreira paralela.

Uma empresa de produção local foi quem veio com a ideia e eu aceitei feliz por ter essa oportunidade. Foi um disco difícil em sua concepção e gravação, foi feito em vários países e foi durante a depressão na Argentina, em 2001, o que quase fez abortar o projeto, mas, por sorte, conseguimos dar continuidade a produção, se bem que não teve a divulgação esperada, sei que o tempo fez o que a mídia não fez.


RtM: O álbum "Barilari" além de ter sido lançado em espanhol, o mesmo também ganhou uma versão em inglês, onde foi distribuído em vários países, como surgiu esta ideia? E em relação aos trabalhos posteriores você já pensou em regrava-los para o inglês?

AB: Isso foi algo a contra gosto, infelizmente estava no contrato foi global e incluía no pacote a gravação em Inglês, o que eu não pude evitar, não foi algo certo, já que eu não gosto de cantar em Inglês e acho que isso é evidente, e eu não penso em fazer isso nos trabalhos posteriores.

RtM: Eu me lembro de ler sua biografia em que sua mãe queria que você aprendesse a tocar acordeão! Você poderia falar um pouco sobre como começou na música e como você optou em ser um cantor?

AB: Sempre fui cantor desde pequeno, veio comigo, meu avô era cantor de ópera, e isso passou pra mim, minha mãe queria que eu estudasse um instrumento, e veio com um acordeão, algo que eu odiava, então não durou, e comecei a tocar guitarra, depois meu irmão mais velho tinha uma banda, então me metia nos ensaios, sempre estive metido na música desde muito cedo, sempre cantando o tempo todo...


RtM: Ainda falando de "Barilari" o mesmo apresenta uma das composições mais belas de toda sua carreira "Recuerdo en la piel" o que você poderia nos contar sobre está balada, que se tornou obrigatória em seus shows?

AB: Wow! Eu não sabia que era a música preferida do público, eu sempre achei que era " Verte Sonreir", jpa que o público a canta, mas tanto uma quanto a outra, são canções sobre o amor, e eu me identifico com baladas de Rock, é o meu forte nos shows ao vivo, as pessoas sentem muito a minha interpretação...

RtM: E como é a cena musical na Argentina? Principalmente a cena Rock e Metal, porque em tempos de instabilidade econômica, tudo é mais complicado. Como é a demanda para shows, vendas de discos e as condições para gravar e lançar novas obras?

AB: Não é nada fácil  pelo menos para nós, é muito facil para os visitantes,hahahaha... Na verdade, daqui alguns dias teremos o show do Kiss, estamos sendo invadidos pelas bandas internacionais, por sorte temos uma base muito forte e podemos tocar pelo mundo, porém quando tem que lançar um CD as coisas mudam, pois o custo é muito elevado, é um momento difícil para vendas de CD's, as industrias fonográficas estão com problemas e não sabem como solucionar.


RtM: Se tratando de shows, quando teremos a honra de te-lo em terras brasileiras? Seja solo ou com o Rata Blanca.

AB: Quando os empresários de seu país se interessarem, dai certamente iremos visita-los, mas pelo que vejo os brasileiros não se interessam pelo Rock em espanhol...

RtM: Para finalizar, gostaríamos de agradecer pela atenção, e se desejar deixa uma mensagem aos leitores do Road to Metal e aos seus fãs brasileiros.

AB: Obrigado pela divulgação e interesse, quisera eu poder visitar seu país, quem sabe ainda role alguma oportunidade, como aconteceu com o Rata em 91, e levar o nosso som a todos os nossos fãs do Brasil!

Obrigado Road to Metal!

Por: Renato Sanson
Colaborou: Carlos Garcia
Tradução/Edição: Renato/Carlos

Site Oficial Barilari
Site Oficial Rata Blanca




quinta-feira, 14 de julho de 2011

RATA BLANCA: 20 anos do álbum "Magos, Espadas y Rosas" é comemorado com lançamento ao vivo!


O segundo trabalho da grande banda de Metal Argentina, o Rata Blanca, que marcou também a estréia do vocalista Adrian Barilari, lançado em 1990, além de ser um disco repleto de músicas de alta qualidade, com grandes influências de Deep Purple, Malmsteen (dos primeiros discos) e Rainbow (principalmente), foi um verdadeiro marco para o Metal latino-americano, pois além de ser lançado por uma major, no caso, na época, a Polygram, é, provavelmente, o Disco mais vendido de uma banda de Metal aqui da América do Sul, alcançando mais de um milhão de cópias vendidas.

Metal clássico, pitadas de Hard e músicos de talento fazem desse disco um dos trabalhos mais importantes da história Metálica da América Latina.


Em 17 de setembro de 2010, a Banda fez a apresentação especial para gravação da edição comemorativa, nos estúdios Norberto Napolitano, para Rádio "FM Rock & Pop", no programa "Apaga la Tele".

"Magos, Espadas y Rosas"  transcendeu fronteiras, levando a banda à públicos maiores e também canais além dos tradicionais meios de divulgação do Rock Pesado e Metal, tendo a Banda participado de programas de TV e sua músicas executadas por vários programas de Rádio, e não somente os especializados em Metal.


A semi-balada "Mujer Amante" é, talvez, o maior sucesso comercial do Rata, e ajudou na exposição da banda. Com um estilo clássico e melodias cativantes, é dessa músicas que ficam cada vez melhores com o passar dos anos.

"La Leyenda del Hada y el Mago", é um maravilhoso tema épico, que também está entre os melhores da Banda.

Numa veia bem ao estilo que o guitarrista Walter Giardino aprecia, e lapidou seu estilo a partir dele, ou seja, grandes influências da era Rainbow com Dio, onde estão alguns dos melhores momentos do mestre Ritchie Blackmore, e os primeiros Malmsteen (afinal, Malmsteen também bebeu muito da fonte "Blackmoriana").

Com um ar épico, melodiosa, em que a guitarra, apoiada por uma cama de teclados, vai contando a história juntamente aos vocais de Barilari (que "gran cantante", como diriam os Hermanos!).


"El Beso de la Bruja", lembra aqueles temas mais rápidos do Purple , como "Burn" e a épica e cheia de climas "El camino del Sol", com seus quase 10 minutos também remete de imediato temas como "Stargazer" do Rainbow.

O álbum todo possui uma qualidade impressionante, daqueles momentos em que dificilmente a banda conseguirá se superar, e essa versão ao vivo, ficou muito boa, a altura desse grande registro.

Heavy Metal Clássico da melhor qualidade, marcado para sempre na história do Metal, seja da América do Sul, ou mundial, afinal, a banda conseguiu um reconhecimento espetacular para um disco cantado em espanhol, pois, é admirado por fãs de Metal de todos os cantos do mundo. Música bem feita tem uma linguagem universal.




  • 1. "La Leyenda del Hada y el Mago" - 5:24
  • 2. "Mujer Amante" - 6:05
  • 3. "El Beso de la Bruja" - 4:19
  • 4. "Haz Tu Jugada" - 6:22
  • 5. "El Camino del Sol" - 9:28
  • 6. "Días Duros"- 7:24 (Carlos Perigo, W. Giardino)
  • 7. "Por qué es tan difícil amar" (Instrumental) - 5:33
  • 8. "Preludio Obsesivo" (Instrumental) - Bonus track - 3:40
  • 9. "Otoño Medieval" (Instrumental) - Bonus track - 2:34
  • Obs: As Faixas Bônus só constam em versões do álbum original 

  • Formação que gravou a nova versão:
  • Walter Giardino (guitarra), 
    Adrián Barilari (voz),
    Guillermo Sánchez (baixo), 
    Danilo Moschen (teclados) 
    Fernando Scarcella (bateria)

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