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sábado, 21 de junho de 2025

Cobertura de Show: Kiko Loureiro – 07/06/2025 – Tokio Marine Hall/SP

No último dia 7 de junho, numa noite fria de sábado, o guitarrista Kiko Loureiro se apresentou no Tokio Marine Hall, tocando músicas de sua carreira solo e sucessos das bandas pelas quais passou, como Angra e Megadeth. Como esperado, tivemos a aguardada participação do guitarrista radicado no Japão, Marty Friedman, que se juntou a Kiko para tocarem faixas do Megadeth, Angra e também de sua própria carreira solo.

O show de abertura, que começou às 20h55, ficou por conta do guitarrista Andy Addams. O colombiano-americano subiu ao palco demonstrando grande técnica, vestindo um colete de LED que chamava atenção com seu jogo de luzes. A banda de apoio era formada pelo baixista David Sanchez e pelo baterista Luigi Paraventi. O curto show teve foco em composições próprias do guitarrista, mas o bom público já presente se animou com versões de “Separate Ways (Worlds Apart)” (Journey), “Eruption” + “Ain’t Talkin’ ‘Bout Love” (Van Halen), além de um mix de trilhas sonoras de desenhos animados e jogos de videogame, como “Os Cavaleiros do Zodíaco”.



Andy Addams – setlist:

Andy Addams

Redemption

Black Moon

The Eyes of the Moon/When the Spirits Collide

Solo de guitarra + Silver Tears

Solo de baixo

Everlasting Faith

The Warrior

Solo de bateria

Piedra de Fuego

Mashup


Às 22h, o público começou a ouvir a introdução do show, e, um a um, os músicos da banda de apoio – e que banda! – formada por Bruno Valverde (bateria), Luiz Rodrigues (guitarra) e Felipe Andreoli (baixo), subiram ao palco. Foi então que, para o delírio da plateia, surgiu Kiko Loureiro. O guitarrista promove atualmente seu álbum mais recente, Theory of Mind (2024), e iniciou a apresentação com a espetacular “Blindfolded”, seguida por “Reflective”, “Overflow”, “No Gravity” e “Pau-de-Arara”.

O público também teve o privilégio de ouvir faixas da “era Kiko Loureiro” no Megadeth, que marcaram presença no repertório com destaque. “Conquer or Die!” do álbum Dystopia (2016), além da faixa-título “Dystopia” e “Killing Time”, foram interpretadas pelo próprio Kiko nos vocais. Outro momento memorável foi o medley de músicas do Angra, executado pela banda – ocasião em que o público assumiu os vocais, cantando com empolgação cada verso.

Antes da metade do show, Kiko abriu espaço no palco para dois jovens guitarristas tocarem com a banda – um gesto muito bacana, mostrando apoio e incentivo a possíveis futuros astros da guitarra. Após essa surpresa, o show retornou à fase solo de Kiko com “Mind Rise”, também do novo álbum.

Na sequência, o vocalista Alírio Netto subiu ao palco para cantar “Nothing to Say”, “Angels and Demons” e “Late Redemption” (esta última com trechos de “Heaven and Hell”, do Black Sabbath, ao lado de Kiko). Os momentos com Alírio foram certamente um dos destaques da noite, graças à sua poderosa interpretação e presença de palco.

Então chegou o instante mais aguardado da apresentação: Kiko anunciou a entrada de Marty Friedman. Juntos, tocaram “Hyper Doom”, e logo depois veio um momento divertido – Kiko brincou que Marty poderia ser preso se não executasse o solo de “Tornado of Souls”. Curiosamente, o guitarrista americano tocou apenas o solo, ao lado de Kiko, sem a música completa. Em seguida, os dois fizeram uma belíssima homenagem à música popular brasileira, interpretando as clássicas “Asa Branca”, de Luiz Gonzaga, e “Brasileirinho”, de Waldir Azevedo.

O show então se encaminhou para o final com a execução da dramática “Tearful Confession”, do álbum Drama (2024), seguida por uma releitura emocionante de “Rebirth”, com Alírio Netto de volta aos vocais, encerrando com “Enfermo”, faixa do primeiro álbum solo de Kiko Loureiro.


Texto: Eduardo Okubo Junior

Fotos: Roberto Sant'Anna

Edição/Revisão: Gabriel Arruda


Realização: Top Link Music


Kiko Loureiro – setlist:

Blindfolded

Reflective

Overflow

Killing Time (Megadeth, com Kiko cantando)

Pau-de-Arara

No Gravity

Carry On / Spread Your Fire / Nova Era / Morning Star / Evil Warning / Speed (Medley Angra)

Conquer or Die (Megadeth)

Dystopia (Megadeth, com Kiko cantando)

Jam (participação de jovens guitarristas)

Mindrise

Nothing to Say (Angra, com Alirio Netto)

Angels and Demons (Angra, com Alirio Netto)

Late Redemption (Angra) + Heaven and Hell (Black Sabbath) (Alirio Netto e Kiko Loureiro)

Hyperdoom (Marty Friedman)

Tornado of Souls (Megadeth, com Kiko Loureiro e Marty Friedman)

Medley: Asa Branca (Luiz Gonzaga) / Brasileirinho (Waldir Azevedo) (Kiko Loureiro e Marty Friedman)

Tearful Confession (Marty Friedman)

Rebirth (Angra) (com Alirio Netto, Kiko Loureiro e Marty Friedman)

Enfermo

terça-feira, 17 de junho de 2025

Cobertura de Show: Kiko Loureiro – 05/06/2025 – Bar Opinião/RS

 Cobertura e fotos por: Vinny Vanoni

O show abriu com a banda Phornax, já mencionada na matéria do show do Hibria, porém, vale acrescentar que os caras estão arrebentando! Abrindo para o Hibria e agora para Kiko Loureiro logo após uma reformatação dos integrantes da banda? Sim! Mil vezes sim! Novamente a Phornax apresentou um show espetacular, com os integrantes extremamente afinados entre si! Com esta nova formação, o Phornax veio para ficar.

O segundo show de abertura foi realizado pelo guitarrista colombiano radicado americano Andy Addams, que está acompanhando Kiko em sua turnê “A Theory of Mind 2025”. Addams acompanhado por dois excelentes músicos, o jovem Luigi Paraventi na bateria e David Sánchez no baixo apresentou um verdadeiro espetáculo musical para o público, recheado de técnica e carisma que levaram os fãs de Kiko a loucura. Detalhe, Andy Addams faz um som instrumental, sem voz! Sim, o cara é muito foda! Não só na música, mas também na vida, Em 2011 abriu para Ozzy Osbourne em sua única apresentação no país de origem de Addams, Colômbia, época que foi de grande felicidade e também perrengue para Andy, pois logo depois, devido a um investimento mal sucedido e ter sido passado para trás por um antigo sócio, perdeu tudo, fazendo com que se mudasse para os Estados Unidos onde trabalhou alternando entre construção civil e faxina. Nesta época Addams lutou muito para sobreviver, enfrentou inúmeras dificuldades e quase desistiu de sua verdadeira paixão, a música. Mas igual a uma Fênix, Andy Addams ressurgiu das cinzas, se tornou diretor musical e guitarrista principal do show de rock mais aclamado da indústria de cruzeiros (não, não é a antiga moeda brasileira, é cruzeiro de navios gigantes que levam gente com grana para passear ao redor do mundo), show este produzido por ninguém menos que os criadores do musical Rock of Ages!

Devido a esta volta por cima e sua experiência na indústria musical de cruzeiros, Addams se reinventou, absorvendo elementos até mesmo teatrais em suas apresentações, como uma “armadura” luminosa bem ao estilo do filme “Tron”, e uma guitarra com led’s nas escalas, juntamente com David que também utiliza um baixo no mesmo estilo, o que faz com que ao tocar, ofereça um espetáculo, em todos os sentidos da palavra, aos seus fãs e público. E posso afirmar com certeza total, foi umas das três vezes na minha vida que curti e vibrei tanto com uma banda instrumental, foi simplesmente, e estou repetindo muito esta palavra por motivo de não conseguir pensar em uma melhor, um verdadeiro espetáculo técnico, visual e musical que superou até mesmo a apresentação do Kiko (Desculpa K.L.)!

E por falar no nosso saudoso Kiko Loureiro, ex-integrante (porém sempre será um dos originais) da banda Angra, ex-integrante do Megadeth (o cara só se mete em banda boa né?) e com uma carreira solo extremamente bem fundamentada, reconhecida e aclamada pela crítica especializada nacional e internacional, tanto que é considerado um dos senão o melhor guitarrista de rock e metal do Brasil e um dos melhores do mundo, também ofereceu ao seu público um show fantástico! Junto ao ex-colega de banda, porém eterno amigo, Felipe Andreoli no baixo, e outros monstros da música como Bruno Valverde na bateria, que atualmente integra o Angra e também a banda de Kiko, além de já ter tocado com diversos gigantes como Richie Kotzen, Smith/Kotzen e Sonic Symphony Orchestra, Luiz Rodrigues, mais conhecido como “Luizinho” na guitarra base, além da participação do lendário ex-integrante da consagrada banda de thrash metal Megadeth (inclusive eu gostava mais do Megadeth do que do Metallica uma época, me julguem) e verdadeiro mestre do rock e metal instrumental, Marty Friedman e de outro gigante dos vocais, Alírio Netto, vocalista do “Queen Estravaganza”, tributo oficial do Queen produzida por Brian May e Roger Taylor, além de ter sido o vocalista da banda Shaman de 2019 a 2023, após o falecimento de nosso eterno Maestro do metal, Andre Matos, e ter lançado com a banda o álbum “Rescue” produzido por Sascha Paeth. Netto também atuou como vocalista em musicais, como o famoso “Jesus Cristo Superstar” onde interpretou Judas Iscariotes.

Com esse lineup simplesmente avassalador e com um setlist que revisitou diversos sucessos de sua carreira no Angra, Megadeth, carreira solo e algumas músicas surpresas, juntamente a músicas de Friedman, não havia possibilidade de qualquer coisa dar errada, e não deu! O show meus amigos, foi sensacional, espetacular, grandioso e como dizia meu falecido padrasto, “RE-PE-TÁ-CU-LÊ”! O público, ansioso com a entrada de Kiko no palco, já havia curtido e quebrado, metaforicamente, alguns pescoços com as duas apresentações anteriores da Phornax e de Andy Addams, mas quando Kiko, acompanhado de sua banda entrou aos palcos, minha gente! 

Que sensação esmagadora de felicidade e ansiedade que a galera que lotou o Bar Opinião sentiu. Foi uma mistura entre silêncio por falta de ar de ver este gigante, no sentido musical e literal de altura, ao vivo na frente de nossos olhos que a terra há de comer, e o som ensurdecedor dos gritos de “KIKO! KIKO! KIKO!” que explodiram e ecoaram junto aos aplausos que devem ter danificado a estrutura do bar! Foi algo surreal, ver tantos músicos que admiro e cresci escutando, tocando ao vivo, na minha frente, alguns como Alírio, Bruno e Friedman, foi a primeira vez o que tornou a emoção maior, mas que não apagou de forma alguma a grandiosidade de Kiko, Felipe e Luiz. As músicas foram tocadas e cantadas a perfeição, gravando na mente e corações de todos os presentes um show memorável por eras a vir, e lembrando aos fãs brasileiros, antigos e novos, que o Brasil também é a casa e produtor de excelentes músicos, reconhecidos mundialmente!

 

sexta-feira, 30 de agosto de 2024

Cobertura de Show: Kiko Loureiro – 10/08/2024 – Tokio Marine Hall/SP

O icônico guitarrista Kiko Loureiro retornou a São Paulo no último dia 10 de agosto (sábado) para celebrar seus trinta e cinco anos de carreira no Tokio Marine Hall, que recebeu um expressivo público para aplaudir seus sucessos em uma noite marcada pelo frio intenso da cidade. A noite contou também com os shows dos guitarristas Luiz Toffoli e Gustavo Di Padua, que prepararam o terreno antes da atração principal. 

O curitibano Luiz, que esteve recentemente no mesmo local abrindo para os americanos do Symphony X, foi o primeiro a iniciar os trabalhos. Sua técnica irreverente e habilidade nas sete cordas foram admiradas e elogiadas pelos poucos sortudos que puderam testemunhar esse show.

O repertório curto contou com os principais momentos do seu álbum de estreia, “Enigma Garden”, que traz toda influência do prog metal moderno, com destaque para “Human”, o primeiro single desse trabalho, além da nova “Gates of Underworld”, que deve ser lançada em breve. Um dos pontos altos foi a execução de “As I Am”, clássico do Dream Theater, que fez a plateia balançar os pescoços com os seus riffs vibrantes. Ao final, Luiz expressou sua gratidão pela presença de todos e apresentou a sua banda, composta por Pedro Tinello (bateria), Marcos Janowitz (baixo), Léo Carvalho (teclado) e Cássio Marcos (vocal).

Logo em seguida foi a vez do Gustavo Di Padua, que entrou no palco com dez minutos de antecedência. Conhecido por suas colaborações com o saudoso Erasmo Carlos e por ter feito parte das bandas Aquaria, Glory Opera e Almah, o guitarrista carioca agitou o público com suas qualificadas composições, entre elas “Second Floor”, “Insight”, “The Stairs” e “Spiritual Lesson”, todas apresentando uma sonoridade mais roqueira e incorporando elementos da música pop, eletrônica e até da MPB. A apresentação ficou marcada pela apresentação de duas novas músicas que farão parte do próximo álbum: “Welcome to the Next Stage” e “Elephant” (título do futuro novo disco), que foram muito bem recebidas. 

Houve também uma bela homenagem às lendas do Rock com versões mais guitarristicas de “Paranoid” (Black Sabbath) e “Wasted Years” (Iron Maiden), onde uma parte do público participou ativamente fazendo os vocais enquanto Gustavo e sua banda as tocavam. Falando na banda, os músicos Marcus Filipe (guitarra), Thiago Fernandes (baixo) e Gabriel Triani (bateria) merecem destaque pelo incrível trabalho, tornando o show encantador, porém quem roubou a cena foi o Gabriel, que foi rapidamente confundido com o Dave Grohl (Nirvana, Foo Fighters). Mas a mensagem na sua camiseta, “Not Dave Grohl”, deixou claro que não era ele.

Finalmente, Kiko Loureiro fez sua entrada no palco de forma contagiante e acompanhado dos músicos Luiz Rodrigues (guitarra), Luigi Paraventi (bateria) e Thiago Baumgarten (baixo, Hibria), que substituíram o baterista Bruno Valverde e o baixista Felipe Andreoli, impossibilitados de comparecer por conta de compromissos com o Angra. 

Nessa primeira parte, Kiko destacou temas de sua carreira solo, especialmente o seu mais recente álbum, "Open Source" (2020), que foi lançado durante a pandemia. E nada melhor do que começar o show de maneira intensa com “Overflow”, que também é a faixa que abre o último trabalho. Kiko também relembrou músicas dos seus antigos álbuns, como “Pau-de-Arara” – famosa pela sua combinação de Rock com a música brasileira –, “Reflective”, do álbum “Sounds of Innocence” (2012), e a clássica “No Gravity”, responsável pelo início de sua trajetória solo e uma das mais apreciadas nesse começo, assim como “Vital Signs”, que fez o Kiko descer do palco para tocar mais perto do público. 

Quase a meio do set, os fãs do Angra foram surpreendidos por um medley que incluiu “Carry On”, “Spread Your Fire”, “Nova Era”, “Morning Star”, “Evil Warning” e “Speed”. Este momento trouxe uma dose extra de adrenalina ao show, embora logo tenha sido abaixado quando chegou a vez de "Du Monde", introduzidas por lindas melodias de violão clássico. Para recordar a passagem do Megadeth, foram executadas a inspiradora “Conquer or Die!” e a poderosa “Killing Time”. Nesta última, Kiko assumiu os vocais e teve um desempenho satisfatório. Se fizesse uma leve torção nos lábios ou colocasse um palito entre os dentes, poderia até conseguir cantar como o seu antigo chefe, Dave Mustaine.

Ao contrário dos shows anteriores, o show de São Paulo teve a honra de receber convidados especiais. O primeiro a dar as caras foi o Lobão, renomado por sua irreverência no Rock nacional e uma grande influência na carreira musical do Kiko, conforme ele mesmo disse antes de executar o clássico "Mais Uma Vez", do álbum "A Vida É Doce" (1999), que ganhou uma nova roupagem com o som da guitarra do Kiko. 

Embora se tratasse de um espetáculo instrumental focado na guitarra, Kiko quebrou os padrões desse tipo de formato se movimentando constantemente de um lado para o outro do palco, interagia com o público, compartilhava pequenas histórias e recebia com muito carinho e bom humor o apelido de Tesouro, que foi ecoado várias vezes. Essa brincadeira resultou em um presente inusitado por parte de um fã: uma caricatura do Kiko com uma guitarra quadrada. 

Assim como no show em Curitiba e em outros shows, Kiko convidou uma pessoa da plateia para tocar na sua guitarra, e o escolhido foi Felipe Zarza, que, apesar do nervosismo, não fez feio diante das milhares de pessoas presentes, recebendo muitos aplausos e até elogios do dono da festa.

Após a execução de “Dream Like" (a favorita deste que vos escreve), foi a vez de Alírio Netto, um dos vocalistas mais admirados da atualidade, entusiasmar o público com a sua performance em “Rebirth”. Ele ainda voltou, após a enérgica “Dilemma”, em “Nothing To Say”, que teve a emocionante participação do baixista Luis Mariutti, que não dividia o palco com o Kiko há exatos vinte e cinco anos. 

Quase no fim, Kiko apresentou uma sequência de duas músicas do seu álbum inaugural, “No Gravity” (2005), e as escolhidas foram “Enfermo” e “Escaping”, esta última com a colaboração do guitarrista norte-americano Ron “Bumblefoot” Thal. A grande surpresa da noite foi o cover de “Stormbringer”, do Deep Purple, onde Kiko brilhou novamente ao cantar e chamar todos os convidados da noite ao palco, concluindo o show de uma maneira emblemática e descontraída.

Ao longo de seus trinta e cinco anos de trajetória, Kiko tem demonstrado ser um músico à frente do seu tempo. Suas destrezas com a guitarra, seu carisma e sua paixão pela música seguem impactando inúmeras pessoas, além de intensificar a admiração de todos que o acompanham há tantos anos. Em resumo, a apresentação se revelou uma verdadeira masterclass musical.


Texto: Gabriel Arruda 

Fotos: Dener Ariani 


Realização: Top Link Music


Luiz Toffoli

Grand Opening 

Human

I’m Alive 

Both Worlds 

As I Am (Dream Theater cover)


Gustavo Di Padua

Second Floor

Insight

The Stairs

Spiritual Lesson

Paranoid (Black Sabbath cover)

Wasted Years (Iron Maiden cover)

Welcome to the Next Stage

Elephant

2008


Kiko Loureiro

Overflow

Pau-de-Arara

Reflective

No Gravity

Vital Signs

Carry On / Spread Your Fire / Nova Era / Morning Star / Evil Warning / Speed

Du Monde

Mais uma vez (feat. Lobão)

Conquer or Die!

Killing Time

Dreamlike

Rebirth (feat. Alirio Netto)

Dilemma

Nothing to Say (feat. Alírio Netto, Luis Mariutti)

Enfermo

Escaping (feat. Ron “Bumblefoot” Thal)

Stormbringer (Deep Purple cover, feat. Alírio Netto, Ron "Bumblefoot" Thal, Luis Mariutti, Lobão)

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Kiko Loureiro: Virtuosismo, Brasilidade e Peso

Lendário guitarrista nacional ativo enquanto o Angra permanece indefinido


Quando você vai ouvir o CD solo de um instrumentista já pode pensar que será bombardeado por milhões de notas por segundo feito por músicos de conservatório destinado para alunos de conservatório, o que ocorre em 99 % dos casos. 

Entretanto, existem exceções às regras e dentre elas impossível não elencar o nome de um dos maiores guitarristas do Brasil, Kiko Loureiro.

Felipe Andreoli (esq.) e Virgil Donati (cen.) abrilhantam álbum do guitarrista

Elogiar o trabalho do músico no Angra é chover no molhado, porém o mais interessante é que nos seus trabalhos solo, além de se cercar de músicos de qualidade, ele é capaz de explorar vertentes que vão do Jazz a MPB e do Metal Progressivo ao Fusion. 

Agora em “Sounds of Innocence” (2012) podemos ver um guitarrista ainda mais técnico e que soube balancear todas suas facetas em prol da musicalidade. É claro que os músicos que o acompanham fazem frente a esse bom resultado, pois na cozinha temos o já parceiro de longa data Felipe Andreoli (Angra, Almah) no baixo e o batera  italiano Virgil Donati (Ring Of Fire,  Planet X ).

O CD em si abre com “Awakening prelude”, uma passagem meio MPB que faz uma bela ponte para a quebradíssima “Gray Stone Gateway” e aquela que ganhou o primeiro vídeo clipe “Conflicted” (poderia ter mostrado o resto da banda, né Kiko?).

Outras influências do guitar hero são perceptíveis em “Ray Of Light”, uma cozinha avassaladora e “The Hymn” com elementos funkeados, lembrando muito o trabalho de guitarristas norte americanos como Joe Satriani. Sem abandonar suas características musicais, Kiko explora o regionalismo nas tocantes “Mae D’agua” e “El Guajiro".

Um caso raro de um músico que possuiu um talento acima da média, mas não faz a menor questão de fritar a paciência do ouvinte com linkados e harmônicos impossíveis. Em tempos que o futuro do Angra é incerto, é bom ter certeza que seus músicos continuam ativos e primando pela qualidade. 

Texto: Harley
Revisão/edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica
Banda: Kiko Loureiro 
Álbum: Sounds Of Inocence
Ano: 2012
País: Brasil 
Tipo: Metal Instrumental 

Formação
Kiko Loureiro (Guitarras)
Felipe Andreoli (Baixo)
Virgil Donati (Bateria)



Tracklist
01 Awakening prelude
02 Gray Stone Gateway
03 Conflicted
4-Reflective
5-El Guajiro
6-Ray of Life 
7-The Hymn
8-Mãe D’água
9-Twisted Horizon
10-A Perfect Rhyme

Assista ao vídeo clipe de “Conflicted”