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segunda-feira, 18 de agosto de 2025

FLESHGOD APOCALYPSE: 5 MOTIVOS PARA VER O SHOW

Divulgação

Uma das bandas que mais cresceram no metal europeu nos últimos anos vem pela terceira vez ao Brasil em setembro.

Por Fernando Queiroz

Os italianos do Fleshgod Apocalypse desembarcam junto ao Epica no próximo mês para uma série de apresentações no Brasil. É a terceira vez da banda no país – as outras foram em 2017 e em 2019 – e hoje, em seu auge de popularidade mundial, se encontram com formação renovada e com seu mais recente álbum sendo entre os mais elogiados para apresentar ao público brasileiro pela primeira vez. Confira aqui cinco razões para você não perder os shows do quinteto nessa turnê que conta com dois dos maiores nomes do metal sinfônico mundial da atualidade.

1) É a primeira vez que vêm ao Brasil com Veronica Bordachinni como vocalista principal! Embora a cantora já se apresentasse há anos com a banda como backing vocal e fizesse os vocais líricos, após a saída de Paolo Rossi da banda ela acabou por assumir as funções do ex-membro nos vocais limpos e rasgados, que complementam os guturais do líder Francesco Paoli. Vale a curiosidade: Veronica já cantou com o próprio Epica, no EP The Alchemy Project (2022), na faixa The Great Tribulation.

2) O álbum Opera é um de seus melhores discos, e merece ter suas músicas ouvidas em shows! Lançado em 2024, o disco é uma reflexão sobre os momentos que Francesco Paoli passou entre a vida e a morte, e o primeiro a contar apenas com Veronica nos vocais limpos. Foi extremamente elogiado pela crítica especializada, e já se enquadra entre os clássicos da banda.

3) Celebrar a vida e estar vivo! Como dito anteriormente, o frontman da banda passou por momentos difíceis nos últimos anos. Em 2021, ao escalar uma montanha, Francesco sofreu um acidente quase fatal, ficou pendurado durante horas pela corda, e quebrou mais de 25 ossos pelo corpo. Quase morreu, e as possibilidades de ficar paralisado para o resto da vida eram altas. Estar hoje tocando, cantando e fazendo turnês gerou uma mudança na percepção e abordagem que ele tem para com os shows que faz. Hoje, segundo ele, cada show é como se fosse o último, e cada noite é um momento para dar tudo de si. Podem esperar uma apresentação incrível!

4) Uma outra abordagem ao sinfônico! É verdade que, sim, o Epica é a atração principal da noite, mas para seu público, vale a pena conhecer uma abordagem diferente do metal sinfônico. Diferentemente dos holandeses, o Fleshgod Apocalypse é mais pesado, e aposta mais nos vocais guturais e em limpos ou rasgados, com as partes líricas em segundo plano – o oposto do praticado por seus companheiros de turnê. Como ambas as bandas abordam, de formas diferentes, o sinfônico, as orquestrações e os pianos, a possibilidade de você, fã de Simone Simons e seus companheiros, acabar por se tornar, no mínimo, um admirador dos italianos mais pesados no gênero.

5) Uma banda de músicos de primeiríssima linha! Não apenas Veronica, uma cantora de ópera e musicista formada, e Francesco, que já tocou literalmente todos os instrumentos na banda, seja em estúdio ou ao vivo, hoje a banda conta com outros instrumentistas gabaritados. Francesco Ferrarini, tecladista, já arranjou e compôs para bandas históricas, como Kreator, Amorphis, Angra, e Dimmu Borgir, só para citar algumas. O baterista ucraniano Eugene Ryabchenko já tocou com outros grupos importantes, como Belphegor e Vital Remains. Por último, mas não menos importante, Fabio Bartoletti gravou guitarras com o Epica, no mesmo EP e faixa que Veronica.

Por sua vez, os holandeses do Epica vêm ao Brasil pouco mais de um ano após sua última passagem pelo país, que foi em 2024 no Summer Breeze Brasil, para divulgar seu novo álbum Aspiral, lançado em abril desse ano.

As informações sobre o show que acontece em São Paulo você confere abaixo!


SERVIÇO

Data: 14 de setembro de 2025 – domingo

Local: Terra SP

Endereço: Av. Salim Antônio Curiati, 160 – Campo Grande, São Paulo – SP

Horário: 18h


Ingressos:

PISTA – 1o Lote

Meia Entrada / Solidária: R$ 250,00

Inteira: R$ 500,00


PISTA PREMIUM – 1o Lote (Livre acesso ao setor premium em frente ao palco e ao camarote / mezanino)

Meia Entrada / Solidária: R$ 350,00

Inteira: R$ 700,00


CAMAROTE – 1o Lote

Meia Entrada / Solidária: R$ 350,00

Inteira: R$ 700,00


PACOTE VIP / MEET & GREET 

É necessário comprar um ingresso separadamente! O PACOTE VIP inclui: •⁠ ⁠Meet & Greet com o Epica / •⁠ ⁠Oportunidade de tirar uma foto com a banda / •⁠ ⁠1 Camiseta exclusiva do Epica / •⁠ ⁠1 Credencial oficial do Epica / •⁠ ⁠1 Cordão oficial para a credencial / •⁠ ⁠Acesso à casa de shows antes do público em geral


Meet & Greet – Camiseta Tamanho P: R$ 600,00

Meet & Greet – Camiseta Tamanho M: R$ 600,00

Meet & Greet – Camiseta Tamanho G: R$ 600,00

Meet & Greet – Camiseta Tamanho GG: R$ 600,00



quinta-feira, 14 de abril de 2016

Fleshgod Apocalypse: Symphonic Death Metal Cada Vez Mais Coeso




Com seu quarto full-lenght, "King" (lançado agora no início de 2016 e disponibilizado no Brasil pela Shinigami Records, nessa sua parceria com a Nuclear Blast), os italianos do Fleshgod Apocalypse chegam ao álbum que até agora melhor distribui as nuances adotadas pela banda, o Death Metal, que embora detenha trechos brutais e vocais característicos do lado mais tradicional do estilo, destrincha uma sonoridade mais técnica e com mais melodias e variações, envoltas pelas influências de música clássica, que carregam desde seu primeiro álbum, tendo em seu som arranjos orquestrais, pianos e vozes femininas.

Não podemos dizer que o trabalho do grupo é totalmente original, pois várias formações dentro do Metal e, para ficar mais no campo específico, dentro do Metal Extremo, utilizaram e utilizam-se da música clássica e arranjos orquestrais. O Celtic Frost, acredito que foi uma das primeiras a utilizar essas nuances, na fantasmagórica "Necromantical Screams", com participação de uma soprano, assim como o Dimmu Borgir, que também incorporou elementos sinfônico e épicos de forma magistral ao seu Black Metal, e alcançou um status "mainstream".


Mas o Fleshgod Apocalypse não deve ser classificado como alguma cópia, logicamente sofreu influência de bandas mais veteranas, mas vem lapidando seu estilo e imprimindo personalidade, balanceado cada vez melhor sua sonoridade. O Death Metal intenso, pesado, técnico e melódico, transita por faixas densas e épicas, onde se destacam os andamentos war march, intercalando vozes guturais e limpas. Intervenções mais melódicas também são colocadas de forma inteligente, além de  trechos e faixas onde o piano e os vocais operísticos se sobressaem.

"King" é um álbum conceitual, onde em cada faixa do álbum a banda utiliza os elementos de uma corte real, como o próprio rei, a rainha, o bispo, o bobo da corte, o soldado e outros, representando cada um desses personagens várias facetas do lado negro da humanidade, afirmando também que o mundo que conhecemos se dirige ao seu final.

A intro em war tempo "March Royale" abre o álbum, emendando à "In Aeternum", épicas e grandiosas, certos trechos até me lembraram de leve o clássico "Cavalgada das Valquírias". Nesta abertura já pode ser sentida a coesão da proposta, e vários dos elementos que compõe a proposta da banda estão aí, e bases que soam como verdadeiras metralhadoras, bumbos velozes, vocais guturais, se misturam aos arranjos orquestrais, e os vocais guturais por vezes abrem espaço aos limpos, além do excelente e melodioso trabalho nos solos de guitarra; "Healing Through War" traz peso nas bases de guitarra mais à frente, mesclando muito bem a intensidade das guitarras e cozinha com as orquestrações; "The Fool" é mais rápida, quase frenética, destacando os "clean vocals".

"Cold as Perfection" traz a primeira participação de Veronica Bordacchini, com seus vocais operísticos dando ainda mais ares épicos, meio que cinematográficos, e dramáticos à faixa, na qual se destacam os arranjos orquestrais, coros e a melodia, principalmente a parte final, que coroa a diversidade desta música. O primeiro grande destaque do álbum. A faixa também foi escolhida para vídeo oficial (clique no link no nome da música para assistir).

"Mitra" começa com riffs intensos e técnicos, descambando em uma velocidade e peso apoteóticos, imperando as raízes Death Metal, mas sempre com os arranjos orquestrais trabalhando para uma maior intensidade e grandiosidade; "Paramour" traz um momento de mais paz em meio a intensidade sonora do álbum, sendo totalmente voltada aos vocais operísticos de Veronica, acompanhada pelo piano, é praticamente uma peça de ópera. Muito bom, uma intervenção que funcionou muito bem.


"And the Vulture Beholds" já entra imediatamente após os derradeiros acordes de "Paramour", para acabar com o momento de certa paz, e aqui temos mais um dos destaques, com a banda combinando de forma precisa os elementos clássicos e seu Death Metal técnico, em mais uma faixa épica e cinematográfica, daquelas que dá vontade de fingir estar com a batuta regendo uma orquestra apocalíptica; O peso também vem avassalador em "Gravity", assim como em "A Million Deaths", porém aqui em um andamento mais rápido, destacando a quebra de ritmo lá pelo terceiro minuto, sobressaindo-se o trabalho exuberante das guitarras, imprimindo velocidade e peso nos riffs e solos, culminando em um final intenso, acabando de forma abrupta.

Sem dar fôlego dá início a penúltima faixa, "Syphilis", climática, carregada de dramaticidade, narrada, em um andamento mais arrastado, pesada e densa, com mais uma destacada participação dos vocais femininos e grandes coros, além de trechos mais atmosféricos, enveredando-se pelo Gothic Metal em melodias bem interessantes, ressaltando também o belo solo de guitarra. "King" é a faixa final, uma peça ao piano, que encerra o álbum de maneira suave e com tons dramáticos.

Em "King" o Fleshgod Apocalypse concebeu o seu trabalho melhor elaborado até aqui, apresentando em várias músicas uma maior diversidade, experimentando mais coisas, com coesão entre os elementos da música clássica e seu Death Metal técnico, balanceando de forma mais precisa e definida sua proposta, a qual vem lapidando desde seu debut. Uma banda que cresce a cada álbum, e com certeza não vão parar por aqui. Minhas únicas ressalvas são quanto as letras no encarte, que é muito bonito e bem elaborado, porém no encarte pequeno do CD as letras cursivas utilizadas dificultam a leitura, e também o baixista Paolo Rossi, que com esse nome me lembra um capítulo triste para o futebol brasileiro...Copa de 82...seleção dos sonhos... não precisa explicar né? He he he!


Resenha: Carlos Garcia

Banda: Fleshgod Apocalypse
Álbum: "King" 2016
País: Itália
Estilo: Symphonic Death Metal
Selo: Nuclear Blast/Shinigami


Canais Oficiais da Banda:
Facebook
Site Oficial
Soundcloud

Line-Up
Tommaso Ricardi: Vocals & Guitars
Cristiano Trionfera: Guitars
Paolo Rossi: Bass & Clean Vocals
Francesco Ferrini: Piano & Orchestral Arrangements
Francesco Paoli: Drums, Guitars & Vocals

Tracklist
March Royale
In Aeternum
Healing Through War
The Fool
Cold As Perfection
Mitra
Paramour
And The Vulture Beholds
Gravity
A Million Deaths
Syphilis
King