quinta-feira, 6 de junho de 2019

Ultraphonix: Rock Criativo e Eclético



Os chamados “side projects” ou projetos paralelos, onde músicos (geralmente uma dupla) se reúnem para gravar um álbum, um projeto diferente do seu padrão usual ou de seu trabalho principal, e acabam gerando resultados bem interessantes, alguns excelentes mesmo. Algumas gravadoras até se especializam nesse tipo de lançamento, como a italiana Frontiers Records, que seguidamente apresenta álbuns bem legais, juntando músicos de talento.

Temos aqui um side project bem interessante, o Ultraphonix, que traz como dupla central o vocalista Corey Glover e o guitarrista George Lynch. Corey ficou conhecido pelo seu trabalho na banda de Hard Rock Living Colour, que lançou álbuns de bastante sucesso ali nos anos 90, formado por músicos de descendência africana, chamou atenção por sua qualidade, seu som diferente, em um estilo com muito suingue, flertando com a Black Music.


Já Lynch, o cultuado e inventivo guitarrista, que fez parte de uma das principais bandas norte-americanas de Hard Rock, o Dokken, além de ter seus próprios projetos solo, como o Lynch Mob, desfila com liberdade seu estilo bem próprio, e é um guitarrista que sempre gostou de tentar coisas novas, mesmo muitas vezes não sendo bem aceitas pelos fãs mais tradicionais.

Essa dupla, de grande personalidade musical, uniu forças e o resultado é o álbum “Original Human Music”, primeiro trabalho do Ultraphonix. No álbum podemos encontrar uma sonoridade diversificada, que flerta com o Hard Rock, Funk, Blues, Alternative Rock e Pop Rock.

Lynch. com seu peculiar talento e criatividade traz uma escolha de timbres de muito bom gosto, com solos e melodias marcantes. E Corey, com sua voz bem característica, é também um excelente letrista, com canções que vão desde o cunho político e social, à temas cotidianos. Acompanham a dupla, os ótimos Pancho Tomaselli (baixo) e Chris Moore (bateria).

Hard Rock com peso e groove soam homogêneos ao lado de canções mais suaves, quase pop rock, e guitarras distorcidas do Rock mais alternativo.


Como destaques cito "Baptism", um Hard moderno e com pegada pesada, onde Lynch traz timbres ríspidos e certa dose de "sujeira"; o suingue pegajoso de "Another Day" traz dedilhados nada usuais, uma certa levada blues e refrão marcante.

"Walk Run Crawl" tem uma pegada nervosa, e Lynch capricha no peso e distorção e "Heart Full of Rain" é uma balada com Corey colocando bastante emoção nos vocais, com o andamento e melodias quebradas, ou seja, um álbum diversificado, onde o grupo busca fugir do óbvio, deixando seu talento fluir e acertando na maior parte do tempo.

Um álbum de qualidade, recomendado aos ouvidos mais ecléticos, e que também procuram música de bom gosto, fugindo um pouco do usual. O álbum saiu aqui no Brasil via parceria da gravadora europeia earMusic com o selo brasileiro Shinigami Records.

Texto: Carlos Garcia
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica:
Banda: Ultraphonix
Álbum: "Original Human Music"
País: USA
Estilo: Modern Hard Rock, Alternative Rock
Selo: earMusic/Shinigami Records

Confira no site da gravadora
Facebook Oficial

Tracklist:
1. Baptism
2. Another Day
3. Walk Run Crawl
4. Counter Culture
5. Heart Full Of Rain
6. Free
7. Wasteland
8. Take A Stand
9. Ain’t Too Late
10. Soul Control
11. What You Say
12. Power Trip

     


     


segunda-feira, 3 de junho de 2019

Game of Thrones: Canções de Gelo, Fogo e Heavy Metal!



A obra de maior sucesso do escritor George R. R. Martin, os livros da série “A Game of Thrones (Song of Ice and Fire Series)”, que também foram adaptados para a TV, resultando na série de maior sucesso da história, arrebatando ainda mais fãs e admiradores dos contos de Martin, embora a produção da HBO tenha algumas adaptações dos livros originais, os quais ainda não foram todos lançados, e a série de TV chegou a sua temporada final no mês de maio, gerando muitas discussões entre os fãs quanto ao destino final dos personagens.

George R. R. Martin
Mas não vamos falar aqui sobre essas questões das controvérsias sobre a temporada final. Fato é que a série mexeu com milhares, inclusive até com quem não acompanhava e até tentava ser indiferente.

No lado musical possui uma trilha sonora bem interessante, a canção tema da abertura inclusive já ganhou algumas centenas de versões e homenagens, e a HBO recentemente anunciou o lançamento de um álbum com músicas inspiradas em Game of Thrones. Dentre os fãs da série e do escritor estão pessoas de todas as camadas, inclusive outros artistas, como músicos que escreveram canções inspiradas tanto pelos livros, como pela versão para as telas.

Alguns músicos, além de contribuírem para a trilha, fizeram uma pontinha, como Ed Sheeran e também a banda Mastodon, onde os integrantes aparecem em meio aos mortos vivos no episódio 8 da quinta temporada . 


São algumas centenas de canções inspiradas nos livros e série, além de versões de músicas da trilha, e claro, várias citações e homenagens, como no evento da Fender em maio, onde alguns dos guitarristas fizeram uma versão da música de abertura da série (vídeo abaixo).

         

Vamos então à algumas canções de gelo, fogo e Metal para ouvir além da muralha? Confira a seguir:


SEVEN KINGDOMS - A banda norte americana, possui nome inspirado nos Sete Reinos de Westeros, e álbuns inspirados nos livros, destacando o de estreia “Brothers of the Night”, que possui canções como “Stormborn”, “The Winter Comes”, “The Long Night” e “Watcher on the Wall”, títulos que os fãs de Game of Thrones certamente são familiarizados.

         

BLIND GUARDIAN – Este gigante do Power Metal épico, que também são fãs da obra de J. R. R. Tolkien, com certeza não iriam deixar de buscar inspiração nos contos de George R.R. Martin, e no álbum "A Voice in The Dark", além da faixa título, há também  “War of the Thrones” inspirada nas canções de gelo e fogo.

           

ALEX VOORHEES (IMAGO MORTIS) - O vocalista e compositor Alex Voorhees, como grande fã da série e livros, postou em seu canal no youtube duas composições suas inspiradas em Game of Thrones, "Mother of Dragons" e "The North Remembers" (com a cantora Ivana Raymonda).

         

MORNING STARLETT – “Mother of Dragons”

         

THE SWORD – “To Take the Black”

         

ARKNGTHAND (a banda holandesa também fez um álbum inteiro inspirado na obra de George Martin) –  “Songs of Ice and Fire” (álbum)

         

WINTERFELL – “Winter is Coming”

         

THE LAST ALLIANCE – “White Walkers”, “Beyond the Wall”

         

SAUROM – “Se Acerca El Invierno”

         

LICH KING – “A Storm of Swords”

         

MASTODON – “White Walker”

         

DISTANT SUN – “Throne of Iron”

       

BLOODBOUND – “Iron Throne”, “Stormborn”

         


E claro, fecho esta matéria uma das versões mais legais para a música tema, feita pelo músico Skar, da Skar Productions da Noruega, que também tem em seu canal versões de temas de games e filmes.

         



Carlos Garcia
Fonte: Youtube

sábado, 25 de maio de 2019

Föxx Salema: Estreia Mostra Heavy Metal de Atitude e Conteúdo



Föxx Salema é natural de Bragança Paulista (SP), autodidata, estando no circuíto independente há mais de 20 anos, sendo também uma das pioneiras como pessoa transgênera headbanger/metalhead no Brasil. Independente de gênero, o que importa é a harmonia, respeito e aceitação entre as pessoas, dentro do cenário Metal mundial temos vários exemplo de artistas que assumiram sua sexualidade ou identidade de gênero, e nenhum desses artistas usa suas escolhas e vida pessoal para se promover, pois o que importa é o talento.

Após muita luta contra as conhecidas dificuldades que os músicos encontram, Föxx Salema chega ao seu debut, "Rebel Hearts", lançado agora em maio. A sonoridade é influenciada principalmente pelo Heavy Metal clássico dos anos 80, inclusive NWOBHM, além de Power Metal, para citar as inspirações mais atuais. Como exemplos, posso enumerar nomes como Dio, Viper, Angra, Helloween e Hammerfall.


O álbum recebeu uma boa produção, com capricho também na parte gráfica. Há alguns detalhes que poderiam ter saído melhores, como algumas linhas do teclado que ficaram um pouco baixas, e a bateria, que às vezes soa meio artificial, mas temos que descontar que Föxx não teve uma banda fixa e tempo para uma pré-produção mais elaborada, e talvez um produtor mais adequado,então alguns detalhes das boas músicas e ideias foram um pouco prejudicadas.

Esses detalhes, felizmente, não tiraram o brilho de alguns destaques e também não vão prejudicar o ouvinte de perceber o bom potencial do trabalho.

O timbre vocal de Föxx é bem adequado ao estilo, e nota-se inspiração aos vocalistas clássicos do Metal. Traz também letras inteligentes e que possam entregar mensagens plausíveis e atuais, possuindo um lirismo baseado em experiências pessoais, tanto sociais quanto políticas.


Como destaques cito a faixa título "Rebel Hearts", que inicia com uma levada meio rock & roll, com melodias bem cativantes e refrão marcante. Tem bastante pegada, lembrando o Viper do "Coma of Souls"; a vigorosa "Vengeance Will Come" traz um algo do Speed Metal 80's e interessante trabalho de guitarras; "Emotional Rain" traz bastante emoção, seguindo uma linha mais melodiosa estilo Power Ballad, mas nada de letra "melosa", fala de buscar vencer os tempos difíceis que todos, em algum momento, passam.

Impossível não destacar também "Mankind", com sua letra bem atual e forte, sonoridade enérgica e com riffs marcantes, segue uma linha semelhante ao da faixa-título, e acredito que são músicas, juntas a já conhecida "Constant Fight", que mostram já muito bem a personalidade sonora de Föxx Salema: Heavy Metal enérgico, com refrãos e riffs cativantes e com muito a dizer na parte lírica.

Capa do single "Mankind" (arte por Wendell NarkEdmi)
Descontando alguns detalhes da produção, que poderia ter sido mais favorável às boas ideias e canções em "Rebel Hearts", temos um bom álbum de Heavy Metal e uma estreia promissora, mostrando potencial e criando expectativa para os próximos passos desta "raposa" metálica.

Texto: Carlos Garcia
Fotos: Divulgação (Luringa Fotografia)
Assessoria: Island Press

Acesse os canais Oficiais para saber e mais e adquirir o trabalho:

Tracklist
Vulpine Beat
Rebel Hearts
Vengeance Will Come
I
Emotional Rain
Subconcious
Mankind
Constant Fight (2018 version)

       

quarta-feira, 22 de maio de 2019

Metal Church: Mais Uma Pedrada Old School Metal!



"Damned If You Do" é o segundo álbum de estúdio depois do retorno de Mike Howe, fato que deu fôlego novo para a banda, reanimando os velhos fãs e até chamando atenção de novos. O Metal Church tem em sua discografia ótimos álbuns, que os fizeram chegar bem perto de um escalão mais alto lá nos anos 80 e começo dos 90. A realidade hoje é outra, e certamente os objetivos e possibilidades também são bem diferentes daquela época, mas essa realidade é bem mais amistosa do que se mostrava antes do retorno de Howe, pois apesar de até ter alguns bons momentos, o Metal Church ficou meio que no limbo.

Voltando a mostrar suas garras e praticamente renascendo com o elogiado "XI" (2016), o Metal Church mostra que não foi só uma sobrevida, a chama segue ardendo com "Damned If You Do". Soando talvez um pouco mais Thrash que o anterior, o álbum traz o American Metal tradicional do grupo, com a tradicional rifferama, o pé no Thrash e doses de melodia. Traz também a estreia de Stet Howland, ex- WASP, na bateria.


A faixa título, "Damned If You Do", abre o disco com uma pegada matadora, grandes riffs e excelente refrão, típica faixa que dá vontade de colocar no repeat. Nota-se que a voz de Howe está soando mais ríspida, algo que pode ser notado já nas apresentações ao vivo mais recentes. 

O que se vê é a banda fazendo seu som tradicional, afinal, depois de um caminho que se mostrou acertado no álbum anterior, praticamente uma retomada, conforme já comentei, e que, como fã dos primeiros álbuns (o primeiro é fantástico, mas "The Dark" mora no meu coração de Metal). O álbum mostra uma variedade interessante, temos por exemplo o Speed Metal de "Out of Balance" e a Thrashy "By The  Numbers".

Variedade que segue nos riffs cortantes e som direto e na cara em peças como "Guillotine" e na rocker meio estilo Accept "Monkey Finger", ou naquelas faixas características da banda, de andamento mais cadenciado, com guitarras mais melodiosas e dedilhadas, como em "Revolution Uderway".


É Metal Church que estamos acostumados,e gostamos de ouvir! Alguns detalhes na produção poderiam ter sido melhores, talvez compressão ou mixagem, em que a voz parece mais alta do que os demais instrumentos, e um ou outro momento em que tudo soa realmente alto, mas nada comprometedor.

Mais um trabalho sólido e que com certeza agradará o fã do som tradicional do Metal Church. Se gostou do álbum anterior, vai abraçar este também. A banda mostrou que recuperou muito fôlego, trazendo a atenção dos fãs de volta, e sendo capaz de virar a cabeça de novos adeptos.

Texto: Carlos Garcia

Ficha Técnica:
Banda: Metal Church
Álbum: "Damned If You Do" 2018
País: EUA
Estilo: Heavy Metal
Selo: Rat Pak Records/Shinigami Records (clique no link para ir ao site do selo)

Site Oficial

Tracklist
1. Damned If You Do
2. The Black Things
3. By The Numbers
4. Revolution Underway
5. Guillotine
6. Rot Away
7. Into The Fold
8. Monkey Finger
9. Out of Balance
10. The War Electric



       


       

segunda-feira, 20 de maio de 2019

Javali: Rompendo fronteiras


Resenha por: Renato Sanson


Se em “Resilient” (17) o Javali (nesta época ainda sob a alcunha de Pop Javali) já dava indícios do flerte mais modernoso em sua sonoridade, em “Life Is A Song” (19 – 4° álbum do trio) temos a confirmação. Já que aqui o peso permanece, mas de uma forma mais suavizada dando espaço para um som moderno com boas variações.

Sua musicalidade característica está lá e os toques com o Hard Rock e Heavy Metal estão presentes, o que deixa tudo ainda mais grandioso mostrando que esta transição moderna soa natural e bem encaixada.

As sete composições que calibram a bolacha mostram um novo fôlego, dispostos a conquistar outras fronteiras, mas sem deixar os que já o acompanham desamparados, tendo um crescimento surpreendente e ainda mais instigante.

A produção cristalina e com o som “bem na cara” engrandece este novo momento, com cada detalhe na ponta da agulha seja nos riffs intrincados e nos solos melodiosos (diga-se de passagem, Jaéder é um monstro), na bateria que cresce e se diversifica a cada composição (Loks mostrando como se alia técnica a feeling) e nas linhas maciças dos graves comandados por Marcelo que também cuida dos vocais, que se mostra uma das vozes mais marcantes do som pesado atual no Brasil.

O Javali vem se consolidando como uma das melhores e mais criativas bandas do cenário nacional, mostrando muita competência e sem medo de inovar.

Tracklist:
01 Runaway
02 Empty Promisses
03 Singing Along
04 Child’s Frustration
05 Cruel Past
06 Dancing In The Fire
07 Read My Mind (Bônus Track)

Links:

Formação:
Marcelo Frizzo - Baixo, vocais
Jaéder Menossi - Guitarras
Loks Rasmussen - Bateria

sábado, 11 de maio de 2019

Forkill: provando que o Metal nacional está mais vivo do que nunca!


Resenha por: Renato Sanson


Aquele papo que o Heavy Metal nacional está morto cai por terra praticamente a cada lançamento das bandas do nosso país, pois considero inadmissível falarem tal besteira sem ao menos conhecer as excelentes bandas da sua própria cidade, que já te mostrará que o som pesado em si no Brasil não está morto, agora imagine conhecer o underground nacional como um todo aí sim você verá que tais palavras que são ditas por aí não passam de grandes balelas.

Para constatar que o Metal nacional está mais vivo do que nunca, temos o grande Forkill do Rio de Janeiro provando a nossa força com seu segundo disco de estúdio, “At the Sound of the Devil's Bell” (19), mantendo seu Thrash Metal visceral intacto e ainda mais polido. Trazendo mais peso e agressividade em sua música, tendo como referência Exodus e Testament.

Ter referencias não significa uma cópia, e o que os cariocas mostram aqui é que sua música vai além, e faz a alegria dos thrashers de plantão, pois temos composições muito bem compostas e estruturadas, feitas para bater cabeça do começo ao fim, com riffs e solos muito bem engajados e diversificados, assim como o baixo-bateria que são a usina de força e controle desta massificação sonora, com vocais agressivos e instigantes.

Vale ressaltar que o Forkill teve uma mudança em sua formação para o lançamento do novo álbum, tendo os novos membros: Matt Souza (guitarra/vocal) e o baterista Rodrigo Tártaro, completando o time os incansáveis Ronnie Giehl (guitarra) e Gustavo (baixo).

Musicalmente monstruosos e impecáveis no que fazem, pois é impossível escutar “Let There Be Thrash” ou “Warlord” e não sair batendo cabeça descontroladamente. São treze faixas do mais puro Thrash Metal, que fará você colocar o play no repeat por algumas semanas. O álbum ainda conta com a regravação da já clássica “Vendetta” que figura em seu primeiro álbum (“Breathing Hate” – 13), mas aqui ganha uma nova roupagem mantendo sua essência, mas soando ainda mais brutal.  

A produção de “At the Sound of the Devil's Bell” está na medida certa, com todos os instrumentos bem dosados, mas sem aquele exagero límpido, mas sim sujo e pesado sem artificialidades.

Falando em sua apresentação gráfica o disco vem embalado em um lindíssimo Slipcase que acompanha um mini pôster e duas palhetas, com uma arte gráfica de capa e layout extremamente bem trabalhados, mostrando toda a preocupação da banda em todos os quesitos, e uma atitude mais que louvável em apresentar um material físico tão rico, já que as mídias digitais têm tomado conta.

Sem mais delongas, ouça e veja o quanto o Heavy Metal nacional em si respira e está mais vivo do que nunca!

Encontre o Forkill nas mídias digitais:

Tracklist:
1. Succubus’ Lament (intro)
2. Emperor of Pain
3. Let There Be Thrash
4. Keepers of Rage
5. Warlord
6. When Hell Rises
7. Leviathan (instrumental)
8. R. E. D.
9. Killed at Last
10. Old Skullz
11. In Your Face
12. Knight of Apocalypse (instrumental)
13. Vendetta

Forkill atualmente é:
Matt Silva - Vocais, guitarras
Ronnie Giehl - Guitarras
Gus “Guzzy” N. S. - Baixo
Rodrigo Tártaro - Bateria