sábado, 21 de maio de 2022

Northtale: Evolução e " Brasilidade" no Segundo Full-Lenght


Depois de vários anos de experiência tocando no exterior com bandas e artistas como Doro, Cellador, UDO, e a "família" Savatage, que foi a que lhe abriu definitivamente várias portas (Jon Oliva's Pain, Zak Stevens' Circle II Circle, TSO e inclusive tocando no show do Savatage e TSO no Wacken), o guitarrista brasileiro Bill Hudson hoje possui sua própria banda, o Northtale, que logo nos primeiros contatos já assinou com a Nuclear Blast.

O Melodic Power Metal da banda foi bem recebido pelos fãs do estilo, e embora o debut, "Welcome to Paradise" (2019), tenha recebido algumas críticas por ter uma sonoridade semelhante a grupos de Power Metal como Gamma Ray, Bill Hudson rebateu dizendo que essa era a sonoridade que ele queria, não tinha intenção de criar alguma grande novidade.


A banda lançou fim do ano passado seu segundo trabalho, "Eternal Flame", trazendo mudanças no li-ne up, com a entrada de mais um brasileiro, o vocalista Guilherme Hirose, que encaixou perfeitamente e fez um excelente trabalho.

O Melodic Power Metal segue sendo a tônica do trabalho, mas neste novo podemos sentir que as composições tiveram um tempo maior de maturação, e se vê um Northtale imprimindo suas marcas, principalmente as influências de sonoridades e elementos brasileiros.


O próprio Bill inclusive declarou que estava ouvindo muito o álbum "Holy Land" do Angra, o que foi uma inspiração forte também. E era algo que ele já queria ter feito antes, colocar essas influências brasileiras, mas somente agora foi possível.

O Power Metal veloz, melodioso e com refrãos grandiosos é feito com maestria, acima da média do que geralmente ouvimos hoje, e faixas como  "Only Human", "Eternal Flame", "Ride the Storm" e "Future Calls", a qual tem como convidado especial Kai Hansen, certamente agradarão os fãs do estilo, com seus refrãos feitos para cantar junto e melodias marcantes. 

Mas não é só Power Metal veloz que permeia o disco, há momentos em que as músicas transitam por caminhos mais melodiosos, como em "Wings of Salvation" tem melodias marcantes, flertes com a música clássica, e com refrão e coros melodiosos, e me remeteu aos primeiros trabalhos do Angra.


E em "Nature's Revenge", com seus mais de 11 minutos, que transitam por trechos velozes e outros mais cadenciados, sinfônicos e progressivos.

Bom, e tocando nesse lado da brasilidade e das inspirações em "Holy Land", temos como exemplos "The Land of Mystic Rites", com seu ritmo que traz elementos do baião, com direito a percussões e triângulo, inclusive tendo um trechinho de "Asa Branca" no instrumental. Power Metal Melódico com características brasileiras, como o Angra fez com tanta maestria.


Na "Midnight Bells", que é um Power Metal com mais peso e pegada, o tema da letra é bem brasileiro, o Exú Capa Preta. Há ainda a boa versão para "Judas be my Guide", do Iron (boa sacada, fazer versões de músicas mais "lado b") e encerrando, há a instrumental "Ivy (Outro)", com suas catacterísticas de trilha sonora épica.

Um trabalho que une qualidade técnica sem descuidar das melodias, e traz uma evolução com relação ao anterior, destacando esses novos elementos, principalmente a incorporação dessa marca mais brasileira na sonoridade, algo que provavelmente veremos mais, já que, mesmo tendo integrantes de outros países, o líder é brasileiro e teve a adição de mais um conterrâneo. 

Deixa uma ótima impressão e expectativas muito boas para o futuro da banda.

Texto: Carlos Garcia
Fotos: Divulgação

Banda: Northtale
Álbum: "Eternal Flame"  2021
Estilo: Melodic Power Metal
País: Brasil, Suécia
Selo: Nuclear Blast/Shinigami Records


Tracklist:
1. Only Human
2. Wings Of Salvation
3. Future Calls (feat. Kai Hansen)
4. The Land Of Mystic Rites
5. Midnight Bells
6. Eternal Flame
7. In The Name Of God
8. Ride The Storm
9. King Of Your Illusion
10. Judas Be My Guide (Iron Maiden Cover)
11. Nature?s Revenge
12. Ivy (Outro)







segunda-feira, 9 de maio de 2022

Cobertura de Show: Metallica – 05/05/22 – FIERGS – POA/RS

Por: Renato Sanson

Fotos: Ze Carlos de Andrade

Doze anos se passaram desde a última vinda do Metallica a Porto Alegre. Falar dos americanos e de toda sua importância para a música em si, já é manjado e cansativo. São 40 anos de estrada e uma história de altos e baixos, mas sempre regada de muito sucesso e exposição.

Pois bem, no dia 05/05/22 tivemos a terceira passagem do quarteto do apocalipse pela capital gaúcha (a primeira foi em 1999 no Jóquei Clube). Inicialmente marcado para o show acontecer na Arena do Grêmio, mas logo em seguida alterado para o Estacionamento da Fiergs. O que gerou um grande descontentamento entre os fãs, já que o local em si já é famoso por sua estrutura duvidosa e localidade de difícil acesso.

Em termos de estrutura fica aqui meus questionamentos a produtora, que mesmo sabendo que receberia um público em torno de 40 mil pessoas se demonstrou despreparada mais uma vez. Já que, as filas para banheiro e alimentação eram quilométricas sem contar o espaço destinado as pessoas com deficiência (PCD), que de fato não suportava a quantidade de pessoas no local. Muitos acabaram ficando fora, pois não tinha mais espaço em uma estrutura falha e precária, e claro, em uma posição no mínimo horrível para se poder assistir ao show adequadamente. Lembrando, que tirando eu naquele espaço que sou Imprensa, os demais eram pagantes, e muitos ali pagaram a “bagatela” de muito e muitos reais. Para um local sem o mínimo de suporte.

Indo para o show em si, passado um pouco das 21h começa nos PA’s a clássica “It's a Long Way to the Top (If You Wanna Rock 'n' Roll)” do AC/DC abrindo portas para uma das introduções mais incríveis do Heavy Metal, “The Ecstasy of Gold” do gênio Ennio Morricone com os telões apresentando o clima ideal e nostálgico para a abertura com a poderosa “Whiplash” do Debut “Kill ‘Em All” (83). Levando o público sedento por shows a loucura e fazendo a alegria dos bangers da velha guarda. Que ainda foram brindados com “Ride the Lightining” do clássico homônimo de 84 (que em minha opinião poderia ser trocada por qualquer outra do mesmo disco, pois ao vivo não funciona), abrindo alas para a pesada e indigesta “Harvester of Sorrow”.

Pode-se dizer que a banda não se encontra em sua melhor forma e entrosamento, pois ficou nítido que só “engrenaram” a partir de “Seek & Destroy” e com aquele “q” de estranheza, pois quem é fã de Metallica principalmente os fãs mais antigos, devem ter estranhado o modo como um de seus maiores clássicos foi apresentado ao público, com uma interação tímida de James como se fosse só mais um som e um show protocolar de sua extensa turnê.

Poderia ficar horas discorrendo a minha tristeza em ver o Lars em tão baixa performance (há anos é fato) e também nenhum pouco preocupado se estava errando ou no tempo, ficando claro em “No Remorse” e “One” o tamanho do seu desleixo como baterista.

A falta de potência no som também é um dos pontos a se ressaltar, pois pelo menos de onde eu estava não ouvi em nada o baixo de Trujillo, a não ser em “For Whom the Bell Tolls”, mas por que será?

A pirotecnia, show de luzes e lasers estavam realmente incríveis, deixando tudo mais teatral e grandioso, assim como a estrutura de palco e seus telões intercalando diversas imagens conforme as músicas apresentadas. O show de fogos em “One” e as labaredas de fogo espalhadas pela Fiergs em “Fuel” foram de cair o queixo.

Mas o que não foi de cair o queixo foi a apresentação do quarteto. Que soou protocolar. Assim como o próprio carisma de Kirk Hammett, que apenas solava sem muita expressão.

Mas tivemos duas gratas surpresas nesta noite: “Welcome Home (Sanitarium)” (Master of Puppets” 86) e “Blackened (“..And Justice for All” 88).

Para o bis as já manjadas “Nothing Else Matters” (que acabou ganhando um sentido muito especial para a minha pessoa depois desta noite) e “Enter Sandman” levando o público a êxtase total com sua chuva de fogos de artifício.

 

BANDAS DE ABERTURA:

 

Para aquecer o público tivemos a banda nacional Ego Kill Talent e a americana Greta Van Fleet. Que fizeram bons shows em suas propostas, mas que não chegaram a tirar grandes energias dos presentes, mas mostraram vontade e empolgação de estarem diante de uma plateia gigantesca. O que certamente ajudará ainda mais em seus trabalhos e divulgações.

 

Ainda que protocolar e com certa falta de energia em palco, o Metallica entregou o que poderiam, mas é aquela história: temos que saber a hora de parar. E penso que o Metallica já deveria ter dado um “tempo” dos shows.

Saber a hora de parar é essencial e indo nessa leva, pode ser que esse seja a última cobertura desse que vós escreveis.





Setlist:

 

It's a Long Way to the Top (If You Wanna Rock 'n' Roll) (AC/DC song)

The Ecstasy of Gold (Ennio Morricone song)

 

Whiplash

Ride the Lightning

Harvester of Sorrow

Seek & Destroy

No Remorse

One

Sad but True

Moth Into Flame

The Unforgiven

For Whom the Bell Tolls

Fuel

Welcome Home (Sanitarium)

Master of Puppets

 

Encore:

Blackened

Nothing Else Matters

Enter Sandman

sábado, 30 de abril de 2022

Kiss: End of The Road em Porto Alegre

O Kiss fez um show épico na Arena OAS em Porto Alegre ontem, dia 26 de abril de 2022, movimentando fãs de todas as partes, inclusive de outros estados. As honras de abertura couberam aos gaúchos da Hit the Noise, que fizeram um show enérgico, aproveitando muito bem a oportunidade.

A Hit the Noise fez as honras de abertura

A icônica banda norte-americana retornou à capital gaúcha para sua turnê de despedida, a End of the Road Tour, a maior da história dos mascarados.


A movimentação dos fãs se dirigindo ao local, um show a parte

Em show que deixou todos extasiados, desde a apoteótica abertura, com "Detroit Rock City", quando cai a cortina e a plataforma desce do alto como uma nave espacial, até o esperado final com "Rock and Roll all Nite".


Uma noite recheada de clássicos, fogos de artifício e interação com o público, os veteranos do Kiss (Paul e Gene já são "setentões" e Eric e Tommy já passaram dos 60) mostraram por que são uma das maiores bandas do mundo. 


Com um público de aproximadamente 20 mil pessoas, a arena OAS estava repleta de fãs vestindo camisetas da banda, entre eles, muitas famílias inteiras com caras pintadas iguais a seus ídolos.


Presença de palco, sincronia, luz; tudo no mais alto nível de profissionalismo. Assim encerrou-se mais um show de rock, mostrando que esse velho estilo nunca sai de moda.


Um belo espetáculo de boa música ao vivo tem muito mais energia envolvida do que simplesmente um fone de ouvido em um aplicativo de música. 


Parabéns ao Kiss, a produção e aos amantes do música. Finalmente estamos voltando a vida em público e aos grandes espetáculos.

Texto e Fotos: Zé Carlos de Andrade
Edição/Revisão: Carlos Garcia
Realização: Opus Concerts
Assessoria: Agência Cigana


Setlist

"Detroit Rock City"
"Shout It Out Loud"
"Deuce"
"War Machine"
"Heaven's On Fire"
"I Love It Loud"
"Say Yeah"
"Cold Gin"
Solo de guitarra
"Lick It Up"
"Calling Dr. Love"
"Tears Are Falling"
"Psycho Circus" trecho
Solo de bateria
"100,000 Years" trecho
Solo de baixo
"God Of Thunder"
"Love Gun"
"I Was Made For Lovin' You"
"Black Diamond"
"Beth"
"Do You Love Me"
"Rock And Roll All Nite"















terça-feira, 29 de março de 2022

The Hellacopters: "Eyes of Oblivion" Traz as Nunaces 70's e uma Sonoridade Revitalizada


Depois de um hiato que durou desde "Head Off" (2008), uma das mais legais bandas de Rock & Roll/Hard Rock surgidas nos anos 90,  os suécos do The Hellacopters retornam com um novo de inéditas, batizado "Eyes of Oblivion", anunciado no ano passado, junto com a notícia do contrato com a Nuclear Blast.

Desde o retorno definitivo da banda em 2016, após o que era para ser só uma reunião comemorativa no Sweden Rock, era esperado um novo álbum, e o grupo já se mostrava bastante empolgado com o material que tinha em mãos, o qual será lançado mundialmente dia 1° de abril pelo selo alemão.

O álbum também marca o retorno de um dos fundadores, o guitarrista Andreas "Dregen". Desde o ano passado alguns singles e vídeos já vêm matando um pouco a sede dos fãs. Em janeiro foi liberada a faixa título e algumas semanas atrás "So Sorry I Could Die".


"Eyes of Oblivion" traz o Rock & Roll carregado de energia que caracterizou a banda, com nuances de Hard e Blues, e com certeza vai deixar os fãs felizes.
São 10 faixas, abrindo com a explosiva de "Reap a Hurricane", Rock & Roll enérgico, de ritmo contagiante, guitarras nervosas e aquele pianinho "dançante".

"Can it Wait" é curtinha, na veia Punk Rock que marcou os primeiros trabalhos, traz um refrão marcante e ritmo contagiante, mostrando que não precisa mais de 2 minutos pra fazer uma canção legal.

"So Sorry I Could Die" é um Blues Rock cadenciado, lembrando o ritmo de "I Put a Spell on You", destacando os vocais cheios de feeling e o piano.


"Eyes of Oblivion
" inicia rasgando com um riff marcante, e é melodiosa, numa vibração bem 70's, característica que a banda incorporou desde "Grande Rock", e que só somou a sua sonoridade. O refrão, assim como o riff principal,  também gruda na mente de imediato.

"Pressure's One" tem um ritmo leve, palhetadas melodiosas, quase uma Rock Ballad. Pra situar, me lembrou algo daquelas músicas mais melodiosas do Ramones, como "Poison Heart", por exemplo; e "Tin Foil Soldier" é também total 70's, com seus riffs e batida vintage.


E o que ouvimos na grande maioria do álbum, é  Hard/Rock & Roll com essa vibe 70's, com pegada e energia. Um Hellacopters com as nuances que o público já conhece, mas atualizado.

Andersson descreveu o álbum como "The Beatles encontra Judas Priest, ou Lynyrd Skynyrd encontra os Ramones, mas a melhor maneira de descrever este álbum é que soa como The Hellacopters hoje". 

E é uma boa descrição do que você vai encontrar, muita energia, Rock & Roll/Classic Rock, pitadas de Punk e Blues. Eles são sem dúvidas uma das bandas mais legais surgidas nos anos 90.

O álbum sai dia 1° de abril, e estará disponível em CD, vinil e um box com CD extra, contendo 4 faixas bônus, entre elas covers de "Eleanor Rigby", dos Beatles, e "I'm the Hunter, do GBH.

Texto: Carlos Garcia

Banda: The Hellacopters
Álbum: "Eyes of Oblivion" 2022
País: Suécia
Estilo: Classic Rock, Hard Rock 70's
Selo: Nuclear Blast
O álbum será lançado no Brasil via parceria Nuclear Blast e Shinigami Records

Line-up
Robert Erickson: Bateria
Dregen: Guitarra
Anders Lidström: Teclados
Nick Andersson: Guitarra e Vocais
Dolf de Borst: Baixo

Tracklist
Reap a Hurricane
Can it Wait
So Sorry I Could Die
Eyes of Oblivion
A Plow and a Doctor
Positively not Knowing
Tin Foil Soldier
Beguiled
Pressure's One
Try me Tonight







sábado, 19 de março de 2022

Khemmis: Heavy/Doom e o Inferno de Dante


Fundada no Colorado em 2012, o Khemmis faz um mistura de Doom com Heavy Metal tradicional e algumas passagens de Metal mais extremo. 

Lançou seus primeiros álbuns de forma independente, e seu segundo trabalho, "Hunted" (2016), foi citado em diversas listas de melhores discos de Metal do ano, inclusive da revista Rolling Stone.

Essa repercussão chamou a atenção de um público maior, e também do selo Nuclear Blast, que contratou o grupo.


"Deceiver" é o quarto álbum do Khemmis, e primeiro com distribuição mundial via Nuclear Blast, e chega ao Brasil via parceria com a Shinigami Records. 

Alcançando também boa repercussão e citações em diversas listas de melhores discos de 2021, o disco  traz 6 faixas distribuidas em 41:46 minutos com o Doom/Heavy Metal do grupo trazendo peso, com músicas de andamento lento, soturno, mas com muita melodia nas guitarras, inclusive gêmeas, no melhor estilo Heavy Tradicional.

Os vocais são predominantemente limpos, cantados num estilo épico, e por vezes temos vocais guturais em passagens mais agressivas e velozes, onde a banda insere nuances do Death Metal.

O conceito do álbum é bem interessante e gira a respeito da forma como as pessoas são levadas a acreditar em uma falsa realidade sobre si mesmas e o mundo em que residem, e utilizam como paralelo o segmento Inferno da Divina Comédia.

A primeira é a épica "Avernal Gate", a qual apresenta muito bem o mix Doom e Heavy tradicional do grupo, e abre com uma intro acústica, e logo em seguida um andamento veloz, com guitarras melodiosas, mudando depois para um tempo mais arrastado e vocais épicos.


A faixa vai alternando momentos mais arrastados e outros com tempos mais rápidos, sempre com as guitarras trabalhando riffs pesados e muitos solos melodiosos, inclusive as tradicionais twin-guitars. Ao final deste épico início, há uma passagem veloz e extrema beirando o Death/Black.

"House of Cadmus" é Doom pesado, arrastado, de atmosfera soturna; "The Astral Road", inicia acústica e com solo viajante de guitarra para em seguida entrar em um ritmo mais acelerado e com um riff marcante, alternando o Metal Tradicional com passagens épicas, cadenciadas e melodiosas.

"Living Pyre" vem arrastada e com riffs e cozinha que pesam toneladas, em tons mais baixos, alternando andamentos levemente mais acelerados, tendo ainda incursões de trechos acústicos, alternando vocais limpos e guturais.

"Shroud of Lethe" tem ares progressivos, com trechos acústicos e introspectivos. Segue um andamento predominantemente lento, sempre com as guitarras trazendo solos melodiosos e peso na base.

"Obsidian Crown" fecha o álbum, iniciando com riffs marcantes e melodiosos, traz trechos de andamento mais rápido, alternando a riffs e cozinha arrastados e pesados.

O Khemmis surge como uma ótima alternativa aos aficionados pelo estilo, com seu Doom/Heavy Tradicional de ares épicos, por vezes soturno, mas sempre com muita melodia por parte das guitarras, boas alternâncias dos climas sonoros, o que não torna a audição cansativa.

Texto: Carlos Garcia

Banda: Khemmis
Álbum: "Deceiver" 2021
Estilo: Doom/Heavy Metal
País: EUA
Selo: Nuclear Blast/Shinigami Records


Khemmis é:

Phil Pendergast / Vocals, Guitar
Ben Hutcherson / Guitar, Vocals
Zach Coleman / Drums

“Deceiver” Tracklisting:
Avernal Gate
House of Cadmus
Living Pyre
Shroud of Lethe
Obsidian Crown
The Astral Road




sábado, 12 de março de 2022

Anette Olzon: Em Sua Melhor Forma


A vocalista suéca Anette Olzon ficou conhecida mundialmente após ser escolhida para substituir a vocalista original do Nightwish, Tarja Turunen, e com um estilo vocal diferente da antecessora, dividiu a opinião dos fãs dos gigante finlandeses do Symphonic Metal.

Gostos pessoais a parte, Anette fez um bom trabalho na banda no período em que esteve na linha de frente, entre 2007 e 2012, sendo demitida de maneira polêmica em meio a uma turnê mundial e substituída às pressas pela holandesa Floor Jansen (que foi efetivada e permanece na banda até hoje).


Mas a exposição com o Nightwish trouxe bons frutos a cantora, que foi contratada por gravadoras de destaque da Europa, lançando trabalhos em bandas em projetos, como o The Dark Element, Hear Healing, Allen/Olzon, além de participações em álbuns de outros artistas, como The Rasmus e Secret Sphere.

Em 2014 a cantora lançou "Shine", seu primeiro álbum solo, e ano passado chegou a hora de trazer a luz do dia seu segundo trabalho, "Strong". E como o nome sugere, é um disco com muito mais pegada e peso do que "Shine", que era mais suave e introspectivo.

"Strong" mostra uma Anette com versatilidade vocal, mostrando diversas facetas de sua voz, sendo hoje uma cantora mais evoluida, experiente e segura. Seu marido Johan Husgafvel (Pain) também participa do álbum fazendo vocais guturais em algumas faixas, dando um tom mais agressivo nas músicas e dando ainda mais diversidade.

Johan Husgafvel

A produção e composição foi dividida entre Anette e Magnus Karlsson (Primal Fear). A sonoridade transita pelo Melodic Metal, Symphonic e Power Metal, resultando em um Metal moderno, pesado, sinfônico e cheio de refrãos e melodias marcantes. 

Destaques para a poderosa faixa título "Strong", um hino de Melodic Metal moderno, sinfônico, com peso  melodia, vocais enérgicos de Anette, culminando em um refrão grandioso; a cativante e de refrão explosivo "Catcher of My Dreams", onde Anette ataca com tons altos nos vocais.

Magnus Karlsson

"Sick of You", que tem elementos sinfônicos e dark, e toca num tema muito sério, sobre mulheres que sofrem abuso, mas tomam coragem de acabar com isso; "Fantastic Fanatic", com um trabalho de peso nos riffs e bateria, e elementos sinfônicos, remete a algo de sua antiga banda, aquela da finlândia.

E ainda o peso de "Parasite", com seus riffs agressivos, alternando vocais guturais, que aparecem no início, e com Anette mandando bem em tons ora mais suaves, ora mais altos, como na frenética parte final da música; e  "I Need to Stay", com suas nuances sinfônicas, alternando tempos cadenciados e velozes.


Um ótimo trabalho de Anette, que mostra que ela tem personalidade e talento para mais voos solo, 
mostrando um tracklist diversificado, com identidade definida e coeso.

O álbum saiu no Brasil via parceria Shinigami Records e a gravadora italiana Frontiers. Ótima pedida para os fãs Melodic/Symphonic Metal.

Texto: Carlos Garcia
Fotos: Divulgação

Artista: Anette Olzon
Álbum: "Strong" 2021
Estilo: Modern Metal, Melodic Metal
País: Suécia
Selo: Frontiers/Shinigami Records

Confira no site da Shinigami

Tracklist
Bye Bye Bye
Sick of You
I Need to Stay
Strong
Parasite
Sad Lullaby
Fantastic Fanatic
Who Can Save Them
Catcher of My Dreams
Hear Them Roar
Roll the Dice

Lineup
Anette Olzon – vocals
Magnus Karlsson – guitars, bass
Anders Köllerfors – drums
Johan Husgafvel – growling vocals

Anette Olzon Instagram