segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Ann Wilson (Heart): Tributo aos Heróis




Ann Wilson, vocalista do Heart, lançou no dia 14 de setembro via BMG o álbum “Immortal”, uma coletânea de covers de músicos falecidos que inspiraram a cantora, como David Bowie, Tom Petty e Chris Cornell. Durante a produção, Ann usou o título de trabalho "Project Dead Guys". (Read the English Version)

A produção ficou por conta de Mike Flicker, que já havia trabalhado com o Heart nos álbuns “Dreamboat Annie“, “Magazine“, “Little Queen“, “Dog And Butterfly“ e "Bébé Le Strange“, além de contar com as participações especiais de Warren Haynes ( The Allman Brothers Band ) e o multi-instrumentista Ben Mink.


O álbum começa com a emocionante interpretação da canção de Lesley Gore, “You Don`t Owe Me”, seguida pela arrepiante “I Am The Highway” do Audioslave, nesse ponto, a versão de Ann soou tão naturalmente como se a música tivesse sido feita para ela.  Uma surpresa para alguns, a música escolhida para homenagear Tom Petty foi “Luna”, em uma versão muito inspirada. Com uma interpretação um pouco menos expressiva que a original, a “I’m afraid of Americans” de David Bowie recebeu uma roupagem estilo rock sulista. 

Em seguida uma versão muito especial para “Politician” do Cream, um dos pontos altos do disco. E vale abrir aspas aqui para o que Ann comentou sobre a música, em entrevista para a Rolling Stone, quando indagada sobre o que a música representava para esse momento da política americana: "Bem, a verdadeira questão a que presto atenção é observar a mentalidade de massa. Trump é apenas ... ele é um sintoma de algo que está sistematicamente errado. Você diz coisas podres sobre a esquerda e a esquerda diz coisas podres sobre a direita e todo mundo odeia todo mundo. Quantas pessoas realmente entendem o que está acontecendo?" Pois é..
Com a participação de Ben Mink, a próxima música é “A Thousand Kisses Deep“, de Leonard Cohen, embora eu nunca tenha ouvido a original, até então, a versão de Ann Wilson soa forte e confiante.



Agora uma confissão, precisei ouvir “Back to Black” da Amy Winehouse algumas vezes a mais para conseguir formar uma opinião. Na primeira audição achei horrível, talvez por culpa das altas expectativas que criei por ser fã da Winehouse, mas nas audições seguintes consegui prestar mais atenção nas nuances da música, no tom melancólico, na emoção da Ann, ainda assim é muito difícil não comparar ao fenômeno Amy. 

A emocional “A Different Corner” , de George Michael, talvez tenha sido a escolha mais inusitada no repertório. E fechando com chave de ouro, “Baker Street” de Gerry Rafferty, soando de forma mágica, harmoniosa e cheia de melodia.


Ann Wilson mostra nesse trabalho que 68 anos de idade não quer dizer nada quando se está cheia de inspiração, e ainda com uma voz tão cativante quanto em seus trabalhos dos anos 70/80, a qual dá coesão aos diversos estilos musicais encontrados no trabalho. Apesar de ser um álbum de versões o conceito de "Immortal" transmite muito bem o desejo de homenagear e eternizar essas canções. Tanto capricho merece a atenção dos ouvintes.

Texto: Raquel de Avelar
Edição e Revisão: Carlos Garcia
Agradecimentos: Iris Klabunde & CMM Media

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Ann Wilson (Heart): Tribute to the Fallen Heroes


Ann Wilson, Heart's lead singer, released the album "Immortal" on September 14 via BMG, a collection of covers of deceased musicians who inspired the singer, such as David Bowie, Tom Petty and Chris Cornell. During production Ann used the title "Project Dead Guys". (Versão em português)

The production was by Mike Flicker, who had previously worked with Heart on the albums "Dreamboat Annie", "Magazine", "Little Queen", "Dog And Butterfly" and "Bébé Le Strange". Ann also had some special guests, like Warren Haynes (The Allman Brothers Band) and the multi-instrumentalist Ben Mink.


The album begins with the gripping rendition of Lesley Gore's song, "You Don`t Owe Me" followed by Audioslave's chilling "I Am The Highway", at that point Ann's version sounded as naturally as if the song has been made for her. A surprise to some, the song chosen to honor Tom Petty was "Luna" in a very inspired version. With an interpretation a little less expressive than the original, David Bowie's "I'm afraid of Americans" received a southern rock style.

Then a very special version for "Politician" of Cream, one of the highlights of the album. And it's worth opening quotation marks here for what Ann commented on the song in an interview to Rolling Stone mag, when asked what this song represented for this moment in American politics: "Well, the real question I pay attention to is to observe the mentality Trump is just ... it is a symptom of something that is systematically wrong.You say rotten things on the left and the left say rotten things on the right and everyone hates everyone. How much people really understand what it is happening? " Yeah..


With the participation of Ben Mink, the next song is "A Thousand Kisses Deep" by Leonard Cohen, although I have never heard the original, until then, the version of Ann Wilson sounds strong and confident.

Now a confession, I had to listen to Amy Winehouse's "Back to Black" a few more times to get an opinion. At the first audition I found it horrible, maybe because of the high expectations I created for being a fan of Winehouse, but in the following auditions I was able to pay more attention to the nuances of the song, the melancholy tone, the excitement of Ann, yet it is very difficult not to compare to phenomenon Amy.

The emotional "A Different Corner" by George Michael may have been the most unusual choice in the repertoire. And closing with a golden key, Gerry Rafferty's "Baker Street", sounding magically, harmonious and full of melody.


Ann Wilson shows in this solo that 68 years of age does not mean anything when you are full of inspiration, and still singing as captivating as in her works at years 70/80, and her voice gives cohesion to the diverse musical styles found in this record. Despite being an album of versions the concept of "Immortal" conveys very well the desire to honor and perpetuate these songs. So many care and caprice deserves the attention of the listeners.

Text: Raquel de Avelar
Editing and Review: Carlos Garcia
Thanks: Iris Klabunde & CMM Media


       

       

       

sábado, 6 de outubro de 2018

Heavatar: Power Metal em sua essência com bons toques do Metal Tradicional


O projeto de Stefan Schmidt (Van Canto) retorna e temos no mercado “Opus II: The Annihilation” (2018), com sua proposta de orquestrações exageradas e aquele Power/Heavy instigante do final dos anos 90.

Isso é ruim? Não. Pelo simples fato de apresentarem muita honestidade em sua musicalidade, além de soarem cativantes mesmo que não tragam nada novo, mas no que se propõem fazem muito bem feito e empolgam os fãs mais assíduos dessa fase do Power Metal, com refrãos pomposos e riffs enérgicos, além das melodias características.

As linhas vocais de Stefan se destacam e mostram ótimas variações, o que deixa o material em si mais agradável e consistente. As estruturas das composições assim como os arranjos orquestrais também se destacam, pois não há um desequilíbrio e empolga por sua energia.

O Heavatar para quem não sabe conta com nada mais nada menos que a lenda Jörg Michael (ex-Stratovarius, ex-Saxon, ex-Rage, ex-Running Wild, ex-Grave Digger, dentre outros) na bateria, além de um time fortíssimo em suas lacunas liderados por Stefan (que também é o dono dos riffs do lançamento).

A produção do trabalho soa consistente e deixa transparecer o peso, o qual não fica encoberto pelas orquestrações e teclados, soando homogênea e não destoada. Já a arte ficou por conta do artista brasileiro Osmar Arroyo, com ótima diagramação e detalhes.

Power Metal em sua essência com bons toques de Metal Tradicional!

Resenha por: Renato Justin
Lançamento: Shinigami Records

Formação:
Stefan Schmidt (Vocal/Guitarra)
Sebastian Scharf (Guitarra)
Daniel Wicke (Baixo)
Jörg Michael (Bateria)

Tracklist:
01. None Shall Sleep
02. Into Doom
03. Purpose Of A Virgin Mind
04. Hijacked By Unicorns
05. The Annihilation
06. Wake Up Now
07. A Broken Taboo
08. An Awakening
09. A Battle Against All Hope
10. A Look Inside
11. Metal Daze (Manowar Cover)
12. The Look Inside (Orchestral Version)




     

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Dee Snider: Uma Declaração de Amor ao Heavy Metal




Mudanças e novidades trazem apreensões naturais, e podem vir independente da classe ou patamar que uma determinada banda ou artista se encontra. Afinal, a música não para de trazer surpresas, mas quando se trata de alguém renomado e com o qual crescemos ouvindo suas canções, o nível de expectativa é totalmente diferente de qualquer outro. Essas referencias cabem em um artista lendário como o vocalista Dee Snider (Twisted Sister), que está lançando seu terceiro disco solo (ou quarto, se contarmos o inusitado "Dee Does Broadway"), “For The Love Of Metal”.

Conhecemos este grande ícone do Hard Rock e do Heavy Metal por grandes hinos da década de 80, como “We’re Not Gonna Take It” e “I Wanna Rock”, os quais trouxeram o sucesso comercial mundial do  Twisted Sister. Só que, nos últimos anos, foram aparecendo novos desafios que, às vezes, iam contra a sua identidade, mas neste novo álbum ele coloca pra fora toda sua agressividade, com um disco de Heavy Metal intenso, pesado e de canções que são verdadeiros hinos.


Todos os votos acima se devem também a produção, que com a ajuda do vocalista Jamey Jasta (Hatebreed), entregou uma sonoridade resistente, com timbres bem escolhidos e um aspecto moderno, não faltando peso na sonoridade do disco. E a sensação que dá ao ouvir o disco é que a banda parece estar tocando ao vivo, o que torna o trabalho bastante puro.
A arte, criada pelo brasileiro Marcelo Vasco, mostra a atitude harmônica do disco, ficando explicito na postura do vocalista e no clima tenso em sua volta.

Que o fim chega pra todo mundo isso todos nós sabemos, mas enquanto uns vão parando, Dee Snider mostra que continua cada vez mais jovem e pronto pra tudo! Os backing-vocals pulsantes e os riffs ganchudos fazem de “For The Love Of Metal” o álbum mais consistente da carreira solo dele, e provavelmente o mais "Metal", diferenciando-se de outros trabalhos do vocalista. Pra chamar um pouco a atenção, Mark Morton (Lamb Of God) e Joel Grind (Toxic Holocaust) preenchem a seleção de convidados.


As faixas são uma melhor que a outra, o que dificulta a escolher a melhor de todas. Pra quem gosta de deixar o pescoço dolorido de tanto bater cabeça, indico as rápidas “Lies Are a Business” e “I’m Ready” (que solos de guitarra!), os riffs contundentes de “Tomorrow’s No Concern”, a junção de melodia e peso na “I am The Hurricane” e a pegada Rock N’ Roll de “America Made” evidencia a identidade da obra em todos os detalhes. 

O groove de “Roll Over You” e a densidade da “Running Mazes” colocam ainda mais vigor no disco, flertando pontos de Hard ‘n’ Heavy na enérgica “Become The Storm”. Outros que emprestam suas colaborações são os vocalistas Howard Jones (ex-Killswitch Engage), na agressiva “The Hardest Way”, e Alissa White-Gluz (Arch Enemy), na balada “Dead Hearts (Love Thy Enemy)”. Pra terminar, não podia deixar de citar a faixa-título, que faz jus ao seu nome, e que poderia ser facilmente a música de abertura.


Pra você que passou boa parte da vida gritando “I Wanna Rock”, chegou a hora de mudar isso para “For The Love Of Metal”.

Texto: Gabriel Arruda
Edição/Revisão: Carlos Garcia
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica
Banda: Dee Snider
Álbum: For The Love Of Metal
Ano: 2018
Estilo: Heavy Metal
País: Estados Unidos
Gravadora: Hellion Records (Nac.) / Napalm Records (Imp.)

Track-List
1.    Lies Are a Business
2.    Tomorrow’s No Concern
3.    I Am The Hurricane
4.    American Made
5.    Roll Over You
6.    I’m Ready
7.    Running Mazes
8.    Mask
9.    Become The Storm
10. The Hardest Way
11. Dead Hearts (Love Thy Enemy)
12. For The Love Of Metal

Contatos

       

domingo, 23 de setembro de 2018

Cobertura de Show: Sepultura e Project46 - Porto Alegre RS (09/09/2018)



Feriado de Independência, finalizado com um domingo de sol e grenal para acirrar ânimos, no bar opinião, a noite prometia mais uma grande apresentação do Sepultura.
Desta vez, desembarcam em terras gaúchas acompanhados pela banda Project46, grupo paulistano que está na estrada desde 2008.



Project46 Mostra Seu Poder de Fogo

Às 20h em ponto, o baile tem início no palco do Opinião. A casa já com um bom público para prestigiar o Project46 que abre seu show de forma enérgica e furiosa, com letras sobre o cenário político brasileiro e cotidiano.


Riffs pesados embalaram o público de forma primorosa, músicas como "Erro + 55", "Violência Gratuita", "Acorda para a Vida" e "Foda-Se (se depender de nós)", foram cantadas por boa parte dos espectadores.


Finalizam o show deixando uma ótima impressão, e ainda colocaram o público em 220 volts para o que viria a seguir.


É Hora de Mais uma Destruição do Sepultura do Brasil!



A ansiedade e expectativa pela espera explodem quando o Sepultura já manda a pesada "I Am The Enemy" de cara. Logo a seguir, "Phanton Self " e "Kairos" mantêm a energia em alta culminando em "Territory", a qual fez o Opinião tremer.


O set list segue envolvente com "Inner Self" e "Sworn Oath". Andreas fala que estava completando 20 anos de Derrick Green a frente do Sepultura, então, "Against", faixa do primeiro disco com Derrick é executada, seguidas de "Choke" e "Boycott" do mesmo álbum.


O espetáculo segue com as músicas novas, dentre elas "Machine Messiah" e "Iceberg Dances". Com a química entre público e banda alcançada de forma homogênea, desde o primeiro acorde, as estruturas do Opinião foram testadas, pois, sem piedade "Desperate Cry", "Refuse/Resist", "Arise" e "Dead Embryonic Cells" são executadas, garantindo torcicolos para semana toda.


Finalizando com o bis que mais parecia um gancho no queixo, "Slave New World", "Resistant Parasites", "Ratamahatta" e "Roots Bloody Roots" encerram mais uma grande apresentação do Sepultura em terras gaúchas, sendo considerada daquelas, como diria Toninho Sepultura: “falar de Sepultura é como falar do Pelé e da Amazônia, é uma bandeira brasileira!”
Sepultura do Brasil!


Produtoras : Pisca Produtora e Opinião Produtora
Resenha e fotos : Diogo Nunes Saratt
Edição e Revisão: Carlos Garcia

Acesse os sites oficiais:  





quinta-feira, 20 de setembro de 2018

The Night Flight Orchestra: Merecendo uma Boa Fatia do Mundo



Pouco mais de um ano depois de seu terceiro álbum, "Amber Galactic" (que inclusive lhes valeu uma nominação no Grammy sueco), eles estão de volta com mais um disco, "Sometimes the World is Ain't Enough", The Night Flight Orchestra, provavelmente uma das bandas mais legais da atualidade. Nascido da paixão em comum de Björn Strid e David Andersson (ambos do Soilwork) pelo Classic Rock,a dupla percebeu que havia um vazio a ser explorado na cena musical de hoje em dia, resolveram então colocar pra fora, sem grandes pretensões comerciais. 

Com sua sonoridade cativante, trazendo as influências do que era feito a partir da metade dos anos 70 e na década de 80, os suecos colocam no seu caldeirão musical o Classic Rock, AOR, Progressivo e até Disco, Black Music e Pop Rock. Em "SWAE" eles praticamente seguem a mesma fórmula bem sucedida do álbum anterior, onde parecem ter encontrado o balanço perfeito para sua sonoridade.


Há algumas diferenças, já que neste novo disco as composições estão, digamos, um pouco mais leves e ainda mais pegajosas. Destaque para a dupla fundadora, Björn Strid, que se mostrou um grande vocalista no estilo, e David Andersson, sendo que este compôs a grande maioria do material.

São 12 faixas e mais uma bônus track nesta edição nacional, todas repletas de melodias e refrãos grudentos e irresistíveis. Os backing vocals femininos, adicionados desde o álbum anterior, tornaram-se parte essencial. Os teclados com arranjos orquestrais e melodias pop e dançantes estão mais presentes também, como já podemos perceber na vibrante abertura com "This Time", que tem um comecinho que lembra a abertura de "Space Truckin'". "Turn to Miami" tem um refrão pra lá de grudento, mesclando o AOR com batida dançante; as influências da Disco aparecem bem nítidas em  "Paralyzed", que é coberta de suingue. É simplesmente tudo muito legal!


São vários hits instantâneos, como as duas primeiras faixas, já citadas acima, e algumas outras que também se sobressaem, ressaltando que é um álbum que dá vontade de ouvir sem pular nenhuma, mas preciso destacar "Lovers in the Rain", Melodic Rock absolutamente contagiante, com grande potencial "radiofônico', e além dela, as também ótimas "Can't Be That Bad", "Barcelona" e a progressiva "Last of the Independet Romantics", que tem uma certa veia de Kansas. Realmente, eles encontraram o ponto perfeito, e possuem talento inegável para forjar excelentes melodias, e fazem com criatividade e entusiamo.

Encerrando esta matéria, transcrevo aqui trecho da entrevista de David Andersson para o Decibel Magazine, onde ele, entre outras coisas, falou sobre o conceito dos dois últimos álbuns (que seriam uma espécie de Sci-Fi Feminist Space Opera), e também sobre algo bem preocupante na sociedade atual, que inclusive estamos vivenciando aqui no Brasil, que é a intolerância. Confira abaixo:

"Há um conceito por trás de Amber Galactic e Sometimes the World Ain’t Enough”, que é uma ópera espacial com uma agenda feminista. Eu sempre sonhei em fazer álbuns baseados no espaço e ficção científica, e mesmo que não seja um álbum conceitual no verdadeiro sentido da palavra, é baseado em um conceito ideológico com sci-fi e conotações futuristas.

Eu sempre acreditei que as mulheres são um gênero superior e espero que, eventualmente, elas, juntamente com a comunidade HBTQ (também conhecida como LGBT), sejam as líderes do mundo. O livro The Spirit Level, de Wilkinson and Pickett, de 2009, onde mostram estudos bastante convincentes sobre como os níveis de igualdade em uma sociedade são um fator preditivo independente quando se trata de como a sociedade prospera em vários níveis, meio que confirmou o que eu suspeitava há muito tempo. 

David Andersson
E se você olhar para universidades na Suécia e em muitos outros lugares, hoje em dia há uma maioria de mulheres nos programas de alto status, como direito, medicina, etc. Ao mesmo tempo, há forças poderosas no mundo atualmente que querem regressar a um paradigma masculino heterossexual branco, muito conservador e intolerante."

Extremamente cativante e bem feito, a banda transforma sua influências e inspirações em uma sonoridade bem própria. O mundo talvez não seja o bastante, mas eles já merecem pelo menos uma boa fatia dele! 

Texto: Carlos Garcia

Ficha Técnica:
Banda: The Night Flight Orchestra
Álbum: "Sometimes the World Ain't Enough" (2018)
País: Suécia
Estilo: Classic Rock/Melodic Rock
Produção: The Night Flight Orchestra
Selo: Nuclear Blast/Shinigami Records

Adquira o álbum na Shinigami

Line-up:
Björn Strid – Vocal
Sharlee D’Angelo – Baixo
David Andersson – Guitarra
Richard Larsson – Teclado
Jonas Källsbäck – Bateria
Sebastian Forslund – Guitarra, Percussão
Anna-Mia Bonde – Backing Vocals
Anna Brygård – Backing Vocals

Tracklist:
01. This Time
02. Turn To Miami
03. Paralyzed
04. Sometimes The World Ain't Enough
05. Moments Of Thunder
06. Speedwagon
07. Lovers In The Rain
08. Can't Be That Bad
09. Pretty Thing Closing In
10. Barcelona
11. Winged And Serpentine
12. The Last Of The Independent Romantics
13. Marjorie (bônus track)