sábado, 9 de fevereiro de 2019

Ministério da Discórdia: Inspirações no Sabbath e Letras em Português


Formado em São Paulo em 2007 por Maurício Sabbag e Inacio Nehme, e atualmente completa o trio Carlos Botelho, o Ministério da Discórdia é uma banda que traz como característica as letras em português, e nelas temáticas realistas, ideológicas, sombrias e espirituais. O grupo explora muito bem as letras na língua pátria, facilitando passar o recado nas temáticas dirigidas à nossa realidade social. E é mais uma que mostra que não é regra obrigatória cantar em inglês para fazer Heavy Metal.

A sonoridade tem base na mistura de influências dos integrantes, com riffs pesados, refrãos marcantes e letras bem elaboradas. A sonoridade tem muito da inspiração do Black Sabbath (inclusive já recebeu elogios sendo chamado de Sabbath brasileiro), e junto à sonoridade por vezes grave e sombria, há muita melodia e arranjos bem elaborados, adicionando flautas e violões acústicos.


Após alguns anos dividindo o repertório próprio com covers “lado B” do Black Sabbath, o Ministério da Discórdia gravou e lançou em 2013 seu primeiro e autointitulado álbum. A partir daí a banda começa a fazer os seus shows apenas com músicas autorais.

Em 2015, gravou seu segundo trabalho de estúdio, “Abismo”, influenciado pelas repercussões da crise nacional, adicionando mais potência e peso na mensagem. “Abismo” foi lançando por distribuição digital em 2016 e também foi disponibilizado um clipe para a faixa título.

No ano passado o grupo, durante as conturbadas eleições no Brasil, lançou “AbismoPortal”, que reúne o EP “Abismo”, que só havia sido disponibilizado em formato digital, e o EP “Portal”, com novas músicas, formando assim um álbum completo e agora em formato físico, lançado em parceria com a gravadora paulista Shinigami Records.


Em 11 faixas bem elaboradas e com letras inteligentes, destacam-se canções como "Portal",  com seus riffs marcantes e andamento cativante; o andamento mais acelerado da já obrigatória "Mensageiros da Desgraça" empolga de cara. A parte mais cadenciada lá pela metade é sensacional e arrepiante, e logo a seguir novamente ganha contornos mais acelerados, terminando de forma apoteótica.

Recomendo ainda a versão de "Fuga nº II", dos Mutantes, que traz arranjos orquestrais (feitos por Renato, do Armahda), flautas e violões acústicos. Transformou-se numa música da banda, "balada" pesada e sombria; e ainda a épica e sinistra "Supremo Concílio", que inicia com uma intro perturbadora, e logo a aura do Sabbath pode ser sentida, em andamentos mais lentos e com toneladas de peso, e a cadencia e peso da assustadora e realística "Perdidos", onde se destacam também os arranjos quase lisérgicos de teclados, e o sempre incrível som do Hammond.

A banda explica a inspiração para os títulos: “Nesses últimos anos que se passaram, muitas pessoas perderam seu emprego, sua saúde, suas expectativas. Caímos em um ABISMO. Alguns chegaram até o fundo desse abismo. Como músicos que querem realmente passar uma mensagem para reflexão, usamos essa alegoria do ‘abismo’ como algo que precisa ser superado. Queremos espalhar a semente, uma mensagem positiva, mesmo que tenhamos que ser, inicialmente, os mensageiros da desgraça. ”

“Nunca antes houve tanta mentira, incitação ao ódio e intolerância… O que nos contamina não é o que ouvimos, mas sim o que sai de nossa boca. Imagine então o que hipócritas ousam registrar, nessa era da superinformação! Entramos agora em um PORTAL, para uma nova dimensão, que será herdada pelos nossos descendentes. ”


São 11 faixas de som pesado, com arranjos e refrãos cativantes, e claro, letras inteligentes, que em diversos momentos conecta a ficção com a dura realidade atual. O Ministério da Discórdia (nome mais atual do que nunca) nos brindou com um dos melhores lançamentos do Metal nacional em 2018, e com certeza um dos melhores cantados em português nos últimos anos.

Texto: Carlos Garcia
Fotos: Divulgação
Assessoria: Metal Media
Selo: Shinigami Records

Facebook
Adquira o álbum na Shinigami
Spotify

Tracklist:
1. Portal
2. Mensageiros da Desgraça
3. Espelho
4. Motim Elétrico
5. Fuga nº II (Original por Os Mutantes)
6. O que teria acontecido à Baby Jane?  (Original po Troll Porrada Sonora)
7. Abrace a Discórdia
8. Abismo
9. Supremo concílio
10. Orquídea Negra

11. Perdidos



       

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Avantasia: Moonglow - Uma Nova Fase e a Vez das Criaturas da Noite



Tobbias Sammet retorna com mais um novo álbum do projeto que acabou se tornando sua banda principal, o Avantasia, a Metal Opera, que hoje já conta com uma banda base, facilitando as tours e entrosamento, superou em vários aspectos, principalmente os financeiros, o Edguy.

"Moonglow", que tem data marcada para o lançamento oficial em 15 de fevereiro, traz tudo o que o fã do Avantasia espera e aprecia (soei clichê, mas é isso mesmo, está tudo ali, canções grandiosas, melodias pomposas, refrão marcantes, excelentes músicos, produção idem e vários convidados) e mais algumas agradáveis adições, como elementos celtas e um formato diferente de conceito. 

O álbum estará disponível em diversas versões, como o Digibook, Artbook e Picture Vinyl duplo lindíssimo, vários itens para o deleite dos fãs. A arte gráfica é linda, lembrando os conceitos dos filmes de Tim Burton, e Tobi não negou essa influência.


Sobre esse novo álbum, Sammet comenta que pensou em dar um tempo, apenas descansar, mas o fato de montar um estúdio em casa parece ter despertado ainda mais a sua imaginação, e uma nova história e novo álbum tomaram forma. "Moonglow" vem sendo mencionado com entusiasmo pelo compositor, aclamando o trabalho como o mais trabalhado e detalhado da história do projeto.

Este novo conceito, que traz uma criatura da noite em busca de descobrir onde se encaixa, é diferente dos demais em seu formato, pois os cantores não aparecem interpretando papéis, e foca na imersão nesse universo de "Moonglow", fazendo com que as canções sejam independentes, e não interligadas como numa Rock/Metal Opera tradicional, portanto sendo um trabalho conceitual e não uma Metal Opera. Uma nova fase na história do projeto.

Os elementos grandiosos, refrãos e melodias cativantes estão presentes em doses altamente generosas, e os dois primeiros singles, com a longa e épica "The Raven Child", que traz já uma novidade, com Hansi Kursch (Blind Guardian) participando pela primeira vez de um álbum do Avantasia. Canção épica, com elementos sinfônicos, medievais e celtas, alternando momentos melodiosos com outros mais explosivos.

Já o segundo single, a faixa título "Moonglow", é mais curta, e traz também mais um estreante, Candice Night (Blackmore's Night). Música com uma bela e suave atmosfera, destacando os arranjos de piano e orquestra. Deu pra ver que foi escrita para a linda voz da vocalista. Excelentes amostras do que há no álbum, mas não entregam todo o jogo.

Candice Night é uma das novidades em "Moonglow"
Além desses dois estreantes, há mais um, Mille Petrozza do Kreator, e juntos com esses, nomes já bem conhecidos no universo Avantasia, como Bob Catley, Jorn, Ronnie Atkins e novamente Eric Martin. Petrozza dá as caras na porrada, sim!, "Book of Shallows", Power Metal rápido e com pegada pesada.

"Ghost in the Moon" é uma belíssima abertura, com arranjos de piano se destacando no início. São várias mudanças de climas e intervenções explosivas durantes seus mais de 9 minutos de melodias cativantes; O Power/Symphonic de "Starlight" é típico Avantasia, com Ronnie Atkins com as vozes principais, e que depois dá espaço para Geoff Tate brilhar na balada comandada pelo piano "Invincible" e também na explosão sinfônica de "Alchemy".

"Piper at the Gates of Dawn" segue a linha sinfônica, com a participação de vários dos vocalistas, destacando Catley, que depois tem seu momento para brilhar mais individualmente, aliás,  o inglês vocalista do Magnum é um dos vocalistas preferidos de Sammet. Com seu estilo "contador de histórias", a voz marcante e rouca de Bob Catley hipnotiza na sinfônica "Lavender"; o Power Metal retorna à tona com "Requiem for a Dream", e trazendo Mike Kiske, outra figura carimbada no Avantasia, que aliás, foi o projeto que trouxe o cantor de volta ao Metal.

Atkins, Tate, Tobi e Amanda
O álbum fecha com a versão para "Maniac", de Michael Sembello, transformada em uma música do Avantasia, Tobias inclusive já teve êxito em transformar outras canções pop em cativantes Melodic Power Metal. Aqui, brilha o timbre vocal do "Mr. Big" Eric Martin. Fiou bem legal, mas acho que deveria ser a faixa bônus, pois parece um pouco fora do conceito...ou não? Há ainda "Heart", essa uma música própria que aparece como bônus em algumas das versões. Um faixa que traz vários elementos familiares aos ouvidos aos ouvidos dos fãs do Avantasia, com um acento Melodic Rock.


Uma nova fase, mas nada de "inventar a roda" ou mudar muito das características já conhecidas do Avantasia. Traz algumas novidades, e isso é muito bom para todos, mas o mais importante, tenho certeza que agradará aos fãs, pois as grandes e memoráveis melodias e a pompa do Avantasia estão ali, e o melhor, um álbum novinho para apreciar, e que com certeza será mais um sucesso na discografia de Sammet.

Texto: Carlos Garcia

Banda: Avantasia
Álbum: "Moonglow" 2019
Estilo: Power Metal, Melodic Metal, Symphonic Metal
Selo: Nuclear Blast/Shinigami Records

Já Disponível Edição Nacional na Shinigami

*atualizado em 16.02

Site Oficial


Tracklist:
01. Ghost In The Moon
02. Book Of Shallows
03. Moonglow
04. The Raven Child
05. Starlight
06. Invincible
07. Alchemy
08. The Piper At The Gates Of Dawn
09. Lavender
10. Requiem For A Dream
11. Maniac
Bonus Track
12. Heart


       


       

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Kalidia: Evolução e Maturidade Em um Belo Álbum de Melodic Power Metal




“The Frozen Throne” é o segundo álbum dos italianos do Kalidia, e a evolução da banda é perceptível. Com uma produção superior ao antecessor, “Lie's Device”, o Melodic Power Metal do grupo está mais lapidado, com composições mais maduras, e aquela sonoridade agradável e de melodias de bom gosto que chamaram a atenção no full-lenght anterior, soam mais “cheias”, mais empolgantes, e com certeza a produção de Lars Rettkowitz (Freedom Call) contribuiu também para o crescimento da banda.

Outra característica muito marcante é a voz cheia de personalidade de Nicoletta Rosellini, que possui um belo timbre, seguindo uma linha diferente dos tradicionais vocais do estilo, que geralmente são mais altos. Nicoletta tem um timbre mais suave, que soa muito agradável aos ouvidos, e está cada vez melhor. A vocalista, neste intervalo de um álbum para o outro também foi ganhando mais visibilidade, além de gravar um álbum com a banda Walk in Darkness, participou do grandioso projeto “Vivaldi’s Metal Project” e também subiu ao palco com o Rhapsody (veja vídeo), banda a qual é fã e uma de suas influências.


Os bons resultados do álbum anterior e a visibilidade recebida por Nicoletta e o Kalidia chamaram a atenção de alguns selos, e, ao contrário dos trabalhos anteriores, lançados de forma independente, “The Frozen Throne” foi lançado pela Inner Wound Records. Percebe-se que foi positivo para a banda, tanto na condição de ter uma produção sonora melhor, como na divulgação, sendo que foram feitos 2 vídeos e um lyric-vídeo antes do lançamento.

Quanto a sonoridade, conforme comentei no início, o Metal melodioso do grupo está ainda mais lapidado, com canções carregadas de melodias marcantes, onde os teclados desempenham função fundamental, com belas linhas, intervenções e arranjos orquestrais.

As canções seguem andamentos velozes, porém muito agradáveis, e o encantador timbre de Nicoletta, aliadas as melodias límpidas e de bom gosto, realmente me prenderam, parecendo que o disco acabou muito rápido.  


Belo trabalho do Kalidia, comprove o potencial da banda em faixas como a título “The Frozen Throne”, empolgante abertura, seguindo aquela linha mais clássica da melhor época do Melodic Metal italiano; “Circe’s Spell”, que traz arranjos orientais, e fala sobre a feiticeira Cercei, da mitologia grega, que com suas poções transformava os homens em porcos.

Destaque ainda para a suavidade de “Midnight’s Chants”;  “Lotus”, com seus arranjos orquestrais e acústicos e para as variações de ritmo, belas melodias de teclado e vocais bem variados de Nicoletta em “The Queen of Forsaken” (inspirada no mundo de WOW), evidenciando o diferencial e talento desta bela revelação da Itália, que tradicionalmente nos apresenta cantoras excelentes.


“The Frozen Throne” é recomendadíssimo para que curte o estilo, com uma sonoridade agradável, trazendo algo diferente do usual no estilo, onde as bandas estavam soando muito parecidas, coisa recorrente e até normal em muitos segmentos, e como “plus”, há o belo timbre de Nicoletta Rosellini.

Texto: Carlos Garcia

Line-up:
Nicoletta Rosellini: Vocais
Federico Paolini: Guitarras
Ricardo Donati: Baixo
Dario Gozzi: Bateria

Tracklist: 
01. Frozen Throne
02. Circe's Spell
03. Black Sails
04. Orpheus
05. To The Darkness I Belong
06. Myth Of Masada
07. Midnight's Chant
08. Go Beyond
09. Amethyst
10. Lotus
11. Queen Of The Forsaken







domingo, 27 de janeiro de 2019

Destaques 2018 Metal e Afins Parte 2 - Por Raquel de Avelar (Redatora)


Apesar de estarmos  quase no final de janeiro ainda dá tempo de fazer uma retrospectiva do que rolou em 2018. A novidade que mais me animou durante o ano passado foi o lançamento do álbum de estreia do Northward, projeto encabeçado por Floor Jansen (Nightwish) e Jorn Viggo Lofstad (Pagan’s Mind). 

Enquanto isso na Itália várias bandas produzindo Power Metal à todo vapor, destaque para “The Fallen King” da banda Frozen Crown e “Frozen Throne” do Kalidia. Os finlandeses do Dark Sarah nos presentearam com mais um trabalho conceitual “The Golden Moth”, trazendo agora JP Leppäluoto como membro oficial do projeto.  Ainda tivemos ótimos lançamentos de Halestorm e Trillium.  Segue abaixo a minha lista de destaques.


1 - Northward - Northward
2 - Otep - Kult 45
3 - 69 Chambers - Machine
4 - Dark Sarah - The Golden Moth
5 - Halestorm - Vicious
6 - Kalidia - Frozen Throne
7 - Trillium - Tectonic
8 - Visions of Atlantis - The Deep & the Dark
9 - Leah - The Quest
10 - Kamelot - The Shadow Theory
11 - Frozen Crown - The Fallen King
12 - Amaranthe - Helix


Cilada do ano
Leaves’ Eyes - Sign of the Dragonhead - Após a conturbada saída de Liv Kristine (vocalista e principal responsável pelas letras das músicas), a banda não conseguiu manter a mesma qualidade, trazendo temas nórdicos bem genéricos e com os vocais de Elina Siirala quase robóticos e sem nenhuma emoção. Levando em conta que o nome da banda é um trocadilho com o nome da antiga vocalista, deveriam mudar o nome e buscar uma nova identidade…

Melhor nova banda fazendo som “old school”
Northward

         


Melhor Show que Acabei Não Indo
Tarja - Act II



Melhor Álbum na Língua Mãe
Eskröta - Eticamente Questionável

       


Melhor álbum de anos anteriores que só fui ouvir em 2018
Aldious - Unlimited Diffusion

Álbum “mais diferentão”
My Indigo - My indigo - projeto solo de Sharon Den Adel ( Within Temptation ), traz uma sonoridade indie com influencias de Lana Del Rey.


Melhor DVD/Blu-ray
Tarja - Act II

Álbum mais criativo
Otep -  Kult 45

       

Conceito mais elaborado
Dark Sarah - The Golden Moth - Última parte da trilogia (The Chronicles). A trilogia fala sobre as viagens de Dark Sarah através de três mundos: The Middle World (O álbum "Behind The Black Veil"), The Underworld ("The Puzzle") e The Upper World (" Golden Moth").


Maior Perda
Dolores O’Riordan - The Cranberries. No dia 15 de janeiro de 2018, Dolores estava em Londres, Inglaterra, para uma sessão de gravação. De acordo com o laudo médico no dia a cantora havia consumido uma quantidade grande de bebida alcoólica, sofreu uma intoxicação e morreu afogada na banheira do quarto.

Dolores, com certeza uma das maiores perdas no mundo da música ano passado

Melhor trilha sonora de filme e série
Vikings



Estreia Promissora

QFT

Quem criou maior expectativa para 2019
Lançamento do álbum Resist da banda Within Temptation



       


Confira Também:

Destaques 2018 Parte 1 - Editor Carlos Garcia
     


sábado, 19 de janeiro de 2019

Entrevista - The Three Tremors: Trazendo o Puro Heavy Metal aos Die Hard Metalheads!



O The Three Tremors surgiu da vontade de Sean "The Hell Destroyer" Peck (Cage, Denner/Shermann, Death Dealer, Warrior) em tornar realidade uma antiga especulação ou lenda urbana, de um projeto que reuniria três grandes vozes do Heavy Metal tradicional, seriam os "Três Tremores" (sendo o nome um trocadilho com os Três Tenores) Bruce Dickinson, Rob Halford e Dio ou Geoff Tate.   (English Version click Here)

Sean então buscou os companheiros ideiais para construir essa usina de puro heavy metal, e os nomes de Tim "Ripper Owens" (Judas Priest, Iced Earth, Malmsteen, Charred Walls of Damned) e Harry "The Tyrant" Conklin (Jag Panzer, Titan Force, Satan's Host) foram os primeiros da lista, e estes compraram e incorporaram a ideia. 

A próxima tarefa seria então começar a compor o álbum de estreia da banda, e agora neste início de 2019, o debut autointitulado acaba de ser lançado, e os Três Tremores estão prontos para levar o Heavy Metal em sua pura essência aos Metal Heads do todo o mundo, em petardos atemporais trazendo o que o estilo apresenta de melhor! Confira a conversa que tivemos com Sean e Harry para saber mais da banda e o que eles nos reservam!


RtM: Sean, quando você decidiu fazer sua versão de The Three Tremors inspirada na "lenda urbana" ou especulação de anos atrás, que características você achou que seriam necessárias para os músicos que formariam este projeto?
Sean Peck: Bem, é claro que eu queria que dois dos melhores cantores de metal da história do gênero estivessem envolvidos, e acho que consegui os melhores caras que existem. Harry e Tim são cantores extremamente poderosos, e podem esmagar qualquer outra pessoa. Eu canto com eles ao vivo todas as noites, confie em mim, eu sei, eles são incríveis. Também ajuda que eles realmente gostem da banda. Nós nos tornamos um grupo fechado.


RtM: Harry, quando você recebeu o convite para fazer parte dos T3, como foi sua reação, e o que você imaginou para o grupo?
Harry Conklin: Minha reação inicial foi ótima! Eu adoraria fazer parte disso. Não imaginei. Só sabia que seriamos ótimos juntos e teríamos uma boa química.


RtM: Sean, conte-nos sobre os contatos iniciais com Harry e Tim, e qual foi a reação deles quando você falou sobre a ideia do projeto?
Sean Peck: Tim foi o primeiro cara que eu falei sobre isso, e em nossa primeira conversa ele já estava totalmente envolvido. Eu estava realmente animado que ele concordou imediatamente em estar na banda. Eu não tinha as música prontas ainda, então foi um ano ou dois antes de realmente começarmos a gravar. O Harry eu encontrei em uma festa na Alemanha, em 2014, e perguntei a ele sobre isso e ele estava disposto também. Nós então sabíamos que tínhamos nosso line-up pronto, daí começamos a escrever o disco. Ambos gostaram do conceito e, felizmente, acabaram gostando das músicas que escrevemos para eles.

"Este estilo de metal que nós entregamos no álbum do TheThree Tremors é um som atemporal, que daqui a 100 anos seguirá fazendo algumas cabeças balançar!"
RtM: E sobre a inspiração naquela antiga especulação que se chamaria The Three Tremors, você gostaria de ver um projeto realizado com Dickinson, Halford e Tate no futuro?
Sean Peck: Isso seria incrível. Eu pessoalmente gostaria que eles conseguissem outra pessoa no lugar do Tate, se eu pudesse fazer do meu jeito ha! Seria ótimo se isso de alguma forma os motivasse a fazer sua versão dos Três Tremores e pudéssemos fazer uma turnê como os seis Tremores! Mas, sério, o que temos agora é uma versão americana da ideia e é a única versão. Essa é a razão pela qual fizemos isso, para torná-la real e realizar a profecia, principalmente para os fãs de metal.
Harry Conklin: Não me importo com isso no momento. Eles tiveram a chance de brilhar agora, é nossa !!


RtM: No release do álbum, enviado pela assessoria de imprensa, há um comentário seu de que a versão atual do T3 terá sucesso onde a versão original falhou. Que fatores você vê como trunfos e sucessos do projeto atual e em que a ideia original falhou e acabou não se tornando uma realidade?
Sean Peck: Bem, se essas lendas fizessem isso acontecer, sem dúvida, seria bem sucedido, todos, incluindo eu, gostariam de ver isso. Harry e eu somos músicos bem menos conhecidos, o que é óbvio, então estamos começando como uma nova banda do zero. Eu estava me referindo ao fato de que eles não completaram a missão devido a uma variedade de razões. 

Uma delas foi o pensamento de que simplesmente seria muito difícil do ponto de vista de composição e produção musical, e é algo que neste ponto eu entendo. Foi uma jornada muito longa e difícil para chegar a este ponto, e isso exigiu muito trabalho. Estamos super animados com os resultados, então valeu a pena. O fato de que se dizia que a tarefa em si era um fator que dificultou os antigos metal godz a não a completarem, foi outra coisa que nos levou à linha de chegada.

Harry Conklin: Eu não tenho todos os fatos sobre a formação original de anos atrás. Dickinson, Tate, Halford nunca lançaram um álbum. O CD dos 3 Tremors é todo original e fresco. Temos um produto e uma banda (músicos do Cage) para apoiar nosso empreendimento. Até agora nada falhou. É tudo de bom. O benefício para os fãs é ver grandes talentos de cada um de nós!
Somos TODOS Metalheads e nos divertimos trazendo essas músicas incríveis para as pessoas


RtM: E como foi o processo de composição? E como vocês planejaram em como as partes de cada um seriam divididas nas músicas?
Sean Peck: A banda (formada por músicos do Cage) e eu escrevemos as músicas e mandamos a Harry e Tim uma versão completa das faixas. Os dois então cantaram uma versão completa e depois nós começamos a montá-las. Depois de ouvir cada versão tipo umas 100 vezes, eu criava um layout que eu achava que soaria melhor e que acabou funcionando muito bem. Eu escrevi todas as letras e melodias vocais, Tim e Harry adicionaram seu estilo pessoal,  e os resultados foram fantásticos.

Harry Conklin: As músicas estavam todas terminadas. Fui adicionando o meu estilo às músicas com diferentes harmonias ou efeitos. Nós 3 cantamos cada música na íntegra (vocais principais, harmonia, arranjos), depois cada parte foi mixada pelo produtor e depois ouvida antes das edições finais.


RtM: Eu acredito que, pensando em como seriam as versões ao vivo, foi muito trabalhoso em se tratando de compor e arranjar as músicas do álbum.
Sean Peck: Bem, nós deixamos de fora a performance ao vivo na maneira de como o álbum foi arranjado. Nós fazemos algumas adições, e é legal, porque faz cada show um pouco diferente. Foi uma quantidade enorme de trabalho para realmente acertar o álbum. Dave Garcia, o guitarrista, fez um ótimo trabalho misturando o disco e é legal e balanceado.

"Somos TODOS Metalheads e nos divertimos trazendo essas músicas incríveis para as pessoas."

RtM: Alguma das músicas em particular exigiu mais de vocês em termos de alcance ou técnica vocal?
Sean Peck: Sim, nós fizemos as músicas de modo que tivessem grandes ganchos, e levando-as além do topo, vocalmente falando, onde fazia sentido. Para qualquer um que queira ouvir alguns berros dos mais poderosos, este álbum será prazeroso. Este é o ponto principal. Ripper fez algumas coisas que me impressionaram. Eu nunca tinha ouvido ele fazer algumas coisas como as que ele fez neste álbum. Ele realmente me surpreendeu. Harry fez a mesma coisa incrível. Eu tenho alguns dos meus melhores trabalhos também lá. Eu mandei as faixas para os caras seguirem e eu não facilitei em nada para eles ha!! Canções como "When the Last Screm Fades", "Speed to Burn", "Bullets for the Damned" e "Pit Shows no Mercy" são brutais no departamento vocal.

Harry Conklin: Não. Foi bastante desafiador sim, mas ainda assim um trabalho de amor.


RtM: Já existem várias resenhas muito positivas, essas primeiras reações lhe deram boas expectativas sobre o sucesso e a aceitação do projeto? Eu também percebi que a campanha na Pledge Music está indo muito bem.
Sean Peck: Sim, com certeza. Como vocês sabem, já tocamos 17 shows ao vivo e experimentamos a reação do público a essas músicas. Eles amaram todas as que tocamos. Os pedidos na pré venda foram incríveis demais, superando as expectativas. Os fãs estão realmente nos abraçando, e uma vez que eles o virem ao vivo, ele continuará crescendo. O fato de que é uma banda de verdade e não apenas um projeto, acho que acrescenta mais validade a ele e eles sabem que, apoiando-o, ele não vai simplesmente desaparecer um dia. Isso vai rodar por aí por algum tempo, é o que se está percebendo. Temos todos os tipos de tours e shows planejados que nos tomarão até 2021!

Harry Conklin: Sim. A campanha de pré-venda está indo muito bem e a turnê está indo bem também. Os fãs têm um show fantástico reservado para eles.


RtM: Falando um pouco sobre as músicas, temos doses generosas de Heavy Metal em sua essência pura, trazendo esse sentimento principalmente de grandes momentos dos anos 80, de lendas como Judas Priest, Maiden, Saxon etc. Em sua visão, quais elementos são essenciais para uma ótima música Heavy Metal? Eu também acredito que um dos grandes segredos é fazer músicas que você gostaria de ouvir.
Sean Peck: Eu escrevo músicas do ponto de vista de fãs de metal. Se isso me balançar e me der arrepios, então eu sei que provavelmente vai provocar o mesmo nos fãs de metal. Este álbum nós realmente fizemos rápido e thrashy. Pode até ser um pouco demais para algumas pessoas lidarem, ha !! Todas aquelas bandas que você nomeou mais coisas como WASP e Metal Church, Crimson Glory, Savatage, Agent Steel, coisas excitantes como essas realmente me motivam. Mas desse tipo de metal é onde todos os outros sub-gêneros derivam, então sim, é a essência pura como você a chama.

Harry Conklin: Batida pesada, guitarras cortantes, melodias vocais fortes e riffs super memoráveis. Todos esses elementos estão contidos no CD 3 Tremors,

"Escrevo músicas do ponto de vista de fãs de metal. Se isso me der arrepios, então eu sei que provavelmente vai provocar o mesmo nos fãs"
RtM: Entre as músicas que se destacaram mais aos meus ouvidos estão faixas que seguem uma linha mais moderada, onde acho que as três vozes se destacam mais, como "Sonic Suicide", "When the Last Scream Fades" e "The Three Tremors", por exemplo. Eu gostaria que vocês comentassem um pouco mais sobre elas.
Sean Peck: Eu amo essas músicas. "Sonic Suicide" tem grandes ganchos e um ótimo refrão. Tem uma vibe de hard rock real e a parte do meio é muito heavy metal. "When the Last Scream Fades (Quando o último grito se desvanece) é uma música super legal. Eu amo as partes intro e outro e o resto da música é como Painkiller, com certeza. "The Three Tremors" foi a última música que escrevemos. Os riffs foram tão bons que decidimos adicionar mais uma música no álbum. Nós fechamos o show ao vivo com essa música e é a nossa música homônima, então as letras são divertidas descrevendo a jornada da banda.

Harry Conklin: Eu também gosto das musicas pesadas melódicas/lentas, mas... “The PIT” e “SPEED TO BURN” são músicas matadoras! O álbum inteiro é uma peça épica de “metal must have”.


RtM: "Wrath of Asgard" também segue um ritmo mais cadenciado, e é também uma das minhas favoritas. Tem uma atmosfera muito épica, e acredito que funcionará muito bem ao vivo. Eu gostaria que vocês falassem um pouco mais sobre essa música.
Sean Peck: Sim, essa música realmente parece ser uma das favoritas dos fãs até agora. Ela é matadora, e aquele riff principal é o tipo de material o qual os deuses do metal são feitos! Teremos um ótimo vídeo ao vivo para ela em breve. Essa música realmente faz a platéia balançar.

Harry: "Wrath of Asgard" é uma típica faixa para bater cabeça, muito "heavy" nos riffs e melodias. Os fãs adoraram essa música! Tem todos os elementos de uma ótima música heavy metal.


RtM: Entre as faixas mais rápidas, minhas favoritas são "Fly or Die", que me lembrou do "Aces High" do Maiden, incluindo o tema das letras, e "Lust of the Blade", alternando momentos rápidos com outros moderados. Ambas têm ótimos refrãos também. Eu gostaria que vocês comentasse um pouco mais sobre essas duas músicas.
 Sean Peck: "Fly or Die" todo mundo está dizendo que é a "nova Aces High". Eu amo ouvir isso! Ela é muito divertida de se tocar ao vivo. Sempre me deixa aceso e empolgado. Foi legal ter a voz real do Presidente Roosevelt e seu famoso discurso lá para criar a vibe. "Lust of the Blade" realmente cresceu em mim. Essa foi uma das primeiras músicas que fizemos e eu pessoalmente gostei, mas não fiquei tão empolgado de início. Ao vivo funciona muito bem e Ripper tem aquela parte super legal no meio, onde ele diz: "Eu sou o Estripador, eles me chamam pelo nome ..." Eu sabia que escrever uma música sobre Jack The Ripper seria perfeito para essa banda!

Harry: "Fly or Die" é um trem bala. Muito excitante. Divertida de cantar e divertida para a multidão cantar junto. Pode ter uma influência de “Iron Maiden”, mas estes são os nossos heróis, então porque não? "Lust of the Blade" é muito obscura e legal, com um refrão altamente memorável, também é a música-tema de Tim de certa forma.


RtM: E sua preferência pessoal? Eu sei que pode ser difícil escolher, mas quais músicas vocês mais gostaram de cantar e acham que funcionam melhor ao vivo?
Sean Peck: Bem, eu estava muito feliz por ver que todas as músicas foram muito bem tocadas. Nós tocamos todos as 12 todas as noites. Eu realmente me divirto fazendo Fly or Die, Bullets for the Damned, Speed ​​to Burn e Wrath of Asgard com certeza.

Harry: Todos nós temos nossas preferidas neste álbum. A minha  é "The Pit Shows no Mercy".


RtM: E na sua opinião, vocês dois que estão na estrada há cerca de três décadas, em grupos como Cage e Jag Panzer, que trazem em sua sonoridade as raízes do estilo, há novos nomes bons na cena atual do Metal? Que novas bandas vocês ouviram e veem um futuro para elas?
Sean Peck: Sim, há muitas coisas legais por aí. A nova leva de bandas de speed metal e bandas de thrash metal foi realmente emocionante de ver. Bandas mais novas como THEM e STRIKER, e caras mais velhos que estão de volta como FIFTH ANGEL e FLOTSAM e JETSAM com novos álbuns, realmente mantiveram a cena viva e chutando. Há tantas bandas novas por aí para descobrir que é realmente um ótimo momento para o heavy metal.

Harry: Desculpe, não acompanho as tendências atuais nos dias de hoje.


RtM: E os últimos lançamentos de gigantes, por exemplo, como Judas Priest e Saxon, os dois lançaram álbuns mais novos, Iron Maiden e Sabbath? O que você acha? E mesmo sem membros originais, é bom para a cena que eles ainda produzam e façam shows?
Sean Peck: O novo álbum do Priest foi ótimo. O último álbum do Maiden foi apenas ok para mim. Maiden não faz um novo álbum matador fazem décadas desde que Bruce voltou, mas eles realmente não têm nada a provar, porque eles são Maiden, ha! O novo álbum do Saxon está matador e eu os vi ao vivo com o Priest e eles quebraram tudo. Eu adoraria ouvir algumas coisas novas do Tony Iommi novamente, ele é o mestre dos riffs pesados. Eu tenho ingressos para ver o Maiden em Los Angeles este ano, então sim, todos eles devem se manter em cena.

Harry: Amei a produção que esses álbuns tiveram. Eles são fantásticos e agressivos. O fato de que essas bandas ainda estão mantendo o metal forte é incrível. O álbum Three Tremors está ali junto com eles. Trazendo heavy metal tradicional para os die hards que ainda estão por aí procurando algo legal, fresco e agressivo.


RtM: E as bandas com sons mais "modernos" estão contribuindo ou apenas segregando ainda mais o estilo, servindo muito para mais interesses de mercado e tomando o espaço dos grupos com mais qualidade?
Sean Peck: Na música você tem que apenas tocar o que está no seu coração de metal e se alguém mais gostar, veja isso como um bônus. Pessoas que tentam perseguir tendências e estilos logo descobrirão o quão insatisfatório é fazer isso e uma grande perda de tempo. A qualidade na música está nos ouvidos do ouvinte e não é justo dizer o que é merda e o que não é. Acredito que este estilo de metal que nós entregamos no álbum do TheThree Tremors é um som atemporal, que daqui a 100 anos seguirá fazendo algumas cabeças balançar!

Harry: Música é uma expressão. Não tem limites. Esticar os limites da imaginação é o que importa.

"Na música você tem que apenas tocar o que está no seu coração de metal"
RtM: Finalizando, como está a demanda por shows já? Você acha que a tour do T3 terá um amplo alcance? Pessoalmente, estou realmente ansioso para shows aqui na América do Sul, e pelo que tenho visto do interesse dos leitores no material que postei no Road to Metal e outros veículos, as chances são grandes.
Sean Peck: Sim, estamos muito animados em ir logo para aí. Uma vez que tivermos nossa agenda organizada, parece que é o primeiro da lista. Temos praticamente todos os territórios no mapa em vista e várias ofertas chegando. O show ao vivo é realmente incrível e é uma coisa super única. Os fãs sul-americanos vão adorar!

Harry: Os shows estão pesados ​​em comparecimento e energia. Não perca algo mágico, poderoso, agressivo e excitante que nunca poderá ser visto novamente. Adquira seus ingressos agora antes de esgotar!!


RtM: Fica o espaço final para a sua mensagem para os fãs! Obrigado pela sua atenção, espero vê-los em breve na estrada!
Sean Peck: Estamos muito animados  Os fãs de metal sul-americanos vão adorar!
Harry: Mantenha-se fiel ao seu coração e não tenha medo de superar seus limites!! Vá pegar seus ingressos AGORA!!!

Entrevista: Carlos Garcia
Fotos: Divulgação

Thanks To: Sean, Harry and Chip Ruggieri

Official Web Site
Facebook
Read the Review at Road to Metal





       


       

The Three Tremors: Bringing Heavy Metal to the Die Hard Metalheads!





The Three Tremors came out from and ideia of Sean "The Hell Destroyer" Peck (Cage, Denner/Sherman, Death Dealer, Warrior) to make an old speculation or urban legend come true, a project that would bring together three great heavy metal traditional voices, would be the "Three Tremors" (being the name a pun with the Three Tenors) Bruce Dickinson, Rob Halford and Dio or Geoff Tate.  (Versão em Português)

Sean then sought out the ideal teammates to build this pure heavy metal factory, and the names of Tim "Ripper Owens" (Judas Priest, Iced Earth, Malmsteen, Charred Walls of Damned) and Harry "The Tyrant" Conklin (Jag Panzer, Titan Force, Satan's Host) were the first on the list, and they bought and incorporated the idea. 

The next task would then be to start composing the band's debut album, and now in early 2019, the self-titled debut has just been released, and the Three Tremors are ready to bring Heavy Metal in its sheer essence to the Metal Heads of the whole world, in timeless great Metal songs bringing what the style presents in its best! Check out the conversation we had with Sean and Harry to know more about how this come true and what they reserve for us!


RtM: Sean, when you decided to make your version of The Three Tremors inspired by the "urban legend", what characteristics did you imagine would be necessary for the musicians who would form this project?
Sean Peck: Well of course i wanted two of the best metal singers in the history of the genre to be involved and i think I got the best two guys that there are.  Harry and Tim are supremely powerful singers that can pretty much crush anybody else.  I sing with them live every night trust me I know, they are amazing.  It also helps that they are really into the whole band and really enjoy it.  We have become a tight group.


RtM: Harry, when you have received the invitation to make part of The Three Tremors, how was your reaction, and what did you imagine for the group?
Harry Conklin: My initial reaction was GREAT! I would love to be a part of this. Did not imagine.Just knew we would be great together and have good chemistry.


RtM: Tell us about the initial contacts with Harry and Tim, and what was their reaction when you talked about the idea of ​​the project?
Sean Peck: Tim was the first guy I hit up about it and he was totally into it on our first conversation. I was really excited that he agreed to be in the band right away.  I did not have the music together yet so it was a year or 2 before we really got serious about recording it.  Harry I met up at a party in Germany in 2014, and asked him about it and he was down to do it too.  We then knew we had our lineup and began writing the record. They both liked the concept and thankfully they eventually liked the songs we wrote for it.

"...We did it to make it real and realize the prophecy and mainly we did it for the metal fans"
RtM: And about the original inspiration, would you like to see a project come true with Dickinson, Halford and Tate in the future?
Sean Peck: That would be amazing.  I would personally like them to get someone else besides Tate though if I could have it my way ha! It would be great if this somehow motivated them to do their version of the Three Tremors and we could tour as the Six Tremors!  But seriously what we have now is an American version of the idea and it is the only version of the idea. That is the whole reason we did it to make it real and realize the prophecy and mainly we did it for the metal fans.
Harry Conklin: Don’t care at this point. They had their chance to shine now it’s ours!!


RtM: In the release sent by the media consulting, there is a comment from you that the current version of T3 will succeed where the original version failed. What factors do you see as trumps and successes of the current project, and in which the original idea failed, and ended up not becoming a reality?
Sean Peck: Well if those legends ever did it no doubt it would succeed, and everyone including me would want to see that.  Harry and Myself are far lesser known musicians which goes without saying so we are starting out as basically a new band from scratch.  I was referring to the fact that they did not actually complete the mission because of a variety of reasons.  One of them was the thinking that it would simply be too difficult from a song writing and production, standpoint which I can understand.  It was a very long and hard journey to get to this point and it took a lot of work.  We are super excited about the results so it was all worth it.  The fact that it was said the task it self was a factor the old godz did not complete it was another thing that drove us to the finish line.

Harry Conklin: I don’t have all the facts concerning the original lineup from years ago. Dickinson, Tate, Halford never released an album. The 3 Tremors CD is ALL original and fresh. We have a product and band (Cage musicians) to support our endeavor. So far nothing has failed. It’s ALL good.  The benefit for the fans is seeing great talent from each of us! 
We are ALL metal heads and have a lot of fun bringing these incredible songs to the people 


RtM: And how was the songwriting process? And how did you fit in how the parts of each one would be divided into the songs?
Sean Peck: The band and I wrote the songs and sent Harry and Tim a full version of the tracks.  They both then sang a full version of their own and we began assembling them. After listening to each version like 100 times or so I would come up with a layout startegy that I thought would sound the best and it really ended up working out great. I wrote all the lyrics and vocal melodies and Tim and Harry added their personal style touches on it and the results were fantastic.

Harry Conklin: The songs were all finished. I just added my style to the songs some different harmonies or embellishments. We 3 sang each song in its entirety (lead, harmony, embellishments) then it was divided by the producer and then given a listen thru before the final edits.


RtM: I think that, thinking about what the live versions would be like, it was a lot of work when it came to composing and arranging songs from the album.
Sean Peck: Well, we took the live performance off of how the album was arranged.  We still do some add libbing and it is cool because it makes every show a bit different.   It did take a tremendous amount of work to really get the album right.  Dave Garcia, the guitarist, did a great job mixing the record and it is nice and smooth.
 Harry Conklin: Maybe, I wasn’t involved in the final mixing.

"The entire album is an epic piece of 'metal must have'"
RtM: Did any of the songs in particular require more of you In terms of vocal’s range or technique?
Sean Peck: Yes we made the songs all about having great metal hooks and taking it beyond the top vocally where it made sense.  Anyone who wants the highest most powerful screams is in for a treat on this record.  That was the whole point.  Ripper did some stuff that blew my mind. I have never heard him do some of the screams that he did on this record. He really blew me away. Harry did the same thing just incredible.  I have some of my best work also on there.  I sent the tracks to the guys to follow and I did not make it easy on them at all ha!! Songs like WHEN THE LAST SCREAM FADES, SPEED TO BURN, BULLETS FOR THE DAMND, and  THE PIT SHOWS NO MERCY are brutal in the vocal department.
Harry Conklin: No. It was allium and fairly challenging yes, but still a labor of love.


RtM: There are already several very positive reviews, are these first reactions giving you good expectations about the success and acceptance of the project? I also realized that the Pledge Music campaign is going very well.
Sean Peck: Yes for sure.  As you know we have already played 17 shows live and we have experienced the reaction of the crowd to these songs. They loved all of them as we played them all every night.  The pre orders have been awesome too, really exceeding expectations. The fans are really embracing it, and once they see it live it will continue to grow. The fact that it is a live band and not just some one off project I think adds more validity to it and they know that by supporting it, it will not just go away one day. This is going to be around for awhile is how it is shaping up.  We have all kinds of tours and shows planned that will take us well into 2021 even!

Harry Conklin: Yes. The “ pledge music” is going very well and the tour is coming together nicely. The fans have a fantastic show in store for them.


RtM: Talking a little bit about the songs, we have generous doses of Heavy Metal in its pure essence, bringing that feeling mainly of great moments of the 80s, of legends like Judas Priest, Maiden, Saxon etc. In your vision, what elements are essential for great Heavy Metal music? I also believe that one of the great secrets is to make songs that you would like to hear.
Sean Peck: I write songs from a metal fan standpoint.  If it rocks me and gives me goosebumps then I know it will probably do the same for like minded metal freaks too.  This album we really made it fast and thrashy.  It may be even a little too much for some people to handle ha!!  All those bands you named plus stuff like WASP and Metal Church, Crimson Glory, Savatage, Agent Steel, Exciter stuff like that really gets me motivated.  But this sort of metal is where all the other sub genres derived from so yes it is the pure essence as you call it.

Harry Conklin: Heavy beat, razor guitars, strong vocal melodies and super rememberable riffs.  All these elements are contained in the 3 Tremors CD.

"We made the songs all about having great metal hooks and taking it beyond the top vocally where it made sense."
RtM: Among the songs that stood out in my ears are tracks that follow a more moderate line, where I think the three voices stand out more, such as "Sonic Suicide", "When the Last Scream Fades" and "The Three Tremors ", for example. I would like you to comment a little more about them.
Sean Peck: I love those songs. Sonic suicide has a great hook a great chorus.  It has a real hard rock vibe to it and the middle part is very heavy metal.  When the Last Scream Fades is a super cool song.  I love the intro and outro parts and the rest of the song is like Painkiller for sure. The Three Tremors was the very last song we wrote. The riffs were so good we decided to add one more song on the record. We close the live show with this song and it is our namesake song so the lyrics are fun describing the journey of the band.

Harry Conklin: I’m partial to the heavy melodic/slower tempo songs as well but....“The PIT” and  “ SPEED TO BURN” are killer songs! 
The entire album is an epic piece of “metal must have”.


RtM: "Wrath of Asgard" also follows such a more paced and moderate tempo, and is also one of my favorites. It has a very epic atmosphere, and I believe it will work very well live. I would like you to talk a little more about this song.
Sean Peck: Yes this song really seems to be a fan favorite so far. The thing just rocks, and that main riff is the stuff metal godz are made of!  We have a cool live video for that coming out soon. That song really gets the crowd rocking.
Harry: "Wrath of Asgard" is a head banger and very heavy in melody driven riffs. The fans eat this song up! It has every element of a great heavy metal song.


RtM: Among the fastest tracks, my favorites are "Fly or Die", which reminded me of Maiden's "Aces High", including the theme of the lyrics, and "Lust of the Blade", alternating speedy moments with more moderate ones . Both have great choruses too. I would like you to comment a little more about these two songs.
 Sean Peck: "Fly or Die" everyone is saying it is the new Aces High. I love hearing that! That one is a really fun one to play live. It always gets me fired up and pumped. It was cool to get the real voice of President Roosevelt and his famous speech in there to create the vibe.  Lust of the Blade really has grown on me.  That was one of the first songs we did and I personally liked it but was not that crazy about it.  Live it goes over really great and Ripper has that super cool part in the middle where he says “I am the Ripper they call me by name...” I know writing a song about Jack The Ripper would be perfect for this band!

Harry: "Fly or Die" is a driver. Very exciting. Fun to sing and fun for the crowd to sing along. It may have an “ Iron Maiden” influence but these are our heroes so why not?  “Lust of the Blade” is very dark and cool with a highly rememberable chorus it’s also Tim’s theme song in a way.



RtM: And your personal preference? I know that it may be difficult to choose, but which songs do you most enjoy singing and that you think will work best live?
 Sean Peck: Well I was really stoked to see that everyone of the songs go over great live.  We play all 12 of them every night.  I really have a great time doing Fly or Die, Bullets For The Damned, Speed to Burn and Wrath of asgard for sure.
Harry: Every singer has it cut out for him on this record. My favorite is “The Pit”.


RtM: And in your opinion, you both have been on the road for about three decades, in groups like Cage and Jag Panzer, who bring in their sonority the roots of style, is there good new names on the current Metal Scene? What new bands have you heard, and do you see a future for them?
Sean Peck: Yeah there is lots of cool stuff out there.  The new group of speed metal bands and thrash metal bands have really been exciting to see.  Newer bands like THEM and STRIKER, and older dudes who are back like FIFTH ANGEL and FLOTSAM and JETSAM with fresh new albums have really kept the scene alive and kicking.  There are so many new bands out there to discover it is really a great time for heavy metal.
Harry: I’m sorry I don’t stay up with current trends these days .


RtM: And the latest releases from giants, for example, like Judas Priest and Saxon, this two has a newer albums, Iron Maiden and Sabbath? What did you think? And even without original members, is it good for the scene to have them still producing and making shows?
Sean Peck: The new Priest album was great.  The last maiden album was just ok to me.  Maiden has not made a killer new album for decades now since Bruce came back but they really dont have too because they are Maiden ha! The new saxon album was killer and I saw them live open for Priest and they kicked ass. I would love to hear some new stuff from Tony Iommi again he is the heavy riff master. I have tickets to see Maiden in LA this year, so yes they should all keep rockin!

Harry: Love the production that these albums have. They are fantastic and aggressive. The fact that these bands are still keeping metal strong is amazing. The Three Tremors album is right along with them. Bringing traditional heavy metal to the die hards that are still out there looking for something cool, fresh and aggressive.


RtM: And are bands with more "modern" sounds contributing or only further segregating the style, serving much for more market interests, and taking the space of groups with more quality?
Sean Peck: In music you have to just play what is in your metal heart and if someone else likes it just see it as a bonus.  People that try to chase trends and styles will soon find out how very unfulfilling it is to do that and a big waste of time.  Quality in music is up to the ears of the listener and it is not fair to say what is shit and what is not.  I beleieve that this style of metal we have delivered on the Three Tremors record is a timeless sound that 100 years from now some metal heads will still be rocking loud!!
Harry: Music is an expression. It has no boundaries. Stretching the limits of imagination is what it’s all about.


"Is a timeless sound that 100 years from now some metal heads will still be rocking loud!!"
RtM: Finishing, how is the demand for shows already? Do you think the T3 tour will have a wide reach? Personally, I'm really looking forward to shows here in South America, and from what I've seen from readers' interest in the material I posted on Road to Metal and other vehicles, the odds are great.
Sean Peck: Yes, we are really excited about getting down there.  Once we have our schedules worked out it looks like that is first on the list. We have virtually every territory on the map in our sights and offers coming in. The live show is really amazing and it is a super unique thing.  The South American metal fans are going to love it!
Harry: Shows are heavy in attendance and energy. Don’t miss out on something magical, powerful, aggressive and exciting that may never be seen again. Get your tickets now before it’s “sold out”!!


RtM: There is still the final space for your message to the fans! Thank you for your attention, I hope to see you soon on the road!
Sean Peck: We are really excited about getting down there, the South American metal fans are going to love it!
Harry: Stay true to your heart and don’t be afraid to push yourself beyond your limits!! Go get your tickets NOW!!! 

Interview: Carlos Garcia
Thanks To: Sean, Harry and Chip Ruggieri

Official Web Site
Facebook
Read the Review at Road to Metal