terça-feira, 24 de março de 2020

Hartmann: Comemorando 15 anos do Trabalho Solo




O prolífico cantor, guitarrista e compositor Oliver Hartmann lança mais um álbum de sua considerável carreira solo. "15 Pearls and Gems" foge daquilo encontrado no Avantasia, projeto em que Hartmann é mais associado.
Esse trabalho além do clamor pop realiza uma mescla de alternativo com rock clássico.

No rol oldschool tem a faixa de abertura "Can't Stop this Train", evocando um AC/DC era Brian Johnson, "You Will Make It", talvez uma das melhores, usa acordes chocantes possuindo também aquela malícia bluseira, algo que o Glenn Hughes faria. Hartmann puxa uma voz rouca e pesarosa parecida com a do baixista James Dewar. "Street Cafe", exibe um começo lento preparando o terreno para um ápice comemorativo. "Fire and Water" parece uma versão mais poderosa de "Street Cafe"


Na ala das baladas tem a bem acabada "Uninvited" na qual Hartmann explora mais nuances da sua voz além de dosar o uso das guitarras pesadas entre os demais instrumentos. Ela se desdobra num clima oriental e dá um ar de renovação no álbum. "How does It Feel" tem um arquétipo de "Dream On" do Aerosmith embora seja menos passional que esta. "The Sun's Still Rising" é um registro ao vivo, cruza Pearl Jam com Black Crowes.

Ainda poderia citar "When the Rain Begins to Fall" um divertido dueto com a cantora Ina Morgan sobre uma estrutura musical mais sintetizada e "Go to Extremes", um blues pop rock contendo boas frases de guitarra. Ótima pra ouvir dirigindo.


"Pearls and Gems" é retocado. Dentro da proposta comercial oferece capricho e não é apenas um apanhado de músicas rejeitadas de outros trabalhos. O conceito dele é bem definido. Pra ser chato eu reclamaria apenas do excesso de faixas, algumas não soam tão inspiradas. Também reduziria a porção de canções ao vivo. Pela verve pop, tudo parece extremamente planejado e não temos tanta personalidade no quesito instrumental, ainda que Hartmann deixe uns espaços para as guitarras ecoarem. Isso talvez espante alguns que busquem mais destaque para cada componente.

No mais, "15 Pearls and Gems", não faz feio, uma ideia pós grunge bem trabalhada e quem sabe no futuro ele não seja uma joia perdida de 2020? 

Texto: Alex Matos (Equipe Rock Idol)
Conheça o Canal Rock Idol

Banda: Hartmann
Álbum: "15 Pearls and Gems" (2020)
País: Alemanha
Estilo: Hard Rock
Selo: Prode & Joy Music


Tracklist:

1. Can’t stop this train
2. Walkin on a thin line
 3. How does it feel?
4. You will make it
 5. Glow (Remix 2020)
6. When the rain begins to fall (Feat Ina Morgan)
7. Street Café
8. I go to extremes
9. Uninvited
10. Fire and Water
11. The sun’s still raising (live)
12. What If I (live)
13. Don’t give up your dream (live)
14. Brothers (live) (feat Tobias Sammet)
 15. Out in the cold (Live)


       


domingo, 15 de março de 2020

The Night Flight Orchestra: Revisão Eficaz da Musicalidade dos Anos 80


Da bebedice do cantor Björn Strid e do guitarrista David Anderson, durante suas atividades pelos Estados Unidos surgiu o projeto paralelo The Night Flight Orchestra. Sua característica era reconstruir o rock típico das estações de rádio norte-americanas.

Desde 2007, o grupo sueco lançou 5 álbuns. O curioso é existir uma espécie de retrospectiva conceitual álbum a álbum. Nos primeiros dois trabalhos houve um amadurecimento em ajustarem o som pesado que faziam pra canções comuns da segunda metade dos anos 70.

O quinto álbum "vira a década de vez", reproduzindo tudo aquilo que o rock sintetizado dos anos 80 poderia oferecer. Dentro da proposta, não apenas passam o clima certo mas mostram competência e qualidade. Está longe de ser um mero tributo decalcando genericamente os hits de uma época.


Em "Aeromantics", Björn dá uma intensificada no seu jeito de cantar estilo Martin L. Gore e Tony Hadley. Aqui usaram sem piedade arranjos tipicamente feitos no Synclavier, Emulator entre outras parafernalhas eletrônicas há certo tempo sinônimo da breguice, atualmente redescobertas e bem empregadas.

As várias camadas sintetizadas tentam passar uma forte carga sentimental ao lado de pratos reluzentes a ponto de cegar de tanto reverb. Os trechos melancólicos gradualmente culminam em refrões catárticos. Geram aquele sentimento motivacional de filmes daqueles mesmos tempos. As letras vão do melodrama ao sentimento de superação.

Abaixo citarei os pontos altos de "Aeromantic":

Servents of the Air: O riff central lembra "Live Wire" do Mötley Crüe partindo pra uma interessante ponte cromática que desdobra no refrão. Essa parte é meio flutuante. Os acordes são ressonantes apresentando bateria militarizada e pratos cheios de reverb. A música se reveza nos três trechos. 

Na reta final há um momento meio suingado nos moldes do Yes com as notas da guitarra expressivas. Em seguida rola uma sessão de solos, um no  sintetizador e outro na guitarra, parecendo algo do Joe Walsh. Com certeza a melhor faixa. A letra retrata possivelmente um aviador sobrevoando seu amor não correspondido.

Carmencita Seven: Uma das mais memoráveis, a guitarra tem maior influência e o sintetizador se limita a enfatizar os trechos da música. O solo final é muito expressivo.

Aeromatic: Puxa algo de "90125" do Yes, com Refrão extremamente AOR. O baixo segue uma tendência disco. Apesar de muito esforçada eu ainda acho ela fraca pra som titular em comparação as duas músicas citadas acima.

Divinyls: Seu tema base é o centro nervoso pra todos os componentes da canção, mesmo a cantoria não tenta fugir muito dos trilhos. Há vozes de apoio surgindo nos pontos chave da voz de Björn, uma linha de baixo mais aparente e ainda a canção guarda uns trechos difíceis de não remeter ao David Gilmour. A letra parece falar de superação.


If Tonight Is Our Only Chance: Poderia muito bem ser algum single do cantor Robert Tepper. Toda aquela carga emocional que um filme do Stallone pediria. A letra é tão melodramática quanto a condução da voz na música inteira.

Curves: Atende a um ritmo caribenho com um solo meio Michael Knopfler.

Transmissions: Parece uma reinterpretação do Abba principalmente no ápice da música. A voz de Björn está mais nervosa.

"Aeromantic" explora de maneira eficaz a musicalidade dos anos 80 sem parecer algo cafona ou mera pastiche, embora seus clipes zombem um pouco do clima oitentista. Se bobear superam muitas canções daquela era, pois houve uma revisão daquilo a ser evitado para não deixar brega. Quem curte esse revival de synthrock, é uma boa pedida.

Texto: Alex Matos (Equipe Rock Idol - Conheça o canal NESTE LINK)

Banda: The Night Flight Orchestra
Ábum: "Aeromantic" 2020
Estilo: AOR, Synthrock, Classic Rock
País: Suécia
Selo: Nuclear Blast (Brasil via Shinigami Records)

Line-up:
Björn "Speed" Strid - vocais
David Andersson - guitarra
Sharlee D'Angelo - baixo
Jonas Källsbäck - bateria
Sebastian Forslund - congas, percussão, guitarra
Anna-Mia Bonde - vocais alternativos
Anna Brygård - vocais alternativos


Tracklist:
01. Servants of the Air
02. Divinyls
03. If Tonight Is Our Only Chance
04. This Boy's Last Summer
05. Curves
06. Transmissions
07. Aeromantic
08. Golden Swansdown
09. Taurus
10. Carmencita Seven
11. Sister Mercurial
12. Dead of Winter


       

       

       

terça-feira, 10 de março de 2020

Re- Machined: O Metal dos anos 80 e NWOBHM "Re-Usinado"



Com sua demo homônima, a banda de Mainz (Alemanha), o RE-MACHINED, chamou logo atenção no underground alemão em 2018, angariando admiradores e fãs. Com músicos que são experientes e competentes, a banda empolga com seu Heavy Metal pesado e clássico, com nuances Hard, trazendo solos delicados de guitarra e melodias cativantes.

Receberam inúmeras críticas positivas em publicações impressas e on-line rapidamente levaram a solicitações de shows e resultaram em concertos como banda de apoio para Manilla Road, Gun Barrel , Bonfire  e Trance.

O debut "Wheels Of Time" traz a inspiração e a marca de grandes ícones do Metal 80's, principalmente o Accept, para situar o leitor. O timbre vocal e a maneira de cantar soa como um encontro de Udo com Biff Byfford.  Asc músicas trazem um ênfase nos riffs e refrãos marcantes, trazendo melodias cativantes. 


Não há baladas, nem covers, nem teclados; no entanto, não há fôlego! Há uma variedade bem legal, entre músicas mais cadenciadas, com algumas mais velozes, trazendo em sua maior parte as citadas influências do Metal e Hard/Heavy anos 80 e NWOBHM, mas também algumas nuances 70's e até algo do Power Metal atual.

Músicas como "Brother Sun, Sister Moon", com suas guitarras dobradas e melodias marcantes, ou "In My Life" respiram o espírito do final dos anos 70 e tem aquela mescla do Hard e Heavy, e o próprio release cita Thin Lizzy e Demon e com razão.

 Destaques: é um álbum muito homogêneo, daqueles de curtir do início ao fim, mas cito a abertura explosiva e pesada de "Heart on Fire", com seu baixo poderoso, riffs e melodias cativantes, e principalmente o refrão, que gruda de imediato; "Prisoner", que traz algo de Saxon, principalmente nos vocais.


O impacto de velocidade de "Fear", o peso dos riffs de "Re-Machined", onde as influências do Accept clássico pulsam, e "Change Your Mind", que mescla levadas mais cadenciadas e pesadas com passagens melodiosas na ponte e refrão.

O renomado produtor Markus Teske, que tem no currículo trabalhos com SAGA , UDO e The New Roses, foi encarregado de mixar "Wheels Of Time".

Altamente indicado a fãs das influências citadas, como Saxon, Accept e NWOBHM. Uma bela estreia, carregada de Heavy Metal e Hard Rock cativante, de grandes riffs e refrãos, pronto para agradar os headbangers que procuram novos nomes que tragam aquela sonoridade clássica, sem soar como uma mera cópia! 

Texto: Carlos Garcia

Banda: Re-Machined
Álbum: "Wheels of Time" 2020
País: Alemanha
Estilo: Heavy Metal, 80's Heavy Metal, Hard Rock
Selo: Pride & Joy Music

Site Oficial

Line-up:
Horst Pflaumer: Guitar
Volker Brecher: Drum
Bruno Strasser: Bass
Thomas Ritter: Vocal
Andreas Glanz: Guitar

Tracklist
1.            Heart on Fire    
2.            Prisoner             
3.            Brother Sun, Sister Moon          
4.            Re-Machined   
5.            In My Life          
6.            Wheels of Time              
7.            To Hell and Back             
8.            No Master         
9.            Killing Words    
10.          Fear       5:00      
11.          Change Your Mind
12.          Paradise Lost


         


       

quinta-feira, 5 de março de 2020

Burning Witches: O Heavy Metal Clássico se Renova!


O quinteto feminino Burning Witches foi formado na Suíça em 2015, nascido da intenção da guitarrista Romana Kalkuhl, que queria, antes de tudo, montar uma banda marcada pela cumplicidade, companheirismo, e claro, amor ao Heavy Metal. Completaram a formação inicial Lala (bateria), Alea (guitarras), Seraina (Vocais) e Jeanine (baixo).   (English Version)

As inspirações e  influências, claro, principalmente do Heavy Metal clássico, de grandes nomes, alguns surgidos já nos anos 70, e a sonoridade e visual 80's, e podemos citar bandas como Judas Priest, Dio, Manowar e King Diamond.

Em 2016 lançam o primeiro trabalho, simplesmente denominado “Burning Witches”, de forma independente, o qual recebe muitas críticas positivas em sites e revistas de renome na Europa. Essas ótimas reações chamaram a atenção da maior gravadora de Heavy Metal, a alemã Nuclear Blast, que ofereceu um contrato.


Final de 2017 a guitarrista Alea Wyss deixa a banda, e é recrutada uma carismática e técnica nova dona das seis cordas, a holandesa Sonia “Anubis” Nusselder. Lançaram em 2018 o segundo trabalho, “Hexenhammer”, e partem para uma turnê passando por diversos países, tocando inclusive em muitos festivais europeus importantes, como Bang Your Head e Wacken.

Em 2019 a vocalista Seraina Telli também deixa a banda para dedicar-se a outros projetos, e a banda recruta mais uma holandesa, Laura Guldemond, vocalista com muita personalidade, que além da beleza e uma presença de palco marcante, trouxe mais possibilidades ao som das bruxas.


2019 foi um ano agitado, prosseguindo com muitos shows e a banda ganhando ainda mais adeptos. Um single e um EP também foram lançados, “Wings of Steel”, as primeiras gravações oficiais com a nova vocalista. 

E agora em 2020, mais precisamente em 06 de março, a Burning Witches lança seu terceiro trabalho, “Dance With the Devil”, que promete levar o quinteto a outro patamar, com uma popularidade cada vez maior no cenário Metal.

Produzido por V.O. Pulver (The German Panzer, produtor de álbuns do Rage, Pro-Pain, Destruction e outros) e Schmier (Destruction), a banda manteve sua sonoridade, transpirando o Heavy Metal clássico com pitadas de Power Metal, porém adicionando um pouco mais de variedade e melodia.


Nos álbuns anteriores eu diria que elas puxavam mais para uma linha Judas Priest, e agora há uma variedade maior, tanto pela evolução de toda a banda, como também pela contribuição de Laura, que, além de criar linhas vocais variadas - chegando até a alguns trechos com guturais - coloca muita energia nas interpretações.

Essa maior variedade não trouxe somente mais melodia, pois há também faixas em que temos algumas passagens, riffs e vocais que possuem um pé no Thrash Metal tradicional, aquele recheado de riffs em cima de riffs, naquela linha Slayer do "Show no Mercy", por exemplo.

Inovação? Não é preciso inventar nada novo se você produz boas e sinceras músicas dentro do estilo que se propôs, e a Burning Witches dá um show neste quesito, trazendo riffs bem tradicionais e marcantes, refrãos fortes e muita energia.

Então em um belo álbum de Heavy Metal, temos 12 faixas (contando a intro) bem lineares em qualidade, mas com algumas que se destacam, como a abertura frenética com "Lucid Dream", uma locomotiva, com muita agressividade nos vocais e riffs beirando o Thrash; a já conhecida faixa título "Dance With the Devil", que traz mais melodia, licks e riffs marcantes e um refrão pegajoso. Anos 80 total!


Aquela balada Metal poderosa não poderia faltar, e "Black Magic" cumpre seu papel com louvor, naquela linha tradicional, melodiosa e com trechos acústicos e crescendo no refrão; "Sea of Lies" traz variações alternando trechos mais cadenciados e velozes. Laura alterna vocais mais melódicos com alguns guturais, e as guitarras brilham ora sozinhas, ora em uníssono, com melodia e agressividade.

"Necronomicon" tem um andamento mais arrastado e pesado, trazendo riffs cavalgados e vocais furiosos! "The Final Fight" é bem melodiosa, trazendo guitarras dobradas, segue uma linha que lembra bastante o Maiden em seu andamento. O refrão também é bem pegajoso e marcante.

Vale destacar também o já tradicional cover/versão, nos anteriores elas homenagearam Judas e Dio, desta vez é Manowar (em algumas edições especiais também há uma cover de King Diamond), e elas apresentam uma bela versão revisitada de "Battle Hymn", que contou com Ross "The Boss" e Mike Lepond (Symphony X) como convidados.


Em resumo, um belo e empolgante álbum de Heavy Metal, com muitas das nuances e até "clichês" tradicionais do estilo, mas feitos de forma muito honesta e competente. É diversão garantida!O certo é que não dá para duvidar da força deste quinteto, e de que 2020 poderá ser o ano das bruxas!

Texto: Carlos Garcia

Banda: Burning Witches
Álbum: "Dance With the Devil" 2020
Estilo: Heavy Metal, Power Metal
País: Suíça
Selo: Nuclear Blast (no Brasil, sairá via parceria NB e  Shinigami Records)

Facebook Burning Witches

Line-Up
Laura Guldemond: Vocais
Romana Kalkuhl: Guitarras
Sonia Anubis: Guitarras
Jay Grob: Baixo
Lala: Bateria

Tracklist:
1. The Incantation
2. Lucid Nightmare
3. Dance With The Devil
4. Wings Of Steel
5. Six Feet Underground
6. Black Magic
7. Sea Of Lies
8. The Sisters Of Fate
9. Necronomicon
10. The Final Fight
11. Threefold Return
12. Battle Hymn



       

       

Burning Witches: The Year of The Witches?



The female quintet Burning Witches was formed in Switzerland in 2015, born from the intention of guitarist Romana Kalkuhl, who wanted, above all, to build a band marked by complicity, companionship, and of course, love for Heavy Metal. They completed the initial training Lala (drums), Alea (guitars), Seraina (vocals) and Jeanine (bass).   (versão em português)

The inspirations and influences, of course, mainly of classic Heavy Metal, of great names, some that appeared already in the 70's, and the sound and visual 80's, and we can mention bands like Judas Priest, Dio, Manowar and King Diamond. 

In 2016 they launched their first work, simply called “Burning Witches”, independently, which received many positive reviews on renowned websites and magazines in Europe. These great reactions caught the attention of the biggest Heavy Metal label, the German Nuclear Blast, which offered a contract. 



At the end of 2017, guitarist Alea Wyss leaves the band, and a charismatic and technical new owner of the six strings is recruited, the Dutch Sonia “Anubis” Nusselder. In 2018 they launched their second work, “Hexenhammer”, and they go on a tour passing through several countries, including playing in many important European festivals, such as Bang Your Head and Wacken. 

In 2019, vocalist Seraina Telli also leaves the band to dedicate herself to other projects, and the band recruits yet another Dutchwoman, Laura Guldemond, a vocalist with a lot of personality, who besides beauty and a striking stage presence, brought more possibilities to the sound of witches. 

2019 was a busy year, continuing with many shows and the band gaining even more fans. A single and an EP were also released, "Wings of Steel", the first official recordings with the new singer. 


And now in 2020, more precisely on March 6, Burning Witches launches their third work, "Dance With the Devil", which promises to take the quintet to another level, with an increasing popularity in the Metal scene. 

Produced by V.O. Pulver (The German Panzer, producer of Rage albums, Pro-Pain, Destruction and others) and Schmier (Destruction), the band maintained its sound, exuding classic Heavy Metal with hints of Power Metal, but adding a little more variety and melody. 

In previous albums I would say that they pulled more towards a Judas Priest line, and now there is a greater variety, both due to the evolution of the entire band, as well as the contribution of Laura, who, in addition to creating varied vocal lines - reaching even some excerpts with gutturals - puts a lot of energy in the interpretations. 



This greater variety not only brought more melody, as there are also tracks where we have some passages, riffs and vocals that have a foot in traditional Thrash Metal, that stuffed with riffs on top of riffs, in that Slayer line of "Show no Mercy", for example. 

Innovation? There is no need to invent anything new if you produce good and sincere music in the style that was proposed, and Burning Witches gives a show in this regard, bringing very traditional and striking riffs, strong choruses and a lot of energy. 

So in a beautiful Heavy Metal album, we have 12 tracks (counting the intro) very linear in quality, but with some that stand out, like the frantic opening with "Lucid Dream", a locomotive, with a lot of aggression on vocals and riffs bordering the Thrash; the already known title track "Dance With the Devil", which brings more melody, catchy licks and striking riffs and a sticky chorus. Total 80s!
  
That powerful Metal ballad could not be missing, and "Black Magic" fulfills its role with praise, in that traditional, melodious line and with acoustic passages and growing in the chorus; "Sea of ​​Lies" brings variations alternating paced and fast tempos. Laura alternates more melodic vocals with some guttural ones, and the guitars shine sometimes alone, sometimes in unison, with melody and aggressiveness. 


 "Necronomicon" has a more dragged and heavy tempo, bringing riffs and furious vocals! "The Final Fight" is very melodious and catchy, and we have also great twin guitars, following a line that reminds a lot of Maiden in its tempo. The chorus is also very sticky and striking.
  
It is also worth mentioning the already traditional cover/version, in the previous ones they paid tribute to Judas and Dio, this time it is Manowar (in some special editions there is also a cover of King Diamond), and they present a beautiful revisited version of "Battle Hymn", which featured Ross "The Boss" and Mike Lepond (Symphony X) as guests.
  
These girls are doing a very good job togheter, delivering a great and exciting Heavy Metal album, with many of the traditional nuances and even "clichés" of the style, but done in a very honest and competent way. Breaking neck It's guaranteed! And it's certain that you cannot doubt the strength of this quintet, and that 2020 could be the year of witches!

Rate: 9/10

Text: Carlos Garcia
  
Band: Burning Witches 
Album: "Dance With the Devil" 2020 
Style: Heavy Metal, Power Metal 
Switzerland 
Label: Nuclear Blast


Line-Up
Laura Guldemond: Vocals
Romana Kalkuhl: Guitar
Sonia Anubis: Guitar
Jay Grob: Bass
Lala: Drum

Tracklist:
1. The Incantation
2. Lucid Nightmare
3. Dance With The Devil
4. Wings Of Steel
5. Six Feet Underground
6. Black Magic
7. Sea Of Lies
8. The Sisters Of Fate
9. Necronomicon
10. The Final Fight
11. Threefold Return
12. Battle Hymn



       


       

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

Majestica: Speed Power Metal Como os Fãs do Estilo Esperam



Nova banda do guitarrista Tommy Johansson (Reinxeed), um mestre no Power Metal melódico, este Majestica é indicado a fãs de bandas como Helloween, Sonata Arctica, Rhapsody e afins, e quem já conhecia o trabalho do guitarrista, hoje no Sabaton, pelos álbuns do Reinxeed e os álbuns tributo "Swedish Hitz Goes Metal" (que trazia versões para Abba, Roxette e Ace of Base), com certeza vai curtir.

Altas doses de melodia, vocais altos e instrumental veloz, e claro, muitos teclados e melodias grudentas, "Above the Sky" traz 10 faixas, que se não trazem grandes novidades, é uma boa pedida para quem gosta do estilo, que chegou a estar um pouco saturado, porém atualmente temo tidos novos lançamentos bem interessantes, tanto de badas mais veteranas, como novos grupos.


Com muita melodia e primando por faixas mais velozes, o Majestica transita por nuances progressivas por vezes. Os músicos são muito técnicos, e Tommy tem uma voz que casa perfeita ao estilo.

Refãos grandiosos e muitos teclados são também uma tônica no álbum, em que podemos destacar a faixa título, Speed Melodic Power Metal cheio de eletricidade e melodias cativantes; "Mötley True", uma faixa mais longa onde o grupo passeia por nuances mais épicas e até progressivas. A letra ficou bem interessante, onde eles combinam palavras e ideias comuns a estética Heavy Metal, tipo uma homenagem ao estilo e fãs. Bem "true", ha ha ha.

"Night Call Girl", com belas melodias, quase AOR (Speed AOR?!) e ainda "The Way to Redemption", onde mostram velocidade, técnica e bom gosto, lembrando algo de Dragonforce por vezes. Destaque para as melodias do teclado.


No geral um álbum muito bom do estilo, ponto negativo apenas para "Father Time", uma faixa com um entonação meio "humorística", algo que bandas como o Helloween já fizeram com maestria, mas aqui não funcionou. Um grato "recomeço" para Tommy, além do atual trabalho com o Sabaton, onde ele não é a estrela principal, e altamente indicado à fãs do estilo.

Texto: Carlos Garcia

Lançamento: Nuclear Blast/Shinigami Records

Tracklist:
1. Above The Sky
2. Rising Tide
3. The Rat Pack
4. Mötley True
5. The Way To Redemption
6. Night Call Girl
7. Future Land
8. The Legend
9. Father Time
10. Alliance Forever