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sexta-feira, 14 de novembro de 2025

Cobertura de Show: Grave Digger – 12/11/2025 – Tork N' Roll/CWB

Noite de Heavy Metal épico em Curitiba!

Quarta feira foi noite de Heavy Metal em Curitiba, a banda Grave Digger comemorando seus 45 anos de estrada, juntamente com os suecos do Ambush fizeram mais um dia de semana revigorante para os headbangers da cidade. E ainda teve abertura dos brazucas do Hellway Train para animar o público do happy hour, afinal os trabalhos começaram cedo, por volta das 19:40. 

O evento aconteceu na casa de shows Tork N´Roll, queridinha do público do rock, afinal possui toda a estrutura para deixar qualquer público confortável, ar condicionado, camarotes com jogos, muitas mesas, praça de alimentação completa, incluindo estação central de bebidas e uma adega para os amantes do vinho. Neste dia, não teve separações de pista, sendo que todos tinham o mesmo acesso à frente do palco, com exceção dos camarotes, com vista superior. 

A banda Hellway Train trouxe um repertório autoral, bem executado, porém o volume estava um pouco acima do esperado, prejudicando um pouco a experiência. Os mineiros apresentaram um setlist recheado de canções old school com um toque mais acelerado, deram prioridade para as canções de seu álbum “Borderline”, lançado ano passado (2024) e é claro alguns singles anteriores que fizeram sucesso. 

Ao decorrer do show, o som me lembrou muito o Judas Priest, o que sempre é bem vindo. Apesar da energia e odes de revolta ao sistema e as crenças coletivas, a casa ainda estava um pouco vazia. 

Mas a explicação talvez seja que na mesma noite ocorreu a apresentação do cantor Billy Idol na cidade, e na noite anterior, o Tork N´Roll recebeu os gigantes do Power Metal Hammerfall, com casa lotada. Então, acredito que a onda de shows praticamente simultâneos tenha dividido o público da cidade.

Mas deixemos os pormenores de lado e vamos apresentar os suecos do Ambush, banda formada em 2013 e muito aguardada pelo público brasileiro. Cabe ressaltar, que o grupo é destaque dentre a panelinha da NWOTHM (New Wave Of Traditional  Heavy Metal) pela sua qualidade e originalidade na revitalização do Heavy Metal “Old School”. 

Os músicos subiram ao palco no horário previsto e com muito vigor, digno de banda no auge. A este ponto da noite, a pista já estava bem movimentada com a frente do palco tomada, restando somente as laterais da grade de proteção com algum espaço, para aqueles que preferiram ficar nas mesas se deliciando com as comidinhas de boteco.

A primeira música “Firestorm”, já um clássico da banda, foi avassaladora, deixando o público bem eufórico. Mas um problema técnico na luz, durante a execução da segunda canção, deixou os músicos suecos no escuro, literalmente. Mas existem momentos onde o profissionalismo e garra aparecem, sendo assim, o Ambush continuou a tocar perfeitamente, ganhando a admiração de todos que lá estavam. 

Muitos tentavam iluminar o palco com seus celulares, mas em vão. O apagão continuou durante boa parte do show, mas podia-se ver a movimentação dos técnicos da casa e da banda para solucionar o problema o mais breve possível. Tanto que não houve pausa para anúncios, somente os comentários divertidos da banda, tentando tornar o momento mais descontraído e envolvente.

Após a escuridão, veio a luz, mas somente no início da execução de “Come Angel Of the Night”, que inclusive foi anunciada pelo vocalista, em tom de risada, como sendo bem apropriada para o momento, que tudo começou a voltar ao normal. 

Ressaltando um parabéns a todos os envolvidos em resolver o problema com a celeridade necessária. Inclusive quem estava ao lado direito do palco, presenciou o alívio da equipe técnica, que resultou em abraços e comemorações silenciosas. 

A partir dali foi só comemoração e alegria ao som do Heavy Metal potente do Ambush, que finalizou o show com nada menos que “Don't Shoot (Let 'em Burn)” de seu álbum de estréia.

Por fim, após as emoções dos capítulos anteriores, a tensão e ansiedade cresceu em todos os presentes. Nos bastidores, podia-se ver os integrantes do Grave Digger nos últimos preparativos para sua entrada. Isto graças às aberturas de portas e janelas transparentes que separam banda e público no local. 

Mas somente os olhares curiosos conseguem perceber este tipo de movimentação, que ainda desperta a nostalgia e glamour dos anos de ouro do Metal. 

Mais do que pontualmente, sobem ao palco os músicos que marcaram gerações e influenciaram muitas das bandas do momento, com vocês: Grave Digger! É só o que vem nos pensamentos são “Como descrever esta dinâmica entre carisma, musicalidade, presença e peso?”. Simplesmente não é possível sem ter estado lá. 

O setlist começou com “Reign of bones”, e logo após o término da música, conseguiu se ouvir um alarme tocando, que segundo os falatórios, tratava-se do acionamento acidental do alarme de incêndio da casa. 

Apenas um susto imperceptível, bora para o show, e chegam “Under My Flag”, “Valhalla”, “The Dark of The Sun”, todas cantadas em uníssono pelos fãs. 

Inclusive, entre uma canção e outra, uma pausa para o grito da plateia clamando o nome “Digger” repetidas vezes. 

Pontos fortes da apresentação durante a execução de “Excalibur”, “The Devils 's Serenade” e “Back To The Roots”, esta última, precedida das palavras “Estão prontos para um pouco de Old School Heavy Metal!”. Mas também não faltaram os novos petardos do último álbum da banda “The Bone Collector”, muito bem distribuídos dentre a vasta discografia presente no repertório.

Cabe relatar também uma cena muito emocionante e genuína, por volta das 22 horas ao lado do palco, apoiados em caixas de equipamentos, estavam alguns dos integrantes do Ambush, com os olhos vidrados, assistindo ao show inspirador do Grave Digger. 

Convém ressaltar que a banda ganhou mais presença e força nesta apresentação, em local mais intimista. Fato este, perceptível para os que assistiram a apresentação dos alemães no festival Bangers Open Air 2023 em São Paulo (Na época, ainda chamado de Summer Breeze Brasil). Realmente o palco menor e mais próximo do público fez toda a diferença. 

Por último, não posso deixar de falar que apesar dos longos anos de estrada, o grupo parece ter bebido da famosa “Fonte da juventude”, lenda ligada ao explorador espanhol Ponce de León, tamanha vitalidade e energia apresentada por Chris Boltendahl e companhia. Mais um show com a excelência do Heavy Metal alemão! 

Agradecimentos a produtora Caveira Velha Produções, por trazer a turnê “Latin America Celebrations” a Curitiba. 


Texto: Paula Butter 


Edição/Revisão: Gabriel Arruda




Ambush – setlist:

Firestorm

Possessed by Evil

Evil in All Dimensions

Maskirovka

Desecrator

Hellbiter

Come Angel of Night

Bending the Steel

Natural Born Killers

Don't Shoot (Let 'em Burn)


Grave Digger – setlist:

Reign of bones

Twilight of the Gods

The Grave Dancer

Kingdom of Skulls

Under My Flag

Valhalla

The Keeper of the Holy Grail

The Dark of the Sun

The Curse of Jacques

Shadows of a Moonless Night

The Round Table (Forever)

Excalibur

The Devils Serenade

Back to the Roots

Rebellion (The Clans Are Marching)

Scotland United

Circle of Witches

Witch Hunter

Heavy Metal Breakdown

terça-feira, 9 de abril de 2024

Cobertura de Show: Exciter & BAT – 06/04/2024 – Jai Club/SP

A banda canadense Exciter voltou ao Brasil, dessa vez para celebrar os 40 anos do lançamento do seu álbum de estreia “Heavy Metal Maniac”. O evento, que ocorreu no dia 6 de abril na Jai Club, em São Paulo, contou também com as bandas Inferno Nuclear, Hellway Train e BAT. Anteriormente, o Exciter também passou por Belo Horizonte e Brasília, nos dias 4 e 5 de abril, respectivamente.

A banda paraense de Thrash Metal Inferno Nuclear subiu ao palco às 17:30 e apresentou um set curto e coeso. Sua sonoridade remete aos monstros do Thrash oitentista como Exodus, Testament, Sodom e Destruction. O diferencial da banda é que tem toda essência do Thrash, mas com letras em português. Embora o público ainda estivesse chegando, quem conferiu o show da Inferno Nuclear certamente não se arrependeu de ter chegado mais cedo.

Às 18:30, era a vez do Hellway Train. A banda mineira de Heavy Metal tradicional estava celebrando o lançamento do seu primeiro álbum, “Borderline”, que saiu no dia anterior. Aqui já havia metade da ocupação da casa, muitos já conheciam a banda e cantavam as letras fervorosamente. Tanto a sonoridade quanto o visual remetem bastante as bandas de metal dos anos 80, como Judas Priest e Accept. O set mesclou músicas do novo trabalho e dos EPs anteriores, que cativou o público e apresentou ótima recepção.

Pontualmente às 19:30, os norte-americanos do BAT assumem o palco. O trio formado por Ryan Waste (baixo/vocal), Nick Poulos (Guitarra) e Chris Marshall (Bateria), apresenta um som “heavy primitivo veloz”, como o seu vocalista define. O set começou com “Ritual Fool”, “Master of the Skies” e “Code Rude”. Apesar da casa não ser muito grande, foi na apresentação do BAT que começaram os primeiros ‘moshes’ da noite.

As músicas, que são rápidas e curtas, levantaram o público e Ryan, que interagiu o tempo todo, fazendo com que o público respondesse à altura. Em “Wild Fever”, Ryan disse: 'está ficando quente aqui e nós vamos tornar um pouco mais quente', levando a um mosh e ao público cantar com os braços erguidos. Na metade da apresentação, a casa já estava lotando. “Wings of Chains” e “Streetbanger” tiveram uma excelente recepção.

O BAT tem dois trabalhos lançados, sendo um álbum e um EP. Seu próximo trabalho será lançado no próximo dia 17 de maio via Nuclear Blast. O show acabou às 20:14, e algo muito bacana foi que, imediatamente após o término, dezenas de pessoas seguiram à mesa de merch para garantir sua camiseta da banda. Uma excelente surpresa.

Com apresentação do Exciter marcada para às 21 horas, por volta de 20:30 uma breve aparição do vocalista/baterista Dan Beehler foi suficiente para deixar o público enlouquecido. A casa estava em lotação máxima quando as luzes baixaram, somente o backdrop do Exciter permaneceu iluminado. Nesse momento, vários celulares já se preparavam para gravar a entrada da banda, mas ainda não era a hora. Enquanto isso, era possível ver muitos fãs usando coletes com patches, camisetas e jaquetas com o logo do Exciter.

Às 20:52, Dan, Allan Johnson (Baixo) e Daniel Dekay (Guitarra), tomam seus lugares no palco e o Exciter finalmente começa sua apresentação. “Stand Up and Fight” abriu o show, com alguns corajosos stage diving e crowd surfing – embora o segurança da banda estivesse de prontidão para tirar qualquer um que pisasse no palco. Em seguida, “Heavy Metal Maniac” e mesmo com pouco espaço, formou-se um mosh tímido à beira do palco.

Nesse momento, Dan Beehler saúda o público, lembrando que o Exciter e São Paulo têm uma longa história juntos. “Break Down the Walls”, do álbum “Unveiling the Wicked”, fez o público cantar em uníssono. “Iron Dogs”“Evil Sinner”, do álbum aniversariante, também tiveram excelente recepção. O set passou principalmente pelos álbuns dos anos 80, agradando os presentes, principalmente músicas como “Die In the Night”, “Pounding Metal” e “Violence & Force”.

Fechando com “Iron Fist” do Motörhead, o Exciter fez com que essa noite com certeza fique gravada nas memórias dos fãs de metal para sempre. Com muita interação com o público, excelente presença de palco e hinos atemporais, só se espera que num próximo show a banda possa se apresentar em um local um pouco maior para que mais fãs possam apreciar uma das lendas do Speed/Thrash metal.


Texto: Jessica Tahnee Valentim

Fotos: Pri Secco


Produção: Xaninho Produções / Caveira Velha Produções

Mídia Press: LP Metal Press

 

BAT

Ritual Fool

Master of the Skies

Code Rude

Wild Fever

You Die/ LEWD

Rite for Exorcism

Bloodhounds

Wings of Chains / Rule

Ice

Streetbanger

Cruel Discipline

Total Wreckage/BAT

 

Exciter

Stand Up and Fight

Heavy Metal Maniac

Breakdown the Walls

Iron Dogs

Evil Sinner

Feel the Knife

Die In the Night

Living Evil

Pounding Metal

Beyond the Gates of Doom

Violence & Force

Long Live the Loud

Iron Fist (Motörhead cover)