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sábado, 9 de novembro de 2024

Cobertura de Show: Bréa Extreme 2024 – 26/10/2024 – VIP Station/SP

Napalm Death desfila “pancadas músicas” em show mais que enérgico no VIP Station, em São Paulo

Apresentação foi a principal do Bréa Extreme 2024, que contou com abertura da banda Dead Congregation (Grécia) e oito bandas underground nacionais

O Bréa Extreme 2024 aconteceu na VIP Station no último dia 26 de outubro de 2024. O evento, organizado pela Xaninho Discos e pela Caveira Velha Produções, teve a participação de dez bandas, sendo a grega Dead Congregation e a inglesa Napalm Death, além de oito bandas do cenário underground brasileiro: Rot, Surra, Cemitério, Fossilization, Podridão, Baixo Calão, Andralls, Subcut, Dischavizer e Trachoma. Elas se apresentaram alternadamente, desde às 14h00, nos dois palcos montados na casa, sendo o principal já conhecido da galera que frequenta o espaço, e o outro, menor, no subsolo da VIP Station.

O Napalm Death, inclusive, fez um pequeno giro pelo país, com passagens por algumas das capitais brasileiras como Brasília, Belém, Fortaleza, Recife, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Florianopolis, Curitiba e fechando a turnê em São Paulo.

Desde as primeiras bandas o público já estava presente, crescendo à medida que as apresentações ocorriam antes das duas principais atrações.

É necessário destacar a qualidade das bandas nacionais convidadas, todas conhecidas pelo público presente e que animaram de maneira perfeita quem já estava na casa de shows, pois já eram frequentes as rodas nas apresentações, inclusive com alguns fãs subindo no palco para cantar junto e fazer o conhecido stage diving. Já era o prenúncio do que ocorreria mais tarde.

Dead Congregation

A banda de Death Metal Grega Dead Congregation cativou a plateia com seu som pesado e uma atmosfera sinistra. Com um som que lembra muito ao de bandas como o Incantation, seu Death Metal soava mais "old school". As músicas apresentam muitas mudanças de tempo, com trechos mais rápidos, alternando com momentos mais lentos, soando por vezes quase como Doom Metal.

O setlist, composto por 11 músicas, focou nos dois primeiros álbuns da banda, “Graves of The Archangels” (2008) e “Promulgation of the Fall” (2014), além de incrementar músicas dos EPs “Purifying Conaecrated Ground” (2005) e “Sombre Doom” (2016).

O guitarrista e vocalista da banda, Anastasis Valtsanis, fez solos na medida certa, muito bonitos por sinal. Outro destaque da banda foi o baterista Vagelis Voyiantzis, que parece um metrônomo humano, dando segurança para que o restante da banda construísse atmosferas musicais cativantes ao longo da apresentação.

De certa maneira, a apresentação do Dead Congregation foi um contraponto ao que viria por último, uma espécie de "calmaria antes da tempestade".


Napalm Death

Era chegada a hora da atração principal. O grande Napalm Death, considerado o mestre e o pai do Grindcore. A banda, que hoje não tem mais nenhum de seus membros originais, é formada por Barney Greenway (vocal), Shane Embury (baixo), Mitch Harris (guitarra) e Dany Herrera (bateria).

O Napalm desfilou mais de duas dezenas de músicas, percorrendo por sua extensa discografia e miscelânea de subgêneros do Metal: do Grindcore dos primeiros anos, algumas músicas da sua passagem pelo Death Metal, com solos de guitarra e alguns riffs mais técnicos, e groove de bateria e voltando ao Grindcore na reta final. 

O quarteto tocou músicas clássicas como "Enslavement to Obliteration", que abriu o setlist, seguida de "Taste the Poison" e "Next on the List" do que eu considero um dos melhores e mais importantes albuns da banda, o “Enemy of Music Business” (2000). Tudo o que veio em diante foi uma experiência de vida única, um desfile de músicas rápidas, pesadas, que levaram a plateia à loucura. 

Claro que não faltaram as clássica "Scum", "M.A.D."  e "Sucess?" do album de estréia “Scum” (1987). E sim, para quem não percebeu tocaram a rápida - sim, rápida mesmo - e recordista mundial "You Suffer": genial. Piscou, perdeu! O grupo também tocou a faixa cover do Dead Kennedys, intitulada "Nazi Punks Fuck Off". 

O vocalista Mark Greenway, que parece sempre estar ligado em 380V no palco, em várias oportunidades interagiu com a plateia usando o famigerado portunhol, agradecendo o público que lotava o Vip Station e discursando a favor dos Direitos Humanos e falando contra o fascismo, a homofobia e transfobia.

Ir ao show do Napalm Death deveria ser obrigatório para todo mundo que se diz fã de Metal; e entrar e sair de um mosh de uma música deles é ter a sensação de ter sido atropelado por um caminhão três vezes.


Texto: Eduardo Okubo Junior 

Fotos: Eduardo Okubo Junior / Leandro Cherutti (Metal no Papel)

Edição/Revisão: Tiago Pereira / Gabriel Arruda


Realização: Xaninho Discos / Caveira Velha Produções

Mídia Press: LP Metal World


Dead Congregation – setlist:

Martyrdoom

Morbid Paroxysm

Quintessence

Wind´s Bane

Vanishing

Dismal

Auguring

Only Ashes Remain

Promulgation

Serpentskin

Teeth


Napalm Death – setlist:

From Enslavement to Obliteration

Taste the Poison

Next on the List

Continuing War on Stupidity

Contagion

The Wolf I Feed

Resentment Always Simmers

That Curse of Being in Thrall

Amoral

It´s a M.A.N.S World!

Backlash Just Because

Fuck the Factoid

Suffer the Children

When All is Said and Done

Scum

M.A.D.

Sucess?

You Suffer

Metaphorically Screw You

Dead

Nazi Punks Fuck Off (cover de Dead Kennedys)

Instinct of Survival

Contemptuous

sexta-feira, 16 de março de 2012

Napalm Death: Definição Ampla de Grindcore



A frase que dá título a esse texto é uma citação do grande vocalista Mark "Barney" Greenway, e mesmo ele não sendo um membro fundador, é hoje uma das engrenagens principais que mantém a máquina de destruição sonora chamada Napalm Death, que desde 1987 nunca amaciou sua sonoridade e, mesmo acrescentando novos elementos, mantém o espírito brutal de sempre. O décimo-quarto álbum de estúdio está aí, e podemos sorrir e quebrar o pescoço bangueando, porque a podreira é de responsa!
Para situar os fãs, vale dizer que a banda não vive presa ao seu passado, ou seja, não espere um “Scum” Parte 2. Quem curtiu "Time Waits For No Slave" (2009), vai ver que as melodias apresentadas naquele trabalho são mantidas, e parece que as críticas feitas na época chegaram aos ouvidos do grupo inglês, porque "Utilitarian" mantém as experimentações, porém é muito mais brutal que seus antecessores.
Antes de mais nada acho que é dever geral citar o engajamento político deste trabalho. Na realidade é uma característica recorrente do grupo (vide a capa de Scum) temas como ética, meio ambiente e guerras.
O termo "Utilitário", resumidamente, pode ser encarado como a valorização moral das ações coletivas, o que é totalmente utópico na nossa sociedade, cada vez mais egocêntrica e individualista. Uma temática rica, que com certeza ajudou a despertar o ódio dos músicos. A propósito, quem completa essa formação ao lado de Barney é Mitch Harris, nas guitarras e backing vocals, um monstro das baquetas chamado Danny Herrera e o baixista multi-bandas, Shane Embury (na boa, como esse cara consegue participar de tanta banda boa como Brujeria, Lock up entre outras?)
A barreira entre o som podre e o mal gravado é muito estreita, e sabendo desse risco, a produção deste trabalho caiu nas mãos do cara certo, o que Russ Russel (Dimmu Borgir) fez vai servir de modelo para as próximas gravações! Ao mesmo tempo em que é executado um verdadeiro caos sonoro, todos os instrumentos soam cristalinos e audíveis. Parece um paradoxo, mas é de ficar boquiaberto.
E as músicas em si? Ah meu amigo, brutal, insano, caótico, desarmônico, sujo e violento! Para dizer o minimo! São mais ou menos 50 minutos de pura alegria para fãs dessa vertente mais extrema do Metal. Destaques? Qualquer uma! Mas vamos lá,  eu apontaria “Nom de Guerre”,  “Opposites Repellent” e  “Errors in the Signals”  que tem até aquela leve influência do Punk,  mas muito mais desgracento.
Recomendado é pouco. Eu diria que esse cd é obrigatório para qualquer Headbanger, em tempos que ainda foram lançados novos CDs do Aborted , Soulfly, Cannibal Corpse e Terrorizer, não há duvidas 2012 é o ano do fim do mundo!

Texto: Luiz Harley
Revisão/edição:Valdemar "Butcher"
Fotos:Divulgação

  
Ficha Técnica
Banda: Napalm Death
Álbum: Utilitarian
Ano: 2012
País: Inglaterra
Tipo: Grindcore
Gravadora/selo: Century Media Records

Formação
Mark “Barney” Greenway (Vocal)
Mitch Harris (Guitarra e Vocal)
Shane Embury( Baixo)
Danny Herrera(Bateria)

Tracklist
01 Circumspect
02 Errors In the Signals
03 Everyday Pox
04 Protection Racket
05 The Wolf I Feed
06 Quarantined
07 Fall on their Swords
08 Collision Course
09 Orders of Magnitude
10 Think Tank Trials
11 Blank Look About Face
12 Leper Colony
13 Nom de Guerre
14 Analysis Paralysist
15 Opposite Repellent
16 A Gag Reflex

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