Mostrando postagens com marcador Six Feet Under. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Six Feet Under. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Six Feet Under: Integridade Intacta



Meu conceito acerca do SIX FEET UNDER sempre foi bastante simplório: seria o CANNIBAL CORPSE hoje em dia, na concepção de Chris Barnes. E não falo isso de forma pejorativa. Até porque, prefiro o Chris ao George Fisher no CANNIBAL, mas isso é questão de gosto pessoal. O vocalista montou a banda assim que saiu de seu ex-grupo e desde então tem mantido uma boa média de lançamentos, sempre bastante consistentes. ‘Crypt Of The Devil’ não foge à regra de seus antecessores.




Aqui o que impera é o peso, as levadas carregadas de ‘groove’, vocais insanamente guturais que se contrapõem com gritos estridentes, e uma combinação de baixo/bateria extremamente intrincada. “Gruesome” abre despejando um rifferama pra bater cabeça; “Open Coffin Orgy” e “Broken Bottle Rape” seguem com palhetadas, blast-beats, refrões fortes, sendo “Broken...” mais direta e curta; “Break The Cross In Half” vem com partes cadenciadas e groove; “Lost Remains” é mais nervosa e com riffs cortantes; “Slit Wrists” segue o riscado das demais, palhetadas e mais groove; “Stab” começa intrincada (até mesmo lembrando CANNIBAL CORPSE), com levadas rápidas e blast-beats; já “The Night Bleeds” vem com umas paradinhas estratégicas e solos; “Compulsion To Brutalize” enfatiza o bom refrão, soca riffs hipnotizantes e andamentos arrastados; tendo como epílogo “Eternal In Darkness” que traz, também, palhetadas e um baixo bem saliente.



O álbum foi composto por Phil “Landphil” Hall (CANNABIS CORPSE, MUNICIPAL WASTE) ficando as letras a cargo do próprio Chris, obviamente. A temática das letras trata essencialmente do aspecto doentio da mente de um psicopata, suas origens, sentimentos, métodos, adentrando em uma área obscura da mente humana. Chris é mestre em materializar estas ideias. Além de Phil ter gravado a guitarra base e o baixo, foi recrutado para tocar bateria seu irmão Josh Hall, ficando a guitarra solo a cargo de Brandon Ellis (CANNABIS CORPSE, ARSIS). A bonita arte de capa foi feita por Mike Hrubovcak (AURORA BOREALIS, SINISTER, etc).



Apesar de mudar nada na sua sonoridade, o SIX FEET UNDER faz um trabalho honesto, em que o que se escuta é tão somente Death Metal, não em sua forma mais rápida e brutal, mas com bastante peso e groove. Quem curte uma banda nestes moldes terá bons momentos para curtir com ‘Crypt Of The Devil’. Eu fiquei satisfeito.



 

Texto: Marcello Camargo

 Edição/Revisão: Carlos Garcia

Lançamento: Metal Blade Records

Line Up:
Chris Barnes - vocals 
Steve Swanson-guitar 
Jeff Hughell-bass 
Marco Pitruzzella- drums


Acesse e saiba mais sobre a banda:

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Six Feet Under: Cada Vez Mais Podre e Agressivo


Six Feet Under muito mais que a banda de ex-Cannibal Corpse

Dois fatos muito curiosos percorrem a carreira do Six Feet Under: o primeiro é o de que já faz muito tempo que Chris Barnes se afastou do Cannibal Corpse, porém muita gente ainda se refere a ele como ex-vocalista da mesma, menosprezando os mais de vinte anos que sua banda principal já leva nas costas.

O segundo é que mesmo com 12 álbuns de estúdio, o SFU ainda é taxado como undeground e nunca atingiu o merecido status e reconhecimento que merece, sendo que no Death Metal essa é uma das bandas mais originais, pois tem a capacidade de injetar muitos grooves e elementos que vem direto do Rock & Roll clássico. Muitas bandas tentam essa fórmula, mas poucas tem resultados tão bons quanto esses caras aqui.

Chris Barnes, lenda do Death Metal norte-americano

Duvido muito que esse novo lançamento, “Undead” venha reverter isso.É uma pena, pois quem não ouvir esse novo trabalho vai deixar de curtir um dos trabalhos mais intensos dos caras.

De um tempo pra cá, Barnes e sua tropa de mortos vivos andaram meio ocupados. Primeiro foi o lançamento do denso e muito pesado “Death Rituals” (2008), dois anos depois é lançada a terceira parte do “Graveyard Classics”, onde são apresentados covers de músicas clássicas em versões matadoras e puramente Death. Sendo que após uma turnê e apresentações pelo mundo afora (Brasil incluso), é hora de uma reformulação. Sai o baixista Terry Butler (que foi para o Obituary) e o baterista Greg Gall, sendo substituídos por Matt DeVries e Kevin Talley. Além disso, é anexado ao grupo mais um guitarrista, Rob Arnold, que veio do Chimaria.

A banda já se apresentou no Brasil neste ano de 2012

As mudanças param por ai porque “Undead” vem firmar ainda mais a formula dos seus antecessores, desde da arte gráfica com um desenho geralmente simples, mas com muito simbolismo, até a parte sonora, que podemos afirmar que está um pouco mais técnica, não chegando ao nível de uma virtuose exagerada, mas uma audição mais criteriosa vai perceber arranjos mais elaborados, como na fantástica  “Frozen At The Moment of Death”.

Chris ainda é aquele urso raivoso que consegue ser reconhecido nos primeiros segundos de qualquer música e sabiamente ele andou explorando seus vocais de maneira muito segura desde a esporrenta “18 Days” até mesmo na mais sorumbática e melancólica “Blood On My Hands”.

Pelo titulo é possível perceber que as pérolas de poesia e lirismo estão intactas. Então regozije-se com as belas declarações de  “Formaldehyde” e  “Molest Dead”.

Sendo assim, se você já curtia SFU via adorar esse álbum, uma aula do chamado Death N’ Roll , agora se não conheces a banda aproveite esse lançamento e divirta-se quebrando o pescoço.

Texto: Luiz Harley
Revisão/edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica
Banda: Six Feet Under
Álbum: Undead
Ano: 2012
País: Estados Unidos
Tipo: Death Metal

Formação
Chris Barnes (Vocal)
Steve Swanson (Guitarra)
Rob Arnold (Guitarra)
Jeff Hughell (Baixo)
Kevin Talley (Bateria)



Tracklist
01. Frozen at the Moment of Death
02. Formaldehyde
03. 18 Days
04. Molest Dead
05. Blood on my Hands
06. Missing Victims
07. Reckless
08. Near Death Experience
09. The Scar
10. Delayed Combustion Device
11. Vampire Apocalypse
12. The Depths of Dep


Contatos

Confira a prévia do álbum