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sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Gojira: Apresentação única em São Paulo no dia 20/09


Os franceses do Gojira estão prestes a retornar ao Brasil para duas apresentações, sendo uma delas em São Paulo no dia 20 de setembro, no Carioca Club. É a segunda vez que o grupo aporta em território tupiniquim, sendo que na primeira a banda participou do Monsters Of Rock em 2013. Apesar da banda não ter lançado nenhum álbum novo desde então (seu trabalho mais recente é "L'enfant sauvage", de 2012), a apresentação na capital paulista tem um gosto especial. Este será o primeiro show da banda fora de um festival, uma vez que a outra apresentação de sua passagem pelo Brasil será no Rock In Rio, o que indica que possivelmente teremos um setlist maior.

O Gojira foi oficialmente formado em meados da década de 90, sob o nome Godzilla e assumindo a alcunha atual somente em 2001, quando foi lançado o Debut "Terra Incognita". A banda sempre destacou-se pela mescla criativa de elementos de Technical Death Metal, Groove, Prog e Thrash Metal, diferenciando-se desde seus primórdios e evoluindo sua sonoridade a cada novo trabalho de estúdio. Seu crescimento ascendente deixou a banda em grande evidência, sendo sempre mencionada como uma das grandes revelações do Metal nos últimos anos por veículos especializados. Mais importante que isso, o quarteto francês ganhou um enorme reconhecimento de seus ídolos também, sendo convidado para abrir uma turnê do Metallica em 2009. O guitarrista/vocalista Joe Duplantier também foi convidado para integrar o Cavalera Conspiracy, gravando os baixos do álbum que marcou o retorno da parceria entre os irmãos Max e Iggor com "Inflikted", de 2008.


Em 2012, lançaram o seu quinto disco de estúdio, o brilhante "L'enfant sauvage", muito bem recebido pelos fãs e aclamado pela imprensa como um dos melhores do ano. O álbum marcou a estreia da banda na Roadrunner Records e foi produzido por Josh Wilbur, conhecido por já ter trabalhado com bandas como Lamb Of God, Trivium, Crowbar, Trans-Siberian Orchestra e vários outros nomes conhecidos do cenário mundial. "L'enfant sauvage" representa um ponto de grande maturidade musical para uma banda que mantém a mesma formação há mais de uma década. Uma turnê bem-sucedida ainda resultou no CD/DVD ao vivo "Les enfants sauvages", lançado em março do ano passado.


Apesar de já estarem preparando seu próximo álbum de estúdio, com previsão de lançamento para 2016, a banda prepara-se para a turnê pela América do Sul que inclui dois shows no Brasil. O show em São Paulo ainda possui alguns ingressos disponíveis, sendo que o primeiro lote esgotou em apenas cinco dias de venda. Para a abertura da noite, contaremos com o Fúria Inc., banda paulista que está em evidência graças ao seu excelente álbum de estreia, "Murder Nature", lançado em 2014.


Confira o serviço completo do evento:

GOJIRA

Data: Sábado, 20 de Setembro

Local: Carioca Club

Endereço: Rua Cardeal Arcoverde, 2899, Pinheiros – São Paulo/SP

Informações: (11) 3168-9595

Abertura da casa: 18h

Banda de abertura: Furia Inc

Cartões: Visa, Mastercard, Elo, American Express e Dinners

Débito: Visa Electron, Maestro, Rede Shop

Censura: 16 anos

Vendas Online:

Pontos de vendas: Manifesto Bar

Manifesto Bar –


Não deixe de conferir o vídeo da apresentação do Gojira no Ressurection Fest 2014. Impossível conferir este vídeo e não ficar ansioso pela apresentação da banda!



Texto por: Tiago Alano

Revisão/edição: Renato Sanson

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Bloody Violence: Prontos para trucidar pescoços!

Na ativa desde 2013, o Bloody Violence é uma banda relativamente nova, mas que esbanja experiencia e profissionalismo, basta ouvir seu Debut "Divine Vermifuge", e todos os pensamentos de banda "nova" vão pelos ares. Recentemente voltaram de uma extensa turnê na Europa, e se preparam para tocar na 3° edição do "União Extrema Fest", que comemora os 7 anos do Road to Metal.

Para falar um pouco mais desta tour e das demais novidades da banda, falamos com o guitarrista Igor Dornelles.

Confira:


Road to Metal: Na constante busca pela descoberta de novos sons, há espaço para o perfeccionismo?

Igor Dornelles: Tentamos nos ater apenas na música e na importância que ela tem para nós. O perfeccionismo existe entre a gente porque faz parte de nossas personalidades fazer tudo da melhor maneira possível.

RtM: Mesmo depois de alguns anos de palco, alguns artistas narram o mesmo “friozinho na barriga” como nos primeiros shows. Com a Bloody Violence rolou esse frio na barriga nas apresentações internacionais?

Igor Dornelles: Isso é algo que aprendemos a conviver porque sofremos com isso em cada apresentação que realizamos, independentemente de onde seja visto que todo show é importante e damos nosso melhor em cada um deles. 

RtM: Ao ouvir (ler) a palavra “CLÁSSICO”, qual a primeira lembrança?

Igor Dornelles: Algo que é bom o suficiente em seu tempo para se tornar importante e apreciável no futuro. Se tratando de bandas, poderíamos citar Morbid Angel, Cannibal Corpse, Carcass etc.


RtM: De volta ao nosso hemisfério, qual a bagagem mais significante que a Bloody Violence trouxe dessa primeira tour europeia? 

Igor Dornelles: A música em si é só uma parte da coisa toda. O importante é a relação com as pessoas, profissionalismo e dedicação ao que se faz.

RtM: Durante a ‎Abusing Europe Tour 2015, a banda excursionou por vários países do continente europeu. Analisando o conjunto da obra, como foi a aceitação sonora das apresentações? Algum público em destaque?

Igor Dornelles: Os melhores shows aconteceram em Paris, Northeim e Mlada Boleslav. O público em geral reagiu de maneira como no Brasil. Como fazemos uma música não tradicional, a primeira reação sempre é de surpresa.

Leia nossa resenha do disco AQUI
RtM: Nessa primeira ida a Europa o Bloody Violence se apresentou como trio, sem o vocalista Cantídio Fontes. Como foram as apresentações nesse formato? 

Igor Dornelles: Nos preparamos da melhor maneira possível e o resultado foi excelente, além do que esperávamos. Conseguimos dividir o trabalho de cantar entre Israel e eu. E ele se saiu muito bem.

RtM: O Bloody Violence participou da 1° edição do União Extrema Fest, e agora retorna ao festival que já está em sua 3° edição, onde irão também comemorar os 7 anos do site Road to Metal. Qual a expectativa para esse show?

Igor Dornelles: É sempre bom tocar num festival bem organizado, que demonstra respeito com os músicos e público. No primeiro fest, tudo ocorreu bem, tivemos boas vendas de cd's e os outros shows foram muito divertidos. Estamos ansiosos para tocar novamente em São Leopoldo.

Bloody Violence na Europa!
RtM: Falando do recém lançado “Divine Vermifuge”. Como está sendo a aceitação do mesmo perante público e imprensa? E como foram as vendas do mesmo nos shows na Europa?

Igor Dornelles: Nosso som foge do tradicional. Logo, algumas pessoas gostam e outras nem tanto. Como qualquer coisa no final das contas. Tivemos uma ótima vendagem pela Europa, principalmente na França e República Tcheca.

RtM: É fato que vocês apresentam um som bastante técnico e abusivamente violento. Como é o processo criativo da banda? 

Igor Dornelles: Apresento o esqueleto das músicas para o restante do grupo e então as estruturamos de uma maneira que agrade a todos.


RtM: Para finalizar queria que falassem de suas influencias e deixassem uma mensagem aos leitores do Road to Metal.

Igor Dornelles: Ouvimos coisas diferentes o tempo todo. Da música erudita ao metal extremo. Do blues ao rock tradicional. Do jazz ao funk. Se tratando de bandas e compositores específicos, eu diria Psyopus, Viraemia, Schoenberg, Mahler entre outros.


Entrevista por: Uillian Vargas/Renato Sanson


Acesse e conheça mais a banda:


terça-feira, 5 de maio de 2015

Bloody Violence: Soando Como Uma Bomba Atômica!


Eis que o “full length” da banda Bloody Violence está calibrado e pronto para abrir fogo sem dó nem piedade. O trabalho recém-lançado foi batizado de “Devine Vermifuge”, trata-se de um álbum contendo oito faixas inéditas e nem bem esperou o EP “Obliterate” esfriar no caixão para dar as caras (curiosidade: pela definição da UK Albums Chart *: uma gravação conta como um álbum full length se ela tiver mais de quatro faixas ou pelo menos 25 minutos de duração). Uma verdadeira profusão de musicalidade, velocidade, técnica e groove (sim, groove).

Now I’m become death, the destroyer of worlds…
- Bhagavad Gita

A mesma frase citada nos ensinamentos hindus abre o “Divine Vermifuge”, porém dessa vez pronunciado por “J. Robert Oppenheimer”, um dos físicos que coordenou o “Projeto Manhatan”, em 1941. Oppenheimer ficou conhecido como: O pai da Bomba Atômica! E a citação que abre o disco sonoriza dor, pesar e arrependimento de quem viu sua criação servir à destruição.

Seleção (não) Natural

Neste clima denso e escuro as primeiras faixas do disco ilustram em notas e viradas, o quão pesado ele tem a intenção de ser (e cumpre perfeitamente com a proposta). Ainda não estamos falando das melodias!


Natural Selection developing new kinds of mutated species...” – (1- Lethal Nuclear Evil)

Cantídio Fontes (vocal) replica esse padrão amargo e pesado nas letras que compõem as oito músicas do disco. O que é mais letal de que uma bomba atômica, de alguns “mil megatons” explodindo sobre uma área povoada? Resposta: A ganância pelo poder, ganância pelo controle (do poder)! Embora as letras do disco disponham sobre mutações, explosões nucleares, destruição em massa, omissões e traições. Fica fácil transportar questões comportamentais, sociais e políticas para esse ambiente orquestrado pelo Technical Death Metal de “Divine Vermifuge”. Para deter tamanha injustiça desenfreada, vale apelar até para uma Dakini e que sua furiosa beleza possa lançar o desafio da justa punição aos impuros (se ela escutar o apelo, poucos irão sobrar)!


Se Simão falou, está falado.

Completando a beleza do que foi riscado no papel, existe o encaixe perfeito das melodias paridas por Igor Dornelles. Delegar palavras como pesado, rápido e brutal ao disco, seria como atear fogo às cinzas de um “disco voador” que caiu ao solo e incendiou no impacto (ainda que exista o que queimar nessa carcaça). Fica nítida a impressão de que houve preocupação uniforme durante as composições e mixagem de som. A bateria de Eduardo Polidori está muito bem marcada e traz um “gingado” diferenciado do Technical Death Metal tradicional. Claro, o que precisava ser feito, foi feito com sucesso. Mas ao ouvir, sentirás que há algo mais durante as execuções. Em alguns momentos exibe rapidez de um UFO em disparada no horizonte e em outros momentos a técnica e calma de um metódico serial killer em ação. Essa técnica pessoal, provavelmente nos deixe algumas pistas sobre um baterista de Death Metal que já visitou “outras escolas”, mas que está se saindo muito bem no estilo atual. Igor Dornelles, além de compor as melodias do disco, pilota uma “eight strings” com maestria. Isso fica claro no disco todo, mas é em “Putrid and Damned” que desde a intro até o último suspiro essa maestria não deixa nenhum questionamento em aberto: harmonia e agressividade, somadas à violência que o disco demanda.


E com esse cuidado que foi acometido ao disco, na hora de mixar, permite-nos ter acesso ao “Sava” e o seu baixo a qualquer instante no disco. Mas se quiser tirar a prova do que digo, basta prestar atenção no início da “The Faithmaker”, música que encerra MUITO BEM o álbum.

 Compassada, pesada e polêmica ela vem impregnada de um groove que a transforma totalmente após os 2 minutos. Junto com música (a esta altura já deves estar com o punho em riste e bangueando) surge um “sampler” fantasmagórico com voz feminina, que faz alegorias à chamados de abuso sexual. Na realidade, trata-se de um recorte de fala, de um documentário sobre “abuso sexual envolvendo ambientes religiosos” e de como a crença é usada de forma erronia (dentre muitas outras formas) por alguns líderes de cultos, para lograrem alguma vantagem sexual sobre os (as) fiéis.


Penetrate me with this finger, the finger of god...
-The Faithmaker

Mesmo com toda essa nova influência musical, não se pode deixar passar despercebida a influência dos mestres do passado (nem tão passado assim) nas composições: Cannibal Corpse, Dying Fetus e Nile!

Encerrando essa obra obscura, aparece a mão do Rafael Tavares na confecção da capa do disco. Como já é conhecido pelo estilo, Rafael se vale mais uma vez dessa brincadeira entre luzes e escuridão para compor a arte da capa. Boa parte da “cover” e é envolvida em escuridão, ao centro uma “entidade” (que se atribui santidade pelo fato de apresentar uma espécie de auréola em torno da cabeça) emanando tentáculo de si. Ao fundo há uma vegetação morta exibindo grandes espinhos e alguns humanoides cadavéricos espreitam a entidade. Seriam vítimas ou seguidores? De fato, a entidade, de olhos pálidos, traz um crânio nas mãos, lembra um crânio humano. Seria essa entidade o “Devine Vermifuge”? Não seria uma má ideia se um anti-helmíntico social e psicológico se abatesse sobre a sociedade em nível atômico, ao melhor estilo Bloody Violence.


Resenha por: Uillian Vargas
Revisão/edição: Renato Sanson


Formação:
Cantídio Fontes – Vocal e Letras;
Igor Dornelles – Guitarra (8 cordas) e composição das músicas;
Israel Savaris – Baixo;
Eduardo Polidori – Bateria;

Tracklist:
1 Letahl Nuclear Evil – 05:29
2 Lethal Nuclear Evil [Dyatlov Pass] – 06:49
3 Mother of the Dying – 03:59
4 Putrid and Damned – 04:00
5 Sky Burial – 05:12
6 Colares UFO Flap – 04:23
7 Overseers – 03:41
8 The Faithmaker 04:33

Embalagem: Digipack
Fotos: Chama Vídeos Independentes e Marina Bischof
Gravação: Estúdio Hurricane, POA-RS
Arte Capa: Rafael Tavares

Selos: Terceiro Mundo Chaos Discos, Rock Animal, Violent Records & Oneye Rec .


Ou entra no face da banda e fala direto com eles e tenta uma versão autografada!