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segunda-feira, 8 de junho de 2026

O MAIOR FESTIVAL DE METAL DO MUNDO ESTÁ DE VOLTA – 35 ANOS DE WACKEN

Por Cammy Marino e Nayara Sabino

O lendário Wacken Open Air 2026 já tem data marcada para celebrar sua histórica 35ª edição: de 29 de julho a 1º de agosto de 2026, na pequena vila de Wacken, na Alemanha, o verdadeiro templo do heavy metal.  

Mais de 85 mil metalheads do mundo inteiro vão invadir a Holy Ground para viver dias metal e uma das experiências mais épicas da música pesada. 

Em 2026, o festival abrigará oito palcos. O epicentro dos grandes shows continua sendo o Infield, onde ficam os imponentes Faster e Harder Stages. Logo ao lado do eixo principal, o público se divide entre o Louder Stage, os palcos W:E:T e Headbangers (na Bullhead City), o visual pós-apocalíptico do Wasteland, o clima folk-medieval do Wackinger Stage e o Welcome To The Jungle localizado no Camping Plaza. Toda essa experiência é suportada por uma estrutura bem equipada com comércios, bares, “supermercados”, postos médicos e banheiros para garantir o conforto dos headbangers.

E esse ano com melhorias incríveis para o público, tendo em vista as grandes tempestades que atingiram o festival ano passado. O festival investiu pesado na implementação de novas vias pavimentadas que ligam o público a área de show e campings, drenagem de solo trazendo mais conforto aos metalheads sem perder a essência de“Rain or Shine”!

Além disso, o Wacken lançou uma festa mundial com ativação em 35 países de forma simultânea! E na pré-party do Bangers Open Air tivemos a presença de Thomas Jensen, o CEO do festival! E nossa correspondente do Team Europe Cammy Marino estava lá conferindo tudo! O nosso editor-chefe, Gabriel Arruda também pode conhecer o co-fundador do Wacken no festival Bangers Open Air e estamos torcendo para que aconteça uma parceria com nosso festival Brazuca!

Wacken Press

Headliners de Peso e Estreias Imperdíveis:

Os palcos principais do festival trarão gigantes do rock e do metal. A noite de quinta-feira será dominada pela clássica banda de hard rock britânica, Def Leppard, uma das maiores estreias do ano no Holy Ground. A sexta-feira será comandada pelos veteranos da banda In Flames e pelos Deuses do Metal: Judas Priest. Para encerrar o sábado com chave de ouro e muito Power Metal, teremos o retorno da banda sueca Sabaton após 7 anos desde a última performance no festival e também banda alemã Powerwolf que prometem performances teatrais inesquecíveis.

Outra grande atração que vem gerando grande expectativa é o Arch Enemy. Esta será a primeira apresentação da banda no Wacken com a nova vocalista Lauren Hart, que assumiu os vocais em fevereiro de 2026 após a saída de Alissa White-Gluz. O guitarrista Michael Amott e seus companheiros prometem iniciar este novo capítulo da banda com um set avassalador.

A edição de 2026 também promete momentos de forte emoção, marcados por despedidas históricas: nossos conterrâneos do Sepultura, confirmaram sua última apresentação em festivais alemães na noite de sexta-feira, como parte de sua turnê de despedida global. Na mesma noite, a lendária banda alemã Running Wild, liderados por Rolf Kasparek, farão aquele que foi anunciado como o último show da história da banda, transformando a edição do Wacken de 2026 em um marco definitivo para o Heavy Metal.

Preparem o colete, a galocha e o pescoço — porque o Wacken 2026 promete entrar para a história.

Wacken Press

Serviço:

Local: Wacken, Alemanha - 29/07 a 01/08/2026

Ingressos: disponíveis no site oficial no valor de 351 Euros

https://www.wacken.com/en/tickets-shop/woa-2026-tickets/

Camping: Abertura 26 de julho e encerramento em 02 de agosto

Ingressos para campings especiais também disponíveis no site: https://www.metaltix.com/wacken-open-air-2026-tickets-5723.html?pk_vid=1ee9d302d94ca0481779747970f5af48#tour-2037

Transporte: Shuttle gratuito saindo da estação de trem de Itzehoe


“See you on the Holy Ground!”


quinta-feira, 9 de outubro de 2025

Cobertura de Show: Wacken Open Air – 02/08/2025 – Schleswig-Holten/GE

Rainning or Muddy – o tempestuoso último dia do Wacken

O público acordava cedo em uma manhã chuvosa, talvez os céus estivessem tristes pelo último dia de celebração dentro do Holy Ground. Desta vez não consegui participar do metal yoga, mas já tinha em mente shows épicos para o desfecho do festival.

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Destruction 13:45 Louder Stage

Destruction trouxe uma aula de thrash clássico sob chuva e lama. O setlist no Wacken 2025 foi implacável e certeiro: “Curse the Gods”, “Invincible Force”, “Nailed to the Cross”, “Mad Butcher”, “Life Without Sense”, “Diabolical”, “Total Desaster”, “No Kings No Masters”, “Destruction”, “Bestial Invasion” e “Thrash ’Til Death”.

Nayara Sabino

Os riffs vinham cortantes e precisos, o vocal rasgando sobre o som pesado como o melhor que o thrash metal tem a oferecer. O público, ainda acordando para a lama, foi arrastado sem alternativa — a energia é contagiante desde o primeiro acorde. Mesmo enfrentando um palco escorregadio, a banda manteve firmeza, e o mosh cresceu conforme as músicas mais pesadas subiam, criando conexão instantânea entre banda e plateia.

Nayara Sabino
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Floor Jansen 15:15 Harder Stage

A apresentação solo de Floor Jansen se destacou por sua versatilidade e repertório generoso. Ela trouxe canções de várias fases de sua carreira — After Forever, ReVamp, Nightwish e material solo — costurando momentos de intensidade com outros mais líricos.

Nayara Sabino

Destaques do show incluíram “Nemo”, “Spider Silk”, “Amaranth”, “Energize Me”, “7 Days to the Wolves”, “While Love Died” e “Face Your Demons”. Cada faixa trouxe um sabor diferente, mas todas unidas pela presença de palco impressionante de Floor, dominando o Harder Stage mesmo com chuva e vento.

A performance mostrou tanto a técnica vocal refinada quanto empatia com a plateia — momentos de silêncio entre músicas, abraços coletivos nas letras mais conhecidas e catarse quando ela subia no registro mais alto.

Nayara Sabino
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*W.A.S.P. 17:45 Harder Stage

Um show histórico: pela primeira vez na história, W.A.S.P. abriu o concerto já com“I Wanna Be Somebody”,  que veio em sequência de um solo de bateria do nosso caríssimo Aquiles Priester música que normalmente fecha shows, introduzindo imediatamente a energia que viria.

Nayara Sabino

Eles tocaram o álbum de estreia W.A.S.P. (1984) na íntegra, com músicas como “L.O.V.E. Machine”, “The Flame”, “B.A.D.”, “School Daze”, “Hellion”, “Sleeping (in the Fire)”, “On Your Knees”, “Tormentor” e “The Torture Never Stops”. Blackie Lawless anunciou que algumas dessas músicas provavelmente não serão mais tocadas ao vivo, tornando esse show uma despedida especial.

Nayara Sabino

O encore incluiu clássicos como “The Real Me”, “Forever Free”, “The Headless Children”, “Wild Child” e “Blind in Texas”. O Harder Stage tremeu com a entrega da banda e o público cantou cada refrão, lama e chuva transformadas em pura celebração.

Nayara Sabino
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*Within Temptation 19:15 Faster Stage

Within Temptation apresentou um setlist equilibrado entre clássicos e músicas recentes, incluindo “We Go to War”, “Bleed Out”, “Faster”, “In the Middle of the Night”, “Stand My Ground”, “Wireless”, “Shot in the Dark”, “Angels”, “Paradise (What About Us?)”, “Don’t Pray for Me”, “Supernova”, “Lost”, “The Reckoning” e encores como “Our Solemn Hour”, “Shed My Skin”, “Ice Queen” e “Mother Earth”.

*Wacken Press

Sharon den Adel comentou sobre o mundo estar menos empático antes de tocar “Stand My Ground”, conectando o público à mensagem de seu último álbum. Também destacou seu apoio à Ucrânia, mencionando a colaboração com o músico ucraniano Alex Yarmak e o videoclipe gravado em Kyiv, reforçando que a música pode ser ferramenta de mobilização e solidariedade.

*Wacken Press

O show combinou poderosas paisagens sonoras, sintetizadores e guitarras densas com momentos de emoção, reforçando o compromisso da banda com causas humanitárias e sociais.

*Wacken Press
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Gojira 21:00 Faster Stage

Gojira foi o concerto que me fez descobrir a banda ao vivo. O entrosamento dos membros era impressionante: riffs pesadíssimos, timbres graves que rasgavam o ar, pausas dramáticas e como o baterista que vos escreve, a bateria de Mario Duplantier, precisa e brutal, com fills complexos mesmo no palco lamacento.

Nayara Sabino

Músicas como “Stranded”, “Silvera” e “Flying Whales” foram destaque, cada uma reforçando a fusão entre técnica e impacto emocional. O público respondeu com entusiasmo, mesmo lutando contra a lama. Perdi minhas anotações nesse show, engolidas pelo chão enlameado — mas a energia e a intensidade ficaram gravadas na memória.

Nayara Sabino
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King Diamond 23:00 Louder Stage

O encerramento da noite não poderia ter sido mais teatral. King Diamond trouxe cenários macabros, iluminação dramática e vocal inconfundível. O setlist incluiu “Halloween”, “Sleepless Nights”, “Welcome Home” e outros clássicos. O público cantou em uníssono, vivendo cada refrão como ritual.

*Wacken Press

O palco refletiu o peso histórico de King, desde seus dias com o Mercyful Fate, e sua presença de palco magnética transformou o Louder Stage em um espetáculo de horror e heavy metal memorável.

*Wacken Press
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Machine Head 23:00 Faster Stage

Sob forte chuva, Machine Head dominou o encerramento do Faster Stage — verdadeiros mestres da noite. Em cada pausa entre músicas, eles tinham a plateia nas mãos, construindo tensão antes de explodir em riffs e grooves pesados.

O setlist incluiu “Imperium”, “Ten Ton Hammer”, “CHØKE ØN THE ASHES ØF YØUR HATE”, “Now We Die”, “Is There Anybody Out There?”, “ØUTSIDER”, “Locust”, “BØNESCRAPER”, “Declaration”, “Bulldozer”, “From This Day” e “Davidian”.

O som era denso e grave, mas claro, mesmo sob chuva e lama. Cada faixa foi executada com precisão e intensidade, culminando em “Davidian”, que encerrou o festival com fúria controlada e energia máxima.


Com toda a certeza o Wacken é e sempre será um festival único.

Não importa a chuva, a lama, o sol ou poeira da edição, sempre se entrega o melhor do heavy metal em rock n’ Roll no Holy Ground. Todos felizes e unidos pelo som que amam e fazem parte do seu dia a dia com seus artistas favoritos em momentos épicos. Mal posso esperar a edição 2026. 

Nayara Sabino

Texto: Lukka Leite

Fotos: Nayara Sabino (*exceto onde indicado)

Edição/Revisão: Gabriel Arruda 


Destruction – setlist: 

Curse the Gods

Invincible Force

Nailed to the Cross

Mad Butcher

Life Without Sense

Diabolical

Total Desaster

No Kings No Masters

Destruction

Bestial Invasion

Thrash 'Til Death


Floor Jansen – setlist: 

Wolf and Dog

Noise

Invincible

Storm

Spider Silk

Amaranth

Energize Me

7 Days to the Wolves

While Love Died

Face Your Demons

Nemo

Fire


W.A.S.P – setlist: 

I Wanna Be Somebody

L.O.V.E. Machine

The Flame

B.A.D.

School Daze

Hellion

Sleeping (in the Fire)

On Your Knees
o
Tormentor

The Torture Never Stops

Bis

The Real Me

Forever Free

The Headless Children

Wild Child

Blind in Texas


Within Temptation – setlist: 

We Go to War

Bleed Out

Faster

In the Middle of the Night

Stand My Ground

Wireless

Shot in the Dark

Angels

Paradise (What About Us?)

Don't Pray for Me

Supernova

Lost

The Reckoning

Bis

Our Solemn Hour

Shed My Skin
(with Annisokay) (Christoph Wieczorek)

Ice Queen

Mother Earth


Gojira – setlist: 

Only Pain

The Axe

Backbone

Stranded

Flying Whales

The Cell

From the Sky

Another World

Under the Sun/Every Day Comes and Goes (Black Sabbath cover)

Silvera

Mea culpa (com Marina Viotti)

The Chant

Amazonia

L'enfant sauvage

The Gift of Guilt


King Diamond – setlist: 

Arrival

A Mansion in Darkness

Halloween

Voodoo

Spider Lilly

Two Little Girls

Sleepless Nights

Welcome Home

The Invisible Guests

The Candle

Masquerade of Madness

Eye of the Witch

Burn

Bis

Abigail


Machine Head – setlist: 

Imperium

Ten Ton Hammer

CHØKE ØN THE ASHES ØF YØUR HATE

Now We Die

Is There Anybody Out There?

ØUTSIDER

Locust

BØNESCRAPER

Bulldozer

From This Day

Davidian

Bis 

Halo

quinta-feira, 18 de setembro de 2025

Cobertura de Show: Wacken Open Air – 01/08/2025 – Schleswig-Holten/GE

Cheguei (Lukka) ofegante, ainda me equilibrando na lama, quando o Forbidden iniciou seu ataque no Louder. Foi poderoso demais. Com Russ Anderson à frente, um verdadeiro mestre de palco, a banda fez questão de provar por que é uma das lendas do thrash da Bay Area. Sua voz rasgava o ar pesado, ora gutural, ora melódica, enquanto interagia com a plateia com aquela presença de quem carrega décadas de experiência. “Chalice of Blood”, “Step by Step” e “Twisted into Form” levantaram a galera sem dó, e mesmo atolados, todos respondiam com energia. Foi como estar numa aula de thrash, só que dentro da lama.

Nayara Sabino

Nayara Sabino
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Peyton Parrish – Harder

No Harder, vivi um dos momentos mais marcantes da tarde. Como fã, estava ansioso por esse show, e Peyton Parrish entregou muito além da expectativa. O público inteiro parecia transportado para os mundos de suas canções, que ecoaram como hinos vikings em meio à lama. Quando “Valhalla Calling Me”, eternizada em Assassin’s Creed Valhalla, começou, senti um arrepio daqueles que não vêm da chuva fria, mas da emoção coletiva. Vieram também músicas como “Ragnarök”, “Master of War” e outras peças com clima épico, conhecidas de séries e jogos, que transformaram o Holy Ground num ritual. Ali, a lama deixou de ser incômodo e virou cenário de batalha.

*Wacken Press

*Wacken Press
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Angel Witch – W.E.T. 

Logo depois, segui para o W.E.T. Stage, e lá estava o Angel Witch. Como fã, assistir a esses pioneiros da NWOBHM foi como viajar no tempo. Cada riff carregava a aura mágica e sombria do heavy metal britânico. O público, mesmo menor por causa do lamaçal, estava em transe. Clássicos como “Angel of Death”, “Atlantis” e o hino “Angel Witch” foram cantados em coro, atravessando o frio e o peso da lama. Foi hipnótico, quase ritualístico.

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Krokus – Faster 

Corri para o Faster, e ainda bem que consegui chegar a tempo. O Krokus, lenda suíça do hard rock, mostrou como atravessar gerações com riffs certeiros. Vieram clássicos como “Long Stick Goes Boom”, “Winning Man”, “Heatstrokes” e o emocionante “Screaming in the Night”, que fez a plateia cantar junto apesar da lama. Foi uma aula de rock direto e sem firulas, daqueles que aquecem o coração mesmo debaixo de chuva.

Nayara Sabino

Nayara Sabino

Nayara Sabino
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Dirkschneider – Harder

No Harder, foi hora de reverenciar uma lenda viva: Udo Dirkschneider. Como fã, ver esse gigante revisitar a era Accept foi emocionante de verdade. Ele trouxe hinos como “Fast as a Shark”, “Princess of the Dawn”, “Metal Heart” e “Balls to the Wall” com uma energia absurda. A voz continua implacável, e sua presença de palco é quase marcial. O público, de todas as idades, cantava em coro, como se fosse uma missa metálica. Estar ali, atolado na lama, mas gritando juntos a  cada refrão… foi um daqueles momentos que se carregam para sempre.

Nayara Sabino

Nayara Sabino
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Fear Factory – Louder 

No Louder, o clima virou distópico com o Fear Factory. O peso industrial soava perfeito na noite fria e lamacenta. A cada batida de “Shock”, “Replica”, “Demanufacture” e “Zero Signal”, parecia que o chão do Holy Ground vibrava como uma máquina enferrujada tentando resistir à tempestade. Foi brutal e intenso, daqueles shows que grudam na memória.

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Papa Roach – Faster 

Já mais à noite, no Faster, o Papa Roach explodiu energia. O público, que vinha enfrentando lama e frio o dia todo, se soltou de vez. Vieram músicas como “Getting Away with Murder”, “Scars” e o hino absoluto “Last Resort”, que virou um grito coletivo. A chuva deu uma trégua nesse momento, e parecia que o Holy Ground inteiro pulava junto, transformando a lama em um detalhe irrelevante.

*Wacken Press

*Wacken Press
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The Boomtown Rats – Louder

Enquanto a banda Papa Roach se apresentava no Faster, no palco Louder, a banda irlandesa The Boomtown Rats performava com o irreverente e extremamente carismático, Bob Geldof. Comemorando os 50 anos da banda, o show foi uma grande surpresa! Que experiência maravilhosa! Abrindo o show com a clássica e energética “Rat Trap”, a banda rapidamente conquistou a plateia, que respondeu com entusiasmo cantando e dançando ao som da banda. 

A setlist passou entre clássicos como “Like Clockwork”, “Someone’s Looking at You” e “She’s So Modern”, intercalados com momentos de maior intensidade, como “Neon Heart” e “Against the World”. Logo após a animadíssima Someone's Looking At You, era possível ouvir ao Papa Roach tocando e Geldof logo disse: “can you tell them to shut the f*ck up?” arrancando risos e gritos animados da plateia continuando com “on a night like this, I deserve to get pissed once or twice” com o piano dando introdução à clássica “I Don’t Like Mondays”  onde a apresentação atingiu seu ápice. A plateia cantava a plenos pulmões a cada verso e no meio da música, enquanto era audível ao Papa Roach performando a um cover de “Changes” do Black Sabbath, Bob deu um discurso super necessário arrancando aplausos da platéia onde ele fez menção aos horrores das guerras atuais que estão ocorrendo na Palestina e Ucrânia. Geldof é conhecido por seu ativismo humanitário e foi um dos fundadores do grande festival Live Aid que ocorreu em 1985 com o intuito de arrecadar fundos para combater a fome na Etiópia e em outras regiões da África. Consolidando o poder da música como ferramenta de mobilização social.

Nayara Sabino

Nayara Sabino

Nayara Sabino

Nayara Sabino
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The Hellacopters – Louder 

Esse foi o ponto alto para mim. No Louder, o The Hellacopters, banda que eu mais aguardava, fez jus a toda expectativa. Desde os anos 90, esses suecos trazem aquele garage rock cheio de pegada, e no Wacken entregaram um setlist que foi pura dinamite: “Toys and Flavors”, “Carry Me Home”, “Hopeless Case of a Kid in Denial” e o épico “By the Grace of God” incendiaram a noite. Como fã, foi uma catarse completa — cantei, gritei e pulei sem pensar em lama, frio ou dor nas pernas. Foi o show da noite para mim, sem sombra de dúvida.

*Lukka Leite
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Dimmu Borgir – Louder 

No palco Harder, o Dimmu Borgir entregou uma performance monumental que reafirmou seu posto como um dos maiores nomes do black metal sinfônico. O setlist foi pensado para atravessar toda a trajetória da banda, misturando clássicos, raridades e a força das composições mais recentes.

A abertura com “Moonchild Domain” e “Puritania” foi devastadora, mergulhando o público imediatamente na intensidade sombria e teatral do grupo. A sequência trouxe a grandiosidade épica de “Interdimensional Summit” e “Gateways”, que mostraram o lado mais moderno e sinfônico da banda, enquanto “The Serpentine Offering” manteve a atmosfera ritualística e carregada de dramaticidade.

Para os fãs de longa data, a noite foi especial: “In Death’s Embrace” e “Grotesquery Conceiled (Within Measureless Magic)” resgataram o peso das primeiras fases da banda, com destaque também para “Stormblåst”, que arrancou gritos nostálgicos da plateia. O momento mais surpreendente veio com “Cataclysm Children”, executada pela primeira vez desde 2014, recebida com entusiasmo e emoção pelos presentes.

Na reta final, “The Insight and the Catharsis” abriu caminho para o grandioso clímax: “Progenies of the Great Apocalypse”, que transformou o Harder Stage em um espetáculo sinfônico de pura imponência, seguido por “Mourning Palace”, encerrando a apresentação em tom de catarse coletiva.

Entre cenários sombrios, vocais imponentes de Shagrath e a precisão cirúrgica da banda, o show do Dimmu Borgir foi um dos momentos mais memoráveis do terceiro dia do festival — uma celebração de peso, atmosfera e teatralidade que só eles sabem oferecer.

Nayara Sabino

Nayara Sabino

Nayara Sabino
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Bad Loverz – Faster 

Encerrando a madrugada no Faster, os Bad Loverz fizeram uma festa que ninguém queria que acabasse. Com chuva voltando a cair, eles retribuíram com uma sequência de covers cheia de energia: “Livin’ On a Prayer”, tema de Pokémon em alemão, “Paranoid”, “Song 2”, “Hypa Hypa”, o maior rickroll da história com “Never Gonna Give You Up”, e “Smells Like Teen Spirit”. Foi diversão pura, uma explosão que fez todo mundo esquecer o peso do dia e sair sorrindo.

Nayara Sabino

Nayara Sabino
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Conclusão

O Holy Ground testou a resistência, mas também entregou recompensas únicas. A lama virou parte do espetáculo, o público não recuou, e cada show teve sua identidade. Para mim, os momentos mais intensos foram os das bandas que acompanho como fã — Peyton Parrish, Angel Witch, Dirkschneider e The Hellacopters — que tocaram fundo na alma. O terceiro dia foi duro, épico e inesquecível.



Fotos: Nayara Sabino (*exceto onde indicado)

Edição/Revisão: Gabriel Arruda


Forbidden – setlist:

Infinite

Out of Body (Out of Mind)

March into Fire

Twisted into Form

Forbidden Evil

Divided by Zero

Step by Step

Through Eyes of Glass

Chalice of Blood


Angel Witch – setlist:

Atlantis

Death From Andromeda

Dead Sea Scrolls

White Witch

Sorceress

Dr. Phibes

Angel of Death

Angel Witch


Krokus – setlist:

Headhunter

Long Stick Goes Boom

Stayed Awake All Night (Bachman–Turner Overdrive cover)

Rock 'n' Roll Tonight

Winning Man

Hoodoo Woman

Eat the Rich

Fire

Rockin' in the Free World (Neil Young cover)

Easy Rocker

Bedside Radio

Heatstrokes

Screaming in the Night

Live for the Action


Dirkschneider – setlist:

Fast as a Shark

Living for Tonite

Midnight Mover

***Balls to the Wall***

Balls to the Wall

London Leatherboys

Fight It Back

Head Over Heels

Losing More Than You've Ever Had

Love Child

Turn Me On

Losers and Winners

Guardian of the Night

Winterdreams (com Doro Pesch)

Bis

Princess of the Dawn

Up to the Limit

Burning


Fear Factory – setlist:

Demanufacture

Self Bias Resistor

Zero Signal

Replica

New Breed

Dog Day Sunrise (Head of David cover)

Body Hammer

Flashpoint

H-K (Hunter-Killer)

Pisschrist

A Therapy for Pain

Linchpin


Papa Roach – setlist:

Even If It Kills Me

Blood Brothers

Dead Cell

...To Be Loved

Kill the Noise

Getting Away With Murder

California Love (2Pac cover) 

Liar

Forever / In the End / Changes

Leave a Light On (Talk Away the Dark)

Scars

BRAINDEAD

Help

Born for Greatness

Bis

Between Angels and Insects

Infest

Blind / My Own Summer (Shove It) / Break Stuff / Chop Suey

Last Resort


The Boomtown Rats – setlist:

Rat Trap

(I Never Loved) Eva Braun

Like Clockwork

Neon Heart

(She's Gonna) Do You In

Someone's Looking at You

I Don't Like Mondays

Against the World

She's So Modern

Diamond Smiles

The Boomtown Rats


The Hellacopters – setlist:

Token Apologies

Sometimes I Don't Know

Carry Me Home

Born Broke

Stay With You

Toys and Flavors

Everything's on T.V.

Wrong Face On

So Sorry I Could Die

By the Grace of God

The Devil Stole the Beat From the Lord

Baby Borderline

Soulseller

Leave a Mark

Bis 

In the Sign of the Octopus (The Robots cover)

Eyes of Oblivion

I'm in the Band

(Gotta Get Some Action) Now!


Dimmu Borgir – setlist:

Moonchild Domain

Puritania

Interdimensional Summit

Gateways

The Serpentine Offering

In Death's Embrace

Grotesquery Conceiled (Within Measureless Magic)

Stormblåst

Council of Wolves and Snakes

Cataclysm Children

The Insight and the Catharsis

Progenies of the Great Apocalypse

Mourning Palace


Bad Loverz – setlist:

The Look (Roxette cover)

Song 2 (Blur cover)

Never Gonna Give You Up (Rick Astley cover)

Pokémon Theme (Jason Paige cover)

Major Tom (Völlig losgelöst) (Peter Schilling cover)

Paranoid (Black Sabbath cover)

Hangover (Taio Cruz cover)

Livin' on a Prayer (Bon Jovi cover)

Hypa Hypa (Electric Callboy cover)

Angels (Robbie Williams cover)

quinta-feira, 4 de setembro de 2025

Cobertura de Show: Wacken Open Air – 31/07/2025 – Schleswig-Holten/GE

Sob Céus Tranquilos, Sons Pesados: O 31 de Julho no Wacken Open Air


Metal Yoga: Atrações Fora dos Palcos

Antes mesmo das primeiras guitarras soarem, o dia no Wacken já começa com energia. Às 11h da manhã, a personal trainer Sophie Watcher lidera uma sessão de exercícios aeróbicos em grupo. Essa atividade se tornou uma tradição curiosa e divertida do festival: dezenas de headbangers se reúnem para alongar, pular e aquecer o corpo, preparando-se para as longas horas de música intensa que seguem.

A cena é quase surreal — jaquetas de couro, camisetas pretas e botas pesadas dividem espaço com movimentos de ginástica coletiva — mas traduz bem o espírito do evento: união, resistência e celebração.

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Metal Battle – Descobertas do Underground (Headbangers Stage)

Um dos momentos mais marcantes do dia veio do Metal Battle, no Headbangers Stage, vitrine essencial para revelar novos talentos do metal mundial. Entre as apresentações, uma grata surpresa foi a banda chinesa de power metal Eternal Power.

Com irreverência, energia contagiante e execução precisa, o grupo transformou seus 20 minutos de palco em uma celebração épica. Faixas como “Chasing Your Dream” e “Salvation” evidenciaram o potencial da cena metálica chinesa, mostrando que o país tem, agora, um representante de peso no heavy metal global.

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Skyline (Harder Stage) – A Tradição da Abertura

Já conhecida do público, a banda Skyline cumpriu mais uma vez seu papel de dar as boas-vindas oficiais ao festival. Com um repertório recheado de covers icônicos, o grupo levou o público a viajar por diferentes eras do rock e do metal.

Músicas como “Stricken” (Disturbed), “Fool for Your Loving” (Whitesnake), “You’ve Got Another Thing Coming” (Judas Priest) e “In the End” (Linkin Park) fizeram o público cantar em uníssono, provando a diversidade de gerações presentes no Wacken. O ponto alto, como sempre, foi a execução da clássica “This Is W.O.A.”, verdadeiro hino do festival.

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Grave Digger – 45 Anos de História no Palco do Wacken (Harder Stage)

Se havia um show que já carregava o peso da história antes mesmo das primeiras notas, esse era o do Grave Digger. Celebrando 45 anos de estrada, a banda mostrou por que é considerada um dos pilares do heavy metal europeu.

Sob o comando do carismático Chris Boltendahl, eterno frontman, a apresentação foi uma verdadeira viagem pela carreira da banda. O setlist incluiu clássicos como “Rebellion (The Clans Are Marching)”, “Valhalla”, “Dark of the Sun” e encerrou de forma apoteótica com “Heavy Metal Breakdown”. A participação de Uwe Lulis, retornando após 25 anos, e de Jamiro Boltendahl, filho do vocalista, tornou o momento ainda mais memorável.

Nayara Sabino

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Nayara Sabino
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Clawfinger – Lendas do Rap-Metal (Louder Stage)

Nascida na Suécia no início dos anos 1990, Clawfinger é pioneira do rap-metal europeu, conhecida pela mistura agressiva de guitarras pesadas com vocal rap feroz e letras politizadas. O show foi pura energia, com clássicos como “Nothing Going On” e “Recipe for Hate”, mantendo a plateia completamente envolvida do início ao fim.

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Ministry – Industrial Implacável (Louder Stage)

Formada em Chicago em 1981 por Al Jourgensen, Ministry é uma das bandas pioneiras do industrial metal. Evoluindo do synth-pop para sonoridades pesadas e sampleadas, a banda apresentou faixas históricas como “Hail to His Majesty (Peasants)”, “N.W.O.”, “Psalm 69” e “Just One Fix”.

O que se viu foi uma parede sonora industrial e implacável, com batidas eletrônicas e guitarras afiadas que hipnotizaram os fãs e geraram headbanging em estado puro.

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Krisiun – Brutalidade e Técnica Extrema (W.E.T Stage)

Krisiun, trindade do death metal brasileiro formada em 1990, apresentou um show especial tocando apenas músicas de seus três primeiros álbuns: “Black Force Domain” (1995), “Apocalyptic Revelation” (1998) e “Conquerors of Armageddon” (2000).

A intensidade foi sufocante: riffs velocíssimos, solos devastadores e drumsolo apoteótico de Max Kolesne levaram os fãs ao limite, consolidando um clima de respeito absoluto e visceral.

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Guns N’ Roses – Estreantes Lendários (Harder Stage)

O clímax do dia estava reservado para Guns N’ Roses, que subiu ao palco principal às 20h35 para uma performance histórica de mais de 3 horas — o show mais longo já registrado no Wacken.

O setlist atravessou todas as fases da banda: “Welcome to the Jungle”, “Mr. Brownstone”, “You Could Be Mine”, “Estranged”, baladas como “November Rain” e “Patience”, e a explosão final com “Nightrain” e “Paradise City”.

Houve ainda homenagens especiais: “Sabbath Bloody Sabbath”, “Never Say Die” (Black Sabbath), “Thunder and Lightning” (Thin Lizzy) e “Human Being” (New York Dolls), tornando a apresentação inesquecível.

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Natureza Selvagem – Um Desfecho Único

E, como se não bastasse a intensidade musical, a natureza decidiu marcar presença: após o encerramento do show, uma tempestade com relâmpagos impressionantes caiu sobre o festival, obrigando evacuação parcial dos acampamentos por motivos de segurança.

Um desfecho dramático e épico, digno da grandiosidade vivida nos palcos — algo que só poderia acontecer em um festival de heavy metal como o Wacken.



Fotos: Wacken Press / Nayara Sabino (Grave Digger)

Edição/Revisão: Gabriel Arruda 


Skyline – setlist:

Hold On

Running Back to You

Under the Radar

Stricken (Disturbed cover)

Dream Engine

Fool for Your Loving (Whitesnake cover)

You've Got Another Thing Comin' (Judas Priest cover)

Human Monster

In the End (Linkin Park cover)

Fireball
 
This Is W:O:A


Grave Digger – setlist:

Twilight of the Gods

The Grave Dancer

Kingdom of Skulls

Under My Flag

Valhalla

The Curse of Jacques

The Dark of the Sun

The Devils Serenade

Back to the Roots

Excalibur (participação especial de Uwe Lulis)

Rebellion (The Clans Are Marching) (participação especial de Uwe Lulis e Jamiro Boltendahl)

Heavy Metal Breakdown


Clawfinger - setlist:

Burn in Hell

Nothing Going On

Scum

Rosegrove

Warfair

Catch Me

Undone

Out to Get Me

Ball & Chain

Two Sides

Recipe for Hate

Hold Your Head Up

The Price We Pay

Biggest & the Best

The Truth

Do What I Say


Ministry - setlist:

Thieves

The Missing

Deity

Rio Grande Blood

LiesLiesLies

Goddamn White Trash

Alert Level

Burning Inside

Stigmata

N.W.O.

Just One Fix

Jesus Built My Hotrod

So What


Krisiun - setlist: 

Kings of Killing

Ravager

Endless Madness Descends

Scourge of the Enthroned

Hatred Inherit

Messiah's Abomination

Blood of Lions

Conquerors of Armageddon

Descending Abomination


Guns N' Roses – setlist:

Welcome to the Jungle

Bad Obsession

Mr. Brownstone

Chinese Democracy

Live and Let Die

Yesterdays

It's So Easy

Civil War

Used to Love Her

Slither (Velvet Revolver cover)

Never Say Die (Black Sabbath cover)

Sabbath Bloody Sabbath (Black Sabbath cover)

Shadow of Your Love

You Could Be Mine

Estranged

Double Talkin' Jive

Hard Skool

The General

Thunder and Lightning (Thin Lizzy cover) 

Coma

Absurd

Rocket Queen

Knockin' on Heaven's Door

Sweet Child o' Mine

November Rain

Sorry

Patience

Human Being (New York Dolls cover)

Nightrain

Paradise City