quarta-feira, 10 de março de 2010

Duplo Ao Vivo Clássico e a Coroação do Epica



Neste mundo globalizado e altamente digital em que vivemos, tem se tornado muitas vezes mais fácil uma banda pequena e emergente receber reconhecimento ao redor do mundo fazendo um som mais inovador, e, dentro do Metal, respeitando o estilo.

Muitas conseguem sua coroação no cenário mundial quando conseguem lançar um álbum ao vivo duplo, juntamente com DVD e toda a produção que as grandes gravadoras podem oferecer. Porém, quando a banda ousa e resolve colocar uma orquestra, com certeza paramos para saber mais desse grupo.

O Metallica que começou com isso em 1999 (com o “S & M”), mas outras bandas já haviam acrescentado sons orquestrados e de música clássica em suas canções, mas geralmente limitadas ao estúdio.

Muitas outras bandas, de vários tipos de Metal também tentaram isso. A banda holandesa Epica não podia deixar de tentar e ano passado deu um belo presente aos fãs de seu Metal Sinfônico, o duplo ao vivo orquestrado “Classical Conspiracy” (2009).

O álbum gravado na Hungria com a orquestra de Miskolc segue o estrondoso sucesso do álbum “Divine Conspiracy” (2007) (confira resenha do último lançamento da banda neste blog) e traz canções de todos os apenas três discos da banda, numa interpretação perfeita da banda, nos fazendo sentir como se estivéssemos assistindo (ou melhor, ouvindo) uma apresentação de música clássica, mas, claro, com guitarras e tudo o mais que faz o Metal da banda.

Simone Simmons (vocal) esta demais e se coloca como uma das vocalistas de referência não apenas no Metal, mas para todos que entendem um pouco de técnicas de vocais. Para os leigos no assunto, sua voz cai como a de um anjo. Perfeita.

Os demais integrantes, como membros reais de uma orquestra, tocam simetricamente clássicos da banda como “Chasing the Dragon”, “Never Enough” e “Consign to Oblivion”.

Entretanto, no primeiro cd a banda, juntamente com a Orquestra de Miskolc interpretam cássicos da música erudita e Clássica, como “Adagio”, “Dies Irae” (de Wagner) e “Presto”. Confesso que não sou muito conhecedor desse tipo de música, mas quero que alguém me contrarie se dizer que a execução e escolha das canções foram perfeitas.

Não podia deixar passar em branco um disco de tamanha grandessa desse grupo emergendo que surge não faz nem uma década. Além disso, a banda está vindo ao Brasil pela primeira vez, tocando em 4 capitais (Porto Alegre, Curitiba, São Paulo e Belo Horizonte) no mês de abril, tendo como abertura a banda gaúcha Tierramystica.

Aos fãs da banda, que já conhecem o álbum, sabem o que digo. Para quem ainda não ouviu, vale a pena ter o prazer de ver mais essa bela e perfeita união do Metal com música Clássica e Orquestrada.

Stay on the Road

Texto: EddieHead

Ficha Técnica

Banda: Epica
Álbum: The Classical Conspiracy
Ano: 2009
Tipo: Metal Sinfônico
País: Holanda

Formação

Simone Simons (vocais, soprano)
Mark Jansen (guitarra, vocais guturais)
Coen Janssen (Piano e sintetizadores)
Isaac Delahaye (guitarra)
Yves Huts (baixo)
Ariën Van Weesenbeek (bateria)



Tracklist

CD 1
1. "Palladium"
2. "Dies Irae" (from "Requiem")
3. "Ombra Mai Fu" (from "Xerxes")
4. "Adagio" (from "New World Symphony")
5. "Spider-Man Medley"
6. "Presto" (from "The Four Seasons (Vivaldi)")
7. "Montagues and Capulets" (from "Romeo and Juliet")
8. "The Imperial March" (from "Star Wars Episode V")
9. "Stabat Mater Dolorosa" (from "Stabat Mater")
10. "Unholy Trinity"
11. "In the Hall of the Mountain King" (from "Peer Gynt")
12. "Pirates of the Caribbean Medley" (European release only)
13. "Indigo"
14. "The Last Crusade"
15. "Sensorium"
16. "Quietus"
17. "Chasing the Dragon"
18. "Feint"

CD 2
1. "Never Enough"
2. "Beyond Belief"
3. "Cry for the Moon"
4. "Safeguard to Paradise"
5. "Blank Infinity"
6. "Living a Lie"
7. "The Phantom Agony"
8. "Sancta Terra"
9. "Illusive Consensus"
10. "Consign to Oblivion

Clássicos Ao Vivo: O Primeiro Registro ao Vivo Dos Pais do Metal



1982 provavelmente seja um ano muito distante para muitos que lerem esta resenha mais de caráter de homenagem aos pais do Heavy Metal, o Black Sabbath. Este mesmo que escreve nem nascido era quando o quarteto surgido em Birmingham, Inglaterra, resolvem (com pressão intensa da gravadora e dos fãs) lançar seu primeiro material ao vivo oficial.

Alguns anos antes rodava mundo à fora “Live at Last” (1973) gravado na turnê do álbum “Vol. 4” (1972) que contava com a banda no auge, ainda tendo como membros Ozzy Osbourne nos vocais e Bill Ward nas baquetas. Porém, segundo muitas fontes e a própria banda, esse lançamento foi contra a vontade da banda e idealizado por um antigo empresário detentor das fitas. Somente décadas depois, o álbum recebe remasterização e sai em formato oficial.

Mas, aqui vamos tratar do “primeiro”, com a banda já com mais de uma década e com sua terceira formação, na época com Ronnie James Dio (vocal) e Vinnie Appice (bateria), fechando o time os fundadores da banda Geezer Butler (baixo) e Tony Iommi (guitarra). As gravações foram realizadas durante a turnê norte-americana, com faixas de vários shows.

O álbum “Live Evil” (1982), cujo título e capa muito apropriados (reparem que a capa representa vários “seres” retratados em canções da banda), marca a turnê do álbum “Mob Rules” (1981), o primeiro com Appice nas baquetas e segundo com Dio detonando nos vocais.

Já homenageamos aqui “Heaven and Hell” (1980), álbum em que Dio estréia (vide matéria neste blog) na banda, depois de sair do novo grupo de Ritchie Blackmore (ex-Deep Purple) Rainbow.

A aceitação foi imensa e a banda seguiu seu rume enquanto Ozzy Osbourne também ia muito bem na sua carreira solo. Assim, com a turnê do álbum seguinte, sai este ótimo ao vivo que contembla praticamente todos os discos da banda até então.

É muito interessante ver a nova formação interpretando clássicos absolutos como “Iron Man”, “N.I.B.”, “Paranoid”, “War Pigs”, “Children of the Grave” e, claro, “Black Sabbath”. Particularmente, sou fã do vocal do Dio e dessas, talvez apenas “Paranoid” não tenha ficado legal.

Da fase da época, uma mescla entre os dois álbuns dessa nova década, com destaque para “Mob Rules”, “Neon Knights”, “Children of the Sea” e “Heaven and Hell”. Obviamente faltaram ótimas composições como “Die Young” (do disco de 1980) e “Sabbath Bloody Sabbath” (do quinto álbum da banda).

Porém, como tudo que é bom dura pouco, a banda recebe um balde de água fria quando Dio se desentendem com Iommi durante a mixagem do álbum, ocasionando a saída do vocalista que leva junto o batera, indicado por ele para entrar na banda. Segundo Iommi, Dio queria seu vocal mais alto que os demais instrumentos. Iommi, claro, não aceitou. E, o que Dio nega, o vocalista teria alterado às escondidas e sua alteração foi a que acabou sendo impressa no disco.

A partir daí, a banda começaria sua fase de troca constante de músicos, tendo grandes nomes na banda, como Ian Gillan (Deep Purple), Glen Hughes (Deep Purple), Eric Singer (Kiss), entre tantos outros nomes conhecidos e desconhecidos.

Esse disco marca essa fase que culminaria com a volta dos dois músicos e o álbum “Dehumanizer” (1992) exatamente uma década depois deste álbum. Tal retorno não duraria, sendo retomada as atividades com Dio e Appice apenas em 2006, quando o grupo volta com o nome Heaven and Hell e abarcando apenas músicas da fase Dio, inclusive lançando um álbum inédito (que por anos se falava que seria com a formação original) em 2008 (você pode ver resenha desse álbum e de outro ao vivo neste blog).

Essa é uma singela homenagem à esse belo ao vivo, além de votos de melhora a Dio, que esta lutando contra um câncer. Longa vida aos pais do Metal!

Stay on the Road

Texto: EddieHead

Ficha Técnica

Banda: Black Sabbath
Álbum: Live Evil
Ano: 1982
Tipo: Heavy Metal
País: Inglaterra


Formação


Tony Iommi (Guitarra)
Geezer Butler (Baixo)
Ronnie James Dio (Vocal)
Vinnie Appice (Bateria)

Tracklist

01 - E5150
02 - Neon Knights
03 - N.I.B.
04 - Children of the Sea
05 - Voodoo
06 - Black Sabbath
07 - War Pigs
08 - Iron Man
09 - The Mob Rules
10 - Heaven and Hell
11 - Sign of the Southern Cross
12 - Paranoid
13 - Children of the Grave
14 - Fluff

segunda-feira, 8 de março de 2010

3º Edição do Nightfall in South Festival Com Grandes Atrações



Pelo terceiro ano consecutivo, Ijuí, noroeste do Rio Grande do Sul, apresenta o Nightfall in South Festival, oportunidade de um evento que abrange vários estilos dentro do Metal e reúne pessoas de todo o interior do estado gaúcho.

A terceira edição ocorrerá dia 02 de abril no Teatro do Sesc. O grande diferencial dessa edição são os grandes nomes do Metal nacional que se farão presentes: Tierramystica e Hangar, além da banda local Excellence que está lançando seu primeiro disco completo (com o nome de e tem sido alvos de ótimas críticas e tocando regularmente em muitas cidades do interior do estado.

A atração principal é a banda Hangar, oriunda de Porto Alegre e que desde 1997 toca com extrema qualidade, sendo mais conhecida após a entrada de seu baterista Aquiles Priest no Angra, ficando nessa banda até o ano passado, mas não abandonando a Hangar, que em 2009 lançou o disco inédito “Infallible”, agora com novo vocalista, a banda sai na turnê “The Infallible Tour”, sendo a primeira a ter ônibus próprio, podendo levar a mesma produção para qualquer lugar onde tocarem.

Tierramystica esta para lançar seu primeiro disco completo, “A New Horizon”, enquanto se preparam para abrir os shows da turnê Brasiléia de quatro shows da banda muito esperada Epica. Aliás, a apresentação do grupo no Nightfall será a última antes do show do dia 07 de abril em Porto Alegre que dá inicio a turnê nacional do Epica.

Abaixo a divulgação oficial do evento organizado por Débora Reoly e a banda Excellence que a Road to Metal acompanhará e trará uma resenha desses grandes shows!!!

Galera, com imenso prazer gostaríamos de convidá-los para o super show que Excellence e Nightfall trazem a Ijuí:

HANGAR + TIERRAMYSTICA + EXCELLENCELocal: Teatro do SESC Ijuí
Dia: 02/04/2010 (sexta-feira, feriado)
Horário: 21:00 (pontualmente)
Ingressos: R$ 15,00 (100 primeiros) - R$ 18,00 (250 restantes)

Ingressos à venda na Cia da Música e na CD Lândia (Ijuí)

Apoio: Cia da Música, Emball, Hotel Vera Cruz, Unijuí FM, CD Lândia, Yázigi.

PS: No dia do show estaremos recebendo alimentos não-perecíveis que serão doados a entidades sociais. Faça sua contribuição voluntária levando um quilo de alimento não-perecível e ajude quem precisa!

E é isto aí então. Nos vemos lá!

domingo, 7 de março de 2010

E O Metallica Esteve Por Aqui...


O ano de 2010, à exemplo de 2008 (quando o Iron Maiden voltou à Porto Alegre), ficará para sempre marcado pela passagem de um dos, senão o maior, grupo de Heavy Metal da história: Metallica.

A banda esteve no final de janeiro em São Paulo (com dois shows) e Porto Alegre (show que abriu a passagem deles no Brasil), apresentando a World Magnetic Tour 2009-2010 em todo o seu esplendor do verdadeiro retorno da banda ao Metal, já que desde 2003 (com o estranhíssimo “St. Anger”) a banda não lançava nenhum material inédito de qualidade como fizera em 2008 com “Death Magnetic”.

Além de estar com material inédito com toda a energia que a banda pode oferecer aos fãs, e da volta de solos de guitarra do mestre Kirk Hammet, nessa turnê os caras resolveram deixar de lado os sons dos álbuns menos expressivos (pelo menos aos fãs de Metal) como o já citado de 2003, “Load” (1996) e “Reload”(1997) (este aqui contando apenas com uma faixa, variando de um show ao outro), e caíram de cabeça nos cinco primeiros álbuns, à saber “Kill’em All” (1983) (tocando músicas como “Motorbreath” e “Seek and Destroy”), “Rid the Lightning” (1984) (com a faixa título, “Fade to Black, “Creeping Death” e “For Whom the Bells Told”), “Master of Puppets” (1985) (“Battery” e faixa título), “...And Justice For All” (1988) (com “One”, “Blackned”, “Dyers Eve” e “Harvester Of Sorrow”) e, por fim, o maior clássico popular da banda, o “Black Album” (1991) (com “Nothing Else Matters”, “Enter Sandman” e “Sad But True”).

Falaremos aqui mais sobre o show da banda em Porto Alegre (a resenha do show você encontra neste blog em breve), que contou com 26 mil fãs pirados no Parque Condor para verem a banda novamente depois de 11 anos. Obviamente, para grande parte daquelas pessoas, seria a primeira vez que ouviriam um dos pais do Thrash Metal.

Pessoas de todas as partes do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e até mesmo Paraná se deslocaram para a capital gaúcha para acompanhar o Metallica no seu primeiro dos três shows que realizariam aqui nessa que esta sendo a segunda maior turnê d abanda em toda a sua carreira, afinal, estão tocando à quase dois anos sem parar, tocando em países e cidades pela primeira vez.

Do noroeste do estado partiram dois ônibus levando cerca de 70 fãs da banda e várias outras pessoas foram de carro ou mesmo ônibus, esperando dias na fila. Entre eles, Rafael Antunes, da pequena cidade de São Luiz Gonzaga, que há anos canta Metallica em sua banda, tendo inclusive tatuagem com o logo do Metallica.

Para ele, o ponto alto do show foi “o solo do Kirk, que os caras jogaram a imagem de lua na Les Paul e em seguida rolou Nothing Else Matters”. Sendo um grande fã do grupo, diz escutar a banda desde 1997 e não pode ir no show de 1999. Mas, em compensação, achou o set list “perfeito! Até Phantom Lord, mas se tivesse rolado Fuel e Unforgiven, teria ficado 200%”.

O grupo no show em Porto Alegre optou por tocar “Memory Remains”, ao invés de “Fuel”, música mais rápida e que quase sempre consta nas turnês desde 1997. Rafael conta que o público “recebeu bem música, soando mais pesado que o normal”.
Finaliza dizendo que o “som estava muito bom”, o que era um medo de muitos fãs, afinal, show a céu aberto geralmente apresenta graves problemas de som (tudo depende também da produtora).

Mateus Fiuzza, um dos colaboradores deste Blog, também esteve no show e, embora sinta que o “James não está nem perto do seu auge, como vocalista, o Metallica está longe de terminar...”.

Entre os pontos altos da apresentação, continua, esta em ouvir “Creeping Death, For Whom the Bells tolls e Ride the Lightning... uma paulada atrás da outra, é algo espetacular...”.

Mas, se não bastasse o show do Metallica, como abertura em Porto Alegre, a banda local Hibria deu um show a parte, tocando para 26 mil pessoas, sendo que muitas ainda não conheciam o som da banda, mesmo eles tendo tocado ultimamente pelo Brasil e, especialmente, pela Europa e Ásia, inclusive abrindo em novembro passado para o Megadeth em Nagoya, no Japão, no maior festival de Metal do país (vide matéria sobre aqui no blog).

Hibria, embora com apenas dois álbuns lançados, é um dos grupos nacionais da nova geração do Metal que mais tem se destacado no mundo todo, inclusive tendo sido eleitos o 10º melhor show no Japão em 2009.

Metallica mostrou com o lançamento do magnífico “Death Magnetic” (2008), uma turnê com mais de 120 shows, e a passagem pelo Brasil e América do Sul (depois do cancelamento da turnê que passaria por aqui em 2004) de que eles novamente stão no topo da cena Metal, não deixando a desejar e calando a boca de muitos que julgavam que a banda estivesse morte. Se estava, agora podemos acreditar em ressurreição!

Metal Up Your Ass

Texto: EddieHead

Fotos: do site Poa Show

O set-list

Creeping Death
For Whom The Bell Tolls
Ride The Lightning
The Memory Remains
Fade To Black
That Was Just Your Life
The End Of The Line
The Day That Never Comes
Sad But True
Cyanide
One
Master Of Puppets
Battery
Nothing Else Matters
Enter Sandman

Die, Die My Darling
Phantom Lord
Seek and Destroy

sábado, 6 de março de 2010

Rage: Metal Rápido e Grudento




Depois de um álbum mais tradicional, com riffs mais pesado e não tão rápidos, a banda alemã Rage volta com mais um disco inédito, com os dois pés no Power Metal que se consagrou em fazer, ousando mais uma vez em técnica e na organização das músicas.

“Strings to a Web” (2010) traz de novo a mascote da banda agora como uma aranha. A capa não é original, e o som buscou mesclar a originalidade de álbuns como “Speak to the dead” (2006) e os clássicos da banda que desde metade da década de 80 gravam albuns de Heavy Metal e Power Metal.

Este disco também marca a consolidação definitiva da nova formação (que conta com André Hilgers na bateria desde 2007) e uma evolução em relação a ela do disco anterior “Carved in Stone” (2008) (veja resenha neste blog). Além disso, traz novamente elementos mais progressivos e os refrões marcantes que só o triocomandado or Peavy Wagner (baixo e vocal) sabe fazer.

São 14 faixas e dentro delas a saga “Empty Hollow”: música dividida em cinco partes e trazendo a atmosfera que a banda utiliza com orquestra. É o ponto alto da banda no álbum, ao misturar orquestra, peso e melodia.

Destaques para “Edge of Darkness” que abre o dsico rápida e com refrão grudento. “Into the Light” inicia com riffs do incrível Victor Smolski (Guitarra). “Saviour of the Dead” é pesada e tem uma levada mais Thrsh Metal em certas partes. “Hellgirl” é para bater a cabeça sem compromisso e colcoar no som do carro enquanto você sai com seus amigos encher a cara.

“Through Ages” é a balada acústica do álbum, sendo seguida pela última faixa “Tomorrow Never Comes” que fecha bem o álbum.

Este já é o 18º álbum de estúdio da banda que, mesmo apenas com o baixista e vocalista da formação original, criou um estilo prórpio ao longo desses 25 anos que os colocou como referência principalemnte quando o assunto é o chamado Power Metal com pitadas de progressivo e Thrash Metal.

Stay on the Road

Texto: EddieHead

Ficha Técnica

Banda: Rage
Álbum: String to a Web
Ano: 2010
Tipo: Power Metal
País: Alemanha

Formação

Peavy Wagner (Vocal e Baixo)
Victor Smolski (Guitarra e Teclados)
André Hilgers (Bateria)



Tracklist

01 – Edge of Darkness
02 – Hunter and Prey
03 – Into the Light
04 – The Beggar’s of Last Dime
05 – Empty Hollow
06 – Empty Hollow II: String to a Web
07 - Empty Hollow III: Fatal Grace
08 - Empty Hollow IV: Connected
09- Empty Hollow V: Reprise
10 – Saviour of the Dead
11 – Hellgirl
12 – Purified
13 – Through Ages
14 – Tomorrow Never Comes

sexta-feira, 5 de março de 2010

Dark Tranquility Sempre Mesclando Agressividade e Melodia



É com muito prazer quando bandas de qualidade inconstestável como Dark Tranquility lançam material inédito e só aumentam seus atributos, não deixando a desejar em relação à trabalhos anteriores.

Obviamente que sempre há aqueles que preferem os primeiros discos da banda, mas este que vos escreve toma a partir de 2000 a evolução indiscutível da banda suéca.

Os caras estão de volta depois de “Fiction” (2007). Um ano depois lançam uma coletânea com algumas inéditas e versões cover (sem muita novidade), “A Closer End” (2008), além do duplo ao vivo ano passado “Where Death is Most Alive” (2009) (vide resenha neste blog). Em 2010 apontam com o álbum “We Are the Void” (2010).

Nesse disco, a banda continua com seu Thrash Metal/Death Metal Melódico, desta vez com o vocalista Mikael Stanne gritando mais e abusando de agudos, deixando de lado (com exceção de “Iridium”, que fecha o disco) os vocais limpos e caindo de cara no peso e rapidez.

Os elementos sonoros eletrônicos e piano de Martin Brändström, também se fazem presente, como não podia deixar de ser. Você os percebe e de forma agradável (sem abuso) em “in My Absence”, “The Grandest Accusation” e “Her Silent Language”.

A coesão da banda é incrível, mesclando os elementos do death metal, indo pelo Progressivo e Gótico, além dos efeitos eletrônicos. A dupla de guitarra Niklas Sundin e Martin Henriksson conseguiram tirar um dos seus melhores ritmos na banda.

Ao longo das 11 faixas, também se destcam o baterista Anders Jivarp e baixista Daniel Antonsson que colocam muito peso ao som da banda.

Destaques para “At The Point of Ignition”, cujo inicio já mostra que se trata da banda responsável por clássicos como “Monocromatic Stains” e “There In”. Além dessa, “The Fatalist” é a melhor do álbum e a que mais pega o espírito de todo o disco.

Na verdade, toda sas faixas são ótimas, dentro do que se espera quando o assunto é Dark Tranquility, esta banda que é o primeiro nome que vem à cabeça quando se fala em peso e melodia, usando vocais guturais, riffs de guitarra marcantes, bateria e baixo simultâneos e fortes e, claro, elementos eletrônicos, que muitas bandas tem medo de utilizar, mas esses suecos não e jamais devem abandoná-los.

Stay on the Road

Texto: EddieHead

Ficha Técnica

Banda: Dark Tranquility
Álbum: We Are the Void
Ano: 2010
Tipo: Death Metal
País: Suécia

Formação

Mikael Stanne (Vocal)
Niklas Sundin (Guitarra Líder)
Martin Henriksson (Guitarra Ritmica)
Anders Jivarp (Bateria)
Martin Brändström (Electronicos/Piano)
Daniel Antonsson (Baixo)



Tracklist

01 - Dream Oblivion
02 – Shadow in Our Blodd
03 – The Fatalist
04 – In My Absence
05 – The Grandest Accusation
06 – At The Point of Ignition
07 – Her Silent Language
08 – Arkhangelsk
09 – I Am The Void
10 – Surface The Infinite
11 - Iridium