terça-feira, 21 de setembro de 2010

Cradle of Filth: "Lillith Immaculate" Dá Mostra do Nono Álbum


A banda inglesa que está sendo considerada a mais bem sucedida da cena inglesa desde Iron Maiden está de volta.



O Cradle of Filth, que vem de anos de muita dedicação ao Black/Gothic Metal Sinfônico numa série de álbuns e turnês, prepara para novembro deste ano seu nono álbum de estúdio, o intitulado “Darkly, Darkly Vênus Aversa” (2010).

Para já ir colocando os fãs em atenção, a exemplo do que se tem feito ultimamente (bandas como Iron Maiden e Therion fizeram isso), liberaram uma “amostra grátis” de uma das novas músicas, a infame “Lilith Immaculate” em seu site.



A temática do disco remete à Lilith, a esposa de Adão e sua maldição. Passará o conceito por vários “fatos” históricos, como os Templários e a Mitologia Grega.



Em referência a música, temos nada mais que uma canção do Cradle of Filth. Nenhuma novidade, exceto pelo grande peso e agressividade de música, distante bastante dos “hits” que o grupo emplaca em singles e vídeo clipes. Talvez até por isso a banda não tenha lançado um single da música, mas apenas disponibilizado ela on line.

Obviamente que os músicos, especialmente o líder e uma das figuras mais vistas da cena Dani Filth, estão dizendo que o álbum é sua obra-prima, o melhor da carreira, que irá chocar e tudo o mais que já estamos acostumados.

Pela “amostra”, o grupo está exagerando. Porém, fico esperançoso que o disco mantenha a qualidade de “Lilith Immaculate”, o que já seria de se tirar o chapéu. Peso nas músicas, rapaziada, isso que às vezes falta ao grupo formado por Paul Allender e James McIlroy (guitarras), David Pybus (baixo), Martin Skaroupka (bateria) e Ashley Ellyllon (teclados) , e o nanico Dani.



Vá conferindo a música para ir se preparando. A banda se apresenta no Brasil em dezembro, em São Paulo (18/12) e Porto Alegre (19/12), já divulgando o novo álbum.

Stay on the Road

Texto: EddieHead

Ficha Técnica

Banda: Cradle of Filth
Single: Lilith Immaculate
Ano: 2010
País: Inglaterra
Tipo: Gothic Metal/Black Metal Sinfônico
Link: Lillith Immaculate



Formação

Dani Filth (Vocal)
Paul Allender (Guitarra)
James McIlroy (Guitarra)
David Pybus (Baixo)
Martin Skaroupka (Bateria)
Ashley Ellyllon (Teclados)

Tracklist

01 – Lilith Immaculate

Enquetes: Que Pensar da Possível Volta do Black Sabbath Original?


Birmingham, Inglaterra. Finais dos anos 60, quatro jovens resolvem acrescentar um peso jamais visto no Blues da época. Riffs marcantes, letras que não falavam de paz e amor, mas davam os sinais do fim dos tempos, bateria rápida e um baixo muito grave para um grupo hippie qualquer.

Surge o Black Sabbath (antes chamado Earth, mas mudou de nome devido à direitos autorais) e, graças a ele, o Heavy Metal. Se não fosse pelo quarteto formado por Tony Iommi (Guitarra), Geezer Butler (Baixo), Ozzy Osbourne (Vocal) e Bill Ward (Bateria), talvez não estaríamos curtindo os mais variados tipos de Metal.



Você que tem acompanhado o blog tem percebido as matérias especiais (a última parte será postada aqui em breve) acerca de toda a trajetória da banda que este ano completou 4 décadas desde seu primeiro lançamento.

Este texto traz os resultados da enquete que buscou saber o que a galera do Road to Metal pensa sobre a possível volta da formação original do Black Sabbath.



Estimulados especialmente após a morte de Dio e o fim do Heaven and Hell (Black Sabbath cuja formação executava apenas músicas da fase Dio), começaram a correr boatos de uma possível reunião (mais intensa e significativa do que aquela no fim da década passada).

Assim, ora Ozzy Osbourne, ora Bill Ward (membros que estão fora do Sabbath) começaram a insinuar que só estariam esperando um “ok” de Geezer e Iommi para que pudessem gravar o derradeiro álbum final desses deuses do Metal.

Obviamente que a perda recente de Dio abalou em muito a estrutura de Geezer e Iommi, tendo este último inclusive declarado que perdera o interesse em tocar e que indefinidamente não pensa em voltar aos palcos. O primeiro foi o último a se manifestar, dizendo que uma parte de si se foi junto com Dio (além de companheiros de banda, eram melhores amigos).



Tudo isso para deixar claro que a volta ainda continua um sonho, embora mais próximo.

Mas e os internautas, o que acharam?



Para que entendamos as porcentagens, é preciso que saibamos que cada opção, quando votada e ao final da enquete, constará a porcentagem em relação ao total de votos, e não à 100%. Por exemplo: se tivemos ao total 20 votos, e determinada opção recebeu 10 destes 20, contamos a porcentagem de 50%.

Todas as sete opções receberam pelo menos um voto. Ao total, 33 pessoas deixaram sua opinião através da enquete.

O primeiro lugar ficou com a opção “O derradeiro e clássico final!”, contando com 24% dos votos, o que mostra que boa parte espera um dos maiores clássicos do Metal caso o quarteto resolva voltar ao estúdio.

Logo atrás, e que denota a importância de Dio para os fãs, a opção “Apenas porque Dio Morreu!” contabilizou 21% dos votos. Assim, uma grande parcela acredita que o grupo não falaria em reunião se Dio estivesse vivo e o Heaven and Hell na ativa.



Empatado com a opção anterior, “A volta do século!” mostra que há mais gente apostando que ainda resta algo ao Black Sabbath para deixar ao mundo do que estes deveriam se aposentar.

Em terceiro lugar, “Volta caça-niqueis!” faz uma crítica à banda, de que o retorno se daria em vias de publicidade apenas (sabemos que Ozzy e Iommi vivem discutindo, embora sempre digam que são amigos), e não pelo desejo de uma volta às origens. A opção contou com 12% do total de votos.

Empatados em quarto lugar, as opções “Black Sabbath é Ozzy e Ward!” e “Black Sabbath já era!” aponta o antagonismo entre aqueles que vêem a formação orginal do Sabbath como a verdadeira banda e aqueles que pensam que o grupo já fez o que podia e que restaria descansar em paz. Ambas opções contaram com 9% dos votos totais.



Por fim, 3% votaram em “Estava na hora!”, afinal, desde quando o grupo voltou a excursionar juntos novamente em 1998 e algumas vezes nos anos seguintes, se falava em um disco inédito, que nunca viu a luz do dia. Quem sabe agora...

Mais uma enquete bastante votada. Ficamos contentes que a galera que acompanhe deixe sua opinião não apenas com comentários, mas também participando das enquetes.

Fiquem de olho na quarta e última matéria especial sobre o Black Sabbath e nas próximas enquetes. Valeu!

Texto: EddieHead

domingo, 19 de setembro de 2010

Lendas do Metal: Martin Birch O Produtor das Maiores Bandas

Esta é a segunda postagem da seção “Lendas do Metal”. Em cada postagem, será referido algum nome de músico ou pessoas envolvidas (produtores, repórteres, etc) do Metal mundial e que merecem um espaço dedicado à homenagens aqui no Road to Metal.

A sessão Lendas do Metal deste mês traz algo um pouco diferente do que estamos acostumados a esperar. Pensamos que seria interessante apontarmos alguém que seja uma importante figura do Metal mundial mas que não necessariamente seja um músico.



O primeiro nome que veio á cabeça fora do produtor e engenheiro de som Martin Birch, pelo simples fato de ter sido o produtor dos maiores nomes do Rock e Heavy Metal, citando os principais Deep Purple, Rainbow, Whitesnake, Iron Maiden e Black Sabbath.

O inglês, que já não atua mais como produtor há quase 20 anos, tendo sido seu derradeiro final a produção do mega clássico “Fear of the Dark” dos ingleses do Iron Maiden (que deram os apelidos de “Farmer' e “Live animal'), tem no seu currículo alguns dos maiores discos do Heavy Metal da história, como “Heaven and Hell” (1980) e “Mob Rules” (1981) do Black Sabbath.

No Iron Maiden, foi o produtor de todos os álbuns, desde “Killers” (1981) até 1992, quando se aposentou alegando estar cansado de trabalhar com isso.



A lista de álbuns em que meteu as mãos e ouvidos é imensa. Além dos já citados clássicos, com Deep Purple esteve presente em nada menos que 11 álbuns, entre estúdio e ao vivo, seja como produtor, engenheiro ou mixando. Entre os clássicos, “Deep Purple in Rock” (1970), “Machine Head” (1972) e “Burn” (1974).

Já com o Rainbow, assinou a produção/engenharia/mixagem do debut da banda em 1975, assim como “Rising” (1976) e “Long Live Rock’n Roll” (1976), entre outros.

Outra lendária banda em que esteve muito presente fora com Whitesnake. Nada menos que 9 discos em que trabalhou, num período seis anos. Teve uma passagem rápida (como ocorrera no Sabbath) pelo Blue Öyster Cult nos anos de 1981 e 1982, produzindo dois discos.

Curioso que embora não seja um músico da cena, tocou violão no álbum “Mystery of Me” (1973) do grupo On Fleetwood Mac's.

Abaixo você pode conferir o link para a página do Wikipédia versão inglês em que consta todas as produções e participação dessa lenda que hoje aposentada, mas que é um dos maiores nomes do Rock e Metal quando o assunto é produzir álbuns, além de ter sido um cara de muita competência e “sorte’ de poder assinar os maiores clássicos do Metal.

Stay on the Road

Texto: EddieHead

Confira toda as produções de Martin Birch: Martin Birch

sábado, 18 de setembro de 2010

SITRA AHRA: Padrão THERION de qualidade







17 de setembro, saiu finalmente o novo Therion. Mais um grande lançamento, aguardadíssimo pelos fãs. 2010 tem sido bem generoso.

Sitra Ahra é o décimo-terceiro trabalho de estúdio da banda Suéca, capitaneada pelo seu criador e mentor Christofer Johnsson e encerra a quadrilogia iniciada com Deggial, seguida por Lemuria e Sirius B.

Mais uma vez a parte lírica foi escrita pelo parceiro inseparável de Cris, Thomas Karlsson e também marca a estréia de um line-up reformulado, já que, segundo o guitarrista e líder, queria explorar novos horizontes e teria que trabalhar com pessoas diferentes das que já vinha trabalhando.

Gostaria de destacar também a voz peculiar e teatral de Snowy Shaw, uma verdadeira "figuraça" do Metal, com uma performance de palco impressionante, mais um vez presente. As vocalistas Linnéa Vikström e Lori Lewis, as quais tem timbres que me agradam bastante e se completam, possuindo a capacidade de variar bastante, fugindo dos líricos tradicionais e a estréia do guitarrista argentino Christian Vidal.


Já nas primeiras audições percebe-se que ali está o Therion que aprendemos a conhecer e admirar, que moldou uma característica, um estilo todo próprio no Metal, algo que só os grandes conseguem, e faz com que se tornem referência.

Com músicas mais sombrias, explorando ainda mais intensamente o trabalho vocal e orquestral, sendo que, faixa por faixa descobrimos várias surpresas no que se refere a instrumentos e sonoridades. Ouça, por exemplo, a faixa Land of Canaan, com seus mais de 10 minutos, uma verdadeira viagem climática e sonora!

Alguns podem sentir falta de mais faixas do estilo Blood of Kingu, mais rápidas e agressivas (tem a curta faixa "Din", que possui vocais guturais e tem um andamento puxado para o Metal mais extremo e "Kali Yuga III", que, talvez, mais se aproxime daquela linha), mas isso não significa que a audição pode se tornar maçante porque o CD é mais homogêneo, mais sombrio, com andamentos mais lentos e orquestrais, pelo contrário, a banda continua fazendo um som intrigante, original e que transmite várias emoções.

Impossível comentar faixa a faixa, pois aí a matéria seria enorme, citarei algumas que se destacaram após a segunda audição, e um álbum do Therion vamos descobrindo após várias audições, então, é complicado, mas lá vai: Introducing:Sitra Ahra, Kings of Edom, Hellequin,Kali Yuga III e Land of Canaan!

Sobre parte lírica sempre foi um ponto extremamente cuidado pela banda e este álbum prometia ser um dos mais, senão o mais sombrio já feito por eles.
Por tocar em temas relacionados a religião, ocultismo e filosofia draconiana, da qual vários membros e colaboradores da banda são seguidores.

Uma das idéias principais da Dragon Rouge (Ordem fundada na Suécia em 89, cujo um dos fundadores é o próprio Thomas Karlson) em grande parte parecida com as teorias da Thelema, é que as pessoas só usam pouco mais de uma fração daquilo que realmente são capazes. Em seus rituais eles tentam supostamente quebrar essas barreiras e revelar esse lado desconhecido. Carl Jung é o mais importante psicólogo para o grupo, sendo a psicologia muito importante para a Ordem.

Temas que sempre despertam opiniões contraditórias, e o Therion, inclusive, é a unica banda de Heavy Metal a ter uma nota de repúdio editado pelo Vaticano (assunto que causou certa polêmica, porém, não dá para se levar a sério o Vaticano, que a toda hora lança seu repúdio ou contestação a alguma coisa, e o tema acabou meio que caindo no esquecimento depois).

Significados de algumas faixas:

Kings of Edom: refere-se à estrela de 11 pontas que sempre aparece nos discos do Therion, que representa o reino qliphótico, os 11 reis que representam as 11 qliphoth da Árvore da Morte;

The Shells Are Open: refere-se às qliphoth novamente, à abertura dos reinos qliphóticos, à iniciação qliphótica;

Cú Chulainn: refere-se ao semideus e guerreiro celta/irlandês, sendo um arquétipo da esfera de Marte;

Din: refere-se à esfera de Geburah, à sephira correspondente à Marte, por vezes traduzida como “julgamento”, “justiça”, “força”;


Sobre a capa de Sitra Ahra, descrevo abaixo um texto do escritor Adriano Monteiro, estudioso de ocultismo:


A Árvore que aparece na ilustração é a Árvore qliphótica, de maneira invertida. A esfera da Árvore que está em primeiro plano é a qlipha Thaumiel (na Árvore da Vida é a sephira Kether). A “flor” que surge da qlipha Thaumiel é uma flor e é uma concha (o que significa “qlipha”); como flor representa o chacra Sunya, que está além do chacra da coroa (Sahashara);

Como concha representa a própria qlipha Thaumiel. Dessa “concha-flor” o que surge é uma pedra bruta conhecida como Diamante Negro, que é uma outra representação do chacra negro Sunya. Sunya é o Vazio que Tudo contém e é chamado também de Olho do Dragão, Olho de Lúcifer e Olho de Shiva, que quando aberto significa a destruição de toda Ilusão do universo manifestado para a assimilação e experiência do Real, e representa também o Pralaya, a dissolução, a Noite em seu sentido metafísico espiritual.


Toda idolatria (através da adoração ou simples menção de nomes de santos ou divindades, que, digamos, ofusquem a luz de Deus) é um portal para a Sitra Ahra, o lado negativo. E através do uso deste tipo de poder tão negativo, duas coisas ocorrem: o mundo é espiritualmente rebaixado e a força vital desta idolatria nutre e vitaliza também a própria pessoa, que então recebe esta força vital como um fluxo que provém das várias câmaras espirituais da sitra ahra!


* Christofer Johnsson – guitar, keyboards
* Christian Vidal - guitar
* Nalle "Grizzly" Påhlsson – bass guitar
* Johan Koleberg – drums
* Thomas Vikström – vocals

* Snowy Shaw – vocals
* Linnéa Vikström – vocals
* Lori Lewis – vocals

* Thomas Karlsson – lyrics
* Thomas Ewerhard – cover artwork


Chaos, Magick, Fire, Death - We call upon thy mighty forces
Chaos, Magick, Fire, Death - We're coming closer Sitra Ahra
Chaos, Magick, Fire, Death - We call upon thy mighty forces
Chaos, Magick, Fire, Death - We're coming, take us SITRA AHRA

SET LIST

01 - Introduction: Sitra Ahra
02 - Kings of Edom
03 - Unguentum Sabbati
04 - Land of Canaan
05 - Hellequin
06 - 2012
07 - Cu Chulainn
08 - Kali Yuga III
09 - The Shells Are Open
10 - Din
11 - Children of The Stone: After The Inquis





sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Torture Squad no Equilíbrio do Thrash Metal


Um dos maiores ícones do Metal nacional, Torture Squad voltou a assombrar o mundo do Thrash/Death Metal com seu novo trabalho chamado “Aequilibrium” (2010).



Com quase 20 anos de história, a banda paulista, surgida em 1993, foi aos poucos conquistando seu lugar de grande nome de Thrash Metal nacional.

Porém, só na última década passou a receber a devida atenção, ainda que mereça maior reconhecimento dentro de eu próprio país. O grupo venceu o Metal Battle e tocou no Wacken Open Air, maior festival de Metal do mundo, tendo como premiação a distribuição de seus discos na Europa pela Wacken Records.



Até o novo disco, foram 5 álbuns de estúdio, que marcam a carreira dos brasileiros com muito suor e sangue.

“Aequilibrium” (2010) marca mais um passo na evolução do Torture Squad, pois além de ser um disco com o característico Thrash Metal agressivo, que beira em certos momentos o Death Metal, traz a estréia da nova formação em estúdio, contando agora com Augusto Lopes nas guitarras substituindo Maurício Nogueira, Vitor Rodrigues (vocal), Castor (baixo) e Amilcar Christófaro (bateria).



O álbum conta com 9 músicas inéditas, mais a regravação para a clássica “Unholly Spell”, do álbum homônimo de 2003. Temos peso e agressividade em grandes doses nas músicas (exceto a instrumental “Last Tunes Blues”), destacando “Raise Your Horns” (riffs de guitarra empolgante, ritmo marcando muito bem), “Generation Dead” que inicia com um riff de guitarra ecoando que dá um clima pesado e inicia muito bem o álbum, além de “Storms” que quebra tudo. Também ficou ótima “174”, que mostra que o grupo consegue transpor os limites do Thrash Metal.



Vale destacar a grande capacidade dos músicos em executar um som pesado e empolgante. Não temos aqui apenas agressividade nas canções, mas riffs, letras, batidas de bateria e baixo marcantes, que nos fazem quere banguear sem parar. Fico imaginando um show dos caras. Sensacional.

De longe o melhor álbum da banda e um disco que concorre facilmente entre os melhores lançamentos nacionais deste ano, se m ficar devendo para as bandas estrangeiras. Torture Squad mantem-se como mais um dos orgulhos nacionais no mundo metálico. Adquira o disco, pois vale a pena.

Stay on the Road

Texto: EddieHead

Ficha Técnica

Banda: Torture Squad
Álbum: Aequilibrium
Ano: 2010
País: Brasil
Tipo: Thrash Metal



Formação

Vitor Rodrigues (Vocal)
Amilcar Christófaro (Bateria)
Augusto Lopes (Guitarra)
Castor (Baixo)



Tracklist

1.Generation Dead
2.Raise Your Horns
3.Holiday in Abu Ghraib
4.174
5.Storms
6.Azazel
7.Black Sun
8.The Spirit Never Dies
9.Last Tunes Blues (Instrumental)
10.The Unholy Spell 2010 (Música bônus)

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Poesia e Metal: Kamelot Superando a Si Mesmo


Kamelot é uma das gratas surpresas vindas dos Estados Unidos. Muito dificilmente um grupo de Metal Sinfônico/Power Metal de lá consegue se destacar mundialmente, superando muitas bandas européias.



O grupo, que tem uma carreira de muitas conquistas e que se supera a cada lançamento, lançou o nono e novo trabalho, “Poetry For the Poisoned” (2010), bastante esperado, já que seu antecessor, “Ghost Opera” (2007) saiu há três anos atrás .



Formado atualmente por Roy Khan (vocal), Thomas Yougblood (guitarra), Sean Tibbets (que volta a banda no baixo, substituindo Gleen Barry), Casey Grillo (bateria) e Oliver Palotai (teclados), o Kamelot mantêm-se no ápice que alcançou principalmente a partir dos discos “The Black Halo” (2005) e o já citado de 2007.

“Poetry For the Poisoned” traz as mesmas características do som que fazem da banda uma referência atual. Menos Power Metal que dos demais discos, mais sombrio que os mesmos, o nono disco dos americanos é o mais sinfônico de todos, e talvez o mais ousado.



O álbum produzido por Sascha Paeth e Miro foi lançado na Europa em 10 de setembro, 14 nos EUA e dia 1º de setembro no Japão. Nele, temos novamente a convidada (e namorada do tecladista Palotai) Simone Simons (Épica) cantando em algumas canções, como “House on a Hill”, uma das melhores músicas do disco e que pode superar “The Haunting (Somewhere in Time)” entre as melhores participações de Simons. Mas ela não para aí. Também canta na épica e dividida em 4 partes “Seal of Woven Years”, definitivamente a melhor canção do gênero da banda. De arrepiar. Grande destaque para os arranjos sinfônicos de Palotai, além dos coros vocais e da performance de Khan ao lado de Amanda Somerville (que recentemente gravou dsico ao ladod e Miachel Kiske, ex-Helloween). Impecável.



O álbum é especial, pois além de marcar a superação da banda, traz as participações de ninguém menos que Jon Oliva (Savatage, jon Oliva’s Pain) na forte “The Zodiac”, assim como Bjorn Strid (Soilwork) na faixa “The Great Pandemoniu”, que é perfeita e abre o disco com peso e um clima sombrio. Na parte instrumental, o guitarrista da vez Gus G (atual Ozzy Osbourne e Firewind) em “Hunter’s Season”. O primeiro vídeo clipe do álbum foi para essa música, com a produção de ninguém menos que o sueco Owe Lingvall da Village Road Films.



Todas as faixas se encaixaram perfeitamente bem umas às outras, dando a sensação de que estamos numa verdadeira jornada pelas letras do disco. Demais destaques ficam para “If Tomorrow Came” e “My Train of Thoughts”.

Recentemente o grupo deu um susto nos fãs, com o afastamento de Khan dos vocais devido à um problema de saúde. Para seu lugar, convocaram o amigo do grupo Michael da banda Circus Maximus, da Noruega, que deve acompanhar a banda até a recuperação de Khan.



A turnê 2001 na América Latina já tem as datas confirmadas. O grupo novamente passará por São Paulo (infelizmente em show único) em abril, precisamente no dia 9 desse mês.

Cedo para dizer se estamos diante do melhor disco do grupo, posto esse que para a maioria dos fãs fica com o álbum de 2005. A verdade é que a banda se superou, continua no ápice da sua carreira e esperamos que de lá não saia mais. Altamente indicado aos fãs do grupo, de Power Metal, Metal Sinfônico ou simplesmente belas composições.

Stay on the Road

Texto: EddieHead

Ficha Técnica

Banda: Kamelot
Álbum: Poetry For the Poisoned
Ano: 2010
País: EUA
Tipo: Metal Sinfônico/Power Metal



Formação

Roy Khan (Vocal)
Thomas Yougblood (Guitarra)
Sean Tibbets (Baixo)
Casey Grillo (Bateria)
Oliver Palotai (Teclados)



Tracklist

1. The Great Pandemonium (participação de Bjorn Strid)
2. If Tomorrow Came
3. Dear Editor
4. The Zodiac (participação de Jon Oliva e Amanda Somerville)
5. Hunter's Season (participação de Gus G)
6. House On A Hill (participação de Simone Simons)
7. Necropolis
8. My Train Of Thoughts
9. Seal Of Woven Years
Poetry For The Poisoned (participação de Amanda Somerville e Simone Simons)
10. Poetry For The Poisoned - Incubus
11. Poetry For The Poisoned, Pt. 2 - So Long
12. Poetry For The Poisoned, Pt. 3 - All Is Over
13. Poetry For The Poisoned, Pt. 4 - Dissection
14. Once Upon A Time