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sábado, 28 de outubro de 2017

EZoo: Dario Mollo e Graham Bonnet em Álbum Primoroso!



O italiano Dario Mollo já tem alguns bons anos de estrada, estreando no início dos anos 80 com seu Crossbones, banda a qual retomou e lançou um álbum em 2016 pela Frontiers Records (excelente, por sinal, e com o ótimo Carl Sentance – Nazareth, Persian Risk, Don Airey Band – nos vocais) e com um currículo em que prima pela qualidade de seus lançamentos. Esse cara tem uma discografia irrepreensível, dividindo seu tempo entre produção em seu próprio estúdio, e lançar álbuns com seus projetos como The Cage (ao lado de Tony Martin) e Voodoo Hill (com Glenn Hughes).

Para nossa sorte, em pouco tempo temos mais um trabalho do guitarrista no mercado, agora com o EZoo, projeto em parceria com Graham Bonnet (Rainbow, Impellitteri, Alcatraz, MSG), sendo que a dupla já havia trabalhado junta no que seria esse projeto, antes chamado Elektric Zoo.


Vindo de Mollo não poderia se esperar menos do que um álbum acima da média, e mais uma vez o guitarrista acerta a mão em “Feeding the Beast”, e ainda traz o veterano Graham Bonnet em grande performance. Bonnet, um autodidata, que não começou no Hard Rock e Classic Rock, vindo a enveredar-se nesses caminhos após o convite de Ritchie Blackmore para que integrasse o Rainbow. A partir daí o vocalista já tem no currículo dezenas de trabalhos em bandas do estilo.

Bonnet talvez já não alcance aquelas notas altas de outrora, algo natural, mas esbanja feeling, coisa que faz muita falta em muitos novos vocalistas. A dupla nos brinda com uma coleção de canções que transitam pelo Classic Rock, Hard Rock e até Heavy Metal clássico, primando pelos refrãos cativantes, a interpretação passional de Bonnet e as melodias, riffs e solos deste grande músico que é Dario Mollo, que desfila sua classe, feeling, criatividade e técnica, em nuances diversas, que vão do Classic Rock, passando pelo neoclássico, Heavy Metal épico e facetas mais atuais.

O Classic Rock e Hard carregado de groove e melodia da dupla passeia por momentos bem variados, entre faixas cheias de ritmo, pesadas e melodiosas, épicas e cadenciadas, como a abertura com a compassada  “You Are Your Money”, onde Bonnet solta a voz, com seu timbre característico, embora agora mais rouco, entre os riffs de Mollo; a épica faixa título, “Feeding the Beast”, com seus mais de 11 minutos, alterna momentos melodiosos e trabalhados, com trechos mais pesados, beirando o Heavy Metal clássico. Épica, climática e poderosa. Destaque para os vocais, onde Bonnet busca tons mais altos, em uma interpretação cheia de feeling e poder, e para o fantástico trabalho de Mollo nos riffs, melodias e com o belo solo, onde esbanja técnica e bom gosto.


Os momentos que remetem ao Classic Rock, especialmente o trabalho de Ritchie Blackmore, podem ser notados aqui e acolá, e para mostrar a admiração pelo trabalho de Ritchie, temos as versões para “Eyes of the World”, em que Mollo fez soar bem atual, mas sem descaracterizar os tradicionais e inconfundíveis riffs criados por Blackmore, e ainda, a praticamente obrigatória “Since you’ve Been Gone”, versão de Russ Ballard que foi destaque da época de Bonnet no Rainbow, e desde então se tornou obrigatória na carreira do vocalista.  Sempre temeroso mexer em clássicos, mas depende muito em quais mãos a música vai cair, e lógico que está em excelentes mãos. A versão aqui soa fresca e cativante, com alguns novos arranjos no piano e guitarra.

Em um álbum tão bom, difícil apontar somente algumas faixas, mas vamos lá para mais duas que estão um pouco acima das demais, como a levada cheia de groove de “Guys from God” e  a “Don’t Look Back”, “balada” pesada,com uma grande interpretação de Bonnet, destacando ainda os teclados, que dão um fundo épico, que é abrilhantado por um belíssimo solo; e a vibrante e acelerada “C’est la Vie”, que também foi o primeiro single deste trabalho. Destaque para as melodias da ponte e do refrão! Daquelas que grudam na cabeça na hora.


Grandes músicos, que já mostraram ao longo da carreira sua capacidade em criar grandes músicas, e com EZoo mostram que ainda tem muito mais para dar. Como gosto de dizer, para alguns parece tão fácil fazer música boa! Mais um acerto e excelente trabalho deste “Guitar Hero” italiano, Dario Mollo, que de quebra trouxe Bonnet de volta ao seu melhor! 

Texto: Carlos Garcia
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica:
Banda: EZoo
Álbum: "Feeding the Beast" 2017
Estilo: Classic Rock, Hard Rock, Heavy Metal
Selo: Ear Music/Shinigami Records
Assessoria: CMM Music - Germany



Tracklist
1. You are your money 
2. The flight of the Sapini 
3. C’est la vie 
4. Guys from God 
5. Feeding the beast 
6. Eyes of the World 
7. Colder than cool 
8. Too high to be falling 
9. Motorbike 
10. Since you been gone 
11. Don’t look back 
12. CODA

     


     


quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

The Cage: Um Projeto Que Dá Certo

Projeto The Cage chega ao 3º trabalho e corresponde às expectativas


Para muitos, Tony Martin foi “apenas” um dos inúmeros vocalistas do Black Sabbath, sendo pouco louvado pelos fãs mais xiitas, que só consideram de qualidade outras fases Sabáticas.

Da mesma forma, poucos são os que conhecem Dario Mollo, este grande guitarrista italiano que antes de trabalhar neste projeto The Cage, já fizera história ao lado de outra entidade do Rock, Glenn Hughes (ex-Deep Purple), no Voodoo Hill.

Mas, histórias a parte, Dario e Tony chegaram, em 2012, ao 3º trabalho conjunto, obviamente denominado de “The Third Cage” (2012).

Neste terceiro disco, a proposta segue uma linha mais pesada que a dos discos anteriores, lançados em 1999 (“The Cage”) e 2002 (“The Cage 2”), embora siga caminhando com um pé no Hard Rock, outro no Heavy Metal tradicional, o que faz desse projeto um trabalho gostoso e empolgante de se ouvir.

Tony Martin (ex-Black Sabbath) segue fazendo shows e gravando álbuns

A prova de que o peso está em evidência é a própria faixa de abertura, “Wicked World”, primeira a ser liberada e single do álbum, cujo vídeo clipe é um dos mais interessantes da carreira de Tony (que compôs as letras do disco todo), mostrando-o, para quem ainda não havia visto, careca e mais “agressivo” que nos idos dos anos 80/90 no Sabbath. Disparada, é a melhor canção dentre as 10 que compõem o álbum.

“Cirque Du Freak” vem mais cadenciada, com riffs imponentes de Mollo, para na seguinte entrarmos na bela e triste “Oh My Soul”, numa interpretação de emocionar de Tony, bem como da melodia arrancada da guitarra de Mollo. Um dos destaques do disco.

Dario Mollo (esq.) e Tony Martin
Sobra talento em canções como “One of the Few”, puro clássico Hard oitentista, um hit radiofônico, que agrada na primeira audição, aquela clássica música que começa com o refrão. Também dignas de nota faixas como “Don’t Know What It Is About You” (outra pegajosa e com grande melodia) e “Violet Moon”, calma e melódica canção, que encerra o álbum magistralmente e nos remete ao disco “Cross Purposes” (Black Sabbath).

Um disco que passou meio despercebido este ano (causou algum furor logo após o lançamento, somente), mas uma obra de qualidade ímpar que, se não revolucionará a forma de se fazer Hard/Heavy (e nem era essa a intenção, certamente), pelo menos mostra que Tony Martin e Dario Mollo são artistas da boa música, acima de tudo, cuja parceria rendeu agora a banda Headless Cross, onde ambos tem tocado juntos ao vivo. Podemos esperar um “The Fourth Cage” deste projeto em breve? Esperamos que sim.

Texto e Edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica
Banda: The Cage
Álbum: The Third Cage
Ano: 2012 
Tipo: Hard Rock/Heavy Metal
Gravadora: Frontiers Records

Formação
Tony Martin (Vocal)
Dario Mollo (Guitarra)
Fulvio Gaslini (Baixo)
Roberto Gualdi (Bateria)
Dario Patti (Teclados)
Brian War (Teclados)



Tracklist
1. Wicked World
2. Cirque Du freak
3. Oh My Soul
4. One of the Few
5. Still in Love With You
6. Can't Stay Here
7. Wardance
8. Don't Know What It Is About You
9. Blind fury
10. Violet Moon

Assista ao vídeo clipe de “Wicked World”