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terça-feira, 28 de abril de 2026

ShadowBorne: Forjado na Tempestade (Also In English)

Scarlet Records (Imp.)

Por Flavio Borges 

Inspirado por uma estética de fantasia sombria e narrativa épica, o Shadowborne apresenta em Heaven’s Falling um debut que dialoga diretamente com os pilares do power metal europeu, combinando peso, melodias marcantes e uma abordagem cinematográfica. O álbum constrói uma identidade que equilibra tradição e contemporaneidade, explorando temas como honra, ambição e destino sob uma ótica emocionalmente acessível.

A abertura com “Winter Is Coming (Heims Advenit)” cumpre o papel clássico de introdução atmosférica, apoiando-se em orquestrações sintéticas e corais que estabelecem o tom grandioso do trabalho. Na sequência, “High And Low” apresenta o núcleo sonoro da banda: power metal melódico tradicional, com forte apelo em refrões e arranjos que remetem diretamente às referências clássicas do gênero. É também o primeiro contato efetivo com os vocais de Eira Shadowborne, que rapidamente se consolidam como um dos principais trunfos do álbum.

“Wolf And The Queen” amplia o espectro sonoro ao incorporar elementos de hard rock oitentista, tanto na escolha de timbres quanto na construção das melodias. A faixa evidencia versatilidade sem comprometer a coesão do disco, enquanto “Custodians” retoma o eixo do metal melódico com influências perceptíveis de bandas como Judas Priest, especialmente na condução vocal e na estrutura mais direta do refrão.

A metade do álbum mantém consistência ao alternar entre abordagens mais modernas e momentos ancorados na tradição. “Hold The Door” exemplifica essa dinâmica ao trazer uma produção mais carregada de efeitos e texturas eletrônicas, sem abrir mão da base melódica. Já a faixa-título, “Heaven’s Falling (Dragons’ Hymn)”, funciona como um manifesto estético: refrões expansivos, condução por teclados e mudanças de andamento que reforçam o caráter épico — elementos centrais do power metal em sua forma mais clássica.

Na reta final, “Stranger To Myself” e “The Wall” reforçam o apelo melódico do álbum, com arranjos densos e refrões de forte impacto, evocando nomes consagrados do gênero. “Raven”, por sua vez, introduz uma atmosfera mais dramática e contemporânea, aproximando-se de uma abordagem mais teatral, com destaque para as camadas vocais e a construção dinâmica.

O encerramento com “End Of The World” aposta na fórmula da power ballad, equilibrando peso e sensibilidade, e evidenciando a versatilidade interpretativa de Eira, que transita com segurança por diferentes nuances vocais.

Heaven’s Falling se apresenta, assim, como um debut sólido e bem direcionado, que respeita as convenções do estilo ao mesmo tempo em que busca pequenas variações dentro de sua proposta. Mais do que um exercício de reverência, o álbum sugere potencial de desenvolvimento e consolida o Shadowborne como um nome promissor dentro do power metal contemporâneo.

***ENGLISH VERSION***

Drawing from a dark fantasy aesthetic and epic storytelling, Shadowborne’s debut album Heaven’s Falling firmly positions the band within the traditions of European power metal while embracing a cinematic and contemporary edge. The record balances weight, melody, and atmosphere with a clear sense of identity, exploring themes of honor, ambition, and destiny through an emotionally resonant lens.

The opening track, “Winter Is Coming (Heims Advenit)”, serves as a classic scene-setter, built on synthetic orchestration and choral arrangements that establish the album’s grandiose tone. It flows seamlessly into “High And Low”, where the band lays out its core sound: melodic, traditional power metal driven by strong hooks and a keen sense of structure. This is also the first full introduction to Eira Shadowborne’s vocals, which quickly emerge as one of the album’s defining strengths.

“Wolf And The Queen” broadens the sonic palette by incorporating elements of ‘80s hard rock, particularly in its tonal choices and melodic phrasing. It’s a refreshing detour that showcases the band’s versatility without disrupting the album’s cohesion. “Custodians” pulls things back toward melodic metal territory, with noticeable nods to acts like Judas Priest, especially in its vocal delivery and more straightforward chorus approach.

The album’s midsection maintains consistency while shifting between modern touches and genre tradition. “Hold The Door” leans into a more contemporary production style, layering electronic textures over a solid melodic backbone. In contrast, the title track “Heaven’s Falling (Dragons’ Hymn)” stands as a clear statement of intent: soaring choruses, keyboard-driven arrangements, and dynamic shifts that encapsulate the essence of classic power metal.

In the latter half, “Stranger To Myself” and “The Wall” reinforce the album’s melodic appeal with dense arrangements and impactful choruses, echoing the legacy of established genre acts. Meanwhile, “Raven” introduces a more dramatic and modern atmosphere, with a slightly theatrical approach highlighted by layered vocals and dynamic progression.

Closing track “End Of The World” follows the power ballad tradition, blending heaviness with emotional depth while allowing Eira to showcase impressive vocal versatility, moving confidently across different stylistic nuances.

Heaven’s Falling ultimately stands as a confident and well-crafted debut. While it remains rooted in the conventions of the genre, it introduces enough variation to suggest room for growth. More than a tribute to power metal’s legacy, it marks Shadowborne as a promising new contender within the contemporary scene.

Divulgação 

quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

Cobertura de Show: Rhapsody Of Fire – 14/12/2025 – Carioca Club/SP

A noite do último dia 14, no Carioca Club, em São Paulo, foi palco de uma verdadeira odisseia sonora, com o Rhapsody of Fire entregando uma jornada épica que celebrou tanto seu trabalho mais recente, “Challenge the Wind” (2024), quanto o 25º aniversário do clássico “Dawn of Victory”. A expectativa era grande, e a banda italiana, mesmo com a ausência forçada do tecladista Alex Staropoli, devido a problemas de saúde, prometeu e entregou uma performance memorável. Abrindo a noite, a banda brasileira Cova Rasa aqueceu o público com sua energia, preparando o terreno para a tempestade sinfônica que estava por vir.

Responsável por abrir a noite no Carioca Club, o Cova Rasa mostrou por que vem conquistando espaço no cenário do metal nacional. Diante de um público que chegava aos poucos, mas já atento, a banda entrou no palco com postura segura e um som bem ajustado, algo que geralmente não é muito comum em shows de abertura. Abrindo a apresentação com “The Red Mansion” e “Borley Rectory”, a banda deixou clara sua proposta musical. “Heartbreakers Hunter” e “Countess of Blood” mantiveram o público envolvido, com refrões fortes e clima épico, enquanto “Reaper’s Rival” e “King of Ghouls” trouxeram um peso maior ao set. Na reta final, “Dr. Death” e “Black Shadow” encerraram a apresentação com energia e personalidade, consolidando um show coeso que agradou bastante quem chegou cedo ao Carioca Club.

Com a formação composta por Giacomo Voli nos vocais, Roby De Micheli nas guitarras, Alessandro Sala no baixo e Paolo Marchesich na bateria, o Rhapsody of Fire subiu ao palco sob uma recepção calorosa. O show teve início com a grandiosidade de “The Dark Secret”, seguida pela fúria de “Unholy Warcry” e pela intensidade de “Rain of Fury”, que imediatamente transportaram a plateia para os reinos fantásticos da banda. A presença de palco de Giacomo Voli mostrou-se magnética, e a coesão instrumental, mesmo sem a presença de Alex, evidenciou a força e a experiência da banda. 

Um dos momentos mais tocantes da noite ocorreu durante “I’ll Be Your Hero”, dedicada a Alex Staropoli, gesto que emocionou profundamente os fãs e evidenciou a união da banda. A emoção deu lugar à interação calorosa em “Chains of Destiny”, quando Giacomo Voli surpreendeu a todos ao cantar “parabéns” para uma fã chamada Priscila e, fiel à promessa feita minutos antes, desceu do palco para cantar no meio da plateia, criando uma conexão genuína e inesquecível. A magia seguiu com a execução envolvente de “The Magic of the Wizard’s Dream”, que hipnotizou o público presente.

O repertório transitou com maestria entre o novo e o clássico, apresentando faixas de “Challenge the Wind”, como a música-título e “Kreel’s Magic Staff”, que se integraram perfeitamente aos hinos consagrados da carreira. A celebração dos 25 anos de “Dawn of Victory” foi um dos pontos altos da noite, com a canção sendo entoada em uníssono pelo público. Um incidente inesperado durante “Triumph for My Magic Steel”, marcado por uma queda de energia de alguns minutos, acabou se tornando um momento memorável: ao perguntar se retomariam do trecho interrompido ou recomeçariam a música, Giacomo ouviu uma resposta enfática dos fãs, que levou a banda a reiniciar a canção do início, ganhando ainda mais o respeito dos presentes.

A parte final do show foi um verdadeiro deleite sonoro. Após a apresentação dos integrantes, a banda mergulhou em uma sequência de clássicos que culminou em uma apoteose. “Dargor, Shadowlord of the Black Mountain” preparou o terreno para a explosão de “Holy Thunderforce”, “A New Saga Begins” e “Land of Immortals”, mantendo a intensidade no nível máximo. O grand finale com “Emerald Sword” foi épico, com Giacomo Voli instigando um wall of death, transformando o Carioca Club em uma verdadeira arena, com o público entregue ao último mosh da noite.

Ao final, o Rhapsody of Fire deixou o palco do Carioca Club com a certeza de ter entregado uma performance que superou as expectativas. Apesar da ausência de Alex Staropoli, a banda demonstrou resiliência e paixão, honrando seu legado e apresentando um show vigoroso. Foi uma noite de power metal sinfônico em sua essência mais pura, repleta de momentos emocionantes, intensa interação com os fãs e uma energia contagiante, reafirmando o status do Rhapsody of Fire como uma das maiores forças do gênero e deixando uma marca duradoura na memória dos presentes. 

Texto: Marcelo Gomes

Fotos: André Tavares

Edição/Revisão: Gabriel Arruda


Realização: Dark Dimensions

Press: JZ Press


Rhapsody of Fire – setlist:

The Dark Secret

Unholy Warcry

Rain of Fury

I'll Be Your Hero

Chains of Destiny 

The Magic of the Wizard's Dream

Challenge the Wind

Kreel’s Magic Staff

Lux Triumphans

Dawn of Victory

Triumph for My Magic Steel 

The Village of Dwarves

Dargor, Shadowlord of the Black Mountain

Holy Thunderforce

A New Saga Begins

Land of Immortals

Emerald Sword

domingo, 30 de julho de 2017

Interview - Ruins of Elysium: "Extremely Epic Metal, Majestic and Complex Orchestral Arrangements"



Despite their recent career, the promising band Ruins of Elysium (from Minas Gerais, Brazil) has already released an EP ("Daphne") and their first full-length album, "Seeds of Chaos and Serenity", which brings innovations to Epic Symphonic Metal, as well as lyrical concepts inspired by themes such as Manga and video games, as well as current issues such as the LGBT community's fight for equal rights.  (Versão em Português)


We talked with vocalist Drake Chrisdensen who told us a little about his musical influences and his inspirations at the time of composing, the concepts of the album and its repercussion, and he already gave us a preview of what we can expect for the next album. Check it out !!


RtM: Hi Drake !! Congratulations to you and the other members of the Ruins of Elysium for the beautiful work on the album "Seeds of Chaos and Serenity", wich is receiving many excellent reviews. How does it feel to have the first full-lenght album released?
Drake: Hey Raquel, Road to Metal team and followers of this amazing portal, thank you so much for the opportunity of being part of this interview. Well, release an album like "Seeds Of Chaos And Serenity" was an experience, at the very least, intense. Since Ruins of Elysium's beginning I've always had very clear the kind of sonority I wanted my music to have: extremely epic metal, majestic and complex orchestral arrangements, and "SoCaS" is the epitome of everything I appreciated as musician and metalhead. Listening to those 75 minutes of pure Epic Symphonic Metal and having the privilege to share it with you is something really exciting because I feel it's the first big step on Ruins of Elysium's career on the metal scenario and it was given in the best possible way. 

RtM: And about the receptivity, it has been what you expected? What are the next steps to expand the release of the album?
Drake: I feel very thankful, very privileged for being able to execute this work and receive such amazing reviews. An American site said "Seeds Of Chaos And Serenity" is one of the best albuns of Brazilian Metal history and reading that brought me to tears. We have a lot to grow up as musicians and performers and I know this first step will be the first for us to develop an even better work in the future.


 "Extremely epic metal, majestic and complex orchestral arrangements, and "Seeds of Chaos and Serenity" is the epitome of everything I appreciated as musician and metalhead." 
RtM: Tell us a bit about your musical background, how did you become interested in classical singing? Do you intend to further expand your horizons?
Drake: I started singing in my school choir 15 years ago. I was always interested in music, my dad has excelent musical taste and it was through him that I got to know many incredible musicians, so even as a child I would already listen to Queen, Sarah Brightman, Iron Maiden, PlacidoMoningo, Montserrat Caballe and others who made the will to sing flourish on me. I studied popular singing a while but I found myself in operatic singing and there I am until today. 

I lived abroad in Norway, Germany and USA to study and I've had the honor of being coached by incredible teachers like Melissa Ferlaak, Eliseth Gomes, Fernanda Giardini, Marishka Wierzbicki and Janet Williams. I've always asked myself the reason why there wasn't a Symphonic Metal band with a classical Tenor voice as it's main singer. It was a kind of music I wanted to listen to and, as there was no one doing it (and I think there still isn't), I decided to make my own band.


RtM: Talking a little more about inspirations, which bands do you like to listen to, are there any that have a strong influence on your work?
Drake: My five biggest influences, and I know it might shock some people, are Cradle of Filth, Dimmu Borgir, Septicflesh, Wintersun e Fleshgod Apocalypse. I always bring elements of those five titans into Ruins of Elysium's songs and I think that's why my songs sound so heavy even if it's not common in the style. Icaro and Vince loe Prog Metal, something I'm not really fond of, same way as Icaro doesn't like Extreme Metal the way I do, but we've been able to balance our influences well this far. I used to listen to Xandria a lot, but I didn't like their latest album...my favorite band, Leaves' Eyes, died last year.....I'm waiting for Visions of Atlantis and Dark Moor to release new material because I love those guys so much. BTW, I'd like to tell Alfred Romero I'm single and just waiting for an inbox message from him lol (laughs)

RtM: Have you ever stated that you are a fan of Visions of Atlantis, tell us what it was like to take lessons with Melissa Ferlaak.
Drake: Visions of Atlantis is a band I hold very dear for several reasons. I met VoAquen they were starting, still on the first album, and I fell in love with their work. They were very kind to the brazilian fans and it was through them I found out I can sing metal, because I would always study their songs. As I had direct contact with them, I've got to know Melissa Ferlaak, one of the most beautiful voices in the world for me, and I started being vocally coached by her. . Having Mel as my vocal coach was not only an honor, but a valuable opportuniy and I feel so privileged to be a student of one of my favorite singers and be able to call her my friend.

"I just had this epiphany: 'I will write a Symphony/Opera Metal about Sailor Moon'"
RtM: Could you tell us more about the concept of the title track "Seeds of Chaos and Serenity"?
Drake: Well, I am a die-hard Sailor Moon fan, to the point of having her tattoed on my arm, so uniting this passion with my passion for Epic Symphonic Metal was a matter of time. I don't recall exactly how the idea came to me, but I remember talking to a friend one of those nights and I just had this epiphany: "I will write a Symphony/Opera Metal about Sailor Moon". I already had at the time a song Called Seeds of Chaos And Serenity, which became the first Arc of the Symphony, and started expanding it to feature all the 5 arcs of the manga/anime and so this beautiful piece was born, even naming our first album. 

RtM: The album's cover art is amazing!
Drake: Wesley Souza, who designed our cover artwork and all the arts of the "Seeds Of Chaos And Serenity" era, didn't know anything about Sailor Moon, but we spoke about the plot (which is very dense and rich, I figure a lot of people don't realize how deep is Sailor Moon) and he came up with the idea of a Goddess of The Moon creating and balancing the Universe. Same way as Sailor Cosmos did on the end of the fifth arc, Stars. The art fits greately with the epic intentions of Seeds Of Chaos And Serenity.

RtM: Do you intend to produce any clip or lyric video? If yes, which track would you like to publish?
Drake: There are two tracks i'd love to release as a single/video. One is "Kama Sutra", for being more direct, accessible and bringing a lot of sensuality without missing it's power and speed. The other is "The Birth of A Goddess", my favorite track of the album for being a celebration of LGBT Pride, a tribute to the colors of our community and our victories in search of equal rights. We still have a lot to fight, but the LGBT community is guaranteeing each and every day a bigger space on society and this has to be on heavy metal as well.


"'The Birth of A Goddess', my favorite track of the album for being a celebration of LGBT Pride, a tribute to the colors of our community and our victories in search of equal rights."
RtM: Are you responsible for all the compositions? Tell us a bit about the process of orchestrating the album.
Drake: "Seeds Of Chaos And Serenity" was written mostly by me, but I had a lot of help from Icaro (Drums/Keys) in the final moments of the orchestra production, overall polishing, and he is risponsible almost by himself for the epic "Beyond The Witching Hour". I usually have a vocal line in mind and than I start writing other instruments over it, I know it'sbasicaly the oposite of what most of the bands do, but it works forme. As I've been studied orchestration a lot those last months, we've been able to have almost all of our orchestras written by the band directly.

RtM: By the way, since that you spoke about the work of Icarus, in October of last year you announced he as a new member of the band. How did this partnership happen? What was added with his arrival?
Drake: Icaro is a great musician, an awesome friend and a valuable working partner. We've got to know each other by a friend in common, worked in a couple songs together and the workflow was very natural, it was also only natural that he would join Ruins of Elysium as a full-time member. As he joined in a moment when "Seeds of Chaos And Serenity" was mostly done on songwritting, there weren't many original songs by him there, what is being fixed in the next one. Icaro has excellent ideas and they are being used on our 2018 album, which has some of the best songs we've have ever done. You'll love it!

RtM: "Shadow of the Colossus" was inspired by the video game, do you think there is any other game that also has an inspiring storyline for future music?
Drake: Wow, many! Games inspire me a lot because they are my favorite art form, it's my escape from this crappy real world. We've have songs about Dragon Quest, Final Fantasy, Shadow of The Colossus, our interlude "Iris" is based on Zelda and "game-castle-medieval" songs and for the next album, Bayonetta, one of my favorite franchises ever, inspired one of our heaviest songs to date. Another frachise I love is Xenoblade and I'd love to write something about it, but as it is so dense and complex, I don't know if I am on the level for that at this moment. Plans for the future!



"Some people say "less is more", but I believe "more is more" and that is something I follow faithfuly with Ruins of Elysium!"
RtM: Recently you posted on Facebook that the material for the next album is ready. What can we expect from the new work of the Ruins of Elysium?
Drake: I have some great news about that! We finished writing 2018 album and production already started, we're polishing the harmonies, orchestration and very soon we will begin the recording process. There are 12 songs and we are doing something very new on this album: "around the world with 12 songs". Sonority is closer to Folk Metal, but not only the celtic clichê. Yes, we will have Uillean and Bagpipes to some dancing leprechauns, but you can expect traditional japanese, chinese, arabian, african and brazilian rhythms, scales and percussion blending together with the trademark grandeur of Ruins of Elysium's songs. Some people say "less is more", but I believe "more is more" and that is something I follow faithfuly with Ruins of Elysium!

Interview: Raquel de Avelar
Editing: Carlos Garcia

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Entrevista - Ruins of Elysium: "Metal extremamente Épico e de Arranjos Complexos"


Apesar de sua recente carreira, a promissora banda mineira Ruins of Elysium já lançou um EP e seu primeiro álbum full-lenght, “Seeds of Chaos and Serenity”, o qual traz inovações para o Symphonic Metal, além de conceitos líricos inspirados em temas como mangás e jogos de videogames, além de assuntos atuais como a luta da comunidade LGBT pela igualdade de direitos.

Conversamos com o vocalista Drake Chrisdensen que nos contou um pouco sobre suas influências musicais e suas inspirações na hora de compor, os conceitos do álbum e sua repercussão, e ainda nos deu uma prévia do que ainda podemos esperar para o próximo álbum. Confiram!! (English Version Here)


RtM: Oi Drake!! Parabéns a você e aos outros integrantes do Ruins of Elysium pelo belo trabalho do álbum “Seeds of Chaos and Serenity”. Qual é a sensação de ter o primeiro álbum full-lenght lançado? 
Drake: Oi Raquel, equipe da Road to Metal e leitores desse portal incrível, muito obrigado pela oportunidade de conceder essa entrevista! Bom, lançar um álbum como o "Seeds Of Chaos And Serenity" foi uma experiência no mínimo intensa. Desde o começo da Ruins Of Elysium eu sempre tive pra mim bem claro o tipo de som que eu gostaria de fazer: Metal extremamente épico, com arranjos orquestrais complexos, e o SoCaS é o epítomo de tudo o que eu aprecio como músico e como metalhead. 
Ouvir esses 75 minutos de puro Epic Symphonic Metal e ter o privilégio de compartilhar com vocês é algo muito emocionante porque eu sinto que o primeiro grande passo da carreira da Ruins of Elysium no cenário Metal foi dado e com louvor. 

RtM: A receptividade tem sido a esperada? Quais são os próximos passos para expandir a divulgação do álbum?
Drake: Eu me sinto muito agradecido, muito privilegiado de poder ter executado esse trabalho e estar recebendo reviews tão boas. Um portal americano disse que o "Seeds of Chaos And Serenity" é um dos melhores álbuns da história do metal brasileiro e ler aquilo me trouxe às lágrimas. Temos muito a crescer e sei que esse primeiro passo vai abrir caminho pra desenvolvermos um trabalho cada vez melhor! 

"Metal extremamente épico, com arranjos orquestrais complexos..."Seeds of Serenity and Chaos" é o epítomo de tudo o que eu aprecio como músico e como metalhead. "
RtM: Conte um pouco sobre a sua formação musical, como você se interessou pelo canto clássico? Você pretende expandir ainda mais seus horizontes?
Drake: Eu comecei a cantar no coral da minha escola, isso já fazem 15 anos. Eu sempre me interessei por música, meu pai tem excelente gosto musical e me apresentou músicos incríveis, então eu era bem criança e já escutava Queen, Sarah Brightman, Iron Maiden, Placido Domingo, Montserrat Caballe, dentre outros que me despertaram em mim a vontade de cantar. Estudei canto popular por um tempo mas foi no canto erudito onde me achei e me encontro até hoje, morei por uns tempos na Noruega, na Alemanha e nos Estados Unidos para estudar e tive a honra de ter professores incríveis como Melissa Ferlaak, Eliseth Gomes, Fernanda Giardini, MarishkaWierzbicki e Janet Williams. Sempre me perguntei o motivo de não existir uma banda de Symphonic Metal que contasse apenas com o vocal clássico de um Tenor. Era um som que eu queria escutar e, como não existia ninguém fazendo (e ainda não existe, eu acho), resolvi montar a minha banda.


RtM: Ainda sobre inspirações, quais bandas você gosta de ouvir, existe alguma que tenha forte influência em seus trabalhos?
Drake: Minhas cinco maiores influências, e sei que isso pode chocar algumas pessoas, são Cradle Of Filth, Dimmu Borgir, Septicflesh, Wintersun e Fleshgod Apocalypse. Eu sempre trago elementos desse quinteto nas músicas da Ruins of Elysium e acho que por isso nossas composições soam tão pesadas mesmo não sendo uma característica do estilo. Por incrível que pareça, eu mal escuto Symphonic "puro" ou Power Metal. Escutava muito Xandria, mas não curti o último álbum deles....Leaves Eyes, minha banda favorita, acabou ano passado...estou esperando Visions of Atlantis e Dark Moor lançarem material novo porque eu sou doente com aqueles caras, inclusive, gostaria de dizer pro Alfred Romero que estou solteiro e só esperando um inbox dele (risos)

O Icaro e o Vincenzo adoram prog metal, o que já não me atrai tanto, do mesmo jeito que Icaro não é muito chegado em Extreme Metal, que eu adoro, mas a gente consegue equilibrar nossas influências de uma forma que tem dado certo!


RtM: Você já declarou algumas vezes ser fã da banda Visions of Atlantis, conte-nos como foi ter aulas com Melissa Ferlaak.
Drake: Visions of Atlantis é uma banda que eu tenho um carinho imenso por vários motivos. Eu conheci o VoA quando eles estavam começando, ainda no primeiro álbum, e me apaixonei com o som deles. Eles sempre foram muito simpáticos com os fãs brasileiros e foi através deles que eu descobri que eu conseguia e podia cantar Metal, pois desde que comecei a estudar técnica vocal eu cantava as músicas deles pra desenvolver e crescer. Como tinha contato direto com a banda, conheci a Melissa Ferlaak, uma das vozes mais lindas do mundo na minha opinião, e comecei a tomar aulas com ela. Ter a Mel como professora de técnica foi mais que uma honra e uma oportunidade incrível, eu me sinto muito privilegiado de ter sido ensinado por uma das minhas cantoras favoritas e de poder chamá-la de amiga.

"Simplesmente tive essa epifania: 'Vou fazer uma Sinfonia/Opera Metal epica sobre Sailor Moon' "
RtM: Você poderia falar um pouco mais sobre o conceito da faixa título “Seeds of Chaos and Serenity”?
Drake: Bom, eu sou muito fã de Sailor Moon, inclusive ao ponto de tê-la tatuada no meu braço, então unir essa paixão com a paixão do Epic Symphonic Metal era uma questão de tempo. Eu não sei exatamente como surgiu a ideia, sei que em uma noite eu simplesmente tive essa epifania: "vou fazer uma sinfonia/opera Metal epica sobre Sailor Moon" e falei com um amigo muito querido imediatamente. Eu tinha escrito uma música chamada "Seeds Of Chaos And Serenity", que veio a se tornar o primeiro arco da sinfonia, e comecei a expandi-la para abranger todos os 5 arcos do anime/manga, daí foi nascendo essa sinfonia linda que deu nome ao nosso primeiro álbum. 

RtM: A arte da capa também é maravilhosa.
Drake: Wesley Souza, que é o artista responsável por todas as nossas artes da era "Seeds Of Chaos And Serenity", não conhecia nada de Sailor Moon, mas conversei com ele sobre a história (que é muito densa e detalhada, acho que muita gente não percebe o quão profundo Sailor Moon é) e ele veio com a ideia de uma Deusa da Lua criando e equilibrando o Universo. Bem como Sailor Cosmos faz no final do quinto arco, Stars. A arte casou perfeitamente com a proposta épica de "Seeds Of Chaos And Serenity".

RtM: Vocês pretendem produzir algum clipe ou lyric vídeo? Se sim qual faixa você gostaria de divulgar?
Drake: Existem duas faixas que eu gostaria muito de lançar como single/video. "Kama Sutra", por ser mais direta, envolvente e trazer bastante sensualidade sem deixar de ser rápida e pesada, e "The Birth Of A Goddess". Essa última é minha faixa favorita do álbum por ser uma celebração do orgulho LGBT, uma ode às cores da nossa comunidade e das nossas vitórias na busca por direitos igualitários. Ainda temos muito a lutar, mas o movimento LGBT está conquistando cada dia mais espaço e está na hora desse espaço ser também no Metal!

RtM: Você é o responsável por todas as composições? Conte-nos um pouco sobre o processo de orquestração do álbum.
Drake: "Seeds Of Chaos And Serenity" foi composto em sua maior parte por mim, mas eu tive muita ajuda do Ícaro (bateria/teclados) nos momentos finais da produção e na orquestração, arranjos, polimento em geral das músicas, sem falar na épica e agressiva "Beyond The Witching Hour", que foi quase toda composta por ele. Eu geralmente tenho uma linha vocal na minha cabeça que eu escrevo e começo a compor os outros instrumentos por cima, sei que é basicamente o oposto do que a maior parte das bandas fazem, mas é o que funciona bem pra mim. Como estudei muito sobre orquestração nos últimos anos, tivemos condições de ter quase toda orquestra do "Seeds Of Chaos and Serenity" feita diretamente pela banda.

" 'The Birth Of A Goddess' é minha faixa favorita do álbum por ser uma celebração do orgulho LGBT, uma ode às cores da nossa comunidade e das nossas vitórias na busca por direitos igualitários."
RtM: Aproveitando que você falou do trabalho do Ícaro, em outubro do ano passado vocês o anunciaram como novo membro da banda. Como aconteceu essa parceria? O que foi agregado com a chegada dele?
Drake: O Icaro é um excelente músico, um ótimo amigo e uma pessoa incrível de se trabalhar. Nos conhecemos por uma amiga em comum, trabalhamos algumas músicas em conjunto e foi muito natural que ele entrasse pra Ruins of Elysium. Como ele entrou em um momento em que o "Seeds Of Chaos And Serenity" estava quase todo "montado", não tivemos muitas composições originais dele naquele álbum, o que já está sendo acertado pro próximo! Icaro tem excelentes ideias e elas estão sendo usadas nas músicas que estarão em nosso álbum de 2018, já adianto que são as melhores músicas que fizemos até hoje! Vocês vão adorar!

RtM: “Shadow of the Colossus “ foi inspirado no jogo de vídeo game, você acha que existe algum jogo mais que também tenha um enredo inspirador para uma futura música?
Drake: Nossa, vários! Jogos me inspiram muito pois são minha forma de arte favorita, é meu escape do mundo real que tem estado um verdadeiro lixo. Já tivemos músicas sobre Dragon Quest, Final Fantasy, "Shadow Of  The Colossus" e, para o próximo álbum, uma das músicas é baseada em uma das minhas franquias favoritas, Bayonetta. Zelda, outra de minhas paixões, também inspirou algumas músicas bem épicas que vocês ouvirão em breve. Eu gostaria muito de escrever algo sobre Xenoblade, mas é uma série tão complexa e fantástica que ainda não acho que estou no nível de escrever algo baseado nela, mas espero poder no futuro! Inclusive, Zelda foi uma inspiração pra Iris, que tem um ar de "música tema de castelo", o que foi ideia do Ícaro.

"Alguns dizem que "menos é mais", mas eu, pessoalmente, acredito no "mais é mais" e levo isso à risca com a Ruins Of Elysium!"
RtM: Recentemente você divulgou no Facebook que o material para o próximo álbum já está pronto. O que podemos esperar do novo trabalho da Ruins of Elysium?
Drake: Bom, tenho ótimas notícias sobre isso! O álbum de 2018 já está todo montado e estamos agora na fase de polimento das harmonias, orquestração e em breve vamos iniciar o processo de gravação. São 12 músicas no total e estamos fazendo algo totalmente novo nesse trabalho: uma volta ao mundo musical! A sonoridade está muito mais puxada pro Folk Metal, mas não apenas o céltico já "clichê" do estilo. Sim, teremos umas gaitas de fole e uns duendes dançantes, mas podem esperar instrumentos étnicos japoneses, chineses, escalas típicas do oriente médio, muita percussão africana e ritmos tipicamente brasileiros em conjunto com a grandiosidade monstruosa das músicas da Ruins of Elysium. Alguns dizem que "menos é mais", mas eu, pessoalmente, acredito no "mais é mais" e levo isso à risca com a Ruins Of Elysium!

Entrevista: Raquel de Avelar
Edição: Carlos Garcia

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terça-feira, 21 de junho de 2016

Sabaton: "Heroes on Tour" - Ótimas Performances e Excelente Produção


 
Os suecos do Sabaton seguem colhendo os frutos do seu sucesso, com seu Power Metal épico e de temática que versa sobre batalhas históricas e temas relacionados. Como eles mesmos gostam de ressaltar, desejam ser mais e mais uma banda que as pessoas amem ver ao vivo, porque eles amam fazer isso, a banda não economiza em empolgação e vibração no palco, fazendo com que a plateia jamais fique parada ou esfrie, além de contar com uma produção de palco com diversos efeitos e surpresas, como réplicas de um panzer alemão e vários detalhes, como capacetes e metralhadoras.

Com o sucesso vêm as críticas geralmente, principalmente quanto a questão da banda fazer um som mais acessível, apostar praticamente na mesma fórmula sem muitas novidades, e até pelas performances e sonoridades "muito felizes", mas é aquele negócio, não gosta, ok, vá ouvir ou assistir outra coisa, e sucesso só faz mal para dor de cotovelo, pois muitas críticas que li sobre a banda, parecem ser de pessoas que se incomodam com isso, de alguém ser bem sucedido. Eu tenho minhas ressalvas quanto a sonoridade do Sabaton, pois não apresentam muitas novidades de álbum para álbum, e às vezes as músicas se parecem bastante em suas estruturas, mas é inegável a seriedade e qualidade com que levam a sua proposta e é sim uma banda ótima para se ver ao vivo.

Sendo uma banda ótima para ver ao vivo, este lançamento, um box com DVD duplo e CD, disponibilizado aqui pela Shinigami Records, traz um excelente material, contendo o show no Wacken 2015 e no Sabaton Open Air do mesmo ano. Em performances bombásticas e carregadas de energia, a banda mantém o público na mão, e até os menos aficcionados dificilmente ficam sem reação, pois é muita vibração.

O DVD 1, com o show no Wacken, inicia com algumas cenas, cheias de bom humor, supostamente com a banda antes de subir ao palco, e a medida que vão sendo convocados para o show, que estava para começar, vão aparecendo em situações engraçadas, como o guitarrista receber uma ligação no celular para se dirigir ao palco, tendo que interromper seu lazer e churrasco de banana (!!??) e ir chamar os demais, inclusive interrompendo Joakim Brodén lendo no banheiro! ha ha ha! 


A performance de palco é irretocável, cheia de energia, com a banda sempre mantendo o público em completa interação, fazendo brincadeiras entre eles nos intervalos das músicas, tomando umas brejas, mexendo com o público (falando nos desafetos, não sei se foi algum fã que fez o cartaz por bom humor, ou alguém que quis zoar com os caras,  ficou segurando um cartaz escrito "Gay Division", mas o certo é que por parte da banda isso foi levado numa boa, pois o cartaz aparece várias vezes), e além do "Metal Battle" da banda, ainda há vários efeitos no palco, tipo o panzer que citei antes. E uma banda sempre entusiasmada e bem humorada manda seu Power Metal cheio de refrãos grudentos, como "Ghost Division", "Caroulus Rex", "Swedish Pagans", "Primo Victoria" e o tradicional final com "Metal Crüe". No final, bônus com cenas do evento onde a banda apresentou a sua cerveja, cujo fabricante foi escolhido por um concurso, e também trechos da banda tocando ao lado da Bohemia Symphony Orchestra de Praga.


O DVD 2, com o show no Sabaton Open Air, traz a mesma qualidade em termos de performance, energia e produção, com muitas câmeras mostrando diversos ângulos do palco, plateia e todos os efeitos pirotécnicos, e além de ter uma duração mais longa, também traz set list diferente do show no Wacken. E ainda junto com os DVDs o pacote traz CD com o show no Wacken.


Tem algumas pessoas que possuem restrições quanto à música da banda, mas eles são muito bons neste estilo que se propuseram, e no objetivo de ser uma banda que as pessoas amem ver ao vivo, então, se você é fã, ou se quer sentir a vibração de um dos maiores festivais de Metal do mundo, se divertir bastante com um show (no caso, dois shows, porque, mesmo o Wacken sempre sendo muito especial, o Sabaton não deixa por menos nas demais apresentações) carregado de energia e boas vibrações, é abraçar este material excelente. 

Não foi à toa que Snowy Shaw, que assumiu as baquetas do Sabaton entre 2012 e 2013, pra quebrar um galho após a saída do batera Robban Bäck, elogiou muito seus conterrâneos em entrevista para o Road (Leia AQUI), dizendo que é a banda mais organizada do mundo. Impossível duvidar, só observarmos o crescimento da banda e a qualidade das suas produções.

Texto: Carlos Garcia

Ficha Técnica:
Banda: Sabaton
Álbum: "Heroes on Tour" (DVD duplo e CD)
País: Suécia
Estilo: Epic Power Metal
Selo: Nuclear Blast/Shinigami Records


Canais Oficiais da Banda:


TRACK LIST: 


DVD 1: 1. Final Countdown / 2. The March To War / 3. Ghost Division / 4. To Hell And Back / 5. Carolus Rex / 6. No Bullets Fly / 7. Resist And Bite / 8. Far From The Fame / 9. Panzerkampf / 10. Gott Mit Uns / 11. The Art Of War / 12. Soldier Of 3 Armies / 13. Swedish Pagans / 14. Screaming Eagles / 15. Night Witches / 16. Primo Victoria / 17. Metal Crüe * MATERIAL BÔNUS: A. Noch ein Bier / B. SABATON With Bohemian Symphony Orchestra Prague: 1. The Art Of War / 2. The Final Solution



DVD 2: 1. Final Countdown / 2. The March To War / 3. Ghost Division / 4. To Hell And Back / 5. Carolus Rex / 6. Panzer Battalion / 7. Wolfpack / 8. Attero Dominatus / 9. 7734 / 10. Union / 11. The Art Of War / 12. Saboteurs / 13. Coat Of Arms / 14. En Livstid I Krig / 15. Resist And Bite / 16. Swedish Pagans / 17. Night Witches / 18. Primo Victoria / 19. Metal Crüe



CD: 1. The March To War / 2. Ghost Division / 3. To Hell And Back / 4. Carolus Rex / 5. No Bullets Fly / 6. Resist And Bite / 7. Far From The Fame / 8. Panzerkampf / 9. Gott Mit Uns / 10. The Art Of War / 11. Soldier Of 3 Armies / 12. Swedish Pagans / 13. Screaming Eagles / 14. Night Witches / 15. Primo Victoria / 16. Metal Crüe