Quando uma banda lança um disco muito bom, apesar de ser algo desejável, também coloca uma responsabilidade maior e uma pressão dos fãs para que seu sucessor o supere, ou pelo menos, consiga impressionar tanto quanto o famigerado álbum.
Isso acontece com o recentemente lançado “The Aftermath” (2014), que, se não supera “The Burden God” (2012) (confira resenha aqui), certamente se iguala em ótimas composições da banda francesa, num dos melhores discos da sua carreira de mais de 35 anos (considerando o período inativa).
Novo trabalho dos franceses mantém a alta qualidade do disco de 2012
O grupo já há alguns álbuns tem apostado num Power Metal mais pesado, carregado, e menos em algo melódico, o que favorece para que tenhamos discos maduros e com grande personalidade.
São 11 faixas, incluindo a intro, que mostram um vocal da escola Dio de Jo Amore (no começo da banda ele era baterista), riffs inspirados, pesados e cavalgados de Franck Milleliri e Matt Asselbergs. Aliás, esta dupla deve causar inveja a qualquer banda que se preze, basta ouvir sons como “Ghost in the Mirror” (duelo de guitarras fenomenal) e “Necromancer” para atestar que os “velhinhos” não estão para brincadeira.
Álbum deve agradar ouvintes de bandas como Iced Earth e Nevermore
A faixa musical propriamente dita que abre o trabalho é “Bringers of No Man’s Land” e traz grande melodia no refrão, aliado aos momentos pesadíssimos, algo que vai ficando corriqueiro nos trabalhos da banda, sobretudo neste disco. Ouça faixas sensacionais como “Invoking Demons” (é de tirar o fôlego e uma das melhores do disco) e “Digital DNA”, esta mostrando a complexidade sonora do grupo, sem soar técnicos, mas com muita energia. “The Bridge is Burning” é bem no estilo de Nocturnal Rites e Nevermore e traz como destaque os vocais de Jo Amore.
Vocalista Jo Amore começou como baterista e comanda os vocais há anos
Nightmare, em algum momento da carreira, pecou ao ter encerrado as atividades, pois caso contrário, provavelmente seria um nome à altura de grupos como Grave Digger e Iced Earth em termos de respeito e popularidade. Infelizmente, apenas agora começam a colher modestos frutos, apesar de terem lançados dois discos impecáveis seguidos, coisa que as duas bandas citadas apenas agora conseguiram fazer. Confira e comprove.
Quando anunciaram que os ingleses do M:Pire of Evil viriam ao Brasil, confesso que gerou um misto de emoção e ao mesmo tempo frustração, pois sabia que não viriam a Porto Alegre/RS, porém era impossível controlar a emoção, já que não seria apenas mais uma apresentação, mas sim o show da nova banda de Mantas e Demolition Man (ambos ex-Venom), que viriam para turnê de divulgação de seu primeiro disco como M:Pire of Evil, o excelente "Hell to the Holy".
Bom, as datas iam sendo anunciadas e com Porto Alegre de fora, já não tinha mais esperanças, até que graças ao esforço da Avengers Produções é anunciado o show em São Paulo, e sem pensar duas vezes decidi ir pra lá, pois não podia perder de ver dois ídolos da minha adolescência, Mantas e Demolition, juntos novamente!
Passagens compradas e credenciamento liberado pela Avengers, era hora de conter a emoção, pois não seria apenas mais uma viagem, mas sim viajar com amigos que são fanáticos por Venom e fãs incondicionais de Mantas e Demolition.
Pois bem, o show foi no feriado do dia 15/11 (sexta-feira), e chegamos a capital paulista por volta das 10h da manhã, onde teríamos muito chão para andar até a hora do show. Chegando em frente a casa de shows, Fofinho Rock Bar, já era notável uma boa movimentação de headbangers no local. Para quem não sabe, o Fofinho Rock Bar é casa de shows e bar ao mesmo tempo, de um lado temos a casa e do outro lado o bar, onde os bangers fazem a clássica concentração.
Da direita para esquerda: BPest Feto (Guitarrista - Feto), Renato Sanson (nosso redator) e Jaguaru (Vocal - Feto)
Além do M:Pire of Evil, também teríamos os shows das bandas Apokalyptic Raids, Amazarak, Metallic Crucifixion e Nightmare, que seriam responsáveis por aquecer o público antes da atração principal. A casa estava marcada pra abrir as 22h, porém ouve um longo atraso e foi aberta somente a meia-noite, mas nada que estragasse o humor e euforia dos presentes. A primeira banda a subir ao palco foi a paulista Metallic Crucifixion, que mesmo ainda com pouco público na casa, fez um show avassalador, fazendo um som na linha Sarcófago e Sepultura (antigo), Metal old school de primeira, que fez todos baterem cabeça com tamanha empolgação.
Como de praxe, as bandas de abertura sofrem com o "clássico" som que é disponibilizado a elas, e não seria diferente nesta noite, o som ora soava embolado ou alto demais, mas passando por cima disso, ainda pudemos ouvir e ver a Metallic Crucifixon encerrar sua apresentação com um excelente cover de Sodom, "Blasphemer".
Metallic Crucifixion
Algo que menciono, como critica construtiva, é a iluminação da casa, que poderia ser um pouco melhor, pois dificultou com que as fotos ficassem com uma melhor qualidade, e até mesmo os shows, que dependendo da iluminação ficava em uma penumbra.
Seguindo o baile, era hora da banda Nightmare, e era notável a influência de Motorhead no som do grupo, fazendo aquele Metal que mistura o Rock and Roll com muita sujeira e distorção. Ainda com poucos presentes o Nightmare fez um bom show, mas ainda é preciso mais vivência de palco e quem sabe deixar a influência de Motorhead de lado, até para não cair no ostracismo.
Nightmare
Então era hora da primeira banda de Black Metal da noite, a paulistana Amazarak, que tocou para uma casa mais cheia e com muitos presentes acompanhando sua apresentação. Black Metal ríspido e crú, corpse paint e todos os apetrechos do estilo, fazendo um excelente show, e empolgando bastante os presentes.
Amazarak
Após uma rápida mudança de palco, eis que os cariocas do Apokalyptic Raids tem a árdua tarefa de fazer o show antes do M:Pire of Evil, e sem muitas frescuras a banda mostra a força de seu Death/Black Metal old school influenciado por Celtic Frost e Hellhammer, e faixas como "Evil", "Ready to Go (To Hell)", "Tyrant", "Emperor" e "Apokalyptic Raids" fizeram a festa dos presentes, com a casa mais cheia e com a grande maioria cantando esses hinos do underground.
Apokalyptic Raids
O que chamou atenção foi que o Apokalyptic Raids tocou uma faixa atrás da outra, e ao final do show (com pedido dos presentes de "mais um, mais um") notei que faltaram duas músicas, a introdução "Mankind Defeated" e "Massacra", devido ao tempo e ao horário (já era passado das 2 da manhã), infelizmente o show foi corrido e teve que ser cortado.
Então o grande momento se aproximava, e era hora dos mestres invadirem São Paulo, infelizmente o público não era tão grande (algo em torno de 150 pessoas), mas a euforia fez com que a casa se tornasse um verdadeiro caldeirão, e sem muito papo as lendas entram e cena, com Mantas comandando a galera, e logo de cara tivemos "Demode" e "Die Hard" que levaram os presentes a loucura, rodas e mais rodas e moshpits descontrolados!
Apresentando o material do M:Pire of Evil veio na sequência "Wake Up Dead", e vale dizer com todas a letras, Demolition e Mantas são verdadeiros show mans! Demolition é carismático, com presença de palco única e toca muito em seu baixo; Mantas, o criador dos riffs mais importantes e influentes do Metal extremo, presença de palco animalesca e agitando muito, e sem esquecer o novato Marc "JXN" Jackson, sentando o braço na bateria.
E para deixar todos sem fôlego, uma sequência matadora de clássicos do Venom: "Don't Burn The Witch", "Blackened Are The Priests", "Carnivorous" e "Temple of Ice". Não tem o que dizer de algo desse nível, simplesmente mágico, inesquecível e perfeito!
Da fase M:Pire of Evil tivemos "Hell to the Holy" e "Metal Messiah", onde Demolition apontou para Mantas e o chamou de "Messiah" do Metal. Dos clássicos mais antigos do Venom tivemos "Welcome to Hell", "Black Metal" (um dos momentos mais empolgantes do show) e "Witching Hour".
E após o "final fake", tome mais clássicos, começando por "Countness Bathory" com todos os presentes cantando junto, "Leave Me In Hell" onde gerou rodas e mais rodas (sem contar os moshs insanos) e a mais que clássica e obrigatória "In League With Satan", com todos cantando ao comando de Demolition e Mantas, transformando a casa em um inferno!
Não tem explicação e nem emoção que diga, o que é você ver dois ídolos de perto, fazendo um setlist matador e um show absolutamente perfeito, sem contar o carisma e humildade de todos ao atender os fãs, tirando fotos, distribuindo autógrafos e etc.
Um show que ficará na história, e que mostra que o Venom não é só Cronos. Sim! Mantas e Demolition voltaram com força total!
E a Avengers Produções traz pela primeira vez ao Brasil direto do Reino Unido M-Pire of Evil, a nova banda dos ex-Venom, Mantas e Demolition Man. Além de apresentarem as músicas de sua nova banda, Mantas e Demolition estão preparando um set mais do que especial, contando com todos os clássicos de sua antiga banda Venom, o que matará a ansiedade de muitos, pois teremos clássicos tocados de todas as épocas!
Para dar suporte a este show que será histórico, teremos as bandas Apokalyptic Raids, Amazarak, Metallic Crucifixion e Nightmare fazendo a abertura do evento, transformando o que seria apenas um show, em um excelente festival do mais puro Metal old school.
As lendas Mantas e Demolition Man juntos pela primeira vez no Brasil
O show será no dia 15/11 no Fofinho Rock Bar em São Paulo e terá cobertura exclusiva do Road to Metal!
Então você de São Paulo ou região não pode ficar de fora, ingresso barato, grandes bandas e produção de primeira, vamos lotar e manter o nosso underground vivo!
Formada em 1979, em Grenoble na França, o Nightmare encerrou prematuramente suas atividades em 1987, mas em 1999 renasceu com um novo line-up, tendo Jo Amore, o baterista fundador, agora assumindo os vocais, e seu irmão mais novo David na bateria, lançando neste ano o EP "Astral Deliverance".
Em 2001 sai o álbum "Cosmovision", com excelente aceitação, e a partir daí a banda vem lançando trabalhos de qualidade, mostrando uma evolução a cada novo lançamento, mas fazendo questão de dizer que fazem Heavy Metal, que fazem a música que sentem, sem se preocupar com rótulos ou tendências comerciais!
Confiram a entrevista exclusiva com Jo e Yves, que falaram sobre o novo álbum, a história da banda e a vontade de tocar no Brasil em breve!
Road to
Metal: Olá! É um prazer para nós entrevistar a banda. Obrigado pelo seu tempo!
Jo &
Yves: Nós que agradecemos vocês!
Road to
Metal: A banda está no meio de sua turnê europeia de divulgação de "The
Burden of God" (2012). Como estão sendo os shows e recepção às canções do
álbum novo que está sendo apresentado?
Jo &
Yves: Tudo está indo muito bem! Tivemos alguns shows no Benelux com o Crimson
Glory (EUA), que foi um primeiro passo e muito emocionante para nós... É claro
que temos que focar nosso setlist com músicas do “The Burden of God”, e o
mínimo que podemos dizer é que o público está dando uma resposta muito boa para
ele até agora...
Novo álbum busca levar a banda a maior reconhecimento mundial
Road to
Metal: Este novo álbum, "The Burden of God", traz um novo trabalho de
estúdio, o último havia sido em 2009! Contem como foi o processo de composição
do álbum?
Yves:
Foi muito efetivo... Temos trabalhado com o nosso amigo de longa data e
produtor Patrick Liotard, que nos ajudou muito no processo. Por exemplo, nós
gravamos vocais com as guitarras guias, o que significa que poderíamos mudar
muitas coisas e arranjos! E nós registramos as guitarras finais depois de tudo
isso, e depois dos vocais, o que é muito melhor para polir e fortalecer as
músicas.
Road to
Metal: O vídeo "Sunrise in Hell" foi lançado para divulgação do
álbum, e sem dúvida podemos dizer que a banda fez uma ótima escolha para um
single. Qual é a mensagem que a banda tentou passar com a história contada no
vídeo?
Yves: “Sunrise
In Hell” conta a história de um viciado que pensa que as drogas que ele toma o
fazem viver em um mundo perfeito e celestial, mas a realidade é outra coisa...
"o nascer do sol no inferno", e ele está indo para o seu suicídio no
final!
Jo largou da bateria para investir como frontman!
Road to Metal: A música "Children of the Nation" lembra
"Cosmovision" . Você usou material antigo ou que foi deixado de fora
outros discos, ou o que ouvimos é algo de novo, mesmo para a banda?
Jo: Eu
não concordo muito, eu acho que "Children of the Nation" é mais uma
canção mid-tempo, enquanto "Cosmovision" é mais rápida quando se
trata do tempo...
Yves:
"Children of the Nation" é uma música escrita muito mais nos padrões
que usamos para escrever músicas deste novo álbum.
Road to
Metal: Neste novo álbum, houve a participação de Magali Luyten (Epysode / Beautiful
Sin) para terminar a trilogia de "The Dominion Gate-Part III", que
começou em 2005. Quão importante é uma música que segue uma linha por anos?
Este terceiro marca o fim da saga?
Jo: Foi
muito interessante para nós ter Magali como convidada especial nessa música,
porque ela é uma mulher que canta “com culhões” e a combinação foi estupenda!
Yves: Era
o fim de uma saga que começou com “The Dominion Gate Part I”, com um mundo
muito bonito que vai se acabar com o apocalipse no final da trilogia. Deixamos para
o ouvinte descobrir por si só com a letra da trilogia completa e fazer suas
próprias interpretações...
Álbum lançado em 2005
Road to
Metal: Historicamente, a Nightmare é considerada a banda mais importante da
França. Quando se trata de Metal francês, Nightmare é o primeiro nome que vem à
mente dos brasileiros, e acreditamos que em outras nações aconteça a mesma
coisa. Como a banda vê a história do Metal na França? Como foi a cena e como é
hoje?
Jo: Muito
obrigado pelos elogios! Nós realmente gostaríamos de ir para o Brasil assim que
puder! Agora cabe aos promotores verificar esta oportunidade!
Yves:
Sim, é estranho isso, mas parece que temos um melhor retorno em países exóticos
do que em casa, na França, por exemplo! Temos apenas de Israel, onde o público
foi incrível conosco, como sempre... A cena francesa, sempre está evoluindo
através dos anos em diferentes etapas e, claro, novas bandas surgiram como
Gojira, mas na década de oitenta tinha algo especial com muitas bandas cantando
em francês e que se tornaram cult com o tempo, como Sórtilege, H Bomb e Vulcain,
que ainda estão lá hoje em dia...
"Não havia sentido em seguir com isso, continuar sob o nome Nightmare e então decidimos nos separar!"
Road to
Metal: Vocês poderiam contar-nos sobre as razões que levaram a banda a encerrar
suas atividades em 1987? O fim da banda foi positivo ou teria sido melhor se o
grupo pudesse ter continuado ativo?
Jo &
Yves: Em 1987, a completa mudança de formação acabou fazendo com que nos
perdêssemos! Só eu (Yves) e um dos ex-membros (Nicolas de Dominicis), fomos os
sobreviventes e musicalmente estávamos completamente perdendo o espírito da
banda e se tornando uma banda de AOR.... Não havia sentido em seguir com isso,
continuar sob o nome Nightmare e então decidimos nos separar!
Road to
Metal: Jo, poderia falar sobre o que você fez durante esse hiato da banda, retornando
em 1999, e como foi a reformulação do Nightmare, tendo você nos vocais e seu
irmão na bateria? Você sempre acreditou que a banda terminou prematuramente? O
que o motivou para reativar a banda?
Jo: Durante
o tempo em hiato do Nightmare, eu comecei a minha carreira como cantor e então
decidi parar com a bateria. Então eu comecei a aprender e melhorar meu vocal em
uma banda chamada Temple. É claro que eu sempre acreditei que o Nightmare
terminou prematuramente e quando voltamos eu senti que estávamos em um processo
de renascimento para uma vida nova!
O show
de reencontro em nossa cidade, Grenoble, em outubro de 1999, foi uma grande ideia
e o sucesso deste concerto, que era para ser um show único e exclusivo, nos
trouxe até onde estamos hoje e foi definitivamente uma verdadeira motivação
para reativar a banda!
O EP lançado no ano do retorno da banda (99)
Road to
Metal: A banda sempre optou por um Power Metal mais pesado.Você acredita que
esta foi uma evolução natural do estilo ou algo pensado para atrair também um público
de um som mais pesado e agressivo?
Yves: Não
estamos tocando música para seguir uma tendência, só para entrar num processo
comercial, por isso que eu diria que é mais uma evolução lógica do nosso
sentimento no momento... nós sempre fomos uma banda de Heavy Metal e nos consideramos
ainda como uma "banda de Heavy Metal"!
Road to
Metal: O Nightmare nunca realizou shows no Brasil. O grupo nunca foi contatado
para negociações de shows aqui? Existe a possibilidade de ver o grupo mais cedo
ou planos para uma turnê mundial que ainda não foi planejada? Saiba que vocês
têm muitos fãs que seguem o grupo, especialmente hoje, com acesso à Internet.
Yves:
Isso é algo que definitivamente estamos trabalhando! Se você conhece um
promotor que é capaz de nos levar até ai seria demais para nós ir para o
Brasil!!! E nós estamos olhando pra frente! Nosso novo agente na Alemanha está
trabalhando em opções diferentes e, claro, o Brasil está na mesa!
"Queremos encontrar os fãs brasileiros o mais breve possível!"
Road to
Metal: Gostaríamos de agradecer pela entrevista. Utilize este espaço para uma
última mensagem para nossos leitores em todo o mundo, especialmente os
brasileiros.
Yves & Jo:
Muito obrigado pelo apoio! Estamos olhando adiante, e queremos encontrar os fãs
brasileiros o mais breve possível!
Por
favor, siga as nossas notícias e atualizações por meio das redes sociais:
www.nightmare-metal.com e www.facebook.com/nightmareofficial
Formed in 1979, in Grenoble-France, the band Nightmare prematurely ended its activities in 1987, but in 1999 with a new line-up, with Jo Amore, founder drummer, now assuming the vocals, and his younger brother David on drums, the band was reborn, releasing in 2001 the full-lenght album "Cosmovision" with great acceptance, and from there has been releasing quality work, showing an evolution with each new release, but making a point of saying that they make "Heavy Metal", making the music that they feel, without worrying about labels or business trends!
Check out the exclusive interview with Jo and Yves, who spoke about the new album, the band's history and willingness to play in Brazil soon!
Road to Metal: Hi is a pleasure to interview the band. Thanks for your
time.
Jo & Yves: Thanx to you
Road to Metal: The band is in the midst of your European tour disclosure
of "The Burden of God". How are the shows now and receipt of songs
from the new album being performed?
Jo & Yves: All is going great! We had couple of shows in the
Benelux with cult US band Crimson Glory and that was a first step very exciting
for us… Of course we have focus our set list with songs from “ The Burden Of
God” and the least we can say is that
the audience gives extremely great response to them so far…
Road to Metal: This new album, "The Burden of God" brings the
band back to the studio with new stuff since 2009. How was the writing process
for the album?
Yves: Was very effective… we have worked with our longtime friend and
producer Patrick Liotard, who helped us a lot in the process. For example, we
recorded the vocals with working guitars tracks, meaning that we could change
many things and arrangements, and we have recorded the final guitars then after
all this and after the vocals, and that is much better to polish and strengthen
the songs.
New album takes the band to greater global recognition
Road to Metal: The video "Sunrise in Hell" was just released
and without doubt, we can say that the band made a great choice of song for a
single. What is the message that the band tried to go with the story told in
the video?
Yves: Sunrise In Hell is telling the story of a junkie that is thinking
that the drugs that he takes makes him live in an perfect and heavenly world
but the reality is something else… “the sunrise in hell” and he is going to
his suicide at the end !
Jo Amore rocking at stage
Road to Metal: The song "Children of the Nation" remembers
"Cosmovision" (1999). You have used composite material that were left
out of other disks or what we hear there are new even for the band?
Jo: I don’t agree so much, I think that “Children of the Nation” is
more a mid-tempo song when “Cosmovision” is faster track when it comes to the
tempo…
Yves : “Children of the Nation” is much more a brand new track written
in the standards that we used for songwriting this new album.
Album released in 2005
Road to Metal: In this new album, there was the participation of Magali
Luyten (Epysode/Beautiful Sin) finishing the trilogy of "The Dominion Gate
Part III," which began in 2005. How important is a song that follows a
thread for years? This Third party marks the end of the saga?
Jo: It was very interesting for us to have Magali as special guest on
this song, because she is a woman who sings “with balls” and the combination
was great.
Yves: It was the end of a saga that started with “Dominion Gate-Part One”,
in the album “The Dominion Gate”, with a very beautiful world to end up to the
apocalypse for the end of the trilogy. We let the listener to discover by
themselves with the lyrics the complete trilogy and make themselves their own
interpretations…
Road to Metal: Historically, Nightmare is considered the most important
band in France. When it comes to French Metal, Nightmare is the first name that
comes to mind of Brazilians and, we believe, that in other nations the same
thing happens. As the band sees the history of Metal in France? How was the
scene and how it is today?
Jo: Thanx a lot for the compliments! We really would like to come over
to Brazil as soon as we can! Now its up to the promoters to check this
opportunity!
Yves: Yes, It's strange but it looks like we have better feedback in
exotic countries than at home in France for example! We are just back from
Israel where the audience was awesome to us as always… as for the French scene,
it has always evolve since years in different steps and of course new bands
have emerged like Gojira, but in the eighties the scne had something special
with many bands singing in French and that became cult with the time like
Sortilege, H Bomb, Vulcain who are still there nowadays…
"There were no sense then to continue under the name Nightmare and then we decided to split up"
Road to Metal: Would you tell us about the reasons that led the band to
end its activities in 1987? The end of the band was positive or would have been
better if the group could have continued active?
Jo & Yves: In 1987 the complete change of line-up ends up to our
loss! Only me (Yves) and one of the former members (Nicolas de Dominicis)
were the only survivors and musically we were completely losing the spirit of
the band and becoming an AOR band… There were no sense then to continue under
the name Nightmare and then we decided to split up!
Road to Metal: Jo, Would you talk about what you did during this hiatus
from the band, even back in 1999, and how was the reformulation of Nightmare,
with you taking the vocals and your brother the drums? You always believed that
the band ended prematurely? What motivated you to reactivate the band?
Jo: During the hiatus time of nightmare, I started my career as a singer
and then decided to stop the drums. I then started to learn and improve to sing
in a band named temple. Of course I always believed that Nightmare at this time
ended prematurely and when we got back together I felt we were in a process of
rebirth to a new life!
The reunion show in our hometown of Grenoble, back in October 1999, was
a great idea and the success of this concert, that was supposed to be a unique
and exclusive show, brought us to where we are today and it was definitely a
real motivation to reactive the band!
EP from year 1999, the year of band's reborn
Road to Metal: The band has always opted for a
shed heavier power metal itself. Do you believe that this was a natural
evolution of style or something more thought to attract an audience of more Headbanger
oriented sound extreme?
Yves: We are not playing music to follow the trend just to get more into
the commercial process, that why I would say that it’s more a logical evolution
of our feeling at the time… we always was a heavy metal band and we consider
still as a “Heavy Metal band” today!
Road to Metal: Nightmare never performed in Brazil. The group was never
contacted for negotiations shows here? There is a possibility of seeing the
group soon or plans for a world tour have not yet been drawn? Know that you have
many fans who follow the group, especially today, with widespread Internet
access.
Yves: That is definitely something we are working for! If you know a
promoter who is able to bring us there it would be a total blast for us to come
to Brazil and we are looking forward to it! Our new booking agent from Germany
is working on different options and of course Brazil in on the table!
"It's strange but it looks like we have better feedback in exotic countries than at home in France"
Road to Metal: We would like to thank you for the interview. Use this
space to a last message to our readers around the world, especially the
Brazilian ones.
Yves & Jo: Thanx a lot for the support! Looking forward to meet all
our Brazilians fans as soon as possible!
Primeiro vídeo/single de "The Burden of God" ganha vida
A banda francesa Nightmare divulgou o vídeo clipe da musica “Sunrise in Hell”, música que faz parte do mais recente trabalho, o marcante “The Burden of God”.
Esse é o oitavo álbum de estúdio da banda, lançado em maio deste ano pela AFM Records, cuja resenha você confere aqui.
Novo álbum marca a carreira dos franceses positivamente
Nightmare é uma das pioneiras bandas de Heavy Metal francês. Foi formada no início dos anos oitenta, mais precisamente em 1979, tocando um Heavy Metal tradicional. Mas em 87 a banda se separou, retornando no início dos anos noventa, após uma reformulação na sua formação. Desde então, a banda começou a tocar um Power Metal Sinfônico, mas não esquecendo a sua base tradicional.
A França não é um dos países mais tradicionais do Heavy Metal, mas tem lá seus méritos, afinal, é de lá que saiu aquele que é, provavelmente, o principal nome do Metal francês: Nightmare.
Infelizmente um hiato de dez anos sem atividades (do fim dos anos 80 ao fim dos 90) fez a banda cair no esquecimento (mas jamais entre seus fãs). A volta fenomenal com “Cosmovision” (1999), que inclusive foi o disco que me apresentou à banda, foi ajudada por grandes discos que se seguiram na última década, para culminar com seu mais recente lançamento, o magnânimo “The Burden of God” (2012), 8º disco da banda.
Banda caprichou muito em "The Burden of God"
Impossível ser imparcial diante do trabalho deste quinteto formado por Jo Amore (vocal), Franck Milleliri (guitarra), Yves Campion (baixo e vocais de apoio), Matt Asselberghs (guitarra e vocal de apoio) e David Amore (bateria e vocais de apoio), irmão de Jo. “The Burden of God” traz exatamente a proposta que se espera dessa pioneira banda francesa, a saber, Heavy Metal com Power Metal clássico, com muitos riffs certeiros, refrãos grudentos e de fácil assimilação, aliado à modernidade sonora que se confunde com a própria maturidade das composições que, embora simples, não são levianas, e sim bem construídas.
A produção é um passo à frente, contando com o trabalho de Patrick Liotard, além de ter sido gravado no já conhecido estúdio de Marseille.
A inconfundível voz e presença de Jo Amore
Aqui cabe um desabafo: porque a banda precisou esperar quase três décadas (surgiu em 1979) para começar a obter reconhecimento fora de seu país de origem? A sonoridade é de gente grande, coisa que só os principais nomes de um país são capaz de fazer.
Impossível ouvir canções como “Sunrise in Hell” (que, após uma intro interessante, abre o disco), “The Preacher” (riff muito simples, mas grudento como cimento seco), “Crimson Empire” (está parece “sobra” de “Cosmovision”) e não ficar extasiado. Para isso, basta você gostar de Heavy/Power Metal (não confundir com sons de bandas como Gamma Ray ou Blind Guardian, a proposta é bem diferente) e pesquisar mais sobre o grupo.
Nightmare direto da França
Os grandes destaques ficam para, “The Dominion Gate (Part III)”, “Final Outcome” e “Afterlife”, curiosamente estas duas últimas foram compostas pelo produtor do álbum, mas a banda gostou tanto que gravaram e colocaram no álbum (para a alegria dos nosso ouvidos o/). As duas canções são obras-de-arte pura. Te pegarão na primeira audição!
O trabalho fenomenal dos vocais de Jo Amore (o cara deixa muitos “grandalhões” no chinelo, sendo que começou na banda como baterista) e da dupla de guitarristas Asselberghs e Milleliri merece destaque absoluto, pois o que fazem beira o absurdo (no bom sentido).
Nightmare mostra que, pelo menos na França, domina o país e, se os grandões não se cuidarem, Nightmare tomará a Europa mostrando que experiência não é sinônimo de acomodação. Forte candidato a melhor álbum do ano.
Stay on the Road
Texto: Eduardo Cadore
Edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação e Jedrig Leon
Ficha Técnica
Banda: Nightmare
Álbum: The Burden of God
Ano: 2012
País: França
Tipo: Heavy/Power Metal Clássico
Selo: AFM Records
Formação
Jo Amore
Franck Milleliri (Guitarra)
Yves Campion (Baixo e Vocais de Apoio)
Matt Asselberghs (Guitarra e Vocal de Apoio)
David Amore (Bateria e Vocais de Apoio)
Tracklist
1 - Gateways To The Void
2 - Sunrise In Hell
3 - The Burden Of God
4 - Crimson Empire
5 - Children Of Nation
6 - The Preacher
7 - Shattered Hearts
8 - The Doomsday Prediction
9 - The Dominion Gate part III
10 - Final Outcome