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quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Ashes of Ares: A Experiência a Favor de Um Novo Monstro do Metal


Trio formado por ex-integrantes do Iced Earth e Nevermore lança CD

Para muitos, e eu me incluo, um dos CDs mais esperados de 2013 era o primeiro trabalho da nova banda de ninguém menos que Matthew Barlow (ex-Iced Earth) e Van Williams (ex-Nevermore), que anunciaram o Ashes of Ares, recrutando para a banda o também ex-Iced Earth Freddie Vidales.

Como um trio e com contrato assinado com a gigante Nuclear Blast, “Ashes of Ares” (2013), o álbum, ainda não foi lançado oficialmente (dia 06 de setembro nos EUA), mas mostra que a proposta uniu perfeitamente as origens dos integrantes, com veia pulsante de agressividade, numa produção de primeira e bastante grave, dando o sobrepeso que faz do disco um verdadeiro massacre sonoro.

Da esq. p/ dir.: Freddie Vidales, Van Williams e Matthew Barlow

Matthew Barlow, que deixou definitivamente o Iced Earth, fez muito bem em não abandonar a música e no Ashes of Ares deu tudo de si, sendo este um dos melhores trabalhos que ouvi do grandalhão, detentor de uma das vozes mais poderosas da história do Metal.

Van Williams saiu desacreditado do Nevermore, quando do “término” da banda, mas, depois desta nova empreitada, dificilmente sentirá saudades da antiga banda, já que aqui parece ter maior criatividade e liberdade, sentando a mão sem dó e com muita capacidade.

Apesar do álbum não ter sido lançado ainda, a banda já realizava turnê de divulgação com grande sucesso

Por fim, mas não menos importante, Vidales, que deixou o Iced Earth no meio de turnê mundial (inclusive tive a oportunidade de vê-lo ao vivo com a antiga banda em um de seus últimos shows), além de gravar o baixo, também foi o responsável pelas guitarras, fazendo um trabalho surpreendente, especialmente para quem só conhecia seu trabalho nas 4 cordas.

São 10 faixas, diretas, com muito peso, velocidade, riffs cadenciados, solos rápidos e melódicos, refrões grudentos e fortes, mas sem esquecer momentos na medida certa com dedilhados acústicos, sempre seguidos de perto de mais uma dose extra de peso.

A verdade é que, da primeira à última faixa, a audição se mantém atenta e o pescoço não para. Ouça músicas como “The Messenger” (que dá, literalmente, a mensagem inicial do álbum), “On Warrior’s Wings” (uma que mescla bem momentos calmos com violência sonora), “Punishment” (moi ossos), “Dead’s Men Plight” (esta foi a única faixa liberada completa até o momento) e “This is My Hell”, faixa que cujo vídeo clipe já foi finalizado e deve ser divulgado nos próximos dias. Isso apenas para destacar algumas, já que o álbum de modo geral é bastante homogêneo e coeso, com ótimas faixas e muita energia, ajudado também pelo ótimo trabalho do produtor Jim Morris (Iced Earth, Jag PAnzer, Jon Oliva’s Pain) no Morrisound Recording, em Tampa (EUA)

Ainda é cedo para dizer, afinal, o álbum ainda precisa amadurecer nos ouvidos dos fãs, mas arrisco dizer, sem medo, que este é um dos trabalhos mais significativo da carreira desse trio e desbanca muitas bandas consagradas que lançaram material este ano. “Ashes of Ares” estará na maioria das listas de melhores de 2013 dos verdadeiros fãs de Heavy Metal e tem tudo para ser o começo de uma banda monstruosa. Aguarde e verá!

Stay on the Road

Texto e edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica
Banda: Ashes of Ares
Álbum: Ashes of Ares
Ano: 2013
País: EUA
Tipo: Heavy Metal
Selo: Nuclear Blast

Formação
Matthew Barlow (Vocal)
Van Williams (Bateria)
Freddie Vidales (Guitarras e Baixo)


Tracklist
01. The Messenger
02. Move The Chains
03. On Warrior's Wings
04. Punishment
05. This Is My Hell
06. Dead Man's Plight
07. Chalice Of Man
08. The Answer
09. What I Am
10. The One-Eyed King

Acesse e conheça mais sobre a banda

Clique aqui e ouça o álbum na íntegra por tempo limitado.

Ouça "Dead Man's Plight" com letras

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Tankard: Beber e Bangear

Humor etílico de volta com os beberrões do Metal



Os Kings Of Metal Beer voltaram e por mais que os caras nunca sejam lembrado como medalhões do Thrash Metal alemão como Kreator, Sodom e Destruction, o Tankard sempre manteve-se fiel a sua ideologia e, principalmente, ao seu estilo: o Metal rápido, cru e agressivo e, por que não dizer, etílico.

E agora “A Girl Called Cerveza” (2012) vem como um destaque de sua discografia com uma capa bem humorada, um titulo que os caras juram que foi inspirado no Brasil e a nossa mania de pedir uma loira gelada. E os caras não perderam um mililitro daquele humor ácido tão característico. Basta olhar a tradução da faixa título e o seu clipe (e que modelo maravilhosa a que participa do clipe). 

Novo álbum foi inspirado no brasileiro que chama a cerveja de "loira gelada"

“Rapid Fire (A Tyrant’s Elegy)” e “Masters of Farcers” mostram que isso  aqui é Metal old school, ou seja, feito por quem entende e vale lembrar que os caras estão na estrada desde 1982. Destaque também para Andreas Gutjahr (guitarra) que é um injustiçado, porque o músico é muito insano, fazendo algumas passagens onde o bangear é obrigatório, além de Gerre “Geremia”. O cara pode ate ter perdido peso, mas seu estilo de cantar continua único  e é só ouvir as primeiras frases que você sabe que é Tankard.
O álbum passa muito rápido e aquela influência Punk que acompanha os caras aparece em “Not One Day Dead (But One Day Mad”, além da pegada “Witchhunt 2.0”. Feroz, para dizer o mínimo. 

Os caras tiveram a cara de pau de convidar Doro Pesch para cantar a impagável “The Metal Lady Boy” e o mais legal: combina com a proposta da canção.

Então, repito o conselho que fiz quando resenhei o álbum anterior  do Tankard: ligue o som e pegue uma cerveja que a diversão é garantida

Texto: Harley
Revisão/edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica
Banda: Tankard 
Álbum: A Girls Called Cerveza
Ano: 2012
País: Alemanha
Tipo: Thrash metal
Gravadora/selo: Nuclear Blast 

Formação
Andreas Geremia (Vocal)
Andreas Gutjahr (Guitarra)
Frank Thorwarth (Baixo)
Olaf Zissel (Bateria)



Track list 
01 Rapid Fire (A Tyrant's Elegy)
02 A Girl Called Cerveza
03 Witchhunt
04 Masters of Farces
05 The Metal Lady Boy  (com Doro Pesch)
06 Not One Day Dead (But One Day Mad)
07 Son of a Fridge
08 Fandom at Random
09 Metal Magnolia
10 Running on Fumes


Acesse e conheça mais sobre a banda

Assista ao vídeo clipe oficial do disco



terça-feira, 21 de agosto de 2012

Testament: Melodia no Thrash Metal Bay Area

Banda lança álbum misturando o Thrash característico com muita melodia 



Quando um grupo clássico lança um novo trabalho, as expectativas sempre surgem no sentido de “será que teremos um disco tão bom quanto o tal clássico?”.

Chuck Billy (vocal) 
Com a lendária Testament, em seu 10º álbum, nominado “Dark Roots of Earth” (2012) não está sendo diferente. Embora a banda mantenha uma formação quase clássica (sentindo a saída de Paul Bostaph das baquetas, mas substituído à altura por Gene Hoglan), a verdade é que neste novo trabalho acabou dando um espaço bastante significativo à melodia, certos momentos exagerando, como em “Cold Embrace” que, embora tenha ficado interessante (bela interpretação do vocalista Chuck Billy), destoa do restante da carreira a banda.

Mas o álbum é de uma das bandas responsáveis pela criação e estabelecimento do chamado Thrash Metal da Bay Area e, como não podia deixar de ser, aqui estão grandes canções com muitos riffs sensacionais de Eric Peterson e Alex Skolnick, mostrando que essa dupla da formação original é, certamente, uma das melhores entre os grupos da época.

Excesso de melodia em algumas canções não agradaram alguns fãs

As provas que valem o disco estão em “Rise Up” (que riffs!), “Native Blood” (com direito a vídeo clipe) e “True American Hate”, num vocal raivoso de Chuck, como nos bons e velhos tempos. “Man Kills Mankind” tem riffs pesados, uma cozinha de destaque com o baixo de Greg Christian e a bateria de Hoglan. Além disso, tem o melhor refrão do disco, fácil de cantar e grudento ao máximo!

Vale salientar que Hoglan traz em seu currículo bandas como Death, Dark Angel e, mais recentemente, Fear Factory, fezendo aqui um trabalho efetivo como um todo, embora não se sobressaia, afinal, aqui quem manda são os riffs, é um de seus trabalhos mais certeiros dos últimos anos.

Como de praxe, a banda traz como bônus versões covers. Só vou citar “Powerslave” (Iron Maiden), que é uma das melhores versões de estúdio que já ouvi.

A banda pode ter exagerado na melodia e não ter revolucionado em nada com “Dark Roots of Earth”, mas, também, com uma carreira de quase 30 anos, pelo menos não gravou discos de New Metal nem cuspiu no nome do Thrash Metal. Vá sem medo!

Stay on the Road

Edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica
Banda: Testament
Álbum: Dark Roots of Earth
Ano: 2012 
País: EUA
Tipo: Thrash Metal (Bay Area)
Selo: Nuclear Blast

Formação
Chicuk Billy (Vocal)
Eric Peterson (Guitarra)
Alex Skolnick (Guitarra)
Greg Christian (Baixo)
Gene Hoglan (Bateria)



Tracklist
1 - Rise Up
2 - Native Blood
3 - Dark Roots Of Earth
4 - True American Hate
5 - A Day In The Death
6 - Cold Embrace
7 - Man Kills Mankind
8 - Throne Of Thorns
9 - Last Stand For Independence
Bônus
10 - Dragon Attack (Queen)
11 - Animal Magnetism (Scorpions)
12 - Powerslave (Iron Maiden)
13 - Throne Of Thorns (versão extendida)

Acesse e conheça mais sobre a banda

Assista ao vídeo clipe de “Native Blood”

Compre o álbum pela Die Hard aqui.