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segunda-feira, 18 de maio de 2026

Cobertura de Show: Bangers Open Air – 26/04/2026 – Memorial da América Latina/SP

O segundo e último dia, domingo, chegou prometendo tanto quanto o primeiro, ou seja, muita gente para prestigiar mais 12 horas dos mais diferentes estilos dentro do metal, além de um sol forte como sempre, sem ameaças de chuva. Para quem chegou mais cedo, felizmente não houve problemas para entrar, conseguindo assistir às primeiras atrações do Ice e do Sun sem maiores transtornos. Ponto para os organizadores que, após as reclamações do dia anterior, decidiram liberar a entrada do público geral mais cedo.

Dessa vez, não consegui ter muito tempo para conferir as feiras e outras atrações que o festival oferece, como a feira geek, de tatuagem e gastronômica, nem mesmo a tão disputada signing session, com destaque para a do Within Temptation, onde a simpática e super receptiva Sharon den Adel fez questão de atender todos que não conseguiram pegar senha.

Outra coisa legal é ver a molecada – que até certa idade não paga – curtindo os shows ao lado de seus pais. E havia muitas presentes, ainda bem, pois é sinal de que o estilo estará mais vivo do que nunca daqui a alguns anos.

Infelizmente, eu, Gabriel Arruda, não consegui ver os piratas do Visions of Atlantis devido a problemas com o transporte público para chegar ao local do festival. Por sorte, consegui pegar os momentos finais dos alemães do Primal Fear, que sempre dão uma aula de como fazer um show de heavy metal. O destaque sempre vai para o excelente Ralf Scheepers, com seus incríveis agudos, e para Thalía Bellazecca, que vem assumindo muito bem o posto de guitarrista ao lado de Magnus Karlsson não só pela sua competência, mas também por ser uma das poucas mulheres negras dentro do estilo. Que, através dela, isso possa mudar. Mais uma vez não tivemos a presença do Matt Sinner devido a um acidente na sua perna. Dirk Schlächter, do Gamma Ray, acabou assumindo a missão. 

NEVERMORE HONRA O LEGADO DE WARREL DANE EM APRESENTAÇÃO MEMORÁVEL

Texto: Gabriel Arruda

Fotos: Edu Lawless

Depois de alguns minutos, era vez de pular para o palco Ice para ver um dos shows mais aguardados desta quarta edição. Jamais imaginaria que o Nevermore fosse retomar as atividades por conta da ausência de Warrel Dane, um de seus fundadores, falecido em 2017, e do baixista James Sheppard, que se aposentou há alguns anos.

Com prós e contras – mais prós, ainda bem – o guitarrista Jeff Loomis, junto com o baterista Van Williams, os únicos da formação original, decidiu voltar com uma nova formação para honrar o legado da banda, que foi muito importante no metal no final dos anos 90 e início dos anos 2000. Esse retorno também permite conquistar uma nova geração de fãs e se apresentar para aqueles que nunca tiveram a oportunidade de ver a banda no passado, como foi o caso de muitas pessoas que estiveram no Bangers e também no side show, que aconteceu dois dias depois no Carioca Club. Vale lembrar que a banda já havia tido uma experiência em festivais no Brasil, se apresentando no extinto Live 'n Louder, em 2006. Ou seja, sabiam bem o que fazer.

Logo na abertura com Narcosynthesis, que também abre o estupendo Dead Heart in a Dead World (2000), já mostravam que não estavam para brincadeira. A banda estava muito bem ensaiada: Jeff – ao lado do jovem Jack Cattor – despejava riffs esmagadores, enquanto Van Williams, junto ao baixista Semir Özerkan, mantinha a versatilidade rítmica intacta. E, claro, o vocalista Berzan Önen mostrou que vem sendo a escolha certa para assumir o posto do saudoso Warrel, conseguindo emular suas características, mas também apresentando sua própria personalidade.

Por ser um festival, onde os shows são mais curtos e cronometrados, a banda precisou escolher bem as músicas do setlist. Mesmo com pouco tempo, fizeram bonito. Trouxeram músicas do This Godless Endeavor (1999), como My Acid Words e Born, tocadas mais para o final e grandes destaques do show. Até mesmo o pouco lembrado Enemies of Reality (2003) marcou presença com a faixa-título. No entanto, foram as músicas de Dead Heart in a Dead World (2000) que mais empolgaram os fãs: além de Narcosynthesis, vieram The River Dragon Has Come, Inside Four Walls e Engines of Hate, mostrando que o quinteto de Seattle ainda tem muito a oferecer. Sem dúvidas, um dos melhores shows do dia, fazendo valer a pena a espera.

EXPLOSÃO MODERNA SOB O SOL: AMARANTHE ENTREGA ENERGIA E CONEXÃO NO BANGERS OPEN AIR 2026 

Texto: Michelle F. Santana

Fotos: Edu Lawless

Sob um sol escaldante de aproximadamente 30 °C, às 15h em ponto no Hot Stage, o Amaranthe transformou a tarde do segundo dia de Bangers Open Air em um verdadeiro espetáculo de energia e intensidade. Formada em 2008, na Suécia, a banda se consolidou como um dos nomes mais marcantes do metal moderno, apostando em uma proposta pouco convencional: três vocalistas dividindo o protagonismo, Elize Ryd nos vocais limpos, Nils Molin também no limpo e Mikael Sehlin trazendo o peso gutural. Essa combinação, que poderia soar arriscada, ao vivo se mostra extremamente coesa e poderosa. Mesmo sob condições adversas, a banda entregou presença de palco impecável, performance carregada de paixão, conexão e explosão.

Conhecida por transitar entre diferentes vertentes sonoras, Amaranthe encontrou um público completamente entregue, diverso em idade, mas harmônico na intensidade. Era possível ver fãs cantando cada faixa com entusiasmo, transformando o show em uma experiência coletiva. A abertura já veio como um impacto direto, com “Fearless”, “Viral” e “Digital World” levando o público ao limite da euforia. No meio desse turbilhão, “Amaranthine” surgiu como um respiro emocional, delicada, luminosa, arrancando um coro forte e carregado de sentimento. No palco, Elize se mostrou extremamente carinhosa e conectada com o público, enquanto Nils trouxe uma energia visceral e Mikael sustentou o peso com brutalidade precisa, criando um equilíbrio que define a identidade da banda.

Com qualidade sonora consistente e vocais impecáveis, o Amaranthe entregou um show que alterna entre o intenso e o sensível, muito impulsionado pela suavidade e brilho da voz de Elize. Em sua segunda passagem pelo Brasil, a banda deixou claro que não veio para ser passageira. Ao contrário, reforçou sua força dentro do metal contemporâneo, mostrando que o gênero segue evoluindo, conquistando espaço e quebrando barreiras. Foi um show marcante, daqueles que não apenas entretêm, mas ficam, pulsando na memória de quem esteve ali, sob o mesmo sol, vivendo o espetáculo.

WINGER SE DESPEDE DO BRASIL COM SHOW CARREGADO DE CLÁSSICOS

Texto: Gabriel Arruda

Fotos: Edu Lawless

A tarde foi reservada para as bandas de hard rock. Em comparação às edições anteriores, este ano contou com a presença de poucas bandas do gênero, mas que acertaram na escolha, mesmo com essa “minimalização". Infelizmente, não foi possível assistir a todo o show dos suecos do Crazy Lixx, já que o Winger tocou praticamente no mesmo horário, o que gerou muitas reclamações por parte dos fãs que curtem ambas as bandas. Por conta da longa espera e, muito provavelmente, por ser a última chance de vê-los ao vivo no Brasil, muitos optaram pelo Winger, o que já era esperado.

Kip Winger, que dispensa apresentações, junto com os renomados Reb Beach (guitarra), Paul Taylor (teclado/guitarra), Rod Morgenstein (bateria) e o recém-chegado Howie Simon (guitarra), mostraram que a banda resistiu ao tempo, mesmo enfrentando certa rejeição e chacota — vide o caso da animação Beavis and Butt-Head e o famoso episódio do dardo arremessado por Lars Ulrich, baterista do Metallica, na foto de Kip.

Mesmo sem ter ensaiado e com pequenos problemas técnicos no início – que deixaram Kip e Reb visivelmente irritados – a banda conseguiu conquistar não só os fãs devotos, mas também aqueles que não são tão familiarizados com o grupo e passaram a apreciá-lo depois do que viram, contribuindo para tornar o show (repleto de clássicos) ainda melhor. E clássicos é o que não faltou. O setlist foi concentrado no primeiro álbum, homônimo, e no "In the Heart of the Young" (1990), com músicas como Seventeen, Can’t Get Enough, Miles Away, Rainbow in the Rose, Time to Surrender, Headed for a Heartbreak, Easy Come Easy Go e Madalaine. Do Pull (1993), apenas Down Incognito marcou presença, além de Stick the Knife In and Twist, do recente Seven (2023), que abriu o show de forma tímida. Uma pena a banda decidir encerrar as atividades, pois ainda se mostra em plena forma.

SMITH/KOTZEN TRANSFORMA ESTREIA EM UM DOS GRANDES MOMENTOS DO BANGERS OPEN AIR

Texto: Gabriel Arruda

Fotos: Edu Lawless

O penúltimo show do palco Ice foi um dos mais aguardados desde o anúncio, principalmente por se tratar de uma estreia. Estou falando, é claro, do Smith/Kotzen, talvez o melhor duo surgido nos últimos anos. Quem, em sã consciência, imaginaria Ritchie Kotzen ao lado do grande Adrian Smith, do Iron Maiden, criando um projeto que unisse suas influências em comum. O resultado foi um excelente disco de estreia, lançado durante a pandemia, que traz fortes influências do hard rock setentista e do blues, ou seja, um classic rock de primeira, que ao vivo soa ainda melhor. 

O mais interessante é ver que os dois, ao lado dos brasileiros Bruno Valverde (bateria) e Julia Lage (baixo), não seguem um protocolo rígido no palco. É simplesmente uma banda tocando como se estivesse em um ensaio: fazendo jams, trocando sorrisos e olhares de forma espontânea, como em um show intimista. Outro destaque é o lado vocal do Adrian, que surpreende com um timbre muito marcante. Já Bruno e Julia impressionam pela energia e maestria, reforçando ainda mais o peso e a qualidade da banda com toda a experiência que carregam.

O setlist não trouxe muitas surpresas, apesar do mistério criado por Bruno e Julia em entrevista aqui na Road To Metal. Ainda assim, músicas como Life Unchained, Black Light e Blindsided se destacaram logo de cara, ao lado de Taking My Chances e Darkside, que conta com um solo maravilhoso de Adrian. Got a Hold on Me, um hard/blues fulminante, também empolgou o público.  Por mais previsível que fosse, Wasted Years, composição de Adrian no Iron Maiden, marcou presença no set. E, no fim das contas, tinha que ser ela para encerrar um dos melhores shows do dia.

ENTRE NOSTALGIA E INTENSIDADE: WITHIN TEMPTATION TRANSFORMA O BANGERS OPEN AIR 2026 EM UM ESPETÁCULO EMOCIONAL



No segundo dia de festival, pontualmente às 18h25, no Ice Stage do Bangers Open Air 2026, o Within Temptation subiu ao palco e fez mais do que um show, construiu uma experiência emocional que atravessou gerações. Formada em 1995, na Holanda, e liderada pela icônica Sharon den Adel, a banda entregou um setlist profundamente nostálgico, costurando diferentes fases da carreira com precisão e sensibilidade. A abertura com “Go to War”, faixa do álbum Bleed Out (2023) que curiosamente ficou de fora da última passagem pelo Brasil, já indicava o tom da apresentação. Em seguida, clássicos como “The Howling”, “Stand My Ground” e “Bleed Out” incendiou o público, que se entregou a um coro potente, guiado pela voz lírica de Sharon em contraste com o peso das guitarras. Em “Ritual”, Sharon dedicou às mulheres, a banda reforçou sua mensagem de empoderamento, ecoando forte em uma plateia diversa e conectada.

Sharon brilhou com uma presença magnética, com suas danças, conduzindo o público com naturalidade e emoção. Na primeira metade do show, sua voz parecia guardar força, como se preparasse o terreno para o que viria e veio. Após mencionar o calor intenso, mesmo no início da noite, a apresentação ganhou outra dimensão a partir de “In the Middle of the Night” e “Forsaken”, elevando a energia a um nível quase catártico. A inclusão de “Paradise (What About Us?)”, eternizada na colaboração com Tarja Turunen, intensificou ainda mais o clima épico. Era impossível não notar a quantidade de fãs vestindo camisetas da banda pelo festival, um reflexo claro de sua relevância e conexão com o público ao longo dos anos.

Na reta final, o Within Temptation transformou emoção em memória viva com as músicas “Ice Queen” e "Mother Earth", que em um dos momentos mais simbólicos do show, Sharon dedicou “Mother Earth” ao Brasil, destacando o país como uma nação de riquezas naturais imensas, o que deu à música um peso emocional ainda maior ao vivo, trouxe lágrimas e um coro carregado de nostalgia, reafirmando o impacto duradouro da banda. Mais do que técnica impecável, o grupo entrega significado: suas músicas transitam entre o íntimo e o político, denunciando mazelas do mundo enquanto criam um espaço de pertencimento. O resultado foi um espetáculo intenso, diverso e profundamente humano um daqueles momentos que ultrapassam o palco e se instalam na memória de quem esteve presente. Within Temptation não é apenas uma banda; é parte da história afetiva de seus fãs. E, naquela noite, escreveu mais um capítulo inesquecível.


COM UMA REUNIÃO HISTÓRICA, ANGRA ENTREGA O SHOW MAIS SIMBÓLICO DE SUA CARREIRA


Enfim, chegamos ao último show do dia. Normalmente, em festivais grandes como o Bangers, uma banda internacional de grande porte é escolhida como headliner. Para a surpresa de muita gente, o Angra foi o nome escolhido para encerrar essa quarta edição. Mas não seria um show comum, como os fãs estão acostumados a ver. Na ocasião, a organização, junto com o management da banda, idealizou uma reunião histórica: Edu Falaschi (vocal), Kiko Loureiro (guitarra) e Aquiles Priester (bateria) se juntaram aos remanescentes Rafael Bittencourt e Felipe Andreoli para um encontro que muitos, como eu, achava improvável. Além disso, o show marcou o encerramento de um ciclo e o início de outro, com a saída de Fabio Lione e a entrada de Alírio Netto como seu substituto.

Tudo aconteceu conforme prometido, até mais. O show passeou por todas as fases da banda ao longo de seus 35 anos, com uma produção de palco surpreendente com pirotecnia e uma passarela que aproximava ainda mais os músicos do público. Nesse quesito, foi, sem dúvida, a melhor experiência visual ao vivo da história da banda.

Mesmo com pouco tempo de ensaio, todos entregaram o máximo de seu potencial — com destaque para Bruno, que ensaiou apenas uma vez devido à sua agenda com o projeto Smith/Kotzen. Apesar do nervosismo, Alírio fez uma boa estreia ao cantar músicas da fase do saudoso Andre Matos, começando por Nothing to Say e Angels Cry, demonstrando personalidade e competência. Impressiona não só sua presença de palco — muito influenciada por sua experiência no teatro —, mas também sua coragem. Após muito tempo fora do repertório, “Wuthering Heights” voltou ao set sem depender de convidados, mostrando que ele está pronto para encarar esse desafio.

Era visível a emoção de Alírio durante o show. Vale lembrar que ele quase integrou a banda no passado, após a saída de Edu Falaschi. Esse sentimento ajudou a encerrar o primeiro ato com Carolina IV, do Holy Land (1996), e que não era executada há bastante tempo. Ainda sobre esse primeiro ato, tivemos a última participação de Fabio Lione como vocalista do Angra, interpretando Tides of Changes (Part I & II), Lisbon e Vida Seca. No entanto, sua participação poderia ter sido mais extensa, incluindo mais músicas de sua fase. Fica a impressão de que houve certo desconforto: o volume de seu microfone parecia mais baixo em comparação ao de Alírio e Edu. Ainda assim, o Mago, como é conhecido, mostrou por que é uma força da natureza, superando qualquer adversidade com sua performance consistente. Segundo relatos de amigos que estavam presentes, Fabio não permaneceu no palco durante todo o restante do show, preferindo ficar no meio do público, tirando fotos e aproveitando o momento, retornando apenas no final – o que pode ajudar a explicar essa percepção.

O segundo e principal ato do show foi o mais comemorado da noite. Afinal, depois de dezenove anos, Rafael, Felipe, Kiko, Edu e Aquiles estavam ali juntos novamente. Não importavam deslizes, erros ou mesmo ausências – o que realmente importava era que todos estavam reunidos outra vez, em paz entre si e com os rancores do passado deixados de lado. Foi uma verdadeira reunião, como o próprio espetáculo se propõe, privilegiando os clássicos de Rebirth, que neste ano completa 25 anos. O público pôde celebrar músicas como Nova Era, Millennium Sun, Heroes of Sand, Acid Rain e a faixa-título, além de outros clássicos dessa fase, como Waiting Silence, Ego Painted Grey, a mais pop Bleeding Heart – embalada por um mar de luzes que parecia alcançar até a estação Barra Funda do metrô – e Spread Your Fire.

Já o terceiro e último ato começou de forma emocionante, com uma homenagem ao saudoso Andre Matos. Um vídeo foi exibido mostrando o vocalista na época em que ainda integrava a banda, durante um show no Japão, acompanhado da primeira parte de Silence and Distance, inicialmente executada de forma mecânica, antes de Alírio Netto e Edu Falaschi – que dividiram os vocais –, ao lado de Marcelo Barbosa, Kiko Loureiro, Rafael Bittencourt – protagonizando a primeira aparição do grupo com três guitarristas, algo muito aguardado pelos fãs –, Felipe Andreoli e Bruno Valverde darem continuidade à música. Ainda houve tempo para a formação Nova Era – como é conhecida o line-up responsável pelos álbuns Rebirth (2001), Temple of Shadows (2004) e Aurora Consurgens (2006) – retornar ao palco em Late Redemption, com Alírio dividindo os vocais novamente com Edu. A célebre Carry On, com todos reunidos no palco, encerrou um show que, mesmo antes de acontecer, já havia entrado para a história, deixando a expectativa de que essa reunião volte a acontecer mais vezes.


O Bangers Open Air vem, ano após ano, se consolidando como um dos principais festivais de música do país. Isso simboliza um sentimento de orgulho, pois o heavy metal segue mostrando seu devido valor em uma terra onde, muitas vezes, estilos mais fúteis recebem maior atenção.

Em especial nesta edição, tanto o público que acompanha o festival desde a primeira realização quanto aqueles que tiveram a oportunidade de vivenciar essa experiência pela primeira vez demonstraram um apoio incomensurável. Afinal, esta quarta edição foi uma das mais difíceis de ser realizada devido a algumas baixas na organização, mas, felizmente, resistiu a todas as adversidades graças ao apoio massivo do público, que compareceu em peso nos dois dias e quase levou o festival ao sold out, algo inédito em relação às edições anteriores.

Agora, resta a expectativa e a ansiedade para 2027, que certamente promete ser novamente uma experiência memorável para os fãs de música pesada.


Realização: Bangers Open Air

Press: Agência Taga


Nevermore – setlist:

Narcosynthesis

Enemies of Reality

The River Dragon Has Come

Beyond Within

Inside Four Walls

Engines of Hate

My Acid Words

Born


Amaranthe – setlist:

Fearless

Viral

Digital World

Damnation Flame

Maximize

Strong

PvP

The Catalyst

Chaos Theory

Amaranthine

The Nexus

Call Out My Name

Archangel

That Song

Drop Dead Cynical


Winger – setlist:

Stick the Knife In and Twist

Seventeen

Can't Get Enuff

Down Incognito

Miles Away

Rainbow in the Rose

Time to Surrender

Headed for a Heartbreak

Easy Come Easy Go

Madalaine


Smith/Kotzen – setlist:

Life Unchained

Black Light

Wraith

Blindsided

Taking My Chances

Darkside

Got a Hold on Me


Within Temptation – setlist:

We Go to War

The Howling

Stand My Ground

Bleed Out

Ritual

In the Middle of the Night

The Heart of Everything

Faster

Wireless

Lost

Forsaken

Paradise (What About Us?)

Don't Pray for Me

Ice Queen

Mother Earth

White Noise

Scars

Running

Wasted Years


Angra – setlist:

Ato I

Nothing to Say

Angels Cry

Tide of Changes - Part I e Part II

Lisbon

Vida seca

Wuthering Heights

Carolina IV


Ato II

Nova Era

Waiting Silence

Millennium Sun

Heroes of Sand

Ego Painted Grey

Bleeding Heart

Spread Your Fire

Acid Rain

Rebirth


Ato III

Silence and Distance

Late Redemption

Carry On

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Cobertura de Show: Uma Noite Histórica e Emocionante (Mr. Big & Winger - 06/02/15 - Pepsi On Stage - Porto Alegre/RS)


Dia 06 de Fevereiro de 2015 foi um dia muito especial para os amantes do Hard Rock, era dia do show do Mr. Big o que já seria sensacional, nem preciso citar o que eles representam no mundo do Rock, mas de brinde o público teve o show do Winger que fez a turnê em conjunto com o Mr. Big pelo Brasil. Vou contar a vocês como foi essa noite mágica no Pepsi on Stage.

A banda local convidada para fazer a abertura foi a Elixir, confesso que antes das divulgações do evento nunca tinha ouvido falar dos mesmos, e não sabia o que esperar, mas quando começaram o show fiquei surpreso, a banda é muito, mas muito boa mesmo. Formado por Vinicius Cusin (vocal), Giovani Marcon (guitarra), Daniel Della Jiustina (baixo), Mauricio Meinert (bateria) e Marcos de Toni (teclado) e são de Bento Gonçalves (interior do RS).


A primeira surpresa é que o show seria feito em formato acústico, a música que escolheram para abrir os trabalhos foi “Too Late”. O que mais me chamou a atenção foi o vocal com poderosos agudos rasgados, não tinha como não lembrar de Axl Rose porem é claro em sua melhor época, o público ainda estava frio e logo seguiu a segunda música “Burning for me”,  Vinnie  agradeceu a todos, falou de como estavam felizes em estarem ali e anunciou a próxima canção, “Está canção é sobre uma garota muito safada!” e então tocaram “Jessica”, composição que fala de uma garota  sem pudores que esteve com a banda antes do período de gravações de seu CD.

Agora era hora de Vinnie realmente mostrar o poder de sua voz, tocando “Dream On” do Aerosmith, uma das músicas mais bonitas da história do Rock em minha opinião, mas como todos sabemos ela exige muito do vocalista no seu refrão, com seu desenrolar os presentes cantavam juntos e logo chegou a parte mais esperada, quando ele começou a gritar e a galera simplesmente foi ao delírio aplaudiram, gritaram foi simplesmente sensacional, de longe a melhor parte do show deles. O show infelizmente estava se dirigindo ao fim e tocaram sua última composição própria “I want you” e anunciaram “Nightrain” do Guns N’ Roses e por sinal muito bem executado, agradeceram os presentes tiraram uma foto com todo o público atrás e encerraram sua participação.


Depois deste show fiquei me perguntando quantas bandas talentosas existem pelo RS e ainda não conhecemos? Guarde esse nome: Elixir, vocês ainda ouvirão falar muito deles.

Era hora do segundo show da noite, as luzes se apagaram e o Winger invadiu o palco, iniciaram o show com “Midnight Driver of a Love Machine” e estavam com muita vontade de tocar, presença de palco incrível pareciam garotos no palco. Logo seguiu “Easy Come Easy Go” com todos cantando juntos, quem pensou que a galera estava ali apenas para o show principal estava enganado, os fãs de Winger eram muitos, varias pessoas desfilavam com a camiseta da banda pela casa. Seguiram o show com “Hungry” um dos muitos sucessos dos americanos.

Depois de “Pull Me Under” e “Down Incognito”, Donnie Smith foi para frente do palco e começou seu solo de guitarra, com todos aplaudindo incansavelmente, então a banda voltou e tocaram “Stone Cold Killerr”. Kip Winger foi para os teclados e o público estava eufórico, mas algo aconteceu com o instrumento, depois de algum tempo ele conseguiu resolver o problema e tocou “Headed for a Heartbreak”.


A banda deixou o palco e Rod Morgenstein acompanhado de um play back instrumental de fundo mostrou toda sua criatividade em seu solo de bateria.

O Winger voltou e começou a tocar “Can't Get Enuff” e logo após “Madalaine”.  O show já estava chegando ao fim quando Reb Beach executou seu solo de guitarra que com certeza superou o do seu companheiro de banda, e o fim do show chegou com “Seventenn”.

Foi um grande show para os fãs de Winger, mas com certeza todos ficaram frustrados por não poderem ver “Miles Away” ao vivo o maior sucesso da banda, provavelmente pelo problema com o teclado ela não foi tocada.


Era chegada a hora mais esperada da noite, os fãs já viam o pano de fundo do Mr. Big no fundo do palco, todos ansiosos esperando pelo quarteto formado por Eric Martin (vocal), Billy Sheehan (baixo), Paul Gilbert (guitarra) e Matt Starr (bateria), sim infelizmente foi divulgado que o baterista Pat Torpey foi diagnosticado com Mal de Parkinson e não poderia fazer a turnê do álbum “... The Stories We Could Tell”.


Finalmente o Mr. Big entrou no palco, abriram o show com “Daddy, Brother, Lover, Little Boy (The Electric Drill Song)” música o qual já costumam usar para abertura há muito tempo, o público estava em êxtase, à multidão cantava junto como se fossem uma voz, na hora do solo Billy Sheehan usou uma furadeira adaptada no lugar de dedos ou palheta, um verdadeiro show man. O show seguiu com “Gotta Love to Ride” do novo álbum, logo após tocaram “American Beauty” e “Undertow” do álbum “What if.” Um show do Mr. Big certamente tem muitos pontos altos a serem lembrados, mas certamente a sequencia de acontecimentos que viriam seriam muito lembradas. Billy e Paul resolveram duelar, cada um mostrando suas habilidades em seus instrumentos, quem ganhou o duelo? 

Não serei eu a decidir, mas sinceramente na minha opinião não é qualquer ser humano que consegue fazer o que Billy Sheehan faz com seu baixo. Depois do fim do duelo a parte mais emocionante com toda certeza do show, uma figura apareceu na frente do palco com uma meia lua na mão e saudando os fãs, sim meus caros Pat Torpey estava ali, pude notar que as pessoas que estavam em minha volta se emocionaram, até algumas lagrimas dava para notar, enfim ele assumiu uma percussão ao lado da bateria e tocaram “Alive and Kickin” seguidas por “I Forget to Breathe” e “Take Cover”, acompanhadas por Pat na percussão e backing vocals.


Pat saiu do palco e tocaram “Green-Tinted Sixties Mind” e “Out of the Underground”, com todos muito animados quando a banda saiu do palco e apenas Paul continuou, era hora do seu solo, ele mostrou grande técnica e intimidade com a guitarra, não é a toa que ele toca em uma das bandas mais importantes do mundo.

O show seguiu com “The Monster in Me”, “Rock & Roll Over” e “As Far as I Can See”. Pat retornou e os quatro membros originais do Mr. Big estavam posicionados na frente do palco, Pat com sua meia lua em mãos e Eric com seu violão, após uma pequena brincadeira com a plateia, fazendo todos repetirem o que ele fazia com a voz ele puxou “Wild World”, cover de Cat Stevens, mas popularizada pelo grupo norte americano. “Est/West” deu continuidade ao show quando depois de muito ovacionado pelos presentes Pat Torpey assumiu a bateria, tocou “Just Take My Heart” e “Fragile”. Matt Starr assumiu novamente as baquetas e Pat voltou para a precussão, era hora de “Aroud the World”.


Novamente a banda saiu do palco, desta vez apenas Billy Sheehan fica, e seu solo entrava em cena. É difícil definir em palavras tamanha técnica e virtuosidade, ele simplesmente faz coisas incríveis com o baixo e o fim do seu solo foi o inicio de “Addicted to That Rush”. Logo após Eric pegou novamente o violão e tocaram a música mais famosa de sua carreira “To be With You”, com todos cantando juntos, “Colorado Bulldog” encerrou a primeira parte do show.

A banda saiu do palco e os fãs gritavam muito alto pela volta, e era hora do bis, Eric pegou o baixo, Billy e Matt assumiram as guitarras, Paul a bateria e a estrela da noite Pat assumiu os vocais, e tocaram “Living After Midnight” cover de Judas Priest, e “Mr Big” cover de Free com Pat novamente nas baquetas. Encerrando de vez essa noite histórica e
emocionante.


Cobertura por: Marlon Mitnel
Fotos: Uillian Vargas
Revisão/edição: Renato Sanson

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Mr. Big & Winger Juntos Pela Primeira Vez em Porto Alegre/RS (Realização: Abstratti Produtora)


Os fãs de Hard Rock terão uma grata surpresa no dia 06 de Fevereiro de 2015, a  Abstratti Produtora trará a Porto Alegre dois ícones dos anos 80, se tratam dos americanos do Mr. Big e Winger, está ultima inédita na capital gaúcha, já o Mr. Big  apareceu outras vezes por aqui. 

Liderada pelo vocalista Eric Martin com sua voz inconfundível a banda desembarca em Porto Alegre para divulgar o álbum “...The Stories We Could Tell” lançado em 2014, completam o line up :Pat Torpey - bateria, Billy Sheehan - baixo , Paul Gilbert - guitarra.

 E junto com os mestres do Mr. Big teremos a lenda Winger, que fará um show completo tocando seus maiores clássicos e também do seu mais recente álbum “Better Days Comin’”. O Winger conta com: Kip Winger (baixo, vocal), Reb Beach (guitarra), Rod Morgenstein (bateria) e John Roth (guitarra).


Texto: Marlon Mitnel
Revisão/edição: Renato Sanson

Serviço:
Local
Pepsi on Stage (Av. Severo Dullius, 1995)

Quando
6 de fevereiro, sexta-feira

Horários
18h abertura da casa
19h30min WINGER
21h MR. BIG

PREMIUM
1º lote R$160
2º lote R$180
3º lote R$200

MEZANINO
1º lote R$120
2º lote R$140
3º lote R$160

PISTA
1º lote R$90
2º lote R$100
3º lote R$120

*início das vendas nesta sexta, dia 7 de novembro

Pontos de venda
Online
www.ticketbrasil.com.br (em até 12x no cartão)

Lojas
Sem taxa de conveniência
Youcom – Bourbon Wallig – 3º piso (fone 51-21181186) 

Com taxa de conveniência de R$3,00
Youcom – Bourbon Ipiranga – 1º piso (fone 51-32045210)
Youcom – Shopping Praia de Belas – 3º piso (fone 51-32065530) 
Youcom – Barra Shopping – térreo (fone 51-32065423)
Multisom – Andradas Rua dos Andradas, 1001 Loja 01/02 | Centro (51) 3931-5283
Multisom – Shopping Canoas – AV. Guilherme Schell, 6750 Loja 69/70 | Centro?(51) 3941-6211
Multisom – São Leopoldo – Rua Primeiro de Março, 821 Loja 204 | CEP: 93010210 | Centro ?(51) 3952-1310
Multisom – Novo Hamburgo – Av. Nações Unidas, 2001 Loja 1002 e 1003 | CEP: 93320021 | Centro (51) 3951-2212

Censura
14 anos

Informações
Abstratti Produtora
(51) 3026-3602



sexta-feira, 18 de julho de 2014

Winger: Nos Melhores Dias


Algo que sempre comento a respeito, é o quanto algumas bandas melhoraram com o tempo,  bandas como o Winger, que tiveram um auge nos anos 80, tocando em grandes concertos, exposição na mídia, vídeos na TV (na época que a MTV era direcionada realmente a música), e que, depois daquela época mais pobre da música que foram os anos 90, a qual muitas dessas bandas, ou tiveram um hiato em suas atividades, ou tentaram mudar seu direcionamento sem muito sucesso, ou ficaram restritos, pois ainda a internet engatinhava e grandes selos/gravadoras ditavam muitas das regras.


Depois desse período (dos 90 ao início do novo século), no início dos anos 2000, muitas bandas amadureceram, o mercado foi mudando, selos e lançamentos independentes, a internet, gravadoras especializadas, como Nuclear Blast, Century Media, SPV e Frontiers, para citar algumas, investiram nesses segmentos do Hard e Metal, pois o público para essa música nunca deixou de existir, e essas bandas, como o Winger, amadureceram e lançaram trabalhos musicalmente melhores, pois sem aquela pressão de fazer uma música comercial, ou um novo hit para rádio ou para um clipe, tendo que se render a "sugestões" de gravadoras por interesses mercadológicos, mostraram a qualidade que possuiam.


Eu tinha restrições ao Winger, pois o direcionamento era bem comercial e repetitivo, baladas feitas na medida para tornarem-se hits radiofônicos. Não que não tenha muita coisa legal nessa linha, mas o problema estava nessa "poda" da criatividade.

Hoje, os trabalhos que Kip Winger vem lançando, inclusive solos, são de muito qualidade e bom gosto.
Este novo álbum, lançado via Frontiers Records, "Better Days Comin'" traz excelentes composições, mesclando o Hard, AOR e Melodic Rock, com momentos bem melodiosos, Hard Rocks mais "pegados" e belas baladas, e, claro, com excelentes refrãos. E o melhor, consegue unir um instrumental refinado a melodias cativantes e agradáveis, com uma diversidade bem interessante. "Midnight Driver of a Love Machine", abre o disco, é um Hard naquela linha tradicional da banda, mas com uma pegada moderna e pesada; "Queen Babylon" abre com um riff pesado, seguindo um andamento meio-tempo;  "Rat Race" completa essa tríade explosiva de abertura, e é um Hard/Heavy acelerado.


"Better Days Comin'" vem na sequência, com uma atmosfera mais leve e "pra frente", enquanto que "Tin Soldier"soa mais progressiva e dark, com muito refinamento instrumental, essa já elegi uma das minhas favoritas; Para seguir exemplificando a qualidade e diversidade, segue outra das minhas favoritas: "So Long China", um excelente Hard, com um refrão ganchudo, melodias cativantes e interessantes variações, realmente "catchy"!! e ainda a balada "Be Who You Are, Now", com orquestrações e clima melancólico.

Um album que mostra o melhor do Winger, mostrando toda a experiência e qualidade (Reb Beach e Kip Winger é uma e dupla e tanto, não tem como não produzir qualidade) em um instrumental refinado e composições de muito bom gosto. Pode conferir sem medo!

Texto: Carlos Garcia
Revisão:The Digger
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica
Banda: Winger
Álbum:Better Days Comin'
Ano: 2014
País: EUA
Tipo: Hard Rock/Melodic Rock
Selo: Frontiers

Line Up:
Kip Winger: baixo, teclados e vocais
Reb Beach: Guitarras
John Roth: Guitarras
Rod Morgenstein: Bateria



Set List:
1. ‘Midnight Driver of a Love Machine’
2. ‘Queen Babylon’
3. ‘Rat Race’
4. ‘Better Days Comin’’
5. ‘Tin Soldier’
6. ‘Ever Wonder’
7. ‘So Long China’
8. ‘Storm In Me’
9. ‘Be Who You Are, Now’
10. ‘Another Beautiful Day’ (Deluxe Edition Bonus Track)

11. ‘Out Of This World’


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