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sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Anthrax: Quase Um Ponto Final (Also In English)

Shinigami Records (Nac.) / Nuclear Blast (Imp.)

Por Flavio Borges
 

Dez anos após For All Kings, o Anthrax retorna com Cursum Perficio, seu 12º álbum de estúdio e um trabalho que chega em um momento particularmente significativo para uma das bandas fundamentais do thrash metal. Gravado a partir de 2022 no Studio 606, de Dave Grohl, em Los Angeles, e produzido por Jay Ruston e pelo próprio Anthrax, o disco representa uma espécie de síntese de tudo o que o quinteto construiu ao longo de sua trajetória.

O título, uma expressão latina que pode ser traduzida como “Minha jornada chegou ao fim”, reflete tanto o longo processo de criação quanto as experiências vividas pela banda, especialmente durante a pandemia. Longe de sugerir uma despedida, Cursum Perficio funciona mais como a conclusão de um ciclo — uma oportunidade para revisitar diferentes momentos da carreira sem transformar o álbum em um exercício de nostalgia.

A introdução instrumental e sinfônica de “Persistence of Memory” prepara o terreno para “The Long Goodbye”, que mergulha imediatamente na sonoridade característica do Anthrax. A bateria agressiva de Charlie Benante, os riffs cortantes de Scott Ian e a segurança de Joey Belladonna nos vocais estabelecem as credenciais do disco, enquanto Jonathan Donais acrescenta solos que ajudam a atualizar uma fórmula que a banda domina há décadas.

Essa capacidade de olhar simultaneamente para passado e presente percorre todo o álbum. 

“It’s For The Kids”, primeiro single, é um thrash old school rápido, agressivo e extremamente melódico, daqueles que parecem ter sido concebidos para incendiar os palcos. Frank Bello também merece destaque pelo trabalho de baixo, particularmente evidente em uma faixa que representa o Anthrax em sua essência.

“Everybody’s Got A Plan”, terceiro single, desloca o eixo para a sonoridade mais moderna desenvolvida pela banda em Worship Music e For All Kings. O thrash visceral dá lugar a uma abordagem mais contemporânea, mas a identidade permanece intacta. É justamente essa alternância que torna Cursum Perficio interessante: cada faixa parece visitar um capítulo diferente da história do Anthrax, sem que o conjunto perca coerência.

O grande salto criativo acontece em “The Edge of Perfection”. Ambiciosa, sombria e surpreendentemente experimental, a faixa combina blast beats, atmosferas que flertam com o black metal e um refrão gigantesco e melódico. Scott Ian chegou a apontá-la como a melhor música já escrita pelo Anthrax — afirmação que pode parecer ousada diante de uma discografia que inclui Among the Living e Persistence of Time, mas que ganha força diante de uma composição que soa simultaneamente familiar e inédita. É o Anthrax fazendo aquilo que sabe fazer, mas de uma maneira que ainda não havia experimentado.

“‘Soa como Anthrax, mas também soa como algo que nunca tínhamos feito antes’”, resumiu Ian. É difícil encontrar definição melhor para a faixa.

“Infectious” mantém o peso, mas introduz uma dose generosa de groove. Belladonna entrega uma interpretação particularmente convincente, enquanto Donais volta a roubar a cena com um solo de tirar o fôlego. É também um dos momentos que melhor demonstram a variedade da primeira metade do álbum: as músicas podem ser diferentes entre si, mas todas carregam uma assinatura imediatamente reconhecível.

“NYC ’93” é outra viagem ao passado, embora de natureza diferente. A faixa funciona como uma cápsula do tempo, revisitando a Nova York de 1990 a 1993, justamente quando o Anthrax atravessava a transição entre Persistence of Time e Sound of White Noise. O crossover, a atitude punk e os vocais coletivos dão personalidade à composição, enquanto a letra assume um caráter quase autobiográfico. Talvez não seja uma das faixas mais impactantes do disco, mas certamente está entre as mais reveladoras.

Então chega a faixa-título, um dos grandes momentos de Cursum Perficio. Menos preocupada com velocidade do que com atmosfera, ela combina peso, melodia e um refrão épico para transformar o próprio título em uma reflexão sobre a trajetória da banda. Aqui, o Anthrax deixa de olhar apenas para sua história como grupo e passa a refletir sobre a jornada pessoal e artística de seus integrantes. É uma composição madura, carregada de significado e que funciona como o coração emocional do álbum.

A reta final é um pouco menos consistente.  “T.O.M.B. (Target On My Back)” é uma das faixas mais convencionais do disco, construída sobre riffs cadenciados e uma abordagem direta. A música demora um pouco para encontrar sua identidade, embora ganhe urgência à medida que avança. Composta originalmente em 2015, carrega ecos da fase Sound of White Noise/Stomp 442 e, nesse sentido, funciona como mais uma peça da retrospectiva sonora promovida pelo álbum. Não está entre os grandes momentos, mas ajuda a lembrar que a história do Anthrax vai muito além de seus primeiros anos de thrash.

“Watch It Go” é ainda mais peculiar. Com estrutura rítmica irregular, guitarras pesadas e uma abordagem que flerta com groove e nu metal, é uma faixa que não revela imediatamente todas as suas qualidades. Charlie Benante assume papel central, explorando uma bateria polirrítmica e uma influência de Dimebag Darrell que acrescenta uma dimensão diferente à composição. É provavelmente uma das experiências menos convencionais do álbum e, justamente por isso, uma que cresce com as audições.

E então chegamos a “My Victory”. A escolha não poderia ser mais adequada para fechar o disco. O thrash melódico, os riffs vigorosos e o caráter assumidamente voltado para os palcos devolvem uma última dose de energia, enquanto os vocais coletivos parecem feitos para serem entoados por milhares de fãs. Donais novamente deixa sua marca e, no golpe final, um riff thrash mais tradicional encerra a jornada com uma última lembrança do Anthrax clássico.

É uma conclusão particularmente simbólica. Se Cursum Perficio representa a conclusão da jornada, “My Victory” representa a celebração de ter chegado até aqui.

No fim das contas, Cursum Perficio não precisa competir com Among the Living, Persistence of Time ou qualquer outro clássico do passado — e talvez seu maior mérito esteja justamente em não tentar fazê-lo. O Anthrax revisita sua própria história, passeia pelo thrash dos anos 1980, reencontra a sonoridade mais pesada e alternativa dos anos 1990 e incorpora elementos que mostram uma banda ainda disposta a experimentar.

Aos 45 anos de carreira, o Anthrax não olha para trás para descobrir quem foi. Olha para trás para lembrar quem é — e, mais importante, para descobrir até onde ainda pode chegar. Cursum Perficio é, portanto, menos um ponto final do que a conclusão de um capítulo. Uma vitória, sim. Mas, para uma banda que continua tocando como se ainda tivesse algo a provar, certamente não a última.

***ENGLISH VERSION***

Ten years on from For All Kings, Anthrax return with Cursum Perficio, their 12th studio album and a record that finds one of thrash metal’s founding acts taking stock without getting trapped in its own past. Recorded between 2022 and 2025 at Dave Grohl’s Studio 606 in Los Angeles and produced by Jay Ruston alongside the band, it feels less like a trip down memory lane than a summation of everything Anthrax have become over the past four-and-a-half decades.

The title — Latin for “My journey has come to an end” — is an appropriately loaded choice. The album’s long gestation, shaped in part by the upheaval of the pandemic, gives the phrase added weight. Yet there is no sense of farewell here. Instead, Cursum Perficio feels like the closing of a chapter: a chance to look back across Anthrax’s history, revisit some of its defining sounds and still leave the door open to whatever comes next.

“Persistence of Memory”, a brief instrumental with a symphonic feel, provides the overture before “The Long Goodbye” kicks the album into gear. Charlie Benante’s ferocious drumming, Joey Belladonna’s commanding vocals and Scott Ian’s unmistakable riffing immediately put the Anthrax stamp on proceedings, while Jonathan Donais supplies the kind of sharp, melodic soloing that keeps the formula sounding contemporary rather than merely familiar.

That balance between past and present runs through the record. “It’s For The Kids”, the first single, is a full-throttle blast of old-school thrash, fast, aggressive and melodic in equal measure, with the sort of instant impact that should make it a natural live favourite. Frank Bello’s bass work is particularly prominent, adding extra muscle to a track that captures Anthrax in their most direct and recognisable form.

“Everybody’s Got A Plan” takes a different route, leaning towards the more contemporary approach the band developed on Worship Music and For All Kings. The attack is less rooted in classic thrash, but the identity remains unmistakably Anthrax. It is this ability to move between eras without sounding fragmented that gives Cursum Perficio much of its character.

The album’s most intriguing leap, however, comes with “The Edge of Perfection”. Dark, ambitious and genuinely adventurous, it combines blast-beat intensity with passages that flirt with black-metal atmospherics before exploding into a huge melodic chorus. Scott Ian has gone so far as to describe it as the greatest song Anthrax have ever written — quite a claim from a guitarist whose catalogue includes Among The Living and Persistence of Time. Yet the song goes some way towards justifying the boast.

It sounds unmistakably like Anthrax while simultaneously sounding like something they have never quite attempted before. That is a difficult trick for any veteran band to pull off, let alone one with 45 years of history behind it. Here, they manage it convincingly.

“Infectious” keeps the heaviness intact but introduces a stronger groove, with Belladonna delivering another assured vocal performance and Donais once again making his presence felt with a blistering solo. More importantly, it reinforces one of the album’s central strengths: the songs may explore very different territory, but they remain tied together by an unmistakable Anthrax identity.

“NYC ’93” heads back into the past, but not simply for nostalgia’s sake. The song functions as a musical time capsule, revisiting New York between 1990 and 1993, when Anthrax were moving from the Persistence of Time era towards the more experimental terrain of Sound of White Noise. Crossover energy, punk attitude and gang vocals give it a distinctly street-level feel, while the autobiographical edge makes it one of the album’s more personal moments. It may not be the biggest musical statement here, but it offers a revealing glimpse into the world that shaped the band.

The title track is where the album’s broader themes come fully into focus. Rather than relying on sheer speed, “Cursum Perficio” builds its impact through atmosphere, weight, melody and an expansive chorus. The title becomes a meditation on the road travelled by Anthrax and, more importantly, by the people inside the band. There is a maturity to the song that makes it the emotional centrepiece of the record. This is not Anthrax attempting to recreate the 1980s; it is Anthrax reflecting on what those years — and everything that followed — have meant.
The closing run is somewhat less consistent.

“T.O.M.B. (Target On My Back)” is one of the album’s more straightforward compositions, built around measured riffs and a direct, muscular approach. It takes a little while to gather momentum, but gradually develops a greater sense of urgency. Originally written in 2015, it carries clear echoes of the Sound of White Noise and Stomp 442 period, making it another piece of the retrospective puzzle. It may not rank among the record’s strongest cuts, but its inclusion makes sense within the album’s wider journey through Anthrax’s catalogue.

“Watch It Go” ventures further off the beaten track. Its irregular rhythmic structure, heavy guitar work and groove-driven attack occasionally stray towards nu-metal territory, making it one of the record’s less immediately accessible moments. Charlie Benante is the key figure here, employing polyrhythmic patterns and bringing an unmistakable Dimebag Darrell influence into the mix. It is an unusual direction for Anthrax, and one that takes a few spins to fully appreciate — but its strengths become increasingly apparent with repeated listens.

Then comes “My Victory”, an almost tailor-made finale. Melodic thrash, muscular riffs and a distinctly live-oriented feel provide one final surge of energy, while the gang vocals practically demand to be shouted back by a festival crowd. Donais delivers another strong solo, before the closing riff returns to more traditional thrash territory and brings the album full circle.
It is a fittingly symbolic ending. If Cursum Perficio represents the completion of a journey, “My Victory” is the celebration of having made it this far.

Ultimately, Cursum Perficio does not need to compete with Among The Living, Persistence of Time or any of Anthrax’s other acknowledged classics — and its greatest strength may be that it never attempts to. Instead, the band revisit their own history on their own terms, moving from the ferocity of 1980s thrash through the heavier, more alternative sounds of the 1990s and into the more adventurous territory of their later work.

After 45 years, Anthrax are not looking backwards to discover who they once were. They are looking back to remind themselves — and us — of who they are, while asking how much further they can still go.

Cursum Perficio is therefore less a full stop than the end of a chapter. It is a record about survival, identity and perspective. A victory, certainly. But for a band that still sounds as though it has something left to prove, it is most definitely not the end of the story.

Travis Shinn


domingo, 4 de fevereiro de 2024

Setlists Summer Breeze Brasil - 24 - Parte 01

Por: Renato Sanson



Sabemos da correira do dia a dia dos tempos atuais e devido a isso, resolvemos trazer aqui os possíveis setlists dos shows da aguardada 2ª edição do festival SUMMER BREEZE BRASIL! E você confere a primeira parte deste especial agora mesmo! Podendo salvar e ouvir os sets das suas bandas preferidas \\m// Stay On The Road!


quarta-feira, 16 de maio de 2012

Cobertura De Show: Anthrax & Misfits - Noite de Gigantes!



O dia 25/04/2012 ficaria mais uma vez marcado na memória dos headbangers gaúchos, pois neste dia a capital receberia o encontro de dois gigantes da história do som pesado. Estou falando da turnê que uniram Anthrax & Misfits novamente (esta parceria já havia acontecido nos anos de 96/97 nos Estados Unidos) que desta vez desembarcava na turnê sul americana que passou também por Rio de Janeiro e São Paulo.

Primeiramente este show teria sido anunciado para acontecer no Gigantinho onde a capacidade é para 12 mil pessoas, mas devido à fraca divulgação e os preços elevados dos ingressos, o show teve mudança de local, que foi transferido para o Teatro do Bourbon Country onde já se apresentaram bandas do porte de Whitesnake, Deep Purple e Judas Priest.

Ao chegar ao Teatro já tinha uma grande movimentação de bangers no local, a vantagem de se fazer um show deste porte em um teatro que fica dentro de um Shopping Center com certeza é a comodidade que se tem, pois ao entrar no local era possível sair e voltar a qualquer momento para dentro da casa sem maiores problemas, sem contar à organização que estava bem cuidada pela produtora Opus Promoções que atendeu todos da imprensa muito bem e com muita atenção.

Misfits foi a primeira banda da dupla a tocar

Exatamente às 21h sobe ao palco uma das lendas do Horror Punk mundial, o Misfits, liderado pela figura controversa de Jerry Only (baixista, vocalista, líder e único membro da formação original) com uma banda descaracterizada, mas que deixava um fio de esperança devido ter lançado o bom álbum “The Devil’s Rain” (2011).

Que justamente faz a abertura do show com quatro musicas de seu novo lançamento, que acabou não tendo um grande impacto deixando o público presente morno e à espera dos grandes clássicos, que infelizmente vieram, porque estávamos diante de uma banda com uma falta de entrosamento absurdo sem contar a presença de palco que foi nula com os músicos mau se mexendo em cima dele.


Clássicos como “Scream!”, “She”, “Halloween” e “Die, Die My Darling” trouxeram a euforia de volta, mas era notável como a banda estava se arrastando em palco, principalmente Jerry que insiste em manter o nome Misfits vivo, mas infelizmente sem nenhuma competência à altura do que foi a banda, seus vocais são sofríveis e descaracterizados, principalmente nos clássicos da época Danzing e Michale Graves. Mas apesar de todos esses detalhes percebíveis o público os receberam muito bem, deixando a banda visivelmente satisfeita.

Banda de Horror Punk se apresentou de forma apática

Após uma troca rápida de palco, passando um pouco das 22h era hora do Anthrax entrar em cena e simplesmente massacrar os pescoços dos bangers, e após as luzes se apagarem a banda adentra ao palco e abrem o espetáculo com “Earth on Hell” e “Fight 'Em Till You Can't” do seu novo álbum “Worship Music” (2011) com uma banda entrosada e com uma presença de palco que dispensa comentários, sem falar na figura da noite o mestre Joey Belladona que esta cantando como nunca e sua presença de palco é mais do que contagiante.

Após esta abertura matadora, era hora do real massacre “Caught in a Mosh” (do clássico “Among The Living”) levando o público a loucura onde se abriu muitas rodas e mosh pits insanos, e mais clássicos vieram à tona: “Antisocial”, “Indians” e “Got The Time” só afirmavam a grandeza desta banda com Scott Ian (guitarra) comandando com seus riffs mais do que inspirados e o que falar de uma das melhores cozinhas do Thrash Metal comandada com Frank Bello e Charlie Benante (bateria)? Frank realmente é um baixista único, com uma presença monstruosa, toca seu instrumento como se estivesse brincando e Benante realmente só confirmando o que todos sabiam o cara é um monstro.

Scott Ian, líder e figura mais característica da banda

Dando continuidade o Anthrax fez questão de passar por quase todas as suas fases (única fase que não tivemos musicas foi da era Bush), então para os Thrashers mais radicais “Deathrider” de seu primeiro álbum “Fistful Of Metal” é executada e impossível não ressaltar a atuação de Belladona que foi impecável, não deixando a desejar em nenhum momento, tanto em carisma como tecnicamente, alcançando tons altíssimos e cantando fielmente as músicas.

Eis que Belladona anuncia que tocariam uma música de seu segundo álbum o clássico “Spreading The Disease” deixando o público ensandecido e “Medusa” é a escolhida com sua veia mais Heavy Tradicional levando todos a cantarem em plenos pulmões seu refrão mais que cativante. Grande destaque ao guitarrista Rob Caggiano na execução dos solos demonstrando que realmente foi à escolha certa para banda.

Rob Caggiano, responsável pelos solos nas músicas durante os shows

Para alegria de todos mais clássicos viriam à tona e “Among The Living” e “Be All, End All” levaram a casa abaixo e isto não era o fim, ainda tivemos “Madhouse”, “Metal Thrashing Mad” (com certeza a melhor do show) e antes do “final fake” tivemos uma parte de “I'm the Man” cantada por Frank Bello e Belladona fazendo a maior bagunça na bateria de Benante, além de estar usando um capacete de operário sendo realmente uma cena hilária levando todos a descontração total.


Após esta pequena surpresa, Belladona sai do palco e ao sinal de Benante “Refuse/Resist” (Sepultura) é executada com Scott Ian nos vocais, mais do que uma bela homenagem a uma das maiores bandas do Metal nacional.


E para finalizar esta apresentação a épica “I Am the Law” (do álbum "Among The Living") que fecha esta grande apresentação com chave de ouro, com todos cantando seu refrão marcante deixando a banda mais do que satisfeita com o público gaúcho que ao final a banda fez questão de distribuir palhetas e baquetas.

Realmente mais um show para ficar na história dos bangers, apesar da fraca apresentação do Misfits, o Anthrax supriu todas as expectativas de quem já os aguardava há alguns anos, ainda mais com a volta de seu vocalista clássico Joey Belladona que brincou, cantou e mostrou que realmente o dono do posto de vocalista do Anthrax é dele!

Joey Belladona mostrou ao vivo porque é o verdadeiro vocalista da banda


Parabéns também a produtora Opus Promoções que tratou à todos muito bem, sempre com cordialidade e educação, única ressalva fica por conta dos seguranças da casa que realmente mostram um despreparo fora do comum com o público, sem contar a falta de educação de alguns, que ao invés de conversar preferiram partir para agressão.

Show rendeu até versão para "Refuse/Resist" dos brasileiros do Sepultura, cantada por Ian


Cobertura por: Renato Sanson
Edição & Revisão: Renato Sanson
Fotos: Equipe Road To Metal

Setlist Anthrax:

01 Earth on Hell
02 Fight 'Em Till You Can't
03 Caught in a Mosh
04 Antisocial
05 The Devil You Know
06 Indians
07 In the End
08 Got the Time
09 Deathrider
10 Medusa
11 Among the Living
12 Be All, End All

Encore:
13 Madhouse
14 Metal Thrashing Mad

Encore 2:
15 I'm the Man
16 Refuse/Resist
17 I Am the Law


Setlist Misfits:

01 The Devil's Rain
02 Vivid Red
03 Land of the Dead
04 The Black Hole
05 Scream!
06 Twilight of the Dead
07 Father
08 Static Age
09 Bullet
10 She
11 Abominable Dr. Phibes
12 American Psycho
13 The Shining
14 Dig Up Her Bones
15 The Monkey's Paw
16 Halloween
17 Skulls
18 Where Eagles Dare
19 Hatebreeders
20 Thirsty and Miserable
21 Saturday Night
22 Descending Angel
23 Die, Die My Darling

sábado, 31 de março de 2012

Clássico: Anthrax (Fistful Of Metal): Um Dos Pilares Do Thrash Metal

O Anthrax se apresenta em Porto Alegre/RS ao lado dos Punk’s do Misfits no dia 25/04. Realização: Opus Promoções & Top Link Produtora. Para compra de ingressos acesse OPUS PROMOÇÕES.


Bay Area uma região litorânea do estado da Califórnia que tem um carinho especial por parte de todos os bangers do mundo, afinal de contas foi essa região que viu nascer um dos grandes estilos do Heavy Metal: o Thrash! Marcado por suas guitarras afiadíssimas, cozinha destruidora e vocalistas que transitam entre a raiva e os berros colocando o dedo na ferida da sociedade, nomes como Exodus e Metallica deram seus primeiros passos ali.

Essa nova peste sonora se espalhava por todo o planeta e não tardou para que milhares de bandas fossem se formando e lançando trabalhos primorosos, entre eles, em Nova York, surge a peça que faltava para completar o Big Four do estilo, os americanos do Anthrax que tem sua estréia musical com o irreparável “Fistful Of Metal” (1983).

O line Up dessa época foi um dos melhores que a banda já teve, sendo que os vocais eram executados pelo talentoso Neil Turbin (totalmente Rob Halford), Scott Ian e Dan Spitz nas guitarras, Dan Linker no baixo (que mais tarde viria a formar outro grande pilar desta história, a banda Nuclear Assault) e Charlie Benante na bateria. Além disso a capa é de uma arte impactante e combina bastante com a sonoridade aqui apresentada, uma verdadeira bordoada na cara. A produção não é 100% cristalina, o que  aponto até como um fator positivo, já que as produções atuais ficam muito plásticas e descaracterizadas.


Já as canções, muitas delas não aparecem mais nos set lists atuais (será que Joey Belladona não consegue atingir aquelas notas??), a abertura vem com “Deathrider” e a perfeita “Metal Trashing Mad”; aquela fusão da agressividade provinda do Punk com um senso de melodia vinda da escola NWOBHM está latente em composições como “Panic” e “Subjugator”, e não posso deixa  de citar a pulsante “Soldier Of Metal”, com aquela temática Manowar de ser, clichê sem dúvida e por isso mesmo muito legal.

Se hoje o nome Anthrax é sinônimo de Thrash Metal, muito se deve a essa estréia e é claro que outros trabalhos vieram e muitos outros clássicos foram lançados, mas “Fistful Of Metal” sempre terá um lugar especial no altar da música pesada mundial.


Texto: Luiz Harley
Revisão/edição: Renato Sanson
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica
Banda: Anthrax
Álbum: Fistful of Metal
Ano: 1983
País: Estados Unidos
Tipo: Thrash Metal
Gravadora/selo: Megaforce

Formação:
Neil Turbin (Vocal)
Scott Ian (Guitarra)
Dan Spitz (Guitarra)
Dan Likker (Baixo)
Charlie Benante (Bateria)


Tracklist
01  Deathrider
02 Metal Thrashing Mad
03 Im Eighteen
04 Panic
05 Subjugator
06 Soldiers of Metal
07 Death From Above
08 Anthrax
09 Across the River
10 Howling Furies


Acesse e conheça mais sobre a banda

Confira o vídeo de "Metal Thrashing Mad" ao vivo AQUI.


ANTHRAX & MISFITS – PORTO ALEGRE/RS – 25/04
Realização: Opus Promoções & Top Link Produtora

Dia 25 de abril
Quarta-feira, às 21h
Ginásio Gigantinho (Av. Padre Cacique, 891)

Duração: 3h
Classificação: 12 anos (menores acompanhados de pais ou responsáveis)

Ingressos:
Abertura de vendas: 17 de janeiro
Pontos de venda:
Site: www.ingressorapido.com.br
Call Center: 4003-1212
Bilheteria do Teatro do Bourbon Country (segunda a sábado, das 14h às 22h, e aos domingos e feriados, das 14h às 20h)
Tele-entrega Ingresso Show 8401 0555 (segunda a sexta, das 9h às 19h)
Formas de pagamento: Cartão de crédito 1X, débito e dinheiro.

Arquibancada/ Pista (lote promocional – 1000 ingressos)
R$ 70,00
Arquibancada/ Pista
R$ 80,00
Cadeira Numerada
R$110,00
Pista Vip
R$ 140,00

Desconto de 50% para titulares do cartão Clube do Assinante Zero Hora nos 1000 primeiros ingressos de arquibancada/pista (sob o valor de R$ 80,00) adquiridos através da Telentrega Ingresso Show e Bilheteria do Teatro do Bourbon Country;
Desconto de 10% para titulares do cartão Clube do Assinante Zero Hora e Clube Premier Bourbon somente para setores arquibancada/pista e cadeira numerada nos demais ingressos;
*Descontos não-cumulativos;


terça-feira, 20 de março de 2012

Misfits: Exorcizando O Passado E Seguindo Em Frente

O Misfits se apresenta em Porto Alegre/RS ao lado dos Thrashers do Anthrax no dia 25/04. Realização: Opus Promoções & Top Link Produtora. Para compra de ingressos acesse OPUS PROMOÇÕES.

O último álbum desse grupo americano era de 1999, o multi elogiado “Famous Monster”, que marcava a saída do carismático Michal Graves. De lá pra cá muitas coletâneas, covers, mas nada novo, então é com muita apreensão e até mesmo curiosidade que os fãs recebem esse novo trabalho, afinal de contas como será esse Misfits do novo milênio, que conta apenas com Jerry Only (Baixo e Vocal) da formação original, sendo que ao seu lado se apresentam Dez Cadena (Guitarras) e Eric Chupacabra Arce (Bateria)?

Sanando curiosidades, final de 2011 é lançado “The Devil’s Rains”, e o que podemos dizer desse trabalho é que ele mantém as raízes e ao mesmo tempo procura inovações, mostrando que o horror Punk pode estar um pouco fora dos holofotes, mas está muito longe de morrer.

As características gerais estão todas ali letras abordando criaturas do além, mitos, pestes, mortes misteriosas, etc... Não espere rompantes de poesia ou qualquer letra mais profunda o objetivo aqui é divertir e até assustar os mais incautos. E a música em si? 


A trinca inicial, com a faixa titulo, mais “Vivid Red” e “Land Of The Dead” possuem aquela sonoridade tão conhecida por todos, sabe quando a banda joga pra torcida? Pois é exatamente essa sensação que essas músicas transmitem. Uma crítica? Muito pelo contrário afinal de contas não é isso que os fãs esperam?

Mas Only e sua trupe não vivem apenas do passado, e prova disso são faixas como “Father” e “Jack The Ripper” que apresentam excelentes solos de guitarras (Sim solos, por mais estranho que isso soe) e arrisco a dizer que Cadena é um dos melhores músicos que a banda já teve em toda sua história. Falando dele, o próprio canta na faixa “Dark Shadows” e se sai muito bem roubando a cena muitas vezes.

E é claro deve ter gente se perguntando: "Misfits no Road to Metal?". Para quem quer porrada na orelha  (e quem não quer?), pois bem, pule para a última faixa “Death Ray”, uma música nervosa, rápida e violenta digna dos melhores momentos do estilo. Simplesmente um grande som.

É claro que vai ter gente malhando pau e choramingando dizendo que a fase Dazing era melhor e que o punk morreu faz tempo, mas aí vai um conselho de amigo; esqueça essas discussões todas e se concentre no som, porque a diversão é garantida.



Texto: Luiz Harley
Revisão/edição: Renato Sanson
Revisão Final: Waldisney "Warrior" Silva
Fotos: Divulgação


Ficha Técnica

Banda: Misfits
Álbum:  The Devil’s Rains
Ano: 2011
País: EUA
Tipo: Horror / Punk
Gravadora/selo: Misfits records


Formação

Jerry Only (Baixo e Vocal)
Dez Cadena (Guitarras e Vocal)
Eric Chupacabra Arce (Bateria)


Tracklist


1) The Devil’s Rain
2) Vivid Red
3) Land of the Dead
4) The Black Hole
5) Twilight of the Dead
6) Curse of the Mummy’s Hand
7) Cold in Hell
8) Unexplained
9) Dark Shadows
10) Father
11) Jack The Ripper
12) Monkey’s Paw
13) Where Do They Go?
14) Sleepwalkin
15) Ghost of Frankestein
16) Death Ray

Acesse e conheça mais sobre a banda



ANTHRAX & MISFITS – PORTO ALEGRE/RS – 25/04
Realização: Opus Promoções & Top Link Produtora

Dia 25 de abril
Quarta-feira, às 21h
Ginásio Gigantinho (Av. Padre Cacique, 891)

Duração: 3h
Classificação: 12 anos (menores acompanhados de pais ou responsáveis)

Ingressos:
Abertura de vendas: 17 de janeiro
Pontos de venda:
Site: www.ingressorapido.com.br
Call Center: 4003-1212
Bilheteria do Teatro do Bourbon Country (segunda a sábado, das 14h às 22h, e aos domingos e feriados, das 14h às 20h)
Tele-entrega Ingresso Show 8401 0555 (segunda a sexta, das 9h às 19h)
Formas de pagamento: Cartão de crédito 1X, débito e dinheiro.

Arquibancada/ Pista (lote promocional – 1000 ingressos)
R$ 70,00
Arquibancada/ Pista
R$ 80,00
Cadeira Numerada
R$110,00
Pista Vip
R$ 140,00

Desconto de 50% para titulares do cartão Clube do Assinante Zero Hora nos 1000 primeiros ingressos de arquibancada/pista (sob o valor de R$ 80,00) adquiridos através da Telentrega Ingresso Show e Bilheteria do Teatro do Bourbon Country;
Desconto de 10% para titulares do cartão Clube do Assinante Zero Hora e Clube Premier Bourbon somente para setores arquibancada/pista e cadeira numerada nos demais ingressos;
*Descontos não-cumulativos;

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Noite das Lendas em Porto Alegre Anthrax e Misfits - Caos a Caminho (Realização: Opus Promoções & Top Link Produtora)

Lendária banda Punk Misfits toca com Anthrax (Thrash Metal) pela 1º vez juntos em Porto Alegre/RS


Receber a termologia Lenda não é para qualquer um, mas no caso aqui é mais do que merecido afinal de contas estamos falando de dois verdadeiros baluartes dentro do estilo que defendem... E para a alegria dos bangers gaúchos a produtora Opus Promoções em parceria com a Top Link Produtora trazem à Porto Alegre/RS o melhor do estilo crossover com os thrashers norte americanos do Anthrax e os punks do Misfits.

A apresentação ocorrerá no dia 25 de abril no Gigantinho sendo que os ingressos estão à venda desde o dia 17 de janeiro (mais infos no final da postagem). Mas afinal de contas o que podemos esperar desses shows?

Shows histórico com Joey Belladona de volta aos vocais. Na foto, último à direita

O Anthrax com mais de 30 anos de carreira e responsável por verdadeiros clássicos do Metal mundial como “Indians” e  “Madhouse”, atualmente vive um momento especial na sua carreira, colhendo os frutos de seu mais recente trabalho “Worship Music” (2011) (confira nossa resenha aqui) sendo que o mesmo marca o retorno de Joey Belladonna aos vocais, dando aquele ar de retorno aos clássicos, show imperdível para lembrar porque o Anthrax é um dos Big Four. Completa a formação Charlie Benante (bateria), Frank Bello (baixo), Rob Caggiano e Scott Ian (guitarras).

Já o Misfits vem promovendo seu novo trabalho “The Devil's Rain” (2011), que vem trazendo alegria para os punks de plantão, já que a banda não tinha um material inédito desde 2003. Entretanto, o grupo passa por uma situação contrária dos seus comparsas de turnê, já que sua formação está distante da clássica, ou seja, sem Glenn Dazing e Michaele Graves, sendo que o grupo hoje é quase um projeto de Jerry Only que nunca saiu do seu cargo de baixista oficial e recrutou para sua equipe Dez Cadena (guitarras e vocais) e Eric Goat Arce (bateria). Mas nada disso importa, pois é só começar a tocar “American Pyscho”, “Dye Dye My Darling” para o fogo comer solto.

Anthrax vem divulgar seu disco, considerado por muitos o melhor de 2011

Então é isso bangers, não é novidade para ninguém que o Brasil é rota de shows e 2012 só está começando, vem muita coisa boa por ai e para todos os públicos, como Iced Earth, Sebastian Bach, etc. para todos os gostos e é claro o Road vai estar lá divulgando, então Stay on the Road!

Texto: Luiz Harley
Revisão/edição: Renato Sanson/Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação

ANTHRAX & MISFITS

Realização: Opus Promoções & Top Link Produtora

Dia 25 de abril
Banda divulga "The Devil's Rain" (2011)
Quarta-feira, às 21h
Ginásio Gigantinho (Av. Padre Cacique, 891)

Duração: 3h
Classificação: 12 anos (menores acompanhados de pais ou responsáveis)

Ingressos:
Abertura de vendas: 17 de janeiro
Pontos de venda:
Site: www.ingressorapido.com.br
Call Center: 4003-1212
Bilheteria do Teatro do Bourbon Country (segunda a sábado, das 14h às 22h, e aos domingos e feriados, das 14h às 20h)
Telentrega Ingresso Show 8401 0555 (segunda a sexta, das 9h às 19h)
Formas de pagamento: Cartão de crédito 1X, débito e dinheiro.

Arquibancada/ Pista (lote promocional – 1000 ingressos)
R$ 70,00
Arquibancada/ Pista
R$ 80,00
Cadeira Numerada
R$110,00
Pista Vip
R$ 140,00

Desconto de 50% para titulares do cartão Clube do Assinante Zero Hora nos 1000 primeiros ingressos de arquibancada/pista (sob o valor de R$ 80,00) adquiridos através da Telentrega Ingresso Show e Bilheteria do Teatro do Bourbon Country;
Desconto de 10% para titulares do cartão Clube do Assinante Zero Hora e Clube Premier Bourbon somente para setores arquibancada/pista e cadeira numerada nos demais ingressos;
*Descontos não-cumulativos;

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

A Volta de Um Gigante

Um dos Big 4 lançam grande disco após 8 anos

Passado longos oito anos desde o último álbum de inéditas dos nova iorquinos do Anthrax e após uma turbulência que a banda passou para ver quem assumiria os vocais, em 2011 o Anthrax lança “Worship Music” (2011) que originalmente teria sido gravado com o vocalista Dan Nelson, mas que após as gravações Dan deixou a banda por motivos não explicados.

Após está noticia inesperada, John Bush é chamado novamente para cobrir alguns shows e muito se falou que ele retornaria a banda, mas em 2010 mais uma surpresa aos fãs: a volta de Joey Belladonna para os shows com a Big 4.

E após alguns shows, o Anthrax anuncia que regravariam “Worship Music” com Belladonna, e não poderia ter melhor escolha, pois o que temos aqui é um dos melhores álbuns da carreira da banda.

No começo do ano o grupo já tinha lançado o single “Fight'em'til You Can't” já dando as cartas de como soaria este novo trabalho e o melhor de tudo: “Worship Music” segue a mesma linha do single, com a banda executando o seu Thrash Metal agressivo e com bons toques de melodia e em relação à Belladonna (nossa!), só elogios, cantando como nunca e mostrando que o tempo só fez bem a ele.

De shows no Big 4 à mais um clássico disco de Thrash Metal com Joey Belladdona nos vocais

Após a pequena intro “Worship Music” temos na seqüência "Earth on Hell" que já abre com blast beats alucinantes de Charlie Benante com massacre de riffs de Scott Ian e o baixo poderoso de Frank Bello. Logo após "The Devil You Know" com um refrão matador que ao vivo vai soar muito bem. Temos também a pesada "I'm Alive" e as duas que já nasceram clássicas: "In the End", que é uma homenagem aos falecidos Ronnie James Dio e Dimebag Darrell mostrando que Belladonna está na melhor forma possível, onde podemos ouvir uma das melhores cozinhas do Thrash Metal, os injustiçados Charlie Benante e Frank Bello dando um show a parte e que mereciam mais reconhecimento, pois o que esses dois tocam não é brincadeira, é criatividade aliada com muita técnica, e a épica "Judas Priest" que é um tributo aos “deuses do metal” de mesmo nome.


Shows do Big 4 fizeram bem à banda de Nova York

Sem mais palavras a este lançamento que traz o Anthrax de volta na melhor forma possível com a volta de Joey aos vocais, posto que nunca deveria ter deixado, com certeza “Worship Music” pode ficar tranquilamente ao lado dos clássicos: “Spreading the Disease” (1985) e “Among the Living” (1987).


Texto: Renato Sanson

Revisão/Edição: Eduardo Cadore

Fotos: Divulgação


Ficha Técnica

Banda: Anthrax

Álbum: Worship Music

Ano: 2011

País: EUA

Tipo: Thrash Metal

Formação

Joey Belladonna (Vocal)
Scott Ian (Guitarras)
Rob Caggiano (Guitarras)
Frank Bello (Baixo)
Charlie Benante (Bateria)


Tracklist

01. Worship (intro)
02. Earth On Hell
03. The Devil You Know
04. Fight 'Em Til You Can't (Single)
05. I’m Alive
06. Hymn 1
07. In The End
08. The Giant
09. Hymn 2
10. Judas Priest
11.
Crawl
12. The Constant
13. Revolution Screams

Acesse:

Site Oficial

Myspace

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