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sexta-feira, 24 de abril de 2015

Venus Attack: Qual é o Seu "Secret Place"? Saiba Mais Sobre o Novo Vídeo



Com uma proposta musical cheia de personalidade, a banda gaúcha Venus Attack também preza por sempre apresentar novidades aos fãs, e desta forma divulgar o grupo em diversos canais e utilizando-se de vários recursos, sejam com shows tradicionais ou em formato acústico, destacando também o show com a Orquestra Engrenagem, disponibilização de web singles e até seu debut inteiro no youtube. Mas algo que a banda tem investido bastante, são os vídeos, e nesta semana, a VA disponibilizou mais um trabalho bem legal e bem feito, desta vez a faixa escolhida foi "Secret Place". Conversamos com o vocalista Michael Polchowicz, para falar um pouco mais da produção e a história desse vídeo e da música "Secret Place", que trata de um tema bem comum no cotidiano de todos nós, além de alguns assuntos mais. Confira abaixo e logo no final assista ao vídeo.


RtM: Saudações Mike, já que o assunto principal é o novo clipe, para começar você poderia nos contar um pouco a respeito da letra de “Secret Place”, a escolhida para este novo vídeo, como foi que surgiu a inspiração para ela e, claro, músicas trazem diferentes interpretações e emoções a cada pessoa, o que você desejou passar ao ouvinte com ela? 
Mike Polchowicz: Primeiramente quero agradecer a Road To Metal pelo espaço.
Bem, a "Secret Place" conta um pouco da história do cotidiano das pessoas, correria do dia-a-dia, sempre com o tempo apertado, hora certa para tudo o que fazemos, às vezes nem observamos que há muitas coisas legais por onde passamos, vivemos sob um estresse constante e na iminência de até perdermos a própria vida. 

Então chega um momento em que precisamos escapar, aliviar a carga. E cada um tem a sua válvula de escape, seja jogando futebol, ou assistindo, pegando a estrada de moto, andando de skate, de bicicleta, enfim... E nesses momentos, de certa forma, somos transportados para um lugar especial onde os problemas acabam.

No caso de "Secret Place", quem escreveu boa parte do tema, foi o meu amigo Thiago Pospichil Marques. Ele chegou um dia na minha casa e me contou que estava dentro de um ônibus lotado, indo para a faculdade ou para o trabalho (Não lembro), onde pessoas conversavam ao mesmo tempo e aquele ruído estava o incomodando, então ele colocou seus fones de ouvidos, começou a escutar música e esqueceu de tudo aquilo. E isso acontece com muitas pessoas, inclusive comigo. E a intenção da música é compartilhar esse sentimento.


RtM: E como é transformar a música em imagens? Nos conte a respeito da criação do roteiro do clipe para “Secret Place”. 
MP: Como tema da música é algo comum à maioria das pessoas, não foi difícil fazer o roteiro. Temos um narrador, que no caso sou eu, contando sobre o cotidiano da cidade e seus estresses e também mostrei um pouquinho da "válvula de escape" de cada um da banda. Também tentei passar a ideia que inspirou a música.



RtM: Complementando sobre a produção do vídeo, quem foram as pessoas envolvidas no projeto?
MP: A maior parte do trabalho foi minha e do editor Fabian Baldovino. E também tivemos o auxílio do amigo do Daniel, Francelino Jr., nas captações das imagens dele, da minha namorada Mara Mendonça, que tem experiência em produção de vídeos e o nosso skatista Tomás Berthier, que faz umas manobras.   


RtM: A Venus Attack, a exemplo também de muitas bandas e selos, têm investido bastante nessa parte audiovisual, principalmente com a facilidade de canais como Youtube e redes sociais para a promoção desse material, então, você acredita que novamente, assim como nos anos 80 tinham canais e programas de TV que veiculavam os clipes, os vídeos se tornaram parte importante para a divulgação e promoção do trabalho de um artista? 
MP: Totalmente. Nos dias de hoje, a imagem está muito atrelada ao som. Ainda mais quando há veículos de divulgação de massa que utilizam a imagem.
Dá para dizer que é uma adaptação do mercado. Algumas pessoas das gerações atuais, nem escutam uma música se não tiver uma imagem rolando junto.

E não vejo isso como algo ruim, acho que é uma evolução e temos que aproveitar esse espaço. Até os dinossauros da música estão fazendo o mesmo, temos como exemplo o Sir Paul McCartney que recentemente lançou alguns singles em formato de videoclipe.

Michael Polchowicz
RtM: Assisti a alguns curta-metragens produzidos por algumas bandas no Youtube, como dos espanhóis do Saurom e dos Norte Americanos do The Midnight Ghost Train, uma ideia bem interessante também. O que acha de produzir algo assim para a Venus Attack?  Quem sabe um DVD de um show e de bônus os vídeos e um curta?
MP: Fazer um curta exige uma produção cinematográfica e isso vai desde atores, diretor de fotografia, maquiador, iluminador, cenário, locações, etc..Fora o equipamento para fazer as captações de imagens e de áudio, que são mais sofisticados.
Sairia um pouco mais caro do que se gasta para fazer um videoclipe convencional.Quando falamos em videoclipe curta metragem, lembro dos clipes do Michael Jackson. Eram sempre super produções.Mas é claro que, o dia que a VA tiver condições, faremos videoclipes curta metragem.


RtM: Aproveitando esta conversa, a banda teve a saída do baterista Renato Larsen recentemente. Poderia nos falar um pouco mais a respeito e como está a procura pelo substituto?
MP: O Renato além de ser um excelente profissional, é nosso amigo. Bem, ele mudou-se para outro Estado, achou que não conseguiria dar a devida atenção para a banda e decidiu sair.
E quanto a outro baterista... Estamos conversando com alguns. Quando anunciarmos, o Road To Metal será o primeiro veículo a saber.


RtM: Combinado! Aí a gente espalha o nome do novo dono das baquetas!!! Bom, e os demais planos a médio e longo prazo da Venus? Material novo?
MP: Temos uma série de composições, só precisamos organizá-las para traçarmos o planejamento das gravações. Já temos praticamente um álbum.


RtM: Bom, obrigado Mike, fica o espaço para sua mensagem aos leitores e vamos ver se eles vão curtir o vídeo tanto quanto nós! Estou apostando que sim!
MP: Agradeço a todos os leitores do Road To Metal e continuem apoiando o Metal Nacional!



                       Assista o vídeo para "Secret Place" abaixo:




Entrevista: Carlos Garcia


Acesse os canais oficiais da Venus Attack






quinta-feira, 23 de abril de 2015

Spartacus: "Imperium Legis" - Continuando a Escrever História no Metal Gaúcho e Nacional



“Imperium Legis” é apenas o segundo full-lenght dos gaúchos do Spartacus, apesar de a banda ter sido fundada nos anos 80 (tendo uma música, "Sem Cessar", registrada na coletânea "Rock Garagem II"), sendo que muitas bandas daquela época, ou registraram demo-tapes com poucos recursos, ou não conseguiram deixar registros de seus trabalhos, o que é uma pena, pois muita coisa boa ficou apenas na memória de quem viveu a época ou na mão de poucos. 

Felizmente, algum material daqueles tempos vem sendo resgatando, e podemos citar aí o relançamento em CD do álbum do Astaroth, “Na Luz da Conquista”, tido como o primeiro disco de Metal do Rio Grande do Sul (Segundo reza a lenda, o do Virgem Atômica também foi lançado no mesmo período), e muita coisa vem sendo compartilhada em redes sociais e sites como Youtube e Soundcloud, e vale citar que muito disso se deve ao trabalho do pessoal que escreveu (e continua escrevendo, pois sairá uma segunda parte) o livro “Tá no Sangue, A História do Rock Pesado Gaúcho”, onde garimparam material de grande valor.

Voltando ao álbum, neste registro o Spartacus resgata muitas músicas significativas para a história da banda, mas que não tiveram a oportunidade de serem registradas adequadamente na época, então, além de um resgate para a própria banda, é importante também para os fãs de Metal, tanto os contemporâneos daqueles tempos, como os novos, que agora têm a oportunidade de conferir o trabalho deste importante nome da história do Metal Gaúcho, que inclusive contou em uma de suas formações com o baterista Aquiles Priester em seu início na batera.



Com letras em português, característica do Metal brasileiro naquela época, ressaltando que várias bandas daquele movimento continuam na ativa, com várias tendo voltado às atividades nos últimos anos, e lançado novos trabalhos, como o Azul Limão, Metalmorphose e Taurus, e trazendo músicas da primeira fase da banda nos anos 80/90 e com outras mais recentes, foram, como é explicado no encarte, mantidas estruturas e arranjos originais, a fim de manter e respeitar a contribuição de todos os integrantes, além de terem sido adicionados novos elementos e arranjos sintetizados.

O Heavy Metal Tradicional do Spartacus traz todas essas características clássicas em seus arranjos, bases e riffs, trazendo até um pouco de nostalgia, não no sentido que o álbum soe datado, mas traz boas lembranças daquela época em que não existiam tantas sub-divisões no Metal, e é muito bom ouvir o Heavy Metal puro e simples, de letras inteligentes e interessantes, tocado com garra e sentimento, ir viajando pelo álbum e pela história do Spartacus em músicas como “Encontro de Almas”, “Nas Leis do Infinito”, “Sob a Sentença, Um Carrasco” e “Fruto da Criação”.

Nada de elementos eletrônicos, invencionices, afinações “modernosas”, milhares de efeitos, guitarras fritando ou bumbos à velocidade da luz, apenas Heavy Metal.



Texto: Carlos Garcia
Revisão: Vincent Furnier



Além de comercializar o CD fisicamente, há a opção de compra via CDBaby, através do link www.cdbaby.com/cd/spartacus2 ou pelo e-mail wargodspress@gmail.com.

As músicas estão disponibilizadas para streaming no Soundcloud oficial da banda

Ouça também o primeiro álbum "Libertae"

Foto na contracapa da coletânea "Rock Garagem II"


Confira abaixo texto divulgado no Facebook oficial da banda, explicando o conceito lírico do álbum:


Baseado em letras de cunho filosófico, o novo álbum da banda gaúcha SPARTACUS, “Imperium Legis”, encanta não somente por sua sonoridade calcada num Heavy Metal tradicional pesado e empolgante, mas também por suas letras inteligentes, característica comum nestas suas três décadas de existência.
O baixista e compositor Marco Di Martino, ferrenho incentivador do Metal cantado em português, teceu algumas palavras acerca de cada tema, dispostas abaixo:

“Encontro de Almas” é uma história de amor contada ao estilo de Spartacus. Solitários da vida que se descobrem no fim do túnel.

“Na Rota da Colisão” traz aquele medo que se esconde ao fundo e que começa a nos preocupar apesar de não querermos vê-lo, ao final transformando-se em realidade violenta e impossível de ser ignorada.

“Não Morra o Sentimento” é o chamado para as emoções que colocamos de lado e que invoca nossa compaixão muitas vezes por nós mesmos declinada.

O “Império da Lei” concede aos amigos suas benesses, aos inimigos seus rigores, aos demais a sorte... Lutemos por um mundo mais justo...

Quando “Nas Trevas da Insanidade”, muitas vezes nem a loucura pode negar a opressão que nos cerca.

“Noite Sem Lua” em que não era a hora, não eram os métodos, não foi o que se queria e nem a lua compareceu... O ímpeto descontrolado consome a virtude...

“Nas Leis do Infinito” "o que é do homem o bicho não come"... Há mais coisas entre o céu e a terra do que se imagina.

“Velho Rei” de vontade egocêntrica e expansionista que se impõe sobre tudo e sobre todos muitas vezes estando bem perto da gente.

“Sob a Sentença, um Carrasco” onde a ignorância é a sentença e o poder econômico manipulador social é o carrasco... Passa na T.V., todos veem, mas ninguém enxerga.

“Fruto da Criação” tem o fruto como produto social e a criação como a realidade que o determina. A criação dá luz ao fruto e ao final o rejeita e destrói porque ele não possui a virtude que ela não lhe inspirou.

“Prisioneiro do Alvorecer” porque estamos aprisionados aos efeitos da consequência de nossos atos. Não há como escapar da luz do dia seguinte.