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sábado, 26 de setembro de 2020

Paradise: Canadenses Retornam Incorporando Influências Contemporâneas



Passados uns 15 anos de break, o canadense Paradise reacende suas atividades acompanhado do terceiro registro intitulado apenas com o nome do conjunto. A line-up sofre uma terceira formação cujos esforços aterrissam na velha divisa do hard rock e heavy metal, havendo uma certa pitada de stoner.

Sua música escora-se em riffs básicos expressivos, frases de guitarra dispersas, bateria cadenciada e a melodia raivosa de RL Black incubida de energizar as canções.
Os assuntos cantados exploram relacionamentos conturbados, vida em gradativo colapso, graças aos conflitos internos ceifando o restante da sanidade mental.

O fundador da banda Frank Kelly e o recente Fred Crew Grr dão todo o protagonismo para as suas guitarras. Constroem riffs cools estruturados em simples power chords ao lado de trechos cavalgados com palm mute. Frases básicas na penta menor e bends preenchem satisfatoriamente as canções. A bateria e voz ecoam feito fantasmas frente as guitarras usando timbres sólidos.


"Straight From Hell" sob uma base abafada, RL Black rouba a atenção em grande parte da música apenas entrecortado por boas frases na guitarra.

"Hitting On All Sixies" uma das mais agitadas, constantemente emite solos, carrega um riff dinâmico também. A voz soturna explode no refrão.

"Who Do You Wanne Be" possui melodia próxima do metal industrial e às vezes a bateria reaparece com um ritmo atípico oriundo do começo.

"One of a Kind" é densa, tanto atmosfera quanto a ira meio reflexiva de Black, contém bons solos lamurientos. 

"Never Cry Again" tem uns toques de groove metal, mantém seu fôlego satisfatoriamente  ao longo da faixa.

Dá para recomendar também as faixas "Away from You" e "Free In Exile". 

É um disco de heavy rock meio disfarçado no stoner ainda que apare muitos elementos dessa subvertente. Evitaram excesso de psicodelia e tornaram enxutas a duração das canções.

Essa realização poderia arriscar mais, poucas faixas soam distinguíveis umas das outras. Senti falta total do baixo e a bateria gerava a falsa expectativa em tomar de assalto alguns momentos.

Para um grupo desativado há anos, realizaram um bom disco comercial de rock pesado reprocessado no metal contemporâneo. 

Texto: Alex Matos (Canal Rock Idol)

Banda: Paradise
Álbum: "Paradise" 2020
País: Canadá
Estilo: Hard Rock, Stoner
Assessoria: Asher Media





quinta-feira, 24 de setembro de 2020

Bella Utopia: Personalidade e Novos Caminhos no Hard e Rock Pesado


Já são quase 18 anos de estrada, e a banda Goiana Bella Utopia segue buscando voos mais altos, com seu Hard Moderno e Rock pesado de melodias marcantes, mas com pegada que por vezes beira o Metal, destacando as letras em português e os vocais cheios de fúria de Isabela, tendo uma marca bem pessoal e forte.

Após um elogiado debut em 2015, "Dilema do Prisioneiro", o qual foi masterizado em Nova Iorque, a banda chamou atenção dos fãs e da mídia especializada, e inclusive da gigante Sony Music. 

Com nova formação, faixa inédita e bastante personalidade o Bella Utopia apresenta um novo petardo no cenário nacional de Hard/Rock e Metal. O grupo acaba de disponibilizar nas plataformas de música (web) sua nova faixa autoral, após a homenagem feita ao KISS, com o clipe da icônica: “Rock n´Roll All Night”(assista aqui), que está no tributo "Bazil Rock City". 

Falando em tributos, a Bella Utopia confirmou participação no relançamento especial do "Sabbath Brazil Sabbath", tributo brasileiro ao Black Sabbath, lançado pela Armadillo Records, e que terá essa nova edição, com o álbum duplo original e mais um CD bônus. O Bella Utopia vai participar com uma versão acústica para "Snowblind".

Retornando ao assunto da nova inédita da banda, trata-se da música “SURREAL” que tem letra escrita pela líder do grupo Isabela Eva, melodia e arranjos do baterista Junão Cananéia, mixagem e masterização do pessoal que trabalha no Doran’s Studio (GO) e participação especial de Lucas Rezende (guitarrista da banda Aurora Rules)".

"SURREAL" foi concebida com intuito de participar da coletânea física da web rádio Rock Freeday “RF Collection – Volume IV” e também para apresentar os novos e promissores músicos que compõem atualmente a banda, são eles: Mayck Vieira (Guitarra), Adriel (baixo) e Kaíque Nunes (guitarra).

A letra de “SURREAL” é uma reflexão bastante direta do atual momento que passamos por conta da pandemia do coronavírus. “As mudanças do mundo fizeram da vida uma obrigação. E o mais surreal é saber que o ser humano insiste em andar na contramão!” Afirma a cantora e líder da Bella Utopia, Isabela Eva.  Ouça "SURREAL" AQUI 

A banda já possui três clipes oficiais, que mostram a mensagem por trás do pensamento criativo do agora quinteto, que almeja voos mais altos, porém sempre com os pés no chão.  E os vídeos são muito bem feitos, inclusive o clipe de "Dilema do Prisioneiro"  possui um curta na abertura, com produção de uma produtora de cinema e participação de atores profissionais. A vocalista Isabela Eva idealizou toda a estrutura e conseguiu autorização para filmar dentro do maior Complexo Prisional de Goiânia, a CPP.

Um nome que merece a atenção do público e muito mais visibilidade. Saiba mais sobre a banda nos links abaixo:

Facebook

Youtube

Texto: Carlos Garcia (Com infos de Alexandre Afonso, assessoria de imprensa Rock Freeday)




quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Venus Attack: Assista o Vídeo Oficial de "Epilogue"

 
Já é tradicional a Venus Attack disponibilizar novidades, mantendo o seu trabalho em constante divulgação e evidência no propósito de abastecer seus fãs, e angariar novos admiradores.

A música escolhida para este novo vídeo foi "Epilogue", uma canção com forte carga emocional e com interpretação inspirada de Michael Polchowicz, e essa emoção que o vocalista passa na música tem uma explicação, pois foi composta em homenagem ao seu falecido tio, Roberto Lopez. 


"Epilogue", com seu ar emocional e melancólico, que lembra bastante o clima da clássica e também melancólica balada do Sabbath, "Changes", sendo que as duas trazem como elementos principais os vocais e arranjos de piano.

O vídeo, como não poderia deixar de ser, face o teor da bela canção com tom de despedida, é bem intimista. Confira os dados técnicos da produção  logo abaixo e o link para assistir ao vídeo:

Epilogue (clique aqui e assista ao vídeo)

Direção: Fabian Baldovino
Produção e Roteiro: Michael Polchowicz
Realização: Bad Cat Produções
Apoio: Montevídeo Filmes

Banda:
Michael Polchowicz - voz
Daniel Mueller - baixo
André Carvalho - guitarra

Álbum: Venus Attack 1


            Assista  "Epilogue" ao vivo (16/11/2014 - Livraria Cultura) versão acústica:




Texto e Edição: Carlos Garcia
Fotos: Diogo Nunes

Canais Oficiais da banda:
Site Oficial
Facebook
Twitter

Links Relacionados:
Entrevista com a banda
Matéria lançamento vídeo "Secret Place"

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Venus Attack: Qual é o Seu "Secret Place"? Saiba Mais Sobre o Novo Vídeo



Com uma proposta musical cheia de personalidade, a banda gaúcha Venus Attack também preza por sempre apresentar novidades aos fãs, e desta forma divulgar o grupo em diversos canais e utilizando-se de vários recursos, sejam com shows tradicionais ou em formato acústico, destacando também o show com a Orquestra Engrenagem, disponibilização de web singles e até seu debut inteiro no youtube. Mas algo que a banda tem investido bastante, são os vídeos, e nesta semana, a VA disponibilizou mais um trabalho bem legal e bem feito, desta vez a faixa escolhida foi "Secret Place". Conversamos com o vocalista Michael Polchowicz, para falar um pouco mais da produção e a história desse vídeo e da música "Secret Place", que trata de um tema bem comum no cotidiano de todos nós, além de alguns assuntos mais. Confira abaixo e logo no final assista ao vídeo.


RtM: Saudações Mike, já que o assunto principal é o novo clipe, para começar você poderia nos contar um pouco a respeito da letra de “Secret Place”, a escolhida para este novo vídeo, como foi que surgiu a inspiração para ela e, claro, músicas trazem diferentes interpretações e emoções a cada pessoa, o que você desejou passar ao ouvinte com ela? 
Mike Polchowicz: Primeiramente quero agradecer a Road To Metal pelo espaço.
Bem, a "Secret Place" conta um pouco da história do cotidiano das pessoas, correria do dia-a-dia, sempre com o tempo apertado, hora certa para tudo o que fazemos, às vezes nem observamos que há muitas coisas legais por onde passamos, vivemos sob um estresse constante e na iminência de até perdermos a própria vida. 

Então chega um momento em que precisamos escapar, aliviar a carga. E cada um tem a sua válvula de escape, seja jogando futebol, ou assistindo, pegando a estrada de moto, andando de skate, de bicicleta, enfim... E nesses momentos, de certa forma, somos transportados para um lugar especial onde os problemas acabam.

No caso de "Secret Place", quem escreveu boa parte do tema, foi o meu amigo Thiago Pospichil Marques. Ele chegou um dia na minha casa e me contou que estava dentro de um ônibus lotado, indo para a faculdade ou para o trabalho (Não lembro), onde pessoas conversavam ao mesmo tempo e aquele ruído estava o incomodando, então ele colocou seus fones de ouvidos, começou a escutar música e esqueceu de tudo aquilo. E isso acontece com muitas pessoas, inclusive comigo. E a intenção da música é compartilhar esse sentimento.


RtM: E como é transformar a música em imagens? Nos conte a respeito da criação do roteiro do clipe para “Secret Place”. 
MP: Como tema da música é algo comum à maioria das pessoas, não foi difícil fazer o roteiro. Temos um narrador, que no caso sou eu, contando sobre o cotidiano da cidade e seus estresses e também mostrei um pouquinho da "válvula de escape" de cada um da banda. Também tentei passar a ideia que inspirou a música.



RtM: Complementando sobre a produção do vídeo, quem foram as pessoas envolvidas no projeto?
MP: A maior parte do trabalho foi minha e do editor Fabian Baldovino. E também tivemos o auxílio do amigo do Daniel, Francelino Jr., nas captações das imagens dele, da minha namorada Mara Mendonça, que tem experiência em produção de vídeos e o nosso skatista Tomás Berthier, que faz umas manobras.   


RtM: A Venus Attack, a exemplo também de muitas bandas e selos, têm investido bastante nessa parte audiovisual, principalmente com a facilidade de canais como Youtube e redes sociais para a promoção desse material, então, você acredita que novamente, assim como nos anos 80 tinham canais e programas de TV que veiculavam os clipes, os vídeos se tornaram parte importante para a divulgação e promoção do trabalho de um artista? 
MP: Totalmente. Nos dias de hoje, a imagem está muito atrelada ao som. Ainda mais quando há veículos de divulgação de massa que utilizam a imagem.
Dá para dizer que é uma adaptação do mercado. Algumas pessoas das gerações atuais, nem escutam uma música se não tiver uma imagem rolando junto.

E não vejo isso como algo ruim, acho que é uma evolução e temos que aproveitar esse espaço. Até os dinossauros da música estão fazendo o mesmo, temos como exemplo o Sir Paul McCartney que recentemente lançou alguns singles em formato de videoclipe.

Michael Polchowicz
RtM: Assisti a alguns curta-metragens produzidos por algumas bandas no Youtube, como dos espanhóis do Saurom e dos Norte Americanos do The Midnight Ghost Train, uma ideia bem interessante também. O que acha de produzir algo assim para a Venus Attack?  Quem sabe um DVD de um show e de bônus os vídeos e um curta?
MP: Fazer um curta exige uma produção cinematográfica e isso vai desde atores, diretor de fotografia, maquiador, iluminador, cenário, locações, etc..Fora o equipamento para fazer as captações de imagens e de áudio, que são mais sofisticados.
Sairia um pouco mais caro do que se gasta para fazer um videoclipe convencional.Quando falamos em videoclipe curta metragem, lembro dos clipes do Michael Jackson. Eram sempre super produções.Mas é claro que, o dia que a VA tiver condições, faremos videoclipes curta metragem.


RtM: Aproveitando esta conversa, a banda teve a saída do baterista Renato Larsen recentemente. Poderia nos falar um pouco mais a respeito e como está a procura pelo substituto?
MP: O Renato além de ser um excelente profissional, é nosso amigo. Bem, ele mudou-se para outro Estado, achou que não conseguiria dar a devida atenção para a banda e decidiu sair.
E quanto a outro baterista... Estamos conversando com alguns. Quando anunciarmos, o Road To Metal será o primeiro veículo a saber.


RtM: Combinado! Aí a gente espalha o nome do novo dono das baquetas!!! Bom, e os demais planos a médio e longo prazo da Venus? Material novo?
MP: Temos uma série de composições, só precisamos organizá-las para traçarmos o planejamento das gravações. Já temos praticamente um álbum.


RtM: Bom, obrigado Mike, fica o espaço para sua mensagem aos leitores e vamos ver se eles vão curtir o vídeo tanto quanto nós! Estou apostando que sim!
MP: Agradeço a todos os leitores do Road To Metal e continuem apoiando o Metal Nacional!



                       Assista o vídeo para "Secret Place" abaixo:




Entrevista: Carlos Garcia


Acesse os canais oficiais da Venus Attack






sábado, 20 de setembro de 2014

Venus Attack: A Invasão Continua! Confira Novo Vídeo Oficial Lançado Hoje.



A Venus Attack já nasceu com uma proposta de ser diferente, buscar uma identidade dentro da diversidade de inspirações e influências dos experientes músicos que formam a banda. Ano passado a banda lançou seu debut, "Venus Attack 1", e segue trabalhando na divulgação de seu trabalho, seja com shows, eventos nas redes sociais (como a disponibilização do álbum inteiro para audição), lançamento do primeiro clipe ("Hear Me Pray) com direito a show com a "rockestra" Engrenagem, tendo ainda lançado um segundo clipe, para a música "Eternal Hate", e agora lançando neste sábado seu terceiro vídeo oficial, agora para a música "S.O.S.", que traz uma mensagem atual e a respeito de um assunto de suma importância. 

Além de apresentarmos também aqui o clipe, conversamos com o vocalista e principal compositor da banda, Mike Polchowicz, para falar um pouco sobre esse vídeo, confira:


A IDEIA DO NOVO VÍDEO

Bem, em Abril desse ano, comecei a gravar algumas imagens, com mais ou menos uma ideia de roteiro na cabeça e a intenção era dar um tom bem dramático ao videoclipe.

Como o tema da música é forte e realista, fala sobre o que está acontecendo ao planeta devido as ação humana, as imagens tinham que ser fortes igualmente.

Talvez algumas pessoas fiquem chocadas e não consigam assistir esse clipe mais de uma vez, mas a intenção é, alertar sobre o que está acontecendo. É a realidade.


A PESQUISA DAS IMAGENS E CONTEÚDO

Eu saí para as ruas com a minha câmera e fiquei filmando, vi muita coisa. Também pesquisei algumas imagens na internet que talvez sejam bem conhecidas do público e para enfatizar mais a mensagem da música, resolvemos mostrá-las novamente. Aqueles que esqueceram, vão relembrar e os que ainda não viram, terão conhecimento.

É isso! Espero que, quem assistir o clipe de S.O.S. que pelo menos fique pensativo.


A PRODUTORA "BAD CAT"

A Bad Cat nasceu de uma brincadeira, comecei a editar alguns vídeos de entrevistas e ensaios da Venus Attack, que nós mesmos gravávamos e quando eu finalizava as edições, colocava um selo, tipo aqueles que aparecem nos finais dos seriados norte-americanos. Então, inspirado nas produtoras "Bad Hat Harry", que produzia a série House e "Bad Robot", da série Fringe e Lost, criei a "Bad Cat", então a coisa começou a ficar séria. Hoje a produtora cuida de toda a produção de conteúdos de mídia e é responsável pelos videoclipes também.


Assista ao vídeo:

Realização: Bad Cat Produções
Direção e Produção: Michael Polchowicz
Edição de Imagens: Fabian Baldovino




Confira também:


A Venus Attack é:

Mike Polchowicz - Vocais
Daniel Mueller - Baixo
Renato Larsen - Bateria
André Carvalho - Guitarra



quinta-feira, 27 de junho de 2013

Venus Attack: Qualidade, Criatividade e Diversidade


A banda gaúcha Venus Attack, na estrada desde 2009, é formada por músicos experientes e competentes, que somam em seus currículos trabalhos em diversas áreas e estilos musicais, e souberam aplicar muito bem essa experiência adquirida através dos anos, juntando a suas inspirações e influências, e, como a banda mesmo explica em entrevista recente para o Road, banhando tudo no Heavy Metal e Rock Pesado em geral, que é a sua base, resultando no ótimo debut "Venus Attack 1".

Há um bom tempo a banda vem se dedicando na composição deste trabalho, sempre tendo em mente a proposta inicial, de procurar uma identidade própria, não forçando a se encaixar em um rótulo, o que significaria limitar-se artisticamente. Certo que algumas bandas confundem "diversidade", com "atirar em todas as direções", e, felizmente, com a VA isto não ocorre.

André, Daniel, Mike e Renato: A invasão já começou!
A dedicação e a forma de trabalhar, pois não se deram um prazo para lançar o primeiro trabalho (o baixista Daniel contou que chegou a gravar sua partes 4 vezes, sempre buscando melhorar a ideia inicial), a fim de ir amadurecendo a sonoridade da banda, buscando uma uniformidade e uma identidade, produziu excelentes resultados, que podem ser conferidos por todos, agora que o álbum está pronto e disponível.

Composto por 9 faixas (mais uma música escondida), "Venus Attack 1" mostra bastante das várias inspirações dos músicos no seu decorrer, onde encontramos uma sonoridade tendo como pilar o Rock Pesado/Metal, sendo moderno e criativo,  podendo facilmente ser identificados elementos de Jazz/Fusion, Modern Hard Rock e até Rock Alternativo e Pop, porém, de forma alguma, essa fusão de influências resulta em algo complexo e chato, ou numa sonoridade feita para outros músicos ouvirem, pois o álbum é cativante e dinâmico, com melodias e refrãos grudentos.


"Looking For The Meaning", que abre o álbum, e já era conhecida do público, mostra de cara a competência e , parodiando o Tite, "filósofo" e técnico de futebol  gaúcho, a "inventividade" da banda, com um som pesado e moderno, num clima tenso, com variações bem dinâmicas (com direito a uma citação ao Slayer ali pela metade);

"Hear Me Pray", começa bem introspectiva, seguindo a linha da letra (temos que destacar também o belo trabalho nas letras), com melodias cativantes e um refrão bem marcante; 

"Broken Conscience", começa com um riff arrastado e pesado, variando depois para uma parte mais melodiosa, e um solo igualmente melodioso e inspirado de André, além de grande interpretação de Mike;

"Stray Bullet", é uma faixa enérgica, com um riff cativante, uma faixa bem Metal, daquelas próprias para abrir, ou fechar um show,  lembrando-me aquelas tradicionais faixas de "abertura" do Dio, como "We Rock" ou "Stand Up And Shout". O álbum fecha com a interessante "Epilogue", uma peça de piano e voz, muito bem interpretada, emendando com a "hidden track", uma cover de uma banda dos anos 80, que não é de Metal, a qual ficou bem legal, pra você saber qual é, vai ter que ouvir o disco! 



Concluindo, com essas faixas que citei, você já pode ter uma noção desse dinamismo do álbum, da criatividade e competência dos músicos, e que a identidade que a banda buscou desde seu início, tomou forma em "Venus Attack 1", e tende a evoluir cada vez mais, pois com certeza eles não vão parar por aqui, a invasão apenas começou! 


Texto/edição: Carlos Garcia

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"Venus Attack e Road To Metal: A Invasão Começou"
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