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sábado, 14 de abril de 2018

Entrevista: Guilherme Costa: A Próxima Etapa da Jornada



O Guitarrista mineiro Guilherme Costa começou seu interesse na guitarra aos 15 anos, quando descobriu o Black Sabbath e Tony Iommi, o qual cita como sua maior influência. Foi construindo sua trajetória tocando não só em projetos voltados ao Heavy Metal, o que certamente lhe trouxe uma bagagem e visão mais abrangentes dentro da música, forjando sua personalidade musical.

Em 2016, Guilherme parte para sua primeira empreitada solo, o EP "The King's Last Speech", o qual só corrobora a expectativa criada em torno do seu potencial. O que mais chama atenção nas músicas, são as melodias marcantes e bem construídas, valorizando a composição acima da técnica, ou seja, não é do tipo de álbum instrumental direcionado somente para músicos ou guitarristas. 

Agora Guilherme já está em fase de composição do full-lenght, que também trará músicas com vocais. Conversamos com Guilherme para que este nos contasse mais de sua carreira, do EP de estreia, informações sobre o novo trabalho e muito mais. Confira e saiba mais sobre esta grande revelação da guitarra e do Metal nacional:


RtM: Olá Guilherme, obrigado por tirar um tempo para nos responder esta entrevista, e parabéns pela excelente primeira amostra de seu trabalho solo.
Guilherme Costa: A honra é toda minha em poder bater esse papo com vocês galera!

RtM: Para iniciar, nos fale um pouco sobre o seu início na música, quando é que você começou a se interessar por tocar um instrumento e quem foram suas principais influências e incentivadores?
GC: Eu comecei a me interessar pelos estudos de música aos 14 anos quando meu avô começou a ensinar violão. Aos 15 eu comecei a ouvir Black Sabbath e daí foi quando eu me interessei de fato a estudar guitarra, na verdade desde pequeno eu tinha um sonho de seguir uma carreira artística e eu comecei a correr atrás disso depois que entrei na aula de guitarra. Posso dizer que tive bastante incentivo da família também, mas a iniciativa no início foi por minha própria conta.

“ 'The Beginning of a Journey' foi minha primeira música composta, ela possui esse nome por ser realmente o início da minha jornada como compositor solo."
RtM: E quando você decidiu que queria entrar definitivamente nesse mundo e fazer música profissionalmente?
GC: Com poucos dias de aula de guitarra eu já havia tomado essa decisão, pois eu me sentia super realizado em poder tocar minhas músicas favoritas. Depois tocando em bandas e desenvolvendo minhas habilidades esse desejo foi aumentando cada vez mais.

RtM: E como foi o início de seu aprendizado? Onde você começou a buscar informações e quais formas buscou para evoluir no instrumento?
GC: No início meu avô me ensinava sertanejo de raiz no violão, essa era a maior vivência dele. Quando entrei na aula de guitarra eu já comecei a voltar meus estudos para o Heavy Metal e o Rock n’ Roll, estudei bastante Iron Maiden, Guns N’ Roses, Black Sabbath, Metallica e muitas outras bandas. Eu sempre estudava músicas de bandas de várias vertentes do Rock para evoluir no instrumento, usava muito a internet para assistir vídeo aulas de um assunto que me interessava e para baixar as tablaturas das músicas que eu gostaria de aprender. Outra forma que busquei para evoluir no instrumento também foi estudar com vários professores diferentes, isso me ajudou principalmente na minha forma de ensinar aos meus alunos de guitarra e violão.

RtM: Conte-nos um pouco sobre a sua trajetória até aqui, principais trabalhos e bandas que você passou.
GC: Com poucos meses de aula de guitarra eu montei minha primeira banda com alguns amigos, nosso repertório era bem variado, tínhamos rock nacional e internacional de várias vertentes, essa banda nunca chegou a fazer nenhum show. Aos 19 anos eu entrei na banda de heavy metal Seawalker, meu primeiro show inclusive foi com eles num evento com a banda Nervosa de São Paulo. No início de 2014 comecei a trabalhar ao lado do cantor de MPB Walter Cicarini, com ele fiz um show e gravei um DVD.

RtM: Muito bom, várias vertentes diferentes, o que certamente traz uma visão mais abrangente!
GC: No final de 2014 me juntei ao D.A.M, banda de death metal melódico, e permaneci na banda até o primeiro semestre de 2015. Logo após minha saída da banda, comecei a trabalhar mais nas minhas próprias composições resultando então na gravação do meu EP. Hoje eu trabalho também na cena cover de Belo Horizonte com bandas que prestam tributo à bandas consagradas, sempre faço shows na cidade e tem sido algo muito gratificante e um aprendizado único.

"Com poucos dias de aula de guitarra eu já havia tomado essa decisão (de ser músico profissional), pois eu me sentia super realizado em poder tocar minhas músicas favoritas."
RtM: E sobre suas principais influências como guitarrista, que músicos você citaria?
GC: Minha principal influência como músico é Tony Iommi, de fato eu não seria músico se não fosse por ele. Como compositor eu tenho como maior influenciador Joe Satriani. Outras influências que tive ao longo do tempo também posso citar Glenn Tipton e Synyster Gates.

RtM: Falando sobre o EP, o que mais gostei é que dá para perceber que você valoriza muito a composição, as melodias, tornando um trabalho agradável de ouvir, e não somente algo direcionado a outros músicos, pois muitos guitarristas acabam se preocupando em mostrar o quão rápido podem tocar ou mostrar capacidade técnica, mas esquecem de fazer música com sentimento. Gostaria que você comentasse a respeito, e falasse sobre sua maneira de compor.
GC: Eu sempre gosto de fazer primeiramente a harmonia das músicas, depois disso eu canto a melodia da música enquanto eu toco as bases que criei. Assim posso ter uma ideia melhor de como quero que a música soe. Eu posso dizer que as composições são também uma forma que eu encontrei de expressar meus sentimentos, é de fato uma grande terapia pra mim me expressar através das minhas músicas.

RtM: Falando um pouco sobre as faixas, gostaria que falasse da “The King’s Last Speech”, de onde surgiu a inspiração para ela, a qual me lembra algo do estilo clássico e neoclássico do Blackmore e Malmsteen, por exemplo.
GC: “The King’s Last Speech” nasceu de uma ideia que tive de criar uma introdução utilizando arpejos e escala menor harmônica, no primeiro momento me baseei nas frases de Paulo Schroeber, no final da introdução me baseei nas construções melódicas de Yngwie Malmsteen que costumam ser extremamente rápidas e eu quis reproduzir isso na música também. No decorrer da música eu já utilizei bastante as melodias do Malmsteen como referência, principalmente no uso de arpejos e escala menor harmônica. Em um determinado tempo da música antes de repetir a introdução no final, eu utilizei uma harmonia que Ritchie Blackmore usa na música “Burn” do Deep Purple, que inclusive é um clichê harmônico muito utilizado pelas bandas de rock e heavy metal.

 "As composições são também uma forma que eu encontrei de expressar meus sentimentos, é de fato uma grande terapia."
RtM: As outras duas, acredito que seguem por um caminho mais contemporâneo, e me lembraram algo de mestres como Satriani. Gostaria que comentasse um pouco sobre as músicas “Come on and Play” e “The Beginning of a Journey”. Os títulos parecem bem sugestivos, como se você estivesse apresentando esse seu início de trabalho solo mesmo.
GC: “The Beginning of a Journey” foi minha primeira música composta, ela possui esse nome por ser realmente o início da minha jornada como compositor solo. É uma música que eu tive a intenção de causar emoções nos ouvintes e fazê-los cantarem mesmo ela não possuindo letra. Durante o processo de composição do EP eu pensei em compor uma música que alguém pudesse tocar em harmonia comigo, sendo em um show ou um workshop. Essa música foi nada mais nada menos que “Come on and Play”, ela inclusive possui esse nome como se fosse um convite para outra pessoa vir tocá-la comigo. Eu pensei bastante em melodias com duetos no decorrer dos temas, e na hora dos solos eu fiz como se houvessem dois guitarristas revezando improvisos.

RtM: E o que você tem observado de novo dentro do rock e metal, em termos de guitarristas e novas tendências, como bandas com sonoridade mais moderna, como o djent. E o que você prefere? Os estilos mais clássicos ou os mais modernos? Há muitos puristas, mas acredito que sabendo mesclar com inteligência estilos e tendências, pode-se agradar públicos de gostos distintos.
GC: Eu percebo que existem muitas bandas atuais que conseguem se destacar positivamente utilizando mesclas de elementos dos anos 70 e 80 com elementos utilizados a partir dos anos 2000. Eu particularmente prefiro os clássicos, mas gosto e admiro bastante muitas bandas modernas que tem se destacado ultimamente. Uma das bandas atuais que mais tenho ouvido recentemente inclusive é o Black Veil Brides, acho muito interessante a mescla que eles fazem dos elementos das bandas glam dos anos 80 com elementos utilizados no Metalcore.


RtM: E quanto aos planos para um full-lenght? O que você pode nos adiantar? Você pretende incluir músicas com vocais?
GC: O que posso adiantar é que terão bastante músicas com melodias marcantes, desde baladas até músicas mais agressivas, muitas influências diferentes e alguns elementos de outros estilos musicais fora do rock e do heavy metal. Vão ter músicas cantadas também e convidarei alguns cantores para fazerem participações especiais nas músicas.

RtM: Guilherme, obrigado pela atenção, esperamos voltar a conversar em breve e ficamos no aguardo do seu full-lenght.
GC: Eu que agradeço a vocês de coração pelo convite e será um prazer poder bater um papo novamente com vocês após o lançamento do full-lenght!

Entrevista: Carlos Garcia

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Assessoria de Imprensa: Rômel Santos

Confira resenha do EP


       

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Mistheria:"Gemini" - A Nova Obra do Virtuoso Músico e Compositor Italiano


Antes de abordarmos sobre o novo trabalho deste genial músico italiano, vamos falar um pouco de sua carreira. Mistheria é um pianista, tecladista, keytarista (instrumento musical que apresenta características de guitarra, teclado e sintetizador, no Brasil chamado também de Controlador), organista, produtor e compositor da Itália, envolvido em gêneros clássicos e de rock/metal.

Após a graduação - com pontuação total - no Conservatório de Música em "Órgão e Composição", Mistheria iniciou sua carreira como solista e trabalhando como músico de estúdio. Além de seus álbuns e apresentações solo, Mistheria ganhou nome graças à várias e prestigiadas colaborações, tanto em estúdio quanto ao vivo, com muitos artistas e músicos internacionais de rock, metal e clássicos como Bruce Dickinson (Iron Maiden), Roy Z (Rob Halford), Rob Rock (Chris Impellitteri), Mark Boals (Ring of Fire), Edu Falaschi (Angra, Almah), Neil Zaza, John West (Artension, Royal Hunt), John Macaluso (TNT, ARK, Y. Malmsteen), para citar alguns.

Mistheria atuou como solista e como músico contratado na Europa, EUA e Ásia tanto como pianista/tecladista. Sua discografia conta mais de 70 álbuns, incluindo suas próprias e outras produções de bandas que vão desde a música Clássica ao Metal, de New-Age a Soundtracks, de Pop para Rock.
Além disso, ele trabalha como produtor, arranjador, designer, professor, avaliador e demonstrador de hardware/software para várias marcas de música.


A maior criação e produção de Mistheria é o projeto "Vivaldi Metal Project - The Four Season", um All Star Metal Project com mais de 130 artistas de Metal/Clássico, orquestra, quarteto de cordas e coral. O projeto foi aclamado como a maior Symphonic-Metal Opera já criada.

Mistheria iniciou seu projeto solo em 1996, com o nome inspirado na palavra "Mistério". Final do ano passado lançou seu novo trabalho, "Gemini", sob o selo Rockshots Records, contendo 13 faixas, incluindo composições próprias e versões re-arranjadas de clássicos de músicos como Beethoven e Chopin. O álbum traz  um time de excelentes músicos, além de convidados especiais, em uma produção sonora primorosa. É um álbum instrumental, mas de maneira alguma é direcionado somente a músicos, é Heavy Metal e Symphonic Metal com elementos Neoclassic, New-Age e Classic Music, vibrante, enérgico e cheio de atmosferas e melodias cativantes. E claro, temos de ressaltar o sentimento que Mistheria coloca nas canções, aliado a técnica e o cuidado de suas produções, rende ao ouvinte momentos de deleite.

Para saber um pouco mais de sua carreira e do álbum "Gemini", incluindo comentários do músico a respeito das 13 faixas do disco, confira a seguir o que Mistheria tem a nos dizer:


Como surgiu seu projeto solo e porque você o iniciou?
Comecei minha carreira e projeto solo em 1996, quando criei um show ao vivo chamado "Metamorfose", que incluiu várias formas de artes, como música, dança, poesia, gráficos 3D.
Tenho paixão pela música Clássica, Metal e de trilhas sonoras. Comecei a compor minhas músicas combinando mais ou menos esses gêneros e, depois, queria trazer minha música no palco. O próximo passo foi obviamente reunir algumas dessas músicas em um álbum.

Como você descreveria seu som em cinco palavras?
Intenso, apaixonado, impetuoso, enérgico, íntimo.

O que você espera em termos de receptividade para "Gemini"?
Meus fãs estão esperando por isso há muito tempo, um novo álbum instrumental meu, e isso criou muita emoção e fervor!

Que tipo de experiência você está tentando trazer aos fãs com este novo álbum?
Ao lado de álbuns clássicos/new age, eu já executei algumas das músicas em destaque, "Gemini" é o meu primeiro álbum de Metal instrumental que coleta treze músicas compostas ou arranjadas ao longo da minha carreira. É um novo "ponto de vista" para os meus fãs, que podem descobrir o que meus "teclados" podem contar para eles sem letras.

Como é o processo de composição?
Eu componho e arranjo todas as músicas. No caso de um álbum com vocais, muitas vezes eu passo a caneta para os cantores, e também escrevo letras. Durante as gravações, eu sempre adoro ouvir o que meus incríveis músicos podem trazer de acordo com o arranjo básico que criei e as demos. Adoro quando os músicos "sentem" a música e dão sua própria "marca registrada" às composições.


Como você escolheu as faixas que entrariam nesse álbum? 
As faixas em "Gemini" são uma combinação de minhas canções originais e covers de clássicas, uma mistura delas. Tenho novos álbuns já feitos, a música nova está sempre a caminho ...
  
Como você descreveria a evolução do som da banda?
De muito prog-oriented no início para Metal e Metal Sinfônico nos últimos anos.

Nomeie um "Top 5" das influências de sua banda. Que gêneros de música e Metal mais influenciam você?
Deep Purple, Symphony X, Y. Malmsteen, J. S. Bach, A. Vivaldi. Meus gêneros principais como compositor e artista são música clássica, metal, prog-metal, metal sinfônico e trilhas sonoras.

Qual o significado por trás do álbum e de algumas músicas?
Eu queria mostrar todas as minhas músicas de Metal instrumentais que, até agora, não era possível incluir nos meus outros álbuns. "Gemini" é o meu signo astrológico. Eu e minha música totalmente representadas, pois apresenta muito material coletado ao longo de 25 anos de carreira. "My Dear Chopin" foi a primeira música de Metal instrumental que já compus, obviamente inspirada por F. Chopin e diz tudo. Em seguida, criei músicas para eventos específicos, como "Angels in the Shadow" para a apresentação no Prog Head 2008 (Budapeste), "Adagio in G minor" de Albinoni foi arranjada para uma clínica, "Hands of Fire", como abertura  para alguns dos meus shows ao vivo.


"Gemini" faixa a faixa, por Mistheria:

1. "Hands of Fire" composta e arranjada por Mistheria
Claramente, uma música de introdução, keytar em chamas, composta como abertura de minhas aparições solo ao vivo.

2. "Angels in the Shadow" Composta e arranjada por Mistheria
Escrito para a apresentação do ProgHead Festival 2008 (Budapeste), é uma música virtuosa e melódica. Introdução dark, temas baseados em melodias cativantes seguidas por soltos triturantes, com um incrível solo de Chris Caffery (Savatage, Trans-Siberian Orchestra).

3. "Fight of the Bumblebee" Composta por R. Korsakov/Mistheria - Arranjos por Mistheria
Arranjo baseado no lendário "Flight of the Bumblebee" de R. Korsakov. Possui um riff pesado e muitas peças virtuosas entre teclados, guitarra e baixo. Classical meets shredding!

4. "Moonlight Sonata" Composta por L.V. Beethoven - Arranjos por Mistheria
Sobre a obra-prima de Beethoven, queria ser o mais fiel possível (se alguma vez fosse possível ...). Keytar e piano tocando como dueto, a parte do meio apresenta um fantástico jazz melodioso e apaixonado, cortesia de Roy Z.

5. "Air  - The Day After" Composta e arranjada por Mistheria
Foi composta originalmente em piano com uma melodia muito "cantante", então arranjei-o para a banda. Possui uma intro majestosa tocada por mim no "King of Instruments", o órgão de tubulação, que é o instrumento que estudei no Conservatório de Música.


6. "Devil's Steps" Composta e arranjada por Mistheria
Inspirado por uma trilha sonora de filme, é uma das músicas mais antigas, uma das canções mais intrincadas e complicadas, com algumas partes do teclado que atingem o limite da velocidade de reprodução que flui para um tema muito melódico no refrão.

7. "Prayer to God" Composta e arranjada por Mistheria
Composta apenas por teclados e pedal de baixo. Canção íntima e apaixonada, visão profunda e significado por trás disso, uma das minhas faixas favoritas.

8. "Prog-Fantasy" Composta e arranjada por Mistheria
Talvez a única música realmente orientada para o Prog, baseada em uma introdução de piano de inspiração clássica que "se eleva" ao tema do keytar.

9. "Falling Stars" Composta e arranjada por Mistheria
Composta durante uma noite de inverno, em um momento muito especial da minha vida, quando a solidão começou a cair ...

10. "My Dear Chopin" Composta por F. Chopin - Arranged by Mistheria
O ponto de partida da minha carreira no Metal. Não é por acaso que o início incluísse Chopin, uma das minhas paixões mais íntimas na música e na vida. Com base em um tema muito simples, é a minha música Keytar mais conhecida.

11. "Asturias (Leyenda)" Composta por I. Albeniz - Arranged by Mistheria
Dividido em duas partes, a promeira tocada no piano de uma maneira clássica, a segunda parte se move para teclados com um arranjo exigente pesado, agressivo e tecnicamente alto.

12. "Adagio in G minor" Composto por T.Albinoni-R. Giazzotto/Mistheria - arranjos por Mistheria
Comecei a tocar esta música no Acordeão quando tinha 10 anos de idade. Em seguida, no piano e depois no Pipe Organ, é um dos temas mais adoráveis ​​que eu gosto de tocar. Meu Keytar foi o próximo e último instrumento em que a transportei.

13. "Metal Piano Sonata, op.13" Composta e arranjada por Mistheria
Uma música composta como homenagem ao "Príncipe dos Instrumentos", o instrumento no qual componho e executo com mais frequência. É a última música, então a mais nova, que eu criei especificamente para "Gemini". A estrutura da música é baseada em uma Sonata de Piano Clássico dividida em três movimentos (Allegro, Adagio, Presto). As principais melodias desta música estão entre as que mais gostei de ter composto.

Entrevista e Informações Cedidas por Rockshots Promotion
Textos Adicionais, introdução e Tradução: Carlos Garcia
Agradecimentos: Roberto Giordani e Mistheria
Line-Up:
Mistheria (Bruce Dickinson, RoyZ, Rob Rock, Vivaldi Metal Project)
music, arrangements, keyboards 
Roger Staffelbach (Artension, Artlantica) - guitar
Leonardo Porcheddu (Vitalij Kuprij) - guitar
Ivan Mihaljevic (Side Effects) - guitar
Steve Di Giorgio (Testament, Death) - bass
Dino Fiorenza (Metatrone, Edu Falaschi, Ron Thal) - bass
John Macaluso (ARK, Symphony X, Malmsteen) - drums


SPECIAL GUESTS
Christopher Caffery (Trans-Siberian Orchestra, Savatage) - guitar
Roy Z (Bruce Dickinson, Rob Halford, Rob Rock) - guitar

Mixed and mastered by Ivan Moni Bidin at Artesonika Recording Studio (Pordenone, Italy).
Artwork and graphic design by Alexis Van Houcke.
PRODUCED BY MISTHERIA
Youtube

       


       

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Lords of Aesir: Oásis Sinfônico



Criada em 2009, em Cascavel (PR), o Lords of Aesir foi aos poucos consolidando sua direção e line-up, lançando em 2012 o EP "Lost the Hope", com quatro faixas, e agora em 2014 mostra o resultado do trabalho e evolução nesse tempo, apresentando em seu primeiro full-lenght, "Dream for Eternity...", uma sonoridade de muito bom gosto, recheado de grandes melodias, vocais líricos, guturais, corais e belos arranjos orquestrais, destacando-se aí o uso de corais e instrumentos reais, com a música soando orgânica e com o feeling que muitas vezes falta à algumas bandas que apostam nessa linha voltada ao Metal Sinfônico/Neoclássico, mas também podemos identificar várias outras nuances na sonoridade da banda, como o Power, Prog e Gothic Metal.

Na primeira audição, já podemos sentir que a banda é diferente, e traz aquele entusiasmo e qualidade de grandes trabalhos na linha que teve seu auge no final dos anos 90 e início da década atual (me lembrou os primeiros trabalhos de Tristania, Dreams of Sanity e Haggard, por exemplo).

A boa produção garantiu que todos os detalhes fossem transmitidos com qualidade ao ouvinte, assim como os arranjos e orquestrações são criativos, bem feitos e de muito bom gosto. 


Ouvimos tantas bandas do gênero, que possuem um orçamento maior para trabalhar, são mais badaladas, mas não conseguem transmitir emoção em sua música, com arranjos repetitivos e burocráticos, e o LOA consegue prender a atenção, em composições e arranjos carregados de feeling.

Parece tão simples para quem possui essa capacidade, que tem o o prazer de fazer música.

Com virtuosismo, grandes corais e orquestrações, a banda desfila também agressividade em vários momentos, sem nunca abrir mão do bom gosto e melodia. A banda disse em seu press-release que quis transmitir com este trabalho os anseios e sonhos que os humanos têm a respeito da eternidade e a sua procura através das diferentes ideologias individuais.


A introdução "Veritas" abre o álbum de forma grandiosa, seguida de "The Truth", que já dá uma boa amostra do que falamos antes, arranjos e corais grandiosos, melodia, peso, onde as partes sinfônicas "conversam" muito bem com as guitarras e bateria, nos iniciando numa viagem repleta de musicalidade e bom gosto, onde vamos encontrando várias surpresas e intervenções, seja em momentos mais suaves e acústicos, ou em trechos beirando o extremo, como em "Stand for Revival", cheia de peso e virtuosismo; "Black Oasis", mais cadenciada, e trazendo as participações de Caio Vidal e Pedro Nunes (Ankhy), traz aquela linha beauty & the beast, com os vocais líricos femininos se contrapondo aos guturais, além do destaque para a letra: "No need to disguise or avoid, Don't deny yourself!", aliás, aqui já vou me redimir, pois esqueci de citar acima a parte lírica, que também pode-se notar que foi muito bem cuidada;  ou "Elvish Night", com um clima e sonoridade mais medieval, destacando o uso de instrumentos como flauta e oboé e bela interpretação vocal de Karol Schmidt.

Um debut digno de muitos elogios, músicas de bom gosto, bem arranjadas e bem executadas, trazendo à cada música a emoção e tensão necessárias, peso e melodia, e, como gosto de enfatizar, não existe estilo ou sub-gênero desgastado, existe sim a falta de criatividade, mas graças a grupos como o Lords of Aesir, o Metal se renova a cada ano, e sempre teremos bons grupos surgindo e fazendo boa música.

Resenha por: Carlos Garcia
Revisão: Renato Sanson
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica:
Banda: Lords of Aesir
Álbum: "Dream for Eternity..." (2014)
País: Brasil
Estilo: Symphonic/Neoclassical Metal
Produção: Aldo Carmine Rosito
Co-Produção: Ian Schmoeller e Rafael Fernando Podgurski
Assessoria: Metal Media



Line Up
Karol Schmidt: Vocais
Ian Schmoeller: Keyboards e Vocais Guturais
Júlio Machado: Guitarras

Set List
01. Veritas
02. The Truth
03. Stand for Revival
04. Black Oasis
05. Elvish Night
06. Aesir's Renegade
07. Unpredictable
08. Fear of the Lies
09. The Voice Beyond
10. Stardurst

Canais Oficiais: