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quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Entrevista - Epitaph: "Tínhamos um Material Forte, que Lapidamos Dentro do Estilo que a Banda é...Puro Heavy Metal!"

 


Por: Caco Garcia 
Fotos: Divulgação/Arquivo da banda e Vinny Vanoni

Formada em Porto Alegre RS, e com quase três décadas de história a Epitaph passa por um momento especial, lançando no final de junho seu segundo full-lenght, "Digital Screams", o qual vem sendo muito bem recebido por critica e público.

O álbum traz uma banda muito mais coesa, adicionando mais peso e novos elementos ao seu Heavy/Trash Metal.

Conversamos com um dos seus fundadores, o baterista César "Five", que nos contou mais detalhes do álbum e planos e expectativas para levar o nome da Epitaph cada vez mais longe.


RtM:"Digital Screams" chegou 17 anos depois de "Gettin' Down to Business". O que fez esse processo levar tanto tempo? Claro, há sempre as dificuldades enfrentadas por uma banda independente.

César Five: O "Digital Screams" teve seu processo de lançamento atrasado devido aos problemas que todas as bandas têm, como troca de integrantes, falta de recursos financeiros, de como o mercado do heavy metal estava e como as pessoas consomem música, além da pandemia e a enchentes aqui no RS, mas nunca pensamos em não lançar o álbum físico. 


RtM: Realmente, mesmo com os custos e também com crescimento do streaming, sempre há público que prefere e gosta de ter o material físico.

César Five: Eu já estaria fora da música se não existisse meios de lançar o CD físico, pois é a realização material da tua obra, da tua música. As pessoas diziam que não existiriam mais livros e filmes, mas eles estão aí assim como LPs ,CDs e outras mídias físicas, pois sempre haverá quem prefira esse material. Esse atraso acabou por ajudar na qualidade final do trabalho, pois acertamos todos os detalhes que acabaram por tornar esse álbum como queríamos.

RtM: O álbum impressiona pela qualidade sonora, produção, arte gráfica e edição física. Em tempos de streaming, é louvável aa bandas independentes investirem em um CD físico, sabendo dos altos custos envolvidos, e o retorno geralmente mais lento. 

César Five: Embora as despesas de fazer um álbum físico sejam grandes, decidimos fazer 200 cópias(comprem, pois vai virar raridade) que felizmente estão sendo vendidas rapidamente. Era fundamental para nós lançarmos o álbum físico, mesmo pressionados pelo tempo entre o primeiro álbum e esse, queríamos que essas músicas chegassem às pessoas como uma obra completa, e não aos pedaços, como singles espalhados pelas plataformas. 


RtM: Que ótimo, recentemente vimos artigos falando sobre o aumento das vendas de CDs, então isso é satisfatório para quem seguiu acreditando no material físico.

César Five: Sim, isso é ótimo. E a espera e o esforço valeram a pena. Ter o material físico te coloca em outro patamar, até para negociar shows, e o fã pode ir no show e levar na hora a lembrança. Nesse momento você encontra as pessoas que gostam da tua música.


RtM: E complementando o que comentamos antes, muitas bandas independentes acabam lançando apenas singles por questões financeiras, mas a Epitaph  apostou em um álbum completo, concebido como uma obra única, mesmo diante de tantos desafios.

César Five: Não haveria sentido para nós lançarmos singles nas plataformas digitais, que embora fundamentais hoje em dia, não te trazem nada além de contatos e curtidas, e que não demonstram se o material é forte e se chegou ao público. 

E depois de ver o trabalho pronto, acharia uma grande injustiça não tornar um material físico o esforço de todos que compuseram, gravaram, produziram, escreveram as letras, conceberam e fizeram a capa, todo o trabalho gráfico, enfim a alma de tudo virar um simples arquivo, sem vida que pode ser deletado com apenas um toque após ser escutado. 


RtM: Sim, a materialização da obra. Como colecionador e defensor da mídia física, eu aplaudo a iniciativa de todos que seguem lançando CDs e LPs.

César Five: Gostaria que fosse lançado em LP mas os altos custos impossibilitaram, mas esse CD tem encarte, letras, fotos, capa que faz a experiência da audição muito mais interessante.

RtM: Ao ouvir o álbum, fica evidente uma evolução em direção a um Heavy Metal mais pesado, com influências de Thrash,  e ainda elementos de Hard, Southern e Classic Rock. Gostaria que você comentasse a respeito desses novos elementos e detalhes que você comentou antes, e evolução sonora da Epitaph.

César Five: As músicas desse álbum são as influências de todos os músicos que estiveram na banda nesses longos anos. Todos de alguma forma colaboraram e são devidamente creditados no encarte e são parte importante da história da banda. A entrada do André “Canhoto”Carvalho e o Fábio Figueiredo, como guitarrista e baixista respectivamente, foram as peças que faltavam para seguirmos em frente. 



RtM: Eles chegaram somando e contribuindo para essa nova fase 

César Five: Exato. O Canhoto e o Fábio não entraram apenas para gravar o que estava pronto, mas sim colocar as suas personalidades e estilos nas músicas e alteraram o que foi preciso. Assim funciona uma banda que quer chegar a algum lugar. Tínhamos um material forte, que lapidamos dentro do estilo que a banda é...puro Heavy Metal.


RtM: A faixa-título aborda temas extremamente atuais, como polarização nas redes sociais e Inteligência Artificial, com a tecnologia aproximando as pessoas, mas também gera conflitos e desumanizando as relações. Gostaria que vocês comentassem a respeito dessa faixa, onde novamente vocês contaram com a colaboração de Gustavo Demarchi (Apocalypse).

César Five: O Gustavo Demarchi é um amigo de longa data, que hoje mora em Portugal, pedimos a ele na época para escrever a letra do que virou a "Digital Screams", pois ele sempre foi ótimo letrista, tanto na The Wise, Apocalypse e outros projetos dele. A música foi feita pelo Marlon Steindorff e eu, e ele gostou muito, e já escreveu as partes dele e as do Joe. 

No dia da gravação foi muito divertido, pois ambos estavam preparados e deram um show de profissionalismo. Acho essa música sensacional, e o Canhoto colaborou com mais riffs depois. Acho que ela uma música de alto nível, temos muito orgulho dela.


RtM: “Loser’s Life” abre o álbum, e também se destaca, sendo uma excelente apresentação para quem vai ouvir a banda pela primeira vez, tendo uma pegada pesadíssima. Comentem também um pouco mais sobre essa faixa.

César Five: Na hora que estávamos construindo o tracklist do CD, colocamos a Loser´s Life como faixa de abertura pois ali resume o que é o Digital Screams: muitos riffs, paradinhas de bateria, thrash, e um refrão maravilhoso, tem várias levadas de bateria e solos sensacionais, e o Joe canta a letra com muita força.


RtM: E temos a “The Girl Who Loved the Dead”, que foi o primeiro single e vídeo do álbum, com uma temática bem interessante, e mostrando já alguns desses novos elementos do som da banda, provavelmente sendo esse um dos motivos que foi escolhida para a primeira amostra do trabalho. O que vocês podem nos falar mais a respeito dessa faixa e suas inspirações?

César Five: A "The Girl" é uma letra do Dênis, a música tem partes minhas, do antigo guitarrista Marcelo Fernandez, o baixista André Soares e do Marlon. Ela tem partes diversas, e chama atenção pelo tema acústico no meio, que deu um ar de Mercyful Fate e King Diamond. Todos sabíamos que seria essa a música single e do vídeo, é forte, cheia de passagens diferenciadas e foi filmada pelo Renato da Chama Video em 4 horas apenas. Ficou com cara daqueles filmes da Hammer de terror dos anos 60. 

Cena do vídeo "The Girl Who Loved the Dead"

RtM: As letras de Denis Winston Brum voltam a trazer críticas sociais, políticas e religiosas bastante contundentes. Como funciona essa parceria entre compositor e letrista? As músicas nascem primeiro ou a temática das letras acaba influenciando os arranjos?

César Five: O Dênis Winston, além de escritor com vários livros editados, roteirista, é uma verdadeiro máquina de produzir cultura, é amigo pessoal meu desde 1991, padrinho do meu filho e fã de heavy metal, ficção científica e filmes de terror antigos. A Epitaph já estava compondo material e mostramos a música e ele logo compôs a letra da clássica Remote Control que foi feita lá em 2000 e se mantém atual até hoje. 

A parceria naturalmente cresceu onde mandávamos a música na sua estrutura básica e ele desenvolvia com ideias suas ou sugestão de letras nossas. Às vezes mudávamos os arranjos para melhor adaptar as letras aos vocais do Joe.



RtM: E é notório o cuidado que vocês tiveram com as letras.

César Five: A Epitaph sempre se preocupou com as letras. No primeiro álbum ele escreveu oito letras, eu a "Wrong Choice" e o Gustavo Demarchi a "Metal Wings". A música "Red White and Blue" é tão atual que só mudou o Bush e sua guerra do Afeganistão pelo Trump e o Irã, é atemporal pois o mundo infelizmente vive de guerras.

E para o "Digital Screams" mantivemos a equipe de compositores, com o Dênis com 5 letras, eu com a "Road of Fire" (adaptada pelo Dênis), Gustavo Demarchi com a faixa título e o Joe com a "Blue Cave". Os temas são ótimos e mantém a qualidade e fortalecem a parte musical.


RtM"Blue Cave" encerra o álbum com uma narrativa bastante humana, inspirada em uma realidade conhecida dos gaúchos. Como surgiu essa história e por que vocês escolheram fechar o disco justamente com essa música?

César Five: A Blue Cave, ou Gruta Azul, é o nome de uma famosa boate aqui de Porto Alegre, e o Joe F. Louder, fazia os trabalhos da parte gráfica da casa e das moças que trabalhavam lá, inclusive da hoje famosa Andressa Urach. A inspiração veio daí e ele transformou numa ótima letra, que seria interessante se chegasse a Andressa. 

A parte instrumental que finalizou a música foi do Canhoto, pois achamos que deveria ter algo que fechasse o CD de forma diferente e ele trouxe aquele momento acústico que deu uma classe incrível ao álbum.


RtM: A produção de Lucas Santorum conseguiu preservar um som orgânico e pesado, algo que muitos fãs sentem falta em produções excessivamente digitais. Qual era a proposta sonora que vocês tinham em mente antes de entrar em estúdio?

César Five: O Lucas foi aquele que chegou no momento certo. Já tínhamos as músicas prontas, as baterias já todas gravadas , a pré produção pronta, mas não encontrávamos o som que queríamos. Felizmente ele entendeu o que buscávamos: um som estilo as produções do Andy Sneap, pesado, moderno e contemporâneo, mas sem ser “modernoso”, afinal somos uma banda de heavy Metal Tradicional. 

Gravamos no seu estúdio o LST, guitarras, baixo e parte dos vocais, e não só trabalhou como técnico de som, mas como produtor, opinando, cobrando esforços para aquele take a mais. Como presente, ele gravou o solo de guitarra inicial da música "National Guard" e não vemos a hora de gravar com ele novamente.

RtM: O personagem da capa do primeiro álbum retorna em "Digital Screams", e o encarte traz diversas referências à cultura pop, Rock e Metal. Existe uma intenção de criar uma identidade visual contínua para a Epitaph, conectando passado e presente da banda?

César Five: O personagem da capa, é o mesmo que está no Getting Down To Business, ele é enigmático, e ainda vamos descobrir o que ele guarda na sua maleta. Mantivemos a ideia de ser ele o cara digitalizado no novo álbum, assim como um personagem relacionado a banda. 

O encarte tem referências ao primeiro álbum como a gárgula e o relógio, e o trabalho gráfico da Juliana Louis foi incrível, pois eu ia pedindo referências que me marcaram e ela ia adaptando na foto do encarte...ali tem coisas de séries de TV, bandas, personagens históricos, frases clássicas enfim é um bom passatempo escutar o CD e ir procurando tais referências.

A foto do encarte traz várias referências marcantes para César e a banda.

RtM: Finalizando, depois de um disco tão forte e de uma resposta que vem sendo bastante positiva da imprensa e do público, quais são os próximos passos da Epitaph? A ideia é intensificar os shows e diminuir o intervalo até o próximo álbum?

César Five: O momento é de divulgar o CD seja por shows ou através de contatos que impulsionem que ele chegue a mais pessoas. Estamos muito satisfeitos com a repercussão do álbum, pois sabíamos que o material é forte, pois mostra nosso crescimento como músicos e compositores. 

Montar uma agenda de shows não é simples, pois todos temos empregos regulares e famílias e conciliar datas e logística é complicado, mas temos objetivos que é de tocar novamente em outros estados, abrir shows internacionais se possível. 

Algumas músicas ficaram de fora desse álbum serão gravadas com o Lucas e serão lançadas como singles de tempos em tempos com vídeo clipe. Mas se depender de mim ainda haverá outro full lenght da Epitaph.


RtM: Muito obrigado, César, sucesso à vocês nesses próximos passos, e mais uma vez parabéns pelo trabalho! Pessoal, ouçam! 
César Five: agradeço ao Road To Metal pelo espaço muito importante para a banda. Obrigado a todos que tem comprado o álbum físico, ido aos shows e que de alguma forma estão ajudando a Epitaph a crescer.


Epitaph é:
Joe F. Louder nos vocais, Marlon Steindorff e André Carvalho "Canhoto" nas guitarras, Fabio Figueiredo no baixo e César "Five" Louis na bateria


Links Relacionados:

Resenha do Álbum 







sexta-feira, 19 de junho de 2026

Phantom Star: Heavy Metal Clássico, Cósmico e Cinematográfico

 


Por: Caco Garcia 

Quando ouvimos um álbum de um artista, há muito mais envolvido além das emoções que a música nos causa, pois ali está o resultado de muita dedicação, inspiração, horas compondo, se aperfeiçoando, lapidando cada música, e não há como sabermos 100% tudo o que esse resultado final representa para o artista, só ele realmente sabe.

Mas uma coisa eu tenho certeza, todos os corações e mentes envolvidos no Phantom Star estão orgulhosos deste debut. 

Desde a parte visual, tanto no palco como no material promocional, nas artes de singles e do álbum, com vapa pintada a mão pelo artista Giovanne Bernardino, nota-se todo o cuidado e profissionalismo da banda, que somados ao talento, feeling e coração, não tem erro.

O Phantom Star buscou inspiração em nomes que transportam o ouvinte para atmosferas épicas e teatrais, e podemos citar Virgin Steele, King Diamond/Mercyful Fate, Crimson Glory, Savatage, Queensryche e Grave Digger, e forjou uma sonoridade com personalidade, nos conduzindo por narrativas inspiradas em histórias de ficção e temas épicos e fantásticos, envoltas em peso, melodia e climas atmosféricos e cinematográficos.

Após três singles que foram apresentando um pouco da identidade desta banda curitibana, formada em 2024 por músicos experientes da cena Metal, dia 20 de julho o full-lenght de estreia finalmente estará disponível nas plataformas e em versão física pela Classic Metal Records.

O debut auto intitulado abre com "Witch Hunt", o single mais recente, e já apresenta as características do Phantom Star, com uma narrativa épica que trata sobre a inquisição, iniciando com um teclado que já anuncia esse clima épico e sombrio. 

É Heavy Metal vigoroso, de cozinha pulsante, melodias e riffs marcantes da dupla de guitarras, sempre amparadas pelas linhas dramáticas do teclado.

Os vocais são carregados de teatralidade, e explodem em um refrão com coros retumbantes (naquele estilo que o Accept consolidou), e os solos encaixam perfeitos, com melodia e toques dramáticos.

"Edge of the Knife" inicia com riffs marcantes, com seu andamento mais frenético, traz um clima intenso, de instrumental intrincado e melodioso, imprimindo aquele clima de filme de terror e suspense. Os vocais trazem dramaticidade no estilo do mestre King. A sequência, com "I Am the Storm", traz um clima épico, com peso e melodia, linhas de teclado que trazem profundidade. 

E a esta altura já estamos envoltos no Heavy Metal "cósmico", épico r cinematográfico do Phantom Star, e percebemos a valorização do trabalho instrumental, com guitarras, que novamente trazem um trabalho magistral, com riffs marcantes, solos que valorizam a melodia e a atmosfera da música. 

Os vocais, sempre buscando interpretar cada história. Os refrãos são fortes e memoráveis, e a cozinha imprime peso e técnica em doses precisas.

O breve interlúdio instrumental "Time" dá a introdução para a balada épica e de nuances progressivas "Chalice of Lies", naquele estilo que vai crescendo no refrão, destacando novamente o trabalho das guitarras, que é um elemento importantíssimo no Heavy Metal, e nota-se o cuidado e criatividade que a banda teve em melodias, riffs e solos da dupla de guitarras, mas claro, o instrumental como um todo está muito bem trabalhado.

Logo em seguida temos "Orpheus Quest", que inicia com um solo melodioso e tradicionais riff galopantes, tendo várias mudanças de tempo e atmosferas.  Matheus aqui se utiliza de vocais mais agressivos e graves, assim como em "Witch Hunt", que por vezes me lembram Chris Botehdal, O instrumental é intrincado, onde os teclados se destacam e reforçam a textura épica e progressiva da canção.

O álbum parece que só cresce a cada faixa, e "Touch of Course" surge como uma tempestade de riffs e melodias, trazendo peso e apuro técnico no instrumental, com várias mudanças de andamento. Matheus novamente mostrando várias nuances vocais, com suas interpretações que dão aquele ar teatral.

Incrível como se pode notar as inspirações que a banda cita, mas eles conseguiram juntar tudo isso e imprimir a sua personalidade, e na faixa "Phantom Star", que fecha o álbum, é provavelmente a tradução perfeita da sonoridade da banda, com seu Metal Cósmico, cinematográfico e Progressivo.

Carregada de peso, melodias marcantes e atmosferas densas, ela tem diversas mudanças de climas, partindo de trechos velozes e mais pesados a nuances mais "viajantes" e progressivas. Matheus mescla novamente linhas agressivas, limpas e melódicas. O refrão é épico e marcante.  Música para colocar no repeat!

Satisfatório ouvir  trabalhos excelentes como este, vários lançamentos muito bons este ano no Metal Nacional, e o Phantom Star certamente agradará os fãs de Heavy Metal feito com classe, músicas marcantes, atmosferas cativantes e cinematográficas. 

E se você se identificou com as inspirações do sexteto citadas no início desta matéria, assim como eu você vai amar este álbum.



******* ENGLISH VERSION BELOW****


Phantom Star: Classic, Cosmic, and Cinematic Heavy Metal


When we listen to an artist's album, there's much more to it than just the emotions the music evokes. It's the result of immense dedication, inspiration, hours spent composing, perfecting, and polishing each song. We can't know 100% what that final result represents to the artist; only they truly know.

But one thing I'm sure of is that all the hearts and minds involved in Phantom Star are proud of this debut. From the visual aspect, both on stage and in the promotional material, in the artwork for the singles and the album, with hand-painted vases by the artist Giovanne Bernardino, you can see all the care and professionalism of the band, which, combined with talent, feeling, and heart, is a sure thing.

Phantom Star found inspiration from names that transported the listener to epic and theatrical atmospheres, such as Virgin Steele, King Diamond/Mercyful Fate, Savatage, Queensryche, and Grave Digger, forging a sound with personality, leading us through narratives inspired by fictional stories and epic and fantastical themes, enveloped in heaviness, melody, and atmospheric and cinematic moods.

After three singles that showcased a bit of the identity of this Curitiba-based band, formed in 2024 by experienced musicians from the Metal scene, their debut full-length album will finally be available on streaming platforms and in physical format via Classic Metal Records on July 20th.

The self-titled debut opens with "Witch Hunt," the most recent single, and already presents Phantom Star's characteristics, with an epic narrative about the Inquisition, beginning with a keyboard that immediately announces this epic and dark atmosphere.

It's vigorous Heavy Metal, with a pulsating rhythm section, memorable melodies and riffs from the guitar duo, always supported by dramatic keyboard lines.

The vocals are full of theatricality, exploding into a chorus with resounding choruses (in the style that Accept consolidated), and the solos fit perfectly, with melody and dramatic touches.

"Edge of the Knife" begins with striking riffs, its more frenetic tempo creates an intense atmosphere, with intricate and melodic instrumentation, imprinting that horror and suspense film feel. The vocals bring drama in the style of the master King. The sequence, with "I Am the Storm", brings an epic atmosphere, with weight and melody, keyboard lines that bring depth.

And by this point we're already immersed in the "cosmic," epic, and cinematic Heavy Metal of Phantom Star, and we perceive the emphasis on instrumental work, with guitars that once again deliver masterful performances, featuring memorable riffs and solos that enhance the melody and atmosphere of the music. The vocals always strive to interpret each story. The choruses are strong and memorable, and the rhythm section delivers weight and technique in precise doses.

The brief instrumental interlude "Time" introduces the epic and progressive ballad "Chalice of Lies," a style that builds in the chorus, again highlighting the guitar work, a crucial element in Heavy Metal. The care and creativity the band put into the melodies, riffs, and solos of the guitar duo is noticeable, but of course, the instrumental work as a whole is very well crafted.

Immediately following is "Orpheus Quest," which begins with a melodious solo and traditional galloping riffs, featuring several tempo changes and atmospheres. Matheus uses more aggressive and deep vocals here, as in "Witch Hunt," which sometimes reminds me of Chris Botehdal. The instrumental is intricate, where the keyboards stand out and reinforce the epic and progressive texture of the song.

The album seems to grow with each track, and "Touch of Course" emerges as a storm of riffs and melodies, bringing weight and technical refinement to the instrumental, with several tempo changes. Matheus again shows various vocal nuances, with his interpretations that give it that theatrical air.

It's incredible how you can notice the inspirations the band cites, but they manage to bring it all together and imprint their personality, and the track "Phantom Star," which closes the album, is probably the perfect translation of the band's sound, with their Cosmic, cinematic and Progressive Metal.

Loaded with weight, striking melodies, and dense atmospheres, it has several mood changes, ranging from fast and heavier sections to more "trippy" and progressive nuances. Matheus once again blends aggressive, clean, and melodic lines. The chorus is epic and memorable. A song to put on repeat!

It's satisfying to hear excellent work like this, with many great releases this year in Brazilian Metal, and Phantom Star will certainly please fans of classy Heavy Metal, memorable songs, captivating and cinematic atmospheres.

And if you're committed to the inspirations mentioned at the beginning of this article, just like me, you'll love this album.

Tracklist:
Witch Hunt
Edge of the Knife
I Am the Storm
Time
Chalice of Lies
Orpheus Quest
Touch of a Curse
Phantom Star

Phantom Star Instagram 

Spotify 




sábado, 18 de abril de 2026

Matéria Especial - Orquídea Negra: 40 Anos de Resistência

 

Alguns anos atrás, em uma entrevista com Robson Anadom do Orquídea Negra, destaquei como título a frase: "Somos frutos de muita teimosia, de muitos sonhos", e ela segue resumindo muito bem a história e batalhas do Orquídea, que além de ser uma das bandas pioneiras do Metal Brasileiro, possui também o marco histórico de ser a primeira banda de Heavy Metal do estado de SC.

Formada em Lages (SC) em 1986, o Orquídea Negra completa 40 anos de existência e resistência neste 2026, então vamos lembrar aqui alguns capítulos marcantes dessa história, segue o fio!

O debut “Who’s Dead” foi lançado em LP originalmente em 1992, pelo selo Acit, e na época vendeu cerca de 5 mil cópias. A banda ensaiou exaustivamente todas as noites na casa do vocalista Boca, para se preparar para a gravação, que aconteceu em São Paulo e teve a produção dos irmãos Mário e Wally Garcia, da banda Garcia & Garcia.

A formação que gravou o álbum foi: André "Boca" Graebin (vocais), Fernando Tavares (baixo), Vinícius Porto (guitarras), Robson Anadom (guitarras) e Marcelo Menegotto (bateria).


O baixista Robson conta que a banda ficou hospedada em um quarto, com duas camas somente, as refeições muitas vezes eram feitas no estúdio mesmo, alguns sanduíches e pronto. 

As guitarras não foram gravadas com amplificadores, e sim com um pedal de efeitos Zoom do guitarrista Vinícius Porto, que era acionado por um controlador grudado ao corpo da guitarra, e serviu como um pré-amp.


 "Miss You", "Surrender" e "It´s Easy to Remember" foram alguns dos destaques do debut, inclusive tocando bastante nas rádios rock.

O Orquídea provavelmente foi uma das primeiras bandas de Metal a ter seu próprio ônibus, batizado carinhosamente de “Orquidão”.

O segundo trabalho, auto intitulado, foi gravado em 94, em uma época complicada para o Heavy Metal no mercado musical, não teve apoio de um selo, e demorou dois anos para ser lançado de forma independente. 


Esse período marcou também a saída do vocalista André “Boca”, e a banda no geral desanimou perante as dificuldades.  

Robson também recorda detalhes desse segundo trabalho, quando a banda já trazia uma nova formação, pois o baixista Fernando Tavares havia saído: “Deixei a guitarra e assumi o posto de baixista. Nas gravações ainda fiz algumas partes de guitarra e violão. Nosso som estava um pouco mais trabalhado e pesado que no primeiro disco, a banda evoluiu bastante musicalmente.”


Robson lembra que foram com o ônibus da banda para Porto Alegre, e estacionaram ao lado do estúdio Eger, com o “Orquidão” servindo de hotel. 

A formação que gravou o segundo álbum foi: André "Boca" Graebin (vocais), Vinícius Porto (guitarras, guitarra solo), Robson Anadom (baixo e guitarras) e Marcelo Menegotto (bateria).

Entre idas e vindas e alterações na formação, em 2003, com Jean (vocais) e Menegotto (bateria) o Orquídea fez o show “More Live Than Never”, marcando 19 anos da banda, a fim de mostrar que o Orquídea seguia firme e resiliente. Após muitos pedidos de fãs, foi lançado em 2005, na primeira edição do Orquídea Rock Festival, o CD com a gravação daquele show.

A formação nesse álbum foi: Jean Varella (vocais), Vinícius Porto (guitarras), Robson Anadom (baixo) e Marcelo Menegotto (bateria).


Em 2012, já com André “Boca” de volta à banda, o Orquídea iniciou as gravações de “Blood of the Gods”. Sobre o retorno do vocalista original Robson é enfático: “A volta dele nos deu um grande ânimo, pois é um grande compositor. Ele não pode nos ouvir fazendo algum riff que já vem com uma letra e já começamos a compor algo novo, o que é algo natural para nós. O que acontece praticamente em todos os ensaios.”

“Blood of the Gods” foi lançado em 2014 no Brasil pela Dies Irae, e Europa através dos selos Secret Service e Metal Soldiers, o que inclusive também viabilizou o relançamento dos primeiros álbuns em CD com edições especiais, incluindo faixas bônus, slipcase e poster.


Sobre as gravações de “Blood of the Gods” Robson relembra algumas peculiaridades: “Foi curioso, pois o estúdio em que gravamos, ‘Olho da Lua’, mudou três vezes de lugar, por isso que demorou um pouco mais para terminarmos tudo. Sem falar que ele foi mixado e remixado umas 3 ou 4 vezes, até que o produtor, também tecladista, Daniel Dante Finardi e nós estivéssemos totalmente satisfeitos com o resultado final.”

A formação em "Blood of the Gods" foi: André "Boca" (vocais), Vinícius Porto (guitarras), Robson Anadom (baixo) e Raphael Marini (bateria)

Durante o período da pandemia, sem poder fazer shows, Robson compôs e gravou seu álbum solo “...and a New Story Begins”(2021). Em entrevista para o Road to Metal na época, Robson falou o seguinte sobre o trabalho: “O título já diz tudo, o início de uma nova história que estou escrevendo com este lançamento, pois certamente, será o primeiro de muitos. 

Não podemos ficar estagnados, temos que fazer algo a mais, mostrar que o mundo precisa de música.”


O Orquídea seguiu compondo e retomando a estrada logo que foi possível, com shows solo e em festivais, como mais uma apresentação marcante no tradicional Otacílio Rock Fest, em 2023, com Boca nos vocais, Robson no baixo, Vinícius na guitarra e Marco Antônio na bateria.
 
Em fevereiro de 2025 lançaram o vídeo para a inédita “Sacrifice”.  


A banda fala sobre a faixa: “Essa música foi gravada provavelmente em 2017, e estava guardada até agora. Felipe Holmack fez alguns shows com a banda em momentos em que o vocalista André Graebin não pôde se apresentar. Achamos que seria muito interessante, e como forma de eterna gratidão, ter o Felipe cantando em uma de nossas músicas.

Quando "Sacrifice" foi gravado, a banda também contava com o baterista Raphael Marini.

As Imagens do vídeo foram retiradas de arquivos pessoais de amigos, da própria banda, da internet, incluindo trabalhos realizados pelo amigo Maurício Garcia da Infinity Produtora.”

Em agosto de 2025 o Orquídea teve uma participação marcante na 12° Orquestra de Baterias de Florianópolis, e o vídeo emocionante com “Surrender” sendo tocada junto com a orquestra pode ser visto no YouTube ou no Instagram da banda, e contou com Gabriel Giotti nos vocais, já que André "Boca" afastou-se das atividades.


Em 2026, a banda vem fazendo shows comemorativos aos seus 40 anos, destacando as apresentações no Pauleira Rock Fest III e recentemente, dia 11/04/2026, no II Brothers of Rock, em Luzerna (SC), onde se apresentaram como um trio, com Robson assumindo os vocais, após a saída de Gabriel Giotti - que estava com a banda desde o final de 2024 - e esse formato trio permanecerá por enquanto.


A banda também disponibilizou merchandising alusivo aos 40 anos, o qual pode ser adquirido no link na bio do perfil do Orquídea no Instagram.

Muitas novidades ainda estão sendo trabalhadas para marcar esses 40 anos de resistência e amor ao Metal, como uma nova edição do Orquídea Rock Fest e a conclusão e lançamento do documentário com a história da banda.

A história do Orquídea Negra é de perseverança, sobrevivência e não desistir apesar das dificuldades, e eles seguem escrevendo páginas vencedoras, e muito reconhecimento ainda é merecido, e ele virá.

Como diz a música “Surrender”: 

“ I know what I have to do
I never surrender
I've made my own story
I never give up
So I never give up
So I never surrender”


Texto e Edição: Carlos Garcia 
Fotos: Arquivos da banda


O Orquídea Negra é:
Robson Anadom: baixo e vocais 
Vinícius Porto: guitarra e voz
Marco Antônio Alves Filho: bateria

Redes Sociais:










quinta-feira, 13 de novembro de 2025

Entrevista - Bloody Dragon: Os Dragões do Hard Rock Nacional Despontando para o Topo


A Bloody Dragon, banda brasileira de Hard Rock formada na cidade de Natal - RN, segue firme na missão de manter viva a chama do rock pesado cantado com identidade própria. 

Unindo riffs intensos, melodias vibrantes e uma estética que remete ao espírito clássico do gênero, o grupo acaba de lançar seu mais recente trabalho, o álbum “Nightmare”, que marca uma nova fase criativa e busca consolidar sua presença na cena nacional. 

Nesta entrevista, conversamos com a banda sobre o processo de composição, a produção do disco e os próximos passos dessa trajetória.


- Olá Nando. Obrigado pela sua gentileza em nos atender. Parabéns pelo lançamento do álbum “Nightmare”, pois o material ficou de primeira...

Muito obrigado pelos elogios. O trabalho foi árduo, mas também ficamos muito satisfeitos com o resultado do material.



- Como você pode descrever o trabalho na composição deste tipo de sonoridade?

A maioria das músicas foi composta durante a primeira formação da banda, no início dos anos 2000, junto com outro vocalista. Tudo sempre vem com muita naturalidade, as ideias saem da minha cabeça espontaneamente, e minha principal regra é: criar temas chicletes. 

Então, se eu estiver compondo e criar uma melodia que não fique na cabeça ao cantar, eu descarto. Preciso que as frases sejam viciantes. Acho que o hard rock se trata disso, sobre ter melodias marcantes e dançantes, aquela típica música que tocaria tranquilamente nas rádios e alcançaria um público diverso.


- Fale-nos a respeito dos temas que vocês exploram nas letras, e as inspirações em geral do trabalho da banda.

Nossas letras são, em geral, contemplativas e reflexivas, abordamos temas da vida humana. Live Honestly, por exemplo, fala sobre honestidade e viver sem máscaras. É um tema importante atualmente, pois, com as redes sociais, nem sempre vemos as pessoas, mas sim um personagem montado em busca de engajamento.

We Are Free fala sobre a liberdade de viver, de não ter medo de aventuras, sobre não estar preso dentro de si e do quanto precisamos estar em conjunto, os gang voices do refrão são a materialização disso. 

Quanto aos nossos arranjos, tentamos criar um equilíbrio entre riffs e frases complexas, com dissonâncias e cromatismos e progressões mais limpas e diretas, gostamos de brincar com a percepção do ouvinte. 



- Existem planos para o lançamento de “Nightmare” no Brasil, no formato físico? Tivemos contato até agora, apenas o formato digital... 

Por ser um EP, provavelmente ficará apenas no digital, essas 4 músicas serão encaixadas no nosso álbum de estreia, com previsão para sair próximo ano. Aí sim teremos um conteúdo mais completo e melhor trabalhado para lançamento físico. Sabemos o quanto isso apela à nostalgia e, com o modelo de distribuição atual, esse tipo de mídia se tornou também ou souvenir.


- Adorei o fato de trabalharem com o inglês, mas isso não pode vir a atrapalhar vocês no mercado brasileiro?

Existem ótimas bandas de rock e metal no geral que cantam em português. Admiro quem faz, pois não é fácil, nossa língua traz algumas armadilhas métricas dentro desse gênero musical. Decidimos pelo inglês pelo fato do público específico já estar plenamente habituado com a língua, seja na América Latina, Ásia ou Europa, por exemplo, acho que isso acaba abrindo mais portas do que fechando. 

Escrever em português talvez dificultasse nossa possível entrada nesses mercados, bem como não garantiria que furássemos a bolha de outros públicos mais genéricos aqui no Brasil.


- Como estão rolando os shows em suporte ao disco? A aceitação está sendo positiva?

Estão sendo maravilhosos! Escutamos ótimos feedbacks, a cada show que fazemos conquistamos mais fãs e novos seguidores em nossas redes. Tem sido muito bom ver que nosso trabalho tem impactado de alguma forma a vida das pessoas, já temos uma turma que sempre comparece aos eventos.


- Quem assinou a capa do CD? Qual a intenção dela e como ela se conecta com o título?

Eu mesmo (Risos), trabalho com fotografia e edição de imagens há muitos anos, sou design gráfico por formação. A capa do EP se conecta totalmente com o título, é sobre alguem que entra em um pesadelo e vê coisas assustadoras, a experiência é tão intensa que a faz duvidar se está de volta a realidade ou se ainda é tudo um sonho.



- “Nightmare” foi todo produzido pela banda, confere? Foi satisfatório seguirem por este caminho?

Isso mesmo. Foi muito bom, pois tivemos toda liberdade em relação a tempo para gravarmos as faixas, todos os envolvidos têm seu próprio home studio. As faixas foram encaminhadas ao grande Samir Pegado (Baterista da banda Swards), nosso produtor, que ficou com a parte da mixagem. Cássio Zambotto fez a masterização. Dois profissionais muito competentes e que deixaram nosso som em um nível altíssimo.



- E vocês estão trabalhando em novas composições. Se sim, como está se dando o processo e como ele está soando?


Sim, temos músicas compostas para completar o álbum de estreia, estamos primeiro lapidando-as, deixando-as mais sofisticadas. Elas terão uma pegada mais pesada, mas sem deixar as melodias marcantes de lado, podem esperar muita pedrada vindo por aí.


- Novamente parabéns pelo trabalho e vida longa ao BLOODY DRAGON...  

Ficamos gratos pela recepção. Vamos em frente...


Instagram 




domingo, 9 de novembro de 2025

Dorsal Atlântica: Campanha do Novo Álbum Termina Nesta Semana

 

Capa Provisória 

A miséria da nobreza. O nobre miserável. Este é o tema central do novo álbum da lendária DORSAL ATLÂNTICA, que está prestes a nascer, e você ainda pode fazer parte dessa história!

Campanha está no ar no CATARSE e se você acompanha as redes do Road to Metal - inclusive nosso site, onde a campanha está em destaque, já deve ter visto a respeito. Neste fim de semana a campanha ultrapassou os 80%, e novamente, a exemplo de ações anteriores, como o retorno da Dorsal com "2012", a banda tem alcançado êxito nos financiamentos coletivos, contando com o apoio dos fãs. 

Carlos Lopes, o fundador e mentor da Dorsal, enfatiza que só é possível novos álbuns se houver o apoio do público, pois isso é uma resposta que os fãs desejam ouvir novas músicas, e que banda continua relevante.



SOBRE O TÍTULO DO ÁLBUM 

“MISERE NOBILIS" soa como uma sentença em latim, um grito apocalíptico contra os grandes impérios, uma ode à resistência brasileira e latino-americana.

“Panis et Circenses. Spartacus. Alea Jacta Est.”

A Dorsal segue o mesmo caminho desde 1981: música pesada com consciência, coragem e verdade.


O PROJETO

Cinco anos após o aclamado Pandemia, a Dorsal Atlântica está pronta para voltar ao estúdio — mas só se você apoiar.

Iniciada dia 13 de setembro, e com final agora dia 12 de novembro, os fãs tiveram, e ainda têm,  a missão de garantir que o novo álbum seja gravado em dezembro e lançado em CD em abril de 2026.


AS MÚSICAS

Confira alguns dos temas que estarão  no “Misere Nobilis”:

Agora ou Nunca – um canto revolucionário.

Helen – homenagem à punk assassinada em São Paulo.

Caverna de Platão – crítica e reflexão filosófica.

CLT – “A Constituição está acima da Bíblia.”

Festa da Selma, O Grande Ciclo de Saturno, Bola Dividida, e a faixa-título Misere Nobilis.


POR QUE APOIAR

Desde 1981, a Dorsal Atlântica tem sido sinônimo de independência, integridade e resistência no Metal brasileiro.

Cada álbum é uma declaração — e este não será diferente.

Ao apoiar, você não apenas garante o novo disco, mas mantém viva uma das vozes mais autênticas da música pesada nacional.

Algumas das recompensas da campanha 


COMO FUNCIONA

Acesse o link: CAMPANHA MISERE NOBILIS 

Escolha sua recompensa e participe dessa nova revolução sonora. As opções incluem desde somente o CD, que terá o nome dos apoiadores no encarte, a pacotes que incluem camiseta, o livro de contos tributo ao Dorsal, HQs, e até um ítem único: o pano de fundo de palco da turnê do “Pandemia”.

⚠️ Caso o valor total da campanha não seja atingido, o Catarse reembolsará todos os apoiadores.


A DORSAL ATLÂNTICA RESISTE. O  "VÂNDALO" AINDA INCOMODA MUITA GENTE 🤘

MISERE NOBILIS está vindo.

O destino foi lançado: Alea Jacta Est.


Siga o Dorsal e Perfil Oficial do Carlos Lopes no Instagram:

Dorsal Atlântica 

Carlos Lopes 


Confira vídeo da campanha no YouTube 






sábado, 8 de novembro de 2025

Volúpia: "Déjà Vu", a Chama Não se Apaga

 


A história da Volúpia é daquelas que parecem saídas diretamente dos capítulos esquecidos do metal brasileiro. Formada no Rio Grande do Sul nos anos 80, época em que havia aquela vertente do Hard e Metal com letras em português , e aqui se destacavam o Astaroth e Câmbio Negro, por exemplo.

Porém, devido àquelas dificuldades que todos conhecemos no meio Metal e underground, como a falta de estrutura, apoio, recursos…tudo ainda mais complicado naquela época, a Volúpia acabou sucumbindo ao destino de tantos nomes promissores da cena e entrou em um longo hiato.


Mas a chama não se apagou, ficou aguardando ser alimentada para enfim voltar a arder. Em 2016 a Volúpia retorna reformulada e disposta a registrar o material produzido durante sua história, e claro, voltar aos palcos.

Após alguns singles e vídeo, a banda entrega finalmente seu primeiro full-length, “Deja Vu”, um disco que faz jus à espera e carrega o peso da história com orgulho. O título é certeiro: ouvir o álbum é sentir que o tempo nunca apagou a chama,  apenas a deixou amadurecer.

O debut traz 11 faixas de um Hard/Heavy vigoroso e de refrãos marcantes, com as músicas que foram compostas em épocas distintas, porém soando atuais. As letras trazem temas pessoais, sociais e do cotidiano.


Após a intro instrumental que leva o nome do álbum,  temos a paulada “Rebelião”, com riffs afiados estilo NWOBHM, cozinha pesada, vocal enérgico e uma letra que reflete a insatisfação de quem nunca se conformou. É um começo que vibra como manifesto e anuncia que o Metal feito no sul segue vivo e pulsante.

“Poderes e Forças”, vem na sequência e mantém a adrenalina alta. Com uma letra bem atual, falando sobre os poderes que as “telas” podem exercer sobre as pessoas. Hard vigoroso, com melodias e refrão marcantes. 

“Brilho de Luz” é outro destaque, sendo inclusive escolhida para ser o vídeo de divulgação. Balanceamento muito bem equilibrado de Hard e Metal, trazendo ênfase nas melodias e o acréscimo de teclados de fundo. Cadenciada, melodiosa e pesada é daquele tipo que funciona muito bem ao vivo, inclusive com aqueles trechos típicos que convidam o público a cantar junto.


Destaco também “A Noite”, a qual traz um clima mais sombrio e introspectivo. A canção mistura melodia e peso, evocando o melhor do hard/heavy brasileiro dos anos 80. O refrão, carregado de emoção, e o riff principal, são daqueles que ficam ecoando na cabeça. E tenho que enfatizar o trabalho de guitarras de Luciano, seja no riff marcante e direto, como nos solos e trechos introspectivos e viajantes.

E o Rock/Hard vibrante e de sonoridade alto astral de “Lembranças”, tem nuances do rock gaúcho dos anos 80, mas com mais peso, seguida por “Rolando no Asfalto”, faixa mais acelerada e mais acessível, mostrando que a Volúpia entrega uma diversidade bem legal, transitando pelo Hard, Heavy Metal e Rock Pesado.

“Deja Vu” é um álbum direto e sem exageros, valorizando o som orgânico. Guitarras com timbre quente, refrãos marcantes, baixo pulsante e bateria consistente sustentam um vocal cheio de personalidade. O resultado é um disco honesto, vibrante e com alma, algo cada vez mais raro.  

Texto: Carlos Garcia 
Fotos: Divulgação


Volúpia é:
César "Five" Louis: bateria
Luciano Reis: guitarra
Marco Canto: vocal 
Ricardo Lampert: baixo

Faixas:
Déjà Vu 
Rebelião 
Poderes e Forças 
Brilho de Luz 
Último Entardecer 
Louca Juventude 
A Noite 
Filme Antigo 
Lembranças 
Rolando no Asfalto
Adrenalina 







quarta-feira, 3 de setembro de 2025

Entrevista: A Psicose Primata com Altas Doses de Peso da Psychotic Apes

 


Diretamente de Salvador, Bahia, a Psychotic Apes vem conquistando espaço no cenário do metal nacional com uma sonoridade que passeia entre o doom, sludge e metal alternativo, carregada de peso, experimentação e atmosferas intensas. 

Formada com a proposta de unir agressividade e emoção, a banda tem se destacado pela autenticidade de suas composições e pela energia de suas apresentações, trazendo letras que abordam reflexões existenciais, críticas sociais e sentimentos sombrios. 

Com essa identidade única, os baianos consolidam-se como um dos nomes mais promissores da cena pesada, abrindo caminho para novos voos dentro e fora do underground. Confira o papo com a banda, que falou mais a respeito do seu mais recente trabalho.


- Olá Ramiro. Obrigado pela sua gentileza em nos atender. Parabéns pelo lançamento do álbum “Marakatus”, pois o material ficou de primeira...

R – Nós é que agradecemos, é um prazer falar com vocês.


- Como você pode descrever o trabalho na composição deste tipo de sonoridade?

R - Esse álbum levou mais tempo que os anteriores para ficar pronto. No processo, tivemos uma maior participação dos membros da banda, todos contribuíram com ideias para a estrutura das músicas etc. 

Em geral, eu componho uma base harmônica, junto com as melodias, as letras e um esqueleto inicial. Daí, levamos ao estúdio nos ensaios, para ver o que está funcionando e o que precisa melhorar. Nessas sessões, com toda a banda reunida, as versões finais dos arranjos são definidas.

- Creio que é preciso algumas audições para captar por completo a proposta da banda, você sente que o público às vezes tem uma dificuldade inicial ?

R – Essa dificuldade é explicável ante a profusão de influências que existe no nosso som. Temos uma base de metal/hard rock e sobre ela muitas camadas que vão desde rock alternativo até música regional brasileira. É preciso mesmo algumas audições para digerir tudo.


- Existem planos para o lançamento de “Marakatus” no exterior no formato físico? Tivemos contato até agora, apenas o formato físico nacional...

R – Nosso selo, a MS Metal Records, está em contato com parceiros no exterior. Parece que há interesse sim, vamos aguardar.


- Como estão rolando os shows em suporte ao disco? A aceitação está sendo positiva?

R – A aceitação do disco tem sido excelente. Antes mesmo do lançamento, a gente incluiu algumas das novas faixas nos shows, para testar como elas funcionariam ao vivo, e a reação do público foi insana, sobretudo em músicas mais enérgicas como Boomers e The Road.


- Quem assinou a capa do CD? Qual a intenção dela e como ela se conecta com o título?

R – Além de músico, também faço ilustrações. Gosto de complementar a música com as artes visuais, integradas numa mesma obra. Assim eu fiz em todos os álbum da Psychotic.

A capa é uma referência direta ao título do álbum e apresenta o gorila, nosso mascote, tocando uma alfaia  (instrumento típico do maracatu) num manguezal.

- “Marakatus” foi todo produzido pela banda, confere? Conte-nos mais a respeito.

R – Sim, assim como os dois álbuns anteriores, “Marakatus” também foi produzido pela banda, mas dessa vez tivemos Paulo Medeiros como co-produtor, além de ter sido o técnico de gravação da bateria e ter assinado a mixagem e masterização do álbum. Ficamos extremamente satisfeitos com o resultado.


- Imagino que já estejam trabalhando em novas composições. Se sim, o que pode nos adiantar?

R – No momento, o foco total da banda está em promover o novo material e fazer o maior número de shows possíveis. Claro que, aqui e ali, uma ideia surge, um riff, uma melodia etc. Daí a gente registra, pra desenvolver depois.


- Novamente parabéns pelo trabalho, fica o espaço para sua mensagem final.

R – Obrigado pela oportunidade e um abraço a todos da Road to Metal!


Confira o Instagram da Banda