sexta-feira, 24 de abril de 2026
Witch Ripper: Pulp Fiction Regado à Stoner/Sludge
quarta-feira, 3 de setembro de 2025
Entrevista: A Psicose Primata com Altas Doses de Peso da Psychotic Apes

Diretamente de Salvador, Bahia, a Psychotic Apes vem conquistando espaço no cenário do metal nacional com uma sonoridade que passeia entre o doom, sludge e metal alternativo, carregada de peso, experimentação e atmosferas intensas.
Formada com a proposta de unir agressividade e emoção, a banda tem se destacado pela autenticidade de suas composições e pela energia de suas apresentações, trazendo letras que abordam reflexões existenciais, críticas sociais e sentimentos sombrios.
Com essa identidade única, os baianos consolidam-se como um dos nomes mais promissores da cena pesada, abrindo caminho para novos voos dentro e fora do underground. Confira o papo com a banda, que falou mais a respeito do seu mais recente trabalho.
- Olá Ramiro. Obrigado pela sua gentileza em nos atender. Parabéns pelo lançamento do álbum “Marakatus”, pois o material ficou de primeira...
R – Nós é que agradecemos, é um prazer falar com vocês.
- Como você pode descrever o trabalho na composição deste tipo de sonoridade?
R - Esse álbum levou mais tempo que os anteriores para ficar pronto. No processo, tivemos uma maior participação dos membros da banda, todos contribuíram com ideias para a estrutura das músicas etc.
Em geral, eu componho uma base harmônica, junto com as melodias, as letras e um esqueleto inicial. Daí, levamos ao estúdio nos ensaios, para ver o que está funcionando e o que precisa melhorar. Nessas sessões, com toda a banda reunida, as versões finais dos arranjos são definidas.
- Creio que é preciso algumas audições para captar por completo a proposta da banda, você sente que o público às vezes tem uma dificuldade inicial ?
R – Essa dificuldade é explicável ante a profusão de influências que existe no nosso som. Temos uma base de metal/hard rock e sobre ela muitas camadas que vão desde rock alternativo até música regional brasileira. É preciso mesmo algumas audições para digerir tudo.
- Existem planos para o lançamento de “Marakatus” no exterior no formato físico? Tivemos contato até agora, apenas o formato físico nacional...
R – Nosso selo, a MS Metal Records, está em contato com parceiros no exterior. Parece que há interesse sim, vamos aguardar.
- Como estão rolando os shows em suporte ao disco? A aceitação está sendo positiva?
R – A aceitação do disco tem sido excelente. Antes mesmo do lançamento, a gente incluiu algumas das novas faixas nos shows, para testar como elas funcionariam ao vivo, e a reação do público foi insana, sobretudo em músicas mais enérgicas como Boomers e The Road.
- Quem assinou a capa do CD? Qual a intenção dela e como ela se conecta com o título?
R – Além de músico, também faço ilustrações. Gosto de complementar a música com as artes visuais, integradas numa mesma obra. Assim eu fiz em todos os álbum da Psychotic.
A capa é uma referência direta ao título do álbum e apresenta o gorila, nosso mascote, tocando uma alfaia (instrumento típico do maracatu) num manguezal.
- “Marakatus” foi todo produzido pela banda, confere? Conte-nos mais a respeito.
R – Sim, assim como os dois álbuns anteriores, “Marakatus” também foi produzido pela banda, mas dessa vez tivemos Paulo Medeiros como co-produtor, além de ter sido o técnico de gravação da bateria e ter assinado a mixagem e masterização do álbum. Ficamos extremamente satisfeitos com o resultado.
- Imagino que já estejam trabalhando em novas composições. Se sim, o que pode nos adiantar?
R – No momento, o foco total da banda está em promover o novo material e fazer o maior número de shows possíveis. Claro que, aqui e ali, uma ideia surge, um riff, uma melodia etc. Daí a gente registra, pra desenvolver depois.
- Novamente parabéns pelo trabalho, fica o espaço para sua mensagem final.
R – Obrigado pela oportunidade e um abraço a todos da Road to Metal!
sábado, 5 de março de 2016
High Fighter: Energia Criativa e Sem Regras Para a Música!
Hamburgo, verão de 2014, a partir de duas formações que estavam incompletas e juntaram-se para uma jam, essa fusão deu resultado imediato, resultando então no High Fighter, que apesar do pouco tempo de existência, já vem colecionando conquistas relevantes, arrancando muitos elogios à sua música e performance.
Tornando-se muito rapidamente em uma unidade criativa, o quinteto lançou o EP "The Goat Ritual" poucos meses após a formação da banda. Gravado em um final de semana, e praticamente "ao vivo", o trabalho serviu para o High Fighter registrar e mostrar o peso, melodia e energia do seu som. (ENGLISH VERSION HERE)
Uma das definições mais interessantes que li sobre a sonoridade do High Fighter foi: "Em algum lugar entre Black Sabbath e Kyuss". Realmente, essa afirmação dá uma ideia do som da banda, mas é difícil rotulá-los, e essa mescla das influências, preferências e bagagem musical dos membros resulta em uma sonoridade pesada, dark e melódica, onde podemos sentir elementos do Stoner, Doom e Sludge ao Heavy Blues, Desert Rock e Metal, ou seja, uma energia criativa e sem regras para a música.
Confira entrevista com a vocalista Mona Miluski, onde você poderá saber um pouco mais desta ótima banda.
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| Mona Miluski: Lots of energy live! (photo Sven Ceder) |
RtM: Olá Mona, obrigado por reservar um tempo para nos responder a esta entrevista!Para começar esta entrevista, você poderia nos contar um pouco mais sobre o início da banda? Vocês acabaram formando o High Fighter devido à inatividade ou final de suas bandas antigas, e também a necessidade de buscar algo novo? Foi mais ou menos por aí?
Mona Miluski: No final, sim, quase isso. O High Fighter foi formado no verão de 2014 por mim e o guitarrista Christian, nós dois tocamos juntos mais de 5 anos na nossa banda anterior, A Million Miles, que separou-se no início de 2013. Depois disso levamos um tempo até colocarmos os pés no chão, estávamos procurando começar um novo projeto de banda quando Ingwer se juntou a nós para ser o guitarrista solo. Sua banda até então, Buffalo Hump, não tinha conseguido um cantor, então Ingwer surgiu com a ideia de trazer o seu baterista Thomas, bem como o baixista Constantin para uma jam. Ele fez, e acabou sendo uma perfeita fusão da metade de duas bandas, que acabaram se tornando o High Fighter...
RtM: Complementando, para aqueles que estão conhecendo a banda agora, como você definiria o som do High Fighter? Posso garantir que não é fácil rotular! (risos)
Mona: Não é fácil definir o som ou nos encaixar em um gênero específico, e não encaixamos. Nós deixamos muitas influências e sons fluirem no High Fighter, não existem regras para nós quando se trata de nossa composição. Eu gosto de me referir como Heavy Stoner Bluescore. Nós misturamos um monte, do Desert Rock, ao Blues, Doom, Sludge, e com pitada de Core e Metal.Nós quase que curtimos isso, e nos divertimos, toda hora as pessoas estão tentando e tentando encaixar-nos em um gênero, mas eles não conseguem, logo, não vão entender a música que tocamos, uma vez que abrange mais do que apenas 1 ou 2 gêneros. Muitas pessoas precisam de categorizar. Isso é legal e apenas humano. Mas, tentamos nos manter mente aberta, e se você está procurando algo pesado, melódico, mas dark, que vai do Desert Rock para o Sludge Metal, então você provavelmente encontrará algo do seu gosto no High Fighter.
RtM: E falando um pouco mais dessas influências e elementos que compõem o som High Fighter? Eu, quando ouvi, senti elementos de Stoner e Doom, e Desert Rock e Blues pesado. Eu acho que entre as influências estão bandas como Black Sabbath (bem, todo mundo tem influências de Sabbath, hehehe), Kyuss e Cathedral.
Mona: Ouvimos todos os tipos de música. Claro Sabbath é um deles. Entre muitos mais. é Kyuss, Pantera, Blues antigo, Rock e Metal, ou novas bandas Doom e Sludge. Mas eu não definiria o High Fighter como parte dos elementos dessas bandas ou quaisquer gêneros, como um todo, todos nós somos apenas influenciados pela história e presença de sons que descobrimos, a música sai naturalmente e o resultado final é o que você vai ouvir no High Fighter. Nós apenas deixamos que isso aconteça, sem pensar em encaixar neste ou naquele estilo específico. O High Fighter somos nós, nós combinamos as nossas próprias e muito individuais influências, e tentamos criar o nosso próprio som e visão delas.
Mona: Antes de tornar a banda pública, ainda estávamos pensando sobre o nome perfeito, Thomas - nosso baterista - uma vez veio com algo que ele curtia, "Tie Fighter", de Star Wars, como um possível nome da banda, todos nós estávamos de acordo, já que nós somos grandes fãs de Star Wars. Mas então ele veio com High Fighter em destaque, e que foi abraçado por nós 100%! É um nome muito forte e poderoso, e não muito habitual para uma banda com este tipo de som .... Na verdade, eu não posso te dizer quem esse cara ou garota é esse "High Fighter", ele pode ser criado pela sua própria imaginação.Nós gostamos de dar espaço suficiente para todos que ouvem a nossa música. Se é alguém que se esforça e se levanta de novo, ou se é apenas muito chapado ou "alto" pelas coisas na vida, você cria, o que é o High Fighter e o que ele ou ela significa para você. Talvez sejamos todos algum tipo de High Fighter de tempos em tempos e na vida ....
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| Live! (Pic by Agata Frelik) |
Mona: se não haveria entusiasmo em uma banda, por que fazê-lo? Eu acho que, tendo uma fusão de duas meia bandas, perdidas, que juntaram-se em uma primeira jam e imediatamente me senti em chamas, como se tivéssemos tocado juntos há anos. O High Fighter tornou-se uma unidade muito criativa desde o início. "Black Waters", por exemplo, foi feita em cerca de 30 minutos! Eu saí para buscar mais cerveja, voltei e a música estava pronta. Temos uma grande quantidade de energia criativa nessa banda.
Nós ensaiamos fortemente ao longo dos meses, no verão de 2014, quando escrevemos nossas primeiras canções, sempre foi claro para nós, que precisávamos apresentar o nosso primeiro registro ao vivo, e que precisamos manter sempre a diversão dentro da banda, que tínhamos de ser entusiastas, mas, naturalmente. Aconteceu, porque nós sentimos amor uns pelos outros e por esta banda desde o início. O que mais tarde se tornou mais do que apenas uma banda entusiasta, que se tornou família para nós. Estamos entusiasmados por nós mesmos, não pela busca de alguma fama, mas só porque nós amamos o que fazemos.
RtM: Podemos ver hoje em dia há uma certa retomada, com muitas bandas, alguns mais experientes e outros mais jovens, trazendo um som influenciado por grandes bandas dos anos 70, incluindo os seloss e gravadoras lançando muito material no mercado. Eu gostaria que você comentasse sobre isso, e também o que o artista deve apresentar de diferencial se deseja se sobressair nesse cenário competitivo?
Mona: Eu só posso falar por mim, mas as pessoas podem ter cansado desses sons mais polidos que ouvimos ao longo dos últimos anos, por isso eles gostam de voltar às raízes. Pelo menos eu me sinto assim. Como gravações analógicas e ao vivo, a forma como as bandas faziam na década de 70, ainda oferecem a verdadeira alma da música em meus olhos e ouvidos. E eu acho que, a alma e a vida dos sons é o que bandas, fãs e também gravadoras precisam atualmente, está tudo voltando às raízes, mas com uma nova energia e vibrações modernas. Eu não sou um fã de saltar sobre qualquer trem que está em evidência, como a palavra Stoner, que se tornou muito popular nos últimos anos, ou estar em uma banda Doom. Pode ser legal para alguns e, em seguida, eles serão uma cópia de uma cópia, mas como um fã, você sempre vai ouvir e perceber quando uma banda possui significado, e é autêntica suficiente para entregar o seu verdadeiro som.
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| (Pic by Peter Stñcker) |
RtM: Falando sobre o EP "The Goat Ritual", foi gravado ao vivo na sala de ensaio da banda, então eu gostaria que você comentasse mais sobre a gravação e produção do EP, e por que vocês escolheram fazer dessa forma?
Mona: Como mencionado acima, quando começamos a ensaiar pesadamente nossas primeiras músicas, foi muito claro para nós que também tínhamos de apresentar este som ao vivo, como o High Fighter soa realmente, nu e cru em um registro. Assim fizemos, e nos trancamos em nossa sala de ensaio e gravamos "The Goat Ritual" ao vivo e em um fim de semana. Sem edição, sem produção de estúdio highclass, tudo em um take. Esta estreia foi gravada, mixada e masterizada pelo nosso bom amigo Benjamin Kapidzic (Skythen), que fez um trabalho incrível para um live-demo gravada em nossa sala de ensaios fodida, gastando até 14 horas com a gente todos os dias e até o meio da noite. Então escolhemos gravar deste modo porque nos representa, e mostra quem somos. Gravaremos também o nosso próximo álbum ao vivo, não em nossa sala de ensaios - desta vez em um estúdio real para obter mais espaço, mas sentimos que é o caminho certo e mais confortável, gravar nossas músicas ao vivo. Ele ainda tem o acima mencionado, a verdadeira alma do High Fighter que queremos compartilhar.
RtM: Eu gostaria que você comentasse sobre o tema mencionado no título do EP "The Goat Ritual", e também os temas que a banda aborda em suas letras.
Mona: 'The Goat Ritual' é um trabalho com temática bem dark, nós jogamos com o tema céu e inferno, embora nenhum de nós na banda seja religioso, mas lidamos com os demônios que todos tem na vida, lutando com eles e convivendo com um lado escuro, dentro de todos nós. Você tem isso também. Do ponto de vista do som, eu vejo este EP como um ritual - você precisa ouvi-lo desde o início até o fim, como uma imagem inteira e cada faixa pertence à outra. É um ritual de músicas, lhe dá uma perspectiva quase esquizofrênica em muitos gêneros que combinamos, seja a parte de rock mais cativante ou partes mais melódicas ou, peças com andamento meio tempo e muito agressivas, é bem um passeio lírico através do céu e do inferno ... Nós estamos tentando dar espaço suficiente para o que você vai ouvir ou sentir com a nossa música e letras, não vamos estar dizendo o que você deve sentir ou ouvir, eu nunca escrevo minhas letras de uma forma muito clara, preto no branco - você pode apenas absorver, e imaginar qualquer coisa que você encaixe em sua própria vida e pensamentos.
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| High Fighter (pic by Frau Siemers) |
Mona: Nós ficamos mais que excitados e muito surpresos de como as pessoas reagiram em nosso debut, por favor, lembre-se que ainda é uma demo! Mas, em seguida, ele foi tocado em várias estações de rádio, recebemos ótimas críticas e somos gratos que as pessoas parecem buscar nosso som muito áspero e puro.
Em um ano de história da banda única, temos feito muitos novos amigos e fãs, recepção de imprensa incrível e a sorte de já ter tocado ter toneladas de shows! Em 2015 tocamos como apoio de bandas como Corrosion of Conformity, The Midnight Ghost Train, Mammoth Mammoth e Greenleaf, tocado em festivais tais como Stoned from the Underground, Sonic Blast em Portugal, Red Smoke na Polônia, um showcase ao vivo no Wacken Open Air de 2015, e para 2016 continuam aparecendo oportunidades.
RtM: Sim, isso é ótimo, muitos shows e oportunidades para mostrar o som da banda para mais pessoas!
Mona: Ao final do ano voltamos para casa de uma turnê europeia com AHAB e MAMMOTH STORM, no outono, que foi uma verdadeira explosão para nós. Então, sim, ter tocado cerca de 60 shows no primeiro ano de banda, e as pessoas nos conhecendo, nos mostrando seu apoio de maneiras positivas, torna isso ainda irreal, às vezes, e estamos mais do que satisfeitos com o nosso primeiro ano juntos como uma banda.
RtM: E o que você pode nos adiantar sobre o futuro Full-Lenght? Vocês já tem composições suficientes e têm uma data de lançamento em mente?
Mona: Está ficando cada vez mais perto. Acabamos de voltar de uma excursão com o Ahab, agora estamos focando finalizar nossas canções para o álbum. Nós tocamos muitas delas ao vivo. Nós planejamos entrar em estúdio em fevereiro de 2016, para gravar o nosso primeiro álbum completo. Ele não vai estar indo para uma direção muito diferente do que você sabe de nós já, algumas faixas serão mais Doom, algumas não. Ele vai ficar uma mistura e fusão de muitas músicas e estilos combinados no som do High Fighter. Mas vamos definitivamente fazer a gravação ao vivo novamente. Nós esperamos lançá-lo até o início do verão de 2016 (*julho/agosto, verão Europeu), esperamos que até à Primavera.
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| (photo by Sven Ceder) |
RtM: Houve contatos com gravadoras ou vocês desejam lançar de forma independente?
Mona: Existem algumas conversas interessantes sobre possível selo/gravadora, mas vamos ver como vai ser e onde vamos encontrar um lar para o nosso primeiro álbum. No momento e até agora, temos tido prazer em ser uma banda do-it-yourself - por isso, não iria morrer se lançá-lo no nosso próprio selo novamente. Esta banda tem mão de obra própria suficiente, entendemos o nosso 'negócio'. Mas vamos ver onde a estrada e essas conversas com selos nos levarão, certamente seria um passo enorme e uma oportunidade, de ter o apoio de um selo no outro lado das coisas, especialmente quando se trata de uma boa distribuição.
RtM: E quanto a você Mona, conte-nos um pouco de como você começou na música e no Metal, e também sobre suas influências pessoais?
Mona: Bem, por onde começar .... Na verdade, eu cresci em uma família muito musical de entusiasmo, meu pai é um guitarrista profissional, e eu tenho a sorte que ele me deixou alguns de seus bons genes em minhas veias. Comecei a cantar em coros muito cedo quando eu era uma criança, mas foi a era grunge que mudou minhas influências pessoais e direção. Com 13 me juntei a minha primeira banda grunge, quando eu tinha 15 anos eu comecei em minha primeira banda de Metal real. Eu cantei em bandas de Metal metade da minha vida, e me senti mais em casa no Sludge, Doom, e músicas Stoner Metal.
RtM: Lembro que você mencionou Pantera, e vi realmente influências do Phil Anselmo no seu estilo.
Mona: Minha maior influência é Phil Anselmo e tudo que fez no Pantera, Down e outras bandas que ele esteve envolvido, estou certa, mas entre muitos mais, como bandas como Kyuss, Alice in Chains, Faith No More, Eyehategod. Muitos para listar aqui. Há também muitas bandas "novas" que adoro, especialmente da cena Desert Rock e Doom. Muito ansiosa para os novos álbuns do Conan, Greenleaf, Radio Moscow e muitos mais, as coisas estão brilhantes para estes gêneros, que costumavam ser underground, mas ganharam mais visibilidade ao longo dos últimos anos, o que é ótimo para as bandas, terem suas músicas sendo ouvidas. Felizmente, ao lado da minha própria música e estar no palco, nos bastidores eu trabalho também na indústria da música, e tenho o prazer de estar trabalhando com muita música e muitos artistas incríveis todo o dia. Tem sido um longo caminho, cheio de trabalho duro e paixão por aquilo que eu amo ... que é a música.
RtM: Mona, obrigado pela sua atenção, estamos esperando o comprimento completo, e temos certeza de que o High Fighter nos trará muitas canções grandes e poderosas. Fica o espaço para sua mensagem aos leitores!
Mona: Road to Metal, muito obrigado pela entrevista! Esperamos, e seria um sonho tornado realidade, experiência que espero ser capaz de desempenhar um dia. Obrigado por seu apoio, stay HIGH!
Entrevista: Carlos Garcia
www.highfighter.de
www.facebook.com/highfighter
www.highfighter.bandcamp.com
'2Steps Blueskill' Official Video:
www.youtube.com/watch?v=YEr35ihG4Gc
'High in Summer 2015' Tour documentary:
www.youtube.com/watch?v=NNN1mEFNhq4
www.youtube.com/watch?v=S4nuaRZ1Uas
Live at Stoned from the Underground 2015:
www.youtube.com/watch?v=ZD0DPIEyje8
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| Pic by ELP Photo |
High Fighter: Creative Energy and No Rules to the Music
Recorded in a weekend, and virtually "live", the record served to the High Fighter presents the soul, weight, melody and energy of their sound.One of the most interesting settings that i've read about the High Fighter sound was: "Somewhere between Black Sabbath and Kyuss." Indeed, this statement gives an idea of the sound of the band, but it's hard to label them, and this mixture of influences, preferences and musical background of the members results in a heavy sound, dark and melodic, where we can feel elements of Stoner, Doom and sludge to Heavy Blues, Desert Rock and Metal...yes, a creative energy and no rules for music.
Check out an interview with the singer Mona Miluski, where you can know a little more about of this great band.
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| Mona Miluski: Lots of energy live! (photo Sven Ceder) |
We almost enjoy and are very amused, anytime people are heavily trying to fit ourselves into a genre, but they can't, and then are not getting the music we play, since we cover more than just 1 or 2 genres. Many people need to categorize. That's cool and just human. But while we're staying open minded, and if you're looking for some heavy, mean, melodic but dark tunes, that reaches from Desert Rock to Sludge Metal, then you will be probably finding some of your taste in High Fighter.
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| Mona Miluski on stage (Pic by Anders Oddsberg) |
RtM: And the influences and elements that make up the High Fighter sound? I could identify elements of Stoner and Doom, and Desert Rock and Heavy Blues. I guess that among the influences are bands like Black Sabbath (well, everybody has Sabbath influences, hehehe), Kyuss and Cathedral.
We like to give enough space for everyone that listens to our music. If it's someone who struggles and stands up again, or who is just very stoned or high of things in life, you create who the High Fighter is and what he or she means to you. Maybe we're all and must be some High Fighter from time to time and in life....
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| Live! (Pic by Agata Frelik) |
We have a lot of creative energy in this band...We jammed heavily over the months in summer 2014, when we wrote our first songs, it has been always clear to us, that we need to present our first record live. That we need to always keep the fun inside the band. That we need to be enthusiastic but it naturally happened, because we felt in love with each other and with this band from the very beginning. What later became more than just an enthusiastic band, it became family for us. We are enthusiastic for ourselves, not for any fame, but just because we love what we do.
RtM: We can see nowadays there is a certain revival, with many bands, some more experienced, and other younger ones, bringing a sound influenced by great bands of the 70s, including the labels and record companies releasing much material on the market. I would like you to comment about it, and also what the difference that the band should seek to excel in this competitive scenario?
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| (Pic by Peter Stñcker) |
RtM: Talking about the EP "The Goat Ritual", it was recorded live at the band's rehearsal room, then I would like you to comment more about the recording and production of the EP, and why you have chosen to do the recording in this way .
We have chosen this way of recording, as it represents us and who we are. We will be also recording our upcoming full length album live, not in our rehearsal room – this time in a real studio to get more space, but for us we feel it's the right and most comfortable way, to record our tunes live. It still has the above-mentioned, real soul of High Fighter we want to share.
RtM: I would like you to comment about the theme mentioned in the title "The Goat Ritual" and also the themes that the band discusses in your lyrics.
From a sound perspective, I see this EP as a ritual – you need to listen to it from the start to the very end, as an entire picture and every track belongs to each other. It's a ritual of tunes, it gives you an almost schizophrenic perspective on many genres we combine, if it's the melodic, catchy rock part or very aggressive, mean parts, it's as well a lyrical ride through heaven and hell...We are trying to give enough space in what you hear or feel with our music and lyrics, we won't be telling you what to feel or to hear, I never write my lyrics in a very clear, black on white way - you can just grab it and imagine anything you want for your own life and thoughts.
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| High Fighter (pic by Frau Siemers) |
In one year band history only, we have made many new friends and fans, got amazing press and are lucky enough to have played tons of shows already! In 2015 we have played support shows for bands such as Corrosion of Conformity, The Midnight Ghost Train, Mammoth Mammoth or Greenleaf, we have played festivals such as Stoned from the Underground, Sonic Blast in Portugal, Red Smoke Poland, even a press showcase live at Wacken Open Air 2015.
RtM: Yeah, it's great, many gigs and oportunities to show the band's sound to more people!
Mona: We recently just came back home from a European tour with AHAB and MAMMOTH STORM this Fall, which has been a blast for us. So yes, having played around 60 shows in the first band year, and people got aware of us and show their support in such positive ways, makes it still unreal sometimes, and we are more than satisfied about our first year together as a band.
RtM: And what can you tease us about the future Full Lenght? You already have sufficient compositions and have a release date in mind ?
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| (photo by Sven Ceder) |
RtM: There were contacts with record labels or you wish to release it independently?
Mona: There are some interesting chats about a possible label release, but we will see how it goes and where we will find a home for our first album.
At the moment and so far, we have always been a happy do-it-yourself band – so we would not die to release it on our own again. This band has enough own manpower, we understand our 'business'. But we will see where the road and these label conversations will take us, surely it would be a huge step and chance, to have support from a label side of things, especially when it comes to a good distribution.
Started singing in choirs very early and when I was a child, but it was the grunge era that changed my personal music influences and direction. With 13 I joined my first grunge band, when I was 15 years old I started in my first real metal band. I used to sing in metal bands half of my life, before I felt more home in the sludge, doom, stoner metal tunes.
My biggest personal influcence will have to be Phil Anselmo and all he did in Pantera, Down and other bands he has been involved I am sure, but among many more such as bands as Kyuss, Alice in Chains, Faith No More, Eyehategod. Too many to list here. There's also many 'new' bands I personally adore, especially from the desert rock and doom scene. Very looking forward to the new records by Conan, Greenleaf, Radio Moscow and many more, things are bright for these kinds of genres, that used to be underground but became visible over the past years, which is great for the bands to get their tunes being heard.
Luckily, beside my own music and being on stage, behind the scenes I work in the music industry and having the pleasure to be working with great music and many amazing artists the entire day. It's been a long way, full of hard work and passion for what I love...that is music.
Mona: Road to Metal, thanks so much for having us! We hope and it would be a dream come true experience, to hopefully be able to play Brazil one day. Thanks for your support, stay high!
www.highfighter.de
www.facebook.com/highfighter
www.highfighter.bandcamp.com
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| (photo by Adrian Kietzmann) |
www.youtube.com/watch?v=YEr35ihG4Gc
'High in Summer 2015' Tour documentary:
www.youtube.com/watch?v=NNN1mEFNhq4
www.youtube.com/watch?v=S4nuaRZ1Uas




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