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sexta-feira, 30 de abril de 2021

Sodom: Entrevista com Tom Angelripper - "Trabalhamos para Nossos Fãs, não para a Indústria"



Thomas Such, nascido em 19/02/1963, tornou-se mais conhecido como  Tom Angelripper, um verdadeiro ícone do Thrash Metal mundial, líder, fundador, vocalista e baixista do Sodom, uma das mais íntegras e queridas bandas do estilo. (English Version)

Desde 1983 na estrada do Metal, atravessando intacto por diversas fases do cenário musical, Tom jamais abriu mão da identidade da banda, trabalhando sempre para os fãs e forjando diversos clássicos do estilo. 

Agora a banda chega ao 16° álbum de estúdio, "Genesis XIX", que marca o retorno de Frank Blackfire nas guitarras, tendo também a companhia de Yorck Segatz, e pela primeira vez o Sodom gravou um disco com dois guitarristas, o que traz novas possibilidades e também permite encorpar e reproduzir ao vivo mais fielmente seus petardos. Conversamos com Tom, para falar um pouco mais sobre essa nova fase e a excelente repercussão do novo álbum, já aclamado como um possível novo clássico na discografia do Sodom. Confira!!


RtM: Em “Genesis XIX” podemos sentir um Sodom que traz novidades, mas também tem muito de um retorno às suas raízes, inclusive usando gravações analógicas. Eu gostaria que você comentasse sobre isso.

Tom: Acho que o álbum pode se tornar um clássico. Quando escrevemos as músicas, não nos preocupamos se deveria soar old school ou não. Acredito que a produção fornece as informações cruciais. Mas acho que o processo de composição da música faz a diferença. Ainda fazemos tudo de acordo com o costume dos velhos mestres. Nós nos encontramos na sala de ensaio, começamos uma jam session, tomamos algumas cervejas e assim as coisas vão funcionando pra nós.

Na maioria das vezes, começa com um riff de guitarra e todos adicionam suas ideias. Em seguida, organizo tudo novamente para adaptar o título às minhas partes vocais e para corresponder às dimensões do texto. Mas também há ensaios em que voltamos para casa sem ter conquistado nada; você simplesmente não pode cair de joelhos.

Ambos os guitarristas são grandes compositores, mas com pontos de vista diferentes. Frank também é muito influenciado por guitarristas dos anos 60 e 70, Yorck também se interessa por bandas modernas. Mas essas músicas diferentes tornam o novo álbum tão colorido.


RtM: Nós realmente gostamos do som do álbum, que soa orgânico e vigoroso, já que muitas das gravações atuais são, digamos, muito "limpas", às vezes soando plásticas e de mau gosto.

Tom: Eu contratei o engenheiro/produtor Siggi Bemm e seu estúdio profissional para mixar o álbum em sua enorme mesa analógica. Na minha opinião o som ficou mais orgânico e autêntico, pois a mesa do Siggi funciona com válvulas.

Eu sei que a gravação e mixagem digital é normal e mais barata hoje em dia, mas foi um sonho realizado trabalhar em um estúdio de verdade com um produtor/engenheiro experiente como Siggi. As novas músicas são mais autênticas e muito mais adaptadas às sonoridades que nossos fãs estão habituados a ouvir.

RtM: O álbum foi apontado como um dos melhores trabalhos do Sodom nos últimos anos. Como você recebeu este feedback e, em sua opinião, quais são os principais pontos que tornaram "Genesis XIX" tão bem recebido?

Tom: Estamos muito felizes com o álbum. Até agora, as análises e feedbacks foram todos muito bons e positivos. Mas o que importa para nós é o que nossos fãs pensam do álbum. 

Mas eu acho que é um álbum puro-sangue do Sodom e talvez novos fãs gostem dele. Nosso novo baterista também contribuiu muito para o sucesso. 

Ele é um grande fã de Chris Witchhunter e tenta adotar seu estilo, mas com um nível de precisão maior. Acredito que "Genesis XIX" se encaixa perfeitamente no catálogo anterior e será uma parte importante na história da nossa discografia.


RtM: Você também prefere ter um line-up que possa ter ensaios regulares, uma interação e aproximação da banda, evitando compor, ensaiar e gravar à distância, existem muitas bandas em que os membros vivem mesmo em países diferentes. Você acha que este é um fator que pesa muito na sonoridade, criatividade e sintonia?

Tom: Se os músicos moram em países diferentes, isso não é uma banda para mim. É também uma questão de contato pessoal regular. É importante que as novas músicas sejam arranjadas em conjunto pela banda. Todos nós moramos na mesma região e podemos nos encontrar com frequência. Isso sempre foi muito importante para mim.


RtM: "Genesis XIX" também traz uma nova formação, e com o retorno de Frank Blackfire às guitarras. Como ocorreu essa reaproximação?

Tom: Frank ainda é um cara legal e estou feliz por tê-lo de volta aos negócios. Eu sabia que ele tinha seu próprio projeto solo e também tocava com o Assassin. Ele me disse que eles não estão tão ocupados no momento, e que ele terá tempo suficiente para se juntar ao Sodom para as próximas sessões de ensaio e shows ao vivo. Isso foi incrível e parece uma grande chance para ele retornar à cena internacional do Metal.


RtM: E por falar na adição de um segundo guitarrista, algo inédito na carreira do Sodom, como foi a experiência de gravar em estúdio com duas guitarras? Quando e por que você sentiu que era hora de adicionar um segundo guitarrista?

Tom: Anos atrás, tive a ideia de recrutar um segundo axeman quando Bernemann ainda estava na banda. Mas ele não pareceu muito interessado e pensei que nunca aceitaria um segundo guitarrista ao seu lado. 

Mais tarde, começamos a ensaiar sessões com Frank pela primeira vez depois que ele deixou a banda, e músicas como "Nuclear Winter", "Sodomy & Lust" e "Christ Passion" soaram incríveis e autênticas. Fiquei muito surpreso ao ver que o som da guitarra é exatamente o mesmo do "Persecution Mania" ou do álbum "Agent Orange".

Agora, podemos reproduzir as músicas de forma original durante os sets ao vivo. Yorck também é um grande fã do Sodom, então ele teve muitas ideias para novas músicas e setlists que virão. Com dois guitarristas, somos capazes de tocar músicas que não funcionam com apenas um. Mesmo meu baixo não pode substituir uma segunda guitarra. O som ao vivo está ficando mais brutal e dinâmico.

RtM: Qual é a expectativa para esse line-up nos shows ao vivo?

Tom: Esperamos poder tocar ao vivo novamente em breve. Esse é o nosso trabalho. Com dois guitarristas também estamos com um som mais "gordo" no palco e com Toni atrás de nós nada pode dar errado.


RtM: Além do Sodom você também participou do projeto Dezperadoz e sua incrível fusão de Heavy Metal com Western. É uma pena que sua participação tenha durado apenas um álbum, pois “The Legend and the Truth” é fantástico e tem várias referências ao Sodom em suas letras. Existe a possibilidade de voltar ao projeto algum dia?

Tom: Eu também acho que o primeiro álbum é excelente e estou orgulhoso de ter participado dele. Sempre há algo especial na minha carreira, mas não voltarei. Como convidado no palco, entretanto, um dia serei visto. Você tem que saber que  o Sodom é minha vida e que tenho que dar tudo por ele. Não há tempo para outros projetos paralelos.


RtM: Como é para você gravar algo fora do Thrash Metal, que tem sido sua vida por mais de trinta anos? Experiências além do Sodom, como os já citados Dezperadoz, Bassinvaders ou Onkel Tom, são uma forma de relaxar e recarregar as baterias?

Tom: É sempre emocionante tentar algo novo. Participei de outros projetos com frequência. Ainda recebo muitos pedidos como vocal convidado, mas não faço mais isso. Às vezes, meu tempo livre é muito precioso. Quando estou livre, vou caçar, é o melhor lugar para relaxar.


RtM: Tom, você sempre se manteve fiel às suas raízes, não tendo, digamos, aquele momento em que você teve que se adaptar musicalmente à indústria ou a qualquer tendência. Porém, na década de 90 parece que muitas bandas de Thrash Metal mudaram suas características musicais, tentando se encaixar no rumo que o mercado musical estava tomando. Quais suas impressões no momento em que testemunhou todos esses estragos?

Tom: Nos anos 90, muitas bandas mudaram seu estilo. As vendas caíram. Alguns deles foram forçados a fazê-lo pelas gravadoras. Mas nós continuamos e nossos álbuns ficaram mais difíceis e intransigentes do que nunca. Ninguém nos diz o que fazer, só trabalhamos para nossos fãs e não para a indústria da música

RtM: As principais abordagens nas letras do Sodom são as guerras e a destruição do mundo, a catástrofe pela mão humana. Falando do momento atual, vivemos um caos mundial e muito por parte do próprio ser humano, que se mostra irresponsável e pouco empático com o próximo. Nessas décadas de experiência, você sente a responsabilidade de trazer algumas mensagens e lições para o seu público, especialmente as novas gerações?

Tom: Sim, a situação atual é catastrófica. Tudo está ficando fora de controle no momento. Sempre penso em como as gerações futuras vão lidar com isso. Por pior que seja, isso me inspira para minhas letras. Espero, é claro, que minhas letras façam você pensar. Infelizmente, como não sou politicamente ativo, não consigo contribuir tanto.


RtM: Tom, obrigado pelo tempo em nos responder, parabéns pelo ótimo álbum, e espero que possamos ver a banda no palco em breve.

Tom: Obrigado! Espero revê-los todos em breve novamente. Estamos esperando por tempos melhores


Entrevista por: Carlos Garcia e Renato Sanson

"Genesis XIX" está disponível no Brasil via parceria Nuclear Blast e Shinigami Records.

Sodom:

Tom Angelripper: bass, vocals
Frank Blackfire: guitars
Yorck Segatz: guitars
Toni Merkel: drums


Links Relacionados: Entrevista com Yorck Segatz





sexta-feira, 23 de abril de 2021

Sodom - Entrevista com Yorck Segatz: "É Uma Grande Honra Para Mim Fazer Parte do Sodom"



O álbum "Genesis XIX" foi recebido muito bem por fãs e imprensa especializada, estreia em estúdio da nova formação, junta desde final de 2018, marcando o primeiro trabalho do Sodom como um quarteto, tendo agora duas guitarras, uma delas a cargo de um velho conhecido dos fãs, Frank Blackfire, que gravou com a banda clássicos como "Persecution Mania" e "Agent Orange" , e Yorck Segatz (Beyondition), o qual já havia trabalhado como roadie com Angelripper no projeto Onkel Tom.

Conversamos com Yorck para saber um pouco mais da sua carreira, e claro, dessa sua estreia em estúdio com o Sodom, em um álbum comparado aos clássicos da banda, trazendo muitos elementos old school, inclusive a elogiada produção utilizando equipamentos analógicos. Confira a seguir:

(English Version)


RtM: Yorck, em primeiro lugar, obrigado por nos falar sobre sua carreira! Gostaria que você começasse nos contando sobre sua entrada no Sodom.

Yorck: Bem, começou comigo sendo roadie do projeto paralelo do Tom, Onkel Tom, então ele me conhece de antes. Enviei a ele uma fita demo da minha antiga banda de Death Metal Beyondition e ele pareceu gostar do som brutal! Ha ha ha.

Fui a uma audição e basicamente partiu daí. Tom queria gente da região do Ruhr para ensaiar como uma banda de verdade, não como outras bandas com formações internacionais que se encontram apenas de vez em quando, então isso também estava a meu favor. Curiosidade: consegui o emprego no dia em que surgiu a notícia sobre a morte de Fast Eddie Clarke.

RtM: Historicamente, o Sodom nunca foi adepto de duas guitarras, mas Angelripper deixou claro principalmente no item "ao vivo", que muitas músicas tornavam-se mais difíceis de reproduzir como um trio. Como é para você fazer parte deste novo capítulo da história do Sodom?

Yorck: É uma grande honra para mim, eu faço o meu melhor para viver de acordo com o legado da banda e continuar a chama do Thrash Metal alemão. Até agora estamos recebendo muitos elogios, especialmente dos fãs da velha guarda, isso é algo que aprecio muito!


RtM: "Genesis XIX" nasceu como um clássico! Quão importante está sendo esse disco na sua carreira? E em relação à sua participação nele, você teve liberdade para criar seus solos ou contribuir com riffs?

Yorck: Obrigado cara, agradeço! Foi o primeiro álbum que gravei e realmente vi algum dinheiro entrar no bolso! Ha ha ha! Piadas à parte, o processo de gravação foi uma grande experiência, também porque trabalhamos com o lendário produtor alemão Siggi Bemm, que é responsável por muitos dos primeiros clássicos do Death e Black Metal europeus, como Unleashed, Morgoth e Samael.

Escrevi 7 das 11 músicas, sempre em estreita cooperação com Tom, que faz os arranjos e contribui com um riff de vez em quando. Nas minhas canções eu mesmo fiz os solos, com exceção de "Genesis XIX" e "Dehumanized". No Genesis, é apenas Frank, enquanto no Deshumanized, ele começa e eu assumo na melhor tradição do Slayer. Esse duelo foi adicionado de última hora no estúdio! 

"Sodom & Gomorrah" apresenta aquele ruído de baixo clássico do Angelripper, uma reminiscência de Equinox. Ao dedicar essa música a Chris Witchhunter e Quorthon, eu a queria o mais antiquada possível! Siggi ficou um pouco dominado por um wah grave pipocando de repente! (Risos)


RtM: Conte-nos um pouco mais sobre essa experiência de ter duas guitarras no Sodom pela primeira vez, e como vocês decidem a divisão das partes de guitarra nas músicas, tanto nas novas quanto nas antigas nas versões ao vivo?

Yorck: Ao vivo é definitivamente mais brutal, pois posso apoiar Frank nas bases durante seus extensos solos marca registrada, ou seja, "Agent Orange" ou "Persecution Mania". 

Tentamos trabalhar com 2 guitarras para as músicas antigas como achamos adequado, às vezes um de nós toca em outra oitava ou toca um acorde em uma posição diferente da escala para ampliar o som. Frank faz seus próprios solos, é claro, mas com as músicas depois de sua era, eu também consigo alguns solos.

As novas canções são escritas com duas guitarras em mente, mas temos que ter cuidado para não cair  muito no melódico com as harmonias gêmeas, ha ha ha!

RtM: E sobre suas influências como músico e guitarrista? Quem foram suas principais inspirações e como você começou na música?

Yorck: AC/DC, seguido rapidamente por Motörhead foram minha introdução à música pesada. No começo, meu herói da guitarra era na verdade Malcolm Young, eu não gostava muito de solos naquela época. Hoje em dia minhas influências são Trey Azagthoth do Morbid Angel, Olavi Mikkonen do Amon Amarth, Alex Hellid do Entombed, Jeff Hanneman e por último, mas não menos importante, J.B. do Grand Magus. Se eu ficar careca, quero ser parecido com ele! (Risos)


RtM: Conte-nos um pouco sobre suas outras bandas,  começando com o Neck Cemetery.

Yorck: Bem, o Neck Cemetery é o meu "playground clássico do Heavy Metal", se você quiser. Eu co-fundei a banda com o segundo guitarrista Boris em 2017, mas foi só em 2019 que finalmente conseguimos uma formação estável. Ainda me lembro de estar a caminho de nosso primeiro ensaio decente no início de 2018, quando Tom ligou e eu tive que confessar aos caras que também estava no Sodom ha ha ha

Lançamos nosso álbum de estreia "Born in a Coffin" em outubro no ano passado, foi bem recebido, mesmo sem respaldo em apresentações ao vivo. Nossa gravadora Reaper Entertainment fez um ótimo trabalho aqui e atualmente estamos negociando nosso próximo lançamento, mas acho que outro álbum não será lançado até 2022.


RtM: E sobre o RottenCasket?

Yorck: O Rotten Casket é uma história diferente: a banda de Death Metal foi fundada por Frank Berges em 2013, mas entrou em um hiato por alguns anos devido à saída de alguns membros. Ele o reviveu no ano passado, junto com Husky na bateria e Patrick van der Beek, das lendas holandesas do Crossover, Disabuse, no baixo. Mais tarde, eu e Martin van Drunen entramos. Frank é o compositor principal e um fanático absoluto pelo Boss HM2! Já gravamos um EP que sairá em CD via Final Gate Records, fita k7 e vinil será lançado pela Lycanthropic Chants.


RtM: Lemos muitas críticas às gravações mais atuais de bandas de Metal, inclusive álbuns de Thrash Metal, principalmente em relação ao som, digamos, "plastificado", ou seja, não soar orgânico e muitas vezes sem pegada. Como conseguir um equilíbrio, usar recursos de estúdio cada vez mais modernos, que podem reduzir tempo e custos, mas sem perder o punch?

Yorck: Em relação ao "Genesis XIX", escolhemos especialmente o Woodhouse Studio por seu console analógico de estúdio. Essa é a chave na minha opinião: deixar as etapas importantes da produção para o equipamento analógico. Nada supera isso ainda!

Acho que o que você chama de "plastificado" é o resultado de muitas bandas usando os mesmos plug-ins e presets sem tentar encontrar um som próprio! Devo admitir que uso essas ferramentas também, mas apenas para gravações de demos para desenvolver minhas idéias. Assim que fica sério, entram os verdadeiros Marshalls e Cosmic Terror Cabs na jogada!

RtM: Ainda nessa questão das gravações, um mesmo produtor produzindo várias bandas também pode ser prejudicial? Isso pode explicar o porque alguns álbuns têm um som semelhante?

Yorck: Sim, definitivamente! Especialmente hoje em dia, onde a maioria dos "produtores" tendem a trabalhar apenas com seus pré-conjuntos e os mesmos samples de bateria esfarrapados continuamente! Mas, por outro lado, certos produtores são escolhidos pelas bandas para conseguir um som clássico que o knob-twiddler representa. Por exemplo: Você quer um clássico Death Metal americano? Vá para o Morris Sound Studios!

Outro grande problema é o fato de muitas bandas gravarem suas próprias faixas instrumentais e pagarem a um produtor apenas para mixar e masterizar. Nos dias dourados das produções de grande orçamento, o produtor tinha muito mais a acrescentar ao som, assim como às composições. 

Veja KISS e Bob Ezrin ou Slayer e Rick Rubin, por exemplo. Acho que hoje em dia muitos músicos são muito arrogantes e gananciosos para deixar alguém de fora se envolver no processo de produção.

Portanto, é natural que os produtores retirem um modelo se houver pouco dinheiro para ganhar. Um produtor bem experiente pode ser útil, mas essa experiência tem um custo que nem todos estão dispostos a pagar atualmente ...


RtM: O que esse cenário com a pandemia trouxe e pode trazer para a questão das bandas se reinventarem a partir de agora, a fim de buscar novas alternativas para sobreviver no mundo da música?

Yorck: Uma resposta fácil seria: as bandas precisam repensar suas maneiras de se apresentar online. A realidade parece bem diferente, no entanto. Especialmente a música Metal depende do ambiente ao vivo, você não pode recriar essa experiência simplesmente colocando uma câmera na sua frente e esperar que o público em casa enlouqueça por conta própria!

Tem que ser pensado nos mínimos detalhes. Um excelente exemplo de como lidar com a situação atual é a banda de Hard Rock Kadavar de Berlim. Eles foram uma das primeiras bandas a realmente transmitir um show de seu espaço de ensaio. 

Funcionou totalmente para eles, eles ganharam um bom dinheiro com as vendas de mercadorias, permitindo-lhes cobrir os custos da turnê cancelada. Em seguida, eles lançaram uma série de gravações chamadas "Isolation Tapes", que também teve um grande impacto. Eu acho que é vital manter contato com sua base de fãs, mas sem ser ávido demais!


RtM: Yorck, obrigado pela atenção! E espero que em breve possamos ver a banda aqui na América do Sul.

Yorck: Obrigado por este espaço em seu site! Salve as Hordas Brasileiras - Que vocês se deleitem na eternidade na Luxúria Satânica!

Saudações nucleares!


Entrevista por: Carlos Garcia e Renato Sanson

Fotos Yorck Segatz por Mumpi Künster

"Genesis XIX" está disponível no Brasil via parceria Nuclear Blast e Shinigami Records.

Sodom:

Tom Angelripper: bass, vocals
Frank Blackfire: guitars
Yorck Segatz: guitars
Toni Merkel: drums







Sodom - Interview With Yorck Segatz: "It's a Great Honour for Me to Be Part of the Band"

 


The album "Genesis XIX" was very well received by fans and the specialized press, debuting in the studio of the new line-up, marking Sodom's first work as a quartet, now having two guitars, one of them in charge of a old fan acquaintance, Frank Blackfire, who recorded with the band classics like "Persecution Mania" and "Agent Orange", and Yorck Segatz (Beyondition), who had previously worked as a roadie with Angelripper on the Onkel Tom project.

We talked to Yorck to learn more about his career, and of course, his debut in the studio with Sodom, in an album compared to the band's classics, bringing many old school elements, including the praised production using analog equipment. Check it out below:


RtM: Yorck, first of all thank you for taking the time to talk to us about your career! I would like you to start by telling us about your entry into Sodom.

Yorck: Well, it started with me being roadie for Tom’s German side project Onkel Tom, so he new me from before. I sent him a demo tape of my old Death Metal band Beyondition and he seemed to like the crude sound.

I went to an audition and it basically went from there. Tom wanted people from the Ruhr area in order to hang out as a real band does, not like other bands with international line-ups that meet only once in a while, so that was also in my favour. Fun fact: I got the job on the day the news about Fast Eddie Clarke’s death came up.

 

RtM: Historically, Sodom was never adept at two guitars, but Angelripper made it clear mainly in the "live" item, that many songs made it more difficult to reproduce as a trio. What is it like for you to be part of this new chapter in the history of Sodom?

Yorck: It’s a great honour for me, I do my best to live up to the legacy of the band and carry on the flame of German Thrash Metal. So far we are receiving lots of praise, especially from the oldschool fans, that’s something I appreciate a lot!



RtM: "Genesis XIX" was born as a classic! How important was this record in your career? And regarding your participation in it, did you have the freedom to create your solos or contribute with riffs?

Yorck: Thanks man, appreciate that! It was the first album I recorded and actually saw some money for Hahaha! All jokes aside, the recording process was a great experience, also because we worked with legendary German producer Siggi Bemm, who is responsible for quite a lot of early European Death and Black Metal classics like Unleashed, Morgoth and Samael.

I wrote 7 out of the 11 proper songs, always in close cooperation with Tom, who does the arrangements and contributes a riff every now and then. On my songs I did the solos myself, with the exception of Genesis XIX and Dehumanized. 

On Genesis it’s only Frank, while on Dehumanized, he starts and I take over in best Slayer tradition. That duel was actually added last minute in the studio! Sodom & Gomorrah features some classic Angelripper bass noise, reminiscent of Equinox. As I dedicated that song to Chris Witchhunter and Quorthon, I wanted it as oldschool as possible! Siggi was a bit overwhelmed by a bass wah suddenly popping up! Hahaha

 

RtM: Tell us a little about this experience of having two guitars at Sodom for the first time, and how do you decide the division of the guitar parts in the songs, both in the new ones and in the old ones in the live versions?

Yorck: Live it’s definitely more brutal, as I can support Frank on rhythm during his extensive trademark solos, i.e. Agent Orange or Persecution Mania. We try to work out 2 guitars for the old songs as we see fit, sometimes one of us will play in another octave or play a chord on a different fretboard position to widen the sound. Frank does his own solos of course, but with the songs after his era I get a few solo spots, too.

The new songs are written with two guitars in mind, but we have to be careful to not go too melodic with twin harmonies. Hahaha!



RtM: What about your influences as a musician and guitarist? Who were your main inspirations and how did you get started in music?

Yorck: AC/DC, quickly followed by Motörhead were my introduction to heavy music. In the beginning my guitar hero was actually Malcolm Young, I wasn’t so much into soloing back then. Nowadays my influences are Trey Azagthoth from Morbid Angel, Olavi Mikkonen of Amon Amarth, Alex Hellid from Entombed, Jeff Hanneman and last but not least J.B. from Grand Magus. If I might ever get bald, I want to look like him :D

 

RtM: Tell us a little about your other bands, Neck Cemetery and RottenCasket.

Yorck: Well, Neck Cemetery is my „classic Heavy Metal playground“, if you want. I co-founded the band with 2nd guitar player Boris in 2017, but it wasn’t until 2019 that we finally got a steady line-up. I still remember being on the way to our first proper rehearsal in early 2018, when Tom called and I had to confess to the guys that I’m now also in Sodom! Hahaha!

We released our debut album „Born in a Coffin“ in October last year, it was well received even without backing it up with live performances. Our label Reaper Entertainment did a great job here and we are currently negotiating our next release, but I think another album won’t be out until 2022.

Rotten Casket is a different story: The Death Metal band was founded by Frank Berges in 2013, but it went on hiatus for a couple of years due to some members leaving. He revived it last year together with Husky on drums and Patrick van der Beek of Dutch oldschool Crossover legends Disabuse on bass. 

Later on myself and then Martin van Drunen joined. Frank is the main songwriter and an absolute Boss HM2 fanatic ;) We already recorded an EP that will be out on CD via Final Gate Records, tape and vinyl will be released by Lycanthropic Chants.



RtM: We have read many criticisms of the most current recordings of Metal bands, including Thrash Metal albums, mainly regarding the sound, say, "plasticized", that is, not sounding organic and often without punch. How to achieve a balance, to use increasingly modern studio resources, which may reduce time and costs, but without losing the punch?

Yorck: Regarding Genesis XIX, we especially chose Woodhouse Studio for it’s analogue studio console. That’s the key in my opinion: to leave the important steps of producing to analogue equipment. Still can’t beat that!

I think what you call „plasticised“ is a result of many bands using the same plug-ins and presets without trying to find a sound of their own! I must admit I use these tools also, but only for demo recordings to work out my ideas. As soon as it gets serious, it’s real Marshalls and Cosmic Terror Cabs all the way for me ;)


RtM: Still on this issue of recordings, can the same producer producing many bands also be harmful? Can it imply that some albums have a similar sound?

Yorck: Yes, definitely! Especially these days, where most „producers“ only tend to work with their pre-sets and the same lame drum samples over and over! But on the other hand, certain producers are chosen by the bands in order to achieve a classic sound the knob-twiddler stands for. For example: You want classic US Death Metal? Go to Morris Sound Studios!

Another big problem is the fact that lots of bands record their own instrumental tracks and pay a producer only for mixing and mastering. In the golden days of big budget productions the producer had a lot more to add to the sound, as well as the songwriting. Take KISS and Bob Ezrin or Slayer and Rick Rubin, for example. 

I think nowadays many musicians are too arrogant and too greedy to let someone from the outside get involved in the production process. So it’s only natural for producers to pull out a template if there is little money to earn. A well experienced producer can be helpful, but that experience comes at a cost not everybody is willing to pay these days…

 


RtM: What has this scenario with the pandemic brought and can bring to the question of bands reinventing themselves from now on, in order to seek new alternatives to survive in music business?

Yorck: An easy answer would be: Bands have to re-think their ways to present themselves online. Reality looks pretty different, though. Especially Metal music depends on the live surroundings, you cannot re-create this experience by simply putting a camera in front of you and expect the audience at home to go nuts on their own! It has to be thought through to the last detail. A prime example of how to deal with the current situation is the Hard Rock band Kadavar from Berlin. 

They were one of the very first bands to actually stream a concert from their rehearsal space. It totally worked for them, they made good money out of merchandise sales, allowing them to cover their costs for the cancelled tour. In the aftermath they released a series of recordings called „Isolation Tapes“, which also had a huge impact. I think it’s vital to keep in touch with your fanbase, but don’t get too scroungy!

 

RtM: Thanks! And hope soon we can see the band here in South America.

Yorck: Thank you for having me on your website! Hail to the Brazilian Hordes - May you revel for eternity in Satanic Lust!

Nuclear Greetings


Interview by: Carlos Garcia and Renato Sanson
Yorck Segatz photos by Mumpi Künster 

Sodom:

Tom Angelripper: bass, vocals
Frank Blackfire: guitars
Yorck Segatz: guitars
Toni Merkel: drums






 

  

terça-feira, 4 de abril de 2017

Sodom: Consistência e Solidez


 
Formado em 1981, o SODOM forma ao lado do KREATOR, a dupla de maior representatividade do Thrash Metal alemão, e podemos estender isso ao território Europeu, porque não temos outros nomes tão relevantes e com essa estrada toda além dessa dupla. Claro, muitos consideram o DESTRUCTION e TANKARD a dupla que fecharia o "Big Four" do Thrash alemão (até concordo, apesar de preferir Holy Moses e Living Death antes dessas), mas eu vejo essas um pouco abaixo do SODOM e KREATOR.

O SODOM é quase uma espécie de MOTÖRHEAD, não só pela integridade sonora através dos tempos, com poucas "escorregadas", mas também pela figura central e único membro constante desde o início, o carismático Tom Angelripper, uma verdadeira lenda do Metal (uma figura muito querida pelos bangers, carismática, e além do Sodom tem um projeto muito divertido e popular, o Onkel Tom, onde faz versões Punk/Thashcore de músicas típicas alemãs), e aí outra semelhança com o Kreator, que também possui em Mille Petrozza a sua figura central.


"Decision Day" é o décimo quinto álbum de estúdio, e pela capa se pode notar que o tema recorrente é a guerra, assunto que é corriqueiro na parte lírica da banda, assim como os temas sobre ocultismo, em suas fases mais voltadas ao Black e Death Metal, como no início de carreira e ali pelo meio dos anos 90. Na sonoridade da banda, podemos encontrar os elementos que permearam seus álbuns, como o Black Metal do início, Thrash, Death e Punk Rock, e em "Decision Day" não é diferente.

Apesar de uma ou outra faixa que não chega a empolgar, temos ótimos momentos os quais elevam o nível do álbum. Não, não é nenhum novo clássico do Sodom ou do Thrash Metal, mas é um bom álbum. "In Retribution" inicia com o som subindo aos poucos, traz doses de melodia e bons riffs, mas o destaque mesmo é para a fúria da bateria; os grandes riffs em "Rolling Thunder" trazem uma faixa agressiva e empolgante; "Decision Day" se destaca pelas nuances mais melódicas, lembrando algo das bandas suécas como Arch Enemy, gostei bastante do resultado.


"Caligula", com os vocais puxados pro Death/Black, destacando o baixo pesado e sujo, que já inicia a faixa, que é veloz e agressiva. "Who is God?" tem um riff principal marcante, e o andamento dela nos faz lembrar que não é só pela figura central, que é baixista e vocalista, que o Sodom e Motorhead possuem semelhanças; "Blood Lions" é uma outra paulada, com rifferama infernal e as quebradas de ritmo clássicas; "Sacred Warpath" mescla melodia e agressividade, traz elementos do Thrash Americano e variações no andamento, e ao lado da faixa título, a melhor música do álbum . Enfim, um bom álbum, com momentos que se sobressaem, e não vão decepcionar os fãs da banda  e do estilo.

Sem dúvidas Tom Angelripper é uma lenda, e o Sodom um gigante do Thrash europeu e mundial, que mantém uma carreira sólida e lançando álbuns consistentes através destes anos todos, e "Decision Day" é mais uma grande prova que a banda e seu mentor passaram com louvores na prova do tempo.

Texto: Carlos Garcia

Ficha Técnica
Banda: Sodom
Álbum: Decision Day
País: Alemanha
Estilo: Thrash Metal
Selo: SPV/Shinigami Records


Sodom é:
Tom Angelripper: Baixo e Vocal
Bernemann: Guitarras
Markus "Makka" Freiwald: Bateria

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Track List:
1. "In Retribution"
2. "Rolling Thunder"
3. "Decision Day"
4. "Caligula"
5. "Who Is God?"
6. "Strange Lost World"
7. "Vaginal Born Evil"
8. "Belligerence"
9. "Blood Lions"
10. "Sacred Warpath"
11. "Refused to Die"



  

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Sodom: A Essência do Metal Alemão

Lendária banda alemã traz mais pancadaria em novo álbum

O Sodom sempre fez parte do "Big Four" do Thrash Metal alemão ao lado do Kreator, Tankard e Destruction, e para felicidade de todos os bangers, esses três últimos lançaram recentemente álbuns poderosos. 

Faltava o Sodom aparecer com um trabalho mais consistente, pois bem, faltava... "Epitome of Terror" (2013) vem com ainda mais peso e agressividade. Ouvindo esse CD você até esquece que a trupe de Tom Angelripper está com 32 anos de estrada, porque o fôlego que os caras tiram a cada nota nesse trabalho parece aquela fúria juvenil que se encontra nos grupos iniciantes.

Pode parecer exagero, mas há tempos que não via um Sodom tão revigorado e com algumas passagens que me deram a sensação de flertar com o Death Metal, o que é sem dúvida uma influência muito bem vinda, além das já famosas passagens pelo Punk tornando tudo aqui muito sujo e pesado.


Para começar o massacre, ouça a faixa titulo com guturais bem encaixados, diga-se de passagem, além de "Stigmatized", outra canção que irá assustar os mais distraídos; "My Final Bullet" vem com uma intro de violão bem bacana sendo logo interrompida por mais pancadaria.

Tom, uma das figuras mais marcantes do Metal pesado mundial

A faixa "S.O.D.O.M." é outra das mais agressivas, com uma rifferama de levar qualquer fã do estilo ao êxtase, assim como duas das minhas favoritas, a viciante "Invocating the Demons" e "Cannibal" (paradinhas que te levaram ao headbanging now...).

Por fim, não poderia deixar de citar a produção bem simples e suja (ainda bem), e a capa que é digna de um CD de Thrash, e disso o Sodom entende bem.

Texto: Harley
Revisão/edição: Renato Sanson 
Foto: Divulgação

Ficha Técnica:
Banda: Sodom  
Álbum: Epitome of Torture
Ano: 2013
País: Alemanha
Tipo: Thrash Metal

Formação: 
Tom Angelripper (Vocal/Baixo) 
Bernemann (Guitarra)
Makka (Bateria)



Tacklist: 
01 My Final Bullet
02 S.O.D.O.M.
03 Epitome Of Torture
04 Stigmatized
05 Cannibal
06 Shoot Today – Kill Tomorrow
07 Invocating The Demons
08 Katjuscha
09 Into The Skies Of War
10 Tracing The Victim

Acesse e conheça mais a banda

domingo, 9 de janeiro de 2011

Sodom Divide os Fãs em Novo Trabalho


Um dos três grandes pilares do Thrash Metal alemão voltou em 2010 e tem dividido os fãs.

Ao lado de Kreator e Destruction, o Sodom é um dos grupos mais louvados do Thrash Metal mundial, tendo uma carreira bastante longa e muitos discos clássicos.

A banda fundada e liderada pelo baixista e vocalista Tom Angelripper, em 1981, passou por inúmeras formações e sonoridades, mas destacou-se pelo Thrash Metal sujo, rápido e pesado.

Porém, na última década, ao mesmo tempo que tem apresentado um som que prima pelo maior desenvolvimento das composições (uma evolução natural e esperada), também tem pisado no freio e caprichado demais nas produções de seus álbuns.

Isso acaba dividindo os fãs entre os saudosistas que esperam o som original e clássico da banda, e aqueles que têm apoiado o grupo nesse desenvolvimento sonoro, como temos visto nas outras duas bandas alemãs já citadas.

A banda lançou seu 13º disco de estúdio em 2010. Chamado “In War and Pieces”, o álbum que na edição limitada saiu duplo (contando com a apresentação da banda no Wacken Open Air de 2007), era bastante esperado pelos fãs, causando muitas decepções (pelos motivos citados acima) ou se colocando dentro das expectativas dos menos radicais.

A verdade é que o Sodom nunca deixou de tocar seu Thrash Metal de qualidade. Obviamente, como tudo na vida, tem seus altos e baixos, e dentro do paradigma que o Thrash Metal alemão tem se dedicado (com visível tendência em tornar-se mais acessível, como o Thrash norte-americano), a banda está muito polida e menos agressiva.

Mas há músicas empolgantes desse trio formado por Tom, Bernemann na guitarra e Bobby Schottkowski na bateria. Entre elas, cito “Storm Raging Up”, “God Bless You” (mesmo sendo bem cadenciada, empolga), e “Styptic Parasite”.

Conversando com pessoas que curtem a banda há mais tempo, parece quase unanimidade que “In War and Pieces” está longe de ser um grande álbum do Sodom, embora em relação aos últimos lançamentos, mostre que a banda tem tentado acrescentar alguns novos elementos ao som, deixando-o mais ritmado, com perceptível mudança nos vocais de Tom. O que se manteve intacto foram as letras sempre criticas de Tom sobre a sociedade ocidental.

Falando em unanimidade, a notícia de saída de Bobby da banda em novembro foi recebida com alegria pelos fãs, que já o criticavam desde o primeiro disco em que tocou, o “Code Red” (1999), considerado por muitos o último bom álbum da banda. Seu substituto já foi anunciado e é Makka (Markus Freiwald), que entre as grandes bandas que já trabalhou estão Moonspell, Rotting Christ e a conterrânea Kreator.

“In War and Pieces” é um bom disco de Thrash Metal, mas não tem a força e velocidade dos principais discos do Sodom. Só ouvindo para tirar suas conclusões.

Stay on the Road

Texto: EddieHead

Revisão ortográfica: Mr. Gomelli

Fotos: Divulgação


Ficha Técnica

Banda: Sodom

Álbum: In War and Pieces

Ano: 2010

Tipo: Thrash Metal

País: Alemanha


Formação

Tom Angelripper (Vocal e baixo)

Bernemann (Guitarra)

Bobby Schottkowski (Bateria)


Tracklist

1. In War and Pieces
2. Hellfire
3. Through Toxic Veins
4. Nothing Counts More Than Blood
5. Storm Raging Up
6. Feigned Death Throes
7. Soul Contraband
8. God Bless You
9.
The Art of Killing Poetry
10. Knarrenheinz
11. Styptic Parasite