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sexta-feira, 19 de junho de 2026

Phantom Star: Heavy Metal Clássico, Cósmico e Cinematográfico

 


Por: Caco Garcia 

Quando ouvimos um álbum de um artista, há muito mais envolvido além das emoções que a música nos causa, pois ali está o resultado de muita dedicação, inspiração, horas compondo, se aperfeiçoando, lapidando cada música, e não há como sabermos 100% tudo o que esse resultado final representa para o artista, só ele realmente sabe.

Mas uma coisa eu tenho certeza, todos os corações e mentes envolvidos no Phantom Star estão orgulhosos deste debut. 

Desde a parte visual, tanto no palco como no material promocional, nas artes de singles e do álbum, com vapa pintada a mão pelo artista Giovanne Bernardino, nota-se todo o cuidado e profissionalismo da banda, que somados ao talento, feeling e coração, não tem erro.

O Phantom Star buscou inspiração em nomes que transportam o ouvinte para atmosferas épicas e teatrais, e podemos citar Virgin Steele, King Diamond/Mercyful Fate, Crimson Glory, Savatage, Queensryche e Grave Digger, e forjou uma sonoridade com personalidade, nos conduzindo por narrativas inspiradas em histórias de ficção e temas épicos e fantásticos, envoltas em peso, melodia e climas atmosféricos e cinematográficos.

Após três singles que foram apresentando um pouco da identidade desta banda curitibana, formada em 2024 por músicos experientes da cena Metal, dia 20 de julho o full-lenght de estreia finalmente estará disponível nas plataformas e em versão física pela Classic Metal Records.

O debut auto intitulado abre com "Witch Hunt", o single mais recente, e já apresenta as características do Phantom Star, com uma narrativa épica que trata sobre a inquisição, iniciando com um teclado que já anuncia esse clima épico e sombrio. 

É Heavy Metal vigoroso, de cozinha pulsante, melodias e riffs marcantes da dupla de guitarras, sempre amparadas pelas linhas dramáticas do teclado.

Os vocais são carregados de teatralidade, e explodem em um refrão com coros retumbantes (naquele estilo que o Accept consolidou), e os solos encaixam perfeitos, com melodia e toques dramáticos.

"Edge of the Knife" inicia com riffs marcantes, com seu andamento mais frenético, traz um clima intenso, de instrumental intrincado e melodioso, imprimindo aquele clima de filme de terror e suspense. Os vocais trazem dramaticidade no estilo do mestre King. A sequência, com "I Am the Storm", traz um clima épico, com peso e melodia, linhas de teclado que trazem profundidade. 

E a esta altura já estamos envoltos no Heavy Metal "cósmico", épico r cinematográfico do Phantom Star, e percebemos a valorização do trabalho instrumental, com guitarras, que novamente trazem um trabalho magistral, com riffs marcantes, solos que valorizam a melodia e a atmosfera da música. 

Os vocais, sempre buscando interpretar cada história. Os refrãos são fortes e memoráveis, e a cozinha imprime peso e técnica em doses precisas.

O breve interlúdio instrumental "Time" dá a introdução para a balada épica e de nuances progressivas "Chalice of Lies", naquele estilo que vai crescendo no refrão, destacando novamente o trabalho das guitarras, que é um elemento importantíssimo no Heavy Metal, e nota-se o cuidado e criatividade que a banda teve em melodias, riffs e solos da dupla de guitarras, mas claro, o instrumental como um todo está muito bem trabalhado.

Logo em seguida temos "Orpheus Quest", que inicia com um solo melodioso e tradicionais riff galopantes, tendo várias mudanças de tempo e atmosferas.  Matheus aqui se utiliza de vocais mais agressivos e graves, assim como em "Witch Hunt", que por vezes me lembram Chris Botehdal, O instrumental é intrincado, onde os teclados se destacam e reforçam a textura épica e progressiva da canção.

O álbum parece que só cresce a cada faixa, e "Touch of Course" surge como uma tempestade de riffs e melodias, trazendo peso e apuro técnico no instrumental, com várias mudanças de andamento. Matheus novamente mostrando várias nuances vocais, com suas interpretações que dão aquele ar teatral.

Incrível como se pode notar as inspirações que a banda cita, mas eles conseguiram juntar tudo isso e imprimir a sua personalidade, e na faixa "Phantom Star", que fecha o álbum, é provavelmente a tradução perfeita da sonoridade da banda, com seu Metal Cósmico, cinematográfico e Progressivo.

Carregada de peso, melodias marcantes e atmosferas densas, ela tem diversas mudanças de climas, partindo de trechos velozes e mais pesados a nuances mais "viajantes" e progressivas. Matheus mescla novamente linhas agressivas, limpas e melódicas. O refrão é épico e marcante.  Música para colocar no repeat!

Satisfatório ouvir  trabalhos excelentes como este, vários lançamentos muito bons este ano no Metal Nacional, e o Phantom Star certamente agradará os fãs de Heavy Metal feito com classe, músicas marcantes, atmosferas cativantes e cinematográficas. 

E se você se identificou com as inspirações do sexteto citadas no início desta matéria, assim como eu você vai amar este álbum.



******* ENGLISH VERSION BELOW****


Phantom Star: Classic, Cosmic, and Cinematic Heavy Metal


When we listen to an artist's album, there's much more to it than just the emotions the music evokes. It's the result of immense dedication, inspiration, hours spent composing, perfecting, and polishing each song. We can't know 100% what that final result represents to the artist; only they truly know.

But one thing I'm sure of is that all the hearts and minds involved in Phantom Star are proud of this debut. From the visual aspect, both on stage and in the promotional material, in the artwork for the singles and the album, with hand-painted vases by the artist Giovanne Bernardino, you can see all the care and professionalism of the band, which, combined with talent, feeling, and heart, is a sure thing.

Phantom Star found inspiration from names that transported the listener to epic and theatrical atmospheres, such as Virgin Steele, King Diamond/Mercyful Fate, Savatage, Queensryche, and Grave Digger, forging a sound with personality, leading us through narratives inspired by fictional stories and epic and fantastical themes, enveloped in heaviness, melody, and atmospheric and cinematic moods.

After three singles that showcased a bit of the identity of this Curitiba-based band, formed in 2024 by experienced musicians from the Metal scene, their debut full-length album will finally be available on streaming platforms and in physical format via Classic Metal Records on July 20th.

The self-titled debut opens with "Witch Hunt," the most recent single, and already presents Phantom Star's characteristics, with an epic narrative about the Inquisition, beginning with a keyboard that immediately announces this epic and dark atmosphere.

It's vigorous Heavy Metal, with a pulsating rhythm section, memorable melodies and riffs from the guitar duo, always supported by dramatic keyboard lines.

The vocals are full of theatricality, exploding into a chorus with resounding choruses (in the style that Accept consolidated), and the solos fit perfectly, with melody and dramatic touches.

"Edge of the Knife" begins with striking riffs, its more frenetic tempo creates an intense atmosphere, with intricate and melodic instrumentation, imprinting that horror and suspense film feel. The vocals bring drama in the style of the master King. The sequence, with "I Am the Storm", brings an epic atmosphere, with weight and melody, keyboard lines that bring depth.

And by this point we're already immersed in the "cosmic," epic, and cinematic Heavy Metal of Phantom Star, and we perceive the emphasis on instrumental work, with guitars that once again deliver masterful performances, featuring memorable riffs and solos that enhance the melody and atmosphere of the music. The vocals always strive to interpret each story. The choruses are strong and memorable, and the rhythm section delivers weight and technique in precise doses.

The brief instrumental interlude "Time" introduces the epic and progressive ballad "Chalice of Lies," a style that builds in the chorus, again highlighting the guitar work, a crucial element in Heavy Metal. The care and creativity the band put into the melodies, riffs, and solos of the guitar duo is noticeable, but of course, the instrumental work as a whole is very well crafted.

Immediately following is "Orpheus Quest," which begins with a melodious solo and traditional galloping riffs, featuring several tempo changes and atmospheres. Matheus uses more aggressive and deep vocals here, as in "Witch Hunt," which sometimes reminds me of Chris Botehdal. The instrumental is intricate, where the keyboards stand out and reinforce the epic and progressive texture of the song.

The album seems to grow with each track, and "Touch of Course" emerges as a storm of riffs and melodies, bringing weight and technical refinement to the instrumental, with several tempo changes. Matheus again shows various vocal nuances, with his interpretations that give it that theatrical air.

It's incredible how you can notice the inspirations the band cites, but they manage to bring it all together and imprint their personality, and the track "Phantom Star," which closes the album, is probably the perfect translation of the band's sound, with their Cosmic, cinematic and Progressive Metal.

Loaded with weight, striking melodies, and dense atmospheres, it has several mood changes, ranging from fast and heavier sections to more "trippy" and progressive nuances. Matheus once again blends aggressive, clean, and melodic lines. The chorus is epic and memorable. A song to put on repeat!

It's satisfying to hear excellent work like this, with many great releases this year in Brazilian Metal, and Phantom Star will certainly please fans of classy Heavy Metal, memorable songs, captivating and cinematic atmospheres.

And if you're committed to the inspirations mentioned at the beginning of this article, just like me, you'll love this album.

Tracklist:
Witch Hunt
Edge of the Knife
I Am the Storm
Time
Chalice of Lies
Orpheus Quest
Touch of a Curse
Phantom Star

Phantom Star Instagram 

Spotify 




domingo, 8 de setembro de 2019

Fifth Angel: Retorno Contundente de Veteranos do "US Metal"



O Fifht Angel, nobre representante do chamado "US Metal", surgiu em Seattle nos anos 80, ao lado de outros nomes de destaque no cenário Metal daquela região, como o Queensrÿche e o Metal Church, este último também representante do mesmo nicho, que como diferença do Metal europeu, trazia mais agressividade em seu som, apesar de também ter o cuidado com as melodias e riffs marcantes.

O Fifth Angel lançou dois álbuns nos anos 80, para depois encerrar precocemente suas atividades, retornando com membros originais para o tradicional festival Keep It True em 2010 e novamente em 2017 na Alemanha - o festival costuma trazer algumas bandas de volta a ativa, seja somente para o festival, ou até em definitivo - e após essa segunda aparição, ocorreu o convite da Nuclear Blast.

Então, sem poder contar com Ted Pilot e Ed Archer, uma reformulada banda com Ken Mary, Kendall Bechtel, assumindo também os vocais, e John Macko, partiram gravar um novo trabalho depois de longo hiato.


"The Third Secret" traz elementos tradicionais do US Metal, além do balanço muito bem executado entre o Heavy e o Hard, com algumas nuances mais atuais, mas prevalecendo a essência da banda. Com um trabalho destacado de guitarras e melodias certeiras, o álbum possui 10 faixas com um Metal impactante e poderoso, surpreendendo a quem poderia esperar algo um pouco datado.

Kendall tem atuação destacada, com uma voz de imposição forte e marcante, e o trabalho consistente da cozinha e as camadas de teclado, ajudam a preencher a sonoridade, que teve a produção assinada pelo membro fundador Ken K. Mary.

"Stars are Falling" abre o álbum mostrando que o Fifth Angel não retornou somente para tirar proveito de um certo saudosismo dos fãs, mas para recuperar o tempo perdido, com uma música com ótimo equilíbrio entre peso e melodia, destacando os vocais altos de Kendall. Faixa dinâmica, com nuances Hard Rock, refrão cativante, algo que a banda trabalha bem em suas músicas, e lembra algo de Dio, seja no estilo da música como nos vocais de Kendall.


"We Will Rise" mantém o pique no alto, com grande trabalho de guitarras e excelente refrão; as canções possuem um nível muito bom, e embora algumas tenham menos brilho, digamos assim, como "Queen of Thieves", que envereda por nuances mais modernas e do Melodic Power, temos outros grandes atos, como a pesadíssima "This is War" e a pegada 80's de "Hearts of Stone" e seus riffs galopantes.

Destaque também para a balada "Can you Hear Me" e a faixa título, "The Third Secret", com seu andamento cadenciado, baixo bem marcado, teclados dando um clima tenso. Lembrou-me algo do Sabbath era Tony Martin.

Fifth Angel: Line-up atual
O Fifth Angel a despeito de tudo que ocorreu durante esses longos anos, retorna com um álbum forte e atual, com ótimo trabalho de guitarras, tendo composições que se destacam, e embora seja uma pena a saída de Kendall Bechtel, sem dúvida um fator determinante no excelente resultado deste álbum, a banda está com a moral elevada e com um grande material em mãos, tendo ótimas possibilidades de, desta vez, ter uma continuidade e melhor sorte na sua caminhada. 

Texto: Carlos Garcia
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica:
Banda: Fifth Angel
Álbum: "The Third Secret" 2019
Estilo: Heavy Metal, Hard/Heavy, US Metal
País: USA
Selo: Nuclear Blast/Shinigami Records


Line-up (gravação do álbum)
Kendall Bechtel: Vocal, Guitarra e Teclados
John Macko: Baixo
Ken K. Mary: Bateria, Teclados

Line-Up Atual:
Ed Archer: Guitarra
John Macko: Baixo
Ken Mary: Bateria
Steve Carlson: Vocais
Ethan Brosh: Guitarra

Tracklist:

1. Stars are Falling
2. We Will Rise
3. Queen of Thieves
4. Dust to Dust
5. Can You Hear Me
6. This is War
7. Fatima
8. The Third Secret
9. Shame on You
10. Hearts of Stone