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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Joel Hoekstra’s 13: Uma Aula de Hard Rock com Estrelas do Gênero

Frontiers Records (Imp.)

Por Silvia Kucek

Joel Hoekstra's 13 mantém a originalidade do guitarrista em novo álbum

Joel Hoekstra é um dos guitarristas de maior relevância e originalidade em seus riffs atualmente. Suas participações longevas no Whitesnake e Trans-Siberian Orchestra mostram como ele merece ter a atenção pelo talento que carrega e, agora, mais do que nunca em seu projeto solo, Joel Hoekstra’s 13, em um redesenho de hard rock bem feito no novo álbum “From The Fade”, que conta com um time de peso em sua gravação: o baterista Vinny Appice (Dio, Black Sabbath), o baixista Tony Franklin (Blue Murder, The Firm), o tecladista Derek Sherinian (Dream Theater, Sons of Apollo) e o vocalista em ascensão do momento, o indiano Girish Pradhan (Girish and The Chronicles, The Nail).

Esse disco é feito para aqueles entusiastas do hard rock farofa do final dos anos 80, começando com um riff marcante e explosivo, pesado. “You Can Give” carrega toda a aura de hino do rock, um vocal divertido e perfeito para tocar em qualquer momento do dia. 

“The Fall”, uma power ballad que mostra todo o potencial e coloca o público para conhecer Girish Pradhan, mostrando como é um nome promissor dentro do ocidente. Enquanto isso, “Lifeline” já tem uma sonoridade mais pop, mais moderna, aquelas músicas que dá vontade de levantar da cadeira e dançar - ela como single e ao vivo é algo que apostaria para ver.

Da mesma forma que um bom disco de hard rock, a balada “Will You Remember Me” chega e nos lembra que Joel Hoekstra faz parte do Trans-Siberian Orchestra. A rouquidão de Pradhan também é muito característica, confortável, como se a música servisse como uma luva. 

A seguir, temos um punch com o riff de "Misunderstood", que em certos momentos lembram “Time” do Angra - pode ser loucura minha? Não sei explicar, mas o sentimento gostoso de querer cantar junto é o mesmo. 

Um pouco mais sombria, “Start To Fight” soa como uma trilha sonora de filme de ação, com os backing vocals se destacando - trabalho esse que ficou na mão de Jeff Scott Soto. Ela segue na mesma linha que “All I’d Do”, que possui teclados virtuosos no começo e um refrão mais tranquilo que a música. Um pouco filler, “Free To Be” mostra seu potencial no solo após a metade da música, com uma mistura divertida da guitarra em conjunto ao teclado.

Tendo um pouco mais de seis minutos, “The End of Me” merece um parágrafo só dela. A música também traz uma lembrança de Trans-Siberian Orchestra muito forte que, assim como a faixa seis, contém uma atmosfera mais obscura, pesada, tendo solos de teclado e de guitarra, sendo uma ótima favorita por ter altos e baixos, nos fazendo querer que dure mais. 

A romântica “Quite the Ride” fecha o disco, música que Vinny Appice tem um protagonismo sútil com a bateria, carregando a música sem você perceber. Esse álbum termina mostrando ser divertido para os fãs dos músicos compositores, por conter bastante da personalidade musical de cada um.

“Como sempre com os álbuns do Joel Hoekstra’s 13, eu compus um estilo de música que me inspirou a pegar a guitarra e tentei focar em MÚSICAS para vocês curtirem, não apenas solos de guitarras autoindulgentes. [...] Um GRANDE abraço para Vinny Appice, Tony Franklin, Derek Sherinian, Girish Pradhan e Jeff Scott Soto por dar vida à essas músicas! Espero que todos gostem do “From The Fade assim como eu gostei de fazê-lo!”

Mike Polito


terça-feira, 17 de abril de 2018

Appice: Irmandade de Peso



O projeto Appice é a junção dos dois irmãos e influentes bateristas, Carmine e Vinny Appice. Carmine, o mais velho e experiente, é uma referência no instrumento, criando muitas técnicas e possuindo um estilo bem marcante, tendo no currículo bandas e artistas como Cactus, Rod Stuart, Vanilla Fudge, King Kobra, além de projetos como Beck, Bogert & Appice. Vinny, não menos importante, com sua pegada e técnica, tem em sua história grupos como Black Sabbath, Dio e Heaven and Hell, o que bastaria para ter um lugar de destaque no hall da fama do Rock pesado.

O álbum “Sinister” não traz surpresas em termos sonoros, felizmente! Pois o que ouvimos é Classic Rock, Hard e Heavy Metal clássico de qualidade, na veia de Whistesnake, Dio, Blue Murder e outros. As novidades ficam mesmo por conta dos irmãos se dividindo entre as músicas e também em algumas tocando juntos, sendo que podemos ouvir cada um deles em um canal diferente. Dessa forma fica muito legal perceber o estilo de cada um deles, que embora praticamente sigam a mesma escola, possuem suas personalidades, com Carmine mais clássico, rápido e técnico, e Vinny com mais pegada e muito groove, embora também muito técnico.

Carmine e Vinny
Outro atrativo são os convidados que aparecem durante as 13 faixas do álbum, como Craig Goldy, Joel Hoekstra, Paul Shortino, Tony Franklin, Erick Norlander e Phil Soussan. A cada faixa temos então sempre um time de músicos de categoria, e todos esses pontos culminam em um álbum de Hard/Heavy muito bom, e ainda com algumas faixas que se sobressaem. A capa também ficou muito legal, com um lado de cada face dos irmãos costurada, no melhor estilo “Frankenstein”.

A faixa título abre o álbum com muito peso e pegada, e, principalmente, quebradeira "baterística". Carregada de energia, alternando trechos cadenciados e rápidos. Para falar já sobre as faixas de destaque,  a segunda faixa, “Monsters and Heroes” merece ser citada, pela bela homenagem a Ronnie James Dio, amigo pessoal dos irmãos. Um Hard/Heavy com groove e com um grande refrão. E claro, uma letra repleta de citações. Destaque para os vocais de Paul Shortino e o vídeo bem legal, em que os irmãos ficam fazendo alguns malabarismos, como trocar baquetas um com o outro.

Sobra groove na cadenciada "Killing Floor", e aqui os irmãos contam com Craig Goldy na guistarra e Chas West nos vocais. Nestas 3 primeiras os brothers se dividem na bateria, e podemos ouvir Vinny  canal esquerdo e Carmine no direito; em "Danger", Vinny assume a batera, destacando os vocais de Jim Crean, neste Heavy clássico, numa linha bem Dio.


Em "Drum Wars", faixa praticamente instrumental, destaca o  "duelo" dos irmãos, onde podemos ouvir mais claramente cada um mostrando suas habilidades, com Carmine podendo ser ouvido no canal direito e Vinny no esquerdo; Carmine assume as baquetas solo em "Riot", que relembra os tempos de Blue Murder, nesta faixa composta por John Sykes e que abriu o álbum homônimo do grupo de Carmine e Sykes. Os vocais aqui ficaram a cargo de Robin McAuley. 

"Suddenly" é bluesy e cheia de groove, numa linha bem Whitesnake clássico, com Shortino lembrando bastante o estilo de Coverdale. Aqui Vinny inicia e Carmine assume depois, para em seguida se alternarem na bateria; O Heavy/Hard de "In the Night" tem uma pegada contagiante, com refrão pegajoso, e traz Ron Bumblefoot esmerilhando a guitarra. A bateria aqui ficou por conta do irmão mais velho; Em "Future Past" Vinny assume a bateria, em uma faixa cadenciada, pesada, com teclados ao fundo, que segue uma linha bem Dio. Craig Goldy marca presença nas guitarras e algumas linhas de baixo.


"You Got Me Running" Carmine, além da bateria, assume os vocais, mostrando bastante competência. Classic Rock com suingue; "Brother in Drums" soa bem setentista, destacando a voz rouca de John Carridi; em "War Cry" a classe de Joel Hoekstra se faz presente, neste Hard 70's composto em parceria com os irmãos Appice e Paul Shortino. Os irmãos novamente se alternam, e temos vários momentos com muito groove; fechando o álbum, "Sabbath Mash", que como o nome dá pistas, é uma homenagem a um dos pais do Rock pesado, onde Vinny e banda, tendo Jim Crean nos vocais, apresenta um mash up com clássicos do Sabbath.

Um álbum onde além de mostrarem sua técnica e estilo, os irmãos Appice proporcionam excelentes momentos de prazer aos ouvidos, com "Sinister" trazendo Hard/Heavy e Classic Rock bem feito, contando com um time de grandes músicos convidados, nos dando momentos bem interessantes semeados entres as 13 faixas. Parece ter sido feito em um clima de descontração, o que traz uma atmosfera muito boa.

Texto: Carlos Garcia



Tracklist
1. Sinister
2. Monsters And Heroes
3. Killing Floor
4. Danger
5. Drum Wars
6. Riot
7. Suddenly
8. In The Night
9. Future Past
10. You Got Me Running
11. Bros In Drums
12. War Cry
13. Sabbath  Mash      

Canais Oficiais:
Carmine Appice
Vinny Appice


     

quarta-feira, 12 de março de 2014

WAMI (White Appice Mendonza Iggy): Mais um Supergrupo na Área?

Novo Supergrupo na área? Doogie, Iggy, Appice e Marco
O baterista Vinny Appice confirmou sua saída do Kill Devil Hill,  que já efetivou Johnny Kelly (Type O Negative, Danzig, Pale Horse Named Death), sendo o motivo principal, segundo ele, para concentrar-se em seus outros projetos, e um desses projetos é o WAMI, cujo nome é formado pelas iniciais dos integrantes.


O grupo é formado por Vinny (bateria), Doogie White (vocais), Marco Mendonza (baixo) e o jovem guitarrista polonês Iggy Gwadera.

O jovem guitarrista Iggy impressionou Marco Mendonza durante a passagem do Thin Lizzy na Polônia, em 2012, que ficou ainda mais surpreso quando descobriu que o excelente instrumentista tinha somente 16 anos. 


Vinny descreve o som da banda como sendo "Heavy Rock de alta qualidade, melódico e muito bem tocado". Destaca ainda que o som é pesado, mas não "dark" como o Sabbath, por exemplo.

O debut, batizado "Kill the King", será lançado em maio pela Metal Mind, e o tracklist e uma das faixas (Wild Woman) você confere logo abaixo.

Pela amostra que ouvi em "Wild Woman", e pela formação, com exceção do jovem Iggy, de músicos conhecidos e com um mesmo know-how, espero um som mais clássico, mais a cara do Appice.


Texto/Edição: Carlos Garcia



Tracklist:
01. The Rider
02. Young Blood
03. One More For Rock’n'roll
04. Guardian Of Your Heart
05. Transition
06. The Resistance
07. Exodus (The Red Sea Crossing)
08. Heart Of Steel
09. Wild Woman (You Oughta Know)
10. Get Out Of My Way
11. I Don’t Wanna Lose You