Mostrando postagens com marcador 2017. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 2017. Mostrar todas as postagens

domingo, 18 de fevereiro de 2018

Bad Bebop: composições diretas e ao mesmo tempo trabalhadas


Resenha: Renato Sanson


Um pouco mais de três anos de atividade e já temos o primeiro full dos curitibanos do Bad Bebop, que investem em uma pegada alternativa passando por momentos mais sujos do Stoner ao Thrash Metal, trazendo um mix de influencias que tornam “Prime Time Murder” (17) um disco diversificado e de audição agradável.

Mesmo que não mantenha uma linha as faixas apresentam a mesma essência e é essas alternâncias que tornam a música do Bad Bebop interessante, pois vamos de momentos mais enérgicos como em “D.O.A” à nuances mais calmas e belas em “River” e momentos totalmente alternativos em “Gone Wrong”, mas sem soar descaracterizadas.

Tanto a produção como a parte gráfica (belíssimo Digipack em três abas) casam com a sonoridade e mostram todo o profissionalismo e preocupação com sua musicalidade, que transborda feeling e bom gosto.

Composições diretas e ao mesmo tempo trabalhadas, nada de complexidade exagerada, mas também nada somente pelo feeling, um bom equilíbrio que transforma “Prime Time Murder” em um álbum de fácil assimilação e muito gostoso de se ouvir.

Links de acesso:

Tracklist:
1. D.O.A.
2. Deceiver
3. Vicious
4. Gone Wrong
5. 22
6. Trouble
7. Greed
8. River

Formação:
Juliano Ribeiro - Vocais, baixo
Henrique Bertol - Guitarras
Celso Costa - Bateria

domingo, 11 de fevereiro de 2018

Miasthenia: solidificando seu nome no topo do Metal Extremo nacional

Resenha por: Renato Sanson


O Black Metal nacional sempre foi rico e ao mesmo tempo diversificado, se temos bandas que soam tão ríspidas e angustiante quanto o estilo pede, também temos as que se baseiam em nossas culturas e trazem ao estilo mais obscuro da vertente todos esses elementos que só engrandecem a nossa musicalidade extrema.

O Miasthenia de Brasília traz em “Antípodas” (17) a sonoridade obscura do Black Metal aliado a temas sul-americanos, como o próprio nome do álbum mostra, já que antípodas é uma palavra que se refere as regiões do outro lado do mundo, mostrando como os cristãos da Europa enxergavam os povos da América do Sul.

A musicalidade em si vai além do Black Metal, pois a veia Pagã é muito forte, o que deixa sua música diversificada e ao mesmo tempo agressiva, onde os climas de teclados criados pela vocalista Hécate são formidáveis, assim como suas linhas vocais que narram cada acontecimento com a emoção necessária de cada faixa. Os riffs e solos são muito bem explorados e dão a sinergia ideal com as linhas de bateria.

O 5° disco de estúdio dos brasilienses solidifica ainda mais o nome do Miasthenia no topo do Metal Extremo nacional, com uma sonoridade bem peculiar e abordando temas da nossa terra com muita inteligência e perspicácia.


Links:

Formação:
Hécate - Vocais, teclados
Thormianak - Guitarras, baixo
Nygrom - Bateria

Tracklist:
1. Ymaguare
2. Novus Orbis Profanum
3. Conjupuyaras
4. Antípodas
5. Ossário
6. 1542
7. Araka’e

8. Bestiários Humanos

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Pop Javali: Continuando Seu Legado



O calor das dificuldades é algo comum nas derivadas porções dentro da vida, e por mais que perdemos e caiamos após derrotas, a vontade de querer tentar seguir em frente não abala o espirito do ser humano, analogia essa que também é cabível dentro da música, onde o mercado é bastante disputado e concorrido para poder ter reconhecimento. Driblando as dificuldades, o Pop Javali, de Americana (SP), continua querendo chegar ainda mais alto nos seus objetivos com o mais novo e terceiro disco da carreira,“Resilient”. 

A bagagem do trio não economiza experiência, pois durante esses 25 anos de carreira, o Javali coleciona abertura de shows pra grandes nomes do Rock mundial e uma bem sucedida turnê pela Europa, que resultou num material ao vivo (Live In Amsterdam, de 2016). E o Hard Rock alternativo, calcado de influências tradicionais dentro do gênero, continua rendendo em “Resilient”, só que com mais agressividade e tensões mais carregadas, mostrando que não estão parados no tempo e deixando a sonoridade da banda cada vez mais única. 

Neste trabalho, o trio contou novamente com os irmãos Andria e Ivan Busic na produção, no Busic Produções, em São Paulo, incumbido pela realização da mixagem e masterização também. E pelas mãos da dupla é captada uma sonoridade bastante moderna e densa, colocando peso e melodia em única paragem; a capa, criada pelo João Duarte, evidencia a linguagem musical do disco, diferido pelos cacos de vidro quebrados, atingidos pela energia das faixas. 


Difícil rotular a sonoridade de “Resilient”, visto que cada música nos leva a ter diferentes surpresas, e é dessa forma que o trio consegue impor um jeito musical único, determinando dinamismo que vai além do imaginado, provado de timbres ofensivos e intensos, fazendo com que o álbum soe primoroso. 

Os primeiros realces ficam por conta da pesada “Hollow Man”, flertando tempos alternados e linhas de vozes rusticas; “Drying The Memories” segue na mesma expressão, só que mais arrastada e compacta, trilhada de solos pra lá de virtuosos; “Reasonable” demonstra rastros arrojados, conduzido por uma pegada de bateria versátil e tangíveis melodias de voz; “We Had It Coming” assenta pontos mais laborados, com melodias abertas e refrão fascinante, moldado pelas sólidas linhas de guitarra e baixo; “Turn Around” obtém o clima vintage, voltado a elementos do Hard Rock setentista através de arranjos limpos e requintados.


“Broken Leg Horse” dosa características mais clássicas, cingida de vestígios que alude ao Rock N’ Roll com riffs intricados e solos bem técnicos, usufruído de intensidade e forte assimilação; “Undone” vem com atmosferas sedosas, apostando em extensões mais Progressivas sem deixar o peso de lado; “Resilient” é abastecida de agressividade, tornando-se a faixa mais Heavy Metal do disco, apesar de haver tempos mais melodiosos e vigorosos; “Renew Our Hopes” nos prende pela exuberância que a música carrega, transmitindo ações delicadas e sutis, fluido pelos puros arranjos vocais e das esmeras linhas de guitarra.
Sem mais delongas, o Pop Javali mostra competência em poder chegar ainda mais longe, e “Resilient” indica que o trio continua no caminho certo.

Texto: Gabriel Arruda
Edição/Revisão: Carlos Garcia
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica
Banda: Pop Javali
Álbum: Resilient
Ano: 2017
País: Brasil
Tipo: Hard Rock/Progressivo
Gravadora: Voice Music
Assessoria de Imprensa: Som Do Darma

Confira entrevista com a banda AQUI

Formação
Marcelo Frizzo (Vocal / Baixo)
JaederMenossi (Guitarra)
Waldemar “Loks” Rasmussen (Bateria)

Track-List
1. A New Beginning
2. Hollow Man
3. Drying The Memories
4. Reasonable
5. We Had It Comming
6. Shooting Star
7. Turn Around
8. Broken Leg Horse
9. Undone
10. Show You The Money
11. Resilient
12. Renew Our Hopes

Contatos

     

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Killepsia: procurando o trilho correto

Resenha: Renato Sanson


As nuances progressivas são bem-vindas quando impostas com cuidado, até mesmo para não cair em um mar sem volta ou em repetições técnicas enjoativas.

O quarteto porto-alegrense Killepsia soltou no mercado em 2017 seu primeiro EP autointitulado, que traz essa mescla progressiva com outros elementos que vão além do Rock, mas sim tento misturas de MPB e Jazz.

A faixa que abre os trabalhos, “Role Model”, mostra uma perspectiva diferente, pois além de ser cantada em inglês (a única do trabalho) mostra boa variação e elementos interessantes, o que no decorrer do trabalho acaba não acontecendo, tendo um emaranhado de influencias e variações que lembram momentos de bandas como Yes e Fates Warning, mas nada que fique marcado na sua cabeça, assim como sua parte lírica e também pelas linhas vocais que não encaixam com a proposta.

A produção é satisfatória e para uma estreia está em bom nível. O que falta é um pouco mais de identidade e saber dosar esse trilho chamado Prog Metal ou Rock Progressivo.

Links:

Formação:
Ian Ge Eff - Vocais, baixo
Vicente Telles - Vocais, guitarras
Giuseppe Oppelt - Guitarras
Rafael Severo – Bateria

Tracklist:
1. Role Model
2. Bordado
3. Império
4. Incertezas

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Worsis: uma estreia mais que sólida e empolgante

Resenha: Renato Sanson


Uma porradaria destemida e insana! Assim defino o Debut dos gaúchos da cidade Ipê, Worsis, que lançam um esmagador de crânios em formato sonoro chamado “Blinded By The System” (17).

Thrash Metal na sua mais pura essência com toques de Hardcore, mantendo a insanidade entre a escola americana e alemã, algo que como se tivéssemos a fusão de Exodus e Testament com a pegada mais old school do Sodom.

Riffs brutos e diversificados, aquele típico riff cantado que faz você perder o pescoço. As linhas vocais são rasgadas e agressivas e a cozinha é um murro nos cornos com tamanho peso e agressividade.

“Sisyphus” e “País Sem Leis” são ótimos cartões de visita e mostram a intensidade e energia do quarteto gaúcho, que não economiza e não deixam o ouvinte descansar, aqui é chumbo atrás de chumbo!

A produção feita por Thiago Caurio e a mixagem de Benhur Lima colaboram para essa sonoridade violenta e monstruosa que apresentam, pois tudo soa límpido e no seu devido lugar, sem espaço para artificialismos ou modernidade exagerada. O trabalho gráfico do artista Hugo Silva também é muito bem feito e casa com a musicalidade, lembrando algumas capas do final dos 90, em uma arte rica em detalhes e ao mesmo tempo rustica.

Mais uma promessa nasce no Sul do país e mostram que não estão para brincadeira, uma estreia mais que solida e empolgante.

Links:

Tracklist:
01 Sisyphus
02 País Sem Leis
03 Echos of Pain
04 False God
05 Slaves of Corruption
06 What Remains of the Future?
07 Still Resisting
08 Under Mud
09 Facing the Worms
10 Manipulados Pelo Sistema
11 Born to Bleed

Formação:
Alvaro Jr. Verdi (Vocal/Guitarra)
Ale Mussatto (Bateria)
Eduardo Mazui (Baixo)
Lucas de Barros de Lima (Guitarra)




domingo, 7 de janeiro de 2018

Tchandala: bem dosado, trabalhado e cheio de momentos marcantes

Resenha: Renato Sanson


Mesmo estando em 2018 os lançamentos de 2017 ainda ecoam e um deles é o novo trabalho dos sergipanos do Tchandala, que lançaram seu terceiro disco da carreira, “Resilience”, vindo cheio de melodias, peso e boa modernidade.

A banda sempre investiu no Heavy Metal tradicional e pulsante, mas neste novo álbum abrem os horizontes e uma gama sonora moderna toma conta, o que fez muito bem a musicalidade do grupo, respirando novos ares sem perder suas características.

“Resilience” é aquele típico trabalho que você fica empolgando desde a primeira ouvida, impossível não curtir logo de cara as melodias de “The Flame” ou o dueto vocal entre Iuri Sanson (ex-Hibria) e Dejair em “Valley of Greed”.

A produção (com mixagem e masterização de Marcos Franco do Revolusom Estúdio) é muito boa e soa bem orgânica, mesmo a sonoridade tendo uma veia mais moderna, o Tchandala não investiu em timbres artificiais, mas sim com muito peso e equilíbrio, deixando o álbum gostoso de se ouvir do começo ao fim. Em termos gráficos uma bela capa com um belo layout, do tamanho da grandeza de sua música.

Vale destacar também a participação de Tim Owens em “Caesar” em uma composição explosiva e agressiva.

Bem dosado, trabalhado e cheio de momentos marcantes. “Resilience” crava a bandeira do Tchandala na cena underground e mantém a chama mais do que viva!


Links:

Tracklist:
1. The Flame
2. Labyrinth
3. Valley of Greed
4. Lamento do Velho Chico
5. Tears of River
6. Echoes Through the Fourth Dimension
7. Flatland
8. Shadows
9. Father’s Spirit
10. Caesar
11. Resilience
12. Echoes Through the Fourth Dimension

Participações especiais:
Tim “Ripper” Owens - Vocais em “Caesar”
Iuri Sanson - Vocais em “Valley of Greed”
Renan Fontes - Vocais em “Echoes Through the Fourth Dimension”
Clarice Pawlow - Vocais em “Echoes Through the Fourth Dimension”
Dan Loureiro - Vocais adicionais em “The Flame”, corais
Luana D’Almeida - Vocais adicionais em “Caesar”, corais
Marcos Franco - Corais
Pedro Teles - Corais
Tnoy Souza - Teclados em “Echoes Through the Fourth Dimension”
Will Moreira - Teclados em “Caesar” e “Shadows”
Jack Ferreira - Teclados em “Father’s Spirit”

Formação:
Dejair Benjamim - Vocais, corais
Thamise Ducci - Guitarras
Rafael Moraes - Guitarras
Sandro Souza - Baixo
Pablo Rubino - Bateria, corais



domingo, 17 de dezembro de 2017

Entrevista - Jim Peterik: "Eu faço isso como uma necessidade de comunicar minha música para tantas pessoas quanto eu puder"




Um exímio criador de hits e grandes canções, um músico que experimentou o sucesso comercial, vendendo milhões de álbuns, colocando músicas no topo dos charts já aos 19 anos, com o Ides of March nos anos 70, e mais tarde, nos anos 80, premiado com um Grammy  e indicado a um Oscar de melhor canção. Inspirou milhões de pessoas com canções como "Eye of the Tiger", que é praticamente um patrimônio da humanidade.  (English Version)

Escreveu também muitas canções para artistas e grupos como Sammy Hagar, Van Zant, Beach Boys, 38 Special, Cheap Trick e Reo Speedwagon. Segue produzindo e inspirando pessoas em seus trabalhos com o The Songs, Ides of March,  Pride of Lions, Peterik/Scherer, e mais recentemente com Scherer/Batten, projeto o qual traz canções suas e também sua produção.

Tivemos a oportunidade de conversar com esta verdadeira lenda da música, que nos falou um pouco mais desse novo projeto, e claro, algumas histórias de sua carreira. Confira:



RtM: Olá Jim, obrigado por arrumar um tempo para nos atender. Antes de falar sobre seu mais recente trabalho, o projeto Scherer/Batten, gostaria de voltar um pouco no tempo e perguntar se no início de sua carreira, precisamente no lançamento do primeiro álbum com o Ides of March, você imaginou um dia ser um vencedor de prêmios, como um Grammy, vender alguns milhões de álbuns, ter hits no topo das paradas ou ter uma música indicada para o Oscar? O quão longe você chegou em relação aos seus sonhos? 
Jim Peterik: (Ri muito!) Quando você tem 19 anos e com um álbum sendo o número um, você está vivendo o momento. Não estávamos a contemplar o sucesso a longo prazo ou o impacto sobre o qual teríamos em um âmbito maior dentro do cenário. Então eu tenho que dizer que eu ultrapassei meus sonhos de jovem. E por uma distância considerável!


RtM: Eu estava lembrando uma entrevista que li há muito tempo, onde você falou sobre a inspiração para escrever "Vehicle", que se tornou seu primeiro grande sucesso. Gostaria que você nos lembrasse um pouco da história desta música, especialmente para os fãs e leitores mais novos, e descreva-nos como você se sentiu no momento, vendo que a música acabou tendo uma grande repercussão? 
Jim Peterik: Para explicar brevemente, eu escrevi "Vehicle" para ganhar minha namorada. Eu acho que funcionou, porque Karen e eu já estamos casados e felizes há 45 anos!

"Eu tenho uma palavra de alegria e otimismo para compartilhar que não tem nada a ver com o comércio. Trata-se de paixão!"
RtM: Nos anos 80 você criou vários sucessos com o Survivor, uma direção muito diferente do Ides of March. Quando você começou a banda, o que você tinha em mente para o Survivor? Você já imaginava o tipo de som que você queria? Algum artista ou banda em particular o inspirou naquele momento? 
Jim Peterik: Frankie e eu começamos a banda no inverno de 1977. Nosso objetivo era fazer Hard Rock e Melodic Rock. Tenho certeza de que o Foreigner estava em nossas inspirações, com seu som poderoso e mainstream. E um grande vocalista.

RtM: E como você vê essa formação atual do Survivor, capitaneada por Frankie?
JP: Frankie obteve os direitos de usar o nome quando deixei a banda em 1996. Estou feliz por ele continuar a espalhar para muitos mais a música que criamos.

"Todo artista parece ter aquela música que se destaca e o define. A "Eye of the Tiger" é essa música para mim."
RtM: Bom, eu tenho que falar sobre "Eye of the Tiger", que é uma música que se tornou um hino, e sempre é lembrada em cenas que se referem à ação ou bravura em filmes, comerciais e eventos esportivos, sinônimo de luta e busca pela superação, além de ter recebido muitas versões e covers. Você escreveu tantas outras excelentes músicas, mas você poderia nos contar um pouco sobre a importância desta música em sua história? 
JP: Todo artista parece ter aquela música que se destaca e o define. A "Eye of the Tiger" é essa música para mim. As histórias que ouvi de pessoas de como aquela música influenciaram suas vidas são realmente mais valiosas para mim do que o lado monetário. Os relatos de pessoas superando doenças, longas jornadas e desafios alimentam minha alma diariamente


RtM: Belas palavras, "Eye of the Tiger" é realmente magnífica. Voltando ao presente, gostaria que você falasse sobre como começou a parceria com Marc Scherer, com quem você lançou o álbum "Risk Everything". Outro grande artista que você "descobriu". 
JP: Ao longo dos anos, tive pelo menos duas "quase" chances de trabalhar com Marc. Cada vez que eu ouvia seu seu incrível registro de tenor em algum estúdio adjacente, acabava pegando seu número, mas acabava perdendo! Finalmente nossas estrelas se alinharam e tem sido uma veia muito rica de inspiração mútua. Este último CD, "Battle Zone", de Marc Scherer/Jennifer Batten é o ponto culminante final.


RtM: Falando em descobrir e produzir novos talentos, temos o seu companheiro de Pride of Lions, Toby Hitchcock, outra ótima voz que você apresentou aos fãs do Melodic Rock. Abrindo um parêntese, gostaria que você falasse sobre Toby e seu trabalho com você no Pride of Lions. 
JP: Minha sobrinha, Kelly Ferro, me deu uma dica de um cantor que ela havia ouvido, quando ela estava fazendo uma audição para um programa de talentos da TV, de Dick Clark em 2002. Depois de finalmente contatá-lo (na primeira vez em um show do Ides Of March em sua cidade natal, Valporaiso, Indiana) ele veio e gravou (e participou de audição) no meu estúdio. Quando minha gravadora, a  Frontiers, o ouviu, concordou que eu tinha encontrado o cantor da minha nova banda, o Pride Of Lions.

"Finalmente nossas estrelas se alinharam e tem sido uma veia muito rica de inspiração mútua." (sobre a parceria com Marc Scherer)
RtM: Continuando com a parceria com Marc, gostaria que você nos dissesse sobre como surgiu a ideia do projeto Scherer/Batten e como foi o processo de escolha das músicas que seriam parte do álbum, já que você procurou várias músicas, usando a expressão de Marc, do seu baú de tesouros? 
JP: Eu estava gravando um novo álbum com Marc, com algumas de minhas músicas favoritas do meu catálogo passado, que sempre senti que mereciam uma segunda chance. Nós trouxemos a incrível Jennifer Batten para fazer algumas guitarras no álbum, mas quando ouvimos seu trabalho incrível, nós sabíamos que ela estava destinada a ser mais que um músico contratado. Ela se tornou uma parte vital de uma poderosa nova entidade - Scherer/Batten. Como minha esposa, Karen, disse quando ouviu algumas músicas, ela disse: "Ela é como uma segunda voz". Nós três acabamos escrevendo 3 novas músicas para o álbum, incluindo a faixa-título.


RtM: Foi um achado trazer Jennifer Batten para o projeto. E como foi para trabalhar com ela? 
JP: É uma alegria trabalhar com ela. Sempre super preparada, criativa e focada.


RtM: Havia músicas com as quais vocês iniciaram a trabalhar, mas acabaram sendo excluídas?
JP: Sim. Havia algumas. Mas acho que escolhemos sabiamente.


RtM: Sobre as músicas que entraram no álbum, quais as que você gostou mais do resultado final? Eu preciso dizer-lhe que a nova versão para "The Sound of Your Voice", que foi gravada pelo 38 Special, achei incrível, mais vibrante e moderna.
JP: Essa também é uma das minhas faixas favoritas. E Jeff Carlisi, Don Barnes e Danny Chauncey adoram também!

Sessões de gravação com Jennifer Batten
RtM: E o processo de produção do álbum? Foi muito trabalho, devido o número de pessoas e grandes músicos envolvidos, e com agendas ocupadas?
JP: Todo mundo acabou concentrando suas forças neste álbum. Era uma "Rock Machine" bastante eficiente em comparação com a maioria.


RtM: A Frontiers já foi responsável por muitos retornos. Eles, ou algum outro selo, propuseram lançar um novo álbum do Survivor? Você já pensou  ou existe alguma possibilidade de lançar algo novo com a banda?
JP: Meus projetos atuais só incluem o Ides Of March - Pride of Lions - Scherer/Batten e The Songs. Todos novos e atuais.


RtM: Como você vê a indústria da música hoje em dia? Muitos artistas chegaram a dizer que não vale a pena fazer novas músicas ou gravar álbuns. O que você pensa sobre isso e o que o move para continuar a produzir e criar novas músicas?
JP: Eu faço isso como uma necessidade de comunicar minha música para tantas pessoas quanto eu puder. Eu tenho uma palavra de alegria e otimismo para compartilhar que não tem nada a ver com o comércio. Trata-se de paixão!


Rtm: Jim, mais uma vez obrigado pelo seu tempo para nos responder esta entrevista, nós amamos seu trabalho! 
Jim Peterik: Obrigado! Isso significa tudo para mim.


Entrevista: Carlos Garcia
Agradecimentos: Maggie Poulos e MIX Tape Assessoria
E claro, a Jimbo, por toda sua grande música.

Jim Peterik Site Oficial

 Jim's discography

Resenha do álbum Scherer/Batten





     


     


     


     

Interview - Jim Peterik: "I do this from the need of communicating my music to as many people as I can"



An accomplished hitmaker and great songwriter, a musician who experienced commercial success, selling millions of albums, putting songs at the top of the charts by age 19, with Ides of March in the 1970s, and later in the 1980s, winning a Grammy and nominated for an Oscar for Best Song. It has inspired millions of people with songs like "Eye of the Tiger", which is practically a patrimony of humanity.  (versão em português)

He has also written many songs for artists and groups such as Sammy Hagar, Van Zant, Beach Boys, 38 Special, Cheap Trick and Reo Speedwagon. He continues to produce and inspire people with his solo works and with Ides of March, Pride of Lions, Peterik/Scherer, and more recently with Scherer/Batten, a project which brings songs from him and also his production.

We had the opportunity to talk to this true music legend, who told us a bit more about this new project, and of course, some stories from his career. Check out:


RtM: Before we talk about the Scherer/Batten project, I would like to go back a little in time, and ask if at the beginning of your career at the time of the  release of the first album with Ides of March, you imagined one day to be a winner of awards such as a Grammy, selling a few million albums, having hits at the top of the charts, or having an Oscar-nominated song? How far have you come in relation to your dreams?
Jim Peterik: (Laughts) When you’re 19 with a number one record you’re living in the moment. We were not contemplating long term success or what impact if any we would have in the bigger scheme of things. So I’d have to say I’ve exceeded my young dreams. By a long shot!!


RtM: I was recalling a subject I read a long time ago, where you told about the inspiration to write "Vehicle", which became your first big hit. I would like you to remind us a bit of the history of this song, especially for younger  fans and readers, and describe to us how did you feel at the time, seeing that the song ended up having such a great repercussion? 
JP: The Cliff’s notes is that I wrote "Vehicle" to win back my girlfriend. I guess it worked because Karen and I have now been happily married for 45 years!

"I have a word of joy and optimism to share which has nothing to do with commerce. It’s about passion." 
RtM: In the '80s you made several hits with Survivor, a very different direction from Ides of March. When did you start the band, what did you have in mind for Survivor? Did you already imagine the kind of sound you wanted? Did any artist or band in particular inspire you at that time? 
JP: Frankie and I started the band in the winter of 1977. Our goal was to make hard, melodic rock. I’m sure Foreigner was in our sites with their powerful mainstream sound. And a great lead singer.


RtM: Well, I have to talk about "Eye of the Tiger", which is a song that turned out to be an anthem, and is always remembered in scenes that refer to the action or bravery in movies, commercials and sporting events, being inspiration to overcome obstacles, besides having received already many cover versions. You wrote so many other great songs, but would you tell us a little about the importance of this song in your story? 
JP: Every artist seems to have that one song that breaks out and defines him. Eye of the Tiger is that song for me. The stories I hear from people of how that song influenced their lives are really more valuable to me than the monetary side. The accounts of rising up over illness, long odds and challenges feed my soul daily.


And what do you think about this Survivor with Frankie and other musicians?
JP: Frankie obtained the rights to use the name when I left the band in 1996. I’m happy that he continues to spread the music we created to so many.

"Every artist seems to have that one song that breaks out and defines him. Eye of the Tiger is that song for me."
RtM: Beautiful words!! "Eye of the Tiger" is a amazing song. Well, going back to the present, I would like you to talk about how started the partnership with Marc Scherer, with whom you released the album "Risk Everything". Another great artist that you have "discovered". 
JP: Through the years I had at least two near- misses with working with Marc. Each time I’d hear his amazing tenor in some adjacent studio and get his number then promptly misplace it! Finally our stars align and it’s been a very rich vein of mutual inspiration. This latest cd, "Battle Zone" by Marc Scherer/Jennifer Batten is the ultimate culmination.


RtM: Speaking of discovering and producing new talent, we have your Pride of Lions companion, Toby Hitchcock, another great voice you presented to Melodic Rock fans. Opening a parenthesis, I'd like you to talk about Toby and his work with you on Pride of Lions. 
JP: My niece Kelly Ferro gave me a heads up on a singer she heard when she herself was auditioning for a Dick Clark talent TV show back in 2002. After i finally tracked him down (in the first row of an Ides Of March show in his hometown Of Valporaiso Indiana he came and recorded (and auditioned) at my studio. When my label Frontiers heard him they agreed I’d found the Singer for my new band Pride Of Lions.


RtM: Frontiers has already been responsible for many returns. Have they, or some other label, proposed to release a new Survivor album? Have you even thought about launching something new, or even considered any possibility?
JP: My current projects include the Ides Of March- Pride of Lions- Scherer/Batten and The Songs. All new and current.

"Finally our stars align and it’s been a very rich vein of mutual inspiration." (about the partnership with Marc Scherer)
RtM: Continuing on the partnership with Marc, I would like you to tell us about how the idea of ​​the Scherer/Batten project came about, and how was the process of choosing the songs that would be part of the album, since you searched for several songs, using Marc's expression, from your treasure chest? 
JP: I was recording a new album with Marc of some of my favorite songs from my past catalogue that I always felt needed a second chance. We brought in the amazing Jennifer Batten to do some guitar work but as we heard her awesome work we new she was destined to be more than a sideman. She became a vital part of a powerful new entity- Scherer/Batten. As my wife Karen said when she first heard a few songs she said: “She’s like a second voice”. The 3 of us ended up writing 3 brand new songs for the record including the title track.


RtM: And how was it to work with Jennifer? 
JP: She is a joy to work with. Always super prepared, Creative and focused.


RtM: There were songs that you started working on them, but they ended up being left out?
JP: Yes. There are a few. But I think we chose wisely.


RtM: About the songs that entered the album, which ones did you must like the final result? I need to tell you that the new version for "The Sound of Your Voice", which had been recorded by 38 Special, I thought it was incredible, more vibrant and modern. 
JP: That’s one of my favorite cuts too. And Jeff Carlisi, Don Barnes and Danny Chauncey Love it too!

Recording session with Jennifer Batten

RtM: And the process of producing the album? Was it a lot of work, because the number of people and great musicians involved, and with busy agendas? 
JP: Everyone kind of put their lives on hold for this record. It was pretty efficient rock machine compared to most.


RtM: How do you see the music industry nowadays? Many artists have come to say that it's hardly worth making new songs or recording albums. What do you think about it, and what moves you to continue producing and creating new music?
JP: I do this from the need of communicating my music to as many people as I can. I have a word of joy and optimism to share which has nothing to do with commerce. It’s about passion. 


RtM: Jim, I would like to ask many more things, but I do not want to take up too much of your time  to answer us, and let me say that we love your work! 
Jim Peterik: Thanks! That means everything to me.

Interview: Carlos Garcia
Thanks to: Maggie Poulos and Mixtape Media
And sure, thanks to Jimbo for the great music!

Jim Peterik's official Site 
Take a look at Jim's discography

Scherer/Batten Review




     


     


     


     

sábado, 9 de dezembro de 2017

Cobertura de Show: Tim "Ripper" Owens - Embaixada do Rock 04/10 - Celebração aos anos de Judas Priest


Em mais uma vinda do vocalista Tim "Ripper" Owens em terras brasileiras, a Mitnel Produções trouxe o vocalista, que se tornou conhecido pela sua passagem pelo Judas Priest, para dois shows no RS, parte de sua "Demolition & Jugulator  Celebration Tour"  , sendo a primeira noite no tradicional bar Embaixada do Rock, em São Leopoldo, chamada carinhosamente pelos bangers daqui como "São Hellpoldo".  

Localizada na região metropolitana da capital Riograndense (cerca de 36 km), um bom número de headbangers de vários municípios foram conferir a performance de Ripper, e ainda a abertura com a tradicional banda paranaense Dominus Praelii, na estrada desde 1999, e a Vakan, de Santa Maria.

A Embaixada, apesar de não ter um espaço muito amplo, mostrou ter boa estrutura, bem sinalizada, arejada, e também instalações que favorecem os aspectos sonoros, pois era possível ouvir em qualidade muito boa as bandas, numa boa altura e sem o som "embolar". Vale ressaltar também a campanha da Mitnel produções, que arrecadou ração para animais, as quais foram doadas para o projeto Focinhos de Rua em São Leopoldo (RS).


A Vakan, formada em 2010, que está para lançar seu primeiro full-lenght, e que mistura o Metal, sempre com ênfase nas boas melodias, a outros estilos, como música regional,  e a Dominus Praelii aqueceram o bom número de presentes, embora ainda houvesse muita gente do lado de fora, aguardando a atração principal. A Vakan deixou ótima impressão, e com certeza ganhou novos fãs e despertou curiosidade pelo trabalho que virá. Com performance segura e enérgica a experiente Dominus nos faz pensar que é uma pena tantas boas bandas como esta não possuírem maiores condições de desenvolver seu trabalho e lançar álbuns mais regularmente. O último trabalho de estúdio foi "Keep the Resistance", de 2010.


Após ao muito bom aquecimento com os paranaenses, o público já começa a se aglomerar para aguardar o show principal, parte da tour em que o ex-Priest celebra os álbuns "Jugulator" e "Demolition", e aos gritos de "Ripper! Ripper!", apelido que o vocalista recebeu em seus tempos de Judas Priest por causa de sua performance na clássica "The Ripper", já começam a ovacionar Tim, que estava com problemas de garganta, e isso causou certo temos quanto ao set-list.


Acompanhado por uma banda com excelentes músicos brasileiros, formada por Vulcano (guitarras, Hellish War), Kiko Shred (guitarras, grande talento da nova safra guitarrística nacional, que também está divulgando seu solo "Riding the Storm"), Will Costa (baixista, Higher) e o baterista Rod Rodriguez (Slippery), apesar de estar com a voz um pouco debilitada, Tim "Ripper" mandou ver com "Jugulator" já na abertura, para delírio do público. Esbanjando simpatia e segurança, a toda momento Tim brincava e se comunicava com a galera, sendo que em um momento deu uma pausa e pediu por uma cerveja gelada, e como estava demorando a chegar, desceu do palco e foi se dirigindo ao bar, passando pelo meio da galera, que se divertiu com a situação. O pedido do vocalista foi atendido, e com a garganta refrescada, seguiu com mais faixas dos álbuns homenageados.


Clássicos de outros álbuns do Judas também tiveram vez, e, apesar de não estar 100%, Tim não teve medo de apresentar "Painkiller", para vibração geral, mas o vocalista em tom de bom humor avisou que "Talvez o show acabe depois desta!". Com experiência dos anos na estrada, Tim mandou muito bem, driblando as limitações que o problema na garganta trouxe no dia do show. O vocalista brincou depois, respirando fundo e pedindo um tempo pra recuperar o fôlego, e que talvez era melhor cantar um blues agora.

Como era de se esperar, não faltou também a clássica "The Ripper", a marca registrada de Tim, além de "Electric Eye" e logo depois, seguindo o tom de descontração do espetáculo, o vocalista empunhou uma guitarra e fez as vezes de guitarra base, ensaiou alguns riffs, como da "Highway to Hell", para depois tocar a "Living After Midnight", a qual ele disse que era a única que tinha aprendido a tocar inteira.


Além das citadas, o público também vibrou com várias músicas da fase de Tim no Judas, como "Lost and Found", "Dead Meet" e "Bullet Train".  Após o show, o vocalista ainda atendeu vários fãs para fotos e autógrafos, sempre muito solícito e simpático, mostrando que além de um grande vocalista é também um verdadeiro ídolo. Fica também nossos parabéns à Mitnel Produções pelo evento de qualidade, e também pela bela atitude com a arrecadação de ração para animais, o que também ocorreu em Santa Maria, evento no dia seguinte, contando também com o vocalista Edu Falaschi (confira aqui).

Texto: Carlos Garcia
Fotos: Diogo Nunes

Agradecimentos: Mitnel Produções e Heavy & Hell Press

Mitnel Produções Facebook

Veja mais fotos do evento AQUI




quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Project46: De Peito Aberto!



Desde os anos 80, o Metal brasileiro revela nomes destacados em todos os subgêneros do estilo, partindo de contrastes mais agressivos aos melódicos e ásperos. Os famígeros nomes, claro, continuam escancarando níveis altos de relevância, com o seu lugar eternizado dentro da cena, e num futuro já não tão distante, darão lugar aos ascendentes grupos. Já não tão novo, sendo uma realidade, o Project46 é hoje talvez um dos nomes mais proeminentes do momento em solo nacional, convindo novamente das suas qualidades no seu terceiro disco, denominado “TR3S”.

Novamente o quinteto não oculta as características que definem sua identidade, com elementos de Thrash contemporâneo e Crossover, destacando a brutalidade indomável, temperada de velocidade e de coerções agressivas, propagando uma energia extrema e condensada. Melhor definindo, “TR3S” é um meio do caminho entre o “Doa A Quem Doer” (2011) e o “Que Seja Feita Nossa Vontade” (2014), conectando paulada, tapa na cara, rodo e cotovelada sem piedade, mas inovando as ideias sem ferir sua identidade, surpreendendo com a adição de excelentes melodias e fascinantes linhas vocais limpas.


A produção contou mais uma vez com a coordenação de Adair Daufembach, responsável por moldar a sonoridade do grupo desde o primeiro álbum e de orientar a banda a cantar em português, e se deram no estúdio do próprio, agora localizado em Los Angeles (USA), as gravações. E o resultado, tanto na mixagem e masterização, soa absurdamente perfeito, atribuído de um instrumental abrasivo e das melodias sendo executadas de forma distinta.

A arte, desenvolvida pelo artista Billelis, é focada em tons pretos e dourados, com três crânios, sendo o que está ao meio com o seu topo aberto, e os números 4 e 6 em algarismos romanos.
“TR3S” consegue demonstrar que a musicalidade do Project46 pode passear por variantes nuances, podendo ter a liberdade de arruinar paredes e destruir tudo o que há pela frente, sendo capaz de hipnotizar e agitar com direções asseadas e abertas. Refletindo sobre a realidade atual na parte lírica, dando a solução para os problemas que foram retratados no álbum antecessor. E as novidades no line-up ficam por conta do baixista Baffo Neto e do baterista Betto Cardoso, que deram mais peso e sustância na parte rítmica.

Debutando o disco, “Terra de Ninguém” inicia com agudas melodias de guitarra, não demorando muito pra demolir tudo com riffs certeiros e pausados, evidenciados pelo poder rítmico, que mostra variação e técnica no devido tempo; a rápida “Corre” é vultada de guitarras ganchudas, e de um andamento intenso e curto; “Pânico” firma direções furiosas, instalando harmonias azedas e riffs trincados, além do trabalho rítmico dinâmico e coeso; “Rédeas” engloba passagens cadenciadas, sinalizado de desconcertantes notas e o refrão cantado de maneira limpa; “Realidade Urbana” é outra que é conduzida por andamentos frenéticos, assimilando bem as influências de Thrash e Death Metal, completada por solos altamente elaborados.


“Marginal” desfila por trilhas mais tenebrosas e meio arrastadas, aliada a vocais sinistros, que são perceptíveis quando chega o refrão; “Pode Pá” é um dos pontos mais admiráveis do disco, que cativa pela eficiência vocal do Caio, transitando por vocais urrados e opressivos, com o Vini e o Jean ligando peso e melodia num só tempo nas 6 cordas (além do baixo estar soando cavernosamente bem), encantando os ouvidos com um solo envolvente e uma letra que te coloca pra cima.

 “Anônimo” traz módulos alternados, integrando timbres técnicos de guitarra e uma performance rítmica movimentada; “Um Passo a Frente” cativa de início com lindas melodias de violão, que logo já crescem com as levadas de bateria (puxando um baião) e com o groove das guitarras e do baixo, dão brilho ao refrão limpo e claro; a faixa-título, “TR3S”, fecha o trabalho de um jeito cheio, pregando toda a logística sonora numa só música: peso, melodia, solos fascinantes e vocais alternados.

O Project46 vem mostrando que o amadurecimento é o principal objetivo para a banda continuar alcançando vôos cada vez mais altos, e o “TR3S” é uma excelente resposta para encarar as futuras jornadas de peito aberto, faltando o mínimo para internacionalizar a marca do grupo.
“CORRE” pra adquirir o seu!

Texto: Gabriel Arruda
Edição: Carlos Garcia
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica
Banda: Project46
Álbum: TR3S
Ano: 2017
Estilo: Metal, Modern Thrash Metal
País: Brasil
Gravadora: Independente
Assessoria de Imprensa: Hoffman & O’ Brian

Formação
Caio MacBeserra (Vocal)
Vini Castellari (Guitarra)
Jean Patton (Guitarra)
Baffo Neto (Baixo)
Betto Cardoso (Bateria)

Track-List
1.    Terra de Ninguém
2.    Corre
3.    Pânico
4.    Rédeas
5.    Realidade Urbana
6.    Marginal
7.    Pode Pá
8.    Anônimo
9.    Um Passo a Frente
10. TR3S