terça-feira, 9 de agosto de 2011

Road to Metal Lança Promoção no Twitter


Para promover tanto o blog especializado em Metal e Classic Rock Road to Metal e a banda gaúcha de Death Metal Evil Emperor, estamos lançando via Twitter a promoção que sorteará dois split CDs oficiais da banda.

Chamado “Execution”, foi lançado “meio-a-meio” com a banda Corrossivo, contando com 4 canções da Evil Emperor, a saber, as agressivas “Maldição”, “Vobiscum Obscurum”, “Devoured By Inner Bestiality” e “Butcher of Souls”. Para ler resenha sobre o lançamento, clique aqui.


Corra ao Twitter e concorra a esse lançamento oficial!

Para concorrer, basta seguir no Twitter @roadtometal e dar RT na seguinte mensagem que nosso Twitter está postando: Dê RT, siga e concorra gratuitamente ao Split-CD “Execution” da http://kingo.to/LBy+".

O sorteio será realizado através do site sorteie.me, o melhor e mais utilizado em se tratando de promoções no Twitter.

Em breve, mais promoções com material e muitas outras bandas. Aguarde!


Enquanto isso, a banda liberou no seu canal do YouTube (clique aqui e veja) um vídeo da gravação do novo disco. Com duração de mais de oito minutos, a gravação mostra trechos de 4 canções inéditas que estarão no disco que sai ainda este ano pela Rotten Foetus Records, executadas pelo baterista André Rodrigues. Para assistir direto ao vídeo, cabsta clicar aqui.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Made in Brazil: Drowned – Disponibilizando Material Acessível de Qualidade


Drowned é uma banda natural de Belo Horizonte/MG, formada em 1994 que executa um Thrash/Death Metal moderno e de muita qualidade, mas só após um hiato de quatro anos conseguiram lançar sua primeira demo intitulada de “Where Dark And Light Divine...”.  Nesta época a banda contava com Fernando Lima (vocal), Thiago Rodrigues e Marcos Amorim (guitarras), Rodrigo Nunes (baixo) e Beto Loureiro (bateria). Este primeiro registro obteve excelente repercussão, levando o Drowned a participar de diversas coletâneas brasileiras.

Mas foi no ano de 2000 que eles conseguiram contrato com seu primeiro selo, o selo mineiro Cogumelo Records, uma parceria que levaria o Drowned a ser uma das bandas mais conhecidas do Metal nacional. Neste mesmo ano antes da gravação de seu primeiro álbum, Thiago Rodrigues deixa a banda e dá lugar a Rafael Porto. Após está pequena mudança, o Drowned lança no mercado seu primeiro álbum, “Bonegrinder”, com uma proposta de som não muito comum no Brasil, fazendo uma mescla de agressividade com muitas melodias e até mesmo incluindo algumas partes vocais limpas em seu som, não se prendendo a estilos, mas sendo original e criativo, ganhando muito status com a critica especializada.
Após o lançamento de “Bonegrinder” o Drowned parte para sua primeira excursão nacional passando por diversas partes do Brasil, mas está turnê acabou sendo interrompida devido o grave acidente de automóvel sofrido pelo guitarrista Marcos Amorim, sendo assim o Drowned só retomou suas atividades no ano de 2002.

Com a volta de Marcos, a banda lança um mini álbum chamado “Back From Hell”, onde contém algumas regravações e alguns covers, dando continuidade a turnê de divulgação do álbum “Bonegrinder”.

Eis que os anos de 2003, 2004 e 2005 seriam mais do que especiais para os mineiros, que entrariam numa seqüência matadora de lançamentos, começando pelo seu segundo álbum completo “Butchery Age”, com uma produção de alto nível e contando com o total apoio da Cogumelo Records, levando o Drowned a se tornar uma das primeiras bandas do país do gênero a ter um circuito de shows programado e controlado, que resultou em um total de 27 shows em todo o Brasil. Após esse estardalhaço na cena é lançado seu terceiro disco, “By The Grace Of Evil” onde é apresentado o novo guitarrista da banda, com a saída de Rafael Porto (após a turnê de divulgação de “Butchery Age”) dando lugar a Kerley Ribeiro, este novo petardo ainda mais agressivo e melódico consegue inovar e adicionar novos elementos em seu som, mas sem perder suas características agradando cada vez mais seus fãs. 

No ano de 2005 ainda divulgando seu terceiro trabalho o Drowned fez uma apresentação histórica no festival Porão do Rock, tocando para cerca de 30 mil pessoas e logo em seguida participou do show comemorativo de 25 anos da Cogumelo Records em Belo Horizonte, tendo um diferencial este show foi gravado pela Rede Minas e foi ao ar em horário especial dedicado ao evento, além de render para o Drowned o EP ao vivo “By The Evil Alive”.

Após mais uma mudança de formação com a saída do baixista Rodrigo Nunes sendo substituído por Wesley Ribeiro, o Drowned lança mais um grande álbum “Bio Violence” em 2006, um álbum que dividiria seus fãs, pois o Drowned sempre inovou a cada disco e nesse não seria diferente, sempre mantendo a agressividade característica do grupo, mas ainda mais melódico com grande variação rítmica e grande complexidade nos arranjos, levando os mineiros a um grande crescimento musical.

Este novo lançamento levaria o grupo a uma turnê fora do país para tocar em cinco países europeus entre março e abril de 2008 (Alemanha, Bélgica, República Tcheca, Áustria e Suíça).

Neste mesmo ano de 2008 o Drowned completava 10 anos de existência e para comemorar esta data tão importante, foram disponibilizados vários materiais raros em seu site para download gratuito.

Em 2009 a banda lança pela Cogumelo Records o álbum “Box Of Bones” onde contem gravações de diversas épocas e ainda contendo um DVD bônus, com vários registros ao vivo coletado durante as ultimas turnês.

No ano 2010 o Drowned em parceria com a banda Necroskinner lança em Portugal pelo selo Metal Soldiers o split – “Bone’s Out”, onde contem sete músicas inéditas da banda.

Neste ano de 2011 o Drowned sofre mais uma mudança de formação: o baixista Wesley Ribeiro deixa a banda e quem retorna é o ex-guitarrista Rafael Porto, mas agora assumindo o posto de baixista. Em março deste ano, os mineiros retornaram ao estúdio para lançar mais um grande álbum no mercado que já tem o nome de “Belligerent”, que tem previsão para sair em outubro deste ano.

Bom, você que não conhecia esta grande banda, fica ai um pouco da história destes guerreiros do Metal nacional que passaram por grandes dificuldades, mas nunca abandonaram seus sonhos se mantendo forte na cena e se tornando uma das bandas brasileiras mais respeitadas fora do país.

Banda é um dos maiores nomes do Thrash brasileiro

Estes guerreiros estão disponibilizando em seu site uma incrível promoção de seu merchandising oficial, com um preço que realmente vai espantar até o headbanger mais otimista, o Drowned disponibilizou sua discografia completa a venda por menos de 15 reais cada álbum e ainda uma super promoção contendo todos os discos mais as camisetas oficiais por um preço super acessível, e ainda são disponibilizados para download gratuito os dois álbuns ao vivo da banda.

Então você, headbanger que gosta de ter coleções completas, corra atrás da sua, pois sai mais barato comprar os álbuns originais do Drowned do que fazer o download. Corra a trás da sua, pois eu já garanti a minha!

Texto: Renato Sanson
Revisão/edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação
Confira estas grandes promoções nos liks abaixo:
Confira também a resenha do álbum “Bio Violence” feita aqui no Road To Metal

domingo, 7 de agosto de 2011

Folk Metal com Algo Mais: Lothlöryen Prepara Mais Um Grande Trabalho

Nova formação, nova temática: banda promete grande disco

Com o maior representante do Folk Metal brasileiro Thuatha de Dannan quase parado, outras bandas passaram a ser o foco de admiração e atenção pelos fãs do gênero que ainda não é muito comum no país (embora as principais bandas mundiais já tendo tocado por aqui).

E uma das que mais tem se destacado é a Lothlöryen. Oriunda de Machado, no estado de Minas Gerais, o grupo formado por Daniel Felipe nos vocais, Leko Soares e Alan Wagner nas guitarras, Marcelo Godde no baixo, Marcelo Benelli na bateria e Leo Godde nos teclados tem se destacado, sobretudo desde seu disco de estreia que agradou em cheio tanto os fãs da música Folk quanto os tolkianos de plantão (fã de J.R.R. Tolkien).

Formada em 2002, a banda lançou uma demo chamada “Thousand Ways to the Same Land” que os levou a participar de outra demo via revista Valhalla, logo assinando seu primeiro contrato e lançando o disco de estreia em 2005, o aclamado com destaques “...Of Bards and Madmen”.

O grupo abriu shows de grandes nomes, como Symphony X e Korpiklaani (uma das principais bandas de Folk do mundo), mas passou por uma mudança significativa na formação, com a saída do então vocalista Leo Oliveira e a entrada de Daniel Felipe.

Com o terceiro disco à caminho (planejamento é para este semestre de 2011), a Lothlöryen lançou o single “When the Madness Call” (2011), já apresentando a nova formação e uma evolução nítida na qualidade sonora e visual.

Além dessa mudança, o grupo está abandonando a fantasia tolkiana (que embora seja interessantíssima, 150264 bandas já se basearam-se nela) e optou por tratar, nesse disco, da Loucura (só conferir a capa que você entenderá).

É o que temos em “When the Madness Call”, música que tem tudo para abrir o novo disco dos mineiros. A banda traz peso, com guitarras cheias de distorções e um vocal que lembra Hansi Kürsch (Blind Guardian, Demons & Wizards), dando ainda mais peso ao som.

Cartaz de divulgação do último single

Claro, não podia ser Folk sem um refrão grudento. E a Lothlöryen acertou nesse também, sendo algo fácil de se cantar e uma letra simples mas efetiva.

A banda tem tudo para nos apresentar mais um grande disco de Folk Metal e, agora, com algo a mais que lhes tiram daquilo que já é comum no gênero, que é a fantasia.

Atualmente o grupo trabalha com a Die Hard Records, que pretende lançar e dar todo o suporte desse novo disco. Vamos voltar a ouvir falar bastante desse grande grupo nacional.

Texto: Eduardo Cadore

Fotos: Divulgação


Ficha Técnica

Banda: Lothlöryen

Álbum: When the Madness Call (Single)

Ano: 2011

País: Brasil

Tipo: Folk Metal

Selo: Die Hard Records

Formação

Daniel Felipe (Vocal)
Leko Soares (Guitarra)
Alan Wagner (Guitarra)
Marcelo Godde (Baixo)
Marcelo Benelli (Bateria)
Leo Godde (Teclados)

LinkTracklist


01.When the Madness Call


Acesse e conheça mais sobre a banda

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Discografia da banda

When Madness Calls – Single (2011)

Some Ways Back No More – CD (2008)

My Mind In Mordor – Single (2008)

Hobbits’ Song – Single (2007)

…of Bards and Madmen – CD (2005)

Thousand Ways To The Same Land – Demo (2003)

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Winds of Plague: Buscando Novos Caminhos no Deathcore

Deathcore que epode supreender positivamente os headbangers menos radicais

O Deathcore é um subestilo recente e que não tem meio termo, ou você ama ou odeia sem restrições. O fato é que ele em si é um estilo limitado, sendo muito difícil buscar novas sonoridades e o caminho comum é muito mais atraente.

Entre as bandas que buscam novos caminhos e que vem ganhando cada vez mais destaque é a Winds of Plague. Confesso que nunca dei muito atenção para os caras porque vendo vídeo clipes como de “Impaler” sempre achei os caras com uma pinta de rappers, rsrsrsrs.

Pois bem, depois de ouvir tantos elogios, fui conhecer de cabeça aberta o novo trabalho desses californianos e posso dizer para os amigos do blog que a coisa não é tão ruim como eu pensava. Na realidade, “Against The World” (2011) é bom, muito agressivo, sinfônico e, pasmem, extremamente técnico.

O que difere o WOP da grande maioria é o uso correto de elementos sinfônicos ao lado de blast beats e vocais meio gritados e urrados, mas nada extremamente gutural, cortesia do frontman Johnny Plague, mas quem rouba mesmo a minha atenção é a tecladista Alana Potocnik: vai ser gata assim lá em casa!

Banda, que faz parte da Century Media, é a que mais se destaca na cena

Bem, voltando ao álbum antes que a patroa reclame, tudo se inicia com “Raise the Dead” que é uma intro muito bem feita e dá um clima com aquele coro de crianças bem macabro. O que vem depois é porrada atrás de porrada, sendo que é possível apontar alguns destaques individuais como "One For The Butcher" e "Drop The Match" ou “California" que tem uma letra densa e até mesmo sarcástica.

Só que nem tudo são flores, já que o WOP tentou fugir de um dos estereótipos que sempre acompanharam a banda, o fato de ser um grupo de uma música só, ou seja, todas as estruturas são muito parecidas, por isso mesmo que eles trouxeram novas propostas, mas acontece que não ficou tão interessante assim e até mesmo confuso como em “Monster” que a alternância de vocais ficou toda embolada ou o excesso de “fuck” parecendo mais um CD de rapper (olha aquela minha birra voltando), mas a falha mais forte atende por “Ultimate Warrior” que nada mais é que um falatório sem sentido que deve ter saído de algum episodio da Xena ou Conan. Se a idéia era dar um clima, não rolou e força apenas a apertar o botão do rádio para mudar de faixa.

No final de tudo, “Against The World” se mostra melhor do que eu imaginava. Não é ainda um divisor de águas do estilo, mas pelo menos mostra uma garra e uma vontade de inovar. se o objetivo foi realmente esse, ponto para o WOP. Agora é só esperar que eles continuem nesse ritmo.


Texto: Harley

Revisão/edição: Eduardo Cadore

Fotos: Divulgação


Ficha Técnica

Banda: Winds of Plague

Álbum: Against the World

Ano: 2011

País: EUA

Tipo: Deathcore


Formação

Johnathan "Johnny Plague" Cooke (Vocal)

Art Cruz (Bateria)

Nick AESS (guitarra)

Andrew Glover (Baixo)

Nick Piunno (Guitarra)

Alana Potocnik (Teclados)

Track list

01. Raise The Dead
02. One For The Butcher
03. Drop The Match
04. Built For War
05. Refined In The Fire
06. The Warrior Code
07. Against The World
08. Monsters
09. Most Hated
10. Only Song We're Allowed To Play In Church Venues
11.
California
12. Strength To Dominate

Acesse

Myspace

Assista

“Drop the Match”

“California”

“The Impaler”

Sampler do disco

Ao vivo

“Redefined in the Fire”

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Headcat: O Lado Rockabilly do Mestre Lemmy

Headcat mostra seu amor pelo Rock anos 50/60

“Lemmy is God”! Só nome desse cara já é sinônimo de Rock & Roll. Acho que não existe nenhum headbanger que não curta Motorhead, e se existir ele que vá ouvir Restart.

Pois bem. Além de ser frontman de uma das bandas mais fudidas do universo, Motörhead, Lemmy, que sempre foi um fã declarado de Rockabilly, decidiu ressuscitar o Headcat.

Para quem não conhece, o Headcat é um Power trio formado por Lemmy Kilmister (baixo e vocal), Dany B. Harvey (guitarrista do Rockats e 13 Cats) e Slim Jim Phanton (batera do Stray Cats). É dessa junção que vem o nome da banda (Head de Motörhead e Cat de Stray Cats e 13 Cats).

A primeira reunião ocorreu em 2000, quando essas 3 feras se encontraram em estúdio onde estava sendo gravado um tributo ao rei Elvis chamado “Swing Cats: a Special tribute To Elvis”. Conversa vai, conversa vem e ai nasceu o Headcat, com o seu CD de estréia Lemmy, Slim Jim e Danny B (que nome mais original, não acham?), um álbum de covers com releituras de clássicos como Chuck Berry e, é claro, Elvis Presley.

Em 2007 outra junção, dessa vez para gravar o DVD “Rocking The Cat Club Live the Sunset Trip”. Muito legal ver no DVD como o local conhecido mundialmente pela cena glam se rende ao rock clássico até mesmo com passos de dança hilários.

Trio homenageia o Rockabilly com tributo e músicas inéditas

Agora, 11 anos após o primeiro lançamento, o trio volta com mais um ataque “Walk the Walk... Talk the Talk”, que apresenta ainda mais clássicos como “Crossroad”, além de duas inéditas que são tão legais que parecem músicas feitas na década de 50 e 60, os anos dourados do Rock.

Então, é só colocar o CD para rodar, empurrar os móveis da sala e sair dançando nos embalos do Rockabilly com a voz do Lemmy que a cada dia que passa está mais curtida em whiskey barato e cada vez melhor, por isso que eu reafirmo o que eu falei lá em cima: “Lemmy is God”.


Texto: Harley

Revisão/edição: Eduardo Cadore

Fotos: Divulgação


Ficha Técnica

Banda: Headcat

Álbum: Walk the Walk... Talk the Talk

Ano: 2011

Tipo: Rockabilly


Formação

Lemmy Kilmister (Vocal e Baixo)

Dany B. Harvey (Guitarra)

Slim Jim Phanton (Bateria)



Tracklist

1. American Beat
2. Say Mama
3. I Ain’t Never
4. Bad Boy
5. Shaking All Over
6. Let it Rock
7. Something Else
8. The Eagle Flies On Friday
9. Trying To Get To You
10. You Can’t Do That
11. It’ll Be Me
12.
Crossroads Blues

Ouça “Big River”

Veja a banda ao vivo

“Something Else”

“Crossroads”

“Blue Suede Shoes”

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Resenha de Shows: 28/07/2011 - A NIGHT TO REMEMBER IN PORTO ALEGRE

Banda sueca volta ao Rio Grande do Sul e não decepciona

Após seis anos da primeira apresentação dos suecos na capital gaúcha, eis que o Evergrey volta a se apresentar novamente em Porto Alegre/RS, mas desta vez o lugar escolhido para apresentação foi o inusitado Teatro do CIEE, onde nunca houve uma apresentação de uma banda de Heavy Metal.

Mas mesmo tendo a desconfiança dos fãs foi uma ótima escolha, pois acabou dando todo o clima para apresentação dos suecos.

Com um público muito, mas muito abaixo do esperado (quem chegava para o show até pensava que tinha sido cancelado devido o baixo público), que tinha um pouco mais de 80 pessoas, mas felizmente tudo ocorreu bem e exatamente às 22h inicia o show com os músicos lentamente subindo ao palco e surgindo a figura sombria de Tom Englund levando os presentes a loucura.

O show abre com a nova “Leave it Behind Us” mostrando muito feeling e sentimento levando o público a loucura, sem tempo para respirar “Monday Morning Apocalypse” mantém o clima do show em alta.

“As I Lie Here Bleeding” do album Recreation Day entra em cena para deixar todos sem pulmões (e um detalhe: esta era apenas a terceira música da noite). A seguir viria uma seqüência matadora do álbum In Search of Truth: “The Masterplan”, “Rulers Of The Mind” e “Mark Of The Triangle” deixando todos ensandecidos e de queixo caído tamanho o entrosamento e perfeição que esta nova banda de Tom Englund executava as músicas, os duetos de guitarra de Tom e do novo guitarrista Marcus Jidell eram de arrepiar e os solos de Marcus perfeitos, mantendo fiel a proposta da banda.

Banda fez show histórico para poucos, mas fiéis, fãs

Após esta seqüência matadora, Tom conversa com o público e diz aos presentes que já está 48h sem dormir e se por acaso ele desmaie, por favor, me acordem levando a todos a risos gerais e neste meio tempo Tom aproveitou para distribuir algumas palhetas ao público levando aos fãs à “loucura”.

Após este momento de descontração, Tom avisa que a próxima música é o primeiro single do novo álbum Glorious Collision, “Wrong”, interpretada com maestria pela banda, com destaque a Tom que interpretou com uma emoção fora do normal levando os presentes a ficarem vidrados em sua interpretação.

“Blinded” retorna com os riffs pesados e intrincados levando o público a bater cabeça novamente e cantar do começo ao fim este grande clássico da banda.

Vocalista/guitarrista Tom Englund foi um show a parte! Um dos maiores vocalistas da atualidade!

Tom faz uma pergunta aos fãs se eles gostariam de ouvir algo velho ou novo? Então em uníssono os fãs respondem “old, old...” eis que “Solitude Within” entra em cena mostrando toda técnica desta nova banda com um entrosamento fantástico, além de Marcus Jidell ainda temos o excelente baterista Hannes Van Dahl que tem uma pegada absurda, o experiente baixista Johan Niemann (ex - Therion) e o tecladista Rikard Zander que já acompanha a banda há alguns anos, mostrando que mesmo com uma troca de formação significativa Tom Englund deu volta por cima e apresenta um cartel de músicos acima da média.

Com o clima ainda sombrio “Nosferatu” aparece em uma performance perfeita, tirando lágrima dos olhos dos fãs, tamanho o sentimento e interpretação que Tom passava, simplesmente a melhor música da noite. Eis que “I’m Sorry” surge como um dos momentos mais emocionantes do show, Tom pede para acender as luzes do Teatro para poder ver todos cantarem com ele, simplesmente mágico, sem sua guitarra e apenas uma lata de cerveja na mão, Tom comanda a platéia de forma única levando aquelas 80 pessoas a se tornarem 1000 na hora do refrão de arrepiar mesmo.

A primeira parte do show encerra com a nova “Frozen” que foi muito bem recebida pelos fãs, com um ótimo refrão e riffs pesados aliando as melodias sombrias da banda.

Todos saem do palco, fazendo aquele tradicional final “fake”. Não demora muito e Rikard e Hannes voltam ao palco e dão inicio a “When The Walls Go Down” com uma bela interpretação e já mostrava que o final do show estava se aproximando.

“Recreation Day” e “Broken Wings” dão continuidade a parte final do show e, sem tempo de pensar, “A Touch Of Blessing”, o clássico definitivo dos suecos, é executado levando os fãs ao delírio total, tamanha precisão e simpatia que esta banda esbanjava em cima do palco.

E as emoções não pararam por ai. Antes de saírem do palco, Tom & Cia pedem para os fãs esperarem 5 min que eles iriam descer para dar autógrafos e conversar com seu público, isto deixou todos inquietos (sinceramente quando ouvi isto fiquei mais nervoso do que no show) e então todos os músicos se dirigem ao Lobby do Teatro para atender seus fãs, tirando fotos dando autógrafos, simplesmente inesquecível depois de um show fantástico a simpatia e humildade desses grandes músicos do Metal mundial em conversar com seus fãs sem medo e frescura, mostrando para que vieram honrar o Metal e seus fãs.

Ponto positivo para escolha da casa de show onde o Teatro do CIEE se mostrou mais uma ótima opção para se realizar shows menores com uma excelente infra-instrutora e uma ótima acústica. Ponto negativo mais uma vez a produtora Abstratti, que novamente peca na divulgação do evento, levando muitos bangers a nem ficarem sabendo do show, tamanho descuido e desleixo da produtora em relação a uma grande banda como o Evergrey.

Texto: Renato Sanson

Revisão/edição: Eduardo Cadore

Fotos: Renato Sanson


SET LIST:

1.Leave It Behind Us

2.Monday Morning Apocalypse

3.As I Lie Here Bleeding

4.The Masterplan

5.Rulers Of The Mind

6.Mark Of The Triangle

7.Wrong

8.Blinded

9.Solitude Within

10.Nosferatu

11.I'm Sorry

12.Frozen

Justificar

Encore:

13.When The Walls Go Down

14.Recreation Day

15.Broken Wings

16.A Touch Of Blessing