sexta-feira, 21 de junho de 2024

Resenha: Sebastian Bach - Child With the Man (2024)

Por Carol Pen 

Reigning Phoenix Music (Imp.)

Sebastian Bach é conhecido principalmente pela sua passagem como vocalista na banda de Hard ‘N Heavy Skid Row, sendo essa a formação que trouxe maior sucesso e reconhecimento para banda. Sebastian Bach gravou três álbuns de estúdio com o Skid Row: “Skid Row” (1989)”Slave to the Grind” (1991) e ”Subhuman Race” (1995). Após divergências entre os membros da banda, Sebastian deixa o Skid Row em 1996 e começa a focar em sua carreira solo.

A discografia solo dele inclui 5 álbuns de estúdio principais: "Bring 'Em Bach Alive!" (1999)"Angel Down" (2007)"Kicking & Screaming”(2011)"Give 'Em Hell" (2014), o recente “Child Within The Man” (2024) e o ao vivo no Hellfest na França "Abachalypse Now" (2013).

A volta de Bach com seus trabalhos solo tiveram como previa os singles “What Do I Got To Lose?”“Everybody Bleeds” e “(Hold On) To The Dream” – performadas na sua recente vinda ao Brasil no festival Summer Breeze em abril de 2024 –, dando aos fãs um gostinho do que poderiam esperar para seu novo álbum.

O primeiro dentro de dez anos, “Child Within The Man” foi lançado no dia 10 de maio pela Reigning Phoenix Music e flutua nas essências do Hard Rock e Heavy metal. As 11 faixas do álbum foram produzidas e mixadas por Michael Elvis Baskette, produtor musical norte-americano que trabalhou também com as bandas Alter Bridge, Limp Bizkit, Falling in Reverse, Slash, e mais. Ele possui seu próprio estúdio em Orlando na Florida, chamado “Barbarosa Studios South”, e foi lá que o álbum de Bach foi gravado.

Os músicos recrutados para esse álbum foram Devin Bronson (guitarra), Todd Kerns (baixo) e Jeremy Colson (bateria), os mesmos que estão em turnê com Bach. Além dos guitarristas convidados John 5, Orianthi e Steve Stevens.

A capa do álbum estava enrolada em um tubo desde 1978, segundo Sebastian. Ela foi pintada pelo seu falecido pai, David Bierk, que era um pintor realista americano-canadense conhecido por trabalhar no gênero pós-moderno. David foi também o autor da gravura na capa de "Slave To The Grind" (1991), uma das eleitas “melhores capas de álbum de 1991” pela revista Rolling Stones. E por ter sido criada na década de 70, a capa de “Child Within The Man” carrega elementos que remetem a era setentista, mesmo o álbum não sendo setentista na sonoridade. Mas que com certeza traz um grande significado para Sebastian.

O album inclui também as faixas “Freedom”“Hard Darkness”“Future Of Youth”“Vendetta”“F.U”“Crucify Me”“About To Break” e “To Live Again”. Tendo duração de 47 minutos e 35 segundos.

Os temas das letras envolvem valores e princípios de Bach, que em sua habilidade vocal criam uma atmosfera emocional e impactante junto da experiência sonora mais pesada que os riffs de guitarra cativantes geram com a linha de baixo e a bateria bruta e veloz. A única balada que se destaca neste álbum, já que o mesmo está repleto por um som enérgico, é a faixa final “To Live Again”.

Tivemos como resultado um álbum que retorna às raízes do Rock pesado que Bach, ou “Tião”, como os fãs brasileiros o chamam, carrega em sua bagagem como um artista talentoso e dedicado para manter seu sucesso na cena do Hard ‘N Heavy. Além dele nos transmitir mensagens inspiradoras sobre coragem e perseverança ao corremos atrás dos nossos sonhos!

“Child Within The Man” está disponível tanto em mídia física (CDs, cassete e vinis) quanto nas plataformas de streaming. Para promover a divulgação do novo álbum, Sebastian Bach, está em turnê pela América do Norte.







quinta-feira, 20 de junho de 2024

Entrevista - Vesperaseth: Mix de Influências no Death Progressivo

 



Oriunda de Campinas (SP), o Vesperaseth faz um Death Metal progressivo moderno, com influências do Djent e afinações baixas, enfim, indicado a fãs dessa vertente. Outra característica do grupo são as letras em português.

Conversamos com a banda para falar sobre seu trabalho e o recente álbum "Nebro", que foi produzido por eles.


RtM: Olá Naamã. Obrigado pela sua gentileza em nos atender. Parabéns pelo lançamento do álbum “Nebro”, pois o material ficou de primeira…
Naamã: Eu que agradeço a oportunidade dessa entrevista, sempre uma honra ter o trabalho reconhecido.


RtM: Como você pode descrever o trabalho na composição deste tipo de sonoridade?
Naamã: É um trabalho muito detalhista, feito com calma, tentamos misturar diversas influências dentro de uma atmosfera que consiga transmitir a mensagem de cada música proposta.


RtM: Eu ouvi o álbum diversas vezes e, só após várias tentativas, conseguir captar parte das suas ideias. Os fãs têm sentido este tipo de dificuldade também?
Naamã: sim, sem dúvida. Somos sempre questionados sobre nossas influências e qual o estilo da banda, com honestidade nem nós mesmos conseguimos responder com exatidão. 

"Nebro" é um trabalho que foi feito para ser apreciado com calma, às vezes é preciso ouvir várias vezes para entender as nuances propostas.



RtM: Existem planos para o relançamento de “Nebro” através da MS Metal Records, atual gravadora de vocês?
Leandro: Conversamos algumas vezes. Estamos avaliando as possibilidades. Mas, com certeza, temos isso em mente para um futuro próximo.


RtM: Adorei o fato de trabalharem com o português, mas isso não pode vir a atrapalhar vocês no mercado internacional?
Eric: Escolher o português nas letras foi algo natural quando criamos o projeto e que veio a se tornar um diferencial nos shows. 

Em relação ao mercado internacional, podemos sim, ter alguma dificuldade inicial, porém acreditamos que quem se identificar com a proposta da banda pode acabar fazendo uma pesquisa sobre as letras e temas e assim se identificar mais com nossas ideias.


RtM: Como estão rolando os shows em suporte ao disco? A aceitação está sendo positiva?
Leandro: Tem sido ótimo. E diria até surpreendente para alguns primeiros ouvintes. Já temos um público cativo que já elegeram suas músicas prediletas  e temos trabalhado para chegar cada vez mais longe com o disco.


RtM: Carlos Fides é o melhor designer do país e foi justamente ele que assinou a capa do CD. Qual a intenção dela e como ela se conecta com o título?
Naamã: Carlos Fides fez um trabalho incrível com a capa, parece ter pulado das páginas de H.P Lovecraft, os temas líricos são em torno do caos, loucura e horror cósmico, o que conecta perfeitamente a arte com o tema do álbum.


RtM: “Nebro” foi todo produzido pela banda, confere? Foi satisfatório seguirem por este caminho?
Thiago - Sim, "Nebro" foi todo produzido pela banda, e foi super satisfatório! Eu, especialmente, adorei, já que sou um entusiasta da produção. 

Adoramos experimentar, dar ideias e empurrar nossos limites. Produzindo por conta própria, tivemos todo o tempo do mundo para pensar e lapidar as músicas até o resultado de hoje. Com todos da banda contribuindo e sem a pressão do tempo, o processo criativo fluiu muito melhor!


RtM: Imagino que já estejam trabalhando em um terceiro full lenght. Se sim, como está se dando o processo e como ele está soando?
Leandro: Já estamos trabalhando em um novo disco. Estamos ainda em uma fase inicial do processo, trabalhando algumas ideias.  

É difícil dizer como está soando, justamente por isso. Gostamos de trabalhar as músicas com calma, fazer várias experimentações. Mas, o que podemos adiantar, é que o peso do Nebro estará presente.


RtM: Novamente parabéns pelo trabalho e vida longa ao VESPERASETH...
Naamã: mais uma vez, agradecemos a oportunidade dessa entrevista, siga nossas redes sociais e fique por dentro das novidades.









Cobertura de Show: New Model Army – 08/06/2024 – Carioca Club/SP

A banda britânica New Model Army, conhecida por sua intensidade e compromisso com temas sociais e políticos, mais uma vez impressionou seu público com um show vibrante e cheio de energia.

Com mais de três décadas de carreira, o grupo não só cativa pela sua longevidade, mas também pela relevância contínua de suas letras e pela entrega visceral em suas performances ao vivo.

As músicas do NMA, são propriamente ditas e bastante vistas/descritas como emotivas, intensas e rebeldes, imagem exata e bem representada da inquietude juvenil da época que foram lançados (1980).

No dia 08/06, a banda fez uma passagem por São Paulo, deixando muitos fãs ansiosos para a data; O New Model Army mostrou que não apenas resistiu ao teste do tempo, mas continuou a evoluir musicalmente, incorporando novos elementos e mantendo-se relevante tanto para os fãs de longa data quanto para uma nova geração de ouvintes, nos entregando uma experiência intensa e catártica que combina a energia crua do Punk com a profundidade lírica do Rock alternativo.

Desde o momento em que pisam no palco, a banda liderada pelo carismático Justin Sullivan captura a atenção do público com sua presença magnética e entrega feroz. Cada música é uma jornada emocional, desde baladas melancólicas e reflexivas até hinos explosivos de protesto e rebelião.

Justin é um mestre em engajar a plateia, compartilhando histórias pessoais e contextos por trás das músicas, o que adiciona uma camada extra de profundidade à experiência, levando a plateia cada vez mais próxima da banda, e com isso provando que parte de todo aquele sucesso, também é culpa de muito carisma!

Além disso, a energia contagiante do público é palpável. Fãs de todas as idades e origens se reúnem para cantar junto e se deixar levar pela música. É uma celebração como forma de expressão e como veículo para transmitir mensagens de esperança e consciência social, quase que um abraço em cada um ali presente!

A banda não apenas entregou um espetáculo cheio de paixão e vigor, com um setlist incrível e recheado das “the best of”, mas também conseguiu criar um espaço onde os temas de resistência, esperança e autenticidade ressoaram profundamente com o público.

No fim das contas, sair de um show do New Model Army é carregar consigo não apenas memórias musicais de um show incrível, mas também um senso renovado de propósito e um desejo de enfrentar o mundo com coragem e determinação.

O show se encerrou com “I love the world”, não apenas encerrando a noite com uma nota impulsionam-te, mas também reafirmando os valores e as mensagens que o New Model Army tão habilmente comunica através de sua música.

Ao deixar o palco, o New Model Army deixa para trás um público energizado e inspirado, levando consigo memórias de uma noite onde a música se tornou um catalisador para emoções profundas e reflexões sobre o mundo que nos cerca. Esperamos que não demorem a voltar, já estamos ansiosos por isso.

“Stay strong, stay true, until we meet again under the same stars”

Antes do show do NMA, Os Brutus, banda em que os músicos se vestem de máscaras de lucha libre mexicana, iniciou a noite esbanjando as influências da Surf Music e do Punk Rock.


Texto: Mayara Dantas

Fotos: Edu Lawless

Edição:/Revisão: Gabriel Arruda

 

Realização: Liberation MC

Mídia Press: Tedesco Comunicação & Mídia

 

New Model Army

Coming or Going

States Radio

First Summer After

Language

Winter

Stormclouds

Do You Really Want to Go There?

Never Arriving

Here Comes the War

225

Green and Grey

Idumea

51st State

Angry Planet

Purity

Wonderful Way to Go

***Encore***

Vagabonds

The Hunt

I Love the World



segunda-feira, 10 de junho de 2024

Cobertura de show: Ron Keel – 17/05/2024 – House of Legends (SP)

 O Metal Cowboy que conquistou São Paulo!

Pela primeira vez, o lendário Ron Keel aterrissou em terras tupiniquins, trazendo dois shows exclusivos em São Paulo. A apresentação foi dividida em duas partes: um show acústico no dia 16 de maio no Malta Rock Bar e outro com sua banda solo, no dia 17 de maio no House of Legends, acompanhados pelas bandas de abertura Nite Stinger e pelo retorno triunfal do grupo Cavalo Vapor.

Na sexta-feira, 17 de maio, o bairro da Vila Madalena começou a ser invadido por cabeludos, aumentando o burburinho nas redondezas deste bairro boêmio. Uma pequena fila começou a se formar do lado de fora do House of Legends, que abriu suas portas às 21h. Aos poucos, a casa foi enchendo, criando uma atmosfera de excitação e expectativa.

A banda paulistana Nite Stinger subiu ao palco. Conhecida por suas referências ao hard rock clássico dos anos 80, em 2021 eles lançam seu primeiro álbum de estúdio, rotulado com o próprio nome da banda “Nite Stinger” e também semanas atrás eles fizeram parte do lineup do Summer Breezer 2024.  Formado pelo gentleman Jack Fahrer (vocal), Bruno Marx (guitarra), Bento Mello (baixo, Sioux 66), Ivan Landgraf (guitarra, RF Force) e Ivan Busic (bateria, Dr. Sin, Ultraje a Rigor, Taffo, Supla e Eduardo Araújo), que não pode comparecer, passando as baquetas para o Rafael Rosa, do Sinistra.

Às 21h30, a banda Nite Stinger iniciou o espetáculo com a energizante "You Want It, You Got It" e, em seguida, "Heading Out". O público ainda estava se acomodando, mas a energia já começava a crescer, com os fãs se soltando e se preparando para a noite que prometia ser inesquecível.

Bruno Marx agitou a galera com a música "Let It Shake" do projeto Tales From the Porn do vocalista Stevie Rachelle (Tüff), seguido por "Saturday Night" e "That Feeling", que fizeram a plateia cantar junto e aumentar a interação com a banda. A sequência continuou com "Let Me In", "Gimme Some Good Lovin", a nova "All Night & Day", e finalizou com um cover grandioso de "Danger Zone" de Kenny Loggins, que fez parte da trilha sonora do filme Top Gun. Essa performance deixou todos prontos para a próxima atração.

Com a casa mais cheia, a banda Cavalo Vapor subiu ao palco, já recebida por uma quantidade considerável de fãs ansiosos. Formada pelos irmãos Luiz e Oscar Sacoman, ao lado do vocalista Nando Fernandes (atualmente no Sinistra), a banda lançou em 1997 seu primeiro e único álbum "Greatest Little Hits", que em breve será relançado em CD e LP pela Classic Metal Records. Durante as gravações desse álbum, houve a participação especial de Sylvinha Araújo e dos irmãos Andria e Ivan Busic (Dr. Sin) nos backing vocals, além de Ian Gillan, do Deep Purple, com um solo de gaita na introdução do blues "Antes Só".

Nesta noite, Cavalo Vapor contava com Luiz Sacoman (guitarra), Rane Oliveira (vocal), JB Neto (baixo), Delfin Rolán (teclado) e Biel Astolfi (bateria). A bateria de Astolfi começou com um estrondo para "Fera Sem Ferro", seguida pela saudosa "Ainda Pode Ser". Delfin Rolán nos teclados arrepiou o público ao iniciar a clássica "Sem Escalas", fazendo a plateia cantar cada refrão com fervor. A banda estava cativando a energia do público e preparando-os para Ron Keel.

O show seguiu com "O Rato e o Elefante Branco", "Epicentro" e "Não Tente Fazer Isso em Casa". No bis, o público clamou por mais "Epicentro", encerrando um show fantástico junto com o belíssimo vocal do Rane Oliveira e deixando todos aquecidos para a atração principal. Foi uma volta triunfal que os fãs esperam que seja definitiva.

Era a vez do Ron Keel, vocalista, guitarrista, produtor, compositor e radialista americano, iniciou sua carreira no Tennessee e se mudou para Los Angeles em 1983 com o Steeler – banda que apresentou o virtuoso guitarrista Yngwie Malmsteen para o mundo – lançando um álbum autointitulado pela Shrapnel Records. Em 1984, Ron Keel chegou a gravar uma fita demo com membros do Black Sabbath, mas o projeto não prosseguiu devido a desentendimentos com o produtor.

Após deixar a Steeler, Ron Keel formou a banda Keel, que assinou com a Gold Mountain/A&M Records. De 1984 a 1989, a banda vendeu 2 milhões de discos e teve dois álbuns produzidos por Gene Simmons, do KISS, que entraram no Hot 100 da Billboard. Em 1987, um cover da banda foi destaque no filme "Dudes". Keel se reuniu em 2008 para celebrar seu 25º aniversário, após lançar um álbum de demos inéditas em 1998.

Finalmente, chegou a vez de Ron Keel. Anunciado por Carlos Chiaroni, dono da Animal Records, Ron subiu ao palco com um visual de vaqueiro infernal e seu violão, surpreendendo a plateia ao iniciar com a balada acústica "Calm Before the Storm". A recepção foi excelente, com o público reagindo com entusiasmo à performance intimista.

Com a entrada da banda completa – Dave Cothern (guitarra), Bento Mello (baixo), Bruno Luiz (guitarra) e Gabriel Haddad (bateria) – a apresentação ganhou força com "Road Ready". A música começou lentamente e foi crescendo até explodir em um hard rock potente, com solos impressionantes de Cothern e uma energia contagiante.

A House of Legends estava fervendo. Ron tinha uma viagem no tempo preparada em sua setlist, começando com um coral convidando o público a participar de "Hard On the Other Side (Heart On the Inside)", seguida pelo riff arrebatador de "United Nations". Ron fez uma pausa para conversar com o público, agradecer a presença de todos e reconhecer os artistas que o acompanhavam. Sem muita demora, ele emendou com o cover de Patti Smith "Because the Night" e "Somebody’s Waiting", onde a plateia cantou junto até ficar sem fôlego, deixando Ron visivelmente emocionado com a participação maciça.

O show continuou com "Here Today Gone Tomorrow", onde os solos eletrizantes de Cothern foram aplaudidos fervorosamente. Depois, Ron convidou o público a entrar no túnel do tempo com um medley das músicas do Steeler: "Backseat Driver", "Rock n’ Roll Animal" e "Don’t Say You Love Me". Os fãs mais antigos ficaram emocionados com esses clássicos.

Após essa sequência nostálgica, foi a vez do guitarrista Dave Cothern brilhar com um solo impressionante, enquanto a banda se preparava para mais uma série de clássicos. O solo incluiu riffs de "Believer" (Ozzy Osbourne) e "Victim of Changes" (Judas Priest), deixando a plateia em êxtase. Com o grupo de volta ao palco, seguiram com o cover do Rose Tattoo "Rock n’ Roll Outlaw" e "I Said the Wrong Thing to the Right Girl".

Ron, com seu violão em mãos, começou a balada "Tears of Fire", descendo do palco para cantar junto ao público. Ele andou até o meio da plateia, onde estava Carlão, seu amigo, e lhe deu um abraço emocionado, criando um momento inesquecível. Ron voltou ao palco e emendou com mais um clássico do Steeler, "No Way Out", seguido pela icônica "The Right to Rock", fechando o show para os fãs old school.

Mas o público não queria deixar acabar ali. Com gritos de bis, a banda retornou ao palco e tocou "The Mob Rules" do Black Sabbath, seguida por "Serenade" e finalizando com a poderosa "Cold Day in Hell".

Ron Keel entregou uma performance de tirar o chapéu, mostrando que sua voz e carisma permanecem intactos após 40 anos de carreira. Após o show, ele e Dave Cothern atenderam aos fãs com simpatia, autografando materiais, conversando e bebendo com o público de maneira descontraída e amigável. Este show de Ron Keel foi memorável e esperamos que ele volte em breve para repetir a dose desse espetáculo mágico.


Texto: Matheus Morbus                              

Fotos: Edu Lawless / Matheus Morbus

Edição/Revisão: Gabriel Arruda

 

Realização: DNA Rock Events

Mídia Press: ASE Press

 

Nite Stinger

You Want It, You Got It

Heading Out

Let It Shake (Tales From The Porn)

Saturday Night

That Feeling

Let Me In

Gimme Some Good Lovin'

All Night and Day

Danger Zone (cover de Kenny Loggins)

 

Cavalo Vapor

Fera Sem Ferro

Ainda Pode Ser

Sem Escalas

O Rato e o Elefante Branco

Epicentro

Não Tente Fazer Isso em Casa

Epicentro (bis)

 

Ron Keel  

Calm Before the Storm (acústico)

Road Ready

Hard On the Other Side (Heart on the Inside)

United Nations

Because the Night (cover de Patti Smith)

Somebody’s Waiting

Here Today Gone Tomorrow

Backseat Driver, Rock n’ Roll Animal, Don’t Say You Love Me (Medley)

Rock n’ Roll Outlaw (cover de Rose Tattoo)

I Said the Wrong Thing to the Right Girl

Tears of Fire

No Way Out (Steeler)

The Right to Rock  

***Encore***

The Mob Rules (cover de Black Sabbath)

Serenade

Cold Day in Hell

quarta-feira, 5 de junho de 2024

Cobertura de Show: Accept – 19/05/2024 – Santo Rock Bar/ABC

Apesar do Accept presentear o ABC Paulista com show arrebatador e quase intimista pela proximidade de contato visual e sonoro bem de perto, perdemos mais uma chance de elevar o patamar da turnê de uma grande banda na região com a presença do underground. 

Era para ser um evento reunindo um monte de bandas de São Paulo e do ABC, começar as 14h00 e adentrar a noite com o Accept celebrando 45 anos de vida no lançamento do mais recente disco Humanoid. Passou batido e vida que segue.

Sobrou para o Skalyface, de Osasco (SP) e formado em 2020, a tarefa de abrirem o evento. Fizeram uma apresentação pontual, direta, com repertório curto para ir aquecendo o lugar, que realmente começou a ficar quente e abafado com ar condicionado sem funcionar. Tocaram na íntegra o EP “Dark Angel”, um cover de The Evil That Men Do (Iron Maiden), que teve a participação do vocalista Raphael Dantas, mas tudo sem muita expressão. 

Não deram aquela sacudida que uma banda de abertura precisa, por isso, ao meu ver, o feedback teria sido maior tendo mais bandas antecedendo o show, pois haveria um equilíbrio no conjunto do evento preparado para o Accept, e de fato, há sempre uma grande expectativa na abertura de um show quando se tem um clássico fechando a noite.

O Accept cumpriu seu papel, fez tudo que faltou e mais um pouco... emocionaram o público! Quem teve o privilégio de assisti-los no Santo Rock Bar com som e iluminação em perfeitas condições, sentiu um momento único de bangear, cantar as letras e não tirar os olhos do palco. 

O lugar proporcionou com muita qualidade a performance dos caras ao vivo, independentemente de onde a pessoa estava, foi muito positivo pois a banda interagiu a todo momento. O trio com Wolf Hoffmann (clássico e carismático guitarrista da formação original) junto a Joel Hoekstra e Uwe Lulis que não saturaram as guitarras, ouvia-se tudo perfeitamente bem. 

O baixo de Martin Motnik e a bateria de Christopher Williams deram o peso que toda aquela estrutura merecia.

Quem dispensa apresentações é o vocalista Mark Tornillo, que fará 70 anos em junho próximo, chega ao seu 6º disco desde 2009 à frente do Accept. 

Realmente, assisti-lo pela primeira vez deixa a sensação de como um vocalista vem para ficar, cuida da sua força e saúde vocal, da afinação, postura de palco, põe a galera para cantar, além de dar continuidade na história em que o Accept começou no Heavy, Speed e Power Metal. Um show impecável! Ele e Wolf Hoffmann foram personalidades marcantes na noite.

Do repertório, apresentaram algumas músicas do disco novo, destaque para The Reckoning e Humanoid, intercalaram com os clássicos da discografia antes e pós-UDO, claro, sem deixar de fora músicas que gastaram meus discos de adolescente: Midnight Mover, Metal Heart, Fast As A Shark e Balls To The Wall.

No geral, casa cheia, boa estrutura, pontualidade, horário excelente para voltar para casa. Entretanto, poderiam colocar mais bandas de abertura começando mais cedo? Sim! Ligar o ar condicionado pois o lugar é fechado e saiu todo mundo derretendo do lugar? Sempre! Melhorar o atendimento de quem consome bebidas lá dentro? 

Essa parte precisa melhorar bastante pois havia uma regra: quem pedia a cerveja mais cara era atendido primeiro! Quem pedia a cerveja em mais barata para tomar e curtir o show, fazia o pagamento e ficava um bom tempo esperando (que foi meu caso e de várias pessoas em volta que estavam presentes). Essa regra de consumo hierarquizado pela condição do bolso de cada um realmente foi uma novidade.

Enfim, uma noite inédita e memorável para o ABC Paulista, no qual já passaram pela casa Primal Fear, Tim "Ripper" Owens e Vinny Appice. 

O fã fez sua parte e compareceu, inclusive muitos amigos de cidades vizinhas de longas datas foram, alguns viajaram para reencontrar-se e ver de perto essa lenda do Heavy Metal alemão, onde fez uma apresentação digna, clássica carimbando com muita honra seu nome e fidelidade ao som por quase 5 décadas. Voltem sempre Accept!!!


Texto: Roberto Bertz (Fanzine Pandemia)

Fotos: Amanda Vasconcelos

Edição/Revisão: Gabriel Arruda 


Realização: Dark Dimensions 

Mídia Press: JZ Press

Links relacionados: Entrevista 


Accept

The Reckoning

Humanoid

Restless And Wild

Midnight Mover

London Leatherboys

Straight Up Jack

Dying Breed

Zombie Apocalypse

Riff Orgy

Breaker

Shadow Soldiers

Frankenstein

Princess Of The Dawn

Metal Heart

Teutonic Terror

Pandemic

Fast As A Shark

Balls To The Wall

I’m A Rebel